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Mostrando postagens com marcador TROTE. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

SEGUNDA JOVEM ATINGIDA POR ÁCIDO EM TROTE SERÁ OUVIDA PELA POLÍCIA, EM SP

A Polícia Civil deve ouvir nos próximos dias mais uma estudante que foi atingida por ácido durante um trote em Adamantina, na região oeste do Estado de São Paulo, nesta segunda-feira (2). A jovem Bruna Massuia Soares, de 23 anos, estava em frente às Faculdades Integradas Adamantinenses (FAI), assim como a Nathália de Souza Santos, de 17 anos, que sofreu queimaduras de 3º grau nas pernas e no umbigo na mesma ocasião.

As duas aguardavam pelo início das aulas, quando Bruna viu um rapaz jogar uma substância sobre elas. “Estávamos na entrada da faculdade quando pintaram nossos rostos e jogaram tinta, esmalte... A gente não percebeu, não sentiu [que o líquido causava queimaduras nas pernas] . Só começou a doer após a chuva, quando molhou", afirmou.

A estudante, que sofreu queimaduras leves, alegou ter visto quando um rapaz de blusa branca atirou uma substância sobre elas. "Ele tinha pele clara e estava com um vidrinho, semelhante a um medicamento. Era uma substância escura".
Bruna Massuia também foi atingida (Foto: Reprodução/TV Fronteira)

As duas foram encaminhadas à Santa Casa de Adamantina, onde foram informadas que o produto que as atingiu pode ser uma mistura de creolina com ácido.

Nesta terça-feira (3), a outra vítima, Nathália Souza, contou que não pretende voltar a faculdade por medo, devido a gravidade da violência que sofreu. A jovem de 17 anos prestou depoimento na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) nesta quarta-feira (4). Ela informou que não sabe quem jogou o líquido nela e na amiga. Em parceria com a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), a DDM busca identificar o autor do trote.

Algumas embalagens que podem conter a substância que causou queimaduras nas estudantes foram apreendidas. Em frente à instituição ainda há sapatos e garrafas que foram utilizadas durante o trote.

Um inquérito foi aberto para apurar o caso. Conforme o delegado Rodrigo Pigozzi, as investigações estão na fase inicial. “Estamos em busca de imagens, tanto por meio da faculdade quanto pelo comércio. O objetivo é reunir testemunhas e conseguir algum flagrante que identifique os suspeitos”, disse.

Apesar disso, a família também já organizou uma “força-tarefa” para vasculhar as redes sociais em busca de supostos envolvidos. Sueli Aparecida Dias, tia da vítima, diz que espera que os envolvidos no caso de Natália sejam identificados e punidos pela polícia.

“Eu estou ajudando a minha sobrinha a descobrir quem fez essa 'ato de barbaridade', já que ela estava de costas e não conseguiu ver os culpados. Por isso tenho procurado nas redes sociais algumas informações que possam colaborar com as investigações”, afirma.

Por meio de nota, a direção das Faculdades Adamantinenses Integradas (FAI) informou que abriu nesta quarta-feira (4) uma sindicância administrativa para apurar a identificação dos responsáveis pelo ocorrido.

A instituição afirmou que se coloca à disposição das autoridades para que este caso “seja esclarecido o mais rápido possível e que seus autores sejam devidamente responsabilizados de acordo com a legislação vigente”.
Materiais como garrafas e embalagens foram apreendidos (Foto: Reprodução/TV Fronteira)

AUTOR: G1/SP

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

ADOLESCENTE É QUEIMADA COM ÁCIDO DURANTE TROTE DE FACULDADE, EM ADAMANTINA (SP)

Vítima não sabe se permanecerá no curso (Foto: Sueli Aparecida Dias)

Uma jovem de 17 anos sofreu queimaduras de terceiro grau nas pernas e no umbigo após ser atingida por um produto químico que foi jogado por alguns rapazes durante um trote de faculdade, em Adamantina, na região oeste de São Paulo. 

O caso, registrado na Polícia Civil como lesão corporal, foi na noite desta segunda-feira (2) e será investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher.

A tia da vítima, Sueli Aparecida Dias, relatou que aproximadamente às 19h30 a sobrinha estava em frente às Faculdades Adamantinenses Integradas (FAI) com as amigas para participar da primeira aula do curso de pedagogia, curso no qual ingressou. Neste momento, alguns rapazes passaram jogando tinta e o líquido que causou as queimaduras na adolescente.

