I

LEITORES DO TIANGUÁ AGORA!

SEJAM TODOS MUITO BEM VINDOS, E TENHAM UMA ÓTIMA LEITURA!.

ACESSE MEU CANAL NO WHATSAPP

ACESSE MEU CANAL NO WHATSAPP
FIQUE SABENDO DE TODAS AS NOTÍCIAS

CURTA O TIANGUÁ AGORA NO FACEBOOK!

RESGATE TIANGUÁ

RESGATE TIANGUÁ
NOVO NÚMERO!

TIANGUÁ AGORA - ÚLTIMAS NOTÍCIAS!!!

ANUNCIE AQUI E CRESÇA!

ANUNCIE AQUI E CRESÇA!
WHATSAPP (85)9-9414-6811 GUGU LOCUTOR

MERCEARIA MAIA, O LUGAR CERTO PARA VOCÊ COMPRAR!

MERCEARIA MAIA, O LUGAR CERTO PARA VOCÊ COMPRAR!
RUA 103 N° 43 BAIRRO NOVO MONDUBIM, FORTALEZA-CE

JC ESTÚDIO TUDO EM MÍDIAS PARA VOCÊ

JC ESTÚDIO TUDO EM MÍDIAS PARA VOCÊ
APROVEITE E PEÇA O SEU ORÇAMENTO JÁ!

CURTA O TIANGUÁ AGORA NO FACEBOOK!

CURTA A MAIS NOVA PÁGINA DESTE BLOG, NO FACEBOOK!

Mostrando postagens com marcador BOKO HARAM. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BOKO HARAM. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de setembro de 2016

NOVO ATAQUE DO BOKO HARAM DEIXA 5 MORTOS, EM NÍGER

Cinco pessoas morreram, e duas ficaram feridas, em um ataque na madrugada deste sábado, 3, cometido pelo grupo islamita nigeriano Boko Haram na região de Diffa, sudeste do vizinho Níger - informou o governador da região.

De acordo com o governador Dan Dano Mahaman Laouali, em entrevista à rádio pública nigerina, "cinco pessoas foram mortas, e outras duas ficaram feridas em Toumour (75 km ao norte de Diffa) por elementos infiltrados do Boko Haram na madrugada de sábado".

Esse foi o primeiro ataque no leste do país desde o início de junho, quando o Boko havia lançado uma ofensiva de ampla envergadura até ser contido por forças militares.

"O Boko voltou a emergir em Toumour. Apesar da aguerrida resposta dos habitantes, armados com flechas e armas brancas, os assaltantes, equipados com fuzis, mataram cinco pessoas e feriram outras duas", acrescentou o correspondente da rádio, direto do local.

Entre os mortos, há um cidadão nigeriano, segundo o governador. O grupo invasor dirigiu "o ataque por volta das 22h locais (18h, horário de Brasília)" e "fugiu para a Nigéria", atravessando o rio Komadougou Yobé, que marca a fronteira, disse uma fonte de segurança.

Antes de irem embora, os assaltantes "incendiaram várias casas", contou um morador de Toumour à AFP.

AUTOR: O POVO

sexta-feira, 25 de março de 2016

EXÉRCITO NIGERIANO LIBERA MAIS DE 800 REFÉNS DO BOKO HARAM

Imagem de arquivo mostra cartaz com os 100 membros procurados do Boko Haram em Maiduguri (Foto:AFP PHOTO STRINGER)

Soldados nigerianos libertaram 829 reféns em poder do grupo islamista Boko Haram, depois de expulsar os insurgentes de várias localidades no nordeste do país, anunciou o exército nesta quinta-feira (24).

"Nossos valentes soldados expulsaram os últimos terroristas de Boko Haram presentes na área de Kala Balge", anunciou em um comunicado Sani Usman, porta-voz do exército.

Lá, os soldados "mataram 22 terroristas" e "socorreram 309 pessoas sequestradas pelos terroristas", acrescentou.

Segundo o porta-voz, o exército também atacou combatentes do Boko Haram no povoado de Kusuma e libertou outros 520 reféns. Três membros da insurgência islamista morreram e um foi capturado.

A violência do Boko Haram deixou pelo menos 17 mil mortos no norte da Nigéria, de maioria muçulmana, desde 2009.

AUTOR: AFP

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

NIGÉRIA RESGATA 300 MULHERES E CRIANÇAS CAPTURADAS PELO BOKO HARAM

Mais de 300 mulheres e crianças, que estavam sob poder do Boko Haram, foram resgatadas por uma ação do exército nigeriano (Foto: Nigerian Army / AFP)

O exército nigeriano anunciou nesta quarta-feira (28) que resgatou mais de 300 mulheres e crianças sequestradas pelo grupo islamita Boko Haram na região nordeste do país. Na operação, 30 insurgentes do Boko Haram foram mortos pelo exército. Armas e munições também foram apreendidas.

"A unidade [do exército] socorreu 338 pessoas que os terroristas mantinham em cativeiro", entre eles 192 crianças e 138 mulheres, durante operações na terça-feira na região de Sambisa, um reduto dos insurgentes islamitas, anunciaram as Forças Armadas.

As operações aconteceram em campos suspeitos de pertencer aos terroristas do Boko Haram nas cidades de Bulajilin e Manawashe, na região de Sambisa, reduto dos rebeldes islamitas.

A Força Aérea nigeriana declarou na véspera ter bombardeado depósitos de veículos e combustível do grupo em um esforço para deteriorar ao máximo seus recursos.
Exército nigeriano anunciou a liberação de 338 reféns do Boko Haram (Foto: Nigerian Army / AFP)
AUTOR: FRANCE PRESSE

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

ATENTADO SUICIDA EM MESQUITA DEIXA 28 MORTOS, NA NIGÉRIA

Moradores de Maiduguri, na Nigéria, olham para mesquita onde ocorreu um atentado suicida no dia 23 de outubro de 2015 (Foto: Jossy Ola/AP)

Pelo menos 28 pessoas morreram nesta sexta-feira (23) em um atentado suicida em Maiduguri, berço do grupo islamita Boko Haram na região nordeste da Nigéria, informaram testemunhas.

"Contamos 28 corpos de vítimas", afirmou à AFP Umar Sani, miliciano que participou nos trabalhos de emergência. O número foi confirmado por um morador, Musa Sheriff, que também ajudou nas operações de resgate.

Um homem detonou uma carga explosiva durante a primeira oração matinal, afirma a Agência Nacional de Gestão de Emergências (NEMA).

Este é o sexto ataque suicida cometido neste mês em Maiduguri.

