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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

TRIPULANTE SOBREVIVEU 18h À DERIVA NO MAR, FAMÍLIA DIZ QUE FOI MILAGRE, EM SANTARÉM

Tripulante foi resgatado ap[os ficar 18h à deriva (Foto: Arquivo Pessoal)

Familiares do tripulante santareno Elton Costa, de 34 anos que caiu de um catamarã por volta de 18h de domingo (30) próximo à praia do Maraú, na Ilha de Mosqueiro comemoram o resgate ocorrido no início da tarde desta segunda-feira (31). Costa ficou desaparecido em alto mar por cerca de 18 horas. A família do marinheiro, que está em Santarém atribuiu o resgate a um "milagre de Deus".

Segundo o Corpo de Bombeiros, o tripulante foi encontrado cerca de 40 quilômetros do local da queda. Elton teria caído da embarcação após uma forte onda ter atingidos embarcação. De acordo com os bombeiros, uma lancha do órgão atracou ao navio mercante para regatar o tripulante, que estava bastante debilitado. 

Segundo familiares, a maresia o arrastou na direção do navio e ele conseguiu se segurar na âncora do navio mercante.
Elton Costa é santareno e trabalha como marinheiro de máquina (Foto: Arquivo Pessoal)

Para Valdemar Filho, cunhado do tripulante, a notícia de que ele tinha sido encontrado com vida acabou com horas de aflição. “Desde que recebemos a notificação da empresa sobre o fato ficamos muito nervosos e nem dormimos direito. O gerente da empresa embarcou no primeiro voo para Belém e a irmã do Elton foi junto para acompanhar as buscas”, ressalta.

Costa permanece internado para exames, mas já entrou em contato com os familiares. “Falamos com ele por telefone. Sabemos que ele ficou machucado e debilitado, por isso deve passar por alguns exames e a aguardamos mais informações a respeito. ”, explica o cunhado de marinheiro.
Navio mercante que ajudou no resgate (Foto: Arquivo Pessoal)

Apuração

A Capitania dos Portos informou que vai apurar as causas do acidente e verificar se houve negligência no socorro ao jovem, pois o Corpo de Bombeiros recebeu a informação de que o catamarã seguiu viagem mesmo após a queda e o desaparecimento do rapaz.

A empresa informou que o tripulante estava de colete e uma boia foi arremessada ao rio depois do acidente. Ressaltou ainda que toda a assistência está sendo prestada a família. A embarcação estava com cerca de 130 passageiros e navegava de Soure, na Ilha do Marajó com destino a Belém.

AUTOR: G1/SANTARÉM

sábado, 27 de junho de 2015

IMIGRANTE É ENCONTRADO MORTO EM NAVIO DE CARGA, NO CEARÁ

Navio saiu dia 15 de junho de Abidjan, na Costa do Marfim. (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)

Um imigrante foi encontrado morto na noite desta sexta-feira (26), dentro do porão de um navio de carga, no Porto do Mucuripe, em Fortaleza. De acordo com a Polícia Federal, a vítima foi encontrada por estivadores durante o descarregamento do frete, no caso castanhas. O corpo já encontrava-se em estado de decomposição.

Segundo a Polícia Federal foi realizada uma perícia por peritos da PF e não há indícios de crime. Ainda de acordo com a PF, o homem era negro, porém não foi encontrada nenhuma identificação comprovando a sua origem. Polícia crê também que ele viajava de forma clandestina.

Liberação do corpo
O corpo do homem foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), no Bairro Moura Brasil, na capital. A Polícia Federal informou que aguarda o contato do governo da Costa do Marfim para liberação do corpo.

O navio saiu dia 15 de junho de Abidjan, na Costa do Marfim e atracou na Companhia Docas no Ceará na última terça-feira (23). Da capital, o navio vai para o Porto do Pecém fazer o carregamento de barras de ferro para entregar em Camarões.
Embarcação chegou em Fortaleza na última terça-feira (23). Ele trazia castanhas (Foto: Polícia Federal do Ceará)

AUTOR: G1/CE

terça-feira, 2 de junho de 2015

NAVIO DE CRUZEIRO COM MAIS DE 450 A BORDO NAUFRAGA, NA CHINA

Um navio de cruzeiro chinês com 458 pessoas a bordo naufragou no Rio Yangtze, na província chinesa de Hubei, na noite desta segunda-feira (1º), informou a agência estatal de notícias “Xinhua”, que cita como fonte a administração de navegação do rio. Mais de 400 pessoas estão desaparecidas. Os passageiros e tripulantes são todos chineses, segundo as autoridades locais.
A agência de notícias chinesa Xinhua informou que até agora 15 pessoas foram resgatadas com vida, incluindo o capitão e o engenheiro da embarcação. Eles disseram que o barco naufragou rapidamente após ser atingido por uma tempestade. A Efe fala em 13 sobreviventes por enquanto, entre eles uma idosa de 85 anos. A Reuters estima o número de resgatados com vida em 19.

