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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

EM ARNEIROZ (CE), PARTE DE ESTRUTURA DE BAR DESABA E DEIXA 3 PESSOAS FERIDAS

Parte da estrutura de bar no município de Arneiroz desaba na noite desta terça-feira, 4 (Foto: WhatsApp O POVO)

Parte de um bar no município de Arneiroz, interior do Ceará, desabou na noite desta terça-feira, 4, e deixou três feridos. 

O acidente ocorreu no Bar do Barreiro, como é conhecido na cidade, localizado perto da prefeitura da cidade. Duas pessoas tiveram ferimentos graves, incluindo o proprietário do estabelecimento. As vítimas foram encaminhadas ao hospital da cidade.

Segundo um funcionário do Hospital Municipal de Arneiroz, todas as vítimas eram homens e estavam no bar no momento do acidente. 

O dono do local, Roberto Barreiro, de 56 anos, foi encaminhado para Fortaleza para receber atendimento no Instituto Dr. José Frota (IJF), hospital regional referência no socorro às vítimas de traumas de alta complexidade, lesões vasculares graves, queimaduras e intoxicações. Roberto apresentava sinais de traumatismo craniano.

As demais vítimas não tiveram suas identidades reveladas. Um deles, um idoso de 63 anos, foi encaminhado ao hospital municipal de Tauá para realizar exames e receber tratamento para três costelas fraturadas. 

A outra vítima teve apenas escoriações leve e recebeu alta logo após dar entrada no hospital de Arneiroz. 

Os dois homens que tiveram ferimentos mais graves estavam conscientes no momento em que foram transferidos para outras unidades de saúde do Estado.

A reportagem entrou em contato com com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Ceará (Crea) para buscar mais informações sobre as situações do imóvel onde ocorreu o acidente, bem como detalhes acerca da abertura de inquérito para investigar as causas do desabamento, e aguarda retorno.

AUTOR: O POVO

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

NO BAIRRO MOURA BRASIL, EM FORTALEZA (CE), MORADORES SEGUEM SEM PREVISÃO DE VOLTAR PARA CASA APÓS INTERDIÇÃO POR RISCO DE DESABAMENTO

Morador mostra rachadura na parede da casa interditada pela Defesa Civil Foto: Theyse Viana

Ainda não há previsão para que os imóveis interditados na sexta-feira (31) no Bairro Moura Brasil, em Fortaleza, sejam liberados. A situação dos moradores mobilizou parentes e amigos, que vêm até de fora do Ceará para dar suporte, como foi o caso lavradora Antônia Célia, que viajou do Piauí para ajudar a mãe, Maria Galdino Ferreira, moradora de uma das casas bloqueadas.

Na madrugada de sexta-feira (31), 21 famílias foram realocadas pela Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra) dos imóveis e levadas para pousadas e residências de parentes após a Defesa Civil constatar risco de desabamento em decorrência de fissuras encontradas nos imóveis localizados no Bairro Moura Brasil, em Fortaleza. Conforme moradores, as rachaduras apareceram com o início das obras da linha leste do Metrô de Fortaleza.

Os parentes de Célia estão entre os realocados. Ela chegou a Fortaleza na manhã desta segunda-feira (3) para ajudar a família. Além da mãe, o irmão, a cunhada e o sobrinho moravam na residência interditada, mas, para a lavradora, Maria Galdino é a que mais sente a mudança. "Ela mora aqui desde 1952. Você lutar pelo sonho de ter sua casa própria e, de repente, te levam para um canto e não explicam nada direito", comenta Célia.

De acordo com a lavradora, a estrutura da casa já vinha apresentando avarias cerca de duas semanas antes da remoção dos familiares. Uma reforma foi iniciada para evitar mais problemas. "Começou a cerâmica a sair. Aí depois começou as rachaduras. Mas dessa vez, teve que sair." afirma.

O irmão de Célia, Luís Carlos, informou que ainda não receberam retorno sobre a residência. "Eles não falaram nada ainda. Eu cheguei a falar com alguém do Metrofor, mas ainda não tive resposta."A gente quer uma explicação. Eu acho que eles tinham que reunir a comunidade todinha para falar se eles deveriam demolir ou não. Não explicam nada", completa Célia.

Moradores pedem reunião com Metrofor

Assim com a família de Célia, outros moradores esperam um retorno sobre a situação das casas. Os mais velho, já acostumados ao local, são os mais afetados pelo deslocamento.

"Como eles moram há mais de 50 anos eles não querem sair, alguns estão em casas de aluguel. A gente está pensando de, até terça-feira, ir ao Ministério Público abrir um processo para acompanhar mais ainda", revela o líder comunitário André Nascimento.

Ele e outros representantes procuram se reunir com os responsáveis pela obra do Metrofor para avaliar a situação. "Estivemos em contato com a equipe da Seinfra e do Metrofor em que eles informaram que vão marcar uma reunião para conversar com as famílias. Há sete meses começou as obras novamente e algumas casas começaram a rachar", completa André.

Outros problemas

Alguns moradores do local afetado apontam, também, para um problema estrutural, além das rachaduras. “A minha casa chegou a rachar mas o problema foi um grande estrondo. Eles viram que afundou [o piso]”. aponta a manicure Maria Orlane, de 54 anos.

O militar de reserva Elísio Simões mora no local desde que nasceu, há 67 anos. Para ele, o problema é recorrente. “Desde que eu nasci que tem promessa de tirar, de melhorar. Minha mãe tem 90 e já ouvia falar isso.” Ainda para Elísio, as obras prejudicaram ainda o acesso ao local. “A nossa rua passava um carro pelo outro. Estreitaram e agora nem carro passa, nem ambulância. Quando se tem um problema de saúde, ela fica num extremo. A pessoa morre.” conta.

De acordo com a Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra), o terreno, onde estão localizados os imóveis, já está estável. As causas do deslizamento continuam sendo investigadas pelos técnicos, que estão trabalham para que os moradores possam voltar para casa, o mais rápido possível, com segurança.

As outras estruturas da rua Adarias Lima, principal atingida pelo deslizamento, incluindo a creche, continuam sendo monitorados e não apresentam riscos aos moradores, por isso não houve necessidade de interdição.

AUTOR: G1/CE

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

EM FORTALEZA (CE), 2 ENGENHEIROS E 1 PEDREIRO SÃO INDICIADOS PELO DESABAMENTO DO EDIFÍCIO ANDREA

Equipe dos bombeiros durante resgate nos escombros do Edifício Andrea, em Fortaleza, em outubro do ano passado Foto: Camila Lima/SVM

Dois engenheiros e um pedreiro foram indiciados nesta quinta-feira (30) pelo desabamento do Edifício Andrea, em Fortaleza. 


A tragédia no bairro Dionísio Torres, área nobre da capital cearense, deixou nove mortos e sete feridos em outubro do ano passado.

O indiciamento é parte do inquérito instaurado pela Polícia Civil para investigar as causas do desabamento e servirá de base para o Ministério Público (MP) decidir se irá denunciar os investigados. 


Se houver denúncia do MP e a Justiça a aceitar, eles se tornarão réus. Até lá, eles respondem pelo caso em liberdade.

Os engenheiros José Andreson Gonzaga dos Santos e Carlos Alberto Loss de Oliveira, além do pedreiro Amauri Pereira de Souza, foram responsáveis por uma obra que estava sendo realizada nas pilastras do edifício no dia do desmoronamento.