AUTOR: FRANCE PRESSE

domingo, 26 de julho de 2015

ATENTADO DEIXA MAIS DE 10 MORTOS, EM CAMARÕES

FOTO: SCOOPNEST

Um atentado deixou 19 mortos e mais de 50 feridos na noite deste sábado (25). Uma menina detonou uma carga explosiva em uma região de bares na cidade de Marua, capital da região do extremo norte de Camarões, segundo informações da agência Reuters e da EFE.
saiba mais

O atentado aconteceu apenas três dias após dois ataques suicidas deixarem 15 mortos. A suspeita é de que o duplo ataque foi realizado por duas meninas, supostas integrantes do grupo islâmico nigeriano Boko Haram.

"Era uma mulher bomba", disse à Reuters uma autoridade local, que estava na cena do bombardeio no distrito de Pont Vert. "Até agora, nós identificamos 14 mortos, incluindo a própria mulher." Segundo a televisão pública, a menina que se matou tinha apenas dez anos.

Bombeiros, soldados dos serviços de emergência e pessoal da organização Médicos sem Fronteiras foram ao lugar da explosão atender às vítimas, de acordo com a agência de notícias EFE.

Todos os indícios apontam para a autoria do grupo extremista Boko Haram, que nas últimas semanas matou mais de 500 pessoas na Nigéria, Chade, Camarões e Níger.

AUTOR: EFE/REUTERS

segunda-feira, 6 de julho de 2015

ATENTADO CONTRA IGREJA DEIXA MORTOS NA NIGÉRIA

Pessoas são vistas ao redor de igreja que foi alvo de ataque suicida na Nigéria neste domingo (5) (Foto: Adamu Adamu/AP)

Cinco pessoas, incluindo uma mulher, seus dois filhos e um pastor, foram mortos na manhã deste domingo (5) em um ataque suicida contra uma igreja em Potiskum, no nordeste da Nigéria, anunciara à AFP um policial e um habitante local.

O homem-bomba entrou às 9h55 (5h55 de Brasília) na igreja e explodiu a si mesmo imediatamente, disseram as fontes.

"Quatro fiéis morreram imediatamente, enquanto a quinta vítima morreu pouco depois de chegar ao hospital", indicou um policial. Um morador local confirmou esta informação.

O homem-bomba entrou em um prédio em construção de uma igreja pentecostal cristã no bairro de Jigawa, nos arredores de Potiskum, a capital econômica do estado de Yobe.

Uma testemunha, Garba Manu, contou como o homem-bomba chegou à igreja em um rickshaw, vestido como os outros fiéis, e acionou seus explosivos ao entrar no edifício.

"Eu o vi entrando na igreja sem levantar qualquer suspeita. Cinco fiéis, três mulheres e dois homens estavam na igreja quando o homem-bomba entrou e todos eles morreram", acrescentou.

O ataque ainda não foi reivindicado, mas desde o lançamento da insurgência islâmica do Boko Haram, há seis anos, Potiskum tem sido regularmente alvo de ataques, incluindo vários suicidas.

Durante o Ramadã, a Nigéria, com centenas de pessoas mortas pelo Boko Haram em poucos dias, viu sua pior semana desde que o novo presidente, Muhammadu Buhari, tomou posse em 29 de maio.

A onda de ataques, que começou na quarta-feira, atingiu várias aldeias no estado de Borno, o epicentro da insurgência do Boko Haram, agora filiado ao grupo Estado Islâmico.

AUTOR: FRANCE PRESSE

terça-feira, 5 de maio de 2015

AO MENOS 214 MULHERES RESGATADAS DO BOKO HARAM ESTÃO GRÁVIDAS

Pelo menos 214 mulheres que estavam sob o poder do Boko Haram e foram libertadas pelo exército nigeriano estão grávidas. A informação foi revelada pelo diretor executivo do Fundo para Populações da ONU, Babatunde Osotimehin.

Mas o site de notícias africano All Africa afirma que esse número pode ser bem maior, e que uma enorme parcela das resgatadas estão “visivelmente” grávidas.

Segundo dados da Anistia Internacional, mais de 2 mil mulheres já foram sequestradas pelo Boko Haram desde o ano passado. Na última semana, o exército nigeriano promoveu uma série de ofensivas contra o grupo e libertou mais de 700 pessoas, em sua maioria mulheres e crianças,com quadros graves de desnutrição.
Ex-reféns do Boko Haram, mulheres e crianças resgatados pelo exército nigeriano aguardam atendimento em campo de refugiados em Yola, na Nigéria, na segunda-feira (4) (Foto: AP Photo/Sunday Alamba)

Segundo Osotimehin, o fundo da ONU, com a ajuda de governos estaduais e federal na Nigéria, treinou 60 conselheiros para fornecer apoio psicológico às resgatadas, especialmente às grávidas. Esses conselheiros são pessoas das próprias comunidades e o trabalho estaria facilitando a readaptação das mulheres, que estão bastante traumatizadas.

“Estou feliz por que as comunidades não as estão excomungando e sim as aceitando de volta. Isso é uma terapia importante também. Prevemos que os casos vão aumentar por que a intervenção militar é contínua, acreditamos que mais pessoas estão agora precisando de nossos serviços e iremos continuar atuando”, explicou o diretor.

Segundo algumas das sobreviventes, muitas mulheres foram mortas por apedrejamento por integrantes do Boko Haram nos últimos dias, quando estes perceberam que o exército se aproximava para resgatá-las. O próprio exército também teria causado mortes ao atropelar mulheres e crianças durante algumas das operações.
Uma mulher resgatada do Boko Haram alimenta um de seus filhos no campo de refugiados Malkohi, em Yola, na Nigéria, no domingo (3) (Foto: Reuters/Afolabi Sotunde)

AUTOR: G1/SP

sábado, 2 de maio de 2015

NIGÉRIA LIBERTA MAIS DE 234 MULHERES E CRIANÇAS REFÉNS DO BOKO HARAM

Floresta de Sambisa, Nigéria Área é reduto do grupo radical Boko Haram

Autoridades da Nigéria libertaram 234 mulheres e crianças que estavam nas mãos do grupo jihadista Boko Haram na floresta de Sambisa, no norte do país, informou nesta sexta-feira (1º) o exército em um comunicado.

Os reféns foram resgatados na quinta-feira nas localidades de Kawuri e de Konduga, na floresta de Sambisa, depois do anúncio, nesta semana, da libertação de outras centenas de mulheres e crianças mantidas em cativeiro pelo grupo radical islâmico.

"Foram evacuados e levados aonde estão os outros para ser examinados", anunciou o exército, informando que os combates na selva continuam e que estes se concentram em resgatar civis e destruir acampamentos dos jihadistas.

