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Mostrando postagens com marcador REBELIÃO. Mostrar todas as postagens
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terça-feira, 16 de outubro de 2018

EM FORTALEZA (CE), REBELIÕES SÃO REGISTRADAS EM 3 PRESÍDIOS NA NOITE DE SEGUNDA-FEIRA

Três rebeliões aconteceram na noite desta segunda-feira, 15, em diferentes presídios de Itaitinga. 

Informações dão conta que detentos teriam causado motins graças à recente decisão da Secretaria da Justiça e Cidadania do Ceará (Sejus) proibindo visitas de crianças a detentos que respondem por crimes sexuais. 

Determinação aconteceu após um interno ser acusado de ter cometido estupro contra uma menina de 11 anos, no último sábado.

As manifestações aconteceram em três sistemas carcerários de Itaitinga: Centro de Execução Penal e Integração Social Vasco Damasceno Weyne (Cepis), antiga CPPL V; Casa de Privação Provisória de Liberdade, CPPL VI; e Instituto Presídio Professor Olavo Oliveira II (IPPOO 2).

No IPPOO 2, detentos atearam fogo em colchões, causando focos de incêndio no local. Há informações que presos tentam invadir uma ala em que há detentos que respondem por crimes sexuais, como forma de retaliação ao estupro ocorrido no sábado, quando um interno foi acusado de cometer o crime durante uma visita. O POVO Online apurou que rebelião ocorre também para “matar presos que respondem por estupro em todas as unidades”.

AUTOR: O POVO

sábado, 15 de setembro de 2018

EM CASCAVEL (CE), REBELIÃO NA CADEIA PÚBLICA DEIXA 3 MORTOS

Na manhã deste sábado, (15), foi registrado uma rebelião na cadeia pública do município de Cascavel, distante 63 km de Fortaleza. Três homens foram mortos durante o tumulto, confirmou a Delegacia Metropolitana de Horizonte, plantonista da região.

Segundo informações do diretor do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindasp), Natanael Andrade, os três presos pertenciam à facção Guardiões do Estado (GDE) e foram assassinados por rivais do Comando Vermelho (CV).

A ação já havia sido controlada antes das 11 horas. A motivação e a identidade das vítimas não foram divulgadas até o fechamento desta matéria.

“As investigações agora estão em andamento e visam identificar os autores do crime”, informou a pasta.


AUTOR: oestadoce

quarta-feira, 18 de julho de 2018

EM SÃO BENEDITO (CE), PM AGE RÁPIDO E CONTROLA MOTIM NA CADEIA PÚBLICA

Um motim foi registrado na manhã desta quarta-feira, (18), na Cadeia Publica de São Benedito. O fato ocorreu após o horário destinado ao banho de sol dos internos, os quais se recusaram a voltar as celas e passaram a desacatar e atirar pedras nos Agentes Penitenciários causando um tumulto no local.

Os Policiais do Pelotão de São Benedito, bem como os PMs do Raio compareceram ao local. A situação estava bastante problemática, os detentos quebraram cadeiras, rasgaram lençóis e tentaram derrubar o portão da entrada principal da cadeia pública. Um reforço foi enviado ao local com as equipes do Batalhão de Divisas, Força Tática e Destacamentos dos municípios vizinhos, sendo então controlada a situação.

Policiais e Agentes Penitenciários realizaram uma vistoria em todas as celas sendo encontrados dois celulares, um cachimbo para consumo de crack e cinquenta gramas de maconha.

Após a vistoria foram conduzidos para Delegacia os seguintes detentos:

Roniele Rocha França, Marcos Antônio Pinto Brandão, Leonardo Farias de Oliveira, Antônio Rutiele de Carvalho, Lucilande Silva do Nascimento e Paulo Elton Rodrigues Matos, onde todos foram autuados por crimes de amotinamento, danos ao patrimônio, desacato e ameaça.

A Cadeia Pública de São Benedito tem capacidade para 36 presos, entretanto, abriga 87 detentos, sendo 51 a mais do que o limite.

AUTOR: Ibiapaba 24 horas

terça-feira, 31 de outubro de 2017

EM FORTALEZA (CE), POLÍCIA E AGENTES PENITENCIÁRIOS CERCAM CPPL 2

O cheiro de colchões queimados sinalizava o clima de tensão na unidade prisional JULIO CAESAR

Na noite de ontem, em frente à Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinto (CPPL II), em Itaitinga, o forte odor de queimado que era possível sentir a quilômetros de distância delatava que, no Complexo, o clima era de tensão. 

O POVO apurou, com uma fonte da Secretaria da Justiça (Sejus), que após a descoberta de um túnel, na Rua E, começou uma rebelião que se estendeu por todas as vivências da unidade. Vídeos de dentro da penitenciária mostram colchões sendo queimados e quebra-quebra.

A fonte relatou que os agentes penitenciários, Grupo de Apoio Penitenciário (GAP), Batalhão de Guarda Penitenciária (BPGep) e Batalhão de Choque (BPChoque) realizam a guarda externa e, na manhã de hoje, devem entrar na unidade. Não há informações confirmadas de feridos ou mortos.

O presidente do Conselho Penitenciário, Cláudio Justa, informou que não havia condições da entrada do Gap ou do Batalhão de Choque durante o período da noite, pois as chances de uma tentativa de resgate são grandes. “Ninguém vai entrar agora à noite porque existe ameaça de intervenção externa, quando um grupo criminoso de fora tenta resgate”, afirma Justa. Ele ainda informa que, só neste mês, três tentativas de resgate já ocorreram na unidade prisional.

Sobre vídeos com possíveis mortes de detentos na unidade, que foram divulgados ainda na noite de ontem, atribuidos a uma facção criminosa, Justa disse que há possibilidade de “julgamentos”, em que os detentos “decretados” são executados. “Trabalhamos com a hipótese de que eles estão fazendo um acerto de contas, uma espécie de julgamento ali dentro”, declarou.

