Antena transmissora de rádio é derrubada no interior do Ceará Foto: Arquivo Pessoal
A torre da antena transmissora de uma rádio localizada no Bairro Centro, da cidade de Choró, no interior do Ceará, foi derrubada na madrugada desta terça-feira (3).
O equipamento foi incendiado.
O diretor da emissora diz que o equipamento foi destruído por motivações políticas, em retaliação a críticas.
Ninguém ficou ferido.
De acordo com Marcolino Borges, diretor da FM Aliança, criminosos usaram dinamites para destruir a antena durante a madrugada.
A base e o restante da estrutura ficaram completamente destruídos. O estúdio, em outro ponto da cidade, não foi atingido.
Uma fonte da Polícia Militar da área confirmou que a antena foi derrubada. Contudo, somente um exame pericial poderá confirmar se o equipamento sofreu uma explosão. A área foi isolada e a Perícia Forense do Ceará (Pefoce) acionada.
Equipamento foi incendiado e diretor de rádio acredita que caso tenha motivações políticas no Ceará. Foto: Arquivo Pessoal
Prejuízo
O diretor da rádio disse que o prejuízo com a destruição da torre foi de, no mínimo, R$ 25 mil. Marcolino Borges explicou que a rádio comunitária é composta por 12 colaboradores e, operando desde 2005, obteve a concessão em outubro do ano passado.
A antena ficava em um terreno com ampla vegetação, em uma área residencial. Borges disse que foi avisado da destruição por um morador da área, da rádio que acordou com o barulho de uma explosão.
"Um dos proprietários da residência onde fica a torre chamou todo mundo. Acordaram, mas não viram ninguém porque estava tudo escuro, era 1h50.
Ele disse que viu fogo", relatou o diretor da rádio.
Ameaças
O diretor afirmou também que a rádio costuma receber ligações anônimas ameaçando agredi-lo. "Eu sempre venho recebendo ameaças", reforçou.
“Cão que ladra, não morde. Seja homem. Se você quer me matar, estarei lhe esperando no beco do cotovelo em Sobral”, diz Donizete.
O ex-governador Cid Gomes (PDT) tentou intimidar o jornalista Donizete Arruda em Limoeiro do Norte. Ao ser incitado pelo repórter Flávio Costa, da TV Jaguar, sobre como aguenta as críticas, cobranças e provas de corrupção apresentadas por Donizete diariamente, o FG usou o exemplo da morte do radialista Nicanor Linhares, assassinado em 2003 por denunciar falcatruas dos donos do poder, como forma de acabar com os problemas.
A intenção clara de Cid era ameaçar diretamente Donizete, mas como não teve coragem, fez de forma indireta.
Assista ao trecho:
Abertamente:
Donizete Arruda disse ao Ceará News 7 que continuará sem medo da notícia. “Vá ameaçar quem lhe acusou de receber propina: Wesley Batista da JBS. Cearense, não tenha medo. Cão que ladra, não morde. Seja homem. Se você quer me matar, estarei lhe esperando no beco do cotovelo em Sobral”, disse diretamente.
No programa de rádio Ceará News, em sua coluna Conexão Brasília-Ceará, Donizete deixou um recado claro para Cid Gomes. Todo o Estado ouviu.
A imprensa de Sobral representada por cerca de 21 membros não aceitou a proposta da Prefeitura deste município de contratação desses profissionais.
A proposta apresentada pela assessoria de gabinete do prefeito Ivo Gomes, era a de que cada radialista deveria abrir uma empresa individual, uma conta bancária, e, emitir nota fiscal para receber um plano mídia que contempla para cada horário radiofônico a veiculação de 3 inserções institucional da Prefeitura de Sobral.
O primeiro a rejeitar a proposta foi Dr. Silva (Tupinambá), que deixou a reunião como forma de protesto. Viana Farias, chegou a pedir esclarecimento sobre a presença nos eventos e inaugurações de custearia as despesas.
Sem um acordo, os radialista deixaram o Centro de Convenções, local da reunião desta quarta-feira, na esperança que um novo encontro seja agendado e que Ivo Gomes contrate-os na mesma forma como aconteceu com os prefeitos anteriores.
Caso não aconteça a administração do prefeito Ivo Gomes ficará sem espaço na mídia para divulgação de seus projetos e realizações.
Policiais trabalham em local em que locutor de rádio foi morto nesta terça-feira (14) na República Dominicana (Foto: STR / afp)
A polícia da República Dominicana procura um suspeito de invadir a sede da rádio 103.5 FM, em San Pedro de Macorís, e disparar tiros, matando um locutor e o diretor da empresa nesta terça-feira (14).
No momento ataque o locutor Luis Manuel Medina estava ao vivo na rádio e fazia uma transmissão em seu perfil no Facebook. O vídeo é interrompido após os disparos e o aviso de uma mulher que gritava "tiros! tiros!".
O locutor Luis Manuel Medina fazia transmissão ao vivo no Facebook no momento do ataque à sede da rádio (Foto: Reprodução/Facebook/Luis Manuel Medina)
Medina e o diretor da empresa, Luis Martínez, não resistiram aos ferimentos causados pelo atirador. A secretária Dayana García também foi atingida e ficou gravemente ferida.
O porta-voz da polícia de San Pedro de Macorís afirmou nesta terça que três homens foram detidos para interrogatório. A polícia disse desconhecer as causas do ataque.
Familiares do locutor Luis Manuel Medina velam seu corpo nesta quarta-feira (15) em San Pedro de Macorís (Foto: ERIKA SANTELICES / afp)
"Estamos consternados com esta notícia deste fato tão trágico", comentou Ana Daisy Guerrero, presidente do sindicato dos locutores.
O Ministério Público investiga imagens de câmeras de segurança do centro comercial em que fica a emissora.
O PSDB é o partido campeão em ações contra veículos de imprensa com 16% do total de pedidos judiciais Foto: INTERNET
O número de processos movidos por partidos ou por políticos contra veículos de mídia aumentou na disputa eleitoral de 2016. Apenas neste ano, 99 veículos enfrentam processos na justiça.
Os dados da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) apontam que o número já supera a quantidade de processos contra veículos registrados em todas as eleições anteriores. O sistema Ctrl+X, da Abraji, mapeia essas ações judiciais contra a divulgação de informações.
“A Abraji vê com muita preocupação o que os políticos podem fazer para dificultar o exercício do jornalismo e decidiu monitorar e mapear quem são as pessoas, os políticos, os partidos e os estados onde acontecem com mais frequência esse tipo de situação”, explica o coordenador do projeto Ctrl+X, Thiago Mali.
De 2002 a 2014, o sistema da Abraji catalogou ações contra 63 veículos movidas por partidos e políticos. Somando-se todos os anos desde 2002, o projeto já identificou ações contra 147 publicações. A Associação ressalta que vários dos processos têm como alvo mais de um veículo. Além de partidos, Ministério Público Eleitoral também tem atua na proposição de ações judiciais contra veículos de mídia.
“Chamou atenção da Abraji que cada vez mais políticos entravam na justiça pedindo a retirada de notícias e que, por muitas vezes, isso estava se configurando em assédio ou intimidação dos jornalistas. Muitas vezes esses profissionais têm que responder na justiça, sendo desviados de suas funções. Em jornais menores ou independentes que não tinham recurso para levar a cabo sua defesa, vimos que isso poderia fazer com que eles deixassem de falar por medo ou intimidação de receber outros processos”, ressalta
Os nomes dos veículos processados em 2016 mostram que há pelo menos 53 ações contra jornais e editoras, 18 contra blogs, 11 contra sites e portais e 14 contra emissoras de rádio e TV. Os processos estão bem concentrados. Ao todo 45% dos 311 processos catalogados em 2016 têm como alvo informações publicadas nas plataformas das empresas Facebook ou Google. A maior parte das empresas possui apenas um processo catalogado contra si.
