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domingo, 28 de janeiro de 2018

EM CABUL, SOBE PARA 103 O NÚMERO DE MORTOS EM ATENTADO

Ferido recebe ajuda após explosão de carro-bomba em Cabul, no Afeganistão, neste sábado (27) (Foto: Massoud Hossaini/ AP)

O governo do Afeganistão elevou neste domingo para 103 o número de mortos no atentado realizado ontem pelos talibãs com uma "ambulância-bomba" no centro de Cabul.

"Os números que temos mostram que, infelizmente, vários feridos que estavam em estado crítico perderam suas vidas. Agora, o número de mortos é 103 e o de feridos, 235", indicou o ministro do Interior do Afeganistão, Wais Ahmad Barmak, em entrevista coletiva.

O ministro explicou que entre os feridos há 35 policiais, mas não soube informar quantos agentes morreram no atentado.

O chefe da missão da ONU no Afeganistão, Tadamichi Yamamoto, classificou o ataque como uma "atrocidade" e disse que o uso de um veículo médico configura o atentado como uma "violação do direito humanitário internacional".

Ambulância-bomba

Uma explosão de uma "ambulância-bomba" na manhã do sábado (27) deixou mortos e vários feridos, de acordo com o Ministério da Saúde afegão. O Talibã reivindicou a autoria deste atentado, que já é considerado um dos mais violentos dos últimos anos na cidade.

O alvo exato dos terroristas ainda não está claro. Um edifício próximo ao hospital Jamuriat foi afetado e ameaçava desabar.

"O suicida usou uma ambulância para passar pelos postos de controle. No 1º controle disse que transportava um paciente para o hospital Jamuriat. No segundo posto de controle, foi identificado e detonou os explosivos", explicou à AFP Nasrat Rahimi, porta-voz do ministério do Interior.

No bairro onde ocorreu a explosão estão prédios governamentais (entre eles os escritórios do Ministério do Interior afegão), além de embaixadas estrangeiras e os da União Europeia.

O Alto Conselho da Paz, responsável pelas negociações com os talibãs (atualmente bloqueadas), também fica na região. A área estava movimentada no momento do ataque, ocorrido por volta das 12h45 (horário local), já que sábado é um dia útil no país.

Papa condena ataque

O Papa Francisco lamentou neste domingo a "violência desumana" registrada no Afeganistão, uma referência aos últimos atentados ocorridos no país.

O pontífice citou a "dolorosa notícia do terrível atentado terrorista cometido em Cabul, com quase cem mortos e muitos feridos", durante a habitual oração dominical na Praça de São Pedro.

"Há poucos dias, outro grave atentado, também em Cabul, tinha semeado o terror e a morte em um grande hotel. Até quando o povo afegão terá que suportar essa violência desumana?", questionou.

AUTOR: EFE

segunda-feira, 24 de julho de 2017

EM KABUL, ATENTADO SUICIDA MATA 24 PESSOAS E DEIXA 42 FERIDAS

Explosão afetou imóveis em Kabul (Foto: Wakil Kosar / AFP Photo)

Pelo menos 24 civis morreram e outros 42 ficaram feridos em um atentado suicida cometido nesta segunda-feira (24) com um veículo cheio de explosivos em uma rua próxima a uma área residencial onde vivem funcionários afegãos no oeste de Kabul.

A explosão do veículo aconteceu pouco antes das 7h (horário local, 23h30 de domingo, 23, em Brasília), em uma rua no Distrito Policial 3 no oeste da capital afegã, afirmou o porta-voz do Ministério do Interior, Najib Danish.

O porta-voz anunciou, na sua página oficial da rede social Facebook, que pelo menos 24 pessoas morreram e 42 ficaram feridas, "todas elas civis".

Segundo Danish, no local da explosão três veículos e 15 lojas também foram danificados.

Ainda que o local onde tenha ocorrido a explosão fique próximo a uma área residencial onde moram funcionários do governo afegão, o atentado afetou sobretudo lojas e estabelecimentos situados em ambos os lados da rua.
Mulheres afegãs lamentam e choram em frente a um hospital de Kabul após um ataque suicida (Foto: Mohammad Ismail / Reuters)

Talibã reivindica atentado

Os talibãs reivindicaram o atentado suicida realizado com um carro-bomba no oeste de Kabul. O alvo, segundo os rebeldes, eram , integrantes dos serviços de inteligência.

O objetivo eram dois micro-ônibus com "interrogadores" dos serviços de inteligência afegãos, disse o porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahid, em um comunicado, no qual acrescentou que no ataque "com um carro repleto de potentes explosivos" morreram 37 deles.

"Dois micro-ônibus estavam há dois meses sob vigilância e foram atacados depois que pegaram todos os passageiros", disse Mujahid, acrescentando que os veículos iam para a sede dos serviços de inteligência na capital afegã.