Na quinta-feira, um comunicado das forças armadas anunciou a libertação de 160 mulheres e crianças sequestradas pelo Boko Haram na floresta de Sambisa (nordeste). Na terça-feira, foram libertadas 200 jovens e 93 mulheres adultas, segundo as autoridades.

Segundo a Anistia Internacional (AI), cerca de 2.000 mulheres foram sequestradas desde 2014 pelo grupo extremista, que as submete a trabalhos forçados e à escravidão sexual, segundo vários depoimentos colhidos pela organização.

Ainda não foi esclarecido se as 219 meninas sequestradas em 14 de abril de 2014 na localidade de Chibok estariam entre os reféns libertados.

Os militares afirmam que estão examinando os reféns para estabelecer suas identidades.

Presidente pressionado
O sequestro maciço em Chibok pressionou o governo de Goodluck Jonathan a aceitar ajuda internacional para a operação de resgate das meninas. Jonathan recebeu fortes críticas, segundo as quais ele não fez o suficiente para libertar as meninas e combater os jihadistas.

Muitos analistas consideram que o avanço do Boko Haram foi uma das razões para o presidente perder as eleições de 28 de março, vencidas pelo general Mohamadu Buhari.

A insurreição do Boko Haram e sua repressão de parte das forças de segurança deixaram mais de 15 mil mortos na Nigéria desde 2009. Segundo as Nações Unidas, mais de 1,5 milhão de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas nos últimos seis anos.

AUTOR: FRANCE PRESSE

terça-feira, 14 de abril de 2015

MAIS DE 200 MULHERES ESTÃO DESAPARECIDAS SEQUESTRADAS PELO 'BOKO HARAM'

Há exatamente um ano, em 14 de abril de 2014, a violência do grupo radical Boko Haram alterou para sempre a vida do médico nigeriano Allen Manasseh. Ele teve 23 de suas primas sequestradas pelos insurgentes em um ataque a uma escola em Chibok, na Nigéria, no qual 276 mulheres e meninas foram feitas reféns. O crime se tornou conhecido em todo o mundo, mas um ano depois, Manasseh ainda luta para que elas tenham esperança.

Das 276 alunas que foram levadas, 53 conseguiram escapar durante o trajeto até a floresta de Sambisa, onde fica a principal base do grupo extremista. Suas primas, no entanto, continuam com o grupo.

O médico tinha uma relação de longa data com a escola atacada. Seu pai lecionou nela até se aposentar, suas irmãs e primas estudaram no local, e ele mesmo ajudava os alunos ocasionalmente com palestras extracurriculares.

“Não é fácil para as famílias, especialmente para as mães, que são naturalmente próximas das meninas. Esperar por um filho desaparecido por um ano, não dá para explicar”, disse Manasseh por e-mail ao G1. “A vida delas mudou nesse tempo. Elas perderam confiança no governo, que deveria proteger suas filhas, oferecer segurança e resgatá-las em tempo. Os pais estão desmoralizados e traumatizados com isso. 

A vida deles não é mais normal”.
Imagem de vídeo divulgado pelo Boko Haram mostra meninas com vestes islâmicas rezando ao ar livre; jovens seriam as sequestradas em abril de 2014 em Chibok, na Nigéria (Foto: Boko Haram/AFP)

Segundo a Anistia Internacional, uma fonte militar disse que as meninas que permaneceram reféns foram divididas em três ou quatro grupos e encaminhadas a diferentes campos do Boko Haram, como na floresta de Sambisa, nas proximidades do Lago do Chade e em montanhas no Camarões. A fonte também estimou que cerca de 70 meninas foram levadas para o Chade.

Em maio, o exército nigeriano disse ter localizado as meninas, mas descartou o uso da força para resgatá-las a fim de evitar que os fundamentalistas as matassem durante uma operação para sua libertação. Desde então, elas permanecem em cativeiro.

Campanha internacional
Manasseh diz que se tornou próximo dos ativistas da campanha #BringBackOurGirls ('tragam de volta nossas meninas') em Abuja, capital da Nigéria, onde mora atualmente, e que já falou diretamente com diversas autoridades locais para pedir ajuda pelo resgate. “A campanha ajuda a manter a voz das meninas nas primeiras páginas, e achamos que ela nos representa na tomada de ação, por isso me aproximei”, afirma.
Michelle Obama manda mensagem de apoio às meninas sequestradas na Nigéria (Foto: Reprodução/ Instagram)

“Falei diretamente com autoridades de governo na Nigéria, com o chefe do governo local, governo estadual, autoridades de segurança, o ex-presidente [Jonathan Goodluck], todos os chefes de segurança”, diz. No entanto, segundo ele, o esforço é visto com “desprezo” pelo governo.

“O governo olha para mim e os outros ativistas com grande desprezo e ódio, e deseja que a gente deixe a nossa luta. Eles nos rotulam, nos chamam de partidos opositores, tentando nos encaixar na caixa política. Eles pensam que o grupo está fazendo muitas perguntas e que expõe sua fraqueza na boa governança”, diz Manasseh.

A vitória do novo presidente da oposição, Muhamadu Buhari, talvez traga alguma esperança para o caso. "Eles vão tentar ganhar confiança com os nigerianos", diz esperar o ativista.

Efeito após um ano
A campanha pelo resgate das meninas ganhou repercussão internacional e fez com que grandes potências oferecessem ajuda ao governo da Nigéria para encontrar as jovens. Celebridades apoiaram o pedido de resgate e a hashtag #BringBackOurGirls ('tragam de volta nossas meninas') viralizou nas redes sociais. Pela ocasião de um ano de campanha, estão previstos aproximadamente 30 atos em 10 países.

O principal feito da campanha foi ter dado repercussão internacional para o caso, segundo especialistas ouvidos pelo G1. “O governo da Nigéria tem a obrigação primária quanto à proteção das vítimas e ao resgate dos que ainda estão em cativeiro. 

A comunidade internacional pode apoiar campanhas para pressionar o governo a exercer suas obrigações em relação às vítimas e suas famílias”, diz Mausi Segun, pesquisadora da Human Rights Watch na Nigéria.
Boko Haram promove ataques a escolas e vilarejos; grupo é contra a educação ocidental na Nigéria
(Foto: AFP)

Um dos principais fatores da ineficácia em recuperar reféns do Boko Haram é a fraca presença do exército nigeriano nas áreas controladas pelo grupo. “O Boko Haram atua em áreas remotas da Nigéria, de difícil acesso, nas quais o Estado nigeriano tem frágil presença. As Forças Armadas do país têm problemas graves de treinamento, motivação e liderança e em muitos casos falham diante do enfrentamento às tropas do Boko Haram”, diz Maurício Santoro, assessor de direitos da Anistia Internacional no Brasil. O quadro de pobreza e a fragilidade da infraestrutura no país também alimentam o extremismo de grupos como o Boko Haram, afirma.

