MPCE quer que a população também crie, escreva e troque mensagens de valorização da vida por meio de seus perfis pessoais. Foto: Divulgação
Recados com mensagens de encorajamento serão divulgadas nas redes sociais, nos dias ímpares de setembro, em campanha de combate ao suicídio do projeto Vidas Preservadas, do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE).
A iniciativa foi lançada nesta sexta-feira (30), no seminário “A evolução da prevenção do suicídio no Brasil e no Mundo: diretrizes para uma política efetiva”.
A ideia é que o Ministério Público inicie a postagem de bilhetes com frases de encorajamento, fotografados e compartilhados por meio das redes sociais. O objetivo da instituição é disseminar a ideia ao longo do mês para que a população também crie, escreva e troque mensagens de valorização da vida por meio de seus perfis pessoais.
'Epidemia'
Durante o seminário desta sexta-feira, discutiu-se a necessidade de criação de políticas públicas para contribuir na prevenção do suicídio no Ceará, onde os números alertam para a causa. “Nós temos uma realidade, em Fortaleza, que é de epidemia de suicídios. No Estado do Ceará, do ano de 2010 a 2018, houve um crescimento de 31,8% nos casos oficiais, fora aqueles que não foram notificados”, explica o coordenador do Vidas Preservadas, Hugo Mendonça.
O projeto oferece capacitações, seminários e outras campanhas de valorização à vida, e busca se expandir no interior do Ceará durante todo o ano. Conforme Hugo, cerca de 50 municípios já possuem o apoio do Vidas Preservadas.
As ações e as práticas cotidianas que contribuem para manter jovens e adultos longe das drogas. Onde a prevenção começa e onde deve ser fortalecida.
Editorial
Drogas é um assunto que deve engajar toda a sociedade. Não apenas quem enfrenta o problema. Até porque para evitar a grave doença da dependência química o primeiro passo é a prevenção e ela começa com o diálogo. “Escolas, igrejas, famílias, meios de comunicação, políticas públicas, universidades, sistemas de saúde. Com informação e diagnóstico precoce”, avalia o psiquiatra Fábio Gomes.
O empoderamento feminino, a presença atenta da família, as ações de conscientização nas escolas e nas comunidades são estratégias que garantem o sucesso de deixar, principalmente, os jovens longe das drogas. Nas páginas a seguir, apresentamos como mulheres buscam forças para conduzir os problemas dentro de casa e também não se deixarem levar pela dependência. E como o álcool, uma droga lícita, é um caminho que pode ser devastador. Além disso, o que fazer ao descobrir que seu filho, ou ente querido, está usando drogas. É um convite para você ler e espalhar a cultura do diálogo sobre o tema. Essa é a arma principal na luta da prevenção.
Boa leitura!
Carta de uma mãe
“Falar sobre dependência química é uma forma de partilhar o que eu já vivi. As histórias são parecidas. A primeira reação quando você sabe que um ente querido está usando drogas é a de não acreditar. E assim aconteceu comigo. Jamais podia imaginar que uma pessoa, com mais de 24 anos, que não bebia ou fumava, podia estar envolvida com drogas. Eu achei que meu ente querido estava com o comportamento diferente. Porque a mãe percebe quando o comportamento está diferente. Mas ela não sabe é o que está acontecendo.
Meu ente querido era casado e, mesmo com 24 anos, tinha sua própria casa, seu carro, sua vida. Trabalhava desde os 14 anos. Tudo isso não era indicador para mim de que existia droga. Para mim, a pessoa que usava drogas não trabalhava, não estudava, não tinha nada na vida. Era de rua. E foi aí onde eu me perdi. Eu era uma ignorante sobre essa questão de drogas.
Eu soube que meu ente querido era envolvido com drogas quando ele não aguentou mais e disse que estava viciado e que o traficante tinha entrado na minha casa e levado objetos. Para mim aquilo foi um choque tão grande que eu não sabia o que fazer. E a ignorância era tão grande que a primeira providência foi mandar pagar para devolverem as cosias. Achava que ali tudo estava resolvido.
Cometi todos os erros de amor que você possa imaginar. Todos. Foram quatro anos. Entre entradas e saídas de clínicas de recuperação, eu fiz tudo que meu ente querido pedia. Enquanto eu agia dessa forma, as coisas só pioravam. Mas olhe, todos os erros de amor eu cometi. Porque eu sou do tempo, com 73 anos, daquela poesia de Coelho Neto que diz: “ser mãe é desdobrar em fibras o coração, ser mãe é ter tudo e não ter nada, ser mãe é padecer no paraíso”.
Eu achava que amor era só doação. Eu errei quando tive a prepotência de querer resolver. Ora, se eu gerei, se eu pari, como é que eu não tenho poder sobre essa pessoa? Comecei a perceber os meus erros de amor. E a primeira coisa que eu aprendi foi: eu amo você, mas não aceito o que você está fazendo de errado. E comecei a perceber que eu podia amar sem facilitar. Eu achava que podia mudar as pessoas, mas eu só posso mudar a mim mesma. Aos outros eu só posso amar.
Quando encontrei Deus aí percebi o meu real tamanho, percebi os erros de amor que eu já tinha cometido. E comecei a mudar o meu comportamento. Eu aprendi a dizer não. Enquanto eu desdobrava fibra por fibra o coração, eu não tinha conseguido nada. Só mudança de endereço foram três. Achava que mudando a casa o problema estava resolvido.