Partido O PSDB é o partido campeão do ranking elaborado com 16% do total de pedidos judiciais contra veículos de imprensa. Em seguida vem o PMDB (13%) e o PT (12%). O estado de São Paulo é o líder em judicialização, representando 16% dos pedidos em juízo, seguido por Paraná (10%) e Minas Gerais (7%).
Ao todo, desde 2002, o sistema da Abraji contabiliza 328 ações judiciais contra veículos de imprensa em todo o país. Os candidatos a prefeito somam 37% dos proponentes às ações, além de candidatos ao governo (23%) e às câmaras legislativas estaduais (6%). As principais alegações dos candidatos é difamação e violação à legislação eleitoral.
Segundo Mali, a criação do Ctrs+X estimula o debate em torno dos processos judiciais contra veículos de imprensa. “É importante mapear os candidatos que no discurso defendem a liberdade de imprensa, mas são os que mais têm processos para tirar notícias do ar”, alerta.
“Nosso objetivo é tentar fazer com que a sociedade como um todo fiscalize quem usa esse instrumento [de processar veiculos de imprensa] como forma de inibir a atuação da imprensa e também para que os jornalistas possam exercer sua função sem maiores obstáculos”, completa.
Recolhimento de jornais Apenas no período eleitoral deste ano, candidatos a cargos eletivos tentaram recolher jornais impressos, fechar rádios ou suspender suas programações ao menos 34 vezes. Em 27 ações houve o pedido de recolhimento de publicações e em sete, pedido de suspensão ou fechamento de emissoras de rádio.
De acordo com a Abraji, na maior parte dos casos os candidatos argumentam que as notícias e críticas nos jornais ofendem sua honra e são equivalentes a propagandas eleitorais negativas, pleiteando que as publicações sejam apreendidas ou que deixem de ser distribuídas. Em alguns casos, pedem para que a justiça determine que o jornal deixe de publicar no futuro notícias que possam ofender candidatos.
Censura prévia O Sistema Ctrl+X aponta que dos 166 pedidos judiciais para que o jornal não publique notícias que possam ofender candidatos, 38 foram deferidos, desde 2002. “É um total de 23%, quase um em cada quatro pedidos que são feitos para que haja censura prévia, ao fim e ao cabo, o juiz acaba deferindo para que seja censurado. É bom deixar claro que 10% dos pedidos de retirada de conteúdo pedem também censura prévia”, ressalta o coordenador do sistema. Apenas em 2016, 49 pedidos de censura prévia já foram requeridos na justiça brasileira.
O sistema pode ser acessado no site da Abraji e permite uma série de filtros com informações sobre os processos em curso contra veículos de imprensa.
Para Thiago Mali, proibir um jornalista de divulgar uma informação é "preocupante", pois o leitor acaba, de alguma maneira, prejudicado por não saber tudo que está acontecendo. “É bastante preocupante a gente acompanhar esse número alto de casos. Mostra que nós, como sociedade, temos que estar alertas para que o direito de acesso a informação não seja cerceado", disse.
Já está disponível no site do Ministério das Comunicações a relação das emissoras de Rádio AM de Todo o Brasil que apresentaram requerimento pedindo migração para a faixa de FM.
De acordo com o MiniCom cerca de 80% das rádios AM de todas as regiões do país solicitaram autorização para migrar para a faixa de FM.
O Ministério das Comunicações recebeu mais de 1.380 pedidos de migração de emissoras em todo o Brasil. Os dados fazem parte do balanço das sessões públicas realizadas em todas as capitais desde o dia 24 de março.
A adesão à proposta do Ministério das Comunicações foi alta na maioria dos Estados.
No Pará e no Amapá, todas as rádios que operam em ondas médias apresentaram requerimentos.
As entidades que não participaram das sessões públicas ainda podem enviar os requerimentos para o MiniCom até o dia 10 de novembro deste ano.
Confira a Lista de Emissoras que pediram Migração no Estado do Ceará:
RÁDIO CULTURA DOS INHAMUNS LTDA CE Tauá RÁDIO CULTURA DE VÁRZEA ALEGRE LTDA CE Várzea Alegre RÁDIO EMISSORA DE ACOPIARA LTDA CE Acopiara RÁDIO MAÇIÇO DE BATURITÉ LTDA CE Baturité RÁDIO VALE DO RIO POTY LTDA CE Crateús RÁDIO UIRAPURU DE ITAPIPOCA LTDA CE Itapipoca RÁDIO DIFUSORA DOS INHAMUNS LTDA CE Tauá RÁDIO FM SERROTE LTDA CE Ubajara RÁDIO ARARIPE S.A. CE Crato RÁDIO RIO DAS GARÇAS LTDA CE Itarema CEARÁ RÁDIO CLUBE S.A. CE Fortaleza RÁDIO LIBERDADE DE ITAREMA LTDA CE Itarema RÁDIO DIFUSORA DE NOVA RUSSAS CE Nova Russas RÁDIO SINAL DE ARACATI LTDA CE Aracati RÁDIO FM SERROTE LTDA CE Hidrolândia RÁDIO PROGRESSO DE JUAZEIRO S.A. CE Juazeiro do Norte RÁDIO TABAJARA DE SÃO BENEDITO LTDA CE São Benedito RÁDIO SOCIEDADE EDUCADORA DO CARIRI LTDA CE Crato RÁDIO CULTURA DE QUIXADÁ LTDA CE Quixadá RÁDIO SUL CEARENSE LTDA CE Brejo Santo RÁDIO GUARANY LTDA CE Pacajus CE SISTEMA DE COMUNICAÇÃO TERRA DO SOL LTDA CE Bela Cruz REDE ABOLIÇÃO DE RÁDIO LTDA CE Juazeiro do Norte SISTEMA DE COMUNICAÇÃO TERRA DO SOL LTDA CE Araripe RÁDIO GUARACIABA LTDA CE Guaraciaba do Norte SISTEMA MAIOR DE RADIODIFUSÃO LTDA CE Crato RÁDIO PLANALTO DE MARACANAÚ LTDA CE Maracanaú RÁDIO PROGRESSO DE RUSSAS LTDA CE Russas SISTEMA DE COMUNICAÇÃO TERRA DO SOL LTDA CE Assaré RÁDIO JAGUARIBANA DE ARACATI CE AracatiRÁDIO FM VENEZA LTDA CE Eusébio RÁDIO LIBERDADE DE BOA VIAGEM LTDA CE Boa Viagem RÁDIO UIRAPURU DE FORTALEZA LTDA CE Fortaleza REDE FORTAL DE COMUNICAÇÕES LTDA CE Pedra Branca RÁDIO PLANALTO DE SÃO BENEDITO LTDA CE São Benedito RADIODIFUSORA ASA BRANCA LTDA CE Boa Viagem RÁDIO CULTURA DE PARACURU LTDA CE Paracuru RÁDIO UNIÃO DE CAMOCIM LTDA CE Camocim RÁDIO VALE DO SALGADO LTDA CE Lavras da Mangabeira RÁDIO MACAMBIRA LTDA CE Ipueiras RÁDIO SANT'ANA DE TIANGUÁ LTDA CE Tianguá RÁDIO IRACEMA DE FORTALEZA LTDA CE Fortaleza RÁDIO ASSUNÇÃO CEARENSE LTDA CE Sobral RÁDIO PRIMEIRA CAPITAL LTDA CE Aquiraz RÁDIO ASSUNÇÃO CEARENSE LTDA CE Fortaleza RÁDIO JERICOACOARA LTDA CE Jijoça de Jericoacoara RÁDIO SERTÕES DE MOMBAÇA LTDA CE Mombaça RÁDIO BOA ESPERANÇA LTDA CE Barro RÁDIO DIFUSORA CRISTAL LTDA CE Quixeramobim RÁDIO UNIÃO DE CAMOCIM LTDA CE Camocim RÁDIO ARARIPE DE CAMPOS SALES LTDA CE Campos Belos RÁDIOS E JORNAIS DO CEARÁ S.A. CE Fortaleza RÁDIO EDUCADORA DO NORDESTE E CORREIO DA SEMANA LTDA CE Sobral HIDROS COMUNICAÇÕES LTDA CE Sobral EMPRESA JORNALÍSTICA O POVO S.A. CE Fortaleza RÁDIO EDUCADORA DE CRATÉUS LTDA CE Crateús SISTEMA LAJES DE COMUNICAÇÕES LTDA CE Acopiara RÁDIO DRAGÃO DO NORTE LTDA CE Massapê AM CIDADE DE FORTALEZA LTDA CE Maracanaú RÁDIO CETAMA DE BARBALHA S.A. CE Barbalha RÁDIO VALE DO CARIRI LTDA CE Juazeiro do Norte SOCIEDADE RÁDIO VALE DO JAGUARIBE LTDA CE Limoeiro do Norte RÁDIO TUPINAMBÁ DE SOBRAL LTDA CE Sobral RÁDIO MONÓLITOS DE QUIXADÁ LTDA CE Quixadá RÁDIO A VOZ DE ITAPAJÉ LTDA CE Itapagé RÁDIO VERDES MARES LTDA CE Fortaleza
Dia 26 de julho de 2017 é o limite para a transição da transmissão analógica dos serviços de radiodifusão de sons e imagens e de retransmissão de televisão para o Sistema Brasileiro de Televisão Digital , o SBTVD-T, para Fortaleza, Juazeiro do Norte, Crato e Sobral.
