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terça-feira, 15 de junho de 2021

NO CEARÁ, "SERIAL KILLERS": RELEMBRE O CASO DE ASSASSINOS EM SÉRIE QUE MATAVAM EM RITUAL SATÂNICO

 
Segundo a Polícia Civil, as mortes ocorreram da mesma forma. Todas com um tiro na nuca. Antes, pediam para a vítima fazer orações Foto: Honório Barbosa

O Ceará teve ao menos três homens apontados pela Polícia como 'serial killers' (assassinos em série), neste século. Dois deles agiam em conjunto e matavam as vítimas em rituais satânicos, no Município de Iguatu. Outro colecionou mortes enquanto adolescente e, depois, se tornou líder de uma facção criminosa na região do Vale do Jaguaribe.

Um 'serial killer' está preocupando a Polícia e famílias, no Distrito Federal e no Estado de Goiás. Lázaro Barbosa de Sousa, de 33 anos, matou ao menos quatro pessoas e fez outras de reféns, ao invadir casas, na Região. Ele ainda roubou armas, veículos e obrigou os reféns a fumarem maconha. 

RELEMBRE OS CASOS DE 'SERIAL KILLERS' NO CEARÁ:
MORTES EM RITUAIS SATÂNICOS

Gleudson Dantas Barros e Roberto Alves da Silva foram presos em junho de 2018 por suspeita de matar quatro pessoas que estavam desaparecidas em Iguatu desde 2017. Segundo o delegado da Polícia Civil do Ceará (PCCE) Marcos Sandro Lira, a dupla realizava os rituais satânicos para descobrir os números premiados da Mega-Sena.

Eles escolhiam aleatoriamente. Eram 'serial killers' psicopatas que se fingiam de religiosos para se infiltrar na sociedade. Eles escolhiam pessoas frágeis psicológica e emocionalmente, mas se (a vítima) fosse alguém que tinha alguma rixa com eles, era um alvo preferencial.

MARCOS SANDRO LIRA
Delegado da Polícia Civil

Os criminosos atraíam as vítimas até o Sítio Canto, no Distrito de Suassurana, colocavam um pano na cabeça delas e pediam para as mesmas se concentrarem e pensarem em um número. Depois, a pessoa era morta com um tiro na nuca. Os corpos eram enterrados no Sítio e partes dos cadáveres eram utilizadas para "ornamentar" um "altar satânico".

Três anos depois das prisões, Gleudson e Roberto continuam a responder aos processos pelos homicídios em Iguatu na Justiça Estadual. Em três ações penais, o juiz decidiu levar os dois acusados a julgamento - ainda sem data para ocorrer. Em um desses processos, o magistrado manteve a prisão preventiva da dupla, no último dia 10 de maio. As defesas alegam, nos processos, que os réus não cometeram os crimes e que houve ilegalidade nas prisões.

ADOLESCENTE CONFESSOU ASSASSINATOS

A Polícia também apontou Genilson Torquato Rocha, que seria integrante da quadrilha dos 'Filhos de Senhorzinho Diógenes', como um 'serial killer'. Ele confessou ter matado ao menos dez pessoas enquanto adolescente, na Região do Vale do Jaguaribe. O suspeito foi capturado apenas com 18 anos (maior de idade) e escapou de punição pelos crimes, já que poderia ser sentenciado apenas a cumprir medidas socioeducativas, que não eram mais cabíveis.

Entretanto, Genilson Torquato voltou a cometer crimes, segundo as investigações policiais. Ele responde a três processos por homicídio e um por tráfico de drogas, na Justiça Estadual. De acordo com denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), ele se tornou o líder de uma facção criminosa no Vale do Jaguaribe. A defesa do réu nega as acusações.

PISTOLEIROS E MATADORES DE FACÇÕES

A violência, no Ceará, foi marcada por décadas por pistoleiros, principalmente no Interior do Estado, que matavam dezenas de pessoas por dinheiro ou vingança. Depois, surgiram os matadores das facções criminosas, que também acumulam seguidos homicídios, motivados pela disputa por território para o tráfico de drogas. Mas nenhum dos perfis é identificado pelas autoridades como 'serial killer'.

Um dos pistoleiros mais famosos do Estado é Idelfonso Maia Cunha, o 'Mainha', apontado como autor de um 'rosário de mortes'. Autoridades falavam em até 40 vítimas. 'Mainha' acabou assassinado a tiros, em Maranguape, em janeiro de 2011. Dez anos depois, os culpados pelo homicídios ainda não foram responsabilizados.

Já, entre matadores de organizações criminosas, destacou-se nos últimos anos Alban Darlan Batista Guerra, que integrava uma facção em Caucaia e que teria matado pelo menos oito pessoas, segundo a Polícia. Alban Darlan terminou morto em um confronto com a Polícia no Rio de Janeiro, em julho de 2020.

FONTE: DN

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

EM PARAUAPEBAS (PA), CRIANÇA DE 1 ANO E 8 MESES É ESTUPRADA E MORTA EM RITUAL SATÂNICO

Uma criança de apenas 1 anos e 8 meses morreu após dar entrada no Hospital Geral de Parauapebas (HGP) com a suspeita de ter sido estuprada pelo padrasto na última quarta-feira (8). 

No entanto, o que mais choca é o fato dos pais terem realizado um ritual satânico com o corpo da criança morta.

De acordo com a entrevista da delegada Ana Carolina Carneiro de Abreu, o bebê foi vítima de um ritual de magia negra praticado pelo padrasto, identificado por Deyvyd Renato Oliveira Brito e a mãe, que não teve a identidade revelada, contra a inocente.

Em depoimento, informações de que a criança era ofertada em sessões de satanismo, foram levantadas. Nas sessões, a menina era espancada e violentada sexualmente em rituais conduzidos pelo padrasto com a ajuda da própria mãe.

Em uma das sessões a criança foi gravemente ferida, e Deyvyd e a mãe tiveram que levá-la ao hospital. 

No local, o casal disse que a menina tinha caído no chão. Mas após atendimento médico, as lesões na vagina e no ânus da vítima foram descobertas e a polícia acionada.

Em depoimento à polícia, a mãe da bebê afirmou que Deyvyd abusava da criança quando ela se negava a ter relações sexuais com ele.

Durante uma revista na casa dos acusados, a polícia foi informada pelos vizinhos que o local era usado para rituais e ossos humanos também foram encontrados na residência. 

Deyvyd Renato usava as redes sociais para anunciar que mexia com “forças ocultas” e fazia “trabalhos”. Fugido de Outeiro, ele era acusado de estupro de vulnerável em Icoaraci, distrito de Belém.

Em depoimento, Deyvyd afirmou que seu pai também mexia com satanismo e que os ossos humanos foram deixados por ele. 

O pai negou a versão do acusado.

Mãe e filha logo se juntaram a Deydid na casa do pai do acusado, mas foram embora 15 dias depois. 

Durante esse período de convivência, o pai conta que Deyvyd falava coisas estranhas e que havia assumido o compromisso de vingar a morte de sua irmã. E que além disso, confessou ter matado e esquartejado o próprio padrasto.

Em entrevista, a delegada disse que os abusos sexuais contra a criança eram frequentes.

“Nossa linha de investigação provavelmente é que essa criança era ofertada para magia negra. Os abusos sexuais já foram comprovados, não foi a primeira vez, pois tinha lesões antigas e a criança morreu por traumatismo craniano, provavelmente de espancamento; a lesão era muito forte e não condiz com uma queda na cama, então nossa linha de investigação é que essa criança já vinha sendo ofertada para magia negra com sessões de tortura e espancamento”, disse a delegada.