A agência de inteligência Diretório Nacional de Segurança rejeitou a versão dos talibãs, ao afirmar que esse departamento "não utiliza ônibus para transportar seus funcionários".

AUTOR: EFE

segunda-feira, 20 de junho de 2016

ATAQUE SUICIDA CONTRA ÔNIBUS DEIXA 14 MORTOS E 8 FERIDOS, EM CABUL

Forças de segurança do Afeganistão examinam marcas de sangue em microônibus que sofreu atentado terrorista em Cabul (Foto: REUTERS/Omar Sobhani)

Pelo menos 14 pessoas morreram e outras oito ficaram feridas nesta segunda-feira (20) em um ataque suicida em um ônibus no qual viajavam guardas de segurança estrangeiros em Cabul, no Afeganistão, segundo fontes oficiais.

O ataque aconteceu no começo da manhã no leste da capital afegã, e foi dirigido contra o ônibus no qual viajavam guardas nepaleses, afirmou à Agência Efe o chefe do Departamento de Emergência da Polícia no Ministério do Interior afegão, Homayoon Aini.

"Quatorze mortos e oito feridos no ataque terrorista de hoje em Cabul, segundo informação inicial", afirmou em sua conta no Twitter o porta-voz do Ministério do Interior, Sediq Sediqqi, acrescentando que a polícia está tentando identificar as vítimas.

Os talibãs reivindicaram o ataque suicida "contra os invasores estrangeiros" em mensagem divulgada por um de seus porta-vozes, Zabiullah Mujahid, na qual afirmou que "mais de 20 guardas foram mortos e feridos".

A instabilidade no Afeganistão tem aumentado desde o fim da missão militar da Otan em dezembro de 2014.

AUTOR: EFE

domingo, 22 de maio de 2016

SUCESSOR DE MANSUR PODE SER MAIS PERIGOSO NA LIDERANÇA DOS TALIBÃS

Cartaz mostra imagem do rosto de Sirajuddin Haqqani, procurado pelo FMI. (Foto: Reuters)

O comandante guerrilheiro afegão Sirajuddin Haqqani, um possível sucessor para o líder do Taliban, o mulá Akhtar Mansour, poderá ser um inimigo ainda mais implacável das forças do governo afegão sitiadas e seus aliados norte-americanos.

Os Estados Unidos mataram Mansour em um ataque aéreo em uma área remota do Paquistão, próxima à fronteira, informou o governo do Afeganistão no domingo, em um ataque que deve acabar com as perspectivas imediatas de negociações de paz. Os EUA não confirmaram a morte de Mansour.

Uma recompensa de US$ 5 milhões é oferecida pela prisão de Haqqani, considerado pelas autoridades dos EUA e do Afeganistão como o comandante mais perigoso da insurgência taliban, responsável pelos ataques mais sangrentos, incluindo um no mês passado em Cabul, em que 64 pessoas foram mortas.

Se Haqqani for confirmado como o próximo líder do Taliban, que pode ser visto como adequado para o descendente de uma família que tem sido notoriamente envolvida em décadas de derramamento de sangue do Afeganistão.

Seu pai, Jalaluddin Haqqani, foi um líder dos mujahideen que lutaram contra as tropas soviéticas que invadiram o Afeganistão em 1979. O ex-congressista Charlie Wilson chamou Jalaluddin em certa ocasião de "a bondade personificada" e foi tão altamente estimado que visitou a Casa Branca, quando Ronald Reagan era presidente.

Seu filho é visto como um guerrilheiro ainda mais cruel.

Sirajuddin Haqqani se tornou um dos dois subcomandantes do Taliban no ano passado, integrando a temida facção militante conhecida como a rede Haqqani.

O Taliban agora controla mais territórios do que à época da derrubada do governo em 2001, e as esperanças de negociações de paz impulsionadas pelos Estados Unidos entraram em colapso, enquanto o derramamento de sangue aumentou.

Morte de Mansur
Os serviços de inteligência do Afeganistão confirmaram neste domingo (22) a morte do principal líder dos talibãs, o mulá Akhtar Mansur, em um ataque com drones dos Estados Unidos no território do Paquistão, em uma região próxima à fronteira entre os dois países.

"O líder talibã, Akhtar Mansour, morreu ontem em um ataque aéreo na região de Dalbandin, no Baluchistão, no Paquistão", disse à Agência Efe Jamil Sultani, vice-porta-voz do Diretório de Segurança Nacional (NDS).
Fotografia feita no sábado mostra moradores paquistaneses em volta de um veículo destruído por um drone, no qual o líder Akhtar Mansour estaria. (Foto: AFP)

Em comunicado divulgado pelo DNS, o órgão de inteligência explicou que o ataque aéreo aconteceu às 15h45, hora paquistanesa da véspera, em Baluchistão, no Paquistão.