Justa explica que a intervenção deverá ser feita inicialmente pelo Gap, mas se não for possível, o Batalhão de Choque, que inicialmente está atuando do lado de fora da unidade prisional, deve entrar também. Sejus

A Secretaria da Justiça não se pronunciou até a noite de ontem em relação ao caso, mas confirmou que o Gap realiza intervenção no local. O órgão afirmou que deve ser pronunciar hoje sobre o caso.

O POVO esteve no Complexo Penitenciário de Itaitinga, que abriga a CPPL 2, na noite de ontem, mas não havia movimentação do lado de fora. Localizado na Região Metropolitana de Fortaleza, o Complexo concentra detentos de uma determinada facção criminosa que está em disputa com outro grupo.

AUTOR: O POVO

segunda-feira, 10 de julho de 2017

EM FORTALEZA (CE), POLICIAIS, BOMBEIROS E AGENTES SÃO APEDREJADOS E FERIDOS NA OPERAÇÃO DE RETOMADA DA CPPL 3, PARA CONTROLAR REBELIÃO

Fogo se alastrou por várias alas da CPPL 3 desde a madrugada até a invasão da PM e Bombeiros

Dois policiais militares, um agente penitenciário e um bombeiro militar ficaram feridos na manhã desta segunda-feira (10) durante a invasão tática realizada pelas forças de Segurança Pública na Casa de Privação Provisória da Liberdade Professor Jucá Neto, a CPPL 3, localizada no Município de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). No entanto, informações extra-oficiais revelam que esse número é bem maior. Já o número de tentos feridos não foi divulgado.

O incidente ocorreu quando a tropa da Polícia Militar e os agentes penitenciários iniciaram uma retomada do presídio, palco de uma rebelião iniciada ainda na madrugada. Revoltados pela suspensão da visita de fim de semana, os presos começaram a quebrar grades das celas, queimar colchões e roupas e destruir as celas e galerias da cadeia. Era por volta de 3 horas quando as primeiras colunas de fumaça começaram a sair dos pavilhões e vivências.

Apedrejados

A situação piorava à cada momento em quando o dia amanheceu o presídio já estava cercado por várias patrulhas do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque). 

No entanto, o efetivo era pequeno para que fosse realizada a intervenção com segurança, já que, atualmente, estão confinados alicerça de 1.460 presos. A CPL 3 está isolada desde o começo do ano com presos que se dizem integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Somente por volta de 9 horas, já com reforço, a tropa da PM avançou taticamente nas dependências do presídio. Já a Secretaria da Justiça e da Cidadania (Sejus), informou em nota ter mobilizado também os agentes penitenciários plantonistas, do Núcleo de Segurança e Disciplina (Nused) e do Grupo de Ações Penitenciárias Especiais (Gape). Já o Corpo de Bombeiros Militar acionou várias viaturas para debelar as chamas no presídio.

Os policiais, bombeiros e agentes penitenciários foram repelidos pelos presos rebelados, que passaram a arremessar pedras e outros objetos contra os servidores da Segurança. A tropa do BPChoque usou granadas de gás lacrimogêneo e outros artefatos não-letais para progredir pelas galerias até chegar ao pátio central, onde os amotinados estavam livres depois de quebrar as grades das celas. Várias barricadas com fogo tiveram que ser ultrapassadas pela tropa até chegar ao pátio.

Visitas suspensas

Ainda de acordo com a nota oficial da Sejus sobre o caso, “Ainda durante a madrugada os internos começaram a colocar fogo nos colchões e a quebrar as celas da unidade prisional”. A Sejus confirmou em nota a causa da rebelião. “A motivação foi a suspensão das visitas do fim de semana, após os agentes penitenciários frustrarem a escavação de um túnel pelos internos”.

Ainda de acordo com o órgão, os policiai, bombeiros e agentes feridos foram encaminhados a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, enquanto os internos feridos estão sendo atendidos na própria unidade prisional.

AUTOR: FERNANDO RIBEIRO

sexta-feira, 16 de junho de 2017

EM FORTALEZA (CE), APÓS REBELIÃO, CLIMA É DE " GUERRA" ENTRE GRUPOS DE DETENTOS NA CPP9

Bandidos da GDE teriam ordenado a rebelião na CPPL 2 e isso gerou atrito com a "Massa"

O clima é de tensão e ameaças de morte dentro de um dos presídios do Complexo Penitenciário de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Trata-se da Casa de Privação Provisória da Liberdade Professor Clodoaldo Pinto, a CPPL 2. Detentos que se autodenominam integrantes da “Massa”, isto é, que não fazem parte de nenhuma facção, querem expulsar dali os membros da organização criminosa Guardiões do Estado (GDE).

As ameaças de um confronto entre os presidiários vieram à tona após uma rebelião que durou cerca de 18 horas, entre terça e quarta-feira, e que só acabou quando a tropa do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) foi autorizada a entrar no presídio e dominar os revoltosos.

Ontem, através das redes sociais, presos da “Massa” postaram áudios em que revelam a situação de tensão na cadeia. O motivo do entrevero entre os dois grupos não foi revelado. No entanto, nos áudios fica clara a tensão na unidade penal. Por conta disso, a segurança externa foi reforçada pela PM e internamente pelo Grupo de Apoio Penitenciário (GAP).

Transferências

O motim teria sido gerado exatamente por conta de boatos acerca de possíveis transferências que estariam para ser realizadas naquela unidade, em decorrência da exigência que a “Massa” estaria fazendo, isto é, retirar da CPPL 2 os membros da GDE.

Uma autoridade da Justiça, responsável pela fiscalização do cumprimento de penas nas unidades da Grande Fortaleza, informou que na quarta-feira passada o clima foi de muita tensão dentro do presídio e que, após a atuação da PM, a situação parecia ter voltado à normalidade.

Hoje, estão confinados na CPPL 2 cerca de 1.800 presos, muitos transferidos do Presídio do Carrapicho, em Caucaia, na RMF.