Os especialistas também denunciam a forma como o governo vem lidando com os ativistas da campanha. “Há muitas situações de abuso de autoridade, com prisões arbitrárias, torturas e execuções extrajudiciais por parte de agentes do Estado nigeriano, cometidas tanto contra ativistas como quanto suspeitos de crimes comuns e de serem membros do Boko Haram”, diz Santoro.

Mausi Segun cita relatos de assédio e tentativas de intimidação de ativistas por apoiadores do governo. “Eles também foram rotulados publicamente pelo Serviço Nacional de Segurança como desordeiros da oposição partidária”, diz a pesquisadora.

2 mil sequestradas
O sequestro das meninas de Chibok representa apenas um décimo dos sequestros de mulheres realizados pelo Boko Haram desde o começo do ano passado, segundo novo balanço divulgado em relatório da Anistia Internacional nesta segunda-feira (13). De acordo com o documento, 2 mil mulheres foram vítimas de sequestro do ano passado a março deste ano.

Desde o início de 2014 até março de 2015 o Boko Haram matou pelo menos 5,5 mil civis em 300 invasões e ataques durante seu avanço no nordeste da Nigéria, aponta a organização. Além disso, mais de um milhão de pessoas se viram obrigadas a fugir de suas casas e ir a outras cidades.

O grupo - seu nome significa “a educação ocidental é pecado”- atua principalmente no nordeste da Nigéria, onde controla a maior parte dos estados de Borno, Adamawa e Yobe. Estima-se que tenha cerca de 15 mil combatentes, que operam em células de relativa autonomia e têm como líder político e espiritual Abubakar Shekau.

De acordo com o documento, durante os ataques os militantes do grupo “poupam” mulheres e meninas solteiras, e homens em idade de lutar ou com habilidades específicas, como médicos e engenheiros, que são levados como reféns. Eles são levados para campos do Boko Haram na floresta de Sambisa, que também fica no nordeste do país, e para comunidades remotas sob seu controle.

As mulheres são submetidas a estupros, casamentos forçados e escravidão sexual. Os homens e meninos são obrigados a prestar serviços aos militantes do grupo ou a unir-se como combatentes.

A Anistia Internacional afirma que o Boko Haram cometeu sérias violações de legislação humanitária internacional, como assassinatos e outros ataques a civis. Seus membros deveriam ser investigados por crimes de guerra como tortura, estupro, violência sexual, escravidão sexual, casamentos forçados e recrutamento de soldados crianças, diz o relatório.

AUTOR: G1/SP

sábado, 28 de março de 2015

NIGÉRIA TEM ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS EM MEIO AMEAÇAS DO BOKO HARAM

Os dois principais candidatos nas eleições, o atual presidente Goodluck Jonathan e o ex-ditador e opositor Muhammadu Buhari, assinam acordo de paz durante o pleito, que é realizado neste sábado (27) (Foto: REUTERS/Stringer)

A Nigéria vai às urnas neste sábado (28) para escolher o próximo presidente do país, em meio a temores de que atos de violência, principalmente deflagrados pelo Boko Haram, atrapalhem o pleito. O atual presidente Goodluck Jonathan enfrenta o ex-ditador e opositor Muhammadu Buhari e outros 12 candidatos com menor força. O histórico violento das eleições de 2011, em que cerca de mil pessoas foram mortas, e dos recentes ataques do grupo radical islâmico Boko Haram ainda pesa sobre os eleitores e preocupa as Forças Armadas.

Os colégios eleitorais abriram suas portas às 8h (4h de Brasília). Uma explosão atingiu um local de votação na cidade de Awka, mas segundo as autoridades não deixou feridos.
O ex-ditador e opositor Muhammadu Buhari vota neste sábado em Daura (Foto: Akintunde Akinleye/ Reuters)

As eleições estavam previstas para acontecer no dia 14 de fevereiro. Uma semana antes, a comissão eleitoral anunciou o adiamento do pleito por seis semanas por preocupações com a segurança. A justificativa foi que os ataques do Boko Haram no norte do país ocupavam todos os esforços militares das forças de segurança da Nigéria. Segundo a comissão eleitoral, as tropas não estavam disponíveis para garantir o correto andamento do pleito eleitoral.

"Se a segurança do pessoal, dos eleitores, dos observadores e do material eleitoral não puder ser garantida, a vida de jovens inocentes (...) e a perspectiva de eleições livres, justas e críveis podem correr perigo", disse na ocasião o presidente da comissão eleitoral, Attahiru Jega.
Grupo Boko Haram aparece em vídeo (Foto: AFP PHOTO / BOKO HARAM)

Dez dias depois o grupo extremista Boko Haram divulgou um vídeo em que seu líder promete impedir a realização das eleições. "Essa eleição não será realizada, nem se estivermos mortos. Alá jamais o permitirá", afirmou Abubakar Shekau na gravação.

Cerca de 70 milhões de pessoas são esperadas para votar.

Sabe-se que o grupo tem capacidade de atacar simultaneamente em várias frentes e que dispõe de um arsenal importante. De acordo com o Human Rights Watch, o grupo já matou mais de mil pessoas apenas neste ano. Os nigerianos temem tanto o risco de violência nas eleições que estão saindo do país para longe. Os voos internacionais estavam cheios nessa semana e havia filas de espera nas companhias aéreas no Aeroporto Internacional de Lagos, segundo a agência Associated Press. De acordo com a BBC, 1,5 milhão de pessoas já abandonaram suas casas. Imagens da Reuters mostram nigerianos estocando comida e bebida para o dia do pleito.
Numa tentativa de diminuir as ameaças de violência, os dois principais candidatos presidenciais assinaram um acordo de paz nesta quinta-feira (26), o último dia de campanha. Jonathan e Buhari prometeram respeitar o resultado das urnas e pediram para seus apoiadores não cometerem atos de violência.

Além disso, nesta semana o chefe das Forças Armadas, Kenneth Minimah, disse que foram elaborados esquemas de segurança para a realização das eleições e, aqueles que provocassem algum conflito enfrentariam “violência organizada” das forças de segurança. As tropas estão em alerta máxima, com 360 mil policiais posicionados em áreas estratégicas, e as fronteiras com o oceano foram fechadas como uma preocupação extra.

Independência eleitoral
O líder da oposição nigeriana e candidato Muhammadu Buhari declarou que a independência da comissão eleitoral ficou "gravemente comprometida", após decisão de adiar a eleição de 14 de fevereiro para 28 de março. Segundo ele, a comissão “cedeu a pressão e comprometeu sua independência”.