Meu ente querido viveu na rua durante dois anos, convivendo com todos os problemas e perigos. Eu pensei e disse: eu não posso mais ir lá, porque sempre que eu vou eu estou dando força, porque eu estarei sempre presente. Esse não foi o mais difícil.
Eu entrei em recuperação, meu ente querido entrou em recuperação. Hoje, dia 14 de julho, ele faz nove anos de recuperação. Está trabalhando, refez a sua vida, tem filho. Vive em paz. A dependência química é uma doença silenciosa, mas ela desagrega toda a família. E nós não queremos acreditar, mas é melhor acordar enquanto há tempo. Perceber a mudança de comportamento, estar atenta. A droga hoje é a peste do século XXI. Hoje eu vivo em paz, permaneço nas salas de autoajuda. Procuro ajudar famílias que hoje passam o que eu já passei. Sozinhas, estamos perdidos. Na comunidade, encontramos a nossa força”,
Marta
A prevenção envolve todo mundo
Um dos principais objetivos da sociedade deve ser a prevenção sobre o uso das drogas. Prioritariamente entre os jovens, que ainda não possuem maturidade cerebral para lidar com a problemática Por Sara Oliveira
Um jovem de 12 anos já tem a área cerebral que sente prazer desenvolvida. Mas só aos 25 o córtex frontal, área do “não, pense e reflita”, estará apta para funcionar. Essa é a janela ideal para que as drogas consigam entrar na vida de milhares de adolescentes. Por isso, todas as ações preventivas devem ter como foco a educação, as escolas, o diálogo e a família.
“Infelizmente as estratégias preventivas ainda são aquém da necessidade. Toda a sociedade precisa estar envolvida. Escolas, igrejas, famílias, meios de comunicação, políticas públicas, universidades, sistemas de saúde. Com informação e diagnóstico precoce”, avalia o psiquiatra Fábio Gomes. E quando se fala em drogas, entende-se as lícitas e as ilícitas, do cigarro à cocaína. Todas prejudicam, distanciam e podem resultar em internações, violência e morte.
A aposta na prevenção é fundamental. Para crianças, jovens, mulheres e homens. Com educação, acolhimento e política. O coordenador adjunto da Coordenadoria Especial de Políticas sobre Drogas, Erasmo Lena, diz que a prevenção consiste no desenvolvimento seguro e saudável, principalmente de crianças e jovens. “Temos uma compreensão sobre o que torna os indivíduos vulneráveis, os fatores de risco, tanto no ambiente pessoal como no coletivo. Por isso a importância de trabalharmos de forma intersetorial”, analisa.
No Ceará, 4.518 assassinatos foram registrados em 2018. Muitos deles, de acordo com a Polícia, resultado da violência, que deriva diretamente do uso de drogas, que move o tráfico e faz o ciclo do vício acontecer. “A gente sabe que o que há de mais eficiente no mundo é a prevenção. Além de ser mais barato, essa concepção de chegar antes cria uma consciência e uma capacidade de se autorregular”, avalia o porta-voz da Polícia Militar de Fortaleza, capitão Messias Mendes.
As ações de prevenção podem ser em grupo, numa conversa, no terminal de ônibus, na sala de aula ou na sala de casa. E precisa envolver toda a sociedade, reforçadas por políticas públicas que contemplem vários eixos de atuação. Precisa chegar ao máximo de pessoas. Ser eficaz, falar a mesma língua e pensar em resultados a curto, médio e longo prazo.
Prevenção
Incluir os pais na prevenção é uma grande jogada. Orientando, falando dos cuidados com os filhos, dos valores, das atitudes de bem. Os incentivando a conversarem e estarem próximos Mulheres: empoderar e prevenir
Vítimas de violência e muitas vezes protagonistas do lar, o olhar para as mulheres precisa ser parte das ações preventivas contra o uso de drogas Por Sara Oliveira
Abordagem do empoderamento feminino é estratégia para deixar mulheres longe das drogas
Fortalecer. Em um dos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), um grupo de mulheres dava as mãos. Ouviam e escutavam. “A prevenção vai para além do uso das substâncias, vai para a prevenção do autocuidado, a prevenção da saúde mental”, destaca a assessora técnica do núcleo de capacitação da Coordenadoria Especial de Políticas sobre Drogas do Município de Fortaleza, Aline Virna. Responsável pelas ações de prevenção, ela ajuda a colocar em prática uma oficina com mulheres que são atingidas pelo uso de drogas.
A maneira encontrada pelo grupo para chegar mais perto dessas mulheres foi a abordagem da violência doméstica e do empoderamento feminino. Considerando que as violências física e psicológica, que ainda fazem muitas vítimas, podem deixar a mulher mais fragilizada, pronta para achar nas drogas uma rota de fuga. “Temos o papel de fortalecer essas mulheres, ofertar a escuta e proporcionar a roda de diálogo e de troca de experiência. Um espaço onde elas constroem um vínculo, que mesmo temporário, é importante”, explica Aline.
Junto ao grupo Somos Todas Marias, que através da arte cênica tenta discutir temas relacionados à mulher na sociedade. “Elas dramatizavam, trazendo um pouco do lúdico, desse enfrentamento da violência contra a mulher, e a gente trazia um pouco da experiência, falando sobre prevenção”, complementou a Aline. Os relatos mais recorrentes nas rodas de conversa, segundo ela, trazem consigo as marcas da privação e da agressão, desde um beliscão até a privação total de autonomia.