"Akhtar Mansur, que estava sob vigilância há muito tempo, viajava ontem em um veículo com seus companheiros na região de Dalbandin, onde foi alcançado e abatido", diz a nota.

O órgão defendeu que nem os ataques terroristas ou suicidas são justificados pelo islã ou pelos "princípios humanos" e informou que as forças de segurança afegãs continuarão "sua luta pela paz e a estabilidade".

"Os terroristas devem se dar conta de que, caso continuem com seus ataques, serão eliminados", acrescentou o NDS, ressaltando que a forma de evitá-los é "abandonar as armas".
Foto sem data mostra o mulá Akhtar Mansour, líder talibã (Foto: Handout/Reuters)

O mulá Mansour foi apontado como o líder dos talibãs depois que o governo afegão revelou, em julho do ano passado, que o fundador e líder histórico desse grupo, o mulá Omar, tinha morrido em 2013.

Sua designação à frente do principal grupo insurgente afegão foi muito discutida entre os talibãs e gerou cisões e inclusive um confronto militar aberto entre os homens leais a Mansour e os liderados pelo mulá Rasul.

Apesar essa disputa interna, os talibãs ganharam mais espaço desde o final da missão de combate da Otan no Afeganistão, no fim de 2014, e cometeram ataques com grandes baixas e chegaram a tomar o controle da cidade de Kunduz, no norte do país, durante alguns dias no ano passado.

Desde o final de 2015, os talibãs controlam quase um terço do território afegão, segundo um relatório do órgão americano Inspetor Geral para a Reconstrução do Afeganistão (SIGAR).

AUTOR: EFE

segunda-feira, 28 de março de 2016

PAQUISTÃO INICIA CAÇADA A AUTORES DE ATAQUE SUICIDA QUE MATOU DEZENAS DE CRISTÃOS

Familiares choram a morte de vítima de ataque perto de parquet em Lahore, no Paquistão, que aconteceu no domingo (27) (Foto: Mohsin Raza/ Reuters)

Autoridades paquistanesas estão em busca nesta segunda-feira (28) de membros de uma facção do Talibã, leal ao Estado Islâmico, que reivindicou a responsabilidade por um ataque suicida contra cristãos que deixou 72 mortos, de acordo com a France Presse. A CNN indica que 341 ficaram feridas.

Ao menos 29 crianças que aproveitavam o domingo (28) de Páscoa foram mortas quando um homem-bomba se explodiu em um parque movimentado na cidade de Lahore, base de poder do premiê Nawaz Sharif.

"O homem-bomba detonou os explosivos perto da área onde as crianças brincavam nos balanços", afirmou Muhamad Usman, funcionário do governo da cidade.

"Executamos o ataque de Lahore e os cristãos eram o nosso alvo", afirmou Ehsanullah Ehsan, porta-voz da facção Jamaat-ul-Ahrar, antes de prometer mais ataques contra escolas e universidades, de acordo com a France Presse.

A polícia isolou a área e nesta segunda ainda era possível observar pedaços de roupas ensanguentados nos balanços.
Vítima da explosão sendo socorrida depois que uma bomba explodiu em um parque público no Paquistão (Foto: Arif Ali/ AFP)

No domingo, os médicos descreveram cenas de horror no hospital Jinnah, ao mesmo tempo que o Twitter foi dominado por pedidos de doação de sangue. A situação continuava caótica na manhã desta segunda, com parentes de vítimas e jornalistas entrando e saindo do centro médico.

A jovem paquistanesa Malala Yousafzaï, vencedora do Nobel da Paz, afirmou estar "abatida com a matança sem sentido", informou a France Presse.
FOTO: Mohsin Raza/ Reuters

Repercussão
O papa Francisco repudiou nesta segunda o ataque suicida de militantes islâmicos, classificando-o como "hediondo" e exigindo que as autoridades do país protejam minorias religiosas.

O Paquistão é um país de maioria muçulmana, mas tem uma população cristão de mais de 2 milhões de pessoas.

A brutalidade do ataque da facção Jamaat-ur-Ahrar, no quinto atentado a bomba do grupo desde dezembro, reflete as tentativas do movimento de aumentar sua importância entre os divididos militantes islâmicos do Paquistão.

Esse foi ataque o mais mortal no Paquistão desde o massacre de 134 crianças em dezembro de 2014 em uma academia militar na cidade de Peshawar, que gerou uma grande repressão do governo à militância islâmica.