Segundo um laudo da Polícia Civil e da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) divulgado nesta quinta-feira, os dois engenheiros e o pedreiro atuaram de forma "determinante" para a queda do prédio. 


Imagens obtidas pelo G1 mostraram os trabalhadores fazendo reparos em colunas da edificação minutos antes da construção cair.

O advogado Breno Almeida, que representa a defesa dos engenheiros e do pedreiro, disse ao G1 nesta quinta-feira que que vai se "inteirar sobre as informações do laudo" e que não vai se manisfestar sobre o caso neste primeiro momento.

A edificação tinha 7 andares e desabou às 10h28 de 15 de outubro de 2019. Os trabalhos de resgate duraram 5 dias, em mais de 103 horas de buscas, e envolveram centenas de bombeiros e voluntários. 


O prédio, onde moravam 11 famílias, tinha começado a passar por reparos estruturais um dia antes da queda, segundo moradores e o delegado que investigou o caso.

Câmera registra pedreiro quebrando colunas minutos antes de prédio desabar em Fortaleza

Causas do desabamento

O laudo divulgado nesta quinta apresentou os fatores que causaram o desabamento. São eles, segundo o documento:

Falta de manutenção adequada da estrutura ao longo da sua existência
Carga inserida sobre o pavimento da cobertura, erguida após a construção do prédio (construção de cômodos — quartos e banheiro — num espaço de 60 m²)
Falha da empresa responsável pela reforma e dos seus profissionais prestadores de serviços
Técnica equivocada durante a obra nos dias 14 e 15 de outubro
Falta de relatório da reforma e de escoramento das estruturas dos pilares de sustentação

'Ações e omissões levaram a colapso'

Escombros do Edifício Andrea em Fortaleza Foto: José Leomar SVM

Conforme o delegado Munguba Neto, responsável pelas investigações, as ações e omissões realizadas no edifício contribuíram para o colapso da estrutura.

"A causa preliminar [do desabamento] foi a maneira negligente de se fazer a intervenção nos pilares", afirmou o delegado.

Os profissionais foram indiciados pelo artigo 29 da Lei das Contravenções Penais, que trata sobre "provocar o desabamento de construção ou, por erro no projeto ou na execução, dar-lhe causa".

Eles também foram enquadrados no artigo 256 combinado com o 258 do Código Penal Brasileiro. O texto fala em "causar desabamento ou desmoronamento, expondo a perigo a vida, a integridade física ou do patrimônio de outrem, podendo a pena aumentar pela metade em razão das mortes e da lesão corporal de natureza grave".

O delegado Munguba Neto informou que o inquérito, que ouviu 40 pessoas entre testemunhas e sobreviventes, será remetido à Justiça e ao Ministério Público para análise. Segundo o investigador, o acréscimo de algum artigo criminal ficará a critério da Justiça.

Em depoimento, os engenheiros disseram à polícia que iniciaram a obra no dia do desmoronamento. Contudo, as vídeos de câmeras de monitoramento obtidos durante as investigações comprovaram que a intervenção nos pilares do prédio começou no dia anterior à tragédia. 


O delegado Munguba Neto, porém, afirmou que os profissionais não serão indiciados por falso testemunho.

O inquérito foi instaurado no mesmo dia do ocorrido e ficou a cargo do 4º Distrito Policial, no Bairro Pio XII. Um dos sobreviventes do desabamento afirmou ter sentido o prédio "chacoalhar" por três vezes antes de desmoronar. 


Outro morador resgatado disse que, momentos antes do desmoronamento, viu que havia "acabado de cair" a estrutura de concreto que envolvia as ferragens do pilar abaixo da varanda.

Quatro colunas chegaram a passar por intervenção, conforme o depoimento de Anita Grazielle Rodrigues, filha da síndica do condomínio. 


Vídeos a que o G1 teve acesso e que podem ser vistos no alto desta reportagem mostram, inclusive, um pedreiro destruindo o concreto que reveste a parte metálica nas colunas de sustentação.
Trabalho de resgate no desabamento do Edifício Andrea segue sem interrupções Foto: Camila Lima / SVM

Sede do Corpo de Bombeiros

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, anunciou no início de dezembro, que o terreno do Edifício Andrea será sede de uma unidade do Corpo de Bombeiros.

O gestor municipal disse na oportunidade que a desapropriação do terreno será realizada pela prefeitura, e a construção do edifício dos bombeiros ficará a cargo do Governo do Estado do Ceará. Roberto Cláudio assinou o Projeto de Lei que garante a isenção de dívidas do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) aos proprietários dos imóveis do Edifício Andréa.

"A gente vai isentar todas as dívidas de IPTU passadas desse equipamento para desapropriar e entregar para o governo do Estado para a construção do quartel. 


Vai ser realizada a urbanização, incluindo a construção de uma praça. 

O documento vai para Câmara para ser votado e a previsão é que no começo de 2020 já seja feita a desapropriação do terreno", afirmou o prefeito.
Trabalhado de resgate no edifício Andrea, em Fortaleza Foto: Thiago Gadelha/SVM

AUTOR: G1/CE

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

EM FORTALEZA (CE), JUSTIÇA PRORROGA NOVAMENTE A CONCLUSÃO DO INQUÉRITO POLICIAL DA TRAGÉDIA DO EDIFÍCIO ANDREA

Edifício Andrea desabou em 15 de outubro (Foto: Fábio Lima / O POVO)

O prazo para a conclusão do inquérito policial sobre a tragédia do Edifício Andrea foi estendido novamente por mais 30 dias. 

A promotora de Justiça Ana Cláudia de Morais, da 93ª Promotoria de Fortaleza, assinou a decisão na última quinta-feira, 9.

O novo adiamento se deu "tendo em vista a grande complexidade das investigações" acerca do desabamento que deixou nove pessoas mortas em outubro último.

A promotora ressaltou ainda a imprescindibilidade do Laudo Técnico Pericial e do restante das diligências para que se tenha indícios suficientes para o prosseguimento do inquérito e, posteriormente, para o ingresso com a Ação Penal.

O último prazo dado havia sido no dia 29 de dezembro. 

O delegado titular do 4º Distrito Policial (DP), José Munguba Neto, havia informado que "fatos novos" provavelmente fariam com que o inquérito se estendesse.

AUTOR: O POVO

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

EM PACAJUS (CE), PARTE DO TETO DE HOSPITAL DESABA E DEIXA 5 FERIDOS

A unidade de Pronto Atendimento fica localizada na rua Naide Costa Menezes, no bairro Aldeia, em Pacajus (Foto: Google Street View) (Foto: Divulgação )

Após o desabamento de parte do teto do Hospital e Maternidade Doutor Paulo Afonso, em Pacajus, localizado na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), cinco pessoas ficaram feridas na tarde desta quarta-feira, 8.
Parte do teto desabou no início da tarde desta quarta-feira (8), em Pacajus. VC repórter

Segundo o Corpo de Bombeiros, duas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para fazer o socorro das vítimas. 

Até o momento, não há informações sobre o estado de saúde dos feridos, mas não há mortos.

De acordo com a assessoria da rede administradora do hospital, as cinco pessoas feridas são colaboradoras do equipamento e se encontram fora da área de risco.