Dar voz, reconhecer, notar potencial, valorizar. A contribuição para uma sociedade mais saudável e sem drogas passa por essa valorização de si. O impacto dessa prevenção começa, mais uma vez, na família. “O primeiro ambiente em que a gente constrói esse vínculo do diálogo é a família, fortalecendo a criança, para que ela se sinta amada e segura para fazer boas escolhas ao longo da vida, desenvolvendo habilidades em busca de um futuro melhor”, avaliou Aline.
Estudos vêm mostrando que uma supervisão respeitosa e o diálogo no seio familiar são fatores preponderantes no retardo do uso de substâncias. Fundamental para que se fuja da janela de oportunidade que envolve condições de desenvolvimento cerebral dos jovens de 12 a 25 anos. Os pais precisam não só amar seus filhos, mas incentivá-los, estarem perto, estimulando. “Precisam trazer à luz as habilidades de autoestima, autoconhecimento, assertividade e amorosidade”, frisa.
Para onde Município e Estado olham
No Estado, ações e projeto estão sendo reestruturados. Em Fortaleza, foco é na intersetorialidade que facilite encaminhamentos e efetivação de políticas públicas Por Sara Oliveira
O poder público é um dos grandes pilares para a prevenção ao uso de drogas. Isso porque está em seu bojo de atribuições promover direitos básicos que, se concretizados de forma adequada, conseguem obter significativos resultados. Mais uma vez: principalmente com os jovens. No Ceará, os principais eixos trabalhados são os de prevenção, acolhimento, atenção e cuidado, além da reinserção social e profissional.
O Ceará possuía, até o ano passado, a Secretaria de Políticas sobre Drogas, ativa desde 2015. Seu principal objetivo era desenvolver programas de prevenção em escolas (ensino médio e fundamental), programas de prevenção voltados para as famílias, projetos para pessoas em situação de rua (tendo em vista um aumento enorme desse segmento e a sua relação direta com a dependência química), programas de qualificação profissional. As atribuições da pasta, entretanto, foram inseridas às da Secretaria de Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos. Os projetos existentes ainda estão sendo reestruturados para que seja possível dar continuidade.
Na Capital, é a Coordenadoria Especial de Políticas sobre Drogas (CPDrogas) que tem papel decisivo em relação a ações e projetos de prevenção. Comitês territoriais são articulados, profissionais da rede de atenção da Coordenadoria discutem casos e tentam solucionar demandas relacionadas à temática preventiva em cada território. “Assim é mais fácil compreender e acordar entre diversas políticas como os encaminhamentos devem ser realizados. Partindo das atribuições de cada serviço, de cada secretaria do Município”, explica Erasmo Lena, coordenador adjunto da CPDrogas.
Essa articulação prevê as diversas situações que derivam da temática de drogas. Conflitos com a lei, violência nas escolas, situações de risco, vulnerabilidades sociais, rompimento de vínculos familiares, evasão escolar. “A gente tenta pactuar tudo isso, todo esse fluxo, com o serviço da rede interssetorial em cada território”, explica Erasmo. Um dos projetos executados é o Construindo Sonhos que, baseado em diretrizes internacionais, prevê metodologias e atividades pensadas de acordo com cada público.
“Cada situação é diferente, o que faz com que seja necessário pensarmos o que vamos abordar. Geralmente levamos uma atividade lúdica, que trabalha as habilidades da vida, independente de se falar especificamente sobre o tema droga”, detalha o secretário-adjunto da CPDrogas. Conforme ele, metodologia e instrumentos utilizados provocam uma reflexão pessoal e criativa na construção de uma cultura de paz na sociedade.
Ações de prevenção e acolhimento podem ser encontradas no Centro Integrado de Referência sobre Drogas, na avenida Rogaciano Leite, 1729, das 8 horas às 17 h. Telefone: (85) 3452-7296
Ações preventivas realizadas em Fortaleza
Ação permanente nos terminais de integração: com orientação sobre a Rede de Atenção Integral aos usuários de álcool, crack e outras drogas, levando informação para quem conhece e/ou enfrenta problemas com álcool e outras drogas a partir das estratégias de redução de danos. Desde 2013 já foram 15.037 ações.
Abordagens sociais em parceria com outras Secretarias municipais, com o intuito de sensibilizar usuários de drogas que vivem em situação de rua para o tratamento, além de visitas domiciliares. Desde 2013 já foram 3.417 ações
Projeto Construindo Sonhos
Trilhando Habilidades: consiste na utilização de metodologias e instrumentos lúdicos que atuam na prevenção ao uso de álcool e outras drogas, fortalecendo os fatores de proteção e minimizando os fatores de risco. É ofertado para os equipamentos municipais e/ou do terceiro setor. Desde 2016 já atingiu 1.102 pessoas.
Ações anuais
Semana Municipal de Conscientização ao Alcoolismo Infanto-Juvenil (instituída em 2017) e Semana Municipal sobre Drogas (instituída em 2015). Entre 2013 e fevereiro de 2019 foram 10.495 pessoas participantes.
Programa Tamojunto
Do Governo Federal - iniciado em 2013 a 2016, com pausa em 2017 e retorno em 2018. Capacitação realizada no último mês de março com os profissionais da educação e saúde. Contemplou cerca de 5 mil alunos e seus familiares.