O porta-voz do Exército general Asim Bajwa disse que agências de inteligência, o Exército e forças paramilitares iniciaram diversas operações na área de Punjab após o ataque atrás dos responsáveis pelo atentado.
AUTOR: G1

domingo, 13 de dezembro de 2015

EXPLOSÃO DE BOMBA EM MERCADO DEIXA 12 MORTOS E 30 FERIDOS, NO PAQUISTÃO

Homem ferido é carregado após explosão de bomba em um mercado (Foto: AFP PHOTO / IRFAN BURKI)

Ao menos 12 pessoas morreram e 30 ficaram feridas neste domingo (13) em um atentado com bomba em um concorrido mercado de uma zona xiita da região tribal de Kurram, noroeste do Paquistão, segundo informa a France Press.

A explosão aconteceu no mercado de Eidgah em Parachinar, capital do distrito tribal semiautônomo de Kurram. O atentado não foi reivindicado, mas essa zona é conhecida por confrontos entre muçulmanos sunitas e xiitas.

De acordo com uma fonte oficial da Agência Efe, dois suspeitos foram detidos, mas as autoridades desconhecem se foi um atentado suicida ou uma bomba colocada no mercado.

Parachinar é palco habitual de atos violentos por parte da insurgência local e de vizinha da região do Waziristão do Norte, onde o exército lançou em junho de 2014 uma operação militar antiterrorista, que continua atualmente.

Na ofensiva morreram pelo menos 3,4 mil insurgentes e 488 militares, de acordo com fontes o Exército, e desde seu início o número de ataques insurgentes reduziu de forma significativa.

O ataque de hoje ocorre a 3 dias da homenagem do primeiro aniversário do massacre de 151 pessoas, entre elas 125 crianças, em um colégio administrado por militares em Peshawar, um ataque do principal grupo talibã do país, o Tehrik-i-Talibã Paquistão (TTP), em 16 de dezembro de 2014.

Os talibãs justificaram o ataque como ato de vingança pela operação do Exército.

AUTOR: G1

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

ATAQUE EM AEROPORTO DEIXA 37 MORTOS E 35 FERIDOS, NO AFEGANISTÃO

Militantes do Talibã tentam assumir controle de local que também abriga base militar da Otan, em Kandahar. Ação deixa 37 mortos e 35 feridos. Movimento ataca ainda província de Helmand, no sul do país.

Pelo menos 37 pessoas morreram e 35 ficaram feridas em um ataque do Talibã ao aeroporto de Kandahar, no sul do Afeganistão, confirmou nesta quarta-feira (09/12) o Ministério afegão de Defesa. A tentativa de invasão do local, onde também funciona uma base aérea militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), já dura mais de 24 horas.

Segundo o ministério, dos 11 militantes que participaram da ação no aeroporto apenas um continua atacando as forças de segurança. "Nove insurgentes foram mortos e outro está ferido", ressaltou o comunicado oficial.

Testemunhas disseram que os militantes usaram civis como escudo humano. De acordo com uma fonte de segurança, isso dificultou o contra-ataque. Um porta-voz do Talibã afirmou que a ação do grupo no aeroporto ainda continua e que foram mortos muitos soldados e destruídos veículos e helicópteros.

Em 14 anos de guerra, o ataque no aeroporto da cidade de Kandahar, considerada o berço do movimento extremista, é mais grave contra instalações militares no sul do país.

Mais violência

Militantes do movimento extremistas atacaram ainda nesta quarta-feira um distrito da província de Helmand, ao sul do país, matando 14 integrantes das forças de segurança. O grupo conseguiu assumir o controle de Khanisheen.

"O distrito de Khanisheen estava sendo atacado nos últimos dias, mas somente ontem o Talibã intensificou a luta contra forças de segurança e finalmente eles conseguiram assumir o controle de toda a região", afirmou o chefe do conselho provincial de Helmand, Karim Atal.

A escala de violência no país começou com a retirada das tropas estrangeiras, no final do ano passado. Com a diminuição da presença militar, o Talibã intensificou os ataques contra forças do governo afegão.

AUTOR: CN/lusa/afp/ap

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

ATAQUE TALIBÃ CONTRA BASE AÉREA DEIXA MORTOS, NO PAQUISTÃO

Soldados cercam prisão de Peshawar, no Paquistão, que foi atacada pelo Talibã nesta sexta (18) (Foto: Stringer/Reuters)

Pelo menos 29 pessoas, incluindo 26 soldados, morreram e 120 ficaram feridas em um ataque talibã contra uma base da Força Aérea perto de Peshawar, a principal cidade da região norte do Paquistão, nesta sexta-feira (18).

Mais de 10 insurgentes atacaram nesta sexta-feira a base militar de Badaber, que fica perto de uma área residencial de Peshawar, caminho para a fronteira com o Afeganistão. O balanço anterior citava 17 mortos.