Já a Polícia Militar informou que reforçou a segurança nas unidades CPPL 2 e CPPL 3 com patrulhas do BPChoque para evitar novas fugas e motins. Na CPPL 3, cerca de 100 presos conseguiram fugir desde o início do ano. A fuga mais recente ocorreu no fim de semana passado. A Secretaria da Justiça e da Cidadania (Sejus) confirmou que 21 detentos escaparam através de um túnel. Uma semana antes, outros 10 também fugiram pelas mesmas escavações.

AUTOR: FERNANDO RIBEIRO

quarta-feira, 14 de junho de 2017

EM FORTALEZA (CE), DETENTOS INCENDEIAM COLCHÕES EM MOTIM NA CPPL II

Motim foi iniciado na tarde dessa terça-feira, 13, e chegou a ser controlado, mas nova confusão foi registrada na madrugada

Motins foram registrados na Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinto (CPPL II) na tarde dessa terça-feira, 13, e início desta quarta-feira, 14, em Itaitinga, após descoberta de túnel. Os detentos chegaram a incendiar colchões, durante a tarde. A movimentação foi controlada ontem, mas nova confusão foi iniciada nesta madrugada, também com queima de colchões, e contida por volta das 9h30min.

A Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado (Sejus) informou nesta manhã, em nota, que os presos queimaram muitos colchões nas quadras da unidade, o que dificultou a intervenção de agentes penitenciários e policiais militares. Dois presos foram encaminhados ao hospital com ferimentos.
O fogo foi controlado pelo Corpo de Bombeiros, e agentes penitenciários, do Núcleo de Segurança e Disciplina (Nused) e do Grupo de Ações Penitenciárias Especiais (GAPE) controlaram algumas vivências por volta das 9h30min, ainda segundo a secretaria.

Agentes do Batalhão de Choque (BP Choque) e do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foram acionados e entraram no local para controlar o restante dos detentos.

"Apesar do fogo, os danos nas celas foram pequenos. Uma possível motivação do motim foi a descoberta de um túnel na manhã de ontem (terça, 13), impedindo uma fuga de internos", completa a nota da Sejus.

Na tarde dessa terça, seis detentos foram levados ao hospital e alguns tiveram pequenos ferimentos, sendo atendidos na unidade prisional.

No último sábado, 10, 15 detentos fugiram da Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor José Jucá Neto (CPPL III). Os presos conseguiram escapar por um túnel na vivência A.

A Sejus informou que seis já foram recapturados desde a fuga.

AUTOR: O POVO

sábado, 3 de junho de 2017

NA PARAÍBA), REBELIÃO DEIXA 7 ADOLESCENTES MORTOS E TEM 27 FUGITIVOS

Familiares esperam notícias dos internos após tumulto no Lar do Garoto, no Agreste da Paraíba (Foto: Reprodução/TV Paraíba)

Pelo menos 27 internos do Centro Socioeducativo Lar do Garoto, em Lagoa Seca, no Agreste paraibano, fugiram após rebelião, confirmou a direção da unidade neste sábado (3). Pelo menos sete internos morreram e dois ficaram feridos após um tumulto na madrugada.

Segundo a polícia, a fuga em massa aconteceu por volta das 2h30. Em seguida, grupos rivais iniciaram uma briga dentro da unidade. Os internos atearam fogo em colchões e móveis.

A direção do Lar do Garoto informou que os internos que morreram foram carbonizados ou esquartejados. Os feridos foram levados para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande.
Rebelião no Lar do Garoto (Foto: G1 )

A Polícia Militar informou ainda que segue fazendo varredura nas alas. A dimensão da destruição da estrutura do centro socioeducativo ainda vai ser avaliada.

Segundo a Comissão de Direitos Criminais da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Paraíba (OAB-PB), a unidade tem capacidade para 40 internos, mas hoje abriga 218.
Fuga em massa e rebelião aconteceram no Lar do Garoto, na Paraíba, na madrugada deste sábado (Foto: Waléria Assunção/ TV Paraíba)

AUTOR: G1/PB

quarta-feira, 5 de abril de 2017

EM FORTALEZA (CE), 6 SOCIOEDUCADORES SÃO LESIONADOS DURANTE REBELIÃO DE ADOLESCENTES

Seis socioeducadores foram lesionados durante uma rebelião no Centro Educacional Cardeal Aloísio Lorscheider (Cecal), no Planalto Ayrton Senna. A ação foi registrada no começo da noite desta terça-feira, 4.

O POVO apurou que houve uma tentativa de fuga e os adolescentes em conflito com a lei lesionaram os profissionais. Aproximadamente 10 adolescentes foram encaminhados à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), em uma van, para realização do procedimento.

O Comando Tático Motorizado (Cotam), do Batalhão de Choque, esteve no local e controlou a ação dos adolescentes. Não há informações sobre o estado de saúde dos agentes socioeducativos.

AUTOR; O POVO

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

EM TIANGUÁ (CE), 09 INTERNOS SÃO TRANSFERIDOS APÓS MOTIM NA CADEIA PÚBLICA

Após motim realizado por detentos da Cadeia pública de Tianguá, e contornado pela Policia Militar, a Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) enviou ao local equipes da Grupo de Apoio Penitenciário (GAP), a fim de avaliar a situação daquele estabelecimento carcerário.

Nove internos foram transferidos para outras unidades prisionais sendo eles:

Artur de Araújo Rodrigues,

Cleber Batista dos Santos

Daniel do Nascimento Silva

Jardel Lima dos Santos,

Pedro Jefersson Albuquerque de Sousa

Fco José Marques Pereira

João Batista Fernandes Vieira do Nascimento

Fco Henrique da Silva Rodrigues

Fco de Assis Soares Teixeira.

A situação agora permanece tranquila.