Não há ainda informações oficiais sobre mortos. A "BBC" afirma que uma morte foi confirmada, mas a Reuters diz que cinco corpos foram resgatados da água.
Mulher de 65 anos é resgatada do navio (Foto: Reuters)

A embarcação “Dongfangzhixing (“Estrela do Oriente)” levava 406 passageiros chineses, cinco funcionários de uma agência de viagens e 47 integrantes da tripulação, segundo o órgão de administração de navegação.

A maioria dos passageiros é composta por turistas com idades entre 50 e 80 anos. De acordo com uma lista um passageiro teria 3 anos. Não haveria estrangeiros no barco.

Uma centena de passageiros reservou as passagens em uma agência de turismo de Nankin, enquanto as demais reservas ocorreram em Suzhou e em outras cidades, declarou Yao Wenge, oficial encarregado do transporte fluvial, citado pela agência Xinhua.

O navio partiu de Nanjing, capital da província de Jiangsu, no leste do país, e seguia para a cidade de Chongqing, no sudoeste.

O naufrágio ocorreu por volta de 21h28 (horário local).
Equipes carregam um barco para resgate (Foto: Chen Zhuo / Reuters)

A BBC informou que o barco não teria enviado sinal de socorro antes de emborcar.

A TV estatal chinesa, a “CCTV”, disse que um navio de resgate e equipamento para desvirar a embarcação foram enviados ao local do naufrágio. Imagens da TV mostraram o navio de cabeça para baixo no rio. A região do naufrágio tem cerca de 50 pés (15 metros) de profundidade.

Soldados, policiais, paramilitares, mergulhadores e centenas de barcos estão no local para ajudar na busca por sobreviventes. A equipe é composta de 140 pessoas e cinco helicópteros. Mas chove e venta muito na região, o que dificulta o trabalho de resgate.

De acordo com o jornal “The New York Times (NYT)”, equipes de resgate ouviram sons de batidas no casco, vindas do interior do navio, o que indica que há pessoas vivas no interior da embarcação virada.

O premiê chinês, Li Keqiang, viajou para o local do naufrágio.
Sobrevivente do naufrágio do navio de cruzeiro Estrela do Oriente é retirado do rio Yangtze em Juanli, na China. A embarcação naufragou com 458 pessoas a bordo, todas chinesas, segundo autoridades. Mais de 400 pessoas foram dadas como desaparecidas (Foto: AFP)

Segundo a CCTV, o navio foi construído em fevereiro de 1994 e é capaz de transportar 534 pessoas. A embarcação é propriedade da Chongqing Oriental Ferry Company.

O Yangtze é o terceiro rio mais longo do mundo e o mais importante navegável da China, muito usado pelos navios de cruzeiros.

Segundo a imprensa estatal, o presidente Xi Jinping ordenou o emprego de "todos os esforços possíveis" nas tarefas de resgate, e o primeiro-ministro, Li Keqiang, está a caminho do local para coordenar pessoalmente os trabalhos.

Em janeiro, um rebocador afundou durante uma viagem de teste na parte leste do Yangtze, deixando 22 mortos.

Após o acidente, o governo provincial disse que o barco estava em fase de testes sem completar adequadamente os procedimentos necessários e sem fornecer informações sobre a condição do navio, tal como exigido pelos regulamentos.

O Yangtsé é o rio mais longo da Ásia, com 6.300 km, e tem registrado várias tragédias fluviais.

AUTOR: G1/SP

sábado, 9 de maio de 2015

CARREGAMENTOS DE PRODUTOS FALSOS CHEGAVAM AO CEARÁ EM NAVIOS

Dois caminhões foram utilizados para receber o material pirata. Segundo o delegado Jaime Paula Pessoa, seriam levados para São Paulo FOTO: FABIANE DE PAULA

Dois caminhões que transportavam produtos falsificados foram apreendidos pela equipe da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF), na madrugada de ontem, em Barroquinha (a 420 Km de Fortaleza). Segundo a Polícia, as milhares de réplicas de modelos de óculos escuros e roupas de grifes interceptadas seriam entregues em São Paulo e de lá seriam distribuídas para todo o Brasil. A Polícia investiga se a rota marítima também não esteja sendo usada para o transporte de drogas e armas para o Estado do Ceará.

