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domingo, 10 de junho de 2018

MICHEL TEMER BATE NOVO RECORDE NO DATAFOLHA COMO PRESIDENTE MAIS IMPOPULAR DA HISTÓRIA DO PAÍS

(Foto: Evaristo Sá/AFP)

A pesquisa Datafolha divulgada na madrugada deste domingo, 10, mostra que a greve dos caminhoneiros e a lenta retomada da economia aumentaram em 12 pontos porcentuais a taxa de reprovação da gestão Michel Temer. Os que consideram seu governo péssimo ou ruim chegam a 82% contra 70% na última mostra do instituto, divulgada no dia 15 de abril.

Com o recorde de presidente mais impopular da história do País, pós-redemocratização, após a paralisação dos caminhoneiros apenas 3% consideram sua gestão ótima ou boa e 14% regular.

O índice de rejeição de Temer bate o de Dilma Rousseff, que em agosto de 2015 atingia 71% entre os brasileiros.

Confiança

A pesquisa Datafolha mostra também que as Forças Armadas representam a instituição na qual a população deposita maior confiança, com 37%. Um porcentual que registrou queda em relação à mostra de abril, que ficou em 43%.

Os mais baixos índices de credibilidade ficaram com os partidos políticos, com 68%, Congresso 67% e Presidência da República com 64%. Já os índices de desconfiança no Supremo chegam a 39% e na imprensa a 37%.
A nova pesquisa Datafolha, realizada nos dias 6 (quarta-feira) e 7 (quinta-feira), teve como base 2.824 entrevistas em 174 municípios em todos os Estados do País, incluindo Distrito Federal. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob número BR-05110/2018.

AUTOR: Agência Estado

quarta-feira, 8 de março de 2017

DATAFOLHA: MAIS DE 500 MULHERES SÃO VÍTIMAS DE AGRESSÃO FÍSICA A CADA HORA NO BRASIL

Dados de violência contra a mulher (Foto: Arte/G1)

Pesquisa Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgada nesta quarta (8), Dia Internacional da Mulher, mostra que, no ano passado, 503 mulheres foram vítimas de agressão física a cada hora no país. Isso representa 4,4 milhões de brasileiras (9% do total das maiores de 16 anos). Se forem contabilizadas as agressões verbais, o índice de mulheres que se dizem vítimas de algum tipo de agressão em 2016 sobe para 29%.

A pesquisa mostra que 9% das entrevistadas relatam ter levado chutes, empurrões ou batidas; 10% dizem ter sofrido ameaças de apanhar.

Além disso, 22% afirmam ter recebido insultos e xingamentos ou terem sido alvo de humilhações (12 milhões) e 10% (5 milhões) ter sofrido ameaça de violência física. Há ainda casos relatados mais graves, como ameaças com facas ou armas de fogo (4%), lesão por algum objetivo atirado (4%) e espancamento ou tentativa de estrangulamento (3%).

Em novembro de 2016, uma dona de casa de 53 anos morreu na Santa Casa de Araçatuba, interior de São Paulo, após ter sido espancada pelo marido, segundo a polícia.

Roseli Lopes vivia havia quatro anos com o suspeito e, segundo informações de familiares à polícia, ela sempre apanhava dele. Segundo os familiares, Roseli tinha medo de denunciar e, por isso, inventava desculpas toda vez que era agredida. O cunhado da vítima, Antônio Aparecido dos Santos, diz que ele sempre foi agressivo. "Eles sempre brigavam, várias vezes ela aparecia riscada de faca, apanhava de facão, porque ela contava para a gente."

Para a diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, a violência é um "mecanismo de resolução de conflitos" no país.

"Somos uma sociedade em que a violência muitas vezes regula as relações íntimas, que aposta na violência como um mecanismo de resolução de conflitos. Por isso números tão altos de mulheres que sofrem violência física, porque isso faz parte do cotidiano e desde muito cedo" (Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública)
Roseli Lopes, morta após agressões do marido (Foto: Reprodução/TV TEM)

Assédio na rua e no transporte público

Segundo o Datafolha, 40% das mulheres com mais de 16 anos sofreram assédio dos mais variados tipos em 2016: 20,4 milhões (36%) receberam comentários desrespeitosos ao andar na rua; 5,2 milhões de mulheres foram assediadas fisicamente em transporte público (10,4%) e 2,2 milhões foram agarradas ou beijadas sem o seu consentimento (5%). Adolescentes e jovens de 16 a 24 anos e mulheres negras são as principais vítimas.

"Sobre o assédio no transporte público, a lógica é a mesma. Quando existe a tolerância social em relação a alguma prática, não existe constrangimento em exercê-la. Há tolerância em relação ao assédio, o que permite que essa violência seja tão rotineira ", afirma Samira. "E as respostas públicas para isso têm sido muito frágeis. Há segregação da mulher do espaço público, e não existe uma transformação da cultura mostrando ao homem que o corpo da mulher é privado e que ele não tem o direito de tocá-lo", afirma Samira.

Professora do programa de pós-graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo da UFBA, Maíra Kubik Mano diz que os dados demonstram a desigualdade persistente na sociedade brasileira. "O corpo da mulher continua sendo passível de ser agredido, porque é socialmente considerado público. Faz parte de uma lógica da divisão de tarefas, de trabalho. 

As mulheres não só vendem a força de trabalho, como fazem trabalho doméstico, cuidam das crianças, dos idosos. Mas isso não é contabilizado como trabalho. É como se essas horas fossem doadas para a comunidade. Isso dá uma sensação de que o corpo não pertence a elas, de que é um corpo público. E se é publico, pode ser apropriado, inclusive por meio da violência. As mulheres ocupam uma posição inferior em termos de hierarquias sociais e a violência é um modo de manter a mulher nessa posição", diz.

"Há uma sensação de que o corpo não pertence a elas, de que é um corpo público. E se é publico, pode ser apropriado, inclusive por meio da violência. As mulheres ocupam uma posição inferior em termos de hierarquias sociais e a violência é um modo de manter a mulher nessa posição" (Maíra Kubik Mano, professora da UFBA)
Sandra Almeida apanhou do marido e ficou com traumas no rosto (Foto: Reprodução/TV TEM)

Conhecidos

Segundo as entrevistadas, 61% dos agressores são conhecidos. A pesquisa mostra que 19% apontam o próprio cônjuge, companheiro ou namorado e outras 16%, o ex. Parentes como irmãos (9%), amigos (8%), pai ou mãe (8%), vizinhos (4%) e colegas de trabalho (3%) também são citados.

É o caso da vendedora Sandra José de Almeida, de 43 anos, que foi agredida pelo marido, internada e depois voltou a apanhar na Santa Casa de São José do Rio Preto (SP), em junho de 2016. “Essa noite eu vi a morte de perto. Ele entrou no quarto e meu deu um soco nos olhos”, disse a vítima.

A maior parte das agressões ocorre em casa (43%). A rua (39%), o trabalho (5%) e a balada (5%) aparecem em seguida.

"Não à toa a maior parte dos agressores são conhecidos. Em geral começa em casa, com o pai ou o padrasto, depois passa a ser o namorado, o companheiro, o ex-companheiro. E, em meio a este cenário, convivemos com um padrão de dominação masculina que não apenas define o uso dos espaços públicos e privados, mas que define o que é permitido ou não. Quando se trata do uso da violência por parte do homem para regulação das relações, isso é socialmente tolerável. É aquela ideia de que em briga de marido e mulher ninguém mete a colher porque são conflitos que devem ser resolvidos na esfera privada, ainda que seja de forma abusiva", explica Samira.

Segundo o Datafolha, 52% das mulheres não fizeram nada após a agressão. Entre as que tomaram alguma atitude, 11% denunciaram o agressor em uma Delegacia da Mulher e 10%, em uma delegacia comum. A pesquisa mostra que 3% ligaram para a PM e 1% para o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher).

Boa parte delas, no entanto, ainda recorre a conhecidos na hora de buscar ajuda: 13% procuraram a família e 12%, amigos.

Para Maíra Kubik Mano, da UFBA, é preciso um esforço de todos para mudar essa situação. Ela cita, no entanto, contradições por parte do poder público. "Se a gente teve a aprovação da Lei do Feminicídio por um lado, na mesma época houve a retirada das discussões de gênero e sexualidade do Plano Nacional de Educação. Então há a aprovação de uma lei punitiva, para uma situação que já aconteceu, mas para algo preventivo, um processo educativo, é retirada a possibilidade do debate. Então o Legislativo atua de forma contraditória, seguindo uma lógica punitivista, que não resolve se a gente está pensando em um processo mais amplo de civilização."

"Os movimentos feministas nos últimos anos têm vivido uma nova fase, puxados por mulheres jovens articuladas via internet, que têm um potencial muito grande de transformação social. Então é preciso trabalhar de maneira articulada, os movimentos sociais, com o estado, o Legislativo, o Judiciário, para juntos conseguirmos sair dessa situação", afirma. "Mas estou bastante pessimista em relação a isso."

