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Mostrando postagens com marcador FURACÃO. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

FURACÃO DORIAN: SOBREVIVENTES NAS BAHAMAS FOGEM PARA A CAPITAL APÓS DESTRUIÇÃO

Vista aérea dos danos causados pelo furacão Dorian na Ilha de Abaco, nas Bahamas Foto: Adam DelGiudice / AFP

Dias depois de abandonar sua casa em ruínas e invadir um apartamento vazio para se abrigar enquanto o furacão Dorian destruía a ilha de Great Abaco, nas Bahamas, Samuel Cornish e sua família pegaram um voo de resgate para Nassau.

Questionado sobre o que o esperava lá, Cornish, que é filho de um pastor, foi direto: "Nada", disse ele. "Apenas uma nova vida."

Neste domingo (8) – uma semana após um dos mais fortes furacões do Caribe já registrados no arquipélago onde vivem 400 mil pessoas –, a capital Nassau recebeu uma onda de milhares de pessoas que fugiram de áreas atingidas, incluindo Marsh Harbour, em Abacos, onde cerca de 90% da infraestrutura está danificada ou destruída.

Great Abaco está repleta de detritos de materiais de construção não utilizados, cadernos e Bíblias encharcados, pilhas manchadas de roupas esfarrapadas, sapatos sem par, banheiras viradas e colchões podres.

Cães e gatos mortos estão espalhados pelos destroços, e alguns animais abandonados ou perdidos vasculham o lixo em busca de comida e se instalam nas varandas de casas destruídas. Um porco selvagem que resistiu à tempestade atacou dois jornalistas da Reuters.

As autoridades das Bahamas ainda estão retirando corpos dos destroços da ilha e reconhecem que o atual número oficial de mortos, 43, provavelmente aumentará bastante.

Cerca de 70 mil pessoas precisam de comida e abrigo, de acordo com estimativa do Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas.
Número de mortos pelo furacão Dorian nas Bahamas chega a 43

Doriam foi reclassificado como tempestade

O Dorian atingiu as Bahamas quando estava mais intenso, considerado categoria 5.

Na sexta-feira (6), encostou nos Estados Unidos, nas ilhas de Outer Banks, costa da Carolina do Norte.

No sábado (7), tornou-se um furacão de categoria 2, mas perdeu força ao se aproximar da costa do Canadá, onde derrubou árvores, interrompeu o fornecimento de energia e derrubou um andaime em uma construção em Halifax, a capital da província de Nova Escócia.

Lá, foi reclassificado para uma tempestade tropical intensa, pois não tem mais um núcleo definido ao passar por Halifax com ventos de 150 quilômetros por hora.
Dorian vira ciclone pós-tropical, mas continua perigoso

AUTOR: G1

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

O FURACÃO MICHAEL ATINGE A FLÓRIDA COM VENTOS DE ATÉ 250 km/h

Furacão Michael é visto da Estação Espacial Internacional nesta quarta-feira (10) — Foto: NASA via AP

O furacão Michael chegou nesta quarta-feira (10) ao estado da Flórida, Estados Unidos, com ventos de até 250 km/h. O olho do furacão atingiu o território americano perto de México Beach, informa o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, sigla em inglês).

O potencial de destruição do Michael é catastrófico, segundo o NHC. São previstos ventos fortes, chuvas intensas e ondas gigantes. Numa escala até 5, ele é classificado como um furacão de categoria 4, após ganhar força na madrugada desta quarta. Cerca de 500 mil pessoas receberam ordem ou alerta para deixar suas casas.

O centro prevê que o Michael seja rebaixado a um ciclone pós-tropical na sexta. Ele atravessará o sudeste dos EUA até voltar a sair para o Oceano Atlântico.

Durante o fim de semana, depois que o Michael atingiu a costa do norte de Honduras, chuvas torrenciais e enchentes relâmpago deixaram 13 mortes na América Central.
Furacão Michael atinge a Flórida — Foto: Juliane Monteiro/G1
Donald Trump participa de reunião sobre resposta ao furacão Michael nesta quarta-feira (10) no Salão Oval da Casa Branca — Foto: Jonathan Ernst/Reuters

Michael é considerado extremamente perigoso e pode provocar mortes também nos EUA. Esta será a tempestade mais forte em termos de velocidade do vento a atingir o país neste ano, informou a CNN, citando o meteorologista Michael Guy.