Os militares conseguiram conter o avanço dos rebeldes, anunciou o general Asim Bajwa, porta-voz do exército paquistanês. "As forças paquistanesas reagiram com rapidez e eficácia para confinar os terroristas a um espaço restrito", completou.

Várias pessoas que rezavam em uma mesquita próxima aos confrontos morreram, segundo o exército.

O balanço anterior também citava pelo menos 13 insurgentes mortos, segundo os militares paquistaneses.

Uma fonte da Força Aérea que pediu anonimato afirmou que a base é utilizada apenas para alojar militares. "Na base não está nenhuma aeronave, nenhum avião de combate", disse.

De acordo com Kifayatulah, dono de uma loja próxima à base e testemunha do ataque, tudo começou com granadas e disparos de armas automáticas.

O porta-voz do Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), grupo islamita armado que luta há oito anos contra o governo, reivindicou o ataque, o mais violento contra uma base militar paquistanesa.

O TTP cometeu em dezembro de 2014 o atentado mais grave da história moderna do Paquistão, quando um comando invadiu uma escola de Peshawar e matou mais de 150 pessoas, a maioria crianças.

Depois deste ataque, o exército paquistanês intensificou as operações contra os redutos jihadistas no noroeste do país, em particular nas zonas tribais de Berkeley e Waziristão do Norte, região que serviu de quartel-general ao TTP, para a rede Haqani e a Al-Qaeda na última década.

No início da semana, a aviação paquistanesa bombardeou o vale de Shawal, uma área remota do Waziristão do Norte com uma floresta densa que possibilita refúgios aos insurgentes. As operações militares ajudaram a reduzir o número de atentados islamitas no país nos últimos meses.

Como reação ao ataque contra a escola de Peshawar, o Paquistão voltou a aplicar a execução de condenados à morte e criou tribunais antiterroristas polêmicos, que autorizam o exército a julgar civis a portas fechadas.

Desde então, o Paquistão enforcou mais de 200 condenados à pena capital, alguns deles sem qualquer relação com os talibãs locais, denunciam organizações de defesa dos direitos humanos, que pedem a Islamabad o retorno da moratória da pena de morte.

AUTOR: FRANCE PRESSE

quarta-feira, 29 de julho de 2015

AFEGANISTÃO CONFIRMA MORTE DE LÍDER DO TALIBÃ E FAZ APELO PELA PAZ

Durante conflito com milícias afegãs rivais, o olho direito de Omar teria sido atingido por estilhaço. (Foto: AP)

O governo afegão confirmou nesta quarta-feira a morte do Mulá Mohammed Omar, o que poderia colocar fim a quase 14 anos de mistério sobre o estado do líder do Talibã. Fazendo um apelo por paz, o palácio presidencial se limitou a dizer em um comunicado que Omar morreu em abril de 2013 no Paquistão. Ele não era visto em público desde 2001, quando a coalizão liderada pelos Estados Unidos derrubou seu governo. O grupo militante ainda não se pronunciou.

"O Governo do Afeganistão acredita que as bases para as negociações de paz afegãs estão mais avançadas hoje do que antes e, portanto, apela a todos os grupos armados da oposição para aproveitar a oportunidade e se somar ao processo de paz", diz a nota.

Antes do palácio se pronunciar, a Agência de Inteligência afegã já havia confirmado a informação, que começou a circular nos sites de notícias e nas redes sociais na manhã desta quarta-feira.

O porta-voz da Agência de Segurança Nacional do Afeganistão, Abdul Hassib Seddiqi, informou que Omar teria morrido em um hospital na cidade paquistanesa de Karachi.

Ainda há poucos detalhes sobre as circunstâncias da suposta morte. Mais cedo, uma autoridade afegã, que falou sob condição de anonimato, disse que ele morreu de uma doença há dois anos e havia sido enterrado na província de Zabul, no Sul do Afeganistão. Segundo essa mesma fonte, o fato fora confirmado por agentes paquistaneses. Em seguida, o governo afegão disse que estava investigando os relatos.

A confirmação pode reacender as profundas divisões do Talibã e jogar os insurgentes em uma luta pela sucessão. Nesta semana, jornais paquistaneses informaram que o filho mais velho de Omar, o mulá Mohammad Yaqoub, de 26 anos, estava desafiando o número dois do grupo, o mulá Akhtar Mansoor, pela liderança.

As disputas internas do movimento podem atrasar o processo de paz, prioridade do governo do presidente Ashraf Ghani. Está prevista para esta semana uma nova rodada de conversas entre o governo afegão e membros do Talibã no Paquistão, mas ainda não se sabe se a notícia da morte pode atrapalhar o encontro. A primeira reunião ocorreu no início de julho, depois de várias conversas informais.