“Ela não conseguiu ver quem foi, pois havia muito tumulto na porta da faculdade”, disse a tia da jovem.

Ao ser atendida na Santa Casa do município, a jovem foi informada que, possivelmente, o produto jogado era creolina misturada com algum tipo de ácido. Segundo a tia, a garota de 17 anos apresentou nesta terça-feira (3) quadro de febre e queda de pressão.

A adolescente é de Flórida Paulista e ingressou no curso de pedagogia da FAI. “Agora ela está assustada e pensando em desistir da faculdade”, contou Dias. “Vamos esperar passar o carnaval e ver o que faremos”, disse.

A ocorrência foi registrada no plantão policial e encaminhada para a Delegacia da Mulher. A delegada Patrícia Tranche Vasques afirmou ao G1 que as investigações já começaram e que a vítima deve realizar um exame de corpo de delito nesta quarta-feira (4). A ficha clínica da adolescente também será solicitada.

Conforme a delegada, a polícia ainda deve apurar quem são os autores do fato e qual foi o produto jogado contra a vítima. “Com base nos laudos e relatórios será instaurado um inquérito para o caso”, disse Vasques.

Faculdade
Em nota, a FAI informou que lamenta o episódio do trote violento e acrescentou que o fato ocorreu fora das dependências da instituição e presta total solidariedade a eles.

"A direção também torna público que, para o início do semestre, a instituição reforçou a segurança interna em seus campus com a contratação de equipes especializadas para coibir trotes violentos ou vexatórios", informa a nota.

Caso seja constatado que os responsáveis pelo ato violento são alunos veteranos, a FAI declarou que "tomará as medidas administrativas cabíveis, de acordo com o seu regimento interno, que podem culminar na expulsão desses indivíduos de seu quadro de discentes".

AUTOR: G1/SP

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

CRIANÇA DE 8 ANOS, SUSPEITA DE PASSAR 5 MIL TROTES, É FLAGRADA PELA PM DE SÃO PAULO

Menina foi levada à Delegacia da Mulher em Botucatu (Foto: Reprodução / TV TEM)

Uma criança de 8 anos é suspeita de passar mais de 5 mil trotes telefônicos na central de atendimento de ocorrências da Polícia Militar, em Botucatu (SP).

De acordo com informações da PM, em cinco meses foram registradas 5.657 ligações de um celular que foi apreendido com a menina na terça-feira (21).

A polícia já monitorava o número do celular que constantemente fazia ligações ao Centro de Operações da Polícia. “Na terça-feira, uma atendente segurou a menina na linha até que uma viatura chegasse ao local. Ela foi encontrada na Praça da Juventude, local de onde passava os trotes”, informou o sargento da PM Adriano Arruda ao G1.

Conforme as investigações, a menina solicitava viaturas da polícia para atender ocorrências falsas, como informação de furtos e pedidos de socorro. “Ela ligava e pedia ajuda. Esse tipo de ocorrência é muito complicada porque os carros que estão mobilizados poderiam estar atendendo situações graves”, ressalta o sargento.

A criança, acompanhada da avó, foi encaminhada para a Delegacia de Defesa da Mulher de Botucatu, onde foi ouvida e liberada.

Segundo a polícia, o Copom de Botucatu atende outras oito cidades da região pelo 190. Por dia, o serviço recebe entre 400 e 500 ligações sendo que, em média, 20% delas são trotes. Em caso de condenação (adultos), o responsável pelo trote poderá receber pena de detenção de 1 a 6 meses ou pagamento de multa. Já no caso de ser crianças e adolescentes, o caso é encaminhado para a Vara da Infância e Juventude.

AUTOR: G1/SP

sábado, 4 de maio de 2013

'FOI MOLECAGEM, ESTOU ARREPENDIDO E HUMILHADO', DIZ AUTOR DE TROTE, EM SÃO PAULO

 
 'Foi a depressão e bebida. Tenho que pagar pelos meus erros', disse homem (Foto: Reprodução / TV Tem)

O homem que foi detido nesta sexta-feira (3) em São José do Rio Preto (SP) depois de confessar ter sido autor do trote que mobilizou 12 equipes da polícia, bombeiros e o helicóptero Águia na última segunda-feira, 29 de abril, diz estar arrependido e humilhado. “Foi um momento de irresponsabilidade, burrice e molecagem. Eu errei, estou arrependido e tenho que pagar pelo meu erro. Estou pagando já, pela humilhação diante dos vizinhos e da humilhação pública", comentou o carpinteiro Dorival Pereira da Silva, de 44 anos. Ele foi liberado depois de prestar depoimento.