Ainda segundo a delegada, os dois tinham a intenção apenas de torturar a vítima. Causando apenas sofrimento como parte dos rituais. No entanto, a criança não suportou as pancadas e foi levada para atendimento médico.

Diante dos fatos, a mãe foi indiciada como coautora pelo crime de estupro de vulnerável e feminicídio consumado.

Para a delegada, o caso foge da linha de negligência. “Esse caso é uma monstruosidade porque não era nem uma negligência por fator social ou por medo, pois muitas mães são negligentes porque é do agressor que vem o sustento, porque há dependência afetiva. Nesse caso, ela era cúmplice da atrocidade que eles cometeram. Para mim, os dois são psicopatas, são mentes doentias, os dois cometiam essa atrocidade”, disse.

A delegada, Ana Carolina Carneiro de Abreu disse também que o padrasto e a mãe não esboçaram nenhuma reação, como emoção ou arrependimento, mesmo diante das fotos da menina morta e mutilada.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Parauapebas (Semsa), afirmou que a criança chegou ao hospital em estado grave.

"Em função do quadro gravíssimo em que se apresentava não foi possível salvar a vida do inocente bebê".

Ainda segundo a Semsa, "a criança chegou desmaiada e com o quadro de parada cardíaca. Após 20 minutos de reanimação, a vítima foi entubada e conduzida para ventilação mecânica, por conta do coma profundo.

A equipe multidisciplinar que acompanhava a criança atuava para conseguir a estabilidade do seu quadro de saúde, para então realizar a sua transferência para a UTI Infantil do Hospital Regional de Marabá, mas não houve tempo".

AUTOR: Diário Online

segunda-feira, 4 de junho de 2018

EM IGUATU (CE), "SERIAL KILLERS" MATARAM 4 PESSOAS EM 'RITUAL SATÂNICO' ARA GANHAR NA MEGA-SENA, DIZ DELEGADO

Na casa próxima ao local onde a vítima foi enterrada, a polícia encontrou objetos relacionados ao ocultismo. (Foto: Arquivo/ Polícia Civil)

A Polícia Civil concluiu que as quatro pessoas achadas mortas na zona rural de Iguatu, no interior do Ceará, foram vítimas de "serial killers psicopatas" que fizeram "ritual satânico" para que eles obtivessem os números para ganhar o prêmio da Mega-Sena. Um dos suspeitos desejava também ter "poderes divinos", mulheres e "poder para desafiar qualquer um", afirmou o delegado da Polícia Civil Marcos Sandro Lira, nesta segunda-feira (4), ao divulgar sobre a conclusão das investigações.

As vítimas eram quatro pessoas que estavam desaparecidas desde o ano passado. "Eles escolhiam aleatoriamente. Eram serial killers psicopatas que se fingiam de religiosos para se infiltrar na sociedade. Eles escolhiam pessoas frágeis psicológica e emocionalmente, mas se [a vítima] fosse alguém que tinha alguma rixa com eles, era um alvo preferencial", diz Sandro Lira.

Dois suspeitos, Gleudson Dantas Barros e Roberto Alves da Silva, foram presos; um adolescente suspeito de participação nos crimes foi encontrado morto durante as investigações. Conforme a Polícia Civil, o jovem cometeu suicídio.

Segundo o delegado, eles atraíam pessoas até o sítio Canto, no distrito de Suassurana, onde os "adeptos do satanismo" realizam rituais macabros.

"Lá eles colocavam um pano cobrindo a cabeça da vítima, pediam para eles se concentrarem, pensarem no número da Mega-Sena, aí chegava um por trás e dava um tiro na nuca. As quatro vítimas foram mortas dessa forma."

Os dois vão responder por homicídio, corrupção de menor, ocultação de cadáver e vilipêndio de cadáver.

Covas e rituais
Ossada foi achada em local onde suspeitos realizavam rituais macabros, diz polícia (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

Ainda conforme Sandro Lira, os suspeitos deixavam uma cova preparada e escolhiam a vítima para realização dos rituais.

"Eles simplesmente pensavam quem eles iriam matar naquele dia, podia ser um mendigo, alguém que eles prometiam dinheiro, festas", afirma o policial.

A polícia chegou aos suspeitos após a morte do estudante Jheyderson de Oliveira Chavier; depois de cinco dias desaparecido, a polícia identificou um vídeo de câmeras de segurança da vítima na companhia de Gleudson Dantas, apontado como o líder da seita.

Após a prisão e interrogação do suspeito, os policiais e Corpo de Bombeiro localizaram mais três cadáveres no sítio. "Um deles [dos suspeitos presos], o Roberto, fala em arrependimento, diz que os rituais não estavam resultando em nada na vida dele. Já os outros dois, se não tivessem sido presos, iriam continuar matando com certeza. O menor de idade queria matar, ele sentia prazer em matar", afirma o delegado.
Jheyderson de Oliveira, acima à direita, é uma das vítimas de ritual macabro em Iguatu; Polícia investiga se outros três desapareicidos foram assassinados pelo homem preso (Foto: Reprodução/Desaparecidos)

Parte dos cadáveres eram usados para "ornamentar" um "altar satânico", que era usado em rituais macabros. Os membros da seita acreditavam que, com os homicídios, conseguiram os números para vencer na Mega-Sena.

"Eles diziam que o espírito das pessoas [assassinadas] estava aprisionado naquele sítio e que os espíritos fariam o que eles quisessem, inclusive iriam dar o número para vencer na Sena."

Ainda conforme o policial, o três já haviam preparado uma cova "enorme" para matar e sepultar três mulheres. "Eles tentaram atrair as mulheres com bebedeiras, mas nunca conseguiram. Depois tentaram dois rapazes, que por sorte viajaram para Fortaleza e não puderam ir à festa. Foi quando eles tiveram a chance de atrair o Jheyderson, que infelizmente foi uma das vítimas", afirma o policial.

Os policiais seguem realizando buscas no sítio. "Não sabemos se eles mataram mais pessoas, a certeza de que temos é que eles mataram quatro pessoas que estavam desaparecidas, mas não podemos descartar nenhuma hipótese", conclui o policial Sandro Lira.

AUTOR: G1

quinta-feira, 31 de maio de 2018

EM IGUATU (CE), 3 OSSADAS SÃO ENCONTRADAS; DUPLA SUSPEITA SERIA ENVOLVIDA COM "MAGIA NEGRA"

A descoberta de três ossadas humanas foi relacionada à morte do estudante Jheyenderson de Oliveira Xavier, conhecido como Jhey Oliveira, em Iguatu. 

As quatro mortes são atribuídas a grupo que supostamente realiza rituais de magia negra na região. 

As novas ossadas foram encontradas pela Polícia entre esta terça e quarta-feira, 29 e 30.
O Corpo de Bombeiros auxiliou na escavação para retirada das ossadas (Foto: Arquivo/Polícia Civil) 

O corpo de Jhey foi encontrado há uma semana, em matagal. Ele estava desaparecido há cinco dias. Gleudson Dantas Barros, de 29 anos, e Roberto Alves da Silva, de 40 anos, foram presos.

A Delegacia Regional de Iguatu, responsável pelas investigações, durante apuração do crime, identificou mais três pessoas suspeitas da ação criminosa. 