O mulá nasceu em 1960 no vilarejo de Chah-i-Himmat, na província de Kandahar. Em 1989, ele lutou com o Talibã na vitória sobre milícias afegãs rivais durante guerra civil que eclodiu no país após a retirada das tropas soviéticas, em 1989. Na ocasião, Omar teria sofrido um ferimento por estilhaços no seu olho direito.

Sete anos depois, em 1996, ele se tornou o "líder supremo" do grupo. Uma biografia de Omar, publicada pelo Talibã no início do ano, conta que ele não tinha casa nem conta bancária, mas era dono de "um senso de humor especial".
Afeganistão confirma morte de líder do Talibã e faz apelo por paz. (Foto: AP)

O Departamento de Estado americano oferecia uma recompensa de US$ 10 milhões por informações que levassem à sua captura. A partir de 2001, rumores sobre a morte dele foram recorrentes, mas só confirmados nesta quarta-feira.

AUTOR: O Globo

segunda-feira, 22 de junho de 2015

7 TERRORISTAS MORREM EM ATAQUE DE TALIBÃS A PARLAMENTO, NO AFEGANISTÃO

Explosão é vista em local de ataque ao parlamento afegão nesta segunda-feira (22) em Cabul (Foto: Shah Marai/AFP)

Um ataque executado nesta segunda-feira (22) pelos talibãs contra o Parlamento afegão em Cabul terminou com os sete criminosos mortos, anunciou o governo.
"O ataque acabou. Eram sete criminosos: um se matou ao explodir um carro perto do edifício do Parlamento e seis foram mortos pelas forças de segurança depois que entraram em prédio próximo", disse à AFP o porta-voz do ministério do Interior, Najib Danish.

Segundo a Reuters, uma televisão estava transmitindo ao vivo do Parlamento quando a explosão atingiu o edifício e parlamentares foram vistos saindo do prédio.

Várias das detonações que aconteceram no ataque se deveram à explosão de um depósito de munição das forças de segurança afegãs que fica no prédio do Parlamento.

O porta-voz do ministério da Saúde Pública, Ismail Kawusi, informou à Efe que 18 civis ficaram feridos no ataque e foram levados ao hospital Istiqlal, centro de saúde próximo à sede legislativa.

A fonte disse que entre os feridos há três mulheres e duas crianças.

Na sessão Câmara Baixa desta segunda estava previsto tratar a nomeação de Masoum Stanekzai como novo ministro da Defesa, designação que deve ser ratificada no Parlamento.

AUTOR: G1/SP

sábado, 27 de dezembro de 2014

CHEFE TALIBÃ ENVOLVIDO NO MASSACRE DE ESCOLA NO PAQUISTÃO É MORTO

Soldado passa pela escola que foi atacada por homens armados do Talibã em Peshawar (Foto: Zohra Bensemra/Reuters)

As forças de segurança paquistanesas mataram um chefe talibã que teria participado da organização do ataque dos talibãs contra uma escola no Paquistão no qual 149 pessoas morreram, anunciaram as autoridades nesta sexta-feira (26).

No último dia 16, talibãs abriram fogo contra uma escola para filhos de militares em Peshawar, principal cidade do noroeste do país. Este foi considerado o mais sangrento ataque rebelde dos últimos anos no país.

Esse líder talibã, conhecido como "Saddam", foi morto na quinta-feira à noite em uma troca de tiros com as forças de segurança na zona tribal de Khyber, perto da cidade de Peshawar (noroeste), onde o massacre foi cometido.

"O comandante Saddam era um terrorista temido. Foi abatido em uma troca de tiros com as forças de segurança na cidade de Jamrud", declarou o chefe da administração regional Shahab Ali Shah, em entrevista coletiva, em Peshawar.

"Seis dos seus cúmplices foram feridos e detidos", completou, acrescentando que estavam sendo interrogados pela polícia.

Saddam era suspeito de ter contribuído para o ataque contra a escola, embora a natureza e o grau do envolvimento ainda sejam desconhecidos.
Feridos são retirados de escola que foi atacada pelo Talibã em Peshawar, no Paquistão (Foto: Mohammad Sajjad/AP)

Segundo esse líder regional, Saddam é um importante comandante dos talibãs paquistaneses da organização Tehreek e Taliban Pakistan (TTP), autor de vários atentados a bomba.

Seus cúmplices e ele tiveram envolvimento em vários ataques recentes contra as forças de segurança que causaram graves perdas, afirmou Shah.

O Exército disse ter matado 23 rebeldes, nesta sexta, entre eles "alguns comandantes relevantes", em ataques aéreos sobre a região tribal do Waziristão do Norte, perto da fronteira afegã.

"Um enorme depósito de munições subterrâneo e um sistema de túneis foram destruídos", acrescentou o Exército.