A data foi oficializada no Diário Oficial da União desta quinta, 28. Na data, será desligado a transmissão analógica.
Outros municípios também estão contemplados para a mudança no mesmo dia. São eles: Aquiraz, Beberibe, Cascavel, Caucaia, Eusébio, Guaiúba, Horizonte, Itaitinga, Maracanaú, Maranguape, Pacajus, Pacatuba, Pindoretama e São Gonçalo do Amarante. Além disso, Barbalha, Caririaçu, Missão Velha, Forquilha, Massapê e Santana do Acaraú.
A mudança para o sistema SBTVD-T teve início em 1º de janeiro de 2015 e segue até 31 de dezembro de 2018.
O radialista Jair Kovalick da rádio Pioneira de Forquilha fala para o site Plantão alerta sobre seu atentado no dia de domingo 27 / 03, quando um indivíduo chegou e efetuou vários disparos contra o ele que foi atingido com três tiros.
Segundo o apresentador, na noite de sábado, 26, saiu com um amigo para um evento na localidade do Campo Novo em Forquilha, a subida de um Juda. No evento passou a noite toda com amigos. Já pela manhã quando retornava para Forquilha, foram pegar seu carro que o mesmo tinha deixado próximo ao acontecido já que ele tinha ido no carro do amigo.
Ao chegar ao local, próximo ao um bar onde tinha várias pessoas bebendo no exato momento que ele vai abrindo o seu carro foi surpreendido com a chegada do indivíduo que estava em uma moto CG de cor preta com outro e foi logo falando para o radialista as seguintes palavras: “É CONTIGO, É CONTIGO”, ‘’ e foi logo sacando a arma, um revolver calibre 38, o amigo de Kovalik foi para cima do indivíduo, momento esse, que o Kovalick tenta sair da visão do indivíduo. Mas infelizmente não deu e ele foi atingido com o primeiro disparo nas costas.
O indivíduo continuou a fazer os disparos procurando sempre a cabeça do radialista que ficou rolando de todos os lados no chão para dificultar a mira do bandido. Já com três tiros, o radialista estava coberto de sangue e quase sem forças, o indivíduo achando que tinha atingido o mesmo em parte fatal saiu em fuga. O próprio radialista pediu para leva-la ao pronto atendimento de Forquilha antes de vi para sobral, e assim foi feito. Lá ele foi atendido rápido e transferido o mesmo para Santa Casa de Sobral onde também foi atendido rápido, e lá ele acabou ficando desacordado.
Ao retornar com sua consciência foi informado pelo médico que teve muita sorte, pois nem um dos tiros tinha atingido nem um órgão. Um dos tiros foi nas costas que por pouco não atinge a coluna, o outro foi no antebraço e o terceiro no ombro esquerdo onde a bala ficou alojada.
Kovalick disse que já está pronto para voltar, só não vai apresentar já hoje porque o médico pediu para ele descansar uns quatro dias.
Kovalick deixa um recado e diz: não vou baixar a guardar e que o indivíduo que atirou contra ele, já tem várias passagens, é acusado de tráfico no município de Forquilha, já foi preso várias vezes.
Um recado para ele se estiver ouvindo o programa, são sete vidas e eu já estou de volta, justamente para divulgar o trabalho, e se ele não gosta de me ouvir narrar os fatos como ele acontece, vai ficar pior ainda, pois eu vou voltar mais forte ainda, eu não vou baixar a guarda nem pra ele e nem pra vagabundo algum, e tem mais, não tem nem uma ligação com política, até porque esse cagão que atirou em mim é um desqualificado e não tem nem uma ligação com a sociedade, sei que tudo pode acontecer, mas nesse caso descarto qualquer ligação com políticos, o problema realmente é que é um bandido que já foi citado várias vezes por mim e não gostou, mas não vou baixar a guarda, disse Kovalick.
O radialista já está em casa. Essa já é a segunda tentativa contra ele. Kovalick terminou agradecendo a equipe que lhe atendeu no primeiro momento em Forquilha e a equipe que o atendeu em Sobral na Santa Casa.
Durante o seminário, os participantes devem avaliar também a falta de espaços disponíveis na modalidade de frequência FM para as novas emissoras que estão chegando (Foto: Divulgação)
O Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional realizará um seminário na segunda-feira (15) para discutir a migração das rádios AM para FM no Brasil. A migração das estações foi autorizada em novembro de 2013 (Decreto 8.139/13).
A qualidade de áudio superior e a facilidade de sintonia têm levado as emissoras a optar pelo espectro da Frequência Modulada (FM), o que tem mudado o perfil do setor de radiodifusão nacional. Além disso, vem diminuindo a oferta de aparelhos com receptores AM.
Durante o seminário, os participantes devem avaliar também a falta de espaços disponíveis na modalidade de frequência FM para as novas emissoras que estão chegando e ainda os valores a serem pagos para a mudança de faixa.
A jornalista Carmen Lúcia Dummar foi reconduzida à presidência da Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acert).
A decisão ocorreu em assembleia geral realizada na manhã de ontem. Com eleição de chapa única, a diretora, que comanda a emissora Tempo FM, regerá as atividades durante o biênio 2016/2018.
De acordo com Carmen, o objetivo para a gestão neste período é unir o setor da radiodifusão e buscar as melhores estratégias de fortalecimento. “A área é de extrema importância para a sociedade como um todo, pois permite o maior entretenimento gratuito para a população”, afirma.