Perfil

Segundo o estudo, há diferenças significativas no índice de vitimização entre as variáveis idade, instrução, renda familiar mensal, classe econômica, cor e natureza do município. “O índice é mais alto entre as mais jovens (70%) que entre as mais velhas (10%), entre as mais instruídas (52%) que entre as menos instruídas (21%), entre as mais ricas (52%) que entre as mais pobres (37%), entre as que pertencem às classes A/B (49%) que entre as que pertencem às classes D/E (34%), entre as que se auto intitularam como pretas (47%) que entre as brancas (35%) e entre as moradoras de regiões metropolitanas (48%) que entre as moradoras do interior (35%)", informa o estudo.

A pesquisa foi feita entre os dias 9 e 11 de fevereiro deste ano em 130 municípios, incluindo capitais e cidades do interior, em todas as regiões do país. Foram ouvidas 2.073 pessoas – 1.051 mulheres, sendo que 833 aceitaram responder um módulo de autopreenchimento. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, para a amostra nacional, e de 3 pontos para a amostra de mulheres participantes do módulo de autopreenchimento.

AUTOR: G1/SP

sábado, 16 de julho de 2016

64% DOS JOVENS APREENDIDOS POR ASSASSINATOS E 74% DOS JOVENS MORTOS ESTAVAM FORA DA ESCOLA, NO CEARÁ

O Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência divulgou na manhã desta sexta-feira, na Assembleia Legislativa do Ceará, parte dos resultados da pesquisa feita com famílias de jovens mortos e com jovens privados de liberdade por homicídios no Ceará. 

Entre quem aponta e quem é alvo, quem mata e quem morre, um mesmo contexto em que a violência espreita.

Em números, 46% dos entrevistados apreendidos tiveram familiar assassinado; 79% tiveram amigos assassinados; 56% já sofreram tentativa de homicídio; 80% conviviam com alguém que tinha arma; 70% tiveram familiar preso, detido ou apreendido.

A partir do depoimento de familiares, é possível afirmar que, entre as vítimas, 45% tiveram familiar assassinado; 64% tiveram amigos assassinados; 29% tinham acesso a arma de fogo; 66% tiveram familiar preso, detido ou apreendido.

A violência ocupa a rotina e o Estado se ausenta no cotidiano dos adolescentes. Vide a relação com a educação e a segurança. Entre os jovens apreendidos, 64% estavam fora da escola. Esse número salta pra 74% entre os assassinados. Para 49% dos entrevistados, a Polícia é vista com indiferença e, para 30% das famílias ouvidas, a Polícia é vista como intimidadora.

Os dados se referem apenas a Fortaleza. Mas a pesquisa abrangeu ainda Caucaia, Maracanaú, Horizonte, Eusébio, Sobral e Juazeiro do Norte, além de oito centros educacionais. Foram 385 questionários aplicados.

As informações tabuladas das demais cidades, bem como as recomendações de políticas públicas para superação do problema e o relatório completo, com depoimentos, relatos das famílias e de adolescentes, serão divulgadas até o fim deste ano.

O trabalho realizou audiências territoriais para escuta das comunidades, grupos focais com agentes públicos e família e seminários temáticos.

Confira outros dados:

- 73% dos adolescentes mortos em Fortaleza foram assassinados no bairro onde moravam

- 67% das mortes foram exibidas em programas policiais

- 53% dos adolescentes assassinados foram ameaçados

- 64% dos jovens tiveram amigos assassinados

- Entre os que estão apreendidos, 56% sofreram tentativa de homicídio

- Entre os que foram assassinados, 74% estavam fora da escola há pelo menos seis meses. Entre os apreendidos, esse total é de 64%

- Para 49% dos entrevistados, a Polícia é vista com indiferença

- Para 30% das famílias ouvidas, a Polícia é vista como intimidadora

- 1/3 dos jovens tiveram tios ou primos assassinados

- Em 40% das mortes, se alguma medida fosse tomada após a ameaça, a vida poderia ter sido salva

- Dívida com tráfico, briga de gangue e entre grupos são os principais motivadores das mortes

- A maioria das famílias não cobra a realização de inquérito policial que desvende o assassinato

- Dos adolescentes que mataram, 69% são negros e 96%, homens; 45% disseram ter cometido homicídios por rixa entre grupos ou desentendimento pontual

Saiba mais

O Comitê tem o objetivo de compreender o fenômeno da violência entre os jovens – com foco na faixa de 10 a 19 anos. Em 2013 foram registradas 883 mortes de adolescentes no Estado, aumentando para 974 no ano de 2014 e para 604 em 2015. O Comitê foi criado a partir da assinatura do protocolo de intenções pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, Zezinho Albuquerque, pela vice-governadora Izolda Cela e pelo representante do Unicef no Brasil, Gary Stahl. É presidido pelo deputado estadual Ivo Gomes (PDT) e tem como relator o deputado Renato Roseno (PSOL).

AUTOR: O POVO

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

BRASIL TEM 21 CIDADES EM RANKING DAS MAIS VIOLENTAS DO MUNDO;VEJA A LITA

Caracas, na Venezuela, foi a cidade mais violenta do mundo em 2015 (Foto: Bob Dewel/Only World/Only France/AFP)

O Brasil é o país com o maior número de cidades entre as mais violentas do mundo em 2015, de acordo com um ranking internacional publicado nesta segunda-feira (25) por uma ONG mexicana. Das 50 cidades com maior taxa de homicídios por 100 mil habitantes em 2015, 21 são brasileiras.

A lista, divulgada anualmente pelo Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal, leva em conta o número de homicídios por 100 mil habitantes e inclui apenas cidades com 300 mil habitantes ou mais. Foram excluídos países que vivem “conflitos bélicos abertos”, como Síria e Iraque.

Apesar de o Brasil ser o país com mais representantes, o maior índice de violência foi detectado nas cidades da Venezuela. A taxa média brasileira foi de 45,5 homicídios por 100 mil habitantes e a venezuelana, de 74,65. Caracas, capital do país, lidera o ranking geral, com 119,87 homicídios dolosos para cada 100 mil habitantes.

Primeiro lugar por 4 anos seguidos, San Pedro Sula, em Honduras, conseguiu reduzir o número de homicídios e passou para o segundo lugar. San Salvador, capital de El Salvador, ficou em terceiro.

As mais violentas do Brasil
Fortaleza foi a cidade mais violenta do Brasil em 2015, segundo ranking mundial que leva em conta apenas cidades com ao menos 300 mil habitantes (Foto: Rafael Almeida/TV Verdes Mares)

Das cidades brasileiras, a primeira a aparecer é Fortaleza, em 12º lugar. Em seguida vem Natal, em 13º, Salvador e região metropolitana, em 14º, e João Pessoa (conurbação), em 16º.

Belo Horizonte, que figurava na lista do ano anterior, desta vez não apareceu. O contrário aconteceu com 3 cidades brasileiras, que estavam fora da lista de 2014, mas entraram na de 2015: Feira de Santana (27º), Vitória da Conquista (36º) e Campos dos Goytacazes (39º).

Também aparecem Maceió (18º lugar), São Luís (21º), Cuiabá (22º), Manaus (23º), Belém (26º), Goiânia e Aparecida de Goiânia (29º), Teresina (30º), Vitória (31º), Recife (37º), Aracaju (38º), Campina Grande (40º), Porto Alegre (43º), Curitiba (44º) e Macapá (48º).

Das 50, 41 ficam na América Latina: 21 no Brasil, 8 na Venezuela, 5 no México, 3 na Colômbia, 2 em Honduras, uma em El Salvador e uma na Guatemala. Outros países com cidades na lista foram África do Sul, Estados Unidos e Jamaica.

O estudo é feito com base em dados oficiais ou de fontes alternativas, como ONGs. A metodologia é explicada, país por país, neste link.