Especialistas ouvidos pela BBC dizem que acreditam que o processo eleitoral teria sido um fracasso se fosse realizado em 14 de fevereiro. "Há a suspeita de que nenhum partido parece bem preparado para o trauma de uma derrota. O que a Nigéria precisa depois de a poeira assentar nesta eleição é não apenas um governo eficaz, mas uma oposição eficaz", disse Anthony Goldman, especialista em Nigéria da consultoria PM Consulting, em Londres, à BBC.

A compra de voto também é um problema apontado pela agência. Os principais partidos políticos nigerianos têm distribuído sacos de arroz para os eleitores, para tentar influenciar o resultado da votação.

Outras questões de influência
Outras questões – tribais, religiosas e de divisões regionais - influenciam a votação, segundo disse ao G1 Obo Effanga, coordenador de governança da organização de direitos humanos ActionAid Nigéria, que realiza encontros sobre participação política em comunidades de 12 estados do país.
Cartaz de campanha do presidente Goodluck Jonathan é visto em a uma construção em Yenagoa (Foto: REUTERS/Akintunde Akinleye)

"A Nigéria é um país muito populoso, diverso e historicamente complexo. Há mais de 170 milhões de pessoas pertencentes a centenas de diferentes tribos que, ao longo dos anos, se misturaram e se casaram. O poder de influência de líderes tradicionais, líderes religiosos ou, no caso de algumas mulheres, de seus maridos, é uma das questões mais importantes neste quesito na Nigéria hoje em dia”, diz.

“No passado, as divisões regionais tiveram influência mais clara sobre os eleitores: os do norte do país costumavam votar num candidato a presidente originário de uma das zonas geopolíticas do norte do país; enquanto os do sul, muitas vezes, votavam em um candidato originário de sua mesma região”, afirma Effanga.

Ele afirma que este quesito pode mudar nestas eleições. “Embora os atuais candidatos a presidente sejam do sul e do norte (Goodluck Jonathan e Muhammadu Buhari, respectivamente), parece que as alianças regionais não desempenharão um papel forte nas eleições deste ano. Cada vez mais, há um foco importante em questões políticas, como a prestação de serviços públicos”, conta o ativista.

Principais candidatos
O partido do presidente Goodluck Jonathan governa o país desde o fim da ditadura no país, em 1999. Sua insistência em se candidatar fez com que muitos políticos fossem para a oposição, sob o argumento de que ele quebra uma regra não escrita de alternância de poder entre candidatos do sul, predominantemente cristão, de onde é Jonathan, e o norte, predominantemente muçulmano.

Jonathan perdeu muito apoio desde sua vitória em 2011, e as pesquisas indicam uma disputa acirrada.
Pessoas passam por cartazes do candidato Muhammadu Buhari em Kano (Foto: REUTERS/Goran Tomasevic)

Muhammadu Buhari é o candidato lançado por uma coalização da oposição formada há dois anos. Ele perdeu para Jonathan nas eleições de 2011, o que provocou os tumultos que deixaram mil pessoas mortas. Uma queixa no Tribunal Penal Internacional de Haia acusa Buhari de instigar a violência, acusação que ele nega.

Esta eleição é apenas a oitava desde a independência da Grã-Bretanha, em 1960, e, de acordo com análise da Associated Press, a primeira a levantar a possibilidade de transferência democrática do poder, já que nenhum presidente jamais perdeu a eleição. Para o chefe da Comissão Nacional de Direitos Humanos, Chidi Odinkalu, isso deveria ser “motivo de celebração”, segundo disse à agência.

AUTOR: G1/SP

sexta-feira, 13 de março de 2015

LÍDER DO ESTADO ISLÂMICO ACEITA LEALDADE DO GRUPO BOKO HARAM

EI declarou um califado no território capturado no Iraque e na Síria (Foto: Reprodução)

O líder do grupo militante Estado Islâmico, que controla partes da Síria e do Iraque, aceitou a promessa de fidelidade do grupo islâmico nigeriano Boko Haram, disse seu porta-voz em mensagem de áudio transmitida nesta quinta-feira (12).

"Nosso califa, que Deus o abençoe, aceitou o compromisso de lealdade de nossos irmãos do Boko Haram, então saudamos muçulmanos e nossos irmãos da Jihad na África Ocidental", disse Abu Mohammad al-Adnani, referindo-se ao líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi.

O Estado Islâmico, um ramo ultrarradical da Al Qaeda, declarou um califado no território capturado no Iraque e na Síria e ganhou notoriedade mundial por matar ou sequestrar membros de minorias religiosas e postar vídeos assassinando reféns árabes e ocidentais.

O Boko Haram, que já matou milhares de pessoas e sequestrou centenas durante uma campanha de seis anos para fundar um Estado no norte da Nigéria, prometeu sua lealdade ao grupo de Baghdadi na semana passada, com destaque para uma maior coordenação entre os movimentos jihadistas de todo o norte da África e do Oriente Médio.

Na mensagem de áudio, Adnani pediu aos muçulmanos que não puderem se juntar ao Estado Islâmico na Síria e no Iraque que combatam, então, na África. Ele também fez uma ameaça a judeus e cristãos.

"Se você quiser salvar o seu sangue e dinheiro e viver em segurança... você tem duas escolhas: ou se converter ou pagar jezyah", disse ele, referindo-se ao imposto para os não muçulmanos sob domínio islâmico.

"(Caso contrário) em breve você vai morder os dedos com remorso."

Adnani também minimizou relatos de reveses sofridos pelo grupo, alvo ataques de forças iraquianas e curdas, bem como de ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos.

Na Síria, os combatentes curdos YPG cortaram uma importante rota de abastecimento no território controlado pelo Estado Islâmico no Iraque.

"O Estado continua firme... e está se tornando mais forte e continua a ser vitorioso", disse Adnani, descrevendo ganhos reivindicados por seus inimigos como "falsos".

"É uma mera retomada de algumas aldeias numa guerra que se trata de ataque e recuo", disse ele, na primeira reação oficial do grupo aos acontecimentos recentes.

AUTOR: Reuters

domingo, 1 de fevereiro de 2015

BOKO HARAM FAZ NOVO ATAQUE EM CIDADE ESTRATÉGICA DA NIGÉRIA

Combatentes do grupo Boko Haram atacaram durante a madrugada de domingo (1) a estratégica cidade de Maiduguri, nordeste da Nigéria, e enfrentavam as forças de segurança do país para tentar assumir o controle da localidade, informaram testemunhas.

Quatro moradores de Maiduguri afirmaram por telefone à AFP que o ataque começou às 3H00 e que os combates prosseguiam ao sul da cidade entre insurgentes e militares.