Implementação dos Comitês Territoriais
Das Regionais II, III e V com objetivo principal de integrar os diversos serviços da Rede, de forma corresponsável e articulada, para os devidos encaminhamentos e resolução dos desafios relacionados ao uso problemático das drogas nas suas diversas situações.
Cuidando do Cuidador
Ações realizadas em prol dos profissionais da Rede, uma atenção centrada naquele profissional que dedica a sua vida a cuidar do outro, trata-se de um cuidado humanizado que qualifica o trabalho em saúde.
Policial na escola para ensinar a resistir
Programa nacional de prevenção primária consiste na atuação de policiais em sala de aula. Ideia é ajudar a enfrentar desafios Por Sara Oliveira
É na escola onde vidas são compartilhadas. Onde o que se vive em família se mistura com o que se aprende em sala de aula. É reflexo do bairro, do vizinho e do conhecimento. De acordo com o capitão da Polícia Militar, Messias Mendes, no ambiente escolar é que é possível encontrar a sociedade na sua maior complexidade. Então é lá onde policiais se juntam a crianças e adolescentes para tentar fazer com que eles compreendam os efeitos das drogas.
Considerado um dos maiores programas de prevenção primária do País, o Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) está no Ceará desde 2001. Chegou a 100 municípios e diplomou 600 mil crianças. “A ideia é criar jovens mais resistentes aos problemas sociais, aos desafios da vida, às frustrações. Trabalhar a habilidade cognitiva-emocional no sentido de que é preciso enfrentar a vida como ela é”, resume Messias. Nesses desafios estão a pobreza, a morte de um amigo, a perda de um pai. E o objetivo é mostrar: a droga não é um ponto de fuga.
São encontros semanais, durante um semestre letivo. Os estudantes recebem um livro que aborda aspectos como autoestima, resolução de conflitos, formas de analisar problemas antes de solucioná-los, além de ressaltar atividades positivas como esporte, cultura e lazer. “A gente não aborda diretamente as drogas, nós mostramos caminhos paralelos na vida. Mostramos que existem outras fontes de prazer”, considera.
Um dos papéis do Proerd é desconstruir a imagem negativa do policial. Com aulas dinâmicas, utilizando música, livros e até brincadeiras, as crianças mudam um pouco a percepção do policial sério que patrulha as ruas. “De repente a criança está com um policial brincando, dançando, abraçando, interagindo. Você vai desconstruindo a imagem de um policial repressor e constrói a imagem de um policial protetor e comprometido com a boa formação social dela”, acrescenta o capitão da PM.
O álcool, mais uma vez, é foco de ações preventivas. E exige concepções que vão além do fato de que “você precisa se manter longe das drogas”. Para Messias, é preciso ser consciente de que não é por ser uma droga lícita que não causa um efeito dramático à sociedade. “As drogas estão muito presentes nas relações sociais, mas o homem precisa saber administrar isso. A abordagem consciente sobre o uso das drogas é muito mais profunda do que a compreensão superficial de que ela é um ‘bicho papão’ e que por isso as pessoas acabam não discutindo com responsabilidade. Adquirindo uma inabilidade sobre esses entorpecentes, tão presentes na vida social”, detalha.
O álcool e seu efeito devastador Por Sara Oliveira
Lícita, o álcool está entre as drogas que exigem ainda mais ações preventivas.
O cenário atual das drogas no Brasil tem um vilão comum, que perpassa espaços e pessoas todos os dias e de todas as formas. O álcool é considerado uma droga lícita e ao alcance da faixa etária de maior risco: os jovens. “Continua sendo amplamente consumido, inclusive por menores de 18 anos, o que é proibido por lei. Existe uma dificuldade que é em relação à propaganda, que obviamente não deveria acontecer”, afirma o psiquiatra Fábio Gomes. Atualmente, a proibição para publicidade de bebidas alcoólicas acontece apenas para marcas com teor de álcool acima de 10%. As cervejas, por exemplo, têm 5%.
O especialista destaca a importância da família, considerando que filhos de pessoas dependentes de bebida alcoólica têm mais probabilidade de também serem dependentes. “Não existe nenhuma política pública para cuidar dos filhos de dependentes, seja de qual droga for. Então é extremamente necessário que a família participe, esteja atenta”, ressalta Fábio.
A prioridade será chegar primeiro, com recursos precoces em relação ao atendimento. Hoje, uma das políticas mais atuantes de saúde mental no Ceará são os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) Álcool e Drogas -AD. “Mas a atuação dos Caps já é numa prevenção terciária, quando o problema já está crônico. Precisamos enfrentar mais cedo, quando o problema ainda não existe. Ou está no começo”, avalia o psiquiatra.
AS DROGAS NO BRASIL
A substância ilícita com maior prevalência de uso é a maconha
4,3%
É o número de adolescentes (597 mil pessoas), que já usou maconha
5,8%
É o número de pessoas adultas que declarou já ter usado maconha alguma vez, correspondendo a 7,8 milhões de pessoas
800 mil
É o número do uso do crack na população brasileira (0,7%)
Fonte: Levantamento Nacional de Álcool e drogas (2013)
Em uma ação de solidariedade os policiais militares e comerciantes do município de Viçosa do Ceará arrecadaram donativos para ajudar a família dos garotos assassinados no domingo (16/07).