Entre os demais suspeitos, um adolescente de 17 anos, apontado como companheiro de Gleudson. O menor morreu nesta terça, 29, no município de Irapuan Pinheiro, antes de ser apreendido. A Polícia suspeita de suicídio.

Novas mortes

Os restos mortais das três novas vítimas foram encontrados durante trabalhos policiais na região de Suassurana, em Iguatu. As identidades serão confirmadas apenas mediante o resultado do exame de DNA a ser feito pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce).

Sobre o assunto

Assim como o estudante Jhey, as três pessoas mortas teriam sido atraídas até o Sítio Canto, na Suassurana, onde eram assassinadas.

Uma das ossadas estava no interior de uma residência e foi retirada com o apoio do Corpo de Bombeiros Militar. "Os trabalhos policiais permanecem com o objetivo de identificar a participação dos suspeitos em outros crimes", informou a Polícia Civil.

Os dois presos foram indiciados por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e posse ilegal de arma de fogo. Revólver e munição foram achados no sítio.

A Polícia Civil do Estado informou que as investigações estão a cargo da Delegacia Regional de Iguatu. Em contato com a unidade, foi informado que coletiva de imprensa está prevista para a segunda-feira, 4 de junho, onde outros detalhes devem ser repassados. 

AUTOR: O POVO

sexta-feira, 25 de maio de 2018

EM IGUATU (CE), ESTUDANTE É MORTO EM RITUAL DE MAGIA NEGRA E TEM O CORPO ENTERRADO EM COVA RASA

No local do crime, a Polícia apreendeu imagens e outros objetos usados nos rituais

Uma história macabra, que terminou em morte, está sendo investigada pela Polícia Civil na cidade de Iguatu, na região Centro-Sul do estado (a 414 Km de Fortaleza).

Tudo começou quando a família de um jovem procurou as autoridades policiais no último fim de semana para registrar seu misterioso e inexplicável desaparecimento. O resultado da investigação foi a descoberta de que o jovem foi assassinado num ritual satânico. Seu corpo já foi encontrado e os suspeitos presos.

Segundo a Polícia, Jheyenderson de Oliveira Xavier, 24 anos, conhecido como “Jhey”, estudante do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), em Iguatu, foi assassinado durante um ritual de magia negra e seu corpo “desapareceu”.
Nesta quarta-feira (23), policiais da Delegacia Regional de Iguatu, tendo à frente o delegado Jerfisson Pereira, prenderem um umbandista e seu comparsa. Os dois teriam sido os responsáveis pelo assassinato do jovem. O corpo do rapaz foi localizado.

De acordo com o delegado, a vítima desapareceu misteriosamente na última sexta-feira (18) e, na segunda-feira (21), os familiares chegaram a revelar o fato publicamente e pedir ajuda através do quadro de “pessoas desaparecidas” em um telejornal da TV Verdes Mares. Colegas de “Jhey” disseram que ela havia faltado a aula na sexta-feira (18).

“Nós encontramos o pai de santo, que deu um depoimento extremamente mentiroso. Ele caiu em muitas contradições. Disse que não via o estudante desde novembro do ano passado, mas a gente encontrou algumas imagens de uma câmera de segurança que mostra ele (o rapaz) saindo com o pai de santo, na sexta-feira”, afirma o delegado.

Corpo encontrado

De acordo com a Polícia, o suspeito foi reconhecido nas imagens pelos próprios pais. “Ele (suspeito), “puxa” uma perna (resultado de uma deficiência) e aparece nas imagens usando uma mochila que encontramos em sua casa”, esclarece o delegado. 

No local onde os suspeitos realizam práticas religiosas, um matagal, a Polícia encontrou uma arma de fogo, supostamente a usada para matar o rapaz com um tiro na nuca. 

Segundo Pereira, “a nova suspeita é de que quatro pessoas participaram do crime”.

O corpo do rapaz foi encontrado enterrado em uma cova rasa exatamente no local onde os suspeitos praticam atos de magia negra. A perícia constatou no corpo da vítima sinais de prováveis torturas praticadas antes da execução sumária.
Gleudson Dantas Barros, 29 anos; e Roberto Alves da Silva, 40, estão presos em Iguatu

Os suspeitos presos foram identificados como Gleudson Dantas Barros, 29 anos; e Roberto Alves da Silva, 40. Diligências estão sendo realizadas para prisão de outros envolvidos.

AUTOR: FERNANDO RIBEIRO

quinta-feira, 28 de abril de 2016

APÓS 15 DIAS INTERNADA NO HUT, MORRE MENINA QUE TERIA SIDO USADA EM RITUAL, NO PIAUÍ

Menina estava internada no Hospital de Urgência de Teresina (Foto: Fernando Brito/G1)

A diretoria do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) confirmou na manhã desta quinta-feira (28) a morte da menina de 10 anos, vítima de um possível ritual. Ela estava internada em estado grave desde o dia 14, quando deu entrada na unidade de saúde com intoxicação, com o corpo cheio de cicatrizes em forma de cruz e o cabelo raspado.

O diretor do hospital, Gilberto Albuquerque, informou que a criança havia entrado em um quadro de insuficiência renal com posterior falência múltipla dos órgãos. Por volta de 9h30 desta quinta-feira (28) ela teria tido uma parada cardíaca que culminou na morte da menina. Segundo o diretor, familiares da criança foram avisados e se encontram na unidade de saúde.

Albuquerque disse ainda que o corpo de menina será encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde será investigada a causa da morte.

"Caso seja comprovado que a menina faleceu após ter sido envenenada o corpo será transferido para o Instituto Médico Legal (IML), mas se ela tiver sido vítima de morte natural, o corpo será liberado para o velório" declarou.
Liquido que a criança pode ter ingerido (Foto: G1)

A direção do HUT já tinha informado que a menina apresentava falência dos sistemas nervoso e renal. Disse também que os médicos aguardavam o laudo de exame pericial feito no líquido ingerido por ela para poder abrir protocolo e investigar a morte cerebral.

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente passou a investigar o caso. Para a polícia, os pais da vítima relataram que frequentavam um salão de umbanda em Timon, no Maranhão, para tratar a asma da filha e pagariam R$ 3 mil pelo tratamento. A mãe prestou depoimento na segunda-feira (25) e confessou ter dado a bebida com ervas e açúcar para a filha.

Abuso Sexual
A menina passou por exame de corpo de delito e o liquido foi encaminhado para perícia. Na terça-feira (27), a unidade de saúde solicitou uma nova perícia para investigar a suspeita de abuso sexual na menina.
Gilberto Albuquerque, diretor do HUT, falou sobre estado da garota (Foto: Ellyo Teixeira/G1)

Segundo o diretor da unidade, Gilberto Albuquerque, a paciente apresenta papilomas (verugas) nas cordas vocais, que podem ser transmitidas sexualmente através do vírus HPV.

"É um procedimento da unidade solicitar este tipo de exame a toda paciente em estado de coma, especialmente do sexo feminino. Como a menina apresentava lesões sugestivas de maus tratos, entre eles se incluem a provável violência sexual, decidimos solicitar esta nova perícia feita pela Samvis [Serviço de Atenção às Mulheres Vítimas de Violência Sexual]", explicou Gilberto Albuquerque.

Ainda de acordo com o diretor, a menina passou dois processos cirúrgicos para retirada de papilomas nas cordas vocais em 2014, no Hospital Infantil, e em 2015, no HUT. Na época em que a criança esteve na mesma unidade, a direção comunicou o caso ao conselho para investigação.

