I

LEITORES DO TIANGUÁ AGORA!

SEJAM TODOS MUITO BEM VINDOS, E TENHAM UMA ÓTIMA LEITURA!.

ACESSE MEU CANAL NO WHATSAPP

ACESSE MEU CANAL NO WHATSAPP
FIQUE SABENDO DE TODAS AS NOTÍCIAS

CURTA O TIANGUÁ AGORA NO FACEBOOK!

RESGATE TIANGUÁ

RESGATE TIANGUÁ
NOVO NÚMERO!

TIANGUÁ AGORA - ÚLTIMAS NOTÍCIAS!!!

ANUNCIE AQUI E CRESÇA!

ANUNCIE AQUI E CRESÇA!
WHATSAPP (85)9-9414-6811 GUGU LOCUTOR

MERCEARIA MAIA, O LUGAR CERTO PARA VOCÊ COMPRAR!

MERCEARIA MAIA, O LUGAR CERTO PARA VOCÊ COMPRAR!
RUA 103 N° 43 BAIRRO NOVO MONDUBIM, FORTALEZA-CE

JC ESTÚDIO TUDO EM MÍDIAS PARA VOCÊ

JC ESTÚDIO TUDO EM MÍDIAS PARA VOCÊ
APROVEITE E PEÇA O SEU ORÇAMENTO JÁ!

CURTA O TIANGUÁ AGORA NO FACEBOOK!

CURTA A MAIS NOVA PÁGINA DESTE BLOG, NO FACEBOOK!

Mostrando postagens com marcador BOMBA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BOMBA. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

NO BAIRRO DOM LUSTOSA, EM FORTALEZA (CE), DUPLA EM MOTO JOGA ARTEFATOS EXPLOSIVOS EM RESIDÊNCIA

Bope é acionado para remover explosivos jogados em residência. Foto: Rafaela Duarte/SMV

Dois homens em uma moto são suspeitos de jogarem dois artefatos explosivos em uma residência na rua Santa Filomena, no bairro Dom Lustosa, na madrugada desta terça-feira (31). 

O caso aconteceu por volta de 1 hora.

Conforme o subtenente Mauro, do 18º Batalhão da Polícia Militar, um dos artefatos detonou e danificou a parede da área da casa. Já o outro explosivo, permaneceu no local.

O material, identificado como artefato explosivo improvisado de impacto, conhecido popularmente como “cabeça de negro”, foi removido por agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Um braço robótico foi usado na remoção do objeto, levado pelo Bope para ser detonado em um lugar seguro.

De acordo com a polícia, uma das suspeitas é que os homens tenham jogado o material para se livrar de um flagrante. 

Duas famílias moram na casa.
Agente do Bope usa braço robótico para remover artefatos explosivos jogados em residência.Foto: Rafaela Duarte/ SVM 

AUTOR: DN

domingo, 2 de setembro de 2018

NA CAPITAL DA SOMÁLIA, ATAQUE COM CARRO-BOMBA DEIXA MORTOS E FERIDOS

Moradores locais olham para destruição provocada por explosão no distrito de Hawlwadag, em Mogadíscio, na Somália, neste domingo (2) (Foto: Feisal Omar/ Reuters)

Três pessoas morreram e outras 14 ficaram feridas em um ataque com carro-bomba contra prédios do governo na capital da Somália, Mogadíscio, neste domingo (2). A autoria da ação é atribuída ao grupo jihadista Al-Shabab.

O alvo do ataque era a sede do governo do distrito de Howlwadaag.

De acordo com fontes oficiais e médicas consultadas pelo portal "Goobjoog", as três mortes confirmadas foram de soldados que vigiavam o local. Há pelo menos outras 14 pessoas feridas, entre elas, várias crianças.

AUTOR: EFE

domingo, 28 de janeiro de 2018

EM CABUL, SOBE PARA 103 O NÚMERO DE MORTOS EM ATENTADO

Ferido recebe ajuda após explosão de carro-bomba em Cabul, no Afeganistão, neste sábado (27) (Foto: Massoud Hossaini/ AP)

O governo do Afeganistão elevou neste domingo para 103 o número de mortos no atentado realizado ontem pelos talibãs com uma "ambulância-bomba" no centro de Cabul.

"Os números que temos mostram que, infelizmente, vários feridos que estavam em estado crítico perderam suas vidas. Agora, o número de mortos é 103 e o de feridos, 235", indicou o ministro do Interior do Afeganistão, Wais Ahmad Barmak, em entrevista coletiva.

O ministro explicou que entre os feridos há 35 policiais, mas não soube informar quantos agentes morreram no atentado.

O chefe da missão da ONU no Afeganistão, Tadamichi Yamamoto, classificou o ataque como uma "atrocidade" e disse que o uso de um veículo médico configura o atentado como uma "violação do direito humanitário internacional".

Ambulância-bomba

Uma explosão de uma "ambulância-bomba" na manhã do sábado (27) deixou mortos e vários feridos, de acordo com o Ministério da Saúde afegão. O Talibã reivindicou a autoria deste atentado, que já é considerado um dos mais violentos dos últimos anos na cidade.

O alvo exato dos terroristas ainda não está claro. Um edifício próximo ao hospital Jamuriat foi afetado e ameaçava desabar.

"O suicida usou uma ambulância para passar pelos postos de controle. No 1º controle disse que transportava um paciente para o hospital Jamuriat. No segundo posto de controle, foi identificado e detonou os explosivos", explicou à AFP Nasrat Rahimi, porta-voz do ministério do Interior.

No bairro onde ocorreu a explosão estão prédios governamentais (entre eles os escritórios do Ministério do Interior afegão), além de embaixadas estrangeiras e os da União Europeia.

O Alto Conselho da Paz, responsável pelas negociações com os talibãs (atualmente bloqueadas), também fica na região. A área estava movimentada no momento do ataque, ocorrido por volta das 12h45 (horário local), já que sábado é um dia útil no país.

Papa condena ataque

O Papa Francisco lamentou neste domingo a "violência desumana" registrada no Afeganistão, uma referência aos últimos atentados ocorridos no país.

O pontífice citou a "dolorosa notícia do terrível atentado terrorista cometido em Cabul, com quase cem mortos e muitos feridos", durante a habitual oração dominical na Praça de São Pedro.