AS CIDADES MAIS VIOLENTAS DO MUNDO, SEGUNDO O RANKING

1° - Caracas (Venezuela) - 119.87 homicídios/100 mil habitantes
2° - San Pedro Sula (Honduras) - 111.03
3° - San Salvador (El Salvador) - 108.54
4° - Acapulco (México) - 104.73
5° - Maturín (Venezuela) - 86.45
6° - Distrito Central (Honduras) - 73.51
7° - Valencia (Venezuela) - 72.31
8° - Palmira (Colômbia) - 70.88
9° - Cidade do Cabo (África do Sul) - 65.53
10° - Cali (Colômbia) - 64.27
11° - Ciudad Guayana (Venezuela) - 62.33
12° - Fortaleza (Brasil) - 60.77
13° - Natal (Brasil) - 60.66
14° - Salvador e região metropolitana (Brasil) - 60.63
15° - ST. Louis (Estados Unidos) - 59.23
16° - João Pessoa; conurbação (Brasil) - 58.4017° - Culiacán (México) - 56.09
18° - Maceió (Brasil) - 55.6319° - Baltimore (Estados Unidos) - 54.98
20° - Barquisimeto (Venezuela) - 54.96
21° - São Luís (Brasil) - 53.05
22° - Cuiabá (Brasil) - 48.52
23° - Manaus (Brasil) - 47.87
24° - Cumaná (Venezuela) - 47.77
25° - Guatemala (Guatemala) - 47.17
26° - Belém (Brasil) - 45.83
27° - Feira de Santana (Brasil) - 45.50
28° - Detroit (Estados Unidos) - 43.89
29° - Goiânia e Aparecida de Goiânia (Brasil) - 43.38
30° - Teresina (Brasil) - 42.64
31° - Vitória (Brasil) - 41.99
32° - Nova Orleans (Estados Unidos) - 41.44
33° - Kingston (Jamaica) - 41.14
34° - Gran Barcelona (Venezuela) - 40.08
35° - Tijuana (México) - 39.09
36° - Vitória da Conquista (Brasil) - 38.46
37° - Recife (Brasil) - 38.12
38° - Aracaju (Brasil) - 37.70
39° - Campos dos Goytacazes (Brasil) - 36.16
40° - Campina Grande (Brasil) - 36.04

41° - Durban (África do Sul) - 35.93
42° - Nelson Mandela Bay (África do Sul) - 35.85
43° - Porto Alegre (Brasil) - 34.73
44° - Curitiba (Brasil) - 34.71
45° - Pereira (Colômbia) - 32.58
46° - Victoria (México) - 30.50
47° - Johanesburgo (África do Sul) - 30.31
48° - Macapá (Brasil) - 30.2549° - Maracaibo (Venezuela) - 28.85
50° - Obregón (México) - 28.29

AUTOR: G1/SP

terça-feira, 27 de outubro de 2015

PESQUISA DO IBOPE APONTA QUE 55% NÃO VOTARIAM EM LULA DE JEITO NENHUM

Mesmo assim, 23% afirmaram que votariam em Lula com certeza, a maior taxa entre os entrevistados (Foto: Reuters)

Ninguém tem mais rejeição do que Lula da Silva. Ninguém tem mais eleitores cativos do que Lula da Silva. Com o impeachment de Dilma Rousseff cada dia menos iminente, o foco da disputa política volta a ser 2018. Pesquisa inédita do Ibope mostra por que o fantasma de um terceiro mandato do ex-presidente continua assombrando a oposição. As crises política e econômica estão enfraquecendo o petista, mas ninguém está faturando com isso.

Entre 17 e 21 de outubro, o Ibope pesquisou o potencial de voto de alguns dos principais personagens políticos que podem vir a disputar a sucessão de Dilma daqui a três anos. Quando falta tanto tempo assim para a eleição, esse tipo de sondagem é mais significativo do que medir a simples intenção de voto - porque mostra não apenas a presença de cada nome na memória do eleitor, mas também sua força e limites, além do seu desconhecimento.

Pergunta-se, sobre cada um dos potenciais candidatos, qual frase mais bem descreve o que o eleitor pensa a respeito daquele nome: se votaria nele com certeza para a Presidência da República, se poderia votar, se não votaria de jeito nenhum ou se não o conhece o suficiente para opinar. Há quem não responda.

Além de Lula, foram testados os nomes de Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra (todos do PSDB), de Marina Silva (Rede) e de Ciro Gomes (PDT). Um mesmo eleitor pode dizer que votaria com certeza em mais de um candidato ou que não votaria em nenhum deles. Por isso, as taxas não somam 100%. As questões entraram na pesquisa mensal do Ibope e foram bancadas pelo instituto.

Eis as principais conclusões:

1) Os que dizem que não votariam de jeito nenhum em Lula pularam de 33% em maio de 2014 para 55% agora. É a maior rejeição entre todos os nomes testados. Se a eleição fosse hoje, tornaria muito difícil a vitória do petista num segundo turno. Porém, isso depende não apenas de como a política e a Lava Jato vão evoluir até 2018, como contra quem se daria essa eventual disputa. A decisão de voto no segundo turno é sempre por comparação.

2) Cresceu menos, mas também cresceu a taxa dos que não votariam de jeito nenhum em Aécio (de 42% para 47% em um ano), em Marina (de 31% para surpreendentes 50% em um ano), e em Serra (de 47% para 54% em dois anos). Não há comparativo, mas a rejeição a Alckmin e a Ciro é igualmente alta: 52% para ambos.

3) O crescimento generalizado da rejeição mostra que o desgaste de Lula, embora maior do que o dos demais, não está sendo capitalizado por ninguém. Ao contrário, uma fatia crescente do eleitorado demonstra desprezo por todos os políticos, inclusive por aqueles que, como Marina, pretendem simbolizar renovação. Isso aumenta a incerteza e abre espaço para surpresas em 2018.

4) Apesar de decadente, a taxa de eleitores que dizem que votariam com certeza em Lula ainda é maior do que a de todos os seus rivais: 23% (era 33% em maio de 2014). Em segundo lugar aparece Aécio com 15%, seguido de perto por Marina, com 11%. Serra tem 8%, Alckmin tem 7% e Ciro, 4%. A despeito do desgaste, o petista ainda tem o maior poder de mobilização entre todas as lideranças avaliadas. Seria insuficiente para elegê-lo, mas é o bastante para influir no resultado de qualquer eleição.

5) Aécio (42%), Lula (41%) e Marina (39%) empatam tecnicamente em potencial de voto - a soma de eleitores que votariam neles com certeza ou poderiam votar. O trio se destaca por seus nomes estarem mais frescos na memória do eleitor: Aécio e Marina participaram da eleição presidencial de 2014, e Lula foi presidente duas vezes. Serra e Alckmin têm potencial equivalente: 32% e 30%, respectivamente. Ciro tem 20%.

6) Ciro é o mais desconhecido, por 24% dos eleitores. Alckmin também tem taxa alta de desconhecimento: 19%. Aécio (9%), Marina (10%) e Serra (11%) se equivalem. Só 2% não conhecem Lula.

AUTOR: DN

quarta-feira, 18 de março de 2015

APROVAÇÃO A DILMA CAI PARA 13%, DIZ DATAFOLHA

O governo da presidente Dilma Rousseff é avaliado positivamente por 13% dos entrevistados, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (18), considerado o ponto mais baixo desde o início de seu primeiro mandato, em janeiro de 2011. O índice de eleitores que avaliaram o governo da petista como "ruim" ou "péssimo" é de 62%.

A última pesquisa divulgada pelo instituto, em 7 de fevereiro de 2015, apontava que Dilma tinha avaliação positiva de 23% dos entrevistados. À época, outros 44% disseram que o governo da presidente era "ruim" ou "péssimo".

O resultado da pesquisa de avaliação do governo de Dilma feita neste mês é:
- Ótimo/bom: 13%
- Regular: 24%
- Ruim/péssimo: 62%

De acordo com o Datafolha, esta é a mais alta taxa de reprovação de um presidente da República desde setembro de 1992, véspera do impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello. Na ocasião, pouco antes de ser afastado do Palácio do Planalto, a reprovação de Collor era de 68%, destacou o instituto de pesquisa.

Na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recordou o Datafolha, a pior taxa de aprovação foi de 28%, em dezembro de 2005, registrado pouco depois da cassação do mandato do ex-chefe da Casa Civil José Dirceu. O ex-ministro perdeu o mandato devido à suspeita de seu envolvimento no esquema do mensalão do PT.

A pesquisa entrevistou 2.842 eleitores logo após as manifestações do último domingo (15) que levaram milhares de pessoas às ruas do país para protestar contra Dilma e pedir o fim da corrupção no país. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Nota do governo
Ao questionar os eleitores sobre a avaliação do governo, o Datafolha também costuma pedir para os entrevistados atribuírem uma nota de 0 a 10 ao presidente da República objeto do levantamento.

Segundo o instituto, a nota média de Dilma é de 3,7, a mais baixa desde que a petista assumiu o comando do país, em 2011. Na última pesquisa do Datafolha, em fevereiro, a nota média da petista era de 4,8.

No primeiro mandato da presidente, observou o Datafolha, a nota mais baixa atribuída a Dilma foi registrada em pesquisas realizadas entre junho e julho de 2014. Na ocasião, a nota média do governo era de 5,6.

Avaliação do Congresso
A pesquisa Datafolha mostra ainda que 9% dos entrevistados consideram "bom" ou "ótimo" o desempenho de senadores e deputados no Congresso. Outros 50% acreditam que a atuação dos parlamentares é "ruim" ou "péssima".