Os talibãs encontraram abrigo na região de Khyber, após uma ampla ofensiva do Exército paquistanês, em junho, no Waziristão do Norte. Essa região fronteiriça com o Afeganistão se transformou em abrigo dos rebeldes e dos combatentes ligados à Al-Qaeda.

Também nesta sexta, um avião americano não tripulado (drone) matou pelo menos quatro indivíduos que seriam rebeldes islâmicos, no Waziristão do Norte, informou uma autoridade de Segurança.

AUTOR: AFP

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

TALIBÃS MATAM 84 E FAZEM REFÉNS EM ESCOLA NO PAQUISTÃO

Crianças deixam escola para filhos de militares que foi alvo de ataque dos talibãs nesta terça-feira (16); pelo menos 84 pessoas morreram (Foto: Khuram Parvez/Reuters)

Pelo menos 95 pessoas, incluindo 82 crianças e adolescentes, foram mortos em um ataque do Talibã contra uma escola para filhos de militares em Peshawar, principal cidade do noroeste do Paquistão, informaram as autoridades locais. O número de feridos ainda é incerto.

Segundo as autoridades do Paquistão, algumas crianças ainda eram feitas reféns por homens do Talibã dentro da escola. Os combates entre o exército e os criminosos na escola prosseguiam no meio da tarde.

De acordo com a imprensa local, um grupo de seis insurgentes vestidos com uniformes do exército entrou na escola durante a manhã. As forças de segurança rodearam o edifício e entraram em confronto com os extremistas.

O exército iniciou uma operação de resgate no interior da escola que, segundo a imprensa local, encontra-se muito danificado pelos disparos e explosões. O local tem alunos com idades entre 10 e 18 anos.

O primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, classificou o ataque como uma “tragédia nacional”.

O ataque foi reivindicado pelo Talibã, que alegaram uma vingança pelos combatentes mortos na ofensiva militar na região de Peshawar. "Nós atacamos a escola porque o exército ataca nossas famílias. Queremos que eles sintam nossa dor", disse o porta-voz do grupo, Muhammad Umar Khorasani.
Feridos são retirados de escola que foi atacada pelo Talibã nesta terça-feira (16) no Paquistão (Foto: Mohammad Sajjad/AP)
Soldado monitoram proximidades de escola militar atacada pelo Talibã nesta terça-feira (16) no Paquistão (Foto: Mohammad Sajjad/AP)
AUTOR: G1/SP

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

ATENTADO SUICIDA TALIBÃ DEIXA 3 MORTOS EM CABUL

AFP / Shah Marai

Soldados afegãos na área do atentado suicida em Cabul

Três funcionários do ministério afegão da Defesa morreram e oito ficaram feridos em um atentado suicida dos talibãs contra um ônibus nesta quinta-feira, um dia depois de dois ataques similares.

Os feridos estão em condição estável, segundo o porta-voz do ministério, Dawlat Waziri.

O atentado aconteceu no início da manhã, quando os funcionários seguiam para o trabalho.

Os talibãs reivindicaram o atentado.

Na quarta-feira, dois ataques suicidas, também reivindicados pelos talibãs, deixaram sete mortos e 15 feridos.

Os atentados aconteceram após a posse, na segunda-feira, do presidente Ashraf Ghani, que assunou um acordo de segurança com Washington e a Otan para manter tropas estrangeiras no Afeganistão em 2015.

AUTOR: AFP

segunda-feira, 9 de junho de 2014

TALIBÃS ASSUMEM AUTORIA DE ATAQUE A AEROPORTO NO PAQUISTÃO

Militares chegam a aeroporto no Paquistão durante atentado (Foto: Asif Hassan/AFP)

Rebeldes talibãs do Paquistão assumiram nesta segunda-feira (9) a autoria do ataque ao aeroporto de Karachi, segundo informaram autoridades locais. De acordo com a agência Reuters, ao menos 27 pessoas morreram.

Na noite deste domingo, homens fortemente armados atacaram o aeroporto, obrigando o cancelamento de todos os voos. Três explosões foram registradas e uma delas causou incêndio em um dos terminais. O Exército paquistanês anunciou que retomou o controle do aeroporto na manhã desta segunda, após seis horas de operação contra o grupo armado.
“Realizamos o ataque contra o aeroporto de Karachi para vingar a morte de Hakimullah Mehsud (antigo chefe do TTP)”, disse à agência AFP Shahidullah Shahid, porta-voz do movimento. O Movimento dos Talibãs do Paquistão (TTP) realiza desde 2007 uma rebelião armada contra o governo

Mehsud morreu em novembro do ano passado por um disparo de um drone dos Estados Unidos em zonas tribais do noroeste do Paquistão.