"Há poucos dias, outro grave atentado, também em Cabul, tinha semeado o terror e a morte em um grande hotel. Até quando o povo afegão terá que suportar essa violência desumana?", questionou.

AUTOR: EFE

domingo, 2 de julho de 2017

EM DAMASCO, ATENTADO COM CARRO-BOMBA DEIXA 7 MORTOS E 13 FERIDOS

Carros danificados em um dos locais das explosões em Damasco, segundo a agência de notícias do governo sírio (Foto: Sana/Handout via Reuters)

Um atentado suicida com carro-bomba na praça Tahrir, na capital síria de Damasco, deixou sete mortos e 13 feridos, segundo a agência de notícias Reuters.

A France Presse fala em nove mortos e 15 feridos e a EFE, em 12 mortos e 15 feridos, citando o OSDH (Observatório Sírio de Direitos Humanos), uma ONG que cobre o conflito sírio.

Entre as vítimas estão civis, soldados e o próprio homem bomba. Vários feridos estão em estado grave, segundo o OSDH.

Segundo a televisão estatal síria, eram três carros-bomba, mas os outros dois veículos foram destruídos por autoridades antes de atingir o objetivo.

AUTOR: G1

domingo, 9 de abril de 2017

ATENTADO COM CARRO-BOMBA DEIXA 10 MORTOS NA SOMÁLIA

Ao menos sete civis e três soldados morreram neste domingo (9) em Mogadíscio, na Somália, na explosão de um carro-bomba. O alvo do atentado era o comboio do novo chefe do exército somali, indicou à AFP uma fonte militar.

"Confirmamos a morte de sete civis e de três membros das forças de segurança", declarou à AFP um funcionário de alto escalão do exército somali, Muktar Adan Moalim.

Um suicida ao volante de um veículo repleto de explosivos se lançou neste domingo contra o comboio que escoltava Ahmed Mohamed Jimal. Ele é conhecido pela população pelo apelido "Irfid", e foi designado na quinta-feira passada à frente do exército do país pelo presidente Mohamed Abdullahi Mohamed.

"Um micro-ônibus carregado de explosivos se chocou contra um ônibus que transportava civis, quando tentava alcançar o comboio do chefe do exército", havia afirmado Muktar Adan Moalim à AFP antes de confirmar o número de vítimas fatais.

Por sua vez, o diretor do serviço de ambulâncias privadas "Amin", da capital Mogadíscio, Abdulkadir Abdirahman Adem, informou que cinco feridos foram hospitalizados.

Segundo várias testemunhas, o balanço de vítimas deste ataque, lançado perto do ministério da Defesa, é difícil de estabelecer, já que os corpos de várias vítimas foram despedaçados pela potente explosão.

Um cinegrafista da AFP que se dirigiu ao local pouco depois do ataque viu os cadáveres de ao menos cinco pessoas e vários restos humanos espalhados no chão.

O ataque foi reivindicado quase imediatamente pelos islamitas radicais shebab, que também indicaram que o chefe do exército havia escapado do atentado.

Este grupo jihadista somali vinculado à Al-Qaeda, Al Shabab, fez sua reivindicação do atentado através de um comunicado transmitido por sua estação de rádio Andalus: "um combatente mujahedine lançou seu carro repleto de explosivos contra um comboio e as primeiras informações indicam que o chefe do exército escapou por pouco".

Ele indicou que outros funcionários de alto escalão do exército também conseguiram escapar do ataque.

AUTOR: FRANCE PRESSE

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

ATAQUE A HOTEL DEIXA AO MENOS 10 MORTOS, NA SOMÁLIA

Foto mostra segunda explosão em frente ao hotel, em Mogadício, na Somália (Foto: Feisal Omar /Reuters)

Pelo menos dez pessoas morreram nesta quarta-feira (25) e 30 ficaram feridas em um ataque realizado pelo grupo jihadista Al Shabab, no Hotel Dayah, em Mogadíscio, capital da Somália, segundo a CNN. Cinco terroristas foram mortos pelas forças de segurança.

Terroristas detonaram um carro-bomba fora dos portões do hotel, que fica perto de do prédio do parlamento. Depois entraram no estabelecimento e dispararam indiscriminadamente. Cerca de 15 minutos depois, detonaram outra bomba nas imediações deixando várias vítimas, entre elas vários jornalistas, segundo a Efe.

Um ministro do governo somali que estava no local relatou à Efe que havia um grande número de parlamentares reunidos no hotel por conta do processo eleitoral que está sendo desenvolvido no país.

O número de feridos em estado grave, de acordo com a CNN, é alto e, por isso, o número de feridos pode aumentar.

O grupo Al Shabab é ligado à organização Al-Qaeda, que busca transformar o país em um estado fundamentalista islâmico e tem realizado repetidos ataques contra o governo e alvos militares.
Hotéis e restaurantes da capital são os alvos preferidos do grupo terrorista, que ameaçou intensificar os ataques durante as eleições presidenciais, adiadas várias vezes e que ainda não aconteceram, de acordo com a Efe.

Nos últimos meses, os terroristas optaram por uma estratégia de confronto direta e lançaram vários ataques contra bases militares da missão da União Africana na Somália (AMISOM) matando centenas de soldados.
Explosão em frente ao hotel Dayah, em Mogadício, nesta quarta-feira (25) (Foto: Feisal Omar/ Reuters )

AUTOR: G1

sábado, 21 de janeiro de 2017

EXPLOSÃO EM MERCADO DEIXA MORTOS, NO PAQUISTÃO

Oficiais de segurança do Paquistão inspecionam local em que a bomba explodiu (Foto: Ali Jan/AFP)

Ao menos 20 pessoas morreram neste sábado (21) em um atentado com bomba contra um mercado de um bairro majoritariamente xiita das zonas tribais do noroeste do Paquistão, segundo um último balanço de um responsável militar.

O atentado foi cometido em um mercado de verduras muito movimentado da cidade de Parachinar, no distrito de Kurram, uma zona tribal fronteiriça com o Afeganistão.

Um balanço preliminar informava sobre 13 mortos e mais de 40 feridos, segundo a fonte militar.
Ikramulá Khan, um responsável do governo local, afirmou que a explosão foi provocada por um artefato artesanal escondido em uma caixa de verduras.

O exército paquistanês informou que os militares chegaram à região e a isolaram. "Os helicópteros militares estão evacuando os feridos", declarou em um comunicado.