AUTOR: G1/SP

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

ACIDENTES FATAIS COM MOTOCICLETAS AUMENTAM 187% NO CEARÁ

Guiar moto sem capacete é uma das principais causas de acidentes com morte FOTO: MELQUÍADES JÚNIOR

Acidentes envolvendo motocicletas e motonetas correspondem a quase 35% do total de ocorrências no Estado. Os dados são do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) registrados até agosto do ano passado. No período de 2003 a 2012, o número de vítimas fatais neste tipo de acidente cresceu 187%.

Para a coordenadoria de fiscalização do Departamento, as estatísticas são preocupantes. A principal causa desses acidentes, de acordo com o órgão, é a imprudência. Segundo o Detran, é no interior do Estado que há maior concentração de condutores de motocicleta sem habilitação. 

A frota de veículos de duas rodas é de pouco mais de 1,1 milhão, havendo registros de aproximadamente 600 mil pessoas habilitadas com a Carneira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A (exigida para conduzir moto).

Até agosto de 2013 foram contabilizados, em todo o Ceará, 6.164 acidentes envolvendo apenas motocicletas, contra 17.617 envolvendo outros veículos, como carros, caminhões etc. Esse valor representa 34,75% do total de acidentes ocorridos em apenas oito meses. Da última estatística até o momento, o Departamento não atualizou os números, não sendo possível saber se as ocorrências cresceram ou diminuíram no último ano.

De janeiro a agosto de 2013, 448 pessoas foram vítimas fatais de acidentes com motocicletas, representando 25,34% do total de mortes no trânsito, que foram de 1.768 mortes. Em todo o ano de 2012, foram 887 mortes de motociclistas, de um total de 2.403 óbitos em acidentes com todos os veículos.

O Departamento tem cadastrados no seu sistema aproximadamente 1,5 milhão de condutores portadores de CNH. Desse total, quase a metade é habilitada na categoria A. Destes, cerca de 600 mil estão no interior e 200 mil na capital.

Álcool

Entre os principais exemplos de imprudência identificados pelo órgão está o consumo de álcool por quem vai conduzir o veículo. O resultado disso são os acidentes constantes e as ocorrências registradas nos finais de semana no Instituto Dr. José Frota, em Fortaleza, para onde são levados grande parte dos acidentados.

O coordenador de equipe de fiscalização do Detran, Ribamar Diniz Bacelar, avalia que as estatísticas preocupantes de vítimas de acidentes de trânsito envolvendo motocicleta resultam da falta de responsabilidade de uma parcela dos motociclistas. "Nas cidades de médio e grande portes, essa parcela ainda não atentou para os cuidados que se deve ter ao conduzir moto na via pública. 

Há motociclistas que fazem das ruas e avenidas verdadeiras pistas de corrida. Parece até mesmo que estão disputando algum campeonato. Fazem zigue-zague nas vias, ultrapassam pelo lado direito dos outros veículos, fazem ultrapassagem por um estreito espaço entre dois veículos de quatro rodas em movimento. Não respeitam ônibus e caminhões em subida ou descida de alça de viaduto ou mesmo na conversão à direita ou à esquerda de um cruzamento", contou o coordenador.

Além disso, ele ressalta que os moradores das cidades distantes da Capital substituíram o animal ou mesmo a bicicleta pela moto. "A exigência da habilidade para conduzir motocicleta é inúmeras vezes maior que a de um condutor de bicicleta ou um montador de cavalo ou jumento", acrescentou.

A falta de órgãos municipais de transito também é apontada como um dos fatores que contribuem para o aumento de acidentes. Segundo o Detran, apenas 55 dos 184 municípios cearenses possuem departamento municipal de trânsito. De acordo com o órgão estadual, o número de acidentes seria reduzido se houvesse participação maior dos municípios na fiscalização.

Efetividade

Limoeiro do Norte é uma das cidades que possuem o trânsito municipalizado. Para o diretor da unidade, Osmar Oliveira, o número de agentes está reduzido e o trabalho de fiscalização não é realizado como deveria.

"Nós só podemos realizar blitz com o apoio da polícia, que também tem seu efetivo reduzido aqui no município. O que fazemos é um trabalho pontual de trânsito, em alguns locais. Sem dúvida a blitz constante impactaria mais e consequentemente o número de acidentes estaria reduzido", afirmou.

Sobre números do município, Oliveira informou que somente após 60 dias da solicitação os dados poderiam ser divulgados. De acordo com ele, o trabalho de levantamento em comparação com os anos anteriores ainda está sendo realizado pelo órgãos.

AUTOR: DN

terça-feira, 19 de agosto de 2014

BRASILEIROS CONECTADOS ALCANÇAM 74% DA POPULAÇÃO ENTRE 16 E E 49 ANOS, AFIRMA GOOGLE

A realidade do brasileiro atualmente é hiper: hiperconectada, hipermóvel e hiper informada. É o que apontam os dados de uma série de pesquisas encomendadas pelo Google no país e divulgadas pela companhia nesta terça-feira, durante o primeiro dia do evento Think with Google 2014, em São Paulo.

De acordo com o levantamento realizado pela gigante de buscas na internet, em parceria com quatro diferentes empresas de consultoria — Provokers, Ipsos, TNS e Millward Brown Brasil — o número de brasileiros conectados hoje alcança 74% entre a população de 16 a 49 anos, das classes A, B e C.

Mais conectados, os brasileiros também estão fazendo uso de uma variedade maior de dispositivos: mais de 40 milhões de usuários no país utilizam três ou mais telas em sua rotina.

— O brasileiro está hiperconectado, hipermóvel e hiper informado. Esse modo de agir representa oportunidades para todos os setores da economia. É necessário entender quem é este novo consumidor, definir estratégias, criar um diálogo engajador por meio das mesmas ferramentas onde o usuário está — afirma Maria Helena Marinho, que lidera a área de pesquisas e mercado do Google no Brasil.

Assim, as plataformas móveis ocupam cada vez espaço entre os usuários, principalmente os jovens: enquanto 29% dos brasileiros têm um smartphone, esse percentual passa de 45% entre aqueles com idade entre 16 e 34 anos. Enquanto em 2012 27% dos usuários entre 16 e 24 anos usavam smartphones, hoje esse percentual alcança 49%.

Cerca de 32% dos usuários de celulares inteligentes usam o dispositivo com mais frequência do que usam o computador para pesquisar, se informar ou consumir conteúdo na rede.

Realizado até a próxima sexta-feira em São Paulo, o evento Think with Google reúne especialistas em uma série de palestras e encontros para discutir as principais tendências do universo digital, apresentando pesquisas inéditas e o compartilhando perspectivas de mercado.

AUTOR: O Globo

domingo, 10 de agosto de 2014

96% DOS JOVENS NO BRASIL USAM A INTERNET TODOS OS DIAS

A utilização em excesso dessas ferramentas pode causar uma série de distúrbios emocionais, como depressão, ansiedade, autismo, entre outros FOTO: FERNANDA SIEBRA
O curso básico é concluído em seis meses de duração, e a primeira turma formou, pelo menos, 28 alunos da terceira idade FOTO: FABIANE DE PAULA

Cada vez mais, temos a impressão de que o mundo inteiro está conectado. Culturas se aproximam, experiências são compartilhadas, pessoas se conhecem e, mesmo com a distância, continuam perto. Asseverando esse pensamento, a unidade de negócios online do Ibope Inteligência realizou a pesquisa "Jovem Digital Brasileiro" e revelou que 96% da juventude do País utilizam a internet todos os dias.

O estudo foi feito com 1.553 pessoas de 15 a 32 anos e também revelou que quase 60% dos entrevistados estão conectados continuamente ao WhatsApp e 47% ao Facebook. Esses dois estão entre os quatro aplicativos mais utilizados pelos jovens, em 80% dos celulares. O levantamento aponta também o e-mail e o Youtube, como as outras duas ferramentas mais comuns.

Além disso, os resultados também mostraram que 17% dos jovens que vivem nas principais capitais e regiões metropolitanas brasileiras possuem, pelo menos, um tablet em casa e, entre os que possuem telefone celular, 47% têm smartphones.

Entretanto, a apuração do Ibope não possui detalhamento por cidades. A última pesquisa realizada no Ceará e Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra os números crescentes. De 2005 a 2011, em todo o Estado, o aumento de pessoas a partir de 10 anos que acessam a internet cresceu cerca de 38,2%. Praticamente igual a RMF, que, apesar de ter uma quantidade superior de pessoas acessando a internet, aumentou 38,1% nesse intervalo de seis anos. Nos dois casos, a maior parte é de estudantes.

Esse número pode ser confirmado, também, em bairros da periferia. Em uma lan house da Aerolêndia, que funciona de segunda a sábado, mais de 30 usuários utilizam a internet todas as noites. "Temos apenas seis computadores. Tem dias que as pessoas ligam pra reservar horário", diz o estudante João Felipe,14, que ajuda a organizar o estabelecimento. O dono do local, Geovani de Paula Freitas, afirma que a maioria dos clientes é jovem.