O presidente Donald Trump falou nesta quarta sobre o furacão e anunciou que deve viajar para área atingida por Michael no domingo ou na segunda-feira.

'Tempestade monstro'

Cerca de 3,7 milhões de pessoas estão sob alerta de furacão nas regiões de Panhandle e Big Bend, assim como no sudeste do Alabama e no sul da Geórgia.

O governador da Flórida, Rick Scott, classificou Michael como uma “tempestade monstro” e fez um apelo para que as pessoas obedeçam às ordens de esvaziamento.
Pessoas que estão nesta quarta-feira (10) em um abrigo montado, em Panamá City, por causa da aproximação do furacão Michael — Foto: Brendan Smialowski / AFP

O Serviço Meteorológico Nacional na capital do estado, Tallahassee, afirmou que o furacão Michael é “um fenômeno sem precedentes e não pode ser comparado com nenhum dos anteriores”. “Não arrisque sua vida, saia agora se você recebeu a ordem para fazer isto", afirma o comunicado.

Temporada de furacões

Michael chega aos EUA semanas depois do furacão Florence ter deixado 50 mortos e um rastro de devastação nas Carolinas do Norte e do Sul.

No ano passado, uma série de furacões atingiu o Atlântico ocidental. Os mais devastadores foram Harvey no Texas, Irma no Caribe e Flórida e Maria, que atingiu o Caribe e deixou quase 3 mil mortos no território americano de Porto Rico.

A temporada de furacões no Atlântico termina em 30 de novembro.
Como se forma um furacão — Foto: Arte/ G1 Clique na imagem para ampliar

AUTOR: G1

domingo, 10 de setembro de 2017

FURACÃO IRMA ATINGE ILHAS DA FLÓRIDA COM VENTOS ACIMA DE 200 km/h

Antes da chegada do furacão Irma, fortes ventos atingiram a costa de Caibarién, município de Cuba.

Depois de deixar um rastro de destruição no Caribe, onde matou 25 pessoas, o furacão Irma atingiu neste domingo as ilhas ao sul da Flórida com ventos de até 209 km/h.

A tempestade é a mais potente registrada no Atlântico na última década. Segundo o Centro de Furacões dos EUA, o Irma perdeu força e foi rebaixado para a categoria 4, em uma escala que vai até 5.

Apesar disso, 6,3 milhões de pessoas já foram evacuadas na Flórida. Quase 600 mil casas estão sem eletricidade.

O Irma deve atingir a costa oeste da Flórida nas próximas horas; inicialmente, se pensava que o litoral leste do Estado seria atingido, mas o furacão mudou de rota.

Antes de chegar à Flórida, o furacão causou estranhos por onde passou no Caribe.

Em Cuba, a governadora da província de Camagüey, Isabel González Cárdenas, afirmou que a tempestade já causou estragos em quase todas as cidades da região.

Algumas comunidades ficaram sem eletricidade e o contato com aldeias em áreas remotas foi cortado, explicou o Will Grant, correspondente da BBC em Havana.

Na quinta-feira, o governo já havia começado a evacuar a população que vive em áreas de alto risco, principalmente nas províncias do centro e do leste da ilha, áreas próximas à rota do furacão.

Segundo a agência de notícias AFP, a operação afetou cerca de 1 milhão de pessoas. Entre elas, havia ao menos 51 mil turistas, incluindo 36 mil que estavam hospedados nas minúsculas ilhas de Cayos do Norte.

Escolas e empresas fecharam as portas. Segundo a agência Reuters, voos domésticos foram cancelados e os aeroportos também pararam de operar voos internacionais.
A ilha de San Martín foi uma das regiões que mais sofreram com a passagem do furacão

Flórida em alerta

Segundo Brock Long, diretor da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema, na sigla em inglês), o furacão Irma "vai devastar os Estados Unidos, tanto a Flórida, quanto outros Estados próximos".