Entre os desafios, ela cita o processo de digitalização dos sinais de TV e migração das transmissões de rádio, de AM para FM; além do trabalho constante pela liberdade de expressão.
Como vice-presidentes foram eleitos Roberto Moreira, Cyro Thomaz e José Rego Filho.
O ministro das Comunicações, André Figueiredo, disse nesta quarta-feira, 6, que as primeiras migrações de emissoras de rádio AM (modulação em amplitude) para FM (frequência modulada) devem ocorrer até abril deste ano.
Atualmente, 1.781 emissoras estão como AM, sendo que 1.385 já pediram para mudar de faixa. Ao todo, 948 rádios poderão fazer a migração em 2016. As demais emissoras terão que aguardar a liberação do espaço, que deve acontecer com a digitalização da TV no País.
“Esperamos que, no primeiro quadrimestre, vou colocar o prazo de abril, já tenhamos as primeiras emissoras com toda a documentação e o laudo técnico concluído e a gente faça as primeiras migrações de AM/FM no nosso país”, disse Figueiredo, durante o programa Revista Brasil, da Rádio Nacional AM.
O ministro das Comunicações, André Figueiredo, participa do programa Bom Dia, Ministro/JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL
Ele lembrou que a migração de faixa não é obrigatória e que as emissoras de rádio AM que decidirem migrar para FM terão o direito de transmitir simultaneamente no canal antigo e na nova frequência por um período de até cinco anos.
“É, com certeza, um grande benefício para a população. Principalmente nas grandes cidades, onde temos a interferência das grandes construções, vamos ter a frequência modulada, ou seja, a FM, sendo um canal muito mais adequado e com qualidade indubitavelmente melhor de transmissão de voz.”
Para fazer a alteração, os radiodifusores terão de arcar com os custos referentes à diferença entre as outorgas de AM e de FM. Além disso, será necessário adquirir equipamentos para a transmissão do novo sinal.
Os valores que cada emissora terá que pagar para fazer a mudança variam de R$ 8,4 mil a R$ 4,4 milhões. A tabela, elaborada pelo Ministério das Comunicações, foi feita com base em critérios como índices econômicos e sociais e a população do município em que a rádio está localizada, além do alcance.
As emissoras de rádio AM que desejam migrar para a frequência FM deverão pagar entre R$ 8,6 mil e R$ 4,4 milhões pela adaptação da outorga. Os valores foram apresentados hoje (24) pelo governo, no Palácio do Planalto, e levaram em conta fatores como abrangência, potência das emissoras e indicadores econômicos e sociais dos municípios onde estão instaladas.
O valor mais alto, R$ 4,4 milhões, será cobrado para migração de rádios de grande potência (acima de 100 kilowatts) na região metropolitana de São Paulo. O custo mais baixo de migração será de R$ 8,6 mil e valerá para antenas de menor capacidade (até 0,5 kilowatt) instaladas em municípios com menos de 10 mil habitantes. A migração não é obrigatória. A lista com todos os valores será divulgada pelo Ministério das Comunicações esta tarde e publicada amanhã (25) no Diário Oficial.
“Tivemos preocupação de cuidar dos detalhes, discutir tecnicamente toda a parametrização, que envolveu índice potencial de consumo, PIB [Produto Interno Bruto], IDHM [Índice de Desenvolvimento Humano Municipal] e agregamos também a esses critérios a classe de potência de rádios e a população do município onde a emissora está instalada”, explicou o ministro das Comunicações, André Figueiredo. “Chegamos a valores justos”, avaliou.
A presidenta Dilma Rousseff avaliou os valores como “bastante equilibrados” e disse que é preciso garantir condições de pagamento que possam “viabilizar a sustentabilidade das emissoras”. Após a apresentação de documentos, as emissoras interessadas na migração terão prazo que vai de fevereiro a maio de 2016 para pagar pela mudança.
Além do custo da adaptação da outorga, as rádios terão que comprar equipamentos para a transmissão do novo sinal. De acordo com o Ministério das Comunicações, das 1,8 mil emissoras AM em operação no Brasil, 1.386 manifestaram interesse em mudar para FM. Em 2016, mil veículos já poderão mudar para a faixa. O restante terá que aguardar a liberação do espaço na frequência.
De acordo com o ministro, a meta é garantir a migração dessas rádios até o primeiro semestre de 2018. O espaço na frequência FM será liberado com a digitalização da TV, que atualmente ocupa essas faixas.
Em breve discurso na cerimônia de anúncio das regras de migração, no Palácio do Planalto, Dilma defendeu o papel do rádio na integração de um país continental como o Brasil e disse que as emissoras pequenas e médias devem ser fortalecidas.
“A maioria das nossas rádios é pequena, transmitem em baixa potência, e precisam ser preservadas e incentivadas, afinal, são elas que levam informação, proporcionam entretenimento e oferecem orientação à população pelo interior de todo o nosso país. Na maioria das vezes, é graças ao radinho de pilha sintonizado em uma rádio AM que moradores de comunidades distantes dos grandes centros urbanos, os ribeirinhos da Amazônia, os sertanejos no interior do Nordeste, moradores do Pampa gaúcho e os pantaneiros do Centro-Oeste se conectam com o país”, lembrou.
Segundo Dilma, a migração de emissoras do AM para FM é parte da atualização das plataformas tecnológicas da infraestrutura de radiodifusão do Brasil, processo que deve estar acompanhado pelo bom atendimento à população e pela ampliação da concorrência no setor de radiodifusão. “As novas plataformas tecnológicas devem resultar em ampliação do acesso, da democratização da informação e da diversificação das mídias”.
O Ministério Público Federal, por meio de suas sedes estaduais, promete desencadear ações contra 32 deputados federais e oito senadores que aparecem nos registros oficiais como sócios de emissoras de rádio ou TV pelo país.
Entre os alvos da iniciativa inédita -lançada com aval do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e coautoria do Coletivo Intervozes-, estão alguns dos mais influentes políticos do país, como os senadores Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, Edison Lobão (PMDB-MA), José Agripino Maia (DEM-RN), Fernando Collor de Mello (PTB-AL), Jader Barbalho (PMDB-PA) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).
Na Câmara, devem ser citados deputados como Sarney Filho (PV-MA), Elcione Barbalho (PMDB-PA), ex-mulher de Jader, Rodrigo de Castro (PSDB-MG) e Rubens Bueno (PR), líder do PPS na Casa.
No Ministério das Comunicações, todos eles constam como sócios de emissoras.
Baseado em dispositivo da Constituição que proíbe congressista de "firmar ou manter contrato com empresa concessionária de serviço público" (Art. 54), a Procuradoria pedirá suspensão das concessões e condenação que obrigue a União a licitar novamente o serviço e se abster de dar novas outorgas aos citados.
No total, os 40 parlamentares radiodifusores aparecem como sócios de 93 emissoras.
A primeira leva de ações foi protocolada em São Paulo na quinta-feira (19) contra veículos associados aos deputados Antônio Bulhões (PRB), titular de concessões de rádios em Santos, Gravataí (RS), Olinda (PE) e Salvador; Beto Mansur (PRB), com rádios em Santos e São Vicente; e Baleia Rossi (PMDB), vinculado a duas rádios no interior paulista.
Nas peças (ações civis públicas), quatro procuradores e o advogado Bráulio de Araújo, do Intervozes (entidade que milita na área de comunicação), citam o caso do ex-deputado Marçal Filho (PMDB-MS), condenado no STF (Supremo Tribunal Federal) por falsificação do contrato social de uma rádio.