A ação é uma realização do Programa de Educação Tutorial da Comunicação (PETCom)/FOTO DIVULGAÇÃO
Alunos dos cursos de Comunicação da Universidade Federal do Ceará (UFC) estão desenvolvendo uma campanha de conscientização com o tema “Isso é sério. Isso é assédio.”, que se baseou em um resultado de uma pesquisa desenvolvida com alunas da instituição em depoimentos de assédio feminino.
A ideia nasceu com o objetivo de voltar à atenção da comunidade acadêmica e da população sobre o assédio sofrido pelas mulheres, além procurar conscientizar as pessoas acerca desse tipo de violência. Para isso, estão sendo distribuídos cartazes pelos campi da UFC e a veiculação das peças publicitárias nas redes sociais.
Fazem parte da ação: a distribuição de cartazes pelos campi da UFC e a veiculação das peças publicitárias nas redes sociais. A necessidade de realização da campanha foi intensificada por relatos de abusos ocorridos nas universidades brasileiras.
A pesquisa
Em conversa com O POVO Online, Nerice Carioca, estudante do 5º semestre de Jornalismo e uma das organizadoras da campanha, informou que a escolha do tema foi feita após uma pesquisa feita (por um formulário na internet) durante os meses de março e abril deste ano, com estudantes femininas da UFC. A necessidade de realização da campanha foi intensificada por relatos de abusos ocorridos na insituição.
“Muitas meninas não sabem o que é assédio. Na pesquisa, elas relataram que as amigas já sofreram com a violência, mas não sabiam sobre o assédio. A campanha nasceu com o objetivo de conscientizar essas meninas”, disse.
O grupo não recebeu incentivo financeiro da UFC para a produção do material de divulgação da campanha. “O material produzido foi pago por uma cota da nossa bolsa proveniente do PETCom (espaço onde se desenvolvem projetos de ensino, pesquisa e extensão voltados à Comunicação Social)”, contou Nerice.
Os 100 cartazes da campanha, que estão sendo expostos nos campi Benfica, Pici e Porangubussu, foram confeccionados pela Gráfica Atelier Digital (sem fins lucrativos), departamento vinculado ao curso de Arquitetura e Urbanismo da própria UFC. Não foi informado o valor pago pelos materiais.
O sucesso da campanha
Com mais de 490 compartilhamentos em dois dias de divulgação nas redes sociais (ela iniciou na terça-feira, 24), a campanha está conseguindo boa repercussão.
Prova disso são os convites recebidos para a “Isso é sério. Isso é assédio.” veiculada no campus Quixadá da UFC, distante 158 quilômetros da Capital cearense, nas faculdades particulares de Fortaleza e na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), em Porto Alegre. Porém, os convites ainda estão sendo estudados pelo grupo.
A ação é uma realização do Programa de Educação Tutorial da Comunicação (PETCom) e a campanha foi ilustrada pela aluna do curso de Publicidade Silvelena Gomes, do projeto Tiporelas.
Situação do 3º DP após o ataque (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)
Mais uma delegacia de Fortaleza foi alvo de ataques na madrugada deste domingo (6). O 3º Distrito Policial (DP), localizado na Avenida Bezerra de Menezes, sofreu com disparos que provocaram a destruição de toda a vidraça do local, segundo informações do Inspetor Isaías.
Na ocasião, havia dois policiais plantonistas, mas não há registro de feridos. Ainda segundo o inspetor, o delegado geral esteve no 3º DP e as providências sobre o acontecimento já estão sendo tomadas.
Com esse caso, Fortaleza e Região Metropolitana já contabilizam um total de cinco delegacias atacadas desde a última quinta-feira (3). As ações criminosas foram efetuadas também contra o 19º DP, no Conjunto Esperança, e o 27º DP, no Henrique Jorge — ambos na noite de quinta-feira; o 23º DP, em Caucaia, na madrugada do sábado (5); e o 20º DP, em Maracanaú, na tarde de sábado (5).
Além das delegacias, o prédio da Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) também foi alvo de disparos na madrugada de quinta (3) e, até agora, oito coletivos foram atacados, sendo alguns totalmente incendiados.
Polícia está investigando os ataques
A Secretaria da Segurança comunicou, em nota, que a Polícia trabalha com pelo menos cinco linhas de investigação sobre os ataques nas delegacias, no prédio da Sejus e também sobre os incêndios de ônibus.
"Entre elas, retaliação pela morte de um adolescente que era envolvido com o tráfico, em confronto com o BPRaio; uma tentativa de suborno que foi feita à Polícia para a liberação de um traficante logo após ele ser preso; alegação de maus-tratos em presídios; a remoção de um traficante para um presídio federal; e uma possível retaliação pela discussão de uma Lei sobre o bloqueio de sinal de celular nos perímetros de unidades prisionais. Nenhuma das linhas é descartada", informou a Pasta em nota.
Dia 11 de abril haverá uma campanha de doação de Sangue em São Benedito….
As doações serão para o professor Arley Rodrigues do IFCE campus de Tianguá, ele está com leucemia e permanece internado em coma no ICC em Fortaleza.
O mesmo está precisando urgentemente de doações,seu estado continua grave. Compartilhe em todos os grupos e amigos do whatsapp, vamos fazer esta corrente do bem pelo nosso amigo e professor Arley.
Fortaleza está sob alerta de dengue. É o que aponta uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde: Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa). O documento mostra que, em janeiro deste ano, 267 municípios brasileiros estavam em situação de risco para dengue; 487 em situação de alerta e 238 em situação satisfatória.