Autoridades têm reiterado que a população não ignore as ordens de evacuação - a Flórida já começou a sentir os efeitos no sábado, como chuva forte e ventos.

"O tamanho do furacão é enorme", disse Rick Scott, governador da Flórida, na quinta-feira. "Ele é maior que o nosso Estado e pode ter um impacto mortal em ambas as costas. Estamos ficando sem tempo. Se alguém está em uma zona de evacuação, precisa partir agora".

Scott completou dando um recado à população: "Lembre-se que uma casa é possível reconstruir, uma vida não".
Expectativa é que Irma siga rumo ao EUA

Longas Filas

O prefeito do condado de Miami, Carlos Gimenez, afirmou que a evacuação "não tem precedentes", e que mais de 650 mil pessoas abandonaram a cidade nos últimos dias.

Foram registradas longas filas para comprar garrafas de água e abastecer carros em postos de combustível e em mercados.

O aeroporto internacional de Orlando suspendeu os voos comerciais no sábado, a partir das 18h, no horário de Brasília - 17h no horário local. Muitos turistas já sofreram com cancelamento de voos e tiveram que permanecer na região.
Policiais em supermercado de Miami avisam que garrafas de água acabaram; enormes filas se formaram em estabelecimentos da cidade

De acordo com as autoridades, a rota do Irma deve passar pelas propriedades do presidente dos EUA, Donald Trump, na Flórida.

Segundo relatório da empresa de seguros Swiss Re, o condado de Miami cresceu tanto nos últimos 25 anos que, se o Irma fosse do mesmo tamanho que o furacão Andrew em 1992 - que deixou 26 mortos e 250 mil sem-teto apenas na Flórida - as perdas econômicas com os danos atingiriam um valor de até US$ 60 bilhões (cerca de R$ 185 bilhões).

O furacão Andrew causou prejuízo de US$ 26,5 bilhões (cerca de R$ 80 bilhões), em valores atualizados.

Estragos no Caribe

Enquanto a Flórida se prepara o Irma, ilhas do Caribe começam a contabilizar os estragos e como vão se reconstruir após a passagem do furacão.

A ilha de St Martin ficou destruída. "É um desastre enorme, 95% da ilha está destruído. Estou em choque", disse Daniel Gibbs, uma autoridade local.

Barbuda, outra pequena ilha caribenha, está "quase inabitável", segundo o primeiro ministro de Antígua e Barbuda, Gaston Browne. O Irma destruiu 95% das casas e dos edifícios.
Furacão Irma se aproxima de cinturão de ilhas à direita de Cuba, Haiti e Porto Rico no Mar do Caribe | Crédito: NOAA/NASA Goddard MODIS Rapid Response Team

Além disso, todos os habitantes da ilha tiveram de ser evacuados por causa de um segundo furacão, o José - que tem categoria 4.

Outras localidades, como a Ilha de São Cristóvão e Névis e Porto Rico, sofreram com tempestades, mas conseguiram evitar maiores destruições.

Na República Dominicana, mais de 100 prédios foram destruídos, de acordo com relatórios oficiais, mas não houve relatos de mortes.

AUTOR: BBC

sábado, 24 de outubro de 2015

FURACÃO PATRÍCIA ATINGE COSTA OESTE DO MÉXICO

Sequência de imagens mostra a movimentação do furacão Ptricia nesta sexta-feira (23) (Foto: NOAA)

O furacão Patricia, o mais poderoso já registrado tanto no nordeste do Oceano Pacífico quanto no Oceano Atlântico, segundo a Organização Meteorológica Mundial, atingiu a costa oeste do México nesta sexta-feira (23).

Jalisco, México
O fenômeno chegou no estado de Jalisco por volta das 21h10 (horário de Brasília). Segundo comunicado da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), o furacão atingiu as proximidades da cidade de Cuixmala, que fica a cerca de 85 km de Manzanillo, com ventos de velocidade máxima estimada em 270 km/h.

O Patricia avançou nesta sexta pelo Pacífico ao sudoeste do Porto de Manzanillo com ventos constantes de 325 km/h e máximos de 400 km/h.