AUTOR: O POVO

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

EM FORTALEZA (CE), JUSTIÇA AUTORIZA A DEMOLIÇÃO DO EDIFÍCIO SAINT PATRICK'S II

Vizinhos do Edifício Saint Patrick, em Fortaleza, denunciam temor de desabamento do imóvel Foto: Agência Diário

Após causar preocupação por parte dos moradores de construções vizinhas, a Justiça autorizou a demolição do Edifício Saint Patrick's II, no Bairro Cocó, em Fortaleza. 

A decisão da juíza Francisca da Costa, da 11ª Vara Cível de Fortaleza, deverá ser cumprida no prazo de 30 dias a partir da data de intimação.

Os autores da ação, proprietários da edificação na Rua Andrade Furtado, terão de custear a demolição e a remoção dos entulhos. O processo tramitava desde 2015, dois anos após o prédio ter sido desocupado devido aos riscos estruturais.

"Como existia a divergência de dois condôminos, que não queriam que o edifício fosse demolido, os demais acionaram o Ministério Público do Ceará (MPCE), que manifestou-se favorável tendo em vista a insegurança coletiva que estava sendo gerada pela precariedade do prédio, e pela iminência de desmoronamento do mesmo", explica Giovana Araújo, promotora de Justiça da área de Defesa da Habitação.

Risco de desabamento

Em novembro deste ano, o MPCE pediu vistas e, diante do risco de colapso e de dano coletivo, requereu por intervir, elaborando um parecer que foi acolhido pela juíza.

Mais cedo, no dia 29 de outubro, a Defesa Civil esteve no Saint Patrick's II e constatou o risco iminente de desabamento, alertando que a situação do imóvel poderia ser de gravidade muito maior do que aparenta. O prédio de 13 andares foi construído há 40 anos, e abriga 20 apartamentos.

Giovana Araújo destaca, ainda, que o processo de demolição não será realizado à revelia. "É pedido à Prefeitura, e o Município vai autorizar a forma como pode ser realizada. 

Pode ser que tenha que se traçar uma poligonal para que sejam evacuadas algumas áreas, a fim de não comprometer os prédios vizinhos. Algo pode não sair dentro do esperado, e é preciso preservar as vidas ao redor. 

Mas tudo isso ainda vai ser apreciado pela Prefeitura", detalha a promotora.

AUTOR: G1/CE

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

EM FORTALEZA (CE), APÓS DESABAMENTO DO EDIFÍCIO ANDREA, 7 IMÓVEIS SÃO INTERDITADOS POR IRREGULARIDADES

Bombeiros atuam na terceira noite de resgate de pessoas sob os escombros do edifício Andrea Foto: Thiago Gadelha/SVM

Desde o desabamento do Edifício Andrea, em Fortaleza, no dia 15 de outubro, até o domingo (24), sete edificações da cidade, entre prédios e casas, foram interditados após vistorias da Defesa Civil. 

As ações fazem parte do projeto-piloto de inspeção predial desenvolvido pela Prefeitura de Fortaleza, o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), o Corpo de Bombeiros e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Ceará (Crea-CE). 

Ao todo, 100 imóveis foram notificados durante as ações.

O Edifício Andrea desabou no Bairro Dionísio Torres, deixando nove mortos e sete feridos. O prédio tinha sete andares e apresentava falhas estruturais. A reforma da edificação seria iniciada no dia em que houve o desmoronamento.

Em decorrência do acidente, a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) também iniciou vistorias em imóveis da capital neste mês, após o novo Código da Cidade entrar em vigor. 

De 1º a 25 de novembro, o órgão realizou 35 fiscalizações e 13 autuações e/ou notificações. A agenda da comissão prevê duas visitas em campo por semana, atendendo principalmente a demandas identificadas e encaminhadas pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil.

“Hoje, a gente tem feito essa ação conjunta. A preocupação da Prefeitura não é somente de verificar a inspeção predial, e sim de conscientizar as pessoas sobre a necessidade do trabalho de manutenção desses prédios”, explica a titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinf), Manuela Nogueira, reiterando que as vistorias não ocorrem “num bairro só”.

Os trabalhos da Agefis começaram pelos bairros Jacarecanga e Centro, onde há mais prédios antigos.

Segundo a Agência, não há limite no número de imóveis fiscalizados. “Serão vistoriados quantos forem necessários. A prioridade volta-se para os casos de risco aparente de vulnerabilidade em edificações”, ressalta a secretária.

Custos elevados
Bombeiros e socorristas fazem buscas na área dos escombros do Edifício Andréa Foto: Camila Lima/SVM
Rodrigo Guilhon, presidente da Associação das Administradoras e Condomínios do Estado do Ceará (Adcon-CE), afirma que houve crescimento na procura por empresas de inspeção predial, mas o fator financeiro dificulta a contratação do serviço. 

“Você bate de frente com a verba, da saúde financeira dos condomínios, e a maioria não tem fluxo para custear esses serviços”, afirma. Ele estima que reparos estruturais possam custar até R$ 100 mil.

Mesmo assim, ele orienta os administradores a buscarem assistência de profissionais especializados e credenciados. “Fortaleza está se verticalizando e ainda muito se tem a verticalizar. As edificações ainda são novas, agora que a maioria está completando 30 anos, por isso podem aparecer essas intercorrências”, analisa. 

“A partir de 20 anos é um prazo em que se precisa ter atenção redobrada, por isso essa demanda aconteceu", acrescenta Guilhon.

Após o desabamento do Edifício Andrea, a Defesa Civil viu crescer os chamados por riscos de desabamento. De janeiro a novembro de 2019 (até o dia 24), foram 2.524 ocorrências. Só nos meses de outubro e novembro, houve 1.256 registros, o que corresponde a praticamente metade de todos os registros do ano, até o momento.

“A ideia é que esse trabalho continue e a gente consiga, com o tempo - porque isso não é algo que as pessoas vão absorver do dia para a noite -, fazer com que elas entendam a necessidade real do seu papel. 

Não é só a multa que vai resolver a manutenção predial”, destaca a secretária Manuela Nogueira.
Prazo para regularização
Trabalho de resgate no desabamento do Edifício Andrea segue sem interrupções Foto: Camila Lima / SVM

Durante as vistorias, a Agefis verifica se os proprietário dos imóveis negligenciam condições de higiene e segurança dos elementos internos da propriedade, incluindo pisos, tetos, revestimentos, telhados, instalações elétricas e hidrossanitárias. 

Se forem constatadas irregularidades, é aplicado um auto de infração, com possibilidade de ser lavrado termo de advertência. Os locais também podem ser interditados até a finalização dos reparos.

A advertência dá prazo de 15 a 45 dias para que o autuado regularize a situação do imóvel. Não sendo corrigida a tempo, tem início a contagem do prazo para a apresentação de defesa. 

O autuado precisa apresentar laudo técnico de um engenheiro responsável pela obra para que seja configurada a regularização. A Defesa Civil também é comunicada para realizar vistoria no local.

De acordo com a Agefis, o valor da multa depende de fatores como a gravidade do caso, as circunstâncias atenuantes e agravantes e a capacidade econômica do autuado. 

Os casos são arbitrados pela Junta de Análise e Julgamento de Processos (JAP).