A pesquisa, que serve para identificar onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito transmissor da dengue, foi realizada em 983 municípios. No mesmo período do ano passado, 765 cidades fizeram o levantamento, sendo que 146 foram consideradas em risco; 384 em alerta e 235 em situação satisfatória.
Por região, a maior concentração das larvas do mosquito em reservatórios de água ocorreu no Nordeste, com 76,2%. Por outro lado, foi na região Sudeste onde se concentraram os maiores focos em depósitos domiciliares, com 63,6%.
Confira a tabela de criadouros por região em 2013:
Região Abastecimento de água Depósitos domiciliares Lixo
Norte
26,8% 27,2% 46,1%
Nordeste
76,2% 18,7% 5,1%
Sudeste
4,9% 63,6% 31,5%
Centro-Oeste
17,7% 38,9% 43,4%
Sul
12,6% 43,4% 44%
Capitais
As capitais que estão em situação de risco são Palmas (TO) e Porto Velho (RO); de alerta são Belém (PA); Manaus (AM); Rio Branco (AC); Aracaju (SE); Maceió (AL); Recife (PE); Salvador (BA); São Luís (MA); Belo Horizonte (MG); Rio de Janeiro (RJ); Brasília (DF); Campo Grande (MS) e Goiânia (GO). Já Boa Vista (RR); João Pessoa (JP) e Teresina (PI) apresentaram índice satisfatório.
Crianças foram detidas em frente a pista de skate (Foto: Guarda Municipal/Divulgação)
Duas crianças, de 11 e 12 anos, foram detidas por tráfico de drogas na tarde deste domingo (27), em Sorocaba (SP). Elas foram pegas com os entorpecentes pela Guarda Municipal durante a operação Comunidade Segura, no conjunto habitacional Ana Paula Eleutério, conhecido como Habiteto.
Uma equipe da Ronda Ostensiva avistou os menores em frente a uma pista de skate do bairro. Quando perceberam a chegada da viatura, as crianças tentaram fugir, mas foram impedidas pelos guardas.
Com o menino de 12 anos, foram encontrados R$ 83 em dinheiro. Questionado, ele confirmou que a quantia era proveniente do tráfico e ainda indicou onde as drogas estavam guardadas. A GCM foi até a noita onde os dois estavam quando foram avistados e encontrou 32 porções de maconha e 48 pedras de crack.
O outro menino afirmou que só estava acompanhando o colega e que não fazia parte do esquema. Mesmo assim, os dois foram levados para o plantão policial da zona norte, onde o delegado elaborou boletim de ocorrência de ato infracional. Os responsáveis foram chamados e os menores, liberados.
Agora, as crianças devem ser ouvidas na Vara da Infância e Juventude, onde o promotor responsável determinará as medidas a serem tomadas para o acompanhamento dos menores.
Drogas estavam com meninos de 11 e 12 anos (Foto: Guarda Municipal/Divulgação)
Desde o dia 01 de julho de 2012 está em veiculação a nova campanha da Casa Ronald McDonald - RJ, criada gentilmente pela Casa da Criação - que nos atende filantropicamente -, e que tem como objetivo aumentar o número de colaboradores da Casa.
Assim como nas campanhas anteriores, a Casa da Criação não utilizou o recurso de imagens apelativas e tristes para atingir o objetivo de novas doações. A campanha tem as próprias crianças hospedadas como protagonista. Com o mote “Diga sim à vida”, o objetivo da ação é aumentar o número de membros contribuintes e de empresas ligadas à Instituição. Por meio da fidelização de pessoas e empresas à sua nobre causa, a Casa Ronald McDonald-RJ espera tornar mais constantes as doações e apoios diversos.
Na programação de mídia, que vai até dezembro de 2012, contamos com o apoio de diversos veículos que já são nossos parceiros em campanhas anteriores, como a Revista do jornal O Globo, Elemídia, Smart Mídia, Mobiliário Urbano - CEMUSA, Jornal Destak, Outdoors e as Rádios: 93 FM, Paradiso FM, Mix FM, Tupi AM/FM, Nativa FM, Globo AM/FM, Beat 98 FM, Band News, MPB FM e JB FM.
A caminhada realizada saiu de frente do Creas e terminou na Avenida Doutor Guarany, onde os participantes contaram com a presença de toda a coordenação do Creas, Prefeitura e Ministério Público.
Sobral. Com uma média de 100 vítimas por mês nos primeiros quatro meses do ano, esta cidade, da Zona Norte do Estado, tem trabalhado durante o mês de novembro em ações que lutam pela não-violência contra as mulheres. Todos os movimentos fazem alusão ao dia 25, que é considerado como Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher.
O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Sobral, com o apoio da rede socioassistencial, Conselho da Mulher, Núcleo Gênero pró-Mulher, Delegacia de Defesa da Mulher, Rede de Saúde, Senac, Sesc, Avon, universidades e faculdades da cidade realizaram uma Caminhada pela Não Violência contra a Mulher, com a presença da promotora de justiça Juliana Cronemberger, que proferiu palesta sobre a Lei Maria da Penha, tirando dúvidas das presentes.