AUTOR: IBIAPABA 24 HORAS

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

EM TIANGUÁ (CE), PRINCÍPIO DE REBELIÃO NA CADEIA PÚBLICA É CONTROLADO PELA POLÍCIA MILITAR

Na tarde desta segunda-feira, 06-02, foi registrado um princípio de rebelião na Cadeia Pública de Tianguá.

Os encarcerados quebraram as grades da cela 04, e passaram a atear fogo em alguns colhões. Em seguida quebraram as grades da cela de nº 01, onde estavam os internos Artur de Araújo Rodrigues; Francisco Alves da Silva; Orcleison Claudino dá Silva e Romário Araújo Gomes, os quais entraram em vias de fato com os demais encarcerados, vindo a ser lesionado em várias partes do corpo o detento Artur.

A Polícia Militar compareceu ao local e conseguiu controlar a situação.

O presidiário Artur sofreu algumas escoriações pelo corpo, sendo atendido pela equipe do resgate, em seguida conduzido ao hospital de Tianguá, mas não corre risco de morte.

Um aparelho celular, 17 trouxinhas de maconha, 03 facas e 03 cossocos foram encontrados durante vistoria realizada pelos PMs.

A Cadeia Pública de Tianguá tem capacidade para 45 detentos, porém, abriga uma população carcerária de 99 presos distribuídos em 06 celas.

Graças a ação rápida da Polícia Militar, a situação foi controlada.
Confira os vídeos do momento da rebelião.



AUTOR: IBIAPABA 24 HORAS

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

CEARÁ É O TERCEIRO ESTADO DO BRASIL COM MAIOR NÚMERO DE BANDIDOS DO PCC, DIZ MINISTÉRIO PÚBLICO DE SÃO PAULO

Criminosos da facção estão em guerra com o Comando Vermelho e outras quadrilhas em todo o País

De acordo com o Centro de Segurança Institucional e Inteligência do Ministério Público de São Paulo, o Ceará é o terceiro estado brasileiro com o maior número de criminosos filiados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ssão 1.396 bandidos cearenses batizados na facção, perdendo apenas para São Paulo (7.000 filiados) e Paraná (2.100 filiados).

Entretanto, levando-se em consideração a relação entre o número de bandidos filiados ao PCC e as populações desses três estados, calculando-se os índices por 100 mil habitantes, obtemos as seguintes informações:

São Paulo - 15,64 filiados ao PCC / 100 mil habitantes

Paraná - 18,68 filiados ao PCC / 100 mil habitantes

Ceará - 15,57 filiados ao PCC / 100 mil habitantes

Observem que, não obstante o PCC ter surgido em São Paulo no início da década de 1990 e lá estarem os seus principais líderes, a taxa de filiados ao PCC por 100 mil habitantes do Ceará é quase a mesma de São Paulo.

Esta informação é muito importante para a Segurança Pública e, principalmente, para a gestão do sistema penitenciário do Estado. Há de se levar em conta que por aqui também atuam as facções Família do Norte, Sindicato do Crime e Guardiões do Estado, todos estes operando em "sociedade" com o Comando Vermelho, que nos últimos meses batizou dezenas de novos integrantes em todo o Ceará e está em guerra declarada contra o PCC.

AUTOR: BLOG DO FERNANDO RIBEIRO

domingo, 15 de janeiro de 2017

EM REBELIÃO, CABEÇAS SÃO JOGADAS PARA O LADO DE FORA DO PÁTIO DE ALCAÇUZ (RN)

Presos estão se rebelando na maior penitenciária do Estado desde às 16h30; segundo a administração, há confrontos entre facções rivais.

O clima está tenso na Penitenciária Estadual de Alcaçuz. Os detentos iniciaram uma rebelião na tarde deste sábado (14) e já mataram ao menos três presos, segundo informações publicadas pelo Portal Mossoró Hoje no final desta tarde.


A rebelião em si foi confirmada pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado (Sejuc). O coordenador de administração penitenciária da Sejuc, Zemilton Silva, informou à imprensa que o tumultuo é de “grandes proporções” na unidade prisional da grande Natal.

A assessoria da Polícia Militar informou que o motim começou por volta das 16h30, quando presos do pavilhão 1 invadiram o pavilhão 5 da penitenciária. Os pavilhões da penitenciária são controlados por facções criminosas.

Confira outra foto da rebelião:
AUTOR: AgoraRn

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

REBELIÃO EM PRESÍDIO CHEGA AO FIM, COM 60 MORTOS, NO AMAZONAS

Complexo Penitenciário Anísio Jobim registrou tentativas de fugas (Foto: Divulgação/Seap)

Sessenta presos morreram na rebelião do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, informou o secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes. O motim durou mais de 17 horas e foi considerado pelo secretário como "o maior massacre do sistema prisional" do Estado.

Os mortos são integrantes de uma facção criminosa e estavam presos por estupro, segundo Fontes. Também houve fugas de detentos, mas o número não foi divulgado oficialmente. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM) chegou a dizer ao G1 que mais de 130 estão foragidos. O complexo penitenciário abriga 1.229 presos e fica no km 8 da BR 174, que liga Manaus a Boa Vista.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-AM, Epitácio Almeida, está na unidade prisional e afirmou que os presos liberaram nesta manhã os últimos sete reféns. Segundo ele, os detentos entregaram as armas e se renderam às 8h40 (horário de Manaus) desta segunda-feira (2).

De acordo com Pedro Florêncio, da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap), os detentos que se rebelaram tiveram ajuda dos presos do semiaberto. "Eles fizeram buraco na muralha e, por lá, entraram armas no presídio", afirmou. "Não houve falha da inteligência para perceber [o motim]."

Foram apreendidas quatro pistolas, uma espingarda calibre 12 e armas improvisadas, segundo informações preliminares. Além de mortes por armas, foram registradas ainda mortes por incêndio. O ex-policial militar Moacir Jorge Pessoa da Costa, mais conhecido com "Moa", morreu carbonizado em uma das celas. Até o momento, ele é o único detento com identidade informada pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).
Carro do IML chega a unidade prisional (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM)

Motivos da rebelião

O secretário Sérgio Fontes afirmou que uma facção rival comandou a rebelião, que "não havia sido planejada previamente". "Esse foi mais um capítulo da guerra silenciosa e impiedosa do narcotráfico", disse.