Kurram é um dos sete distritos tribais semiautônomos do Paquistão que são regidos por leis e costumes locais.

Este distrito foi palco de confrontos entre muçulmanos sunitas e xiitas. Estes últimos constituem cerca de 20% dos 200 milhões de habitantes do Paquistão.

AUTOR: FRANCE PRESSE

sábado, 19 de novembro de 2016

HOSPITAL É DESTRUÍDO APÓS ATAQUE DO REGIME SÍRIO, EM ALEPPO

Menino fica ferido em ataques aéreos de quarta-feira (16) em Aleppo, na Síria (Foto: Thiqa News via AP)

O regime sírio submeteu pelo quinto dia consecutivo os bairros rebeldes de Aleppo a bombardeios intensos, que destruíram um dos últimos hospitais da área e obrigaram as escolas a fechar suas portas. Na quarta-feira (16), hospitais e um banco de sangue foram atingidos pelos bombardeiros.

Os foguetes, obuses e barris de explosivos caíam sem trégua sobre a segunda maior cidade da Síria, o que provocava tremores nos edifícios e um barulho assustador.

"As pessoas dormem com o barulho dos bombardeios e acordam com o barulho dos bombardeios. Os moradores não se arriscam a sair de casa", afirma Rami Abdel Rahman, diretor da ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), que dispõe de uma ampla rede de fontes no país.

As tropas do presidente Bashar al-Assad, que dominam os bairros da zona oeste da cidade, desejam reconquistar a qualquer custo a parte leste de Aleppo, dominada pelos rebeldes desde 2012. A cidade, que já foi a capital econômica do país, virou a principal frente de batalha de um conflito que provocou mais de 300 mil mortes desde 2011.

'Bombardeios selvagens'
As escolas da zona leste de Aleppo anunciaram em um comunicado a suspensão das aulas no sábado e domingo para garantir "a segurança dos alunos e professores após os bombardeios selvagens".

Nos últimos dias, as bombas atingiram centros médicos e deixaram os 250 mil habitantes que, segundo estimativas, ainda moram nos bairros da zona leste em uma situação cada vez mais dramática.

Na sexta-feira, um bombardeio no bairro rebelde de Maadi destruiu parcialmente um dos últimos hospitais da região. Dois pacientes morreram e vários enfermeiros ficaram feridos.

E o último hospital pediátrico que permanecia aberto teve que ser evacuado, depois de ser atingido por barris de explosivos na quarta-feira, informou a ONG Associação dos Médicos Independentes (ADI), que administra o local.

Um centro dos Capacetes Brancos (socorristas que trabalham na zona rebelde) foi destruído na sexta-feira em bombardeios do regime no bairro de Bab al-Nayrab.

Desde que o exército retomou os ataques na terça-feira, após uma suspensão de um mês, 71 civis morreram em Aleppo, seis deles neste sábado, de acordo com o OSDH.

Na sexta-feira, os principais governantes europeus e o presidente americano Barack Obama pediram o "fim imediato", dos ataques contra a zona leste de Aleppo, onde os habitantes passam fome por culpa do cerco de quatro meses imposto pelo regime.

"As forças do regime querem combinar os bombardeios aéreos e a fome provocada pelo cerco para obter a rendição dos rebeldes", afirma Thomas Pierret, especialista sobre a Síria e professor da Universidade de Edimburgo.

A Rússia, que apoia o regime de Damasco há mais de um ano, não participa nos bombardeios em Aleppo, mas executa uma ofensiva na província de Idleb (noroeste), controlada por uma aliança de rebeldes e jihadistas.

Para muitos analistas, Damasco e seus aliados desejam ganhar tempo antes da posse do futuro presidente americano, Donald Trump, em janeiro de 2017.

"Está claro que Moscou, Damasco e Teerã querem reconquistar rapidamente o leste de Aleppo. O governo dos Estados Unidos está paralisado, querem apresentar a Trump um fato consumado em janeiro", explica Fabrice Balanche, especialista para questões sobre a Síria do Washington Institute, um centro de estudos americano.

Em outra frente de batalha, uma coalizão curdo-árabe iniciou em 5 de novembro uma ofensiva para retomar Raqa do grupo Estado Islâmico (EI), que transformou esta cidade em seu reduto no leste da Síria.

Uma fonte das forças envolvidas na batalha afirmou à AFP que a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos forneceu novas armas e também participa diretamente nos combates.

AUTOR: FRANCE PRESSE

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

ESTADO ISLÂMICO INTENSIFICA USO DE CRIANÇAS EM ATENTADOS SUICIDAS

Como os jihadistas trabalham para transformar meninos em armas letais é uma história que gira principalmente em torno do medo, como contam adolescentes que conseguiram escapar (Foto: DW/J. Andert)

O medo dele é quase palpável. O menino de 15 anos, flagrado usando um cinto de explosivos do lado de fora de uma mesquita xiita na cidade iraquiana de Kirkuk, chora silenciosamente, enquanto dois policiais prendem seus braços, para evitar que ele detone a bomba.

Em agosto, o "Estado Islâmico" (EI) o havia enviado a Kirkuk, assim como a outro menino de sua idade, que conseguiu se explodir minutos antes em outra mesquita xiita. O grupo ultimamente tem intensificado o uso de crianças em atentados suicidas.

Dias após o menino em Kirkuk ter sido pego, quatro adolescentes realizaram um ataque na cidade xiita iraquiana de Karbala. Em março, outro rapaz fez o mesmo durante uma partida de futebol amador no sul do Iraque.

Recentemente, adolescentes também foram usados em filmagem de propaganda mostrando a execução de cinco curdos capturados na Síria. Vestidos com uniformes, um jovem curdo e quatro filhos de combatentes estrangeiros – um britânico, um egípcio, um tunisiano e um uzbeque – executaram os presos com suas pistolas.

Treinamento
Vídeos de treinamento do EI incluindo crianças já apareceram antes. Milhares de meninos – filhos de combatentes e de simpatizantes iraquianos e sírios locais, assim como meninos sequestrados da minoria yazidi – foram testados em campos de treinamento do EI nos últimos dois anos, para serem educados como "mascotes do Califado".

Como o grupo trabalha para transformar as crianças em armas letais é uma história que gira principalmente em torno do medo, como testemunham adolescentes que conseguiram escapar.