Conforme o acórdão do STF (documento da decisão final), Marçal falsificou papéis justamente para omitir a condição de sócio da emissora. No processo, os ministros Roberto Barroso e Rosa Weber fizeram considerações sobre o artigo 54 da Constituição, o mesmo evocado agora contra parlamentares radiodifusores.
Barroso disse que a norma "pretendeu prevenir a reunião de poder político e controle sobre veículos [...], com os riscos decorrentes do abuso".
Weber afirmou que "há um risco óbvio na concentração de poder político com controle sobre meios de comunicação de massa" e que, sem a proibição expressa na Constituição, "haveria risco de que o veículo, ao invés de servir para o livre debate e informação, fosse utilizado apenas em benefício do parlamentar".
Ela lembrou ainda que "tal distorção" foi reconhecida pelo próprio ex-deputado Marçal no processo, quando afirmou que resolveu virar sócio da rádio em seu Estado porque "não teve mais espaço em empresas controladas por seus adversários políticos".
CONFLITO
Outro argumento das ações da Procuradoria é o do conflito de interesses. Os procuradores lembram que cabe ao Congresso apreciar atos de outorga e renovação de concessões. Conclui então que congressistas radiodifusores "estarão propensos" a votar sempre pela aprovação para não prejudicar futuras análises de seus processos.
As peças citam uma sessão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de 2011 que deu aval a 38 concessões e 65 renovações em apenas três minutos e com só um deputado presente. Citam ainda casos de políticos que votaram na aprovação de suas próprias outorgas ou renovações.
Bráulio de Araújo afirma que, no futuro, também poderá entrar com ações contra políticos que escondem a propriedade de rádios e TVs em nome de parentes ou laranjas.
Nessa primeira leva, só serão acionados veículos que têm o próprio parlamentar no quadro societário.
Além dos processos da Procuradoria, uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental sobre o tema está sendo formulada para ser levada ao STF. Nesse tipo de ação, os ministros não são provocados a condenar ou absolver casos individuais, mas a analisar a situação em geral à luz da Constituição.
Radialista Gleydson Carvalho, morto dentro da emissora de rádio onde trabalhava, no Ceará (Foto: Arquivo Pessoal )
No último dia 6 de agosto, um radialista foi morto a tiros enquanto apresentava um programa em Camocim, no Ceará. O relógio da Liberdade FM marcava 12h40. Um homem rendeu a recepcionista e outro mandou o operador de áudio se abaixar. Gleydson Carvalho levou três tiros, um deles na cabeça.
A investigação apontou envolvimento de sete pessoas no crime --entre elas o tio e o sobrinho do prefeito de uma cidade vizinha. Conhecido pelas denúncias e cobranças contra políticos da região, Gleydson morreu por "falar demais".
O caso de Gleydson não é isolado. De 2012 a 2014, houve 87 graves violações contra comunicadores no Brasil --14 assassinatos, 18 tentativas de homicídio, 51 ameaças de morte e quatro sequestros. E em 74% dos casos há indícios de participação de agentes do Estado: policiais, políticos ou agentes públicos, segundo aponta levantamento da associação Artigo 19, braço brasileiro de organização pró-liberdade de expressão sediada em Londres.
A violência continua em 2015. Apenas no primeiro semestre, um jornalista e três radialistas já foram mortos em decorrência de sua atividade profissional e investiga-se a relação com a profissão em outros três homicídios.
A gravidade do cenário levou o Estado brasileiro a ser denunciado, na última sexta-feira, na CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos), órgão ligado à OEA (Organização dos Estados Americanos).
"Ao não desenvolver políticas efetivas de garantia da liberdade de expressão de comunicadores, o Estado brasileiro viola suas obrigações internacionais e por isso foi denunciado nesta audiência", afirmou Paula Martins, diretora-executiva da Artigo 19.
Ao lado da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) e da Fitert (Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão), a associação denunciou o Brasil por violação ao direito à liberdade de expressão, firmado na Convenção Americana de Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário desde 1992.
"Os números são expressivos e mostram que o quadro é sistemático: as violações ocorrem em todas as regiões e em cidades de todos os portes", disse à BBC Brasil Júlia Lima, coordenadoras do programa de proteção e segurança da liberdade de expressão da Artigo 19.
Procurada pela BBC Brasil, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República diz que não se trata de uma denúncia contra o Estado brasileiro, mas "sim de uma solicitação de informações a respeito ´da violação sistemática de direitos humanos de comunicadores nos últimos três anos´".
Contra o senso comum
Em julho de 2012, o cronista esportivo Valério Luiz foi morto a tiros na saída da rádio Jornal 820 AM, de Goiânia. A apuração concluiu que ele foi morto pelas críticas que fazia à diretoria do Atlético Goianiense, um dos maiores times de futebol do Estado. O ex-vice presidente do clube foi acusado de encomendar o crime a dois policiais militares - todos esperam em liberdade pelo júri popular.
O levantamento dos casos, diz Lima, contraria a ideia de que esse tipo de violação seria mais comum em regiões menos desenvolvidas - o Sudeste, por exemplo, concentrou 28% dos ataques registrados de 2012 a 2014.
Usando metodologia própria, a Artigo 19 descobriu que a maioria dos episódios (83% do total) resultou da tentativa dos comunicadores (sobretudo jornalistas, radialistas e blogueiros) de promoverem investigações e denúncias sobre temas de interesse público.
Um deles foi Pedro Palma, morto em fevereiro de 2014 na porta de casa em Miguel Pereira, município de 25 mil habitantes na região serrana do Rio. Dono e único repórter do jornal local "Panorama Regional", ele cobria corrupção (como o desvio de patrocínio para um festival de jazz que não ocorreu) e já havia sido alvo de ameaças.
E, embora casos como o de Palma ainda tramitam na Justiça, o relatório apresentado na sessão da CIDH em Washington (EUA) indica que três em cada quatro violações tiveram envolvimento de agentes públicos.
"Não levamos em conta apenas as investigações oficiais. Entrevistamos pessoas envolvidas em cada caso, como familiares, colegas de profissão e autoridades, para chegar a essas conclusões", diz Júlia Lima.
Em busca de soluções
As entidades consideram que o governo brasileiro está longe de oferecer segurança devida aos comunicadores. O relatório diz que houve avanços com a ação, entre 2013 e 2014, de um grupo de trabalho sobre o tema na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
"Ainda assim, passado mais de um ano da finalização dos trabalhos do grupo, nenhuma das recomendações foi implementada", afirma o relatório da Artigo 19, Abraji e Fitert.
Entre as recomendações por cumprir estão a ampliação do Sistema Nacional de Proteção para incluir comunicadores ameaçados, a criação de um Observatório de Violência contra Comunicadores e a padronização da ação da segurança pública em manifestações, para evitar a violência nessas ocasiões.
"O Estado oferece um Programa de Proteção para Defensores de Direitos Humanos que, de maneira isolada, atendeu casos de comunicadores, mas sem inseri-los formalmente em sua estrutura, o que acarreta na ausência de medidas específicas para esse público e na falta de reconhecimento por parte dos comunicadores de que esse mecanismo poderá atendê-los", diz o relatório.
Questionada pela BBC Brasil sobre isso, a secretaria, hoje parte do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, afirma que "os comunicadores que estão sofrendo ameaças em razão do exercício da profissão podem, sim, solicitar sua inclusão" no programa. Segundo o órgão, o "procedimento já está em pleno vigor" e já há profissionais da área sendo atendidos.
Outras entidades vêm lançando alertas ao governo brasileiro sobre o agravamento da situação. Em junho deste ano, após dois assassinatos de jornalistas em uma semana, a ONG internacional Repórteres sem Fronteiras divulgou carta aberta à presidente Dilma Rousseff pedindo "medidas concretas e efetivas" contra esse tipo de violência.