Fontes afirmou ainda que há indícios de que a rebelião teve relação com o motim no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), também ocorrido no domingo. No total, 87 presos fugiram do Ipat. Cerca de 40 detentos das duas unidades prisionais foram recapturados, segundo o secretário.

Epitácio Almeida afirmou que a negociação com os presos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim começou às 20h30 (horário local) do domingo.

"Nós tivemos a noite mais sangrenta da história do Estado nos presídios. Eu e o juiz Valois negociamos. Eles pediram a presença da imprensa na madrugada, mas não havia ninguém. Doze carcereiros foram feitos reféns e pediram coisas que não julgamos absurdas, como garantir a integridade deles, por isso, o juiz assinou com eles", explicou o presidente de comissão da OAB-AM.

Apoio federal

Em nota, o Ministério da Justiça e Cidadania informou que o ministro Alexandre de Moraes manteve contato com o governador do Amazonas, José Melo de Oliveira, e colocou-se à disposição para ajudar.

O governador disse ao ministro, segundo a nota, que vai usar os R$ 44,7 milhões que recebeu de repasse do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) na última quinta-feira (29).

Entenda o caso
O motim começou na tarde do domingo. De acordo com SSP-AM, os corpos de seis pessoas – ainda não identificadas – foram jogados para fora do presídio, sem as cabeças.

Até 20h50 (22h50 no horário de Brasília), a SSP-AM afirmava que 12 agentes carcerários eram mantidos reféns. Outros funcionários que estavam na unidade prisional conseguiram escapar. Presos também foram feitos reféns, mas o número não pôde ser confirmado.

Ao longo da noite, dezenas de pessoas foram para a porta do presídio aguardar informações de parentes presos. Alguns familiares também compareceram à sede do Instituto Médico Legal (IML), na Zona Norte de Manaus. Entretanto, a entrada de parentes e de jornalistas no local foi proibida.
Movimentação na frente do Compaj, na manhã desta segunda-feira (2) (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM)

AUTOR: G1/AM



quinta-feira, 27 de outubro de 2016

REBELIÃO NA CADEIA PÚBLICA: GUARDA MUNICIPAL E CARRO PIPA FORAM IMPORTANTES PARA DEBELAR O INCÊNDIO, EM CAMOCIM (CE)

O tenente Coronel Artunane Aguiar agradeceu o importante apoio vindo da Guarda Municipal no uso do carro pipa. 

Em meio ao fogaréu originado pela queima de mais de cerca de 20 colchões, madeiras e produtos plásticos, a labaredas produziram uma fumaça tóxica que estava pondo em risco a vida de vários detentos, bem como também havia o risco do fogo se expandir e atingir as lojas e residências que ficam no fundo e nas laterais do presídio, por isso foi de suma importância o trabalho dos guardas municipais que usaram o carro pipa para debelar o incêndio.

Vale ressaltar que dos onze detentos que conseguiram fugir, a Polícia Militar conseguiu recapturar nove deles e pede colaboração da população para denunciar o paradeiro dos outros dois.
Danilo e Pequeno, os dois que estão foragidos

EXPLODE MAIS UMA REBELIÃO NA CADEIA PÚBLICA DE CAMOCIM
Grade de uma cela encontrada no outro lado da caeia, exatamente onde fica a Galeria do Hamilton

A rebelião durou cerca de três horas. O tenente Coronel Artunane Aguiar comandou pessoalmente a operação que culminou com a rendição dos detentos e a retomada da cadeia.

Exatamente na noite do dia 21 de maio deste ano eclodiu a maior rebelião na cadeia pública de Camocim desde sua fundação. Na ocasião a cadeia ficou quase que totalmente destruída. Vários presos ficaram fugiram e a maioria deles foram recapturados pela Polícia Militar na mesma noite.

Exatamente cinco meses e cinco dias depois, a cadeia viveu mais uma vez momentos de pânico e terror. Reféns, tiros, fogo, gritaria e muita confiança na impunidade por parte dos detentos. Na noite desta quarta-feira, 26, a cadeia viveu mais uma grande rebelião que foi contornada cerca de três horas depois graças à habilidade de policiais militares e agentes penitenciários.

Início

Era por volta das 19h00 da noite quando os detentos gritavam desesperados pelo agente penitenciário dizendo que um deles estava precisando de socorro urgente. Puro fingimento. Era o plano deles.

Nesse momento um agente e um PM foram à cela e ao se aproximarem os detentos tentaram atingir o agente com uma barra de ferro. O agente e o PM conseguiu sair do local rapidamente e então teve início a rebelião. Conforme o apurado, a intenção dos detentos era fazer o agente de refém.

Baderna e fogo

Ligeiramente os detentos fizeram um preso de refém com uma faca em seu pescoço e começaram o quebra-quebra. Uma parte deles começou a quebrar as grades e em pouco tempo a maioria estavam fora das celas. Vários colchões foram empilhados e queimados juntamente com pedaços de madeiras, provocando um fogaréu enorme. 

O carro pipa e os guardas municipais também estiveram no local e foram muito úteis para que o fogo fosse debelado.

Em questão de meia hora eles conseguiram chegar ao pátio interno e destruir parte da muralha, fazendo dois grandes buracos, um deles dando acesso a Galeria do Hamilton e o outro a parte lateral da cadeia.

Cerco

Policiais militares de Camocim, de Barroquinha, Chaval e do Batalhão de Divisas fizeram o cerco no entorno da cadeia bem com ocuparam a parte externa da cadeia. Vale ressaltar que vários policiais militares e agentes de folga foram convocados e compareceram em massa para unir forças aos irmãos de serviço e assim a ajudar a controlar a rebelião na unidade. 