Ahmed e Amir Amin, de 16 e 15 anos, passaram três meses no circuito de formação do EI, depois que foram sequestrados da região yazidi de Sinjar. Mesmo que tenha se passado um ano desde que eles conseguiram fugir e embora eles agora vivam com parentes em um acampamento na região curda do Iraque, ainda sofrem com pesadelos.

Eles foram inicialmente instruídos a aprender o Corão de cor e a rezar. "Se você errava, eles batiam em você com cabos", diz Ahmed. Os cabos são usados para todo tipo de punição: quando foi denunciado por outros meninos por esconder o celular com que ligava para sua família, ele recebeu 250 chibatadas. "Minhas costas e peito ficaram feridos e inchados", conta.

Adel Jalal, de 13 anos, que esteve com seu irmão Asse, de 11, durante nove meses em um grupo de rapazes mais jovens, diz que os combatentes do EI ameaçaram matá-los. Ele se lembra de como alguns rapazes que tinham cometido erros foram retirados do lugar. "Então, ouvimos tiros. Estávamos com muito com medo. Nós não os vimos depois disso", conta.

Violência

Ao mesmo tempo, as crianças eram ensinadas que a violência é algo muito normal. Todas as manhãs, tinham que assistir a vídeos de decapitações a faca e assassinatos. "As primeiras vezes que eu os vi, fiquei com muito medo", diz Amir. "Eu me perguntava como eu poderia matar alguém daquela maneira. Eles nos disseram que tínhamos que matar yazidis e infiéis daquela forma", recorda Ahmed.

Os meninos contam que foram se acostumando com os vídeos, embora Ahmed diga que muitas vezes não conseguia dormir, pois ficava vendo as imagens quando fechava os olhos:

"Para eles, é normal matar pessoas. Eles diziam ´vocês têm que aprender isso, porque nós vamos levá-los para outro país árabe e vocês vão ter que cortar cabeças. Como muçulmano, vocês têm que matar os infiéis´."

De acordo com Ayad Ajaj, que lidera a ONG Mitram, de ajuda aos yazidis na cidade curda de Duhok, esses vídeos são apenas a primeira fase no processo para fazer as crianças cometerem violência.

Ele conversou com 16 meninos yazidis que escaparam dos campos de treinamento, e eles contaram a ele que, após os vídeos, eles recebiam uma boneca para praticar decapitações. Uma imagem de uma boneca similar vestindo um macacão laranja foi postada na internet por um pai preocupado, há mais de um ano.

No entanto, os quatro rapazes não confirmam esta prática, nem a próxima fase, que Ajaj ilustra com outra imagem. Ela mostra um grupo de meninos; um está segurando, pelo cabelo, uma cabeça cortada. "Pelo menos cinco meninos me contaram que tiveram que assistir alguém sendo decapitado diante de seus olhos", diz Ajaj.

Homens-bomba

Todos foram instruídos sobre como vestir cintos de explosivos costurados em tecido branco e usados ao redor da cintura. "Eles nos disseram como usá-los e como nós os fazermos explodir", diz Adel. "Eles nos colocaram e nos levaram em um carro a algum lugar, onde nós caminhamos nas ruas."

Era claro desde o início que eles não podiam recusar, segundo os meninos. "Pode ser que eles nos matassem e pegassem outro menino", diz Adel.

Para recrutas mais velhos, as 72 virgens no paraíso são um incentivo importante. Para os meninos mais jovens, outras promessas tinham que ser inventadas – como um palácio de ouro no céu. "Eles diziam que a terra não é nada e que ele seria feliz no paraíso", relata Ajaj.

Os meninos conta que tinham que tomar drogas para acelerar o processo. O chefe de polícia de Kirkuk, Sarhad Qadir, diz que o menino que foi apanhado com o cinto de explosivos parecia "drogado e reagiu de forma estranha".

Alguns meninos yazidis que escaparam disseram à revista alemã Der Spiegel que eles recebiam pílulas para tornar mais fácil suportar a violência.

Doutrinação

A repetição é uma parte importante do processo de doutrinação. Vez por outra, eles eram informados de que os infiéis devem ser mortos. Para Adel e Asse, os efeitos dos nove meses vivendo sob o medo ainda estão presentes.

Asse, que tinha 9 anos quando foi sequestrado, suprimiu grande parte do que viveu, mas Adel admite que ficou bastante intoxicado: "Eles diziam que eu era muçulmano e que permaneceria assim para sempre. Eles esvaziaram minha memória, para que eu só soubesse do EI e não me lembrasse dos yazidis. E eu não me lembro mais."

Ahmed mantém um hábito que odeia: "Quando estou sozinho, eu recito o Corão. Eu tento esquecer, mas não funciona. Eu realmente quero esquecer."

O aumento do aparecimento de crianças que agem como homens-bomba parece coincidir com a crescente perda de território e combatentes sofrida pelo EI. Fontes militares americanas afirmam que o grupo perdeu 45 mil combatentes em dois anos e ainda tem apenas cerca de 15 mil. A operação para a libertação de bastiões do EI, como Mossul e Raqqa, estão em andamento, e mais de 50% do território dos extremistas no Iraque foram libertados.

Para mascarar a derrota, o EI aumentou seus ataques a bomba usando caminhões. Fotos dos motoristas, postadas posteriormente, mostram que muitos deles eram adolescentes. Fontes afirma que até 60% dos combatentes EI têm menos de 18 anos. O chefe de polícia de Kirkuk, Sarhad Qadir, acredita que o EI está jogando sua última cartada: "Eles sabem que serão derrotados."

AUTOR: Deutsch Welle

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

MENINA CONFUNDE BOMBA COM BRINQUEDO E MORRE, NA SÍRIA

Mesmo após bombardeios crianças passam em meio aos escombros na Síria (Foto: ABD DOUMANY / AFP)

A garota Eman, de 4 anos, foi vítima de um resquício do bombardeio a Aleppo, na Síria. Na última terça-feira, 4, ela encontrou um objeto (com o formato de uma bola prateada) achando que era brinquedo, mas era uma bomba.

A pequena andava pelos escombros para buscar água no reduto rebelde, junto com a família. Infelizmente, ela não resistiu aos ferimentos e morreu logo em seguida.