AUTOR: G1/CE

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

NO BAIRRO MARAPONGA, EM FORTALEZA (CE), DONOS DE PRÉDIO QUE DESABOU ALEGAM NÃO TER CONDIÇÕES DE INDENIZAR VÍTIMAS

Colunas do prédio, localizado no Bairro Maraponga, cederam e esmagaram o térreo. Caso foi em junho. Foto: José Leomar/SVM

Quase seis meses após o desabamento parcial seguido de demolição do Edifício Benedito Cunha, no Bairro Maraponga, em Fortaleza, os 11 ex-moradores do imóvel ainda amargam as incertezas quanto à indenização pelos prejuízos sofridos. 


O valor solicitado pelas vítimas é de R$ 2,2 milhões. A defesa dos proprietários do prédio afirma não ter condições de pagar a quantia.

O prédio residencial foi demolido após ter a estrutura comprometida com a ruptura de colunas de sustentação. O caso aconteceu no dia 1º de junho. Com o afundamento dos pilotis, como são conhecidos os pilares, o prédio ficou inclinado. Não houve feridos.

Uma audiência de conciliação referente ao processo coletivo movido contra os proprietários, irmãos Solimar e Arisol Parente Portela, foi realizada no início deste mês, porém sem acordo.

O prédio na Maraponga teve a estrutura comprometida após a ruptura de algumas colunas de sustentação. Foto: Nilton Alves/SVM

“Querem vender o terreno bloqueado (pela Justiça) e restituir R$ 10 mil a cada família. Às que tinham carro, querem pagar o carro mais esse dinheiro. Mas só no meu caso, calculamos um prejuízo em torno de R$ 60 mil”, afirma a nutricionista Emanuelle Lima, 29, ex-inquilina do Benedito Cunha. 

“As pessoas que não fizeram acordo com eles (donos) estão prejudicadas até hoje”, diz.

Segundo explica, os danos sofridos vão além dos materiais. "Tenho muita ansiedade, meu humor muda constantemente, principalmente se escutar um barulho parecido com o do dia [em que o prédio cedeu] – posso estar dormindo, que acordo atordoada. Até hoje, a gente não conseguiu se restabelecer como antes”, comenta.

Resposta dos proprietários

Os advogados de Solimar e Arisol informaram, por meio de nota, que “os valores reclamados fogem às condições financeiras dos proprietários”, e que “no presente momento, o prazo processual para apresentação da defesa dos proprietários do imóvel” está aberto. A nota enfatiza que os donos do prédio “estão, como sempre estiveram, abertos para diálogo”.

O advogado dos ex-moradores, Marcelo Magalhães, informou ao G1 que “está prosseguindo na perspectiva de obter um acordo”. Após contestação dos réus, Magalhães disse que já houve réplica. Agora, a esperança é que as partes cheguem a um acordo. “Vamos buscar essa conciliação. Seria o meio mais rápido de ajudar essas pessoas”, entende. Ainda não há data definida.

AUTOR: G1/CE

terça-feira, 19 de novembro de 2019

EM FORTALEZA (CE), PARTE DE ESTRUTURA DA FACHADA DE PRÉDIO DESABA

Parte de estrutura de sacada de prédio desaba no Cocó. (Foto: Reprodução/WhatsApp)

Parte da estrutura da fachada de um edifício localizado na rua Lígia Monte, no bairro Cocó, desabou na tarde desta segunda-feira, 18. 


O Edifício Salinas foi interditado, e ninguém ficou ferido.

O prédio de sete andares abriga seis famílias.

Os moradores foram autorizados a retirar seus pertences, mas a recomendação da Defesa Civil é de que eles não poderão permanecer no local. Segundo o órgão, a interdição é uma medida preventiva e não há riscos de desabamento.

Nova inspeção será realizada nesta terça-feira, 19, para definir as reformas necessárias.

Conforme vizinhos, a fachada caiu por volta das 16h30. Alguns moradores já haviam descido do prédio quando o Corpo de Bombeiros chegou. Apenas dois moradores precisaram ser retirados do local.

A estrutura que cedeu abriu um buraco no subsolo do prédio e atingiu dois carros que estavam estacionados.

Além disso, o material de concreto também danificou as sacadas de andares inferiores. "Fomos a primeira equipe a chegar. Observamos que o revestimento de duas fachadas tinha caído e abriu um buraco no subsolo, vindo a danificar alguns carros.

Nosso papel foi isolar o local e subir nos apartamentos para retirar as pessoas que ainda estavam dentro", afirmou a tenente dos Bombeiros, Isabel Cristina.

A Defesa Civil elaborou parecer técnico inicial e chamou, por volta das 19 horas, os moradores para repassar as informações.

De acordo com Luciano Agnelo, coordenador da Defesa Civil, uma nova inspeção será realizada, juntamente de outros órgãos da Prefeitura, nesta terça-feira, 19, para pontuar as reformas que devem ser executadas e quem deve ser responsabilizado.

"Vamos retomar os trabalhos amanhã pela manhã. Temos que avaliar se há infiltrações, o estado do forro, feito de madeira, e outras questões estruturais, que não podem ser constatadas de noite.", afirmou.

Ainda segundo a Defesa Civil, a estrutura dos ladrilhos dos andares pode ter caído por falta de reparos e inspeções, por se tratar de um prédio antigo.

Depois do desabamento, uma das faixas da avenida Sebastião de Abreu foi interditada, mas o trânsito flui normalmente.

VEJA IMAGENS:


EFEITO: TIANGUÁ AGORA/GUGU

AUTOR: O POVO/Com informações de Júlia Duarte

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

EM PACAJUS (CE), DESABAMENTO EM OBRA DE SUPERMERCADO DEIXA 2 MORTOS E 1 FERIDO

Desabamento em obra de supermercado em Pacajus Foto: Camila Lima/ SVM

Duas pessoas morreram e uma ficou ferida após parte da estrutura da obra de um supermercado desabar em Pacajus, Região Metropolitana de Fortaleza, na tarde desta quinta-feira (7). As vítimas ainda não foram identificadas, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

Conforme os bombeiros que atenderam a ocorrência, duas vigas que sustentavam uma caixa d'água colapsaram, o que gerou o desabamento de parte do teto da obra sobre os operários que trabalhavam no local.

Os bombeiros que trabalharam na retirada dos corpos solicitaram o uso de guindastes para evitar que outras partes do teto caíssem sobre os profissionais.

Dois trabalhadores morreram no local, e um terceiro foi retirado da obra com ferimentos e não corre risco de morrer.

A Perícia Forense e o Corpo de Bombeiros isolaram o local para analisar com mais detalhes a obra para se checar se há risco de novos desabamentos.

A empresa responsável pela obra, Ricardo Fernandes Construtora, não se pronunciou sobre o acidente. 

Conforme moradores do Bairro Buriti, onde ocorreu o acidente, a obra foi iniciada há três meses.
Estrutura de obra de supermercado desaba e deixa mortos e feridos em Pacajus Foto: Camila Lima/ SVM

AUTOR: G1/CE

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

EM FORTALEZA (CE), OPERAÇÃO VISTORIA 14 PRÉDIOS COM RISCO DE DESABAMENTO

Defesa Civil realiza vistorias apenas em situações críticas. Inspeção predial deve ser feita por engenheiro civil habilitado

Vistorias preventivas estão sendo feitas pela Prefeitura em pelo menos 14 edificações com risco de desabamento em Fortaleza. A informação foi dada pela procuradora Ângela Gondim Chaves, do Ministério Público do Ceará (MPCE). A força-tarefa é coordenada por ela, no Ministério, e foi montada logo após o desabamento do Edifício Andréa, no último 15 de outubro, numa tragédia que deixou nove pessoas mortas e pelo menos sete feridas.