"Toda a cidade está com medo. As pessoas temem o que acontecerá se o Boko Haram derrotar as forças do governo", disse Adam Krenuwa.

A última tentativa do Boko Haram de assumir o controle de Maiduguri, semana passada, foi evitada pelos militares.

Mas na ocasião, os islamitas assumiram o controle da cidade de Monguno, a 125 km da cidade, e de uma base militar.

Analistas já haviam alertado que os insurgentes fariam uma nova tentativa antes das eleições gerais de 14 de fevereiro na Nigéria.

Outra moradora da cidade, Fannami Dalwaye, disse que os combates estavam concentrados em Milai, três quilômetros ao sul da cidade.

"As pessoas estão fugindo", afirmou Dalwaye.

AUTOR: FRANCE PRESSE

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

MENINAS SÃO SUSPEITAS DE ATAQUE SUICIDA NA NIGÉRIA

O gurpo extremista Boko Haram tem promovido uma insurgência de cinco anos para estabelecer um Estado islâmico no nordeste da Nigéria (Foto: AP)

Duas meninas são suspeitas de um ataque suicida em um mercado no nordeste da Nigéria neste domingo, disseram testemunhas, matando três pessoas no segundo ataque em dois dias usando crianças amarradas a explosivos.

As explosões ocorreram no meio da tarde em um mercado aberto que vendia aparelhos eletrônicos na cidade de Potiskum no Estado de Yobe, que é frequentemente alvo do grupo jihadista muçulmano sunita Boko Haram.

Um comerciante do mercado, Sani Abdu Potiskum, disse que as suicidas tinham em torno de 10 anos. "Eu vi os corpos. Eram duas meninas de em torno de 10 anos de idade. Só deu para ver o cabelo e parte do torso", disse o comerciante.

Uma fonte do hospital geral de Potiskum disse que três pessoas morreram, excluindo as suicidas, enquanto 46 ficaram feridos.

Ataques do Boko Haram

A cidade de Potiskum foi atingida por um ataque suicida em novembro, quando ao menos 48 pessoas, principalmente estudantes, foram mortas durante uma reunião escolar. No sábado, uma bomba explodiu em uma delegacia em Potiskum.

As explosões deste domingo ocorrem um dia depois de uma bomba, amarrada a uma menina de cerca de 10 anos, explodir em um mercado popular na cidade nigeriana de Maiduguri, deixando ao menos 16 mortos e outros 20 feridos, segundo fontes das forças de segurança.

O gurpo extremista Boko Haram tem promovido uma insurgência de cinco anos para estabelecer um Estado islâmico no nordeste do país, e a incapacidade do exército de conter o movimento virou um problema para o presidente Goodluck Jonathan, que busca a reeleição em fevereiro.

AUTOR: Reuters

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

O QUE ACONTECEU COM AS MENINAS SEQUESTRADAS PELO BOKO HARAM???

Mais de 200 jovens entre 16 e 18 anos foram sequestradas pelo grupo em abril (Foto: AP)

No povoado de Chibok, no norte da Nigéria, a frase "a esperança é a última que morre" não significa nada. Para mais de 200 famílias de lá, a esperança já se perdeu – o que ainda permanece é a raiva pela impotência diante do que aconteceu há oito meses.

Foi em abril deste ano que 276 estudantes de uma escola local foram sequestradas por militantes do grupo extremista Boko Haram.

Mais de 50 tiveram oportunidade e coragem de escapar. O resto continua desaparecido, apesar das promessas do governo nigeriano de encontrá-las, dos drones americanos que foram espalhados para buscá-las pelo bosque de Sambisa e da megacampanha do Twitter, #BringBackOurGirls (na tradução, tragam de volta nossas meninas), que sensibilizou milhares de pessoas no mundo inteiro.

A esta altura, quem sabe do destino daquelas meninas? Existe ainda alguma possibilidade de encontrá-las? A BBC foi investigar.

O que aconteceu
Naquela noite de 14 de abril, um grupo de homens armados invadiu um internato público de Chibok – um local predominantemente cristão -, reuniu as jovens que tinham entre 16 e 18 anos em um auditório e começou a atear fogo aos dormitórios e salas do prédio.

"Vocês só vieram para a escola para se prostituir. A educação ocidental (Boko, em hausa) está proibida (haram, em árabe), então o que estão fazendo na escola?", perguntou um deles, segundo o relato ao serviço hausa da BBC de uma das estudantes que escapou.

Os homens ordenaram que elas buscassem seus sapatos e seus véus e subissem aos caminhões. Eles as levaram para o bosque de Sambisa, onde acredita-se que o Boko Haram tenha um esconderijo embaixo do Sahel – a zona de transição do deserto do Sahara para a savana do Sudão.

Muitas das meninas que conseguiram escapar fizeram isso saltando dos caminhões e contando com a ajuda de desconhecidos que deram uma carona para elas naquela região hostil.

Do resto, não se soube mais, até o dia em que o líder da organização, Abubakar Shekay, que tem 30 ou 40 anos e foi descrito como "parte teólogo, parte gângster", apareceu em um vídeo em meados de maio.

"Eu sequestrei suas filhas", disse. "Vou vendê-las no mercado, por Alá. Vou vendê-las e entregá-las ao matrimônio."

"A escravidão é permitida na minha religião. Vou capturar as pessoas e escravizá-las."

Cerca de 136 das jovens apareciam no vídeo. Vestidas dos pés à cabeça com o hijab muçulmano, sentadas e recitando o primeiro verso do Corão. Duas delas disseram ter se convertido ao Islamismo e deixado o Cristianismo para trás.

Desde então, elas nunca mais foram vistas.

Busca frustrada
O caso não escapou dos assuntos de política interna da Nigéria.

No início, o presidente Goodluck Johnatan negou que o sequestro havia ocorrido, como se falava na organização do Foro Econômico Mundial, que acontecia naqueles dias no país.

Depois, a ajuda internacional ficou sob suspeita. Em seguida, a campanha no Twitter foi considerada uma tentativa de desprestigiá-lo.

Em meio a tudo isso, informou-se que testemunhas tinham visto as jovens além da fronteira do país, em Camarões e no Chade. Um idoso disse ao serviço Hausa da BBC que várias delas tinham sido forçadas a se casar ou vendidas como escravas pelo equivalente a US$ 12 (cerca de R$ 32).

Em agosto, o jornal americano The Wall Street Journal afirmou que drones dos Estados Unidos avistaram grupos de mulheres no bosque de Sambisa. Isso sugeriu que o Boko Haram as mantinha como uma valiosa ferramenta de negociação para uma possível troca de prisioneiros.