"Como o problema é recorrente na paciente, isso é sugestivo do papilomas vírus, que pode ser transmitido sexualmente. Vamos esperar o resultado da perícia técnica para confirmar se houve abuso", informou o diretor.

A conselheira Socorro Arrais alegou que o IV Conselho Tutelar, por ter sido criado recentemente, não recebeu as denúncias sobre as suspeitas de abuso da criança. Ela informou que vai procurar em outros conselhos para saber detalhes do caso.
UTI do Hospital de Urgência de Teresina (Foto: Catarina Costa/G1)

Investigação
A promotora Vera Lúcia, da 1ª Vara da Infância e Juventude de Teresina, contou ao G1 ter solicitado instauração de inquérito para apurar os maus tratos e outros tipos de violência na menina internada. Segundo ela, a mãe prestou depoimento na segunda-feira (25) e confessou ter dado a bebida com ervas e açúcar para a filha.

"A mãe será responsabilizada pela indução da criança até a morte ao tomar esta bebida, sem nenhum tipo de recomendação médica. Por isso, ela deve responder por tentativa de homicídio qualificado, por motivo fútil, que tem pena de 12 a 30 anos de reclusão. Além disso, temos a denúncia de maus tratos com pena de dois meses a um ano", comentou Vera Lúcia.

O delegado geral Riedel Batista reiterou que o caso da menina de 10 anos é acompanhado pela DPCA e os demais registros de tortura que tenham sido praticados no salão de umbanda em Timon serão investigados pela Polícia Civil do Maranhão.

Mais denúncias
A mãe de uma criança de Teresina submetida ao ritual de purificação em um salão de umbanda que fica a 20 km da cidade de Timon, no Maranhão, revelou ter sido convencida de que o filho precisava passar por um tratamento espiritual para não “virar criminoso”. O Juizado da 1° Vara da Infância e Juventude de Teresina recebeu do Conselho Tutelar a denúncia de que mais de 20 crianças teriam sido submetidas a torturas nesses rituais.

Os casos vieram à tona após uma menina de 10 anos ser internada em estado grave apresentando sintomas de intoxicação, cicatrizes pelo corpo em formato de cruz e a cabeça raspada. As filhas da dona do salão religioso negaram que exista qualquer tipo de tortura.

“Eu sabia que lá funcionava um terreiro, mas não sabia o que realmente acontecia por lá. A mulher de lá conversou com a avó dele dizendo que ele precisava fazer um serviço. Ela (dona do salão) disse que ele no futuro iria virar um marginal, um criminoso, e qual é a mãe que não tem medo né?”, disse a mãe do garoto, que terá a identidade preservada.

O menino, que tem 10 anos, também descreveu o ritual ao qual foi submetido. “Passamos sete dias. Era seis além de mim. Quando chegamos lá ele (pessoa do salão) passou alguma coisa na gente, mandou a gente banhar e se vestir de roupa branca. A gente comia inhame, arroz, feijão e carne e tomamos muito chá também. A mulher falava que era para a gente fazer as coisas tudo direitinho, porque se não a gente ficava mal”, falou.
Juíza Maria Luiza de Moura Melo Freitas (Foto: Catarina Costa/G1)

Vara da Infâcia
A juíza da 1° Vara da Infância e Juventude de Teresina, Maria Luiza de Moura Melo, disse que autorizou o Conselho Tutelar a recolher qualquer criança desacompanhada que apareça com as mesmas características dessa vítima (cabelo raspado e cicatrizes em forma de cruz).

"Elas serão levadas para um abrigo, podendo os pais ter a suspensão da guarda ou até mesmo a destituição do poder familiar. O Conselho tem 24 horas para informar esses casos”, falou a juíza.

Na avaliação da juíza Maria Luiza, nesse caso, as crianças estão em situação de risco, sendo obrigadas a tomarem chás ou bebidas tóxicas, e cortadas com lâminas ou objetos pontiagudos. “Não acredito que isso seja religião, mas sim crime de tortura", declarou a juíza.

Maria Luiza de Moura Melo disse também que irá comunicar o juiz da comarca de Timon para punir os responsáveis pelo salão de umbanda. Segundo ela, essas pessoas podem ser punidas por lesão corporal e crime de tortura. "Cabe ao Ministério Público tipificar a responsabilidade criminal e pedir o fechamento do local onde os rituais são feitos", falou.

Filhas de dona de salão negam tortura
Em entrevista ao G1 na semana passada, duas filhas da proprietária do salão de umbanda, onde os pais levavam a menina, negaram que as pessoas que frequentam o local sejam torturadas. Sem quererem se identificar, as mulheres afirmaram que os cortes nos praticantes de umbanda são superficiais e feitos com o consentimento dos responsáveis.

“São pequenos cortes feitos no corpo, como se fossem uma raladura qualquer. A retirada de sangue do corpo da pessoa simboliza a vida. Do mesmo modo, as pessoas têm a cabeça raspada para simbolizar o renascimento, já que todos os seres nascem sem cabelos. Não praticamos tortura com ninguém, até mesmo porque quem deita santo [termo usado para quem passa pelo ritual] sabe o que está sendo feito, no caso da criança os responsáveis aceitam tudo”, relatou uma das mulheres.

Uma das filhas da proprietária do salão de umbanda afirmou que ela e seus filhos passaram pelos procedimentos várias vezes e nunca sentiram nada e negou o uso de bebidas nos rituais. De acordo com a mulher, o ritual acontece da seguinte forma: a pessoa doente fica recolhida no quarto durante sete dias, recebendo apenas orações.

“Nós temos algumas cicatrizes pelo corpo, mas quase imperceptíveis e nunca sentimos efeitos colaterais. Sempre passamos por isso quando sentimos algum problema de saúde ou de qualquer outra coisa. Além disso, não existe o uso de garrafada [mistura de ervas] para os praticantes de umbanda”, afirmou a mulher.

Sem deixar fazer o registro de foto ou vídeo, as mulheres mostraram algumas marcas pelo corpo e apresentaram os filhos com a cabeça raspada, informando que eles passaram pelos mesmos rituais. “Eu tenho marcas nos braços e no pescoço e meus filhos também. Eles também tiveram as cabeças raspadas. Isso para nós é normal, como qualquer outra religião”, disse uma das filhas.

AUTOR: G1/PI

quarta-feira, 27 de abril de 2016

CORTADO COM LÂMINAS, MÃE DIZ QUE FILHO FEZ RITUAL PARA NÃO SE TORNAR 'MARGINAL', EM TERESINA (PI)

Mãe revelou que o filho foi ao salão de umbanda acompanhado da avó (Foto: Reprodução/TV Globo)

A mãe de uma criança de Teresina submetida ao ritual de purificação em um salão de umbanda que fica a 20 km da cidade de Timon, no Maranhão, revelou ter sido convencida de que o filho precisava passar por um tratamento espiritual para não “virar criminoso”. O Juizado da 1° Vara da Infância e Juventude de Teresina recebeu do Conselho Tutelar a denúncia de que mais de 20 crianças teriam sido submetidas a torturas nesses rituais.

Os casos vieram à tona após uma menina de 10 anos ser internada em estado grave apresentando sintomas de intoxicação, cicatrizes pelo corpo em formato de cruz e a cabeça raspada. As filhas da dona do salão religioso negaram que exista qualquer tipo de tortura.