Segundo a procuradora, a Prefeitura estabeleceu um prazo de 15 dias para concluir a fiscalização dos prédios críticos, que estariam distribuídos em "diversos bairros" da Capital. Na operação, ela citou, "estamos fazendo a transversalidade entre todas as instituições (envolvidas na área), como Agefis (Agência de Fiscalização de Fortaleza) e Defesa Civil".

O levantamento considera as recentes denúncias recebidas tanto pela Defesa Civil da Cidade como pelo Corpo de Bombeiros e pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Ceará (Crea-CE). Pelo Conselho, acompanham as visitas técnicas um fiscal e um engenheiro orientados para apurar o histórico de todos os serviços de engenharia já feitos nos locais.

MP acompanhará investigações sobre prédio do Dionísio Torres

Após notificação de risco de desabamento há quatro anos, prédio segue sem reparos necessários

Emanuel Maia Mota, presidente do Crea-CE, explicou que, se necessário, o grupo vai indicar reparos estruturais nos prédios. "Vai interditar, embargar", exemplificou. Paralelo a esse trabalho, uma operação-piloto de fiscalização da Lei de Inspeção Predial (9.913/2012) deve ser feita nos bairros Centro e Jacarecanga. Esta, concluiu Emanuel, "vai atacar as (edificações) mais antigas", que seriam mais propensas a problemas estruturais.

Os últimos desabamentos acontecidos em Fortaleza alertam a população para os cuidados no momento de contratar serviços de engenharia e para a necessidade da efetiva aplicação da lei de inspeção predial, regulamentada em 2015. "Isso é uma obrigação do poder municipal. A sociedade precisa desse tipo de treinamento", avalia Emanuel.

De acordo com a procuradora Ângela Chaves, do MPCE, os órgãos envolvidos na questão da inspeção predial em Fortaleza devem investir, este mês, em campanhas de conscientização. "É prevenção e conscientização pra que depois venha a outra parte (fiscalizatória)", entende.

Debate

Uma audiência pública na Câmara Municipal, promovida pelo vereador Sargento Reginauro (Sem partido), discute hoje, às 15h30, a falta de aplicação da Lei da Inspeção Predial em Fortaleza.

AUTOR: O POVO

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

EM FORTALEZA (CE), DEFESA CIVIL INTERDITA PRÉDIO NO BAIRRO DE FÁTIMA POR RISCO DE DESABAMENTO

Edificio Modigliane apresenta falhas estruturais e moradores temem que o desabamento do prédio.  (Foto: ALEX GOMES/Especial para O POVO)

O Edifício Modigliane, localizado no Bairro de Fátima, em Fortaleza, foi interditado pela Defesa Civil por risco de desabamento. 

Mais cedo, pelo menos três famílias moradoras do prédio saíram dos apartamentos, após rachaduras aumentarem, nesta quarta-feira, 30. A Defesa Civil conversou com os moradores que ainda permanecem no local e instruiu que não dormissem no prédio esta noite. 

Mesmo com a instrução do órgão, alguns moradores se recusam a sair e terão que assinar um termo de responsabilidade.

"Considerando a gravidade da situação do referido imóvel, que apresenta inclusive risco à vida", diz documento da Defesa Civil que justifica a decisão. No auto, foi constatado "alto risco" à segurança e informou ainda que o responsável pelo imóvel deve providenciar a desocupação, além do desligamento de serviços como água e energia elétrica.

De acordo com os condôminos, a construção, que fica a 100 metros da avenida Aguanambi na rua João Lobo Filho, 323,tem aproximadamente 30 anos e passa por reforma desde segunda-feira, 28. 

Equipes da Defesa Civil do Município estão no local para realizar avaliações da estrutura, no fim da tarde desta quarta.
Auto de interdição no Edifício Modigliane (Foto: Jessika Sisnando) AUTOR: O POVO/Com informações da repórter Jessika Sisnando

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

TRAGÉDIA DO EDIFÍCIO ANDRÉA EM FORTALEZA (CE); RETIRADA DE ENTULHOS DEVE SER CONCLUÍDA HOJE

Local do desabamento do edifício Andréa passa por limpeza dos escombros pela Defesa Civil (Foto: JÚLIO CAESAR)

No fim da tarde deste domingo, 20, a presença de curiosos tinha diminuído nas proximidades do Edifício Andréa, no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. A presença de agentes de segurança também era significativamente menor. Para quem estivesse presente entre a última terça-feira, 15, data que marcava o desabamento do prédio de sete andares, e este sábado, 19, quando os trabalhos de busca pelas vítimas foi finalizado, a movimentação menor talvez causasse estranheza.

O silêncio, típico de uma tarde de domingo, era um tanto incômodo. Desde a manhã de terça-feira, sempre que se fazia silêncio era a pedido do Corpo de Bombeiros, e este pedido vinha carregado de esperança: servia para ouvir os possíveis apelos de vítimas soterradas. Este significado se esvaiu com a retirada do último corpo.

Ao todo, foram nove mortos com a tragédia do Edifício Andréa; sete pessoas foram resgatadas com vida do local. Com a perda da residência e de todos os pertences, àqueles que ficaram ficam com a difícil tarefa do recomeço, atividade esta que não pode ter apontada uma data de início, mas que tem um ponto de partida já iniciado: a remoção dos entulhos do que antes era sua morada.

A reportagem do O POVO esteve no local por duas vezes neste domingo, 20. Durante a manhã presenciou a saída de caminhões com o entulho e a movimentação de operários que carregavam carrinhos de mão com pertences do ex-moradores do Andréa. Na tarde do mesmo dia, o movimento de retirada de entulhos parecia ter diminuído sua frequência.

Funcionários da Defesa Civil que estavam no local indicaram, em entrevista, que a retirada do entulho seria concluída na segunda-feira, 21, embora uma previsão anterior indicava que o serviço se estenderia até terça-feira, 22. 

Sobre os imóveis do entorno do edifício, que foram esvaziados por precaução, a data de início das vistorias também será na segunda. A partir de então, serão determinadas se as estruturas estarão liberadas para o retorno dos proprietários ou se o desabamento do prédio comprometeu suas estruturas.

No local do desabamento, continuam a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) Defesa Civil, a Guarda Municipal de Fortaleza e a Polícia Militar do Estado do Ceará, esta última com uma Base Móvel Comunitária estacionada próximo ao local.

Algumas pessoas ainda procuravam obter informações sobre o acontecido. A maioria delas, conversava entre si, baixinho, sobre a perda daquelas pessoas que habitavam o Andréa. Um homem que estava no local conversou informalmente com a reportagem. 

Revelou que morava bem próximo, mas havia se mudado para uma outra residência no mesmo bairro. Ele preferiu não dar entrevista, argumentando que não se sentia a vontade. Acompanhado de uma mulher, ouviu a justificativa dela e concordou: "Ainda estamos muito abalados".