Isso sim, é espírito de corpo!

Fugas
Como na rebelião de maio, a cadeia pública ficou quase que totalmente destruída

Uma parte dos presos que fugiram pelos buracos no pátio interno subiram nos telhados das residências e lojas de todo quarteirão. De lá eles jogavam pedras e telhas nos policiais e até nos curiosos que teimavam em se aproximar do local.
Alguns dos presos que conseguiram fugir foram logo recapturados, cerca de cinco. Houve invasão dos detentos em algumas casas do quarteirão, o que causou pânico nos moradores.

Rebelião controlada e refém libertado

Para fazer com que os presos recuassem, os policiais tiveram que disparar vários tiros de advertência. Os presos, todos selvagens, jogavam pedras e pedaços de ferros nos policiais, ferindo levemente dois dos guerreiros.

Com a ameaça de invasão, os detentos enfim pediram para negociar e exigiram a presença do Juiz, no entanto não foi possível a presença do magistrado.

O administrador da cadeia e o Tenente Coronel Artunane Aguiar,especialista em Gerenciamento de Crises, começaram a negociar com os líderes dos rebelados. Pouco a pouco a situação estava se encaminhando para um final satisfatório. os detentos enfim libertaram o refém e atenderam a ordem de irem todos para o pátio desarmados, de costas e com as mãos na cabeça. Nesse momento, por volta das 21h50, houve a invasão e não teve necessidade do uso da força, inclusive vários dos detentos afirmaram para os policiais que não haviam aderido a rebelião.

Contenção e recontagem

Com a rebelião contida, teve início a recontagem dos detentos, no entanto ainda não se sabe o total de presos que conseguiram fugir, somente na quinta-feira, 27, é que esse número vai ser divulgado. Policiais da Companhia de Tianguá e do Cotar chegaram horas depois e ajudaram na contenção e recontagem dos detentos.

Destruição

Das seis celas, quatro delas ficaram totalmente destruídas, inclusive sem grades. Fumaça e cinza e objetos queimados dominam a paisagem do cenário. Não há a mínima condição de comportar os 170 detentos da cadeia, ressaltando que a capacidade é de 67.

Com mais esta rebelião está comprovado que a cadeia deve ser desativada. Não há mais condições estruturais. O prédio está comprometido. Moradores das adjacências estão todos revoltados e com razão, estão com a vida em risco e desta vez exigem uma atitude das autoridades para que tirem de uma vez por toda a cadeia daquele local.

Participaram da ação; Força Tática, Ronda do Quarteirão, guarnição da cadeia, Destacamento de Barroquinha, Destacamento de Chaval, Batalhão de Divisas, Companhia de Tianguá, Cotar e Agentes Penitenciários.

VEJA VÍDEO:
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AUTOR: Camocim Polícia 24h

terça-feira, 25 de outubro de 2016

EM 10 MESES, 55 PRESOS FORAM ASSASSINADOS NOS PRESÍDIOS E CADEIAS PÚBLICAS CEARENSES, ESTADO TERÁ QUE INDENIZAR FAMILIARES DOS MORTOS

Presos jurados de morte pelos inimigos acabam sendo executados sumariamente dentro das cadeias

O Estado do Ceará deverá, em breve, ser obrigado a pagar milhões de reais em indenizações por mortes de presos dentro das unidades do Sistema Penitenciário. Somente nos primeiros 10 meses de 2016, já são 55 detentos assassinados em presídios, penitenciárias e cadeias públicas da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e do Interior.
A maioria dos crimes é praticada com requintes de extrema crueldade, como decapitação e até queimar pessoas vivas em fogueiras, como na Idade Média.
Presos foram queimados vivos durante a rebelião que ocorreu em maio em seis presídios da RMF

A Justiça tem decidido nos últimos anos, condenar o Estado do Ceará não apenas a pagar a indenização à família das vítimas, mas também custear os parentes até a data em que o presidiário morto alcançaria 65 anos de idade, atual média do tempo de vida do brasileiro.

Uma das mais recentes sentenças neste sentido foi proferida pelo juiz titular da 4ª Vara da Fazenda Pública, em Fortaleza, referente a um processo oriundo da Comarca de Crateús (a 345 Km de Fortaleza). O juiz Joaquim Vieira Cavalcante Neto proferiu sentença, em maio, onde condenou o Estado a pagar uma indenização de R$ 30 mil à família de um detento que foi espancado até a morte na Cadeia Pública daquela cidade. Na época do crime, a esposa do detento estava grávida e ajuizou a ação judicial.

Além dos R$ 30 mil, caberá ao Estado, pagar mensalmente dois terços de salário mínimo à filha do detento, retroativo à data do crime e que vai se prolongar até a data em que o pai completaria seus 65 anos de idade.

“Cabe à administração pública a responsabilidade de cuidar dos detentos, já que privar um cidadão de sua liberdade representa situação de risco e compete a quem restringe a liberdade a garantia de condições que respeitem a dignidade do ser humano. Assim, se um preso é morto dentro do local em que cumpria pena, mesmo que tenha sido assassinado por outro detento, a responsabilidade é do Poder Público, que deve indenizar seus parentes.”

Este foi o entendimento da juíza de Direito Ana Paula Feitosa de Oliveira, em outra decisão semelhante. Trata-se de um processo que tratou do caso de um preso que foi assassinado e teve seu corpo queimado por outros detentos em, 2008, quando estava cumprindo pena no antigo Instituto Penal Paulo Sarasate (IPPS), em Aquiraz.

Chacina

Em maio último, pelo menos, 14 presos foram mortos dentro de presídios da Região Metropolitana de Fortaleza durante a mega-rebelião ocorrida entre os dias 21 e 23, por ocasião da greve dos agentes penitenciários. As cenas das execuções sumárias foram gravadas pelos próprios detentos e postadas nas redes sociais.