Conforme o delegado Jaime Paula Pessoa Linhares, titular da DDF, o trajeto dos produtos até o Estado já vinha sendo investigado e outra grande apreensão tinha sido feita, no mesmo lugar, há sete meses. "Acontece sempre da mesma forma. Um navio atraca em um ancoradouro clandestino e vários botes, tripulados por nativos da praia, vão buscar a mercadoria. Quando retornam, os próprios nativos pegam a mercadoria dos botes e carregam os caminhões que já estão esperando pelos produtos", revelou o delegado.

A procedência da mercadoria ainda não está clara, segundo a Polícia. Embora muitos itens sejam idênticos aos que são produzidos na China, alguns tem etiquetas escritas em português, que sugerem que a fabricação aconteceu no Brasil.

Conforme o delegado titular da DDF, os óculos e roupas ainda serão periciados e somente após este procedimento, a procedência será elucidada.

Jaime Paula Pessoa disse que existe uma preocupação da DDF com este ponto de entrada de material ilegal, em Barroquinha, e uma solução já está sendo pensada junto à cúpula da Polícia Civil. "Além da questão da 'pirataria', que é muito séria, é possível que muitas outras coisas estejam entrando no Ceará. É possível que drogas e armas cheguem por lá também".

A relação das pessoas que moram na praia com aquelas que fazem o transporte das cargas ilícitas, nem sempre é amistosa, de acordo Jaime Paula Pessoa. "Eles ajudam muito no transporte dos produtos da água para a terra firme, mas também já chegaram a saquear cargas inteiras. Existe uma conivência grande dos moradores, que ficam calados, não querem dar informações que possam desmontar o esquema, mas quando os interesses são contrariados há sim uma revolta", salientou.

Quatro inspetores da DDF estavam no local desde a última segunda-feira, aguardando que os navios suspeitos atracassem. Ninguém foi identificado pelos policiais como sendo o responsável pelo esquema. "A operacionalidade deste transporte ainda precisa ser investigada. Foi complicado para os policiais identificarem os responsáveis, por que tudo acontece muito rápido durante a madrugada. Sabemos que muitas pessoas estão envolvidas e, provavelmente, alguém que mora lá ajuda a organizar estas operações ilícitas", afirmou Linhares.

Motoristas

Os motoristas dos dois caminhões apreendidos foram levados até a DDF para serem ouvidos. Um deles contou que trouxe uma carga de Minas Gerais para o Piauí. Na volta teria sido contratado em Parnaíba, no Piauí, para pegar um carregamento em Barroquinha e levar o para o Estado de São Paulo. "Isto é uma coisa comum entre os caminhoneiros. Eles têm corretores de cargas, conhecidos como 'chapeiros', que encontram cargas para viagens de volta. O caminhoneiro que ouvimos nos revelou que foi contratado para levar produtos recicláveis para São Paulo, inclusive era isto que constava na nota fiscal entregue a ele", disse o delegado Jaime Paula Pessoa.

No meio da carga de produtos apreendidos, a Polícia encontrou alguns fardos de papelão, que segundo o titular da DDF, serviam para tentar burlar possíveis fiscalizações. "O que constava na nota era que a carga era de produtos recicláveis e eles colocavam alguns fardos de papelão somente para enganar algum tipo de revista. Vale lembrar que o caminhoneiro não é quem organiza a carga, ele já recebe o caminhão pronto para a viagem". Até o fechamento desta matéria, a contagem e a pesagem da mercadoria ainda não havia sido feita.
AUTOR: DN

domingo, 14 de setembro de 2014

NAUFRÁGIO NAS FILIPINAS DEIXA 3 MORTOS E 3 DESAPARECIDOS

O MV Maharlika II no Porto de Lipata, na cidade de Surigao, no sul das Filipinas. (Foto: Arquivo / Reuters)

Três pessoas morreram e outras três continuam desaparecidas após o naufrágio, no sábado (13), de uma embarcação na região central do arquipélago das Filipinas, segundo informaram autoridades locais neste domingo (14). 110 foram resgatadas.

"Segundo os dados do capitão do navio, Juan Cayago, a embarcação transportava 85 passageiros e uma tripulação de 31, o que dá um total de 116 pessoas", afirmou uma porta-voz do Serviço de guarda-costeira das Filipinas ao jornal local "Inquirer".