AUTOR: O POVO

domingo, 20 de outubro de 2019

EDIFÍCIO ANDRÉA: ÚLTIMO CORPO É ENCONTRADO EM MEIO AOS ESCOMBROS; 9 PESSOAS MORRERAM NESTA TRAGÉDIA

Trabalho dos bombeiros foi encerrado neste sábado com a retirada da última vítima (Foto: Mauri Melo/O POVO) (Foto: Mauri Melo)

O corpo da síndica Maria das Graças Rodrigues, 53, foi encontrado em meio aos escombros do Edifício Andréa. Ela era a última vítima desaparecida após o desabamento do prédio, que ocorreu na terça-feira, 15. Ao todo, nove pessoas morreram como colapso da estrutura. Na manhã deste sábado, 19, os bombeiros já haviam retirado do local da tragédia o corpo de Eriverton Laurentino Araújo, 44, ele era cuidador de outra vítima, o aposentado Vicente de Paula de Menezes, 86.

O último registro de Maria das Graças com vida foi feito minutos antes do desabamento pelas câmeras de segurança do prédio. Ela estava nas imagens que mostrava pedreiros quebrando uma das colunas de sustentação poucos minutos antes do colapso.

Após o fim das buscas, os bombeiros receberam homenagens dos voluntários que ajudaram nos trabalhos.

Bombeiros recebem homenagem após o fim das buscas (Foto: Marcelo Bloc)

QUEM SÃO AS VÍTIMAS DO EDIFÍCIO ANDREA:

Além deles três, morreram Nayara Pinho Silveira, de 31 anos; Antônio Gildasio Holanda, de 60 anos; Frederick Santana dos Santos, de 30 anos; Izaura Marques Menezes, de 81 anos; Maria da Penha Bezerril Cavalcante, de 81 anos e Roseane Marques de Menezes, de 56 anos.

Maria das Graças Rodrigues - Foi a nona vítima localizada. Removida dos escombros na tarde deste sábado, 19. Ela era a síndica do prédio.

Eriverton Laurentino Araújo - Eriverton, 44, foi a oitava vítima localizada. Seu corpo foi removido dos escombros na manhã desse sábado, 19. Ele era o cuidador que acompanhava Vicente de Paulo.

Vicente de Paula de Menezes - O idoso de 86 anos foi a sétima vítima identificada. O corpo dele foi retirado dos destroços do edifício na noite de sexta-feira, 18.

Rosane Marques de Menezes - O corpo de Rosane, 56, foi encontrado na noite desta quinta-feira, 17, sendo o sexto óbito confirmado.

Nayara Pinho Silveira - Nayara foi a quinta vítima identificada. O corpo foi retirado dos escombros na tarde desta quinta-feira, 17. Ela havia perdido a mãe recentemente e residia há pouco tempo no prédio. Assim como Nayara, o pai Antônio Gildasio, de 60 anos, também foi morto, sendo a quarta vítima identificada.

Antônio Gildasio Holanda Silveira - Gildasio era pai de Nayara e a identificação só possível por meio da necropapiloscopia. Ele morava no apartamento 301 junto com a filha. O corpo foi retirado dos escombros na manhã desta quinta-feira, 17.

Izaura Marques - A idosa de 81 anos era professora aposentada e foi a terceira vítima identificada. Moradora do apartamento 501, residia com o marido no prédio. De acordo com uma amiga, ela era carioca. Izaura participava de um clube de leitura para a terceira idade.

Maria da Penha Bezerril Cavalcante - Maria da Penha foi o segundo corpo encontrado pelos bombeiros, mas seguia sem identificação até a noite desta quinta-feira, 17. Ela foi encontrada com auxilio de cães farejadores.

Frederick Santana dos Santos - Fred foi a primeira vítima identificada. O corpo foi retirado na noite de terça-feira, por volta Das 23h30min. O homem de 30 anos trabalhava como entregador de água. Quando o edifício desabou ele estava com mais dois colegas, que conseguiram sobreviver. Ao O POVO Online, amigos de Fred contaram que o rapaz juntava dinheiro para dar à filha uma festa de aniversário.

CONFIRA A LISTA DE SOBREVIVENTES:

Ao todo, sete vítimas foram resgatadas com vida. São elas: 

Cleide Maria da Cruz Carvalho, 60 anos; Gilson Moreira Gomes, 53 anos; Francisco Rodrigues Alves, 59 anos; Maria Antônia Peixoto, 72 anos; Fernando Marques, 20 anos; Davi Sampaio, 22 anos; e João Ícaro Coelho de Meneses, de 35 anos.

Apesar de não haver confirmação oficial, O POVO Online recebeu a informação de mais um rapaz identificado apenas como Yuri.

Pedreiro quebram colunas do edifício minutos antes do desabamento (Foto: REPRODUÇÃO)
Vídeo da câmera de segurança mostra pedreiros quebrando coluna do Edifício Andréa minutos antes da queda do prédio. 

O local passava por obras para melhorar a estrutura de vigas de sustentação quando desabou na terça-feira, 15. Nas imagens, é possível ver homens trabalhando no térreo, utilizando uma marreta para quebrar a parede de uma das colunas. Trinta minutos depois, o edifício desabou, deixando moradores soterrados. 

AUTOR: O POVO

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

EM FORTALEZA (CE), EMPRESA DETECTOU 135 PONTOS CRÍTICOS EM PRÉDIO 1 MÊS ANTES DO DESABAMENTO

A síndica do Edifício Andrea solicitou, um mês antes do desabamento, um orçamento para recuperação estrutural. Maria das Graças Rodrigues, de 53 anos, que continua desaparecida entre os escombros, havia entrado em contato com a CAC Engenharia por meio de telefone. No dia de 19 de setembro, a vistoria técnica da empresa detectou pelo menos 135 pontos com falhas estruturais na área do pilotis. 

O prédio desabou na manhã de terça-feira (15), deixando, até a última atualização desta reportagem, seis pessoas mortas. Outras quatro seguiam desaparecidas e sete foram resgatadas vivas.

O número foi repassado ao G1 por Alberto Cunha, engenheiro e presidente da empresa. O orçamento pedido pela síndica foi entregue no dia 30 último, mas a proposta foi recusada dois dias depois, porque uma concorrente ofereceu o serviço com menor custo.

“Quando o meu funcionário ligou, ela disse que a nossa proposta não foi aceita em assembleia, porque nosso preço tinha sido muito caro e o outro tinha sido 30% abaixo da nossa proposta, e a pessoa ainda dava a pintura do pilotis”, alega.

Veja a cobertura ao vivo do caso
Vídeos mostram escombros
Quem são as pessoas que morreram no desabamento

Durante a visita técnica, eles diagnosticaram rachaduras nos pilares, concreto soltando da armação e ferros soltos. Na casa de bomba, onde é feito o transporte da água da cisterna para a caixa, Alberto Cunha revela que o ambiente concentrava a maior parte das falhas.