Enquanto espera o ônibus no Terminal da Parangaba, Thiago Thomyson dos Santos, 20, não deixa o smartphone de lado. Mesmo conversando com outros amigos, ainda consegue estar atento ao que acontece na internet por meio do celular. "Eu acesso a internet todos os dias. E ainda mais com esses novos aplicativos de conversa. Passo umas três horas conectado", conta.

A estudante Joana Darc Mariano da Silva, 18, não é diferente. "Se eu não tiver curso, passo a manhã inteira na internet. Só paro mesmo quando tenho alguma cosia pra fazer", relata, confessando ser uma usuária assídua das redes sociais.

Prejudicial

De acordo com a Sociedade Canadense de Pediatria e Academia Americana de Pediatria, a utilização em excesso dessas ferramentas podem causar uma série de danos para os jovens. Há, inclusive, estudos ligando diretamente a utilização excessiva de tecnologia a uma série de distúrbios emocionais, como depressão, ansiedade, autismo, etc.

Apesar de concordar com os inúmeros efeitos prejudiciais, o psicanalista Daniel Franco não acredita desencadeamento dessas doenças pelo uso excessivo da internet, mas no agravamento de um distúrbio que o paciente já possuia. Ele explica que a utilização descontrolada pode causar o afastamento de outras atividades, como por exemplo o convívio social.

"Pode, inclusive alterar toda a rotina de sono e alimentação daquele jovem, oferecendo consequências como a propensão à obesidade, causada pelo sedentarismo", explica. Movimentos repetitivos podem ocasionar problemas nas articulações das mãos, assim como a má postura também trará danos.

O especialista fala que o melhor meio de evitar que esses jovens façam uso exagerado da internet é com o monitoramento dos pais. "Deve-se ter controle sobre horários, impor limites. A Sociedade de Pediatria recomenda apenas duas horas por dia", afirma o especialista.

Moderação

Apesar da possibilidade de malefícios por conta do uso exagerado, se for utilizada com moderação, a internet pode ser uma forte aliada dos jovens.

"O lado bom é a infinidade de possibilidades que ela traz. A internet serviu para globalizar. E isso oferece a todos o acesso ao conhecimento, à novas culturas, diversas línguas", acrescenta Daniel. Além disso, pessoas que sofrem com timidez ou possuem dificuldades de relacionamento com outras pessoas podem usar a internet como uma ferramenta de ajuda.

Imparh oferece turmas de inclusão digital para idosos

Quem acredita que a internet está fazendo a cabeça apenas dos jovens engana-se. Esse sistema global de redes interligadas para servir bilhões de usuários em todo o mundo tem ganhado, cada vez mais, adeptos da segunda, também chamada de meia-idade, e terceira idade.

Exemplo disso foi a ação realizada dentro do Programa Gente de Valor (PGV), pelo Instituto Municipal de Pesquisa, Administração e Recursos Humanos (Imparh), que tinha como principal intuito oferecer inclusão digital para idosos.

"A princípio, precisamos de muita cautela porque sentíamos o medo que os alunos tinham. Queríamos integrar, unir. E as pessoas que trabalham com esse tipo de público necessitam de um cuidado todo especial, além de paciência, senão a comunicação não funciona entre eles", explica a coordenadora do PGV e conselheira municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (CMDPI), Neide Façanha.

Facilidade

Dona Maria Cabral, 85, conta que já havia feito um curso básico para aprender a utilizar a internet e poder se comunicar com a filha, que mora no Chile. "É pela internet que a gente conversa. Ela me diz se está bem, se no Chile está fazendo frio, onde ela está", afirma.

A aposentada coordena, ainda, um projeto de artesanato, no Imparh, e aproveita para divulgar seu trabalho nas redes sociais. "Eu que incentivei as meninas à fazerem o curso. Contei pra elas o quanto é maravilhoso poder se conectar. Eu acho um passatempo muito bom".

A amiga, Teresa Bandeira, 74, também resolveu entrar no mundo virtual e não se arrepende. "Antes eu tinha muito medo. Mas agora faço tudo sozinha. Me divirto bastante. Sou muito grata aos meus professores e anjos".

Projeto

O curso básico foi concluído em seis meses de duração, formando 28 alunos da terceira idade. No primeiro módulo, o conteúdo estudado foi a parte mais técnica, como saber ligar o computador, identificar as letras no teclado, aprender a segurar o mouse. No segundo módulo, os alunos puderam aprender a fazer textos e criar imagens em programas específicos, salvar arquivos e criar pastas. Já no terceiro módulo, foi ensinado a utilizar a internet, fazer pesquisas em sites de busca, como também, criar perfis nas redes sociais.

"As pessoas que se ofereceram para serem voluntários foram verdadeiros anjos, e era assim como chamávamos. Para mim, o mais forte e mais bonito dessa ação foi a troca que eles puderam ter: os professores ofereceram o conhecimento e os alunos retribuíram com o carinho", afirma Neide, que revela o desejo da Instituição em abrir outras turmas em setembro.

OPINIÃO DO ESPECIALISTA

Qual o perfil do jovem que está conectado?

A popularização da tecnologia, com o aumento da inclusão digital, parece ter vindo pro bem social. São ferramentas úteis, que informam, aproximam pessoas, lugares e culturas; divertem e ensinam, de forma cada vez mais democrática, fácil e rápida. Mas esse "bem" só existe quando são usadas com bom senso e responsabilidade. Crianças e adolescentes são os mais vulneráveis aos eventuais malefícios. O tempo de exposição, a falta de orientação e ausência da mediação dos pais podem transformar o que deveria ser benéfico, em maléfico.

Crianças e adolescentes que ficam excessivamente expostos a essas ferramentas também ficam mais expostos a diversos riscos, dada a imaturidade e ingenuidade natural dessa fase, como: tornam-se alvos fáceis de criminosos (pedófilos, sequestradores, hackers); acessam conteúdos impróprios para sua idade (violentos, eróticos); ficam expostos ao chamado cyberbullying (brincadeiras que constrangem e ferem a dignidade); ficam excessivamente expostos à publicidade; desenvolvem problemas de saúde de diversas ordens (alteração do hábito alimentar, sedentarismo, lesão por esforço repetitivo, problemas oftalmológicos).

Tanto o uso excessivo, quanto a posterior privação como medida disciplinadora por parte dos pais, geram diversos sintomas similares às crises de abstinência de outros vícios: agressividade, irritação, queda no rendimento escolar, interferência na qualidade do sono e da alimentação. Também tendem a negligenciar as relações sociais reais, abrem mão de passeios e viagens, e trocam, com frequência, brincadeiras convencionais por jogos online.

Além disso, dada a facilidade de acesso e ao imediatismo da troca de informações, temos uma geração mais ansiosa, composta por jovens que não aprenderam a esperar, a observar e se entreter consigo mesmo.

Sarah Castelo Branco
Psicóloga

Patrícia Holanda
Especial para cidade
AUTOR: DN

segunda-feira, 7 de julho de 2014

PESQUISA DA ONU APONTA QUE 90% DAS INDIANAS TÊM MEDO DE SAIR NA RUA

Um lugar do mundo onde um grupo de mulheres é condenado desde o nascimento a uma vida de humilhações e de violência. Esse lugar é a Índia, país com um sistema de divisão social bastante rígido: as chamadas castas. 

Quem nasce na camada mais baixa é chamado de ‘dalit’ ou 'intocável', mas o nome não significa privilégio algum. Os 'intocáveis' não têm direitos e são vítimas de todo tipo de agressão, especialmente as mulheres. Algumas chegam a ser atacadas com ácido.

Lugares onde as mulheres nascem com o destino traçado, e o destino é o sofrimento: abusos sexuais, estupros, abortos e abandonos de bebês apenas por serem meninas, mutilações e agressões físicas.

Esse é o país chamado de a maior democracia do mundo - com mais de 1,2 bilhão de habitantes -, mas que considera muitas de suas mulheres pessoas não respeitáveis.

Há um ano e meio, um caso bárbaro levou milhares de pessoas a protestar nas ruas das principais cidades da Índia. Ao sair do cinema, na capital Nova Déli, um casal entrou em um ônibus, na frente de um shopping center. Durante a viagem, ele foram espancados por seis homens. Os agressores estupraram a mulher, Jyoti Singh, de 23 anos. Os dois foram jogados do ônibus em movimento e, 13 dias depois, Jyoti morreu.

A sociedade indiana é dividida em castas, grupos em que o filho herda a condição social dos pais. Quanto mais alto na pirâmide, mais direitos a pessoa tem. Mas a maior parcela da população, a base, é formada pelos dalits: os intocáveis. São mais de 160 milhões de pessoas - quase um Brasil inteiro - sem direitos. E dentro das outas castas, os homens têm poderes que elas não têm.

Para mostrar o problema de perto, a jornalista Radha Bedi - uma inglesa de origem indiana - foi até Nova Déli. Radha encontra casos de violência contra os dalits todos os dias.