O presidente Henrique Peña Nieto afirmou pela rede social Twitter: "O Furacão Patricia já está na costa do México. Não saiam. Protejam-se e sigam as indicações da Proteção Civil".

No Twitter da presidência foi publicado que as chuvas seguirão intensas nas próximas horas. A mensagem também pedia que a população se mantivesse calma e não espalhasse boatos. Outra mensagem também alertava para a aparente tranquilidade da passagem do olho do furacão: "A passagem do olho do furacão Patricia cria uma aparente calma, depois volta com as força dos ventos".

O coordenador nacional da Defesa Civil, Luis Felipe Puente, tuitou às 21h50 que os governadores de Jalisco, Colima e Nayarit não reportavam nenhuma destruição após a chegada do Patricia.

Por volta das 22h45, as autoridades começaram a receber avisos sobre pequenos alagamentos, segundo a agência AP. A rota prevista do furacão inclui na sequência uma passagem por uma zona montanhosa com vilas isoladas, que podem ser afetadas por deslizamentos de terra.
Turistas que saíram do hotel por causa da chegada do Patricia chegam na universidade de Puerto Vallarta nesta sexta-feira (23) para se proteger do fenômeno (Foto: REUTERS/Henry Romero)

O furacão Patricia tornou-se o "mais poderoso que já surgiu no planeta em toda a história", disse mais cedo o diretor da Comissão Nacional de Água do México (Conagua), Roberto Ramírez.

"Não há um furacão em todo o planeta, em toda a história, que tenha chegado à velocidade de 325 km/h em seus ventos", disse Ramírez.

O presidente americano Barack Obama também se pronunciou no Twitter: "Nossos pensamentos estão com o povo mexicano enquanto se preparam para o furacão Patricia", disse. 

"Nossos especialistas do USAID (Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional) estão no lugar prontos para ajudar".
Famílias chegam a albergue habilitado para esperar a chegada do furacão Patricia em Puerto Vallarta, no México (Foto: AP Photo/Cesar Rodriguez)

Em um boletim divulgado às 13h de Brasília, o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) informou que o Patricia havia alcançado a categoria 5, a máxima na escala Saffir Simpson – que mede a intensidade dos ventos desse tipo de fenômeno (veja no gráfico abaixo).

Nesta tarde Peña Nieto declarou que o país "enfrenta uma ameaça de grande escala" pelo Patricia, e destacou que a prioridade é "proteger e salvar a vida dos mexicanos". 

O presidente disse no Twitter que o governo "Está tomando todas as medidas preventivas necessárias para enfrentar esta emergência extraordinária".
O furacão Patricia é visto em imagem infravermelha do satélite Suomi NPP, da NASA-NOAA. As temperaturas nas nuvens ao redor do olho do furacão variavam de -93 C a -83 C às 20h20 de sexta (horário de Brasília) (Foto: Reuters/NASA-NOAA)

Abrigos
Na quinta-feira (22), a Secretaria de Governo (Interior) do México ativou o comitê de emergências para coordenar as ações diante da chegada do furacão Patricia.

Na região da costa oesta há "1.782 abrigos com capacidade para 259 mil pessoas, que serão ativados, se for necessário", informou o coordenador nacional de Defesa Civil, Luis Felipe Puente, em entrevista coletiva.
Trabalhador carrega mesa de restaurante na costa mexicana para se preparar para a chegada do furacão Patricia Cesar Rodriguez/AP (Foto: Cesar Rodriguez/AP)

"Continuamos patrulhando as comunidades aqui na costa, tanto na área de Puerto Vallarta, como em Melaque e La Huerta, alertando a população mais vulnerável para colocá-la em segurança", disse o diretor da proteção civil, em Jalisco, José Trinidad López Rivas.

"Os abrigos estão abertos desde muito cedo para receber as pessoas, e quem não sair das áreas perigosas está correndo um grande risco", disse López Rivas.

O diretor da Comissão de Água, Roberto de la Parra, comentou que duas represas em Jalisco foram drenadas, devido às fortes chuvas que Patricia deve provocar.