“Tem uma área da casa de bomba que já estava muito crítica. As ferragens estavam todas expostas se deteriorando, combogós e pilares comprometidos”. Ainda conforme o engenheiro, Maria das Graças Rodrigues já tinha ciência dos riscos. “Ela estava se mostrando preocupada e queria resolver isso logo e que nós mandássemos orçamento o quanto antes”.
Empresa vistoriou edifício Andrea um mês antes do desabamento e encontrou pontos críticos na estrutura Foto: Reprodução

O que se sabe até agora

Edifício Andrea desabou às 10h28 do dia 15 de outubro

Até a última atualização desta reportagem, havia 6 mortos, 7 resgatados com vida e 4 pessoas desaparecidas

O prédio ficava no cruzamento na Rua Tibúrcio Cavalcante com Rua Tomás Acioli, a cerca de 3 quilômetros da Praia de Iracema, região turística da capital cearense

A prefeitura disse que a construção do prédio foi feita de maneira irregular e ele não existia oficialmente, mas o G1 localizou o registro do imóvel em um cartório da capital: a existência do edifício é conhecida desde 1982

Testemunhas contaram que o edifício estava em obras

Vídeo mostra que as colunas de sustentação estavam com situação precária

Ruas no entorno do edifício foram bloqueadas e sete imóveis próximos ao local do desabamento foram interditados

Vítimas identificadas
Operação de resgate em Fortaleza segue sem interrupções Foto: Thiago Gadelha/SVM

O Governo do Ceará divulgou a identificação das seis pessoas mortas. Nesta quinta-feira, foram identificados e retirados os corpos de Antônio Gildasio Holanda Silveira, de 60 anos, e da filha dele, Nayara Pinho, de 31 anos.

Antônio Gildasio foi identificado pela Perícia Forense por meio da necropapiloscopia, técnica específica realizada por meio da coleta da impressão digital do corpo e o confronto da impressão digital contida em um documento da pessoa.

No fim da noite, foram reveladas as identidades de Maria da Penha Bezerril Cavalcante, de 81 anos, e de Rosane Marques de Menezes, de 56 anos, que também foram retiradas sem vida dos escombros. Rosane é mãe de Fernando Marques, de 20 anos, o primeiro sobrevivente resgatado do desastre e filha de Izaura Marques Menezes, de 81 anos, que também morreu no desastre. O pai de Rosane, Vicente de Paula Vasconcelos de Menezes, de 87 anos, segue desaparecido.

A primeira morte foi confirmada foi de Frederick Santana dos Santos, de 30 anos, entregador que estava em um mercadinho que funcionava ao lado do prédio.
Prédio foi construído no ano de 1982 Foto: Arte G1
Mapa mostra localização do Edifício Andrea, em Fortaleza, e descrição dos apartamentos Foto: Arte/G1

AUTOR: G1/CE

EM FORTALEZA (CE), MAIS 2 CORPOS SÃO RETIRADOS DOS ESCOMBROS DE PRÉDIO QUE DESABOU

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE) retiraram, na noite desta quinta-feira, 17, mais dois corpos dos escombros do Edifício Andrea, prédio que desabou em Fortaleza na última terça.

Por volta das 19 horas, o corpo de Maria da Penha Bezerril Cavalcante, de 81 anos, foi resgatado. Ela é a segunda pessoa cujo óbito foi confirmado pelos Bombeiros, mas que permanecia sob os destroços do prédio.

Já às 21h10min, o corpo de Rosane Marques de Menezes, de 56 anos, foi retirado do local. Ela é a sexta vítima fatal do desabamento. Outras quatro pessoas foram reportadas por parentes como presentes no edifício no momento do desmoronamento e seguem como desaparecidas. Sete pessoas foram resgatas com vida pelos Bombeiros.

Até o momento, seis vítimas fatais retiradas pelo Corpo de Bombeiros foram identificadas pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). São eles: Rosane Marques de Menezes (56), Maria da Penha Bezerril Cavalcante (81), Nayara Pinho Silveira (31), Antônio Gildasio Holanda Silveira (60), Izaura Marques de Menezes (81) e Frederick Santana dos Santos (30).

Os trabalhos de busca das vítimas do desabamento do Edifício Andrea continuam durante toda a noite de hoje e a madrugada desta sexta-feira, 18. Servidores do Sistema de Segurança cearense atuam de forma ininterrupta nas buscas por sobreviventes.

AUTOR: O POVO

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

EM FORTALEZA (CE), VÍTIMA DE DESABAMENTO DE PRÉDIO TERIA FEITO COMUNICAÇÃO COM EQUIPES DE RESGATE

Resgate no edifício Andréa que desabou no dia 15 de outubro, no Dionísio Torres (Foto: FCO FONTENELE)

O Corpo de Bombeiros continua trabalhando em busca de vítimas nos escombros do Edifício Andréa. A operação para o resgate dos ocupantes do prédio entra por mais uma madrugada e não tem previsão para ser finalizada. De acordo com informações obtidas no local, uma vítima ainda não identificada teria feito comunicação pelas equipes de resgate no final da noite dessa quarta, 16.

O segundo dia de buscas foi de expectativas - não só para quem acompanhava de perto a movimentação em torno do Edifício Andrea, mas para cada pessoa que se encontra na espera pela descoberta de novos sobreviventes.

Bombeiros teriam conseguido estabelecer comunicação com a sobrevivente por meio de batidas na estrutura de concreto e aço que a cobria, a fim de obter informações sobre o estado de consciência. Até o momento, não houve mais informações - as ruas da região foram liberadas para um possível resgate de ambulância e bloqueadas logo depois algumas vezes, em virtude da falta da localização precisa.

No segundo dia, as equipes de busca encontraram o corpo de duas mulheres. A primeira, por volta das 7h30min, não foi identificada pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social.

O corpo de Izaura Marques Menezes, 81, foi encontrado à tarde e encaminhada para a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) a fim de que fosse realizada a identificação por meio do exame de arcada dentária. A aposentada era avó de Fernando Marques, a primeira pessoa resgatada com vida. Sua filha e seu esposo ainda estão entre os escombros.

No começo da noite desta quarta-feira, o coronel do Corpo de Bombeiros, BM Holanda, afirmou que a operação vai terminar somente quando todas as pessoas forem resgatadas.

O balanço divulgado no começo da noite é de três pessoas mortas no desabamento, com o caso do fim da noite são seis pessoas desaparecidas. Aproximadamente 150 bombeiros atuam nas buscas.


AUTOR: O POVO)

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

EM FORTALEZA (CE), CORPO DE BOMBEIROS CONFIRMA MORTE EM PRÉDIO QUE DESABOU

Comandante do Corpo de Bombeiros Eduardo Holanda em coletiva de imprensa para atualizar os fatos sobre o desabamento do edifício Andrea. (foto: Alex Gomes/O Povo) (Foto: Alex Gomes/ Especial para O POVO)

Em comunicado oficial nesta madrugada, o Corpo de Bombeiros confirmou a morte de uma vítima do desabamento do prédio no bairro Dionísio Torres. O homem identificado como Frederick Santana dos Santos , de 30 anos, não estava no edifício, mas trabalhava no mercadinho ao lado, quando o prédio ruiu.

A informação foi divulgada no local do desabamento pelo coronel BM Holanda, que é o comandante do Corpo de Bombeiros. "Fizemos a extração do corpo há alguns minutos atrás. É a primeira vítima confirmada", disse Holanda.

Ele informou também que os cães fizeram uma segunda varredura nos escombros do prédio e foram identificados cinco pontos apontados pelos animais como possibilidade de ter vítimas embaixo dos destroços nessas localidades.

A assessoria de comunicação da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social enviou nota sobre o caso. Confira na íntegra:

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informa que o Corpo de Bombeiros acaba de retirar dos escombros do Edifício Andrea, no Dionísio Torres, em Fortaleza, a primeira vítima apontada como desaparecida no desabamento acontecido no local na manhã desta terça-feira (15).