“Eu sabia que lá funcionava um terreiro, mas não sabia o que realmente acontecia por lá. A mulher de lá conversou com a avó dele dizendo que ele precisava fazer um serviço. Ela (dona do salão) disse que ele no futuro iria virar um marginal, um criminoso, e qual é a mãe que não tem medo né?”, disse a mãe do garoto, que terá a identidade preservada.

A mulher relatou ainda que falou para a avó não ter condições financeiras de arcar com o tratamento espiritual, cujo valor seria de R$ 1 mil. “Não paguei, mas mesmo assim ele (filho) foi com ela. Passaram uma semana. Foram num sábado à tarde e voltaram no domingo. Quando ele chegou em casa eu vi os cortes e a cabeça raspada. Não tinha consciência do que ia acontecer. Estranhei”, disse a mãe.

O menino, que tem 10 anos, também descreveu o ritual ao qual foi submetido. “Passamos sete dias. Era seis além de mim. Quando chegamos lá ele (pessoa do salão) passou alguma coisa na gente, mandou a gente banhar e se vestir de roupa branca. A gente comia inhame, arroz, feijão e carne e tomamos muito chá também. A mulher falava que era para a gente fazer as coisas tudo direitinho, porque se não a gente ficava mal”, falou.

O menino revelou ainda ter sido cortado com uma lâmina nos dois braços, nas costas, na cabeça e no peito. “A mulher fez os cortes e me deu os remédios. Já o homem deu chicotadas", contou o menino.

A criança internada no dia 14, permanece na UTI do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) em estado grave. De acordo com o médico e diretor da unidade, Gilberto Albuquerquer, a criança já apresentou falência dos sistemas nervoso e renal. Médicos aguardam o laudo de exame pericial feito no líquido ingerido por ela para poder abrir protocolo e investigar a morte cerebral.

Vara da Infâcia

A juíza da 1° Vara da Infância e Juventude de Teresina, Maria Luiza de Moura Melo, disse que autorizou o Conselho Tutelar a recolher qualquer criança desacompanhada que apareça com as mesmas características dessa vítima (cabelo raspado e cicatrizes em forma de cruz). "Elas serão levadas para um abrigo, podendo os pais ter a suspensão da guarda ou até mesmo a destituição do poder familiar. O Conselho tem 24 horas para informar esses casos”, falou a juíza.

Os pais da vítima informaram à polícia que frequentavam um salão de umbanda em Timon, no Maranhão, para tratar a asma da filha e pagariam R$ 3 mil pelo tratamento. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.

Na avaliação da juíza Maria Luiza, nesse caso, as crianças estão em situação de risco, sendo obrigadas a tomarem chás ou bebidas tóxicas, e cortadas com lâminas ou objetos pontiagudos. “Não acredito que isso seja religião, mas sim crime de tortura", declarou a juíza.

Maria Luiza de Moura Melo disse também que irá comunicar o juiz da comarca de Timon para punir os responsáveis pelo salão de umbanda. Segundo ela, essas pessoas podem ser punidas por lesão corporal e crime de tortura. "Cabe ao Ministério Público tipificar a responsabilidade criminal e pedir o fechamento do local onde os rituais são feitos", falou.

O delegado geral de Polícia Civil do Piauí, Riedel Batista, reiterou que o caso da menina de 10 anos será acompanhado pela DPCA e os demais registros de tortura que tenham sido praticados no salão de umbanda em Timon serão investigados pela Polícia Civil do Maranhão.

Filhas de dona de salão negam tortura

Em entrevista, duas filhas da proprietária do salão de umbanda, onde os pais levavam a menina, negaram que as pessoas que frequentam o local sejam torturadas. Sem quererem se identificar, as mulheres afirmaram que os cortes nos praticantes de umbanda são superficiais e feitos com o consentimento dos responsáveis.

“São pequenos cortes feitos no corpo, como se fossem uma raladura qualquer. A retirada de sangue do corpo da pessoa simboliza a vida. Do mesmo modo, as pessoas têm a cabeça raspada para simbolizar o renascimento, já que todos os seres nascem sem cabelos. Não praticamos tortura com ninguém, até mesmo porque quem deita santo [termo usado para quem passa pelo ritual] sabe o que está sendo feito, no caso da criança os responsáveis aceitam tudo”, relatou uma das mulheres.

Uma das filhas da proprietária do salão de umbanda afirmou que ela e seus filhos passaram pelos procedimentos várias vezes e nunca sentiram nada e negou o uso de bebidas nos rituais. De acordo com a mulher, o ritual acontece da seguinte forma: a pessoa doente fica recolhida no quarto durante sete dias, recebendo apenas orações.

“Nós temos algumas cicatrizes pelo corpo, mas quase imperceptíveis e nunca sentimos efeitos colaterais. Sempre passamos por isso quando sentimos algum problema de saúde ou de qualquer outra coisa. Além disso, não existe o uso de garrafada [mistura de ervas] para os praticantes de umbanda”, afirmou a mulher.

Sem deixar fazer o registro de foto ou vídeo, as mulheres mostraram algumas marcas pelo corpo e apresentaram os filhos com a cabeça raspada, informando que eles passaram pelos mesmos rituais. “Eu tenho marcas nos braços e no pescoço e meus filhos também. Eles também tiveram as cabeças raspadas. Isso para nós é normal, como qualquer outra religião”, disse uma das filhas.

Mais denúncias

Além da menina de 10 anos internada, o Conselho Tutelar IV de Teresina investiga se outras três crianças também teriam sido torturadas em rituais de magia negra. Segundo a conselheira Socorro Arrais, elas apareceram na escola com os cabelos raspados e cicatrizes em forma de cruz feitas com lâminas.

"Já entregamos estas novas denúncias à DPCA [Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente] e encaminhamos o relatório com todos os casos à Justiça. Estamos tentando identificar os pais dessas crianças e evitar que elas tenham o mesmo destino da menina de 10 anos", comentou a conselheira.

Estado de saúde

Para o diretor técnico do Hospital de Urgência de Teresina (HUT), Fábio Marcos de Sousa, a substância tóxica ingerida pela menina determinou um quadro neurológico grave e irreversível, que teve caráter progressivo.

"Coletamos material no estômago da garota e a família também entregou um frasco de vidro contendo o líquido supostamente ingerido pela menina. Encaminhamos tudo para um laboratório em Goiás e a análise do teor da bebida deve sair em 10 dias. Somente com este laudo em mãos vamos abrir o protocolo para confirmar a morte encefálica da paciente", explicou o médico.

AUTOR: G1

sábado, 9 de abril de 2016

ACUSADO DE ESTUPRAR 68 JOVENS EM RITUAL SATÂNICO É CONDENADO PELA JUSTIÇA, NO AMAZONAS

Na decisão, o juiz destacou que o modus operandi do acusado demonstra a forma cruel e desumana com a qual ele atuava (Foto: Divulgação)

Um homem acusado de estuprar 68 meninas com idades entre 13 e 17 anos em ritual de magia negra no Amazonas foi condenado a 28 anos e 8 meses de prisão.

Segundo informações do G1, Renata Reis Fragata, de 30 anos, cometeu o crime em dois municípios do estado, ainda em 2014, quando foi preso. Ele confessou à polícia que usava bebidas feitas com sangue de animais e prometia objetos caros para as vítimas dos abusos sexuais.