“Os jornais estão cheios de histórias de violência sexual e estupros: Garota dalit estuprada por gangue; mulher atacada com ácido; 350 estupros em Nova Déli nos quatro primeiros meses desse ano”, ela diz.

As agressões contra as mulheres na Índia começam ainda antes do nascimento e se espalham por todas as classes sociais. Muitas famílias indianas, mesmo as mais ricas, veem o nascimento de uma menina como um desperdício, um problema financeiro. Elas representam gastos com educação, alimentação e, para casar uma filha, é preciso juntar um grande dote, ou seja, dar presentes para a família do marido.

Com esse argumento, o marido e os sogros de Mitu queriam que ela abortasse as filhas gêmeas.

Mitu: Depois do ultrassom que mostrou que eram meninas, eles queriam que eu tirasse os bebês. Pararam de me dar comida.
Radha: Nada para comer?
Mitu: Não. E o meu marido me empurrou das escadas. Eu comecei a sentir dores no abdômen e a ter um corrimento. Então eles me trancaram em um quarto.

Mitu fugiu, teve as duas filhas e se tornou uma ativista contra esse tipo de aborto. “Ultrassons servem para detectar anomalias. Ser mulher não é uma anomalia. Na Índia, esses abortos se tornam uma indústria milionária”, afirma.

Decidir abortar com base no sexo do bebê é crime na Índia, mas a prática é muito comum. Um estudo mostrou que, na última década, quatro milhões de bebês foram abortados apenas por serem do sexo feminino.

E as bebezinhas, muitas vezes, são abandonadas pela família. A Índia inteira conhece um tipo estranho de orfanato: só para meninas.

Radha: Como ela se chama?
Veena: Aradhya. Ela foi jogada no mato.
Radha: Quanto tempo de vida ela tinha?
Veena: Dois dias.

Crescer, para elas, não é garantia de sobrevivência. Foi o caso de Jyoti Singh, estuprada e jogada do ônibus. Para o pai, ela era a esperança da família. “Ela estudava para ser fisioterapeuta. Eram 21h quando ela ficou inconsciente. Eu pus a mão sobre a cabeça dela e ela me beijou. Depois, não abriu mais os olhos e deixou esse mundo”, lamenta.

Radha foi conversar com o advogado da família de Jyoti.

Radha: O que é ser respeitável?
Advogado: Quando você olha para uma pessoa a sente respeito por essa pessoa, ela é respeitável. Se ela fosse respeitável, isso nunca teria acontecido.
Radha: Então o senhor acha que ela foi responsável por ter sido estuprada e morta?
Advogado: Sim. Não dá para dizer que apenas os estupradores foram responsáveis. Ela também foi responsável.

Na Índia, ainda existe mais uma forma de violência recorrente contra as mulheres, uma agressão extrema, selvagem e covarde: 80% dos casos em que as mulheres são atacadas com ácido são cometidos por homens ciumentos que não querem que a mulher e se case com mais ninguém.

Entre 2010 e 2012, foram 225 ataques. Em 2002, tinham sido 496. Houve uma queda, mas ainda assim são números absurdos. As vítimas raramente morrem. Ficam desfiguradas e, muitas vezes, cegas.

Tuba foi atacada quando tinha apenas 14 anos. O rosto dela ficou deformado demais.

Radha: Como isso aconteceu?
Tuba: Eram 5h30. Um grupo de rapazes passou por mim e jogou ácido no meu rosto. Um deles sempre tentou se aproximar de mim, mas eu nunca dei bola para ele.
Pai de Tuba: Dá para notar que a boca dela não abre toda? Ela tem muita dificuldade para se alimentar. Só toma líquidos e precisa usar esses canudos no nariz para poder respirar direito.

Quatro dos homens que atacaram Tuba foram presos e ainda esperam pelo julgamento. “Eu queria que eles também tivessem ácido jogado nos rostos deles, como fizeram comigo”, diz Tuba.

A pena máxima para esse tipo de crime na Índia é de dez anos, mas os julgamentos, muitas vezes, se arrastam por anos e as penas podem ser muito mais leves.

A violência frequente contra as mulheres na Índia chamou a atenção dos órgãos internacionais. A ONU fez uma pesquisa e constatou que 90% das indianas têm medo de sair nas ruas.

“Os homens querem mostrar poder, que estão no controle. E esse comportamento passa de geração para geração. Os meninos tratam mal as irmãs, e vão abusar das jovens e, depois, torturar as esposas. É urgente passarmos a valorizar as mulheres nesse país imediatamente”, afirma Sabrina.

Mas as mulheres indianas começam a se erguer. E os protestos provocados pela morte de Jyoti mostram que já existe um movimento na Índia pela valorização da mulher.

AUTOR: FANTÁSTICO

sexta-feira, 6 de junho de 2014

POPULAÇÃO CARCERÁRIA PASSA DE 715 MIL NO BRASIL

Uma pesquisa inédita do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) detalha a população carcerária brasileira. A partir de dados coletados com juízes de 26 estados e do Distrito Federal, o CNJ chegou a um total de 715.655 presos no país. 

Os dados anteriores ao estudo apontavam que pouco mais de 574 mil pessoas estavam atrás das grades. A diferença – quase 148 mil – é formada por aqueles que cumprem pena de privação de liberdade em prisão domiciliar.

Essa população não era contada em análises anteriores, de acordo com o supervisor do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF/CNJ), conselheiro Guilherme Calmon. Ele explicou que, segundo a Lei de Execução Penal, mesmo os condenados a cumprir penas no regime aberto ou pena de limitação de fim de semana deveriam estar em espaços adequados para isso, como casas de albergados. Mas, “em razão da ausência de vagas, é que os juízes acabaram por admitir a prisão domiciliar”.

Tendo em vista os dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) relativos a junho de 2013, último balanço divulgado pelo órgão do Ministério da Justiça, havia no país 574.027 presos, o que significava um déficit de 256 mil vagas no sistema. Agora, ao se considerar também a prisão domiciliar como resultado de carência, o número de vagas faltantes sobe para 358.373.

Se a população carcerária aumentou, o número de presos provisórios diminuiu, segundo o CNJ. O órgão aponta que eles são 32% do total. Para Calmon, coordenador da pesquisa, isso mostra que “o juiz está fazendo a parte dele e julgando os processos em tempo razoável”. No entanto, segundo ele, “o problema é maior que o que tínhamos pensado antes”, e “o que fazer depende dos estados, a quem cabe construir presídios para comportar essa população”.

Com a pesquisa, o Brasil chega à proporção de 358 pessoas presas para cada 100 mil habitantes. O total de mais de 715 mil presos faz com que o país suba de quarto para terceiro lugar no ranking de população carcerária do mundo. Perde apenas para Estados Unidos (2,2 milhões de presos) e China (1,7 milhão). O quarto lugar é ocupado pela Rússia (676 mil), segundo dados do Centro Internacional de Estudos Penitenciários (ICPS, na sigla em inglês) da Universidade de Essex, do Reino Unido.

O estudo Novo diagnóstico de pessoas presas no Brasil também revela que existem 373.991 mandados de prisão abertos. Se eles fossem cumpridos, o número de presos poderia chegar a 1.089.646 e o déficit de vagas, a 732.427. A situação “mostra como nós temos uma racionalidade punitiva muito grande”, segundo a vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko. À Agência Brasil, ela disse que há hoje uma governança da população pelo crime e pela punição.

Ela Wiecko disse que, assim como os que cumprem pena em domicílio estão presos porque estão sob o controle do Estado, há também aqueles que cumprem penas restritivas, sobre os quais não há um dado atualizado. “Somando tudo você vai ter mais de 1 milhão e 500 mil pessoas sob controle penal”, disse, destacando que “a sociedade brasileira e o Estado brasileiro têm que colocar um limite do que pode gastar com esse tipo de resposta [a prisão]”, bem como repensar a forma de lidar com os conflitos. “A resposta de que é crime, tem que processar criminalmente, é muito fácil de dar, mas a gente está vendo o que acontece. E as cadeias não podem ser um depósito de pessoas”.

Até a semana que vem, o CNJ pretende entregar o relatório completo da pesquisa aos grupos de monitoramento e fiscalização carcerária dos tribunais de Justiça estaduais, assim como para as secretarias responsáveis pela área penitenciária e para o Depen. A expectativa é que o estudo embase a elaboração de novas políticas públicas.

AUTOR: Agência Brasil

terça-feira, 3 de junho de 2014

PESQUISA IBOPE APONTA QUE 42% DOS BRASILEIROS SÃO CONTRA A COPA



Uma pesquisa do Ibope, divulgada nesta segunda-feira (2), mostrou que 51% da população brasileira são a favor da realização da Copa do Mundo no país. Os que são contra o evento totalizam 42%. Em fevereiro último, data do levantamento mais recente, 58% eram a favor e 38% contra.