As aulas em Guerrero, no sul, foram suspensas e, em Colima, os colégios não abrem a partir desta sexta.
Furacão Patricia em imagem de satélite nesta sexta-feira (23) (Foto: NOAA)
AUTOR: G1/SP

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

FURACÃO JOAQUÍN ATINGE BAHAMAS E AMEAÇA EUA

Imagem de satélite do furacão Joaquín (Foto: NOAA / via AP Photo)

O furacão Joaquín seguia ganhando força nesta quinta-feira (1º), após varrer as Bahamas com ventos de 215 km/h, com categoria 4 na escala Saffir-Simpson, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC). "Joaquín transformou-se num furacão extremadamente perigoso de categoria 4" na escala Saffir-Simpson, e segue ganhando força", informa o último boletim do NHC, com sede em Miami, nos Estados Unidos.

A zona central das Bahamas, arquipélago do Atlântico perto do estado norte-americano da Flórida, sofreu durante o dia com fortes ventos e chuvas torrenciais causadas por Joaquín, e o castigo continuará nesta sexta-feira (2).

À 1h GMT (22h em Brasília), Joaquín estava a 35 km de Clearence Town, em Long Island, Bahamas, e nesta sexta deve passar sobre a zona norte do arquipélago para seguir em paralelo pela costa leste dos EUA.
Rapaz protege com placas de madeira uma loja nas Bahamas (Foto: Tim Aylen / AP Photo)

Segundo os últimos modelos, deve passar perto do estado da Carolina do Norte no final de semana e chegar a Nova Jersey, Nova York e os estados da Nova Inglaterra (nordeste) no início da semana que vem, embora já rebaixado para tempestade tropical.

O presidente Barack Obama tem se mantido atualizado sobre os preparativos para a passagem de Joaquín, informou a Casa Branca.

Joaquín, que já é o mais forte da atual temporada de furacões que termina em novembro, provoca chuvas torrenciais sobre as Bahamas, especialmente sobre o centro do arquipélago.

Joaquim é a 10ª tempestade da temporada de furacões do Atlântico, que começou em junho e termina em novembro.

Em agosto, a tempestade tropical Erika deixou 30 mortos e provocou muitos danos materiais na pequena ilha caribenha de Dominica.

AUTOR: FRANCE PRESSE

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

FURACÃO GONZALO CAUSA MORTE NO REINO UNIDO

Trem quase é atingido por onda causada pelos ventos remanescentes do furacão Gonzalo em Whitehaven, no noroeste da Inglaterra (Foto: AP Photo/PA, Owen Humphreys)

Uma mulher morreu nesta terça (21), em Londres, ao ser atingida por uma árvore que caiu após os ventos remanescentes do furacão Gonzalo atingirem o Reino Unido, trazendo fortes chuvas e ventanias.

O Serviço de Ambulância de Londres informou que paramédicos tentaram reanimar a mulher, mas ela foi declarada morta no local, na região de Knightsbridge.

Várias outras pessoas ficaram feridas em todo o país ao serem atingidas por galhos, e o vento derrubou árvores em linhas de trens.

O Serviço de Meteorologia disse que as rajadas de ventos poderiam atingir até 113 km por hora nas regiões costeiras.

O aeroporto de Heathrow cancelou cerca de 100 voos, e algumas balsas que fazem a travessia entre a Inglaterra e a Irlanda tiveram suas atividades suspensas.

O Gonzalo atingiu as ilhas Bermudas na semana passada, com ventos de até 175 km por hora, antes de provocar fortes chuvas na província canadense de Newfoundland e então cruzar o Atlântico.
Carros passam por espuma de ondas provocadas pelos ventos remanescentes do furacão Gonzalo em estrada em Cleveleys, perto de Blackpool, na Inglaterra (Foto: AP Photo/PA, John Giles)
Passageiros fazem fila no Terminal 2 do aeroporto de Heathrow, em Londres, após o cancelamento de voos, provocado pela passagem dos ventos remanescentes do furacão Gonzalo (Foto: AP Photo/PA, Steve Parsons)

AUTOR: AP

domingo, 19 de outubro de 2014

FURACÃO GONZALO CAUSA PREJUÍZOS E DEIXA BERMUDAS SEM LUZ

Barcos foram danificados pela queda de árvores em pier de Hamilton, após a passagem do furacão Gonzalo, na noite de sexta-feira (17) (Foto: AP Photo/David Skinner)

O furacão Gonzalo atingiu com força o pequeno arquipélago turístico das Bermudas, deixando a maioria dos habitantes sem eletricidade, as ruas bloqueadas por árvores caídas e destelhando casas, mas sem causar maiores transtornos.