A ONG diz que o Brasil "fracassou" na tarefa de prover segurança a esses profissionais, e hoje é o terceiro país do Ocidente mais perigoso para trabalhadores de mídia, atrás apenas de México e Honduras.
A impunidade em relação aos crimes também é uma das principais preocupações. Segundo a Artigo 19, dos casos registrados em 2014, por exemplo, 61% estavam arquivados ou ainda em apuração um ano depois. Outro número a corroborar esse diagnóstico partiu do CPJ (Comitê para Proteção de Jornalistas), que classificou o Brasil em 2015 como o 11º país no mundo com maior índice de impunidade em crimes contra comunicadores e o segundo na América Latina.
Próximos passos
Para as entidades que denunciaram o Brasil na OEA, é preciso ação conjunta para enfrentar esses crimes, como no caso no jornalista Rodrigo Neto, morto em março de 2013. Neto investigava a ação de grupos de extermínio na região do Vale do Aço, em Minas Gerais, e um fotógrafo que trabalhava com ele foi morto um mês depois.
A mobilização de órgãos estaduais e federais ajudou a prender o acusado de matar os dois profissionais - os eventuais mandantes, contudo, continuam em liberdade.
O objetivo da denúncia apresentada na semana passada nos EUA é que o Brasil seja instado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos a adotar as recomendações das entidades.
Um primeiro passo nesse sentido foi dado logo após a audiência, quando o relator especial para liberdade de expressão da comissão, Edison Lanza, decidiu pedir informações ao Estado brasileiro sobre o cenário de ataques contra comunicadores.
Torre quebrou e técnicos caíram no Centro de Pacajus, diz PM (Foto: Arquivo Pessoal)
Um acidente com uma torre de rádio deixou um homem morto e outro ferido na manhã desta segunda-feira (24) em Pacajus, na Região Metropolitana de Fortaleza.
Segundo a Polícia Militar, os dois técnicos estavam montado a torre quando o equipamento quebrou e eles caíram. O caso ocorreu na Rua Tabelião José Gama Filho, no Centro da cidade.
Ainda de acordo com a PM, um deles, identificado como Rogério da Silva Xavier, 33 anos, morreu no local. A outra vítima, de 31 anos, ficou ferida e foi levada ao hospital de emergência Instituto Dr. José Frota (IJF), em Fortaleza. A PM não soube informar para qual empresa os dois trabalhavam.
A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS) informou ao 180, em resposta a questionamentos feitos pelo Portal e ao se posicionar sobre a matéria Assassinato de radialista: Polícia do estado do CE só prendeu 'pequenos', que considera o caso do radialista Gleydson Carvalho "elucidado" pela Polícia Civil local.
O profissional da área de comunicação foi morto a tiros no último dia 6 de agosto, em Camocim, município turístico do Ceará, localizado a 379 quilômetros da capital Fortaleza.
Em nota a pasta relata que ao todo seriam cinco os envolvidos, contando com os já presos “Gisele de Souza Nascimento (23) e Francisco Antônio Carneiro Portela (18), ambos sem antecedentes criminais, que deram apoio ao crime”. Acrescentou que “os outro três infratores são os dois autores dos disparos e o mandante da infração”, cujo nome ainda não foi revelado.
A Polícia Civil trabalha com a suspeita de que “os dois autores do crime estejam envolvidos em outro homicídio, ocorrido em novembro de 2014, na cidade de Marco”.
SECRETARIA DEFENDE ATUAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL
Sobre o episódio em que escapou dois pistoleiros do “cerco” feito pelos homens da Polícia Civil no distrito de Serrota, pertencente ao município de Senador Sá, a cerca de 83 quilômetros de Camocim, a Secretaria de Segurança afirmou que cabe à Polícia Civil apurar ou não a necessidade de homens da Polícia Militar. O 180 havia questionado a não participação da PM na operação, reforçando o grupo de homens da Civil, que teria somente com quatro.
“Em relação à participação de policiais militares no caso, a atuação da Polícia Militar se refere ao policiamento ostensivo, de repressão ao crime. Cabe à Polícia Civil a apuração de ocorrências, sendo Polícia Judiciária. Caso a autoridade policial julgue necessário, em determinadas situações, é apropriado apoio dos militares”, informaram, chegando, portanto, a admitir a possibilidade de trabalho conjunto, fato que não chegou a acontecer quando da investida na casa onde estavam os pistoleiros, porque não foi solicitado o apoio pela Polícia Civil da região.
Na matéria publicada pelo 180, o Portal sustentou que havia uma possibilidade muito grande de que o cerco aos pistoleiros na noite do mesmo dia em que ocorreu o crime, poderia ter sido totalmente eficaz, com a prisão dos acusados de pistolagem, se os homens da Força Tática da Polícia Militar tivessem sido acionados. Sustentou também que isso seria um procedimento fácil, já que a frequência da rádio das duas polícias é a mesma.
O jornalista morto a tiros dentro da Rádio Liberdade FM, Gleydson Carvalho. O crime ocorreu em Camocim, no Ceará
Os homens da Força Tática, já de prontidão, possuíam todo o material necessário para as buscas, em caso de fuga, e o Estado do Ceará, às expensas dos seus contribuintes, não estaria mais gastando recursos na caça desse dois pistoleiros. Sem falar que já teria dado uma resposta satisfatória à sociedade, incluindo os órgãos de imprensa internacional que acompanham o caso.
A Secretaria de Segurança do Ceará diz ainda que “os policiais militares e civis do Ceará são capacitados e têm dado as respostas necessárias aos crimes ocorridos no Estado”. Fortaleza, para se ter uma ideia, é uma das mais violentas capitais do mundo. Em Sobral, município a cerca de 233 quilômetros da capital, a criminalidade reina.
A afirmação acima foi em resposta à uma das indagações feitas pelo 180, se não seria melhor, ou haveria a possibilidade de convocação da Polícia Federal para o caso, tendo em vista a repercussão do crime, e para não deixar dúvida alguma ao final do inquérito, visto haver a suposta participação de político ou políticos da região.
“Sobre os trabalhos desenvolvidos pela Polícia Federal, de acordo com a Constituição do ano de 1988, a instituição exerce a segurança pública em atividades de Polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras, no combate ao tráfico de drogas, descaminho e contrabando, desenvolvendo com exclusividade as funções de polícia judiciária da união. O caso do homicídio do radialista em Camocim não se enquadra em nenhuma destas circunstâncias citadas", repassou a pasta, que tem à frente o secretário Delci Carlos Teixeira.
Delci já foi superintendente da Polícia Federal em quatro estados. Seriam Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Paraná.
POLÍCIA FEDERAL PODE SIM ENTRAR NO CASO SE REQUISITADA
A Secretaria de Segurança do Ceará, no entanto, ‘esqueceu-se’ de citar trecho do artigo 144 da Constituição. No parágrafo 1º desse artigo, ao tratar sobre a competência da Polícia Federal, a Carta Maior também deixa expresso que a Polícia Federal pode atuar em “outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei”.
No Piauí, o governo do estado, por exemplo, já recorreu à Polícia Federal para dirimir dúvidas sobre a rumorosa morte de uma jovem conhecida por Fernanda Lages. É uma questão controversa, mas que possui casos de aplicabilidade no País.