As equipes de busca e resgate rastreiam os desaparecidos em águas no sul da ilha de Leyte, onde afundou o MV Maharlika II.

De acordo com o Conselho Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, a embarcação, propriedade da empresa Archipelago Ferries Corporation, zarpou na cidade de Surigao, no norte de Mindanao, com destino ao porto de Liloan, em Cebu, no sábado.

Duas horas depois da partida, a embarcação ficou em apuros por conta de grandes ondas e forte corrente. Barcos da região socorreram os naufrágos e salvaram 110 pessoas.

AUTOR: EFE

terça-feira, 9 de setembro de 2014

CANADENSES ENCONTRAM NAVIO LENDÁRIO DESAPARECIDO NO SÉCULO 19

Imagem de sonar mostra o navio no fundo do mar; embarcação desapareceu em 1845 durante expedição ao Ártico (Foto: AP Photo/Parks Canada, via The Canadian Press)

Em uma descoberta que ajuda a esclarecer um mistério histórico, exploradores canadenses encontraram a carcaça de um navio desaparecido em uma trágica e lendária expedição em 1845, anunciou nesta terça-feira (9) o primeiro ministro do país, Stephen Harper. Trata-se de um dos dois navios que se perderam na chamada Expedição Franklin até o Ártico canadense.

Na época, Sir John Franklin e sua tripulação de 128 pessoas embarcaram nos navios britânicos HMS Erebus e HMS Terror para buscar a famosa Passagem Noroeste entre os oceanos Atlântico e Pacífico quando ficaram encalhados no gelo. Todos eles morreram, e os navios desapareceram.

Mergulhadores e arqueólogos canadenses vêm tentando achar as embarcações desde 2008. Elas ficaram presas entre a ilha King William no Estreito de Victoria e o território ártico de Nunavut.

Canibalismo

O mistério fascina os canadenses há gerações, em parte por causa do destino da tripulação. Esquimós que moram no local dizem que os homens desesperados recorreram ao canibalismo antes de morrer.

"Tenho o prazer de anunciar que a expedição do Estreito de Victoria deste ano resolveu um dos grandes mistérios do Canadá, com a descoberta de um dos dois navios que pertenceram à Expedição Franklin", disse o primeiro ministro Stephen Harper em uma declaração.

Segundo Harper, os especialistas ainda não sabem se o navio encontrado foi o Erebus ou o Terror.

Eles foram difíceis de encontrar porque flutuaram no gelo por centenas de quilômetros e os povos locais deram informações conflitantes sobre onde eles naufragaram.

"Encontrar o primeiro navio sem dúvida vai ajudar a encontrar o navio irmão e descobrir mais sobre o que aconteceu com a tripulação da Expedição Franklin”, acrescentou ele.

AUTOR: REUTERS

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

NAVIO A CAMINHO DO CEARÁ RESGATA PESCADORES À DERIVA EM ALTO-MAR

Resgate foi feito por marinheiros quando pescadores estavam em alto-mar (Foto: Marinha/Divulgação)
Depois de três dias à deriva, seis pescadores do Pará foram resgatados por um navio que voltava de uma missão na Jamaica para Fortaleza. A Fragata “Rademaker”, um navio de guerra modelo inglês, chegou a capital cearense nesta quinta-feira (18) no Porto do Mucuripe. 

O resgate foi realizada na noite da segunda-feira (14) e durou três horas e meia. Os homens relataram que viveram momentos de pânico depois que o motor do barco deles quebrou em alto-mar.

Os pescadores saíram de Bragança, no interior do Pará. Após cinco dias em alto-mar, o motor do barco pesqueiro deixou de funcionar a cerca de 100 milhas náuticas e a mais de 180 quilômetros da cidade de Salinópolis, também no Pará. 


Antônio Raimundo Tavares, afirma que nunca viveu uma experiência tão perigosa. “Seis tripulantes a bordo, no meio do nada, sem socorro. A gente preocupado com a família em terra. Não tinha outra alternativa a não ser pensar, pensar como sairia dali”, conta o pescador há mais de 40 anos.

O contato foi feito com a Fragata Rademaker, que voltava da Jamaica de uma missão internacional, chamada Unitas, com 310 pessoas a bordo em direção a Fortaleza. Por volta das 19 horas, do dia 14 de outubro, os tripulantes ouviram um pedido de socorro pela frequência usada permanentemente nos navios. No momento do chamado, o navio estava a sete milhas náuticas do barco pesqueiro.