Os que acreditam que o torneio será bem sucedido são 36% dos entrevistados, contra 31% que acham que as chances do evento dar certo são pequenas. Aqueles que pensam que as chances são médias somam 28%.

Perguntados sobre o que eles próprios pensam, 71% dos entrevistados dizem querer que a Copa dê certo e 11% afirmam querer que dê errado. Os que se dizem indiferentes são 14% do total. Outros 4% não sabem ou não quiseram responder.

O levantamento também apurou a percepção da população sobre o que pensa o brasileiro em relação à Copa. Para 59% dos entrevistados, o brasileiro está torcendo mais para que a competição seja um sucesso. Outros 22% acham que o público deseja que o evento seja um fracasso. Para 12%, a questão é indiferente. Os que não sabem ou não quiseram responder totalizam 7%.

Os sentimentos negativos prevalecem sobre os positivos, segundo a pesquisa. Os sentimentos negativos mais citados são preocupação (30%) e desperdício (29%). Na pesquisa anterior, os itens respondiam por 27% e 28%, respectivamente. Entre os entrevistados com ensino superior completo, 39% citam preocupação e 37%, desperdício.

Os sentimentos positivos mais mencionados são alegria (26%) e esperança (18%). Em fevereiro eram 29% e 20%, respectivamente. O número sobe para 43% e 23%, quando o entrevistado possui renda familiar de até um salário mínimo.

Temperatura
A pesquisa do Ibope pediu para que os entrevistados apontassem em um termômetro qual o grau de envolvimento com a Copa do Mundo. Em 39% dos casos, a população disse ser “frio”. Para 30%, o envolvimento é “quente”; 18% disseram que é “gelado”; 7% mencionaram “fervendo; e 5%, “muito quente”.

A pesquisa do Ibope ouviu 2.002 eleitores com 16 anos ou mais, em 140 municípios do país, entre os dias 15 e 19 de maio. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

AUTOR: G1/DF

quinta-feira, 10 de abril de 2014

VEJA A LISTA DAS CIDADES MAIS VIOLENTAS DO MUNDO

O Brasil tem 11 das 30 cidades mais violentas do mundo. Levantamento do Escritório sobre Drogas e Crime das Nações Unidas com base em assassinatos ocorridos no ano de 2012 aponta Maceió como a quinta cidade em homicídios por cada 100 mil habitantes. 

Fortaleza está na sétima posição e João Pessoa, em nono. Teresina ficou de fora da lista, mas, precisa de mais políticas públicas e de uma atenção redobrada com a Segurança, para que, no futuro, não apareça nessa triste relação. A América Latina desbancou a África como a região mais violenta. 

Já Honduras é hoje o país com maior número de assassinatos por 100 mil habitantes. O índice registrado naquele país aponta para o que os pesquisadores chamam de "situação fora de controle". O segundo país mais violento é a Venezuela, seguido por Belize e El Salvador.

De acordo com a pesquisa da ONU, foram assassinadas 437 mil pessoas em 2012, das quais 36% nas Américas, a maior parte na Central e na do Sul. O Brasil é o país com mais cidades na lista da violência, seguindo pelo México, com seis - ambos são os países mais populosos da América Latina. 

Venezuela e Colômbia têm três cidades e Honduras e Estados Unidos, duas. Além de Maceió, Fortaleza e João Pessoa, foram listadas pelo levantamento das Nações Unidas Natal (12ª posição); Salvador (13ª); Vitória (14ª); São Luís (15ª); Belém (23ª); Campina Grande (25ª); Goiânia (28ª); e Cuiabá (29ª).

Para os pesquisadores da ONU, o elevado índice de homicídios na América Latina está ligado ao crime organizado e à violência política, que persiste há décadas nos países latinoamericanos. A maior parte das mortes (66%) foram provocadas por armas de fogo. 

Os cartéis do narcotráfico mexicanos são citados como responsáveis pela violência também em Honduras, El Salvador e Guatemala, países que integram rotas de distribuição de drogas que têm como destino os Estados Unidos. Já na Venezuela, os assassinatos são atribuídos à violência urbana.

Taxas de homicídios acima de 20 por 100 mil habitantes são consideradas pelos especialistas como graves. Em Honduras, são 90,4 homicídios por 100 mil habitantes. Já na Venezuela, a taxa chega a 53,7; em Belize, 44,7; em El Salvador, 41,2; na Guatemala, 39,9; na África do Sul, 31; na Colômbia, 30,8; no Gabão, 28; no Brasil, 25,2; e no México, 21,5. Países em conflitos têm taxas inferiores às da América Latina, como Iraque, no Oriente Médio, onde o índice registrado é de oito para 100 mil habitantes.

As cidades mais violentas do mundo são: San Pedro Sula (Honduras), Caracas (Venezuela), Acapulco (México), Cali (Colômbia), Maceió; Distrito Central (Honduras), Fortaleza; Cidade da Guatemala (Guatemala), João Pessoas, Barquisimeto (Venezuela), Palmira (Colômbia), Natal, Salvador, Vitória, São Luís, Culiacán (México), Guayana (Venezuela), Torreón (México), Kingston (Jamaica), Cidade do Cabo (África do Sul), Chihuahua (México), Victoria (México), Belém, Detroit (Estados Unidos), Campina Grande, Nova Orleans (Estados Unidos), San Salvador (El Salvador), Goiânia, Cuiabá e Nuevo Laredo.

As brasileiras da lista mexicana
Maceió (5ª colocada) - 79,76 homicídios por 100 mil habitantes; Fortaleza (7ª) - 72,81; João Pessoa (9ª) - 66,92; Natal (12ª) - 57,62; Salvador (13ª) - 57,51; Vitória (14ª) - 57,39; São Luís (15ª) - 57,04; Belém (16ª) - 48,23; Campina Grande (25ª) - 46; Goiânia (28ª) - 44,56; Cuiabá (29ª) - 43,95; Manaus (31ª) - 42,53; Recife (39ª) - 36,82; Macapá (40ª) - 36,59; Belo Horizonte (44ª) - 34,73 e Aracaju (46ª) - 33,36.

AUTOR: O GLOBO

sexta-feira, 4 de abril de 2014

BRASIL FICA EM 46º LUGAR EM NOVO ÍNDICE QUE MEDE A QUALIDADE DE VIDA


O Brasil ficou em 46° lugar entre 132 países em um ranking que mediu o Índice de Progresso Social (IPS) – um novo indicador global que avalia mais de 50 parâmetros que compõem a qualidade de vida dos cidadãos, como saúde, moradia, segurança pessoal, acesso à informação e à educação, saneamento básico, sustentabilidade e tolerância a diferenças. O Brasil somou 69,97 pontos na média geral, em uma escala de 0 a 100 pontos.

A Nova Zelândia aparece em primeiro lugar, com 88,24 pontos, seguida por Suíça, Islândia, Holanda, Noruega e Suécia. Dos dez primeiros colocados, sete são da Europa – os outros dois são Canadá e Austrália. O último colocado foi o Chade, país da África, com 32,60 pontos.

Segundo esse novo índice, o Brasil ficou mais bem colocado que outras nações com Produto Interno Bruto (PIB) semelhante. O país foi também o primeiro entre os Brics – grupo de potências emergentes da economia global, formado por Brasil, Rússia (80° lugar), Índia (102°), China (90°) e África do Sul (69°).

O país se saiu melhor especialmente nos itens "liberdade e escolha pessoal" (foi o 27° no mundo), "tolerância e respeito" (33°) e "acesso ao conhecimento básico" (38°). Já no parâmetro "segurança pessoal", o Brasil ficou na 122ª colocação e, em "acesso à educação", na 76ª – desempenho baixo em comparação a países com PIB per capita (por pessoa) parecido.

América Latina
Segundo o relatório divulgado junto com o IPS, a maioria dos países da América Latina e do Caribe excedeu as expectativas e se saiu melhor que o esperado, levando em conta sua força econômica.

O Brasil foi o sexto colocado entre os latino-americanos. O país mais bem-sucedido da região foi a Costa Rica, que apareceu em 25° lugar. Em seguida, vieram Uruguai (26°), Chile (30°), Panamá (38°) e Argentina (42°).

Segundo o índice, a América Latina e o Caribe se saíram bem em parâmetros como "nutrição e cuidados médicos básicos" e "acesso ao conhecimento básico", que mede a porcentagem de adultos alfabetizados e crianças na escola. Já os itens "segurança pessoal" e "acesso à educação superior" foram considerados falhos na região.
Crescimento x progresso social
A ideia do IPS é avaliar "se um país pode satisfazer as necessidades básicas de seu povo" e se tem "infraestrutura e capacidade para permitir que seus cidadãos possam melhorar a qualidade de suas vidas e alcançar seu pleno potencial".