Governador do Ceará, Camilo Santana, do PT, ele precisa vir a público dizer se considera satisfatória a 'elucidação' do caso Gleydson Carvalho
PISTOLEIROS ESTAVAM NA CASA, SEGUNDO GISELE NASCIMENTO
O Portal 180graus, quando na delegacia regional de Camocim, teve acesso a um dos depoimentos dos dois presos na operação da Polícia Civil, foi o de Gisele Nascimento, chegando a lê-lo, não sendo possível, porém, obter a cópia.
No seu depoimento, Gisele Nascimento, natural de Fortaleza, faz menção a um “homem coroa”. O delegado não explicou, quando indagado, se o termo “coroa” seria uma referência à idade do “homem” ou se a um apelido.
Ao fazer referência a esse homem, Gisele diz: “um carro pequeno, de cor prata, de quatro portas, dirigido por homem coroa”. “Quem é esse homem coroa, forte estatura média, cabelo curto?”, indaga a reportagem. O delegado não respondeu. Esse homem teria dado apoio ao grupo.
Indagado se tinha a placa da moto Honda Bros, usada pelos executores, o delegado diz não possuir. “Nós vamos ter que mandar para a perícia, para ver se melhora e a gente consegue ver”, diz Herbert Ponte e Silva.
Em seu depoimento, a presa na operação também diz que os dois pistoleiros passaram o dia fora [seria o dia do crime] e só chegaram às 11h30 da noite. Seriam eles “Baixinho e Tiago”. Eles não chegaram mais na moto supostamente usada para a fuga após o crime, segundo as declarações iniciais da jovem à polícia.
Afirma ainda a depoente, que “40 minutos depois que eles chegaram [os dois pistoleiros], a Polícia [Civil] chegou com o proprietário da casa”, na noite da operação.
180: Quem era o proprietário da casa? Delegado Herbert Ponte e Silva: Era um rapaz lá de Serrota. 180: Mas tem alguma ligação com político? Delegado Herbert Ponte e Silva: Não, era um cidadão comum. 180: Era o proprietário da casa onde eles [dois] foram presos, não é isso? Delegado Herbert Ponte e Silva: É. Eles tinham alugado a casa para um ponto comercial, segundo eles. Fabricaram a história. Fizeram tudo direitinho. Só esqueceram um detalhe... 180: Um... Delegado Herbert Ponte e Silva: Eu estava aqui.
Delegado regional de Camocim, Herbert Ponte e Silva, que presidente o inquérito sobre a morte do radialista Gleydson Carvalho
E QUEM É A OUTRA MULHER QUE SE HOSPEDOU EM FRENTE À RÁDIO?
Na nota encaminhada ao Portal 180graus, a Secretaria de Segurança faz referência a cinco pessoas envolvidas no assassinato: os dois já presos, os dois pistoleiros, que ainda estão soltos, e a um mandante do crime.
Quando com o 180, o delegado disse haver uma mulher a mais, que compunha dois casais que teriam se hospedado em uma pousada em frente à Rádio Liberdade FM, para observarem o movimento.
A informação repassada ao 180 foi feita pelo próprio delegado Herbert Ponte e Silva, quando a reportagem esteve em Camocim.
Ora, se existia mesmo essa mulher, e o delegado não blefou, ela também não deveria compor o rol de acusados, subindo então o número para 6 envolvidos, no mínimo, secretário Delci Carlos Teixeira?
VEJA A NOTA OFICIAL DA SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA DO CEARÁ
"A Polícia Civil do Estado do Ceará informa que, em relação ao homicídio do radialista Gleydson Cardoso, ocorrido no início da tarde do último dia 06, na cidade de Camocim, a ocorrência é apurada pela Delegacia Regional do município. Com a identificação dos cinco envolvidos no delito, a Polícia Civil elucidou o caso. Dos cinco partícipes, foram presos Gisele de Souza Nascimento (23) e Francisco Antônio Carneiro Portela (18), ambos sem antecedentes criminais, que deram apoio ao crime.
Os outros três infratores são os dois autores dos disparos e o mandante da infração. A Polícia segue as apurações no sentido de prendê-los. Durante as diligências, mais de dez pessoas foram ouvidas. Existem suspeitas de que os dois autores do crime estejam envolvidos em outro homicídio, ocorrido em novembro de 2014, na cidade de Marco.
Em relação à participação de policiais militares no caso, a atuação da Polícia Militar se refere ao policiamento ostensivo, de repressão ao crime. Cabe à Polícia Civil a apuração de ocorrências, sendo Polícia Judiciária. Caso a autoridade policial julgue necessário, em determinadas situações, é apropriado apoio dos militares.
Os policiais militares e civis do Ceará são capacitados e tem dado as respostas necessárias aos crimes ocorridos no Estado. Sobre os trabalhos desenvolvidos pela Polícia Federal, de acordo com a Constituição do ano de 1988, a instituição exerce a segurança pública em atividades de Polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras, no combate ao tráfico de drogas, descaminho e contrabando, desenvolvendo com exclusividade as funções de polícia judiciária da união. O caso do homicídio do radialista em Camocim não se enquadra em nenhuma destas circunstâncias citadas".
GOVERNADORA EM EXERCÍCIO É DE CAMOCIM
Última sexta-feira (14), a vice-governadora Izolda Cela (PROS), se tornou a primeira mulher a assumir o governo do Ceará, e ficará como governadora em exercício até 20 de agosto.
Governadora do Ceará em exercício, natural de Camocim. Trata-se de Izolda Cela, do Pros
Natural de Camocim, Izolda Cela tem uma excelente oportunidade de atuar para que o caso envolvendo o assassinato de Gleydson Carvalho tenha logo seu desfecho.
Já Camilo Santana (PT), ao reassumir o governo, deve vir a público dizer se concorda com a "elucidação" desse crime de repercussão internacional.
CONTATO
Para entrar em contato, sob a condição do autor de repasse de informações ter sua origem resguarda pelo direito constitucional de sigilo da fonte: jornalistaromulorocha@uol.com.br.
Repórter: Rômulo Rocha - Enviado a Camocim AUTOR: 180 GRAUS
No início da tarde desta quinta-feira, 13, em entrevista concedida ao repórter Autran Santos, repórter do Programa Meio Norte em Destaque, o Dr. Herbert Ponte e Silva, titular da DRPC de Camocim, revelou que o crime de pistolagem que vitimou o radialista Gleydson Carvalho, está cabalmente elucidado, inclusive com identificação e qualificação dos participantes.
O delegado ainda ressaltou que o crime aconteceu no último dia 06 e na noite do mesmo dia, por volta das 23h00, ele e sua equipe de policiais civis invadiram a casa-esconderijo dos bandidos no distrito de Serrota/Senador Sá, e conseguiram prender dois deles, o Francisco Carneiro Portela, 18 anos e a Gisele Sousa do Nascimento, 23 anos, respectivamente sobrinho e esposa do suposto pistoleiro conhecido como “Baixinho”, sendo que os dois foram autuados em flagrante por participação no crime de homicídio.
O jovem Francisco já se encontra recolhido à cadeia pública de Camocim e a mulher continua presa em uma cela da DRPC.
No decorrer das investigações foi descoberto que os executores do crime havia sido um indivíduo que atende pela alcunha de “Baixinho” e outro identificado como Tiago Lemos da Silva, 22 anos, sendo que de imediato o Dr. Herbert repassou todas as informações para Excelentíssimo Dr. Rogério Henrique do Nascimento, Juiz da Comarca de Camocim, que procedeu em decretar a prisão temporária dos dois.
O delegado pede paciência à população camocinense, lembrando que um crime de pistolagem é sempre complexo. Pede ainda que acreditem no trabalho das autoridades, pois tanto a Polícia Civil, a Polícia Militar, o Ministério público e o Poder Judiciário, assim como toda a população, tem total interesse em desvendar totalmente este crime que chocou toda a cidade e que o restante das prisões acontecerá nos dias seguintes.