A carnificina até agora não teve nenhum responsável identificado pelas autoridades da Polícia, Justiça e da Secretaria da Justiça e da Cidadania, órgão responsável pela administração do Sistema Penitenciário do Ceará.

AUTOR: BLOG DO FERNANDO RIBEIRO

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

CEARÁ VIOLENTO: EM 72 HORAS, 21 PRESOS ESCAPAM DE CADEIAS PÚBLICAS DO INTERIOR; E OUTRO É ENCONTRADO MORTO

Flagrante da fuga de detentos da Cadeia Pública em Pentecoste

Uma rebelião, três fugas em massa e uma morte misteriosa abalaram o Sistema Penitenciário cearense nas últimas 72 horas. Todos os casos ocorreram em cadeias públicas do Interior, mobilizando equipes de apoio da Secretaria Estadual da Justiça e da Cidadania (Sejus) e a Polícia Militar. No total, 21 detentos fugiram.

As fugas ocorreram nas cadeias públicas dos Municípios de Aracati, Pentecoste e Canindé. No total, 15 detentos conseguiram escapar das duas unidades e nenhum deles foi ainda recapturado. Os incidentes ocorreram entre a madrugada de domingo último (24) e a tarde de segunda-feira (25). Em ambos, os detentos cavaram buracos nas celas e fugiram sem que fossem contidos.

Em Aracati, no Litoral Leste do estado (a 149 Km de Fortaleza), oito detentos cavaram um buraco em uma das celas e desapareceram sem que fossem percebidos pela guarda externa

Em Pentecoste (a 86Km de Fortaleza), cinco presos escaparam da Cadeia Pública por volta de 4:00 horas do domingo. No dia seguinte, mais um interno conseguiu também escapar da mesma unidade, totalizando seis fugitivos. Os foragidos são: Dyones Alves de Paula, Marx Rodrigues da Silva, Gleydson Vieira da Silva, Jean Silva Félix, Francinaldo de Oliveira Maia e Francisco José Bernardino dos Santos. Apenas um deles foi recapturado até o momento.

Já na manhã desta terça-feira (27), uma confusão terminou em motim na Cadeia Pública da cidade de Juazeiro do Norte, na Região do Cariri (a 528 Km de Fortaleza). Os detentos se rebelaram durante um conflito em meio ao banho de sol. Do pátio, a confusão se estendeu pelas galerias e foi parar nas celas. Os presos queimaram colchões, destruíram grades e outros equipamentos da cadeia.

Para impedir uma fuga em massa e até mesmo mortes na cadeia, a Polícia Militar foi mobilizada e cercou o prédio, com equipes da Força Tática de Apoio (FTA) do 2º BPM (Juazeiro), Comando Tático Rural (Cotar) e motos-patrulhas do Batalhão de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio). Não houve feridos e a rebelião foi contida com o apoio do Corpo de Bombeiros, que apagou as chamas nas celas e galerias.

Morte

Na Cadeia Pública de Iguatu, na Região Centro-Sul do Estado (a 377 Km da Capital), um preso foi encontrado morto na manhã de ontem. O corpo estava pendurado nas grades de um dos xadrezes. As autoridades, porém, ainda investigam se o detento suicidou-se ou foi vítima de um assassinato. O cadáver foi encaminhado ao Núcleo da Perícia Forense do Ceará (Pefoce), na mesma cidade, para exames de necropsia.

AUTOR: BLOG DO FERNANDO RIBEIRO

terça-feira, 20 de setembro de 2016

CEARÁ VIOLENTO: 3 FACÇÕES ATUAVAM EM PRESÍDIOS DURANTE REBELIÕES, SEGUNDO O MPCE

Relatório do Ministério Público do Ceará (MPCE) identificou três facções criminosas que atuaram dentro dos presídios cearenses durante a crise do sistema penitenciário. O documento é resultado da apuração de responsabilidade sobre as rebeliões nas unidades prisionais da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), no último dia 21 de maio.

O episódio deixou 14 detentos mortos, e o Governo do Ceará teve um prejuízo de R$ 12 milhões devido à depredação das penitenciárias. Agentes penitenciários do comando de greve foram identificados e devem ser denunciados na semana que vem.

De acordo com o coordenador da comissão que apurou as rebeliões, promotor de Justiça Humberto Ibiapina, os estudos apontaram que o Comando Vermelho (CV), o Primeiro Comando da Capital (PCC) e os Guardiões do Estado (GDE) estão em todas as unidades da RMF. “Eles se organizaram nos presídios, que foram dominados. Ficou fácil articular uma ação conjunta em vários presídios, que normalmente não teriam articulação. Um é em Caucaia, outro em Itaitinga, mas, por meio de celulares, eles conseguiram mandar um salve (comunicado coletivo)”, relata.

Sejus

O relatório apontou ainda que houve permissividade da Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) ao aceitar que os presos saíssem das celas e passassem a conviver livremente nas chamadas vivências. A situação abalou a disciplina interna e fez com que os presos adquirissem celulares, chips e armas. Nas incursões do Batalhão de Choque nos presídios, foram apreendidos 700 celulares logo após as rebeliões.

“Podem entrar (aparelhos celulares) pelos malotes, rebolos (materiais arremessados sobre o muro). Conseguimos em alguns depoimentos a comprovação de que existe efetivamente uma situação de corrupção entre os agentes penitenciários. E muitos deles colaboram para que esses celulares entrem nas unidades carcerárias. Pendrives, vídeos, cartões de memórias... Os oito volumes do relatório possuem documentos que podem comprovar tudo aquilo que foi dito”, relatou o promotor

Apesar da verificação de colaboração dos agentes na entrada desses aparelhos, o MPCE não soube precisar os profissionais responsáveis pela prática delituosa. Já os integrantes do comando da greve foram identificados no relatório que foi encaminhado ao promotor.