Na decisão, o juiz destacou que o modus operandi do acusado demonstra a forma cruel e desumana com a qual ele atuava.

"A conduta do acusado é de acentuada censurabilidade, pois, sendo capaz de compreender a ilicitude dos seus atos, preferiu atuar em desacordo com a lei e a paz social", afirmou o juiz Jorsenildo Dourado do Nascimento.

"O acusado desprovido de qualquer sentimento pela pessoa humana, premeditou todos os delitos narrados na denúncia, com o único objetivo de satisfazer sua necessidade de manter, a todo custo, relações sexuais com menores de idade e mulheres, invocando, por vezes, DEUS e o diabo", afirmou.

AUTOR: noticiasaominuto

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

MENINO DE 4 ANOS TORTURADO EM RITUAL DE MAGIA NEGRA DEVE RECEBER ALTA EM UMA SEMANA, DIZ HOSPITAL NO MS

Menino de 4 anos continua internado sem previsão de alta na capital de MS (Foto: Reprodução/ TV Morena)

O menino de 4 anos que foi torturado pelos tios-avós em rituais de magia negra deve receber alta nos próximos sete dias, segundo informou ao G1, nesta segunda-feira (29), a assessoria de imprensa da Santa Casa de Campo Grande. A criança foi internada no hospital no dia 23 de fevereiro, com diversos ferimentos, entre queimaduras no rosto, fratura em um dos braços, ferimentos nos olhos e saco escrotal.

O hospital informou que o paciente está em "tratamento clínico de queimaduras e abcessos em face e pavilhão auricular" e permanece internado em leito de isolamento na enfermaria, onde é acompanhado por uma cuidadora. O menino está clinicamente estável e tem evolução favorável do quadro, conforme boletim médico divulgado. Ele deve ser liberado até o próximo domingo (6), e, após a alta médica, voltará para uma instituição de acolhimento, de acordo com a conselheira tutelar Cassandra Szuberski.

Prisões
O tio-avô, de 46 anos, e a esposa dele, de 31 anos, que tinham a guarda judicial do menino, estão presos e confessaram o crime, alegando que agiam sob influência de uma entidade espiritual. Eles também afirmaram que agrediam a criança em situações fora dos rituais de magia negra.

Os nomes dos tios-avós não serão divulgados nesta reportagem para garantir os direitos de proteção da criança. O terceiro suspeito é um jovem de 18 anos, sobrinho do casal e primo da vítima. Ele foi preso em Aquidauana e disse que assistia às agressões. A polícia investiga mais suspeitos da tortura.

Investigação
Além dos três presos, foram ouvidos a avó materna adotiva - mãe da suspeita -, as duas filhas biológicas do casal suspeito e a vítima.

As filhas do casal afirmaram para a polícia que o menino era "super apegado" com a suspeita, mãe delas. Lauretto disse ao G1 que o menino "estava muito traumatizado, assustado e sob efeito de medicamento" quando foi ouvido por psicólogos no hospital, por isso, não foi considerado depoimento.
Objetos usados na tortura foram encontrados na casa (Foto: Divulgação/ Polícia Civil de MS)

Visita surpresa
O caso foi denunciado após a criança ser internada na Santa Casa com ferimentos e sinais de tortura na noite de terça-feira (23) e chocou profissionais das polícias militar e civil, Conselho Tutelar e médicos que atenderam a ocorrência.

Família
O homem preso é tio-avô do menino e ele e a esposa teriam sido os familiares mais próximos interessados na guarda da criança, depois que a avó paterna devolveu a criança à Justiça alegando que não tinha condições de cuidá-la.

Segundo a polícia, os pais biológicos do menino são usuários de droga e o abandonaram. Em depoimento, a tia-avó contou que quis adotar a criança com intenção de utilizá-la em rituais de sacrifício. A avó materna adotiva, mãe da suspeita presa, negou saber das agressões.

O menino torturado morava com os tios-avós e duas filhas do casal em uma residência no Centro de Campo Grande. As agressões só foram descobertas durante uma visita surpresa da equipe multidisciplinar da unidade de acolhimento onde o garoto vivia antes de ser adotado.

AUTOR: G1/MS

domingo, 27 de dezembro de 2015

RITUAL DE BRUXARIA: TÚMULO DE MULHER É VIOLADO EM CEMITÉRIO DE GUAIÚBA (CE)

O vilipêndio de cadáveres é considerado crime contra o respeito aos mortos/VIA WHATSAPP O POVO

O túmulo de uma mulher* de 30 anos foi violado durante a madrugada deste sábado, 26, no cemitério de Água Verde, em Guaiúba, 38 km de Fortaleza. O corpo estava fora do caixão, e o local apresentava sinais de um ritual de bruxaria, quando foi encontrado pelo vigia do local, por volta das 7h30. A Perícia Forense foi acionada e vai realizar exames para verificar abuso sexual do cadáver.

Segundo o sargento Antônio Teixeira Lemos, da 3ª Companhia do 14º Batalhão de Polícia Militar (BPM), o caixão foi quebrado e um pássaro morto foi achado ao lado do corpo. “A Perícia também encontrou um saco plástico na vagina da vítima, e na boca do corpo colocaram flores. 

Aparentemente foi realizado um ritual de bruxaria”, diz ele.

O companheiro da vítima também foi ao local e disse à Polícia que não sabia quem poderia ter violado o túmulo da mulher. “É crime de vilipêndio. Até o momento não temos suspeitos, mas o caso será investigado. É uma falta de respeito muito grande, uma coisa macabra”, disse o sargento.

A mulher havia sido sepultada por volta das 17h30 de sexta-feira, 25. Ela cometeu suicídio por enforcamento, no último dia 24, ainda conforme a Polícia. O artigo 212 do Código Penal Brasileiro (CPB) prevê detenção de um a três anos, além de multa, por vilipêndio (desrespeito ou menosprezo) de cadáver ou suas cinzas.

*O POVO não publica o nome da mulher em respeito à família.

AUTOR: O POVO

terça-feira, 20 de outubro de 2015

RELIGIOSOS DIZEM QUE É 'DESRESPEITO' CHAMAR SUSPEITO DE MATAR CRIANÇA DE PAI DE SANTO, NA PARAÍBA

Criança foi morta em ritual de magia negra/Reprodução/TV Correio HD

Na terça-feira (13) um crime bárbaro ocorrido no interior do estado chocou os paraibanos e ganhou destaque nacional. Um menino de cinco anos foi assassinado, teve o corpo aberto e órgãos cortados em pedaços em um ritual de magia negra, no município de Sumé (Cariri paraibano, a 264 km de João Pessoa). Segundo a polícia, a mãe e o padrasto da criança participaram do ritual, que teria sido conduzido por um suposto pai de santo.

Uma semana após o crime, o Portal Correio ouviu representantes do candomblé e eles foram taxativos: o suspeito não pode ser considerado membro de nenhuma religião de matriz africana.

“Nenhuma religião de matriz africana faz esse tipo de ritual. Nós cultuamos o respeito à natureza. Somos conhecidos como pais e mães de santo, mas na verdade somos zeladores. Então, como poderíamos fazer mal àqueles que nos procuram? Àqueles que devemos zelar? É inaceitável e desrespeitoso que esse homem seja considerado da nossa religião. Ele não é. Ele não nos representa de forma alguma”, defendeu a iyalorixá Tuca.