No entanto, nada disso foi confirmado oficialmente.

Em outubro, um negociador britânico-australiano disse que outras quatro meninas conseguiram escapar e chegar a um lugar seguro após uma caminhada de três semanas. Uma trégua foi anunciada pelo governo naquele mês, que supostamente iria abrir a porta para a libertação das meninas, mas não deu em nada.

A última notícia que se teve do caso veio, mais uma vez, da boca de Abubakar Shekau que, em um vídeo divulgado em 1º de novembro, disse que o caso das jovens estava encerrado e esquecido. Isso porque há muito tempo elas haviam casado e se convertido para o Islã.

"Estão em suas casas com seus maridos", disse, rindo.

Respostas
Não há nenhuma resposta definitiva sobre o paradeiro e o destino dessas mais de 200 meninas nas mãos do Boko Haram.

"Não há nada que nos dê esperança", disse à BBC Mundo Isa Sanusi, jornalista do serviço hausa da BBC. "Não há nada de concreto, nenhuma informação de que estão tentando resgatá-las."

Um bloqueio imposto pelo governo da Nigéria sobre as informações do caso faz com que fique ainda mais difícil descobrir o que aconteceu com elas.

Sanusi afirma que é possível que muitas delas tenham se casado com os próprios militantes do Boko Haram, que as mantinham na selva como uma forma de evitar que o exército tentasse atacar a zona que o grupo controlava.

Outras haviam sido vendidas. É provável que algumas estejam grávidas ou mortas, como disse o ex-presidente nigeriano Olusegun Obansajo.

Nenhuma teria tido um final feliz.

Se elas voltarão? "O que pode acontecer é que, de pouco em pouco, alguma aproveite uma oportunidade para escapar ou que se consiga um acordo com determinada facção que tem algumas das reféns sob seu poder. Nos próximos meses ou anos, podem começar a reaparecer", disse um diplomata britânico não identificado citado pelo jornal The Telegraph em julho passado.

Enquanto isso, os pais e mães de Chibok seguem esperando. Sempre esperando. Decepcionados. Enfurecidos. Sem esperança.

AUTOR: BBC

terça-feira, 28 de outubro de 2014

COMO 3 GAROTAS ESCAPARAM DO BOKO HARAM, NA NIGÉRIA

Três garotas que tiveram sorte contam como conseguiram escapar do Boko Haram (Foto: BBC)

O mundo aguarda há seis meses por notícias sobre o paradeiro das mais de 200 garotas sequestradas pelo grupo militante islâmico Boko Haram no nordeste da Nigéria.

O governo do país diz que negocia um acordo para a libertação das estudantes, raptadas no vilarejo de Chibok. Mas três jovens que escaparam do grupo contaram a história delas para a BBC Hausa, o serviço da BBC para a África Ocidental.

Assista ao vídeo.

Lami, Maria e Hajara estavam na escola em Chibok quando foram sequestradas em abril. Lami e Maria escaparam ao pular de um caminhão que as transportava após o sequestro. Hajara foi levada para um campo onde seria mantida aprisionada, mas depois fugiu com outra jovem.

Para proteger a identidade das jovens, os nomes foram alterados. A animação do vídeo é de Luis Ruibal.

Entre os dias 27 e 29 de outubro, a BBC promove o debate "100 Women", que reúne 100 mulheres que tiveram destaque em suas áreas. O projeto traz uma série de reportagens mostrando a vida de diferentes mulheres pelo mundo. Participe do debate no Facebook e no Twitter usando a hashtag #100Women.

AUTOR: BBC

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

LÍDER DO BOKO HARAM APARECE EM VÍDEO E DESMENTE SUA MORTE

O líder do grupo islamita Boko Haram, Abubakar Shekau, aparece em vídeo no qual desmente sua morte divulgado nesta quinta-feira (2) (Foto: Boko Haram/AFP)

O líder do grupo islamita Boko Haram, Abubakar Shekau, desmentiu sua morte, como chegou a anunciar o exército nigeriano, em um vídeo obtido nesta quinta-feira (2) pela AFP, no qual também afirma ter estabelecido um "califado islâmico" nas cidades sob seu controle.
"Aqui estou, vivo. Eu só vou morrer no dia em que Alá tirar minha respiração", afirma o líder do grupo islamista em um vídeo de 36 minutos.

Shekau também afirma que o Boko Haram "dirige nosso (...) califado islâmico" e aplica as punições previstas na sharia, a lei islâmica.

Na semana passada, o exército nigeriano afirmou que Shekau estava morto e que o homem que se fazia passar por ele nos vídeos divulgados pelo grupo islamita também havia falecido em confrontos com os militares no nordeste do país.

O vídeo obtido nesta quinta mostra Shekau com roupas de camuflagem, botas, de pé na parte traseira de um carro, atirando para o alto com uma arma antiaérea.

Ele fala por 16 minutos, em árabe e em hausa, a língua mais utilizada no norte da Nigéria. Ao seu lado estão quatro homens armados e encapuzados. Nenhum elemento do vídeo permite saber quando foi gravado.

Shekau, que tem o mesmo aspecto físico que nos vídeos anteriores, chama de 'propaganda' o anúncio de sua morte pelo exército.

Fontes militares e da polícia anunciaram a morte do líder islamista em 2009 e de pois em 2013. Nas duas ocasiões a notícia foi desmentida pelo Boko Haram com vídeos de Abubakar Shekau.

AUTOR: FRANCE PRESSE

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

NIGÉRIA ANUNCIA QUE LÍDER DO GRUPO ISLAMITA BOKO HARAM ESTÁ MORTO

Imagem tirada de vídeo divulgado pelo Boko Haram e obtida pela AFP mostra homem que diz ser Abubakar Shekau, líder do grupo radical islâmico Boko Haram (Foto: AFP PHOTO/ BOKO HARAM)

O exército da Nigéria afirmou nesta quarta-feira (24) que o líder do grupo armado islâmico Boko Haram, Abubakar Shekau, está morto, sem esclarecer onde, como ou quando morreu.

Fontes das forças de segurança já haviam anunciado a morte de Shekau em duas oportunidades desde 2009, mas é a primeira vez que exército afirma isso oficialmente.

O Boko Haram combate pela criação de um califado no noroeste da Nigéria. Em abril, o grupo sequestrou mais de 200 meninas em uma escola de uma vila remota de Chibok. As estudantes estavam fazendo uma prova quando homens armados cercaram a escola, as colocaram em caminhões e as levaram. Algumas delas conseguiram escapar. O episódio gerou uma campanha internacional pelo resgate das meninas.