Gonzalo, que já havia deixado um morto no Caribe, atingiu por várias horas da noite de sexta-feira (17) o pequeno território britânico no Atlântico, com ventos de 175 km por hora e rajadas mais potentes, segundo meteorologistas.

Às 18 horas deste sábado (15 horas de Brasília), Gonzalo seguia em direção ao leste do Canadá, mantendo as características de um furacão categoria dois de cinco da escala de Saffir-Simpson, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC) localizado em Miami, na Flórida (sudeste dos EUA).

O furacão Gonzalo passará perto do Canadá na noite deste sábado ou na manhã de domingo, e pode provocar tormentas, completou o NHC.

Em um dia ensolarado após a passagem do furacão, as autoridades do arquipélago turístico de 60 mil habitantes desativaram o alerta de furacão e se dedicaram à avaliação dos danos e ao início da reconstrução.

Depois de praticamente toda a ilha amanhecer sem eletricidade, à tarde pelo menos 21 mil dos 36 mil clientes da empresa local BELCO continuavam sem luz.
Trabalhadores usam motosserra para remover árvore que caiu após passagem do furacão (Foto: David Skinner/AP Photo)

Apesar das inundações, os danos e o caos causado por ruas bloqueadas por árvores e postes de luz caídos e por hospitais danificados, não houve relatos de vítimas.

"Há muitos lugares nas Bermudas em que não se consegue chegar de carro, alguns lugares estão completamente isolados", disse o chefe da polícia Michael DeSilva.

O aeroporto internacional, que como todas as lojas e escolas está fechado desde quinta-feira, parece ter suportado bem a tormenta, e as autoridades esperam retomar as operações nas próximas horas.

Gonzalo, que avança a 46 km por hora para o nordeste e deve perder força gradualmente, segundo o NHC, que alerta, contudo, para o a formação de ondas sobre as Bermudas, na costa leste dos EUA, na costa norte de Porto Rico e da República Dominicana e nas Ilhas Virgens.

Os meteorologistas também observam com cautela a tempestade tropical Trudy no Pacífico, que ganhou força rapidamente e ameaçou o sul do México com chuvas intensas e inundações.

Mantimentos e geradores
Quando ficou claro que o furacão Gonzalo chegaria com força às Bermudas, o alarme disparou para os habitantes do próspero arquipélago britânico.

Os habitantes lotaram as lojas e supermercados para comprar mantimentos e geradores elétricos.

Muitos barcos foram retirados da água. Um navio da marinha britânica deve chegar nas próximas horas para ajudar com os trabalhos de recuperação.

"Estou satisfeito com a precaução das pessoas. As Bermudas estão preparadas, as pessoas estão as mais seguras possível", afirmou o primeiro-ministro Michael Dunkley, em mensagem publicada pouco antes de começarem os fortes ventos de sexta-feira.

Em sua passagem, Gonzalo deixou um morto, vários desaparecidos e muitos destroços no Caribe.

Esta é a sétima tormenta da temporada no Atlântico - que se estende entre junho e novembro - e o terceiro furacão a atingir o Caribe neste ano.

Em agosto, o furacão Cristóvão deixou pelo menos quatro mortos, além de ter provocado fortes chuvas e inundações na República Dominicana, nas Bahamas e em Turks e Caicos.