Segundo o carpinteiro, ao fazer o trote, ele estava bêbado e sofrendo de depressão. “Foi um excesso de depressão e um pouco de bebida. Que isso sirva de lição para muita gente não fazer isso, uma pessoa pode precisar de verdade mesmo e o policial pode estar tomando um trote e deixando de salvar uma vida", disse Dorival.

Como ligou do próprio celular, ele já estaria aguardando a chegada da polícia. “Eu esperava por isso. Meu chip estava cadastrado no meu nome e eles descobririam meu endereço. Estou consciente que isso iria acontecer. Que sirva de exemplo, serviu para mim. O que eles acharem que tem que ser feito, eles devem fazer. Se eu errei, eu tenho que pagar”, declarou Dorival.

O delegado André Ayruth Balura encaminhou o caso ao Fórum. O ato não é crime, mas é classificado como contravenção, o que resulta em penas alternativas. “Ele confirmou e confessou a prática, alegando estar em depressão e estava alcoolizado no momento da ligação. As declarações estão sendo formalizadas e tudo será encaminhado ao Fórum. Ele foi liberado por ser um crime de menor potencial ofensivo”, disse.

O trote custou mais de R$ 20 mil aos cofres públicos. Na gravação, cedida pela polícia ao G1, o homem começa perguntando para a policial se ela pode ajudá-lo. Logo em seguida, ele começa a chorar. Sem entender o que está acontecendo, a policial insiste e pergunta o que ocorreu, quando o homem diz “o pneu do carro estourou, eu perdi o controle do carro e o carro desceu”.

Ele afirma que o acidente aconteceu na BR-153, entre Nova Granada (SP) e Onda Verde (SP), e que os bombeiros já estavam a caminho do local do suposto acidente. (ouça o áudio ao lado). O homem também diz que a mulher dele estava no carro, que teria caído em um barranco de 100 metros.

Em vários trechos da gravação, o homem começa a chorar e a policial que atende a ocorrência tenta acalmá-lo. A policial, então, tenta fazer lembrá-lo do local exato do acidente e pergunta com que carro estava.

Como a falsa vítima do acidente não sabia informar com precisão o local do acidente, as equipes de resgate fizeram uma varredura por todo o trajeto, em mais de 60 quilômetros. Até o helicóptero Águia foi chamado para ajudar na “busca”. Ele voou até a divisa com Minas Gerais.

A suposta vítima diz que ainda estava no local do acidente, que tentava subir o barranco, que era muito íngreme. A policial então pergunta se ele está muito machucado, e ele diz “estou um pouco machucado, mas está tudo bem.”

Todos esses recursos foram viabilizados com o dinheiro público. Na tentativa de resgate foram mobilizados 35 homens, 12 viaturas sendo elas duas viaturas da Polícia Rodoviária Federal (PRF), quatro viaturas do Corpo de Bombeiros, quatro viaturas da Transbrasiliana, empresa responsável pelo trecho, uma da Polícia Ambiental e o helicóptero Águia da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

O homem também ligou para o Corpo de Bombeiros. Durante o telefonema, o soldado pergunta se o homem, que se diz chamar "Paulo", está ouvindo a sirene e ele diz que não. Ele então é questionado sobre o RG e diz que não se lembra. Ao ser perguntado sobre o telefone de casa, diz que não tem. Após isso, o policial pede para que ele repita as características no veículo.

Ao ser perguntado sobre o endereço, o homem informa que está com a cabeça doendo e não consegue passar as informações pedidas e que está ferido nas pernas, braços e costela. “A gente entrava em contato com ele para pegar mais informações, aí o bombeiro que estava no 193 verificou barulho de cachorro latindo ao fundo e achou estranho. A ligação caiu e ligamos 10 minutos depois para conseguir falar com ele e atendeu uma criança, que falou que o pai estava dormindo, foi aí que constatamos o trote. Depois o Copom disse que o número que ele estava ligando tinha efetuado alguns trotes na semana passada ao 190”, afirma o tenente dos Bombeiros Orival Santana Júnior.
 
Policiais durante buscas ao possível acidente informado (Foto: Reprodução / TV Tem)
 

AUTOR: G1/SP

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