De acordo com a coordenadora do Creas, Isabele Melo Rocha Lima, as ações têm como objetivo sensibilizar a sociedade, por meio da informação, garantindo a prevenção das situações de violência e a necessidade de combatê-la em âmbito municipal. De acordo com ela, os dados levantados pela coordenação são de que o município teve uma média de 100 casos por mês apenas de janeiro a abril deste ano, todos registrados na Delegacia da Mulher da cidade. "Destes casos, hoje, o Creas faz acompanhamento de 28, no entanto, ainda temos muito que trabalhar sobre o assunto".
Ela conta que um dos principais obstáculos a serem vencidos são o medo e a falta de informação da vítima, pontos que as ações deste mês têm abordado. "Ainda existe muito a questão do medo de prestar queixa e o problema não ser resolvido, que é um dos focos que a equipe trabalha hoje", disse.
Caminhada
A caminhada realizada, no último dia 22, saiu de frente do Creas e terminou na Avenida Doutor Guarany, onde os participantes contaram com a presença de toda a coordenação do Creas, Prefeitura Municipal e Ministério Público para esclarecimentos e informações, além de estandes de parceiros que levaram brindes e serviços voltados para o público feminino.
Além dessas ações em alusão com referência à Campanha Nacional: "Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha - A lei é mais forte", a assessoria do município aponta que Sobral contará com palestras descentralizadas nos Centros de Referência da Assistência Social (Cras) e participação de palestras e mesa redonda nas faculdades do município.
Um dos exemplos é o Primeiro Seminário "Experiências Metodológicas no Enfrentamento a Violência no Município de Sobral", que aconteceu no Centro de Convenções e foi aberto ao público. Para o estudante de Direito, Thiago Aragão, esse tipo de ação fortemente centrada no problema, é um dos melhores caminhos no combate à violência contra a mulher.
Na sua avaliação, não adianta no Dia Nacional ou no Dia Mundial "todo mundo se mobilizar".
"Somente com ações que possuem ter continuidade é que esse tipo de problema pode ser melhorado. Neste ano, tivemos alguns casos de violência contra a população feminina, principalmente nos meses de janeiro e fevereiro, que repercutiram bastante, o que pode levar a crer que este movimento intensivo é um reflexo daquilo que estamos vivenciando", afirma ele.
Mais informações: Fundação de Ação Social de Sobral Rua Viriato de Mendeiros, 1250, Sobral, Ceará Telefone: (88) 3677.1200 Fax: (88) 3677.1200 http://www.sobral.ce.gov.br/fasm
José Wilde morreu na madrugada deste domingo (7) (Foto: Arquivo Pessoal)
O candidato a prefeito do município de Penaforte, José Wilde Vieira Bringel (PT), teve uma parada cardíaca e morreu na madrugada deste domingo (7), em casa. Antônio Adailton, primo do prefeito, disse que ele já tinha problemas cardíacos e que precisou ir ao hospital da cidade algumas vezes no último mês. O município fica na região do Cariri, Sul do Ceará.
Ainda de acordo de acordo com o primo o candidato estava bem quando chegou em casa na noite deste sábado. Segundo a Polícia Militar, na madrugada, Wilde sofreu uma parada cardíaca e foi levado ao hospital municipal João Muniz, no município, mas não resistiu, vindo a óbito.Segundo a família, o médico do candidato recomendou repouso, mas Wilde fez fazer campanha no sábado (6), dia anterior às eleições. "O médico recomendou descanso, mas político em época de eleição não se 'aquieta' ", afirmou Antônio Adailton.
Termina nesta quinta-feira (4) a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Nos últimos 45 dias, candidatos a prefeito, a vice-prefeito e a vereador puderam divulgar suas plataformas de campanha visando a conquistar o voto do eleitorado do seu município. Com o fim do horário político, as emissoras de rádio e TV poderão voltar a exibir sua programação normal.
Nas cidades com mais de 200 mil eleitores onde nenhum dos candidatos conseguir a maioria dos votos e for necessária a realização de segundo turno, a propagando eleitoral no rádio e na televisão voltará a ser exibida a partir do dia 13 de outubro, com término no dia 26.
De acordo com o calendário eleitoral, hoje também é o último dia para a realização de comícios e propaganda política com reuniões públicas e a utilização de aparelhagem de sonorização fixa entre as 8h e as 24 horas. Do mesmo modo, só até hoje poderá ser realizado debate entre candidatos. A legislação prevê, contudo, que se o debate for iniciado hoje, poderá se estender até as 7h de amanhã.
Pelo cronograma das eleições, hoje é o prazo final para que o juiz eleitoral envie ao presidente da mesa receptora o material destinado à votação. Os partidos políticos ou coligações têm até o fim do dia para indicar o nome das pessoas autorizadas a expedir as credenciais dos fiscais e delegados habilitados a acompanhar os trabalhos de votação.
Divulgação na imprensa
Na sexta, será o último dia para a divulgação paga, na imprensa escrita, e a reprodução na internet do jornal impresso, de propaganda eleitoral. Pelo calendário, amanhã será o prazo final para que o presidente da mesa receptora que não tiver recebido o material destinado à votação solicite o envio.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 140 milhões de pessoas deverão ir às urnas no próximo domingo (7). Apenas no Distrito Federal - que elege governador e deputados, como os estados - e em Fernando de Noronha (PE) - distrito de Pernambuco, sem autonomia administrativa - não haverá eleição. Além disso, os brasileiros que vivem no exterior também não participarão do pleito, porque votam apenas para escolher o presidente da República.