"O índice mostra que o crescimento econômico não leva automaticamente ao progresso social", afirma Michael Green, diretor-executivo da organização sem fins lucrativos Social Progress Imperative, que publica o índice. "Se queremos enfrentar problemas como a pobreza e a desigualdade, o índice mostra que medir o crescimento econômico por si só não é suficiente", completa.

Algumas das maiores economias do mundo não se saíram tão bem no ranking, como a Alemanha (12° lugar), o Reino Unido (13°), o Japão (14°), os Estados Unidos (16°) e a França (20°). Todos eles, exceto a Alemanha, tiveram baixa pontuação no quesito "sustentabilidade ambiental".

Em relação aos Brics, os baixos resultados obtidos por Rússia, China e Índia mostram que o rápido crescimento econômico desses países ainda não está sendo convertido em uma vida melhor para seus cidadãos, destacou Green.

Outro indicador que mede a qualidade de vida dos países é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), da Organização das Nações Unidas (ONU). Em 2012, o Brasil ficou em 85° lugar entre 187 países.

O relatório completo será lançado na próxima semana, em Londres.

AUTOR: G1/SP

IPEA DIZ QUE SÃO 26% E NÃO 65% OS QUE APOIAM ATAQUES A MULHERES

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) informou nesta sexta-feira (4) que errou ao divulgar na semana passada pesquisa segundo a qual 65,1% dos brasileiros concordam inteiramente ou parcialmente com a frase "Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas". De acordo com o instituto, o percentual correto é 26%.

O diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Rafael Guerreiro Osório, pediu exoneração assim que o erro foi constatado, informou o instituto.

A pesquisa, intitulada "Tolerância social à violência contra as mulheres", teve ampla repercussão. A presidente Dilma Rousseff chegou a comentar por meio do microblog Twitter. Com base nos dados da pesquisa, ela disse que o país tem "muito o que avançar no combate à violência contra a mulher".

Em razão da pesquisa, a jornalista Nana Queiroz, de Brasília, lançou um protesto chamado "Eu não mereço ser estuprada", que se espalhou pelas redes sociais, com fotos de homens e mulheres reproduzindo a frase em fotos pessoais. Pelo Twitter, ela disse que foi ameaçada de estupro devido à repercussão da campanha e recebeu a solidariedade de Dilma. A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, também aderiu à campanha e publicou foto com os dizeres "As mulheres não merecem ser estupradas".
A ministra da Secretaria de Mulheres, Eleonora Menicucci, em apoio à campanha contra o estupro (Foto: Nei Bomfim/SPM)

Segundo o Ipea, a pesquisa ouviu 3.810 pessoas entre maio e junho do ano passado em 212 cidades. Do total de entrevistados, 66,5% são mulheres.

Em nota divulgada nesta sexta, o instituto pede desculpas e informa que "o erro relevante" foi motivado por uma troca de gráficos que inverteu resultados de duas das questões – "Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar" e "Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas".

"Com a inversão de resultados entre as duas questões, relatamos equivocadamente, na semana passada, resultados extremos para a concordância com a segunda frase, que, justamente por seu valor inesperado, recebeu maior destaque nos meios de comunicação e motivou amplas manifestações e debates na sociedade ao longo dos últimos dias", diz o texto da nota.

Apesar do erro, a nota do Ipea afirma que as conclusões gerais da pesquisa "continuam válidas". "Pedimos desculpas novamente pelos transtornos causados e registramos nossa solidariedade a todos os que se sensibilizaram contra a violência e o preconceito e em defesa da liberdade e da segurança das mulheres", afirmou o instituto.

Leia abaixo a íntegra de nota sobre o assunto divulgada pelo Ipea:

Errata da pesquisa “Tolerância social à violência contra as mulheres”

Vimos a público pedir desculpas e corrigir dois erros nos resultados de nossa pesquisa Tolerância social à violência contra as mulheres, divulgada em 27/03/2014. O erro relevante foi causado pela troca dos gráficos relativos aos percentuais das respostas às frases Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar e Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas. Entre os 3.810 entrevistados, os percentuais corretos destas duas questões são os seguintes:

Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar (Em %):
42,7% concordam totalmente
22,4% concordam parcialmente
1,9% são neutros
24% discordam totalmente
8,4% discordam parcialmente

Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas (Em %):
13,2% concordam totalmente
12,8% concordam parcialmente
3,4% são neutros
58,4% discordam totalmente
11,6% discordam parcialmente

Corrigida a troca, constata-se que a concordância parcial ou total foi bem maior com a primeira frase (65%) e bem menor com a segunda (26%). Com a inversão de resultados entre as duas questões, relatamos equivocadamente, na semana passada, resultados extremos para a concordância com a segunda frase, que, justamente por seu valor inesperado, recebeu maior destaque nos meios de comunicação e motivou amplas manifestações e debates na sociedade ao longo dos últimos dias.

O outro par de questões cujos resultados foram invertidos refere-se a frases de sentido mais próximo, com percentuais de concordância mais semelhantes e que não geraram tanta surpresa, nem tiveram a mesma repercussão. Desfeita a troca, os resultados corretos são os que seguem. Apresentados à frase O que acontece com o casal em casa não interessa aos outros, 13,1% dos entrevistados discordaram totalmente, 5,9% discordaram parcialmente, 1,9% ficou neutro (não concordou nem discordou), 31,5% concordaram parcialmente e 47,2% concordaram totalmente. Diante da sentença Em briga de marido e mulher, não se mete a colher, 11,1% discordaram totalmente, 5,3% discordaram parcialmente, 1,4% ficaram neutros, 23,5% concordaram parcialmente e 58,4% concordaram totalmente.

A correção da inversão dos números entre duas das 41 questões da pesquisa enfatizadas acima reduz a dimensão do problema anteriormente diagnosticado no item que mais despertou a atenção da opinião pública. Contudo, os demais resultados se mantêm, como a concordância de 58,5% dos entrevistados com a ideia de que se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros. As conclusões gerais da pesquisa continuam válidas, ensejando o aprofundamento das reflexões e debates da sociedade sobre seus preconceitos. Pedimos desculpas novamente pelos transtornos causados e registramos nossa solidariedade a todos os que se sensibilizaram contra a violência e o preconceito e em defesa da liberdade e da segurança das mulheres.

Rafael Guerreiro Osorio* e Natália Fontoura
Pesquisadores da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc/Ipea) e autores do estudo

* O diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea pediu sua exoneração assim que o erro foi detectado.

AUTOR: G1/DF

sábado, 29 de junho de 2013

APROVAÇÃO A DILMA CAI DE 57% PARA 30%, DIZ DATAFOLHA

A aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff caiu para 30%, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (29) pelo jornal "Folha de S.Paulo". O número de eleitores que consideram o governo bom ou ótimo caiu 27 pontos percentuais desde o início dos protestos no país. Há três semanas, a aprovação era de 57%. De acordo com o instituto, é a maior queda de popularidade registrada desde o início da gestão Dilma.

A pesquisa foi realizada na quinta (27) e sexta (28) com 4.717 pessoas, em 196 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. É a segunda vez desde que a presidente assumiu o cargo, em 2011, que sua avaliação cai acima da margem de erro da pesquisa. Em março, o índice de aprovação do governo atingiu 65%.

O percentual de pessoas que consideram a gestão Dilma ruim ou péssima passou de 9% para 25%, segundo a pesquisa. A nota média da presidente, numa escala de 0 a 10, caiu de 7,1 para 5,8.

Os entrevistados pelo Instituto Datafolha também avaliaram o desempenho da presidente em relação aos protestos. O levantamento apontou que, para 32%, a postura de Dilma foi ótima ou boa. Outros 38% julgaram como regular e 26% avaliaram como ruim ou péssima.

Diante das manifestações em centenas de cidades brasileiras, a presidente Dilma Rousseff fez um pronunciamento na TV no dia 21 de junho e propôs aos 27 governadores e aos 26 prefeitos de capitais convidados por ela para reunião no Palácio do Planalto, no dia 24, a adoção de cinco pactos nacionais: por responsabilidade fiscal, reforma política, saúde, transporte, e educação.

Plebiscito
A pesquisa Datafolha mostra ainda que 68% dos entrevistados apoiam a ideia de um plebiscito para consultar a população sobre questões ligadas à reforma política. Outros 19% disseram que Dilma agiu mal ao propor a ideia, e 14% não souberam responder.

O instituto diz ainda que 73% dos pesquisados são favoráveis à criação de uma constituinte para elaborar uma reforma política. Sobre esse tema, 15% mostraram-se contrários à proposta.

Economia
O Datafolha também avaliou a expectativa dos entrevistados em relação à inflação: 54% acham que o índice vá aumentar. No último levantamento, 51% afirmaram acreditar no aumento. Para 44% o desemprego vai crescer, enquanto na pesquisa anterior o índice era de 36%. Segundo o instituto, 38% acreditam que o poder de compra do salário vai cair, aumento de 11 pontos percentuais em relação ao último levantamento.

AUTOR: G1/DF

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