O NHC afirmou que esta temporada está menos ativa do que o de costume.
Stefano Ausenda recolhe destroços de sua garagem em Sandys Parish, nas Bermudas, no sábado (18), após a passagem do furacão Gonzalo (Foto: Reuters/Nichola Muirhead)
Estrutura danificada no estaleiro Royal Naval, no oeste das Bermudas, após a passagem do furacão Gonzalo (Foto: Reuters/Nichola Muirhead)
Barcos ficaram destruídos após a passagem do furacão Gonzalo pelas Bermudas (Foto: Reuters/ Nichola Muirhead)

AUTOR: FRANCE PRESSE

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

FURACÃO 'ODILE' ATINGE A REGIÃO TURÍSTICA MEXICANA DE LOS CABOS

Vento de furacão sacode palmeiras na orla de Los Cabos. (Foto: Victor R. Caivano / AP Photo)

O furacão Odile tocou a terra nesta segunda-feira (15) perto de Los Cabos, no México, onde milhares de turistas, a maioria estrangeiros, seguiram para hotéis habilitados como refúgios, ao mesmo tempo que moradores da região foram levados para abrigos.

Odile tocou a terra às 1h45 (horário de Brasília), 10 km ao leste de Los Cabos, com ventos de 205 km/h, o que deixa o fenômeno na categoria três da escala Saffir-Simpson, que vai até cinco, anunciou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos.

A força do furacão, que tem deslocamento de 28 km/h em sentido norte-noroeste, obrigou as autoridades a proteger 30.000 turistas - 26.000 estrangeiros e 4.000 mexicanos - em 18 hotéis da região certificados como refúgios, anunciou o diretor do Serviço de Proteção Civil, Luis Felipe Puente.
Turistas estrangeiros e mexicanos se abrigam um resort em Los Cabos. (Foto: Victor R. Caivano / AP Photo)

Para os moradores dos municípios de Los Cabos e La Paz, do estado de Baixa Califórnia Sul, em especial aqueles que vivem em áreas baixas ou de grande risco de deslizamentos, 164 abrigos foram preparados com capacidade para 30.000 pessoas.

Na madrugada desta segunda, pelo menos 6.000 moradores deixaram suas casas e seguiram para os abrigos ou para as residências de familiares.

Antes do Odile atingir o território mexicano, David Korenfeld, diretor da Comissão Nacional da Água (CONAGUA), advertiu que o furacão poderia provocar ondas de até 10 metros de altura, o que provocaria deslizamentos de terra e vários tornados na península da Baixa Califórnia.

A Comissão Federal de Eletricidade cortou o fornecimento de energia elétrica e água potável em Los Cabos para evitar acidentes.

AUTOR: FRANCE PRESSE

sexta-feira, 4 de julho de 2014

FURACÃO 'ARTHUR' TOCA O SOLO NA CAROLINA DO NORTE (EUA)

Homem pesca em píer sobre mar revolto em Nags Head, na Carolina do Norte, nesta quinta-feira (3). (Foto: Mark Wilson/Getty Images North America/AFP)

O furacão "Arthur" tocou o solo na noite desta quinta-feira (3) no litoral da Carolina do Norte, estado do leste dos Estados Unidos, com ventos máximos sustentados de até 155 km/h, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC, sigla em inglês). 

"Arthur tocou o solo por volta das 0h15 (horário de Brasília) acima de Shackleford Banks, entre o Cabo Lookout e Beaufort", segundo o NHC.

O furacão de categoria 2 avança para o nordeste a uma velocidade de 30 km/h.

As autoridades emitiram um alerta de furacão que abrange desde Surf City, na Carolina do Norte, até a fronteira com o estado da Virgínia, assim como para as regiões de Pamlico Sound e a parte leste de Albemarle Sound.

O NHC advertiu em seu boletim que a combinação entre a ressaca gerada pelo ciclone e a elevação da maré deverá causar inundações em áreas próximas do litoral.

A ressaca será acompanhada por ondulações grandes e destrutivas e também podem ocorrer tornados isolados em algumas áreas litorâneas por onde deve passar o furacão.
O olho do furacão Arthur é visto sobre o Atlântico em imagem da Estação Espacial Internacional, em 3 de julho. (Foto: Reuters)

Arthur se transformou no primeiro furacão da temporada na bacia do Atlântico, que começou no dia 1º de junho e terminará em 30 de novembro.

A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA) prevê uma temporada de furacões menos ativa que o normal, com a formação de entre 8 e 13 tempestades tropicais, das quais 3 ou 6 podem se tornar furacões, com apenas um ou dois deles de grande categoria.

AUTOR: EFE

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