O cantor Chico César participou de uma homenagem à África logo no início da apresentação (Foto: Alex Carvalho/TV Globo)
A 27ª edição do Criança Esperança, celebrada com um show na noite deste sábado (18), conseguiu arrecadar mais de R$ 10,3 milhões. O espetáculo deste ano foi realizado na HSBC Arena, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, e contou com as apresentações de artistas como Thiaguinho, Luan Santana e Diogo Nogueira, além de Latino, Mariza, Carlinhos Brown; Leo Maia, Chico César, Negra Li, Toni Garrido e Daniel; bandas Revelação, Sorriso Maroto, Bom Gosto entre outros.
Vários artistas foram escalados para ajudar a contar esta história, com direção de núcleo de Wolf Maya e direção geral de Ulysses Cruz. Paula Fernandes abriu o espetáculo cantando os primeiros versos de “Canta Brasil”, de Alcir Pires Vermelho e David Nasser, acompanhada pela Orquestra Sinfônica de Barra Mansa, regida pelo maestro Isaac Karabtchevsky.
Em seguida, Renato Aragão surgiu como num passe de mágica no alto de uma carroça, com a trupe de saltimbancos chamada Família Destino, que representa o povo brasileiro. Ao lado da filha, Lívian Aragão, ele assoprou as velas em comemoração aos 27 anos do projeto. A esposa, Lilian Aragão, também participou do número.
O primeiro bloco do show contou ainda com uma homenagem à África, em um número que traz a participação de Carlinhos Brown como mestre de cerimônia, um mash up de canções e uma versão de “Garota de Ipanema” cantada por Xuxa e tocada pelo pianista Daniel Jobim.
Portugal, Itália e Japão também foram homenageados com diversas apresentações durante o evento, com expressões de suas culturas, elementos de literatura, artes plásticas, dança e teatro, tudo ligado pelas canções que refletem a história de cada local
Durante todo show, os jornalistas Evaristo Costa e Sandra Annenberg comandaram o "Mesão da Esperança", que recebeu ligações de quem desejava fazer doações entre R$ 50 e R$ 200 através do número 4004 4010.
A campanha O Criança Esperança é uma iniciativa da Rede Globo em parceria com a Unesco, que tem o objetivo de mobilizar a sociedade para a garantia de direitos de crianças e adolescentes. Todo ano, a campanha mobiliza os brasileiros para doarem recursos, depositados diretamente na conta da Unesco, que seleciona projetos sociais em todo o Brasil por meio de um edital. Em 2012, o Criança Esperança apoia 114 projetos, beneficiando mais de 30 mil crianças e adolescentes.
As doações podem ser feitas pela internet, no site www.criancaesperanca.com.br; e em 20 mil casas lotéricas e lojas credenciadas nas principais cidades do país, em valores a partir de R$ 5. O prazo para as contribuições termina no dia 26 de agosto.
A partir deste sábado (18), até 24 de agosto, 34 mil postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) estarão voltados para a atualização do calendário básico da criança.
O Ceará quer atrair para os postos de saúde 656.647 crianças de zero a 4 anos 11 meses e 29 dias. Para o Dia D da campanha, além dos 2.113 postos fixos da vacinação em todo o Estado, haverá 497 postos volantes.
Cerca de 32 mil profissionais do Estado e dos municípios estarão envolvidos na campanha, principalmente enfermeiros, técnicos de enfermagem, Agentes Comunitários de Saúde e motoristas. A campanha para a vacinação em dia é uma estratégia onde estarão disponíveis todas as vacinas do calendário básico da criança.
São elas: BCG, hepatite B, pentavalente, vacina inativada poliomielite (VIP), vacina oral poliomielite (VOP), rotavírus, pneumocócica 10 valente, meningocócica C conjugada, febre amarela, tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e DTP (difteria, tétano e coqueluche).
A partir desta campanha, passam a fazer parte do calendário básico a vacina pentavalente e a VIP. Para a operacionalização em nível nacional desta campanha, o Ministério da Saúde repassou R$ 18,6 milhões do Fundo Nacional de Saúde (FNS) aos fundos estaduais e municipais. Haverá o envolvimento de 350 mil profissionais de saúde e a utilização de cerca de 42 mil veículos.
Começa neste sábado a campanha nacional de vacinação contra a poliomielite. A meta do governo é imunizar 13,5 milhões de crianças menores de 5 anos de idade, ou seja, 95% do público-alvo de 14,1 milhões, definido pelo Ministério da Saúde. A vacinação encerra em 6 de julho.
No primeiro dia da campanha, haverá 115 mil pontos de distribuição da vacina em todo o País, incluindo unidades de saúde, igrejas, shopping centers, escolas e sindicatos. Ao todo 350 mil profissionais devem participar da ação.
Neste ano, a imunização será feita através de dose única oral, com duas gotas de vacina. A dose deve ser evitada apenas se a criança apresentar febre ou algum tipo de doença aguda. O Brasil não registra casos de pólio há 23 anos e, em 1994, recebeu certificado de erradicação da doença.
A partir de agosto, as crianças que nunca foram imunizadas contra a pólio e estão começando o esquema vacinal receberão a primeira dose aos 2 meses e a segunda aos 4 meses em aplicações injetáveis. A partir da terceira dose, aos 6 meses, assim como a quarta, aos 15 meses, e as demais doses de reforço, a vacina será administrada de forma oral. FONTE: TRIBUNA HOJE