Neste ataque (que aconteceu na segunda-feira,3) , ao menos sete pessoas morreram durante a destruição do hospital que foi atacado.Com a instalação destruída, fontes locais informam haver cinco unidades de saúde restantes na região, que precisam atender aproximadamente 300 mil civis, entre eles, 85 mil crianças.

AUTOR: Catraca Livre

terça-feira, 9 de agosto de 2016

ATENTADO SUICIDA DEIXA AO MENOS 70 MORTOS EM HOSPITAL, NO PAQUISTÃO

Jornalistas fizeram um momento de homenagem aos colegas mortos durante atentado no Paquistão/ ARIF ALI/AFP

Ao menos 70 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas ontem quando um terrorista suicida detonou explosivos em meio a uma multidão reunida em sinal de luto diante de um hospital no sudoeste do Paquistão, em ação reivindicada pelo grupo Estado Islâmico. A explosão provocou um banho de sangue em frente ao setor de emergência do hospital civil de Quetta, onde 200 pessoas estavam reunidas para compartilhar seu pesar pelo assassinato, poucas horas antes, de um famoso advogado da região, indicou um jornalista da AFP no local.

“O balanço alcançou os 70 mortos e 112 feridos”, indicou à imprensa o doutor Masood Nausherwani, chefe dos serviços de Saúde da província do Baluchistão, cuja capital é Quetta. O grupo Estado Islâmico (EI) afirmou que o atentado foi cometido por um de seus membros - anunciou a agência de notícias Amaq, um órgão de propaganda da organização extremista. “Um suicida do Estado Islâmico detonou seu cinturão de explosivos durante uma reunião de funcionários do Ministério da Justiça e da Polícia paquistanesa na cidade de Quetta”.

Mais cedo, uma facção dos talibãs paquistaneses, a Jamaat-ul-Ahrar, havia assumido a responsabilidade pelo ataque, que também deixou mais de 100 feridos.

Trata-se do segundo atentado mais letal cometido no Paquistão neste ano, depois do ataque suicida que no fim de março matou 75 pessoas, entre elas muitas crianças, em um parque de Lahore (leste), onde a minoria cristã celebrava a Páscoa.

Um porta-voz do Jamaatul Ahara, braço local do grupo talibã paquistanês Tehreek-e-Taliban, informou por email que sua facção “reivindica a responsabilidade” pelo atentado contra o hospital na cidade de Quetta, e prometeu mais ações como essa “até a imposição de um sistema Islâmico no Paquistão”.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou o que chamou de “atentado terrorista, particularmente abominável porque foi dirigido contra um grupo de pessoas em luto.

Segundo a Polícia, o ataque foi lançado por um suicida armado de “oito quilos de explosivos, cheios de estilhaços e bilhas”.

O exército foi mobilizado nos hospitais da cidade e em seus arredores, segundo as autoridades.

Os corpos jaziam em meio a um mar de sangue e de cacos de vidro, e os sobreviventes, em estado de choque, tentavam se reconfortar mutuamente, informou um repórter da AFP. Muitas das vítimas vestiam terno e gravata. O jornalista da AFP estava a 20 metros do local da explosão quando ela ocorreu.

“Havia uma grande fumaça preta e poeira”, explicou. “Voltei correndo ao lugar e vi corpos espalhados e muitos feridos chorando. Havia muitas poças de sangue, pedaços de carne e membros”, acrescentou.

AUTOR: Francepress

quarta-feira, 8 de junho de 2016

CARRO-BOMBA EXPLODE NO SUDESTE DA TURQUIA E DEIXA VÁRIOS FERIDOS

Na terça, atentado em Istambul deixou 11 mortos (Foto: OZAN KOSE/AFP)

Um carro-bomba explodiu nesta quarta-feira (8) perto do diretório local de segurança da província de Mardin, no sudeste da Turquia, e deixou vários feridos, informou a emissora "CNNTÜRK".

Várias ambulâncias foram enviadas ao local da detonação, que aconteceu por volta das 11h locais (5h de Brasília), um dia depois de um atentado no centro de Istambul que deixou 11 mortos e cerca de 30 feridos, atribuído pelo governo turco à guerrilha curda do PKK.

Istambul
Pelo menos 11 pessoas morreram e outras 36 ficaram feridas na explosão de um carro-bomba na terça-feira ao lado de um ônibus policial que circulava no centro histórico de Istambul. Sete policiais e quatro civis morreram, e outras 36 pessoas ficaram feridas.

O atentado aconteceu às 8h40 locais, quando o veículo com os agentes circulava perto de um ponto de ônibus no bairro de Beyazit Vezneciler, nas proximidades de uma universidade e de lugares de interesse turístico na parte europeia da cidade.

Aparentemente, o carro-bomba foi ativado por controle remoto. No local do atentado, os danos foram consideráveis, com vários veículos carbonizados e o ônibus policial parcialmente destruído.

Muitos estabelecimentos comerciais e edifícios nos arredores foram evacuados porque a explosão foi acionada remotamente e os responsáveis poderiam estar nos arredores, afirmou o governador de Istambul.

A Turquia se encontra em estado de alerta por ameaça terrorista, e Istambul foi cenário neste ano de dois atentados suicidas atribuídos ao Estado Islâmico em pontos turísticos, que deixaram 15 mortos.

AUTOR: EFE

segunda-feira, 30 de maio de 2016

POLÍCIA BLOQUEIA AVENIDA APÓS SUSPEITA DE CARRO COM BOMBA, EM FORTALEZA CE)

Carro com suspeita de bomba no bairro Dionísio Torres/VIA WHATSAPP O POVO

Agentes da Guarda Municipal interditaram um trecho da avenida Desembargador Moreira, próximo à Assembleia Legislativa, após suspeita de bomba em um veículo, na manhã deste domingo, 29.

Segundo o comandante do Grupo de Apoio Tático Especializado (Gate), major Antônio Cavalcante, apesar da suspeita, não havia nenhum explosivo no interior do carro.

Ainda conforme o major, o veículo foi roubado e apenas abandonado no local. As medidas preventivas foram adotadas, visto que em abril deste ano foram recolhidos 13 quilos de explosivos dentro de um carro estacionado na área.
AUTOR: O POVO

quarta-feira, 11 de maio de 2016

ATAQUE DO ESTADO ISLÂMICO DEIXA PELO MENOS 86 MORTOS E 140 FERIDOS, EM MERCADO DE BAGDÁ

Carro explodiu perto de mercado em bairro xiita de Bagdá, no Iraque, nesta quarta-feira (11) (Foto: Wissm al-Okili / Reuters)

Bagdá foi palco de vários atentados com carros-bomba que deixaram pelo menos 86 mortos e 140 feridos nesta quarta-feira (11), segundo balanços feitos pela imprensa internacional.