O ataque envolveu 10 militantes, com fuzis de assalto e explosivos. Segundo a polícia, pelo menos um deles usava colete de homem-bomba. Militares paquistaneses foram chamados para auxiliar a polícia a combater os terroristas e impedir a continuação do atentado.

Depois de quase 12 horas do início do ataque, o aeroporto foi liberado. Todos os militantes foram mortos, anunciou um porta-voz militar.

O jornal "Washington Post" diz que os terroristas tentaram sequestrar um avião, mas foram impedidos.

O ataque em Karachi coincide com o recente fracasso das negociações de paz entre as duas partes. Segundo Shahid, os diálogos são uma “ferramenta de guerra” do governo contra o TTP.

Na província do Baluchistão, no sudoeste do país, outros dois ataques neste domingo mataram 23 pessoas, a maioria peregrinos xiitas.

AUTOR: G1/SP

sexta-feira, 21 de março de 2014

ATENTADO CONTRA HOTEL NO AFEGANISTÃO DEIXA 13 MORTOS

Policial afegão guarda a entrada do hotel Serena em Cabul, no Afeganistão, nesta sexta-feira (21). Homens armados invadiram o local e abriram fogo, matando pelo menos nove pessoas (Foto: Anja Niedringhaus/AP)

Um atentado contra um hotel de Cabul, no Afeganistão, matou nesta sexta-feira (21) nove civis e quatro insurgentes. Uma das vítimas é o ex-diplomata paraguaio Luis María Duarte, informou a chancelaria em Assunção à AFP.

Entre os mortos também está Sardar Ahmad, de 40 anos, jornalista afegão que trabalhava na AFP desde 2003 e era um repórter veterano no país. Sua mulher e dois de seus três filhos também morreram.

Os talibãs reivindicaram o ataque.

Quatro jovens armados entraram no hotel se fazendo passar por clientes e dispararam contra as pessoas no restaurante, revelou o chanceler paraguaio, Eladio Loizaga.

O ministério do Interior afegão confirmou a morte de nove civis, incluindo crianças e cidadãos estrangeiros.

Os agressores "se esconderam durante várias horas em um banheiro do hotel e entraram no restaurante abrindo fogo", disse Loizaga à AFP. "Esconderam as armas dentro das calças", acrescentou.

Luis María Duarte, de 40 anos, trabalhava para o Instituto Nacional Democrata observando as eleições afegãs.

A ação ocorre poucas semanas antes da eleição presidencial no Afeganistão, da qual sairá o sucessor de Hamid Karzai.

Entre as vítimas civis estão duas crianças, três mulheres e quatro estrangeiros de Nova Zelândia, Canadá, Paquistão e Índia. Outros quatro civis ficaram feridos. As forças de segurança mataram os quatro insurgentes.

Nos últimos meses, aumentaram os ataques contra ONGs, instituições ocidentais e lugares frequentados por cidadãos de outros países.

O jornalista anglo-sueco Nils Horner foi assassinado a tiros no dia 11 de março no centro de Cabul enquanto fazia entrevistas. Em meados de janeiro, 21 pessoas, entre elas 13 estrangeiros, morreram em um atentado contra um restaurante frequentado por ocidentais no centro de Cabul, um dos ataques com maior número de vítimas de outros países.

Este não é o primeiro grande ataque contra o emblemático hotel de Cabul. Em 2008, oito pessoas morreram em um ataque contra o hotel, entre elas três americanos, um francês e um norueguês. Em 18 de janeiro de 2010, o Serena sofreu um novo ataque que causou a morte de 12 pessoas, entre elas sete terroristas.

O conflito afegão se encontra em um de seus momentos mais violentos desde a invasão dos Estados Unidos, que propiciou a queda do regime talibã há 12 anos.

A realização de eleições presidenciais no Afeganistão no dia 5 de abril intensificou as ações talibãs durante as últimas semanas.

Este ano é o último com presença de tropas da Otan no Afeganistão, de acordo com um calendário de retirada gradual que será concluído em dezembro, quando as forças locais assumirão a segurança em todo o território do país.

AUTOR: FRANCE PRESS

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

TALIBÃ PAQUISTANÊS CONFIRMA MORTE DE LÍDER POR DRONE

Hakimullah Mehsud (centro) em foto de outubro de 2009 (Foto: Reuters)

O Talibã paquistanês confirmou nesta sexta-feira (1º) a morte de seu líder, Hakimullah Mehsud, após um ataque com drone no Waziristão do Norte, segundo fontes de segurança citadas pela Reuters.

"O funeral de Hakimullah Mehsud está marcado para as 15h deste sábado em Miranshah", segundo uma fonte disse para a Reuters.

Mehsud já foi dado como morto em ocasiões anteriores.

AUTOR: G1/SP

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