De acordo com os oficiais da fragata, as condições de mar e vento não eram favoráveis, com ondas de 1,5 a 2 metros e ventos com rajadas de até 30 nós, dificultaram a retirada dos tripulantes da embarcação. O primeiro foi resgatado pelo militar do navio especializado em natação de salvamento, mas os outros cinco tripulantes foram retirados com ajuda de um guincho.

Após o resgate, os pescadores foram examinados por médicos, receberam roupa, alimentação e ficaram alojados no navio. “A gente sempre tem fé em Deus. Ele nunca desampara a gente”, diz o pescador Felipe Dark. Depois da tensão, outro colega de barco pesqueiro já brinca. “Eu pensava que eles iam prender a gente na hora. Foi Deus que colocou eles ali”, diz Ribamar Pires.

AUTOR: G1/CE

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

NAVIOS CARGUEIROS COLIDEM NA COSTA DO JAPÃO, 6 ESTÃO DESAPARECIDOS

 
Cargueiro japonês virou na costa do Japão, após colidir com embarcação de Serra Leoa. (Foto: Kyodo News / Via AP Photo)

Dois navios cargueiros se envolveram num acidente nesta sexta-feira (27) na costa do Japão. As embarcações bateram numa região ao sul de Tóquio. Seis tripulantes estão desaparecidos.

Um dos navios tem bandeira japonesa e acabou virando.

O outro navio é de Serra Leoa. Doze chineses e um malaio que estavam nesse segundo navio estão a salvo.

Barcos de patrulha e helicópteros da guarda costeira estão na região do acidente fazendo as buscas pelos desaparecidos.

AUTOR: G1/SP

terça-feira, 17 de setembro de 2013

MEGAOPERAÇÃO ENDIREITA O NAVIO COSTA CONCÓRDIA NA ITÁLIA

A megaoperação para colocar o enorme navio de cruzeiro Costa Concordia na horizontal, iniciada nesta segunda-feira (16), em frente ao litoral da ilha italiana de Giglio, foi concluída às 4h desta terça-feira (17) - 23h de segunda-feira, 16, no Brasil -, segundo as equipes responsáveis pelo projeto.

"O navio de cruzeiro Costa Concordia foi endireitado e as operações de rotação da embarcação terminaram com sucesso", anunciou o chefe da Defesa Civil, Franco Gabrielli. "O navio está agora apoiado sobre a plataforma e marcamos um ponto decisivo para afastá-lo da Ilha de Giglio", acrescentou.

O diretor das operações de rotação do navio, Nick Sloane, um engenheiro sul-africano de 52 anos, explicou que "se pensarmos em tudo aquilo que era necessário para realizar este projeto, entre eletrônica e aço, chegamos à conclusão que poucos países do mundo poderiam organizar, em tão pouco tempo, uma operação tão vasta".

'Há muitos danos no navio e teremos que fazer alguns testes", acrescentou Sloane. "Mas estou aliviado, um pouco cansado e com vontade de tomar uma cerveja e dormir".
Costa Concordia é reerguido na Itália. (Foto: Andrew Medichini / AP Photo)

Uma forte tempestade atrasou por três horas o início da operação mais cara e complexa da história italiana.

Cerca de 500 engenheiros de diversas nacionalidades trabalham há mais de um ano para reerguer o navio de 114,5 mil toneladas.

O Costa Concórdia começou a ser endireitado às 9h. Só por volta do meio-dia deu para perceber que o gigante de 300 metros e 17 andares de altura estava finalmente se movendo, depois de 20 meses virado e encalhado.

A parte mais delicada da primeira fase, que era mover a embarcação em uma região em que o fundo do mar é rochoso, terminou ainda com a luz do dia, quando navio se desprendeu das pedras.
Costa Concordia é endireitado na Itália (Foto: AP)

Agora vem o momento mais difícil e temido: o encontro do casco com o fundo artificial, construído embaixo da água.

Quando o navio chegar à posição vertical, começa um novo desafio: estabilizar a embarcação, o que pode levar meses. Só então o Costa Concordia será rebocado para virar sucata.

A operação já custou 600 milhões de euros, que correspondem a cerca de R$ 1,8 bilhão.

O naufrágio do cruzeiro em 13 de janeiro de 2012 deixou 32 mortos, dois dos quais nunca foram encontrados, do total de 4.229 pessoas entre passageiros e tripulantes que se encontravam a bordo.

AUTOR: G1/SP

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