O mais grave deles atingiu um mercado, perto do grande bairro xiita de Sadr City, e foi reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI). A explosão, ocorrida às 10h, matou 64 pessoas e feriu 87, segundo as redes BBC e CNN. A BBC afirma que entre as vítimas estão mulheres e crianças.

Outros dois carros explodiram pouco mais tarde e também provocaram estragos. Esses dois ataques, no entanto, não foram reinvindicados. Um explodiu na entrada de Kadhimiya, que também é um distrito xiita, matando 15 e ferindo 33 outros, segundo a Reuters.

O terceiro carro-bomba explodiu no oeste da capital iraquiana em um bairro predominantemente sunita, matando sete e ferindo outros 20. O número de vítimas ainda deve aumentar.

O Estado Islâmico, que desde 2014 controla áreas importantes do Iraque, vem promovendo uma série de ataques em vários pontos de Bagdá.

Os terroristas visam principalmente bairros habitados por xiitas, que são considerados hereges pelos extremistas.

O crescimento do grupo, que luta contra o governo para controlar o norte e o oeste do Iraque, aumentou os conflitos étnicos no país, principalmente entre sunitas e xiitas, surgidos principalmente após a invasão norte-americana em 2003, segundo a Reuters.

Em 30 de abril, uma explosão atingiu um mercado popular, que fica região de Nahrawan, por onde passam peregrinos xiitas para irem ao túmulo de Musa al Kazim. Dias antes, em 25 de abril, outra explosão, dessa vez no mercado de Al Jadidah, no sudeste da cidade, deixou seis pessoas mortas e 30 feridas.

Fumaça vista após explosões em Bagdá (Foto: Ahmed al-Husseini / Reuters)

AUTOR: G1

quinta-feira, 28 de abril de 2016

BOMBARDEIO EM HOSPITAL MATA AO MENOS 27 EM ALEPPO, NA SÍRIA

Defesa Civil carrega vítima após ataque aéreo a um hospital em Aleppo (Foto: Abdalrhman Ismail / Reuters)

O bombardeio de origem desconhecida ocorrido matou pelo menos 27 pessoas em Aleppo, no Norte da Síria, na noite de quarta-feira (27). Entre os mortos estão três crianças e três médicos, de acordo com informações divulgadas pela rede americana CNN na manhã desta quinta-feira (28).

A emissora "Al Jazeera" e a ONU atribuíram o ataque contra o hospital de Al Quds às forças governamentais. Um primeiro balanço tinha apontado 16 mortes. Entre os mortos está "um dos últimos pediatras" que havia na região, o doutor Wasem Maaz, acrescentou a "Al Jazeera", segundo a agência Efe.

As equipes de resgate trabalham para retirar os corpos e resgatar os sobreviventes que estão sob os escombros do edifício e o número de mortos ainda pode aumentar, acrescentou a emissora com sede no Catar.

A informação sobre a morte do pediatra foi confirmada na madrugada desta quinta em Genebra, pelo mediador da ONU nas negociações de paz para a Síria, Staffan de Mistura, que afirmou que um bombardeio aéreo contra um hospital no leste de Aleppo "provavelmente acabou com a vida do último pediatra" na região.

O mediador da ONU citou esse caso para pedir a Rússia e Estados Unidos que unam seus esforços para dar novo vigor à trégua na Síria e salvá-la "do colapso total".

"Faço um pedido a Rússia e EUA para que tomem uma iniciativa urgente para relançar a trégua, que, por enquanto, está em perigo", disse Staddan após informar por teleconferência ao Conselho de Segurança da ONU sobre o resultado da terceira rodada de negociações de paz que terminou na quarta.

O aumento das hostilidades em Aleppo foi repercutido também pela agência oficial síria, "Sana", que reportou que sete civis morreram e outros 35 ficaram feridos em ações de organizações terroristas, no que a agência considerou como novas violações do cessar-fogo.
Menino sírio chora ao lado do corpo de parente morto em ataque aéreo que atingiu Aleppo, no norte da Síria, na quarta-feira (27) (Foto: Karam Al-Masri / AFP)

Uma fonte do comando da polícia de Aleppo disse à agência Efe, em um comunicado citado pela "Sana", que o grupo terrorista Frente al Nusra e outros ligados a essa organização foram os responsáveis por esses ataques em várias áreas de Aleppo.

Pelo menos 107 civis morreram, entre eles 20 menores de idade, desde 22 de abril na onda de violência que assola a cidade de Aleppo, informou na quarta o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

A ONG afirmou que 61 das vítimas morreram em bombardeios de aviões de guerra em áreas como Al Mogair, Al Firdus, Al Sajur, Al Muasal, Bab al Neirab, Sukan Shababi e Al Ansari, na cidade de Aleppo.

Outras 38 pessoas morreram pelo impacto de dezenas de foguetes de fabricação local e pela explosão de bujões de gás lançados contra áreas controladas pelo regime, como Nova Aleppo, Al Manian, Al Mokambo, Al Ashrafie, Seif al Daula e Al Khalediya.

O OSDH acrescentou que oito civis morreram pelo disparo de projéteis por parte das forças governamentais nos distritos de Aqiud, Al Yazmati e Bustan al-Qaser al-Jarya.

Nos últimos dias, houve um aumento das hostilidades em Aleppo, que está dividida, com alguns bairros controlados pelas autoridades sírias e outros em poder de facções islâmicas, apesar do cessar-fogo que vigora na Síria desde 27 de fevereiro.