A opinião também é compartilhada pelo babalorixá Gilberto. Ele é sacerdote há mais de 30 anos e um dos organizadores da festa de Yemanjá, o evento candomblé de maior tradição em João Pessoa.

“Posso garantir que não existe sacrifício humano dentro do candomblé. Desconheço essa prática e esse homem não pode ser chamado de pai de santo. O candomblé não realiza rituais visando o mal das pessoas”, garantiu o líder religioso.

O babalorixá Léo também não concorda que o suspeito e o fato tenha tido relação com religiões africanas. “O comportamento do suspeito mostra que ele não tem nenhum conhecimento sobre orixás e cultura africana, não tem cultura religiosa. Uma pessoa que faz isso contra uma criança não tem alma, cultura e espiritualidade. Não tenho nem palavras para classificar uma pessoa dessa”.

Umbanda

Segundo o babalorixá Léo e a iyalorixá Tuca, o ritual macabro que vitimou a criança em Sumé também não pode ser confundido com práticas da umbanda. De acordo com os líderes religiosos, a umbanda é uma religião "ainda mais pura que o candomblé" e jamais permitiria qualquer tipo de agressão contra seres humanos.

Preconceito

Os três representantes do candomblé ouvidos pelo Portal Correio consideram que a forma como o caso foi tratado contribui para o preconceito contra adeptos de religiões de matriz africana.

Eles destacam que a maioria das pessoas têm pouco conhecimento sobre o candomblé e a umbanda e acabam acreditando em mitos que envolvem essas religiões.

O caso
Relembre o caso em uma matéria exibida na TV Correio HD.

AUTOR: PORTAL CORREIO

sábado, 17 de outubro de 2015

MÃE 'MONSTRO' DIZ QUE FILHO FOI CORTADO E TEVE ÓRGÃOS RETIRADOS PARA RITUAL QUE TERIA SIDO R$ 10 MIL, NA PARAÍBA

Criança foi achada morta/Reprodução/TV Correio HD

A mãe da criança de cinco anos de idade que teve o corpo mutilado para um ritual de magia negra confessou a participação no crime e contou detalhes em um novo depoimento, nesta sexta-feira (16). 

Ela disse que o menino sofreu golpes de faca no pescoço para que sangrasse e teve o fígado partido. Segundo a polícia, o ritual pode ter ocorrido por encomenda e teria custado cerca de R$ 10 mil. Antes de sofrer o golpe no pescoço, o menino teria pedido para não morrer.

O corpo da criança foi encontrado na terça-feira (13), no município de Sumé, no Cariri paraibano, a 265 km de João Pessoa. Os detalhes do crime foram contados pelo delgado Paulo Ênio, que falou no Cidade Alerta Paraíba, da TV Correio HD.

De acordo com o delegado, a mãe da criança se mostrou fria e deu detalhes do crime durante o depoimento.

“Ela contou nesse novo depoimento que eles pegaram a criança e a levaram para um boqueirão, perto de um rio. Ela detalhou que o suposto pai de santo segurou a criança e o padrasto deu golpes de faca peixeira no pescoço do menino, que morreu. Após a morte, eles fizeram o corpo sangrar e colheram o sangue em um balde preto. Feito isso, a mãe contou que o corpo do menino foi aberto do pescoço até a virilha, o fígado foi retirado e cortado em pedaços e o órgão genital foi decepado”, contou o delegado.

Ainda segundo o delegado, antes de sofrer o primeiro golpe de faca no pescoço, o menino teria pedido a mãe que ela não deixasse o crime acontecer.

“Ela nos contou que a criança pediu que ela o tirasse dos braços do suposto pai de santo e que não o deixasse morrer. Ela contou tudo isso de maneira fria, sem demonstrar emoção”, disse o delegado.

Para o delegado, o ritual de magia negra pode ter sido encomendado já que o pai de santo teria informado que o ato custou cerca de R$ 10 mil.

“Estamos analisando e vamos continuar a investigação. Acreditamos que mais pessoas tenham participado, através da encomenda do ritual. O pai de santo confirmou que esse tipo de ritual custa R$ 10 mil e isso nos leva a crer que alguém encomendou. Esse alguém, se existir, vai ser descoberto e vamos prendê-lo”, concluiu o delegado Paulo Ênio.

AUTOR: PORTAL CORREIO

terça-feira, 11 de agosto de 2015

'É UM MISTÉRIO', DIZ IRMÃ DE MULHER QUE SUMIU APÓS RITUAL DO SANTO DAIME, EM GOIÂNIA

Deise Faria foi vista pela última vez em ritual de Santo Daime (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

A família da auxiliar de enfermagem Deise Faria Ferreira, de 41 anos, ainda não tem pistas do que aconteceu com a mulher, que desapareceu há um mês, após um ritual da seita do Santo Daime em uma chácara de Goiânia. “Ainda é um mistério. 

A polícia não deu nenhuma pista e não tivemos nenhuma notícia dela ou de pessoas que a tenham visto desde o desaparecimento”, disse ao G1 a irmã de Deise, Keila Faria Ferreira.

De acordo com os parentes, a Polícia Civil mantém sigilo sobre as investigações. A falta de respostas é uma das coisas que mais fazem a família sofrer. “Minha mãe ainda está muito abalada, ela não conseguiu voltar a trabalhar depois do que aconteceu. A filha da Deise, Apoena, chora todos os dias. A polícia diz apenas que tem muitas coisas para apurar e que não descarta nada e pede paciência”, conta.

Depois de um mês do desaparecimento, a família não tem mais esperanças de que Deise seja encontrada com vida. “A gente chegou a perguntar para o delegado qual a chance de ela estar viva. Ele disse que era de 0,001%”, revela.

Para a irmã, a morte tem um culpado certo: o líder do Instituto Céu do Patriarca e Matriarca, Cláudio Pereira Leite. “Ele causou a morte dela. Ela estava fazendo tratamento psiquiátrico e a médica disse que ela não podia interromper o tratamento. E o líder falou para ela parar de tomar os remédios. Foi isso que provocou ela ter algum mal súbito e eles ocultaram o corpo”, acusa.

O G1 tentou contato com o advogado da seita, mas as ligações não foram atendidas até a publicação dessa reportagem.

Diante da falta de esperança em encontrar a irmã viva, o que resta à família é esperar que o caso seja solucionado o mais rápido possível. A polícia aguarda o resultado de laudos periciais para detectar a presença de sangue nos pertences encontrados na chácara onde aconteceu o desaparecimento.

O G1 tentou contato com a assessoria de imprensa da Polícia Civil e também com o delegado responsável pelo caso, mas as ligações não foram atendidas até a publicação dessa reportagem.

Caso
A auxiliar de enfermagem foi vista pela última vez em 11 de julho, mas os parentes só foram informados quase 24 horas depois, quando os membros da seita levaram o carro da vítima até a família. A partir de então, a polícia foi acionada e deu início às investigações.

O Corpo de Bombeiros realizou as buscas por Deise na região em que ela desapareceu até o dia 17 de julho e informou que só realizará nova busca se for solicitado pela Polícia Civil.

Durante as buscas foram encontradas peças de roupa com manchas próximas à chácara em que ela foi vista pela última vez. A Polícia Civil realizou testes e concluiu que a substância não era sangue, mas não soube precisar o que teria gerado a mancha.
Ritual de Santo Daime foi realizado em uma chácara de Nerópolis (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Remédios e drogas
Na época do desaparecimento, o advogado do Instituto Céu do Patriarca e Matriarca apresentou um documento que seria a ficha de inscrição de Deise para poder frequentar a seita. Datado de 25 de abril deste ano e com uma assinatura que ele diz ser da auxiliar, a mulher afirma que às vezes ingere álcool, mas que usa maconha com frequência. Ela responde ainda que não apresenta doenças psiquiátricas nem usa remédios para tratar essas enfermidades.