Frederick Santana dos Santos tinha 30 anos e não resistiu aos ferimentos. A família já foi comunicada do fato e recebe acompanhamento psicológico e social. Até o momento, nove pessoas foram resgatadas com vida dos escombros. 

Outras oito pessoas foram reportadas às autoridades como presentes no local durante o desabamento e seguem como desaparecidas. O trabalho de buscas continua 24 horas.

AUTOR: O POVO

sexta-feira, 29 de junho de 2018

EM CASTELO DO PIAUÍ, POLÍCIA CONCLUI QUE DESABAMENTO DE ESTRUTURA DE PONTE COM MENINAS QUE TIRAVAM SELFIE, FOI ACIDENTE

Adolescentes ficaram feridas ao cair de ponte durante selfie em Castelo do Piauí (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

O delegado de Castelo do Piauí, Francírio Queiroz, informou que não abriu inquérito para responsabilizar criminalmente a empresa Transnordestina pela queda de três adolescentes em uma ponte ferroviária, na zona rural do município, no dia 22 de abril. Duas jovens fraturaram o fêmur e uma fraturou o tornozelo. Elas passaram por cirurgia no Hospital de Urgência de Teresina (HUT).

De acordo com o delegado, as investigações iniciais apontaram que não houve indício de conduta criminal a ser imputada à Transnordestina e que a queda das adolescentes foi um acidente. “É um ilícito civil, não dá para imputar conduta criminal a alguém. Pelo que investigamos, preliminarmente, foi uma falha mesmo no âmbito do direito civil”, disse Francírio Queiroz.

O acidente aconteceu em uma ponte de concreto na localidade Xinguara, zona rural de Castelo do Piauí, Norte do estado. Segundo a Polícia Civil, as vítimas faziam selfies, quando uma plataforma na lateral da ponte desabou e elas caíram de uma altura de 10 metros.

A ponte ferroviária de onde as jovens caíram é localizada sobre o rio Cais, que divide Castelo do Piauí e Buriti dos Montes, e a pista não possui saída lateral, apenas caixotes ou recuos que os moradores chamam de "orelhas". Um deles desabou quando as jovens entraram para tirar foto. Testemunhas disseram que nestes caixotes as pessoas abrigam quando o trem passa na ferrovia.
Adolescente quebrou a perna ao cair de estrutura lateral à ponte ferroviária em Castelo do Piauí (Foto: Catarina Costa/G1 PI)

A empresa Transnordetina disse que o acesso é proibido para pedestres. No entanto, as vítimas afirmaram que não havia placas indicando a proibição. Uma das vítimas do acidente, Valéria Ferreira, 22 anos, disse que a família pretende processar a empresa.
“Nós entramos com uma ação, um mesmo advogado para as três. Disseram que a gente tinha invadido, mas não tinha placa de nada, a gente sempre tirava foto lá, e o local era justamente para ser um socorro”, citou.

AUTOR: G1

terça-feira, 1 de maio de 2018

INCÊNDIO EM PRÉDIO, EM SP, O QUE SE SABE E O QUE FALTA ESCLARECER

FOTO: R7.COM





O edifício Wilton Paes de Almeida desabou após um incêndio na madrugada desta terça-feira (1º). Ocupado por dezenas de famílias sem-teto, o imóvel tinha sido tombado em 1992 por ser considerado "bem de interesse histórico, arquitetônico e paisagístico".

Veja abaixo o que se sabe sobre o incêndio:

Como o fogo começou?

Até as 11h de terça, não havia confirmação. Relatos apontam que o incêndio começou no 5º andar por volta da 1h30 de terça-feira (1). O desbamento ocorreu por volta de 2h50. O incêndio será investigado pela Polícia Civil.

O incêndio deixou feridos ou mortos?

Até por volta das 10h de terça, os bombeiros afirmavam que havia ao menos um desaparecido.

Imagens registradas pelo cinegrafista Abiatar Arruda, da TV Globo, mostram que uma equipe dos Bombeiros estava no topo do prédio vizinho, de onde buscava resgatar um homem. O morador estava já com um cinto de segurança e atado a uma corda, mas ele caiu junto com o prédio antes de ser puxado para o teto do prédio vizinho.

O que dizem os bombeiros até agora sobre o incêndio?

O capitão Marcos Palumbo, porta-voz do Corpo de Bombeiros em São Paulo, disse que as condições do prédio e da ocupação podem ter contribuído.

"Ele tinha elevadores que foram substituídos (retirados). Então, esses dutos de ar que eles tinham no meio, pelo fosso do elevador, eles acabam formando uma chaminé. Você tinha muito material combustível: madeira, papel, papelão, algo que fez com que essa chama se propagasse com rapidez. E a própria estrutura do prédio, sem os elevadores, formando essa chaminé, fez com que causasse o incêndio de forma generalizada na edificação", disse Palumbo.

De quem era o imóvel e quem morava nele?

O imóvel pertencia à União, estava sem uso oficial e havia sido ocupado por grupos sem-teto. Ele chegou a abrigar a sede do INSS e da Polícia Federal. O edifício foi colocado para leilão em 2015, por R$ 24 milhões, mas ninguém adquiriu. Em 2017, o imóvel foi cedido para a Prefeitura de São Paulo, para instalação da Secretaria de Educação e Cultura da cidade, segundo o Ministério deo Planejamento.

A ocupação era conhecida por autoridades?

Sim. Prefeito, governador, presidente e bombeiros dizem que a situação do imóvel não era ignorada.

Quantas famílias moravam no local? Para onde serão levadas?

A Prefeitura diz ter cadastrado, até por volta das 10h de terça-feira, 248 pessoas, de 92 famílias, que estavam no local na hora do incêndio. No dia 10 de março, a administração municipal cadastrou cerca de 150 famílias que afirmavam morar no prédio, somando 400 pessoas. Desse total, 25% eram famílias estrangeiras.

Álém do prédio que desabou, o que mais foi afetado?

O incêndio atingiu dois prédios vizinhos, o desabamento do prédio atingiu o teto e paredes da Igreja Evangélica Luterana de São Paulo.
Igreja Evangélica Luterana também desabou em parte após ser atingida pelos escombros (Foto: Reprodução/TV Globo)

Qual o impacto do incêndio na região?

Para que o atendimento das equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da assistência social possam atuar foram bloqueadas as seguintes vias pela Companhia de Engenharia de Tráfego: Avenida Rio Branco x Avenida Ipiranga; Avenida São João x Rua Conselheiro Crispiniano; Largo do Paissandu; Avenida Ipiranga x Rua dos Andradas; Avenida Ipiranga x Rua do Boticário. Os motoristas são orientados a evitar as imediações das interdições.

A SPTrans informa que 40 linhas de ônibus foram afetadas. As linhas que tem como destino final a Praça Ramos param no Largo do Arouche, e aquelas que se dirigem para o Largo do Paissandu e para a Praça do Correio param na Praça Princesa Isabel.

Além disso, a Linha 2002-10 Terminal Parque Dom Pedro II-Terminal Bandeira está sendo desviada pelo eixo das avenidas Senador Queirós e Prestes Maia.
Infográfico mostra detalhes do edifício que desabou após pegar fogo no centro de SP (Foto: Juliane Monteiro/G1) CLIQUE NA IMAGEM PARA AUMENTAR O TAMANHO!

AUTOR: G1

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