O acordo de trégua foi aceito pelo governo em Damasco e pela Comissão Suprema para as Negociações, a principal aliança de oposição ao regime no país, mas o cessar-fogo não inclui os grupos armados considerados terroristas como o Estado Islâmico e a Frente al-Nusra (al- Qaeda).
Voluntários da defesa civil retiram corpo de homem dos destroços após ataques aéreos que destruíram imóveis no norte de Aleppo, na Síria, na quarta-feira (27) (Foto: Ameer Alhalbi / AFP)

AUTOR: G1

segunda-feira, 28 de março de 2016

PAQUISTÃO INICIA CAÇADA A AUTORES DE ATAQUE SUICIDA QUE MATOU DEZENAS DE CRISTÃOS

Familiares choram a morte de vítima de ataque perto de parquet em Lahore, no Paquistão, que aconteceu no domingo (27) (Foto: Mohsin Raza/ Reuters)

Autoridades paquistanesas estão em busca nesta segunda-feira (28) de membros de uma facção do Talibã, leal ao Estado Islâmico, que reivindicou a responsabilidade por um ataque suicida contra cristãos que deixou 72 mortos, de acordo com a France Presse. A CNN indica que 341 ficaram feridas.

Ao menos 29 crianças que aproveitavam o domingo (28) de Páscoa foram mortas quando um homem-bomba se explodiu em um parque movimentado na cidade de Lahore, base de poder do premiê Nawaz Sharif.

"O homem-bomba detonou os explosivos perto da área onde as crianças brincavam nos balanços", afirmou Muhamad Usman, funcionário do governo da cidade.

"Executamos o ataque de Lahore e os cristãos eram o nosso alvo", afirmou Ehsanullah Ehsan, porta-voz da facção Jamaat-ul-Ahrar, antes de prometer mais ataques contra escolas e universidades, de acordo com a France Presse.

A polícia isolou a área e nesta segunda ainda era possível observar pedaços de roupas ensanguentados nos balanços.
Vítima da explosão sendo socorrida depois que uma bomba explodiu em um parque público no Paquistão (Foto: Arif Ali/ AFP)

No domingo, os médicos descreveram cenas de horror no hospital Jinnah, ao mesmo tempo que o Twitter foi dominado por pedidos de doação de sangue. A situação continuava caótica na manhã desta segunda, com parentes de vítimas e jornalistas entrando e saindo do centro médico.

A jovem paquistanesa Malala Yousafzaï, vencedora do Nobel da Paz, afirmou estar "abatida com a matança sem sentido", informou a France Presse.
FOTO: Mohsin Raza/ Reuters

Repercussão
O papa Francisco repudiou nesta segunda o ataque suicida de militantes islâmicos, classificando-o como "hediondo" e exigindo que as autoridades do país protejam minorias religiosas.

O Paquistão é um país de maioria muçulmana, mas tem uma população cristão de mais de 2 milhões de pessoas.

A brutalidade do ataque da facção Jamaat-ur-Ahrar, no quinto atentado a bomba do grupo desde dezembro, reflete as tentativas do movimento de aumentar sua importância entre os divididos militantes islâmicos do Paquistão.

Esse foi ataque o mais mortal no Paquistão desde o massacre de 134 crianças em dezembro de 2014 em uma academia militar na cidade de Peshawar, que gerou uma grande repressão do governo à militância islâmica.

O porta-voz do Exército general Asim Bajwa disse que agências de inteligência, o Exército e forças paramilitares iniciaram diversas operações na área de Punjab após o ataque atrás dos responsáveis pelo atentado.
AUTOR: G1

sábado, 26 de março de 2016

NÚMERO DE MORTOS PASSAM DE DE 30, EM ATENTADO DO ESTADO ISLÂMICO, NO IRAQUE

Entre as vítimas fatais está o prefeito da cidade de Alexandria. (Foto: Reuters)

O número de mortos no atentado contra um estádio de futebol ao sul de Bagdá, reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI), passa de 30, segundo os últimos dados divulgados neste sábado (26) por fontes médicas às agências Efe e France Presse.

Entre as vítimas fatais está o prefeito da cidade de Alexandria, onde fica o estádio alvo do atentado, Ahmed al Jafayi. Já entre os 95 feridos há comandantes da milícia xiita Multidão Popular e oficiais dos serviços de segurança do Iraque.

O terrorista se infiltrou entre os torcedores e detonou o colete de explosivos que carregava no interior das arquibancadas durante uma partida entre equipes locais.
Família das vítimas chegam ao local do atentado. (Foto: AFP)

A agência "Amaq", vinculada ao EI, anunciou que o grupo tinha realizado "uma operação de martírio com um colete de explosivos contra uma concentração de milicianos em Alexandria".

Com o termo "milicianos" a "Amaq" se refere a combatentes xiitas que lutam contra o EI, como os citados membros da Multidão Popular.

Segundo o comunicado da agência do grupo terrorista, a explosão deixou pelo menos 65 mortos e dezenas de feridos.

Alexandria é uma cidade da província de Babel, onde no último dia 6 de março ocorreu outro ataque suicida, cuja autoria também foi assumida pelo EI.

Pelo menos 50 pessoas morreram e 70 ficaram feridas nesse atentado contra um posto de controle policial na cidade de Hilla, o mais sangrento dos últimos anos na província de Babel.

O novo atentado acontece depois que o exército iraquiano ter iniciado a Operação Fatah para libertar a província de Ninawa, cuja capital Mossul é o principal bastião do EI no Iraque.

AUTOR: G1

sábado, 19 de março de 2016

ATENTADO DEIXA AO MENOS 5 MORTOS E 36 FERIDOS, EM ISTAMBUL NA TURQUIA

Homem é resgatado após atentado suicida no centro de Istambul, na Turquia, neste sábado (Foto: REUTERS/Kemal Aslan)

Ao menos cinco pessoas, incluindo um homem-bomba, morreram e 36 ficaram feridas em um atentado neste sábado (19) na avenida Istiklal, segundo um comunicado do escritório do governador de Istambul reproduzido pela emissora CNN Turk. As informações são da agência Reuters.

Das 36 pessoas feridas, sete estão em estado grave. O ataque foi cometido por um suicida que detonou explosivos por volta das 9h local em uma região comercial de Istambul, na Turquia, segundo a emissora.

O ministro da Saúde Mehmet Muezzinoglu disse que 12 pessoas entre as feridas são estrangeiras. Há três cidadãos israelitas entre os feridos, afirma a agência turca Dogan. "Um número" de cidadãos irlandeses também estão entre os feridos, declarou Charles Flanagan, ministro de Relações Exteriores da Irlanda.

"O homem detonou a bomba antes de chegar ao ponto-alvo, porque ficou com medo da polícia", disse à Reuters uma autoridade turca, acrescentando que o objetivo verdadeiro era se explodir em um lugar mais cheio.