A família revelou que Deise passou a tomar medicamentos controlados para depressão cerca de 30 dias antes do desaparecimento. Ela reconheceu a assinatura da irmã e afirmou que os membros da seita ficaram sabendo quando ela começou a tratar a doença.

“Nesta data do documento ela realmente não tomava nenhum remédio. Tenho certeza que ela avisou o instituto depois de começar a tomar. Tem conversas dela no Whatsapp com o Antônio, com o André [membros da seita] eles orientando ela a procurar o padrinho, e ela falando que estava em tratamento tomando três tipos de remédio. É certeza que eles sabiam", afirmou.

AUTOR: G1/GO

sábado, 25 de julho de 2015

POLÍCIA RECONSTITUI DESAPARECIMENTO DE MULHER APÓS RITUAL RELIGIOSO, EM GOIÁS

Duas semanas após o desaparecimento da auxiliar de enfermagem Deise Faria Ferreira, de 41 anos, a Polícia Civil realizou a reconstituição do momento em que ela foi vista pela última vez, em um ritual da seita religiosa Santo Daime, em uma chácara em Goiânia. O procedimento começou às 9h15 de sexta-feira (25) e terminou sete horas depois.

Deise desapareceu na noite de 11 de julho. No entanto, os parentes só foram comunicados do desaparecimento quase 24h depois, quando acionaram a polícia. O Corpo de Bombeiros suspendeu as buscas no último dia 17 por falta de pistas. A corporação só realizará uma nova operação se a Polícia Civil solicitar.

No dia do desaparecimento, além de Deise, seis pessoas estavam na chácara. Dentre as testemunhas, apenas o líder do Instituto Céu do Patriarca e Matriarca, Cláudio Pereira Leite, não compareceu à reconstituição. Ele alegou que estava viajando. A reprodução simulada contou até com o carro da auxiliar de enfermagem, que ela deixou no local.

Trabalharam na reconstituição o delegado responsável pelo caso, Thiago Damasceno, oito agentes de polícia e três peritos.

“Essa reprodução visa exatamente confrontar as declarações das pessoas que estavam na chácara, de forma que ela tem que bater com aquelas declarações, se for o contrário, se ela não bater com aquelas declarações, a Polícia Civil segue uma nova linha de investigação”, explicou o assessor de imprensa da Polícia Civil, delegado Norton Luiz Ferreira.

Apesar de não poderem participar, familiares de Deise foram ao local para presenciar a simulação. Filha da auxiliar de enfermagem, Apoena Faria de Souza espera que a reconstituição ajude a encontrar a mãe.

“A minha esperança é que algum deles desista de mentir, que Deus toque no coração de algum deles e, realmente, que contem a verdade e acabe com essa aflição”, disse.

Investigação
A polícia ainda não descartou nenhuma hipótese sobre o que ocorreu com Deise. No total, 14 pessoas já foram interrogadas.

Durante as buscas, roupas de Deise foram encontradas próximo à chácara. Elas estavam com manchas vermelhas e foram encaminhadas para análise no Instituto de Criminalistica de Goiânia. Segundo o laudo, as manchas não eram de sangue. 

No entanto, o exame não precisou qual era substância presente nas peças. Ao analisar o carro de Deise, os peritos não encontraram nada suspeito
Deise foi vista pela última vez em ritual (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Encontros
O advogado do Instituto Céu do Patriarca e Matriarca, onde a mulher participou da seita, apresentou um documento que seria a ficha de inscrição de Deise para poder frequentar a seita. Datado de 25 de abril deste ano e com uma assinatura da auxiliar, a mulher afirma que às vezes ingere álcool e que usa maconha com frequência. Ela responde ainda que não apresenta doenças psquiátricas nem usa remédios para tratar essas enfermindades.

Irmã da auxiliar de enfermagem, Keila Faria conta que, desde que a irmã começou a participar dos rituais, ela bebia o chá da substância alucinógena ayahuasca, que é indicado para limpeza espiritual. Segundo a família, a auxiliar de enfermagem passava mal todas as vezes que ingeria o líquido. Além disso, ela começou a ter problemas psicológicos.

“Ela começou a ficar falando, falando sem parar. Incontrolável e violenta com a família, se revoltou contra a minha mãe e aí eu levei ela num psiquiatra”, relatou Keila.

Cerca de 30 dias antes do desaparecimento, Deise começou a tomar medicamentos controlados para depressão. A família afirma que ela parou de ingerir os remédios a pedido dos integrantes do instituto. No entanto, eles dizem não ter conhecimento da doença psiquiátrica.

AUTOR: G1/GO

domingo, 1 de junho de 2014

POLÍCIA FEDERAL INVESTIGA EVENTO POLÊMICO EM CAMPUS DA UFF, NO RIO DE JANEIRO

A Polícia Federal abriu inquérito para investigar uma festa polêmica no pólo da UFF, em Rio das Ostras, na Região dos Lagos do Rio. 

Neste sábado (31), agentes da delegacia da Polícia Federal de Macaé fizeram diligências pelo campus para apurar denúncias de que no local houve o consumo de drogas, álcool, orgias e rituais satânicos.
Crânio humano foi usado em suposto ritual de magia negra em festa na UFF de Rio das Ostras (Foto: Reprodução/Facebook)

O evento foi realizado na noite de quarta-feira (29) por alunos do curso de produção cultural. O convite para o evento foi publicado em uma rede social com o tema "Xereca Satânik - A Festa". Na sexta-feira, imagens foram divulgadas na internet, chocando e criando uma uma grande polêmica.

As imagens mostram mulheres mascaradas e nuas. Em uma delas, a genitária de uma mulher estaria sendo costurada. Em outras fotos pessoas aparecem num suposto ritual de magia negra, inclusive, com uso de um crânio humano. Um estudante da instituição, que pediu para não ser identificado, contou ao G1 que as bebidas alcoólicas usadas na festa ficaram armazenadas dentro do novo anexo da UFF.

"A festa ocorreu ao lado do prédio novo chamado multiuso. O diretor do pólo permitiu o armazenamento de bebidas dentro da universidade. O uso de drogas é praticamente liberado. Precisamos de uma intervenção urgente", disse.
Denúncia diz que mulher teve a genital costurada no evento (Foto: Reprodução/Facebook)

Carlos Eduardo Giglio estava na festa e afirma que tudo não passou de uma apresentação feita por artistas profissionais contratados para fazer parte de um seminário com o tema: corpo e resistência, que tinha o objetivo de chocar os espectadores. Ele também negou o uso de drogas e a realização de orgia entre os alunos.

O diretor do Instituto de Humanidade e Saúde, responsável pelo curso de Produção Cultural, disse à reportagem da Inter TV que o que estava programado para o dia era uma atividade acadêmica. A reitoria da UFF informou que abriu uma sindicância para apurar com urgência o que realmente aconteceu no local.

A Polícia Federal ressaltou que eventos dessa natureza não podem ser realizados em um espaço público, sendo, portanto, necessária uma apuração detalhada para levantar o que aconteceu e identificar os organizadores do evento.

AUTOR: G1/RJ

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