O porta-voz militar Chris Olukolade não deu detalhes sobre a morte de Shekau, indicando que seu nome virou uma "marca do líder terrorista".

Os militares também afirmaram recentemente que haviam matado outro chefe islamita que se fazia passar por Shekau.

Olukolade anunciou a morte de um combatente islamita chamado Mohamed Bashir durante combates na cidade de Kondunga, no estado nigeriano de Borno (nordeste).

"Bashir tem atuado ou aparecido em vídeos como se fosse o falecido Abubakar Shekau, o excêntrico personagem conhecido como líder do grupo Boko Haram", acrescentou.

O Boko Haram (que significa "A educação ocidental é pecado", em língua hausa) combate pela criação de um Estado islâmico. O grupo pretende estabelecer um califado no noroeste da Nigéria.

A insurreição do Boko Haram e sua feroz repressão pelas forças de segurança nigerianas deixaram 10 mil mortos desde 2009, segundo as autoridades da Nigéria, assim como mais de 650 mil deselocados, segundo a ONU.
Imagem obtida pela AFP mostra homem que diz ser Abubakar Shekau, líder do grupo radical islâmico Boko Haram (Foto: AFP PHOTO / BOKO HARAM )

AUTOR: AFP

terça-feira, 2 de setembro de 2014

BOKO HARAM INVADE CIDADE NA NIGÉRIA; DEZENAS MORREM

Menina chora ao lado do pai em um campo de desabrigados em Wurojuli, estado de Gombe, na Nigéria (Foto: Samuel Ini/ Reuters)

Insurgentes islamistas do grupo Boko Haram invadiram grande parte da parte da cidade de Bama, no nordeste da Nigéria, após horas de confrontos em que várias pessoas morreram e milhares de moradores ficaram desabrigados, disseram fontes de segurança nesta terça-feira (2).

Os islamistas lançaram um ataque contra Bama, a 70 km de Maiduguri, capital do estado de Borno, na segunda-feira. Eles chegaram a ser repelidos, mas retornaram em maior número durante a madrugada, disseram fontes e testemunhas.

Nenhum porta-voz do setor de defesa da Nigéria estava imediatamente disponível para comentar o ataque. As fontes relataram a existência de muitas vítimas em ambos os lados. Uma fonte de segurança disse que até 5 mil pessoas fugiram.

Muitos soldados nigerianos foram mortos em Bama por disparos de um caça que tinha como alvo os insurgentes em um ataque aéreo a um lugar errado, disse à Reuters um soldado que estava no local.

Dois meses após militantes islamistas no Iraque e Síria declararem um califado em uma região que conseguiram capturar, o Boko Haram também, pela primeira vez, declarou explicitamente o controle sobre um território que diz ter capturado em faixas do nordeste da Nigéria.

O Boko Haram capturou Gwoza, um município rural remoto nas montanhas próximas à fronteira com Camarões, durante combates no mês passado. O líder do grupo, Abubakar Shekau, disse em um vídeo que a região se tornaria um "território muçulmano", que seria governada pela rígida lei islâmica.

"Quando começamos a ouvir tiros, todo mundo estava confuso. Tinha tiroteios vindo de diferentes direções. Nós fugimos para os arredores da cidade", disse Bukar Auwalu, um comerciante que escapou com sua mulher, três filhos e o irmão, à Reuters por telefone.

"Havia helicópteros militares e um caça. Dormimos no mato nos arredores da cidade."

AUTOR: REUTERS

domingo, 27 de julho de 2014

BOKO HARAM SEQUESTRA A MULHER DO VICE-PRIMEIRO MINISTRO DE CAMARÕES

A mulher do vice-primeiro-ministro de Camarões foi sequestrada e pelo menos outras três pessoas foram mortas em um ataque promovido por militantes do Boko Haram à casa do vice-primeiro-ministro na cidade de Kalofata, no norte do país, neste domingo (27).

A informação foi dada à Reuters pelo porta-voz do governo de Camarões e pelo ministro da Comunicação do país. Um líder religioso local chamado Seini Boukar Lamine também foi sequestrado, em uma ataque separado, em sua casa.

"Eu posso confirmar que a casa do vice-primeiro-ministro Amadou Ali, em Kolofata, sofreu um ataque selvagem dos militantes do Boko Haram", disse o ministro da Comunicação Issa Tchiroma por telefone à Reuters.

"Eles infelizmente levaram sua mulher", disse, acrescentando que pelo menos três pessoas foram mortas no ataque.

Ataques
Desde sexta-feira, o Boko Haram já tinha realizado dois ataques atráves da fronteira em Camarões, matando pelo menos quatro soldados e levando o exército camaronense a enviar reforços à área.

Sob pressão da Nigéria para fazer mais para combater os insurgentes islâmicos, Camarões já alocou mais de mil soldados ao longo de sua remota fronteira.

A Nigéria acredita que o Boko Haram quer usar Camarões como uma base em seus esforços para montar um Estado islâmico. O grupo já matou milhares na insurgência de cinco anos e recentemente bombardeou alvos que eram considerados relativamente seguros, como o centro comercial nigeriano Lagos e a capital Abuja.

AUTOR: G1/SP

quarta-feira, 16 de julho de 2014

POLÍCIA DA NIGÉRIA PRENDE 'LÍDER CARNICEIRO' DO GRUPO BOKO HARAM

A polícia da Nigéria anunciou nesta terça-feira (15) a detenção de um dos comandantes do Boko Haram, conhecido como "líder carniceiro", em uma operação contra um dos campos do grupo islamita armado no nordeste do país.

Mohamed Zakari, de 30 anos, foi detido no sábado (12) "após um importante ataque das forças de segurança contra as atividades do grupo" na floresta de Balmo, no estado de Bauchi, afirma o comunicado da polícia.

Zakari participou "no recente massacre de sete pessoas, incluindo mulheres e crianças", segundo o comunicado.

Segundo a polícia, a floresta de Balmo é uma das numerosas bases operacionais a partir das quais o grupo extremista planeja os ataques mais violentos na região nordeste.

Os atos de violência do grupo islamita deixaram mais de 10 mil mortos na Nigéria em cinco anos.

O estado de Bauchi é um dos mais abalados pela insurreição.

Zakari não é conhecido como um dos líderes islamistas na Nigéria, mas o Boko Haram é um grupo muito fraturado, com células autônomas que têm os próprios líderes.

O Boko Haram, que reivindica a criação de um Estado Islâmico no norte da Nigéria, majoritariamente muçulmano, é liderado por Abubakar Shekau, considerado um terrorista pelo governo dos Estados Unidos.

AUTOR: FRANCE PRESSE

TIANGUÁ AGORA NO TWITTER!

Real Time Analytics