Autoridades turcas afirmaram que evidências sugeriram que o homem-bomba por trás do ataque pode ter vindo do Estado Islâmico ou do Partido dos Trabalhadores Curdos.

Segundo o governador Vasip Sahin, o alvo era um prédio oficial localizado nos arredores, "a subprefeitura do bairro de Beyoglu".

A avenida Istiklal foi interditada após o atentado, assim como boa parte da praça Taksim. Um helicóptero da polícia sobrevoava o local, onde estavam posicionados policiais armados.

Segundo a Reuters, autoridades turcas estão investigando o atentado. O governador de Istambul declarou que rumores sobre mais ataques pela capital são falsos.

O francês Jean-Marc Ayrault, ministro das Relações Exteriores, divulgou um comunicado. "Condeno veementemente este ato desprezível e covarde que causou a morte de várias pessoas."

O primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, convocou uma reunião de alto nível de segurança.

A Turquia se encontra em alerta reforçado desde o ano passado, depois de uma série de atentados sangrentos atribuídos a jihadistas do Estado Islâmico (EI) ou a rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que retomaram os confrontos com as forças de segurança turcas.

sse é o quarto ataque de homem-bomba na Turquia neste ano. No domingo passado, um atentado com carro-bomba em Ancara, na Turquia, deixou 34 mortos e 125 feridos. 

O grupo radical curdo Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK), próximo aos rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), reivindicaram este atentado.
Polícia protege a área em que houve um atentado suicida no centro de Istambul, Turquia (Foto: REUTERS/Kemal Aslan)
Vítimas são ajudadas após um atentado suicida no centro de Istambul, na Turquia (Foto: REUTERS/Kemal Aslan)

AUTOR: G1

quarta-feira, 16 de março de 2016

EXPLOSÃO EM ÔNIBUS DEIXA MORTOS E FERIDOS, NO PAQUISTÃO

AFP Photo

Um atentado à bomba nesta quarta-feira (16) deixou mortos e feridos na cidade de Peshawar, no noroeste do Paquistão, informam agências internacionais de notícias. O ataque atingiu um ônibus no qual viajavam funcionários do governo local. Até o momento, o atentado não foi reivindicado.

O número oficial de mortos, porém, ainda é incerto. A France Presse informou 16 mortos e 24 feridos. A Efe noticiou que o atentado matou 15 pessoas e feriu outras 30.

O ataque ocorreu por volta das 8h locais (0h de Brasília), quando uma bomba instalada no interior do ônibus foi detonada, disse o porta-voz do governo local, Roshan Lal.

O veículo estava recolhendo funcionários do governo em diferentes áreas próximas da cidade para levá-los a seus escritórios em Peshawar, segundo Lal.
Voluntários paquistaneses e forças de segurança inspecionam ônibus destruído (Foto: AFP Photo)

A onda de choque causada pela explosão quebrou vidros e janelas de edifícios próximos e provocou pânico entre os moradores locais. A televisão divulgou imagens caóticas de feridos ensanguentados sendo evacuados, sapatos e restos espalhados pela calçada. O ônibus levava funcionários de Mardan a Peshawar, segundo a France Presse.

Além disso, o porta-voz relatou que os feridos foram levados para o Hospital Lady Reading.

O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, condenou o ataque e manifestou "sua profunda tristeza" pela perda de vidas humanas. "Estes ataques covardes não podem minar nossa resolução contra o terrorismo", afirmou o líder em comunicado.

Peshawar é a capital da província de Khyber Pakhtunkhwa, que faz divisa com a região de Khyber, onde o exército paquistanês iniciou uma ofensiva em outubro de 2014 contra os insurgentes, que se somou a outra lançada em junho daquele ano, na região tribal do Waziristão do Norte.
Ônibus ficou totalmente destruído (Foto: AFP Photo)

Em dezembro de 2014, um ataque do principal grupo talibã paquistanês, o TTP, contra uma escola em Peshawar deixou 151 mortos, entre eles 125 crianças, uma ação que aconteceu, segundo os insurgentes, como vingança pelas operações militares.

Os ataques talibãs diminuíram notavelmente após o início da operação militar paquistanesa, na qual morreram cerca de 3.500 insurgentes até o momento.

AUTOR: G1

domingo, 6 de março de 2016

CAMINHÃO-BOMBA EXPLODE EM ATENTADO MATA 60 E FERE 70, NO IRAQUE;ESTADO ISLÂMICO REIVINDICA ATAQUE

Moradores se reúnem no local do atentado na cidade de Hilla, no Iraque, neste domingo (6) (Foto: Reuters/Alaa Al-Marjani)

Um caminhão-bomba explodiu em um um posto de controle da polícia iraquiana neste domingo (6), em Al-Hillah, na região central do Iraque.

De acordo com a agência de notícias Reuters, ao menos 60 pessoas morreram e outras 70 ficaram feridas no atentado.

A responsabilidade foi reivindicada em uma postagem no site da agência de notícias Amaq, que apoia o Estado Islâmico.

As vítimas foram levadas para hospitais próximos, com queimaduras. Um membro do comitê de segurança do local afirmou à Reuters que foi a maior explosão da cidade de Hilla já registrada.
Homem reage ao ver local de atentado na cidade de Hilla no Iraque, neste domingo (6) (Foto: Reuters/Alaa Al-Marjani)
Sangue é visto no local do atentado na cidade de Hilla, ao sul de Bagdá, no Iraque, neste domingo (6) (Foto: Reuters/Alaa Al-Marjani)

Outro ataque
Na semana passada, outro ataque suicida, também reivindicado pelo Estado Islâmico, ocorreu no Iraque. No dia 29 de fevereiro, um homem-bomba se explodiu no funeral do parente de um comandante de milícia xiita na província oriental iraquiana de Diyala. Pelo menos 40 pessoas morreram e 58 ficaram feridas.

O ataque em Muqdadiya, 80 quilômetros a nordeste de Bagdá, matou seis comandantes locais do grupo Hashid Shaabi de milícias xiitas que participavam da cerimônia funeral, disseram agentes de segurança e policiais em Diyala.

A morte dos comandantes, dos quais quatro eram da milícia Asaib Ahl al-Haq e dois da Organização Badr, agitou as tensões sectárias na província mista.

AUTOR: REUTERS

TIANGUÁ AGORA NO TWITTER!

Real Time Analytics