Conforme Humberto Ibiapina, o prazo é para que, na próxima semana, seja oferecida a denúncia que responsabiliza dez agentes penitenciários e a Sejus. Procurado pelo O POVO, o órgão afirma que mais de 500 agentes participaram das ações. Conforme o MPCE, há profissionais que criaram barricadas e incitaram os detentos a causarem o quebra-quebra, mas não foram identificados, pois, apesar de as câmeras terem flagrado as ações, todos usavam balaclavas.

Saiba mais

“Abriram as portas do inferno e não souberam fechar”. Essa foi a frase que o MPCE utilizou para abrir o relatório apresentado ontem. A frase é do tenente-coronel Alexandre Ávila, comandante do Batalhão de Choque, o primeiro a ser ouvido sobre a atitude dos agentes.

Os autos seguem agora para a comarca de Itaitinga. Os agentes penitenciários podem responder por desobediência, desobediência a ordem judicial e prevaricação.

Para entender

21/5. A partir da 0h é deflagrada a greve dos agentes penitenciários do Ceará. Visitas são impedidas.

Manifestações das esposas dos detentos e rebeliões são registradas no Complexo de Itaitinga e em Caucaia (RMF). São confirmadas mortes nas unidades. No fim do dia, o Governo atende às reivindicações dos agentes e concede 100% de gratificação.

22/5. Novas rebeliões são registradas e corpos de presos são retirados pela Perícia Forense. A Sejus divulga que cinco presos foram mortos, todos carbonizados. Em dois dias, foram registradas oito rebeliões e distúrbios em presídios.

24/5. A Sejus divulga que teria havido 18 mortes durante as rebeliões, mas, após realização de exames de DNA, divulga que 14 detentos morreram durante os conflitos.

28/5. O Conselho Penitenciário do Ceará denuncia negligência do Estado e irresponsabilidade do sindicato dos agentes penitenciários, atitudes que teriam resultado na morte dos presos.

AUTOR: O POVO

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

BRIGA POR CAUSA DE PIZZA TERMINA EM MOTIM, TIROS E PRESOS BALEADOS NA CADEIA PÚBLICA, EM MORADA NOVA (CE)

Uma pizza foi o motivo de um motim que, por pouco, não termina em mortes na Cadeia Pública da cidade de Morada Nova, no Vale do Jaguaribe (a 163 Km de Fortaleza), na noite desta terça-feira (10). O tumulto entre os presos e os agentes penitenciários só acabou quando a Polícia Militar mandou reforços para o local. Dois presidiários foram baleados.

O fato aconteceu por volta das 20 horas, quando um dos presos daquela unidade carcerária teria ficado irritado ao receber despedaça uma pizza que ele havia pedido via celular. O agente penitenciário de plantão alegou que teve que examinar a pizza para verificar se ali não havia drogas ou algum objeto ilícito. A confusão estava formada.

Segundo informações colhidas pela Polícia, os presos começaram a jogar água suja no agente e passaram a balançar as grades, tentando derrubá-las. O conflito se generalizou e ao perceber que seria agredido pelos detentos já soltos nos corredores da Cadeia, o agente sacou de uma pistola e começou a atirar.

Os presos identificados como André Rabelo da Silva, 22 anos; e Antônio Carlos Alves de Oliveira, 30, ficaram feridos com tiros disparados pelos agentes e tiveram que receber atendimento médico no Hospital Municipal.

Telefones e pizzas

Segundo relato de moradores próximos da Cadeia Pública de Morada Nova, a situação naquela unidade é de precariedade e insegurança. Além da superlotação, ocorrem constantes tentativas de fugas e motins. Para completar o quadro caótico, denúncias revelam que os detentos usam deliberadamente celulares nas celas e chegam até a pedir pizza pelo telefone, como aconteceu na noite de ontem.

Já os agentes penitenciários são constantemente agredidos verbalmente e, muitas vezes, atingidos por água suja jogadas pelos presos de dentro dos xadrezes.

AUTOR: BLOG DO FERNANDO RIBEIRO

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

DETENTOS TENTAM INCENDIAR BLOQUEADORES DE CELULAR EM PRESÍDIO, NO RIO GRANDE DO NORTE

Bombeiros tiveram de apagar incêndio em presídio da Grande Natal (Foto: Divulgação)

Detentos da Penitenciária Estadual de Parnamirim, na Grande Natal, fizeram um motim na noite desta quarta-feira (3). Os presos empilharam colchões no pé do muro e atearam fogo. Segundo o secretário estadual de Justiça e Cidadania, Wallber Virgolino, "o objetivo era que as chamas atingissem o transformador ou a própria torre onde foram instalados os bloqueadores de celular". O Corpo de Bombeiros apagou o fogo.

Não há registro de feridos e o motim foi controlado. A Polícia Militar não soube informar se os bloqueadores foram danificados. Os aparelhos serão avaliados nesta quinta (4).

Foi a instalação dos bloqueadores que motivou a onda de ataques no Rio Grande do Norte, iniciada na sexta (29), segundo o governo do estado.

Virgolino confirmou ao G1 disse que 12 presos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, maior presídio do estado, foram transferidos nesta quarta para a unidade de Parnamirim - o que pode ter colaborado para a revolta dos detentos.

Já foram registrados 96 ataques em 33 cidades do Rio Grande do Norte, segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesed). Até às 19h30 desta quarta, 86 pessoas já haviam sido presas suspeitas de envolvimento nos ataques.

Até o momento, o governo confirma ataques nas seguintes cidades: Natal, Parnamirim, Macaíba, São José de Mipibu, Caicó, Currais Novos, Caiçara do Norte, Santa Cruz, Mossoró, Extremoz, João Câmara, Jardim de Piranhas, Assu, Tangará, São Gonçalo do Amarante, Touros, Maxaranguape, São Paulo do Potengi, Goianinha, Florânia, Rio do Fogo, São José do Campestre, Canguaretama, Cruzeta, São Vicente, Tenente Laurentino Cruz, Jardim do Seridó, Pedro Avelino, Montanhas, Lagoa Nova, São Tomé, Pendências e São Fernando.

AUTOR: G1/RN

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