Quanto ao(s) suposto(s) mandante(s), a autoridade policial declarou ao repórter Autran Santos que já identificou um nome de um suspeito e que este já está com a prisão temporária decretada, sendo que sua prisão será apenas questão de tempo.
Durante as diligências sobre o caso “Gleydson Carvalho” pela zona rural do município de Marco, a equipe da Polícia Civil de Camocim acabou descobrindo outro crime de pistolagem realizado pelos mesmos pistoleiros que ceifaram a vida de Gleyson Carvalho, ou seja, o Baixinho e o Tiago.
Segundo o Dr. Herbert, no ano de 2014 a dupla executou um homem identificado como Audarliciano dos Santos Cassiano, confirmando a suspeita de que os dois pistoleiros juntamente com o casal preso e talvez outras pessoas, atuam como uma quadrilha organizada.
O Camocim Polícia 24h produziu esta matéria a partir da entrevista concedida pelo Dr. Herbert ao repórter Autran Santos, repórter do programa Meio Norte em Destaque.
- Delegado fala na existência de uma outra mulher no caso – seriam então cinco no apoio e execução do plano de matar –, e de um “cara importantíssimo”, já num escalão mais alto.
Um estado em que seus profissionais da área de comunicação são assassinados com o uso arcaico de pistoleiros é um estado onde a democracia que o rege está doentia. E o estado do Ceará padece desse mal que vem assolando sua imagem mundo afora. Um mal que já devia ter sido erradicado do País, mas que é frequente no nordeste brasileiro, e o que é pior, frise-se – se é que se pode dizer que há algo de menos nocivo nisso –, um recorrente modo para matar profissionais de imprensa. No Ceará, há muitos exemplo de casos assim.
Até agora, as investigações feitas pela Polícia sobre a morte do radialista Gleydson Carvalho, no pacato e belo município de Camocim, a 379 km da capital Fortaleza – morto última semana com três tiros enquanto apresentava seu programa na rádio Liberdade FM –, apontam para um complô altamente planejado com o objetivo de ceifar a vida do profissional, conhecido pela cruzada contra políticos corruptos da região nordeste do estado, e com o uso da pistolagem.
ERA PARA SER MORTO AO VIVO
Última segunda-feira, o 180 esteve durante todo o dia na cidade, e apurou que a intenção por trás da morte do diretor executivo da Rádio Liberdade FM não era somente a de ceifar uma vida, mas deveria ser também um recado transmitido ao vivo para todos. Os próprios integrantes da rádio suspeitam que ao matar o radialista, os dois prováveis pistoleiros que adentraram o recinto, renderam a recepcionista e acuaram um técnico da rádio, não atingiram 100% seu objetivo.
Isso porque, no momento dos disparos, a rádio estava no intervalo musical, com isso, os tiros deflagrados não puderam ser escutados pelos ouvintes.
Uma cena de horror, que possivelmente, para os bandidos, foi incompleta. “Por que não mataram ele em outro lugar?”, questionou um profissional da rádio.
ATÉ NA FRANÇA ELES USARAM CAPUZ, NO CEARÁ NÃO
Na França, eles também planejam atentados contra a Liberdade de Expressão, como o posto em prática contra o jornal satírico Charlie Hebdo. Em ambos os casos existiram planejamento, mas há pelo menos uma diferença notória entre eles: o uso de capuz pelos terroristas, ainda que sejam suicidas declarados, e morrer como mártir uma honra para eles.
Já os homens que invadiram a rádio Liberdade FM, o fizeram sem medo de serem reconhecidos, entraram com o rosto descoberto. Não temeram, embora não atuem em uma causa onde morrer é símbolo de honras.
Algo que faz corar qualquer estado democrático de direito.
Na França, os terroristas, quando do ataque ao Charlie Hebdo, usaram capuz. Em Camocim, os pistoleiros nada usaram para encobrir seus rostos
Assim, esses pistoleiros e todos os envolvidos atentaram de forma destemida e acintosa não só contra a vida humana, mas contra o Estado de Direito, a Democracia, a Liberdade de Expressão, a Liberdade de Imprensa e o direito de informar e de ser informado. Isso tudo, por si só, já mereceria uma resposta à altura por parte do Estado e do seu governo, capitaneado pelo governador Camilo Santana (PT), mas a cada dia que passa, sem a prisão dos mandantes e dos atiradores, um fracasso a mais é somado à derrota em seu todo.
AO CASO
O 180 irá divulgar a partir de hoje, algumas matérias relacionadas ao acontecido, envolvendo a morte do radialista Gleydson Carvalho, e ainda algumas entrevistas, além de revelar alguns fatos como os que permeiam as perguntas e respostas abaixo, onde o entrevistado é o delegado responsável pelo caso, Herbert Ponte e Silva, que atua no município de Camocim e é novato na região, como ele fez questão de frisar.
No grupo de pessoas que contribuíram para a morte do radialista, houve quem planejasse, quem desse apoio, quem executasse, quem financiasse e quem mandasse matar. Alguns dos envolvidos exerceram mais de uma função nessa teia criminosa. A suspeita é de que existiriam políticos da região envolvidos.
O 180 chegou a ouvir de uma autoridade, cujo nome pediu para não ser publicado, a palavra “consórcio”. Também chegou a ouvir o suposto numerário pago pela vida do radialista, algo em torno de “R$ 100 mil”, sendo R$ 50 mil para cada pistoleiro, para por em prática toda a operação, com um acréscimo após o trabalho. Informações que as demais autoridades não citam, não falam, não ‘sabem’ ou não confirmam.
A Polícia Civil, por exemplo, diz que foram apreendidos com dois integrantes do grupo, os ‘peixes pequenos’ presos acusados de envolvimento no caso, somente R$ 1.800,00.
Esses dois que foram presos, no entanto, aparentemente deram somente apoio e ajudaram a disfarçar as intenções do grupo. São Gisele de Sousa do Nascimento e Francisco Carneiro Portela, presos em uma casa na localidade de Serrota, distrito de Senador Sá, a 83 km de Camocim. Os pistoleiros ainda estão soltos e os supostos mandantes também.
A Polícia acrescentou ainda que esses dois integram um grupo de cinco, formado ainda pelos dois que invadiram a rádio e uma outra mulher, cujo nome não foi ainda declinado. A imprensa do Ceará até o momento só noticiou o envolvimento de 4 pessoas na execução do plano, mas o leque seria maior, segundo o próprio delegado.Veja entrevista com o delegado logo abaixo.
DOIS CASAIS ALUGARAM UMA PENSÃO NA FRENTE DA RÁDIO
O delegado Herbert Ponte e Silva também confirmou para o 180 que dois casais - as duas mulheres e os dois pistoleiros - alugaram uma “pousada” que ficaria “em frente” à rádio, e de lá observaram a movimentação no ambiente e aperfeiçoaram a execução do plano.
Nesse momento de coleta de informações por parte do grupo, que como se vê, teria agido de forma bem planejada, para não levantar suspeitas iniciais, Francisco Antônio Carneiro Portela – que seria, também segundo o delegado, "sobrinho" de um dos pistoleiros – teria ficado na casa de apoio em Serrota, onde eles diziam e espalhavam para vizinhança que seria um comércio, um bar.
Chegaram até a iniciar a pintura do ambiente. Tudo para não levantar suspeitas. A casa servia, além de abrigo e de local de planejamento, também de possível rota de fuga após a execução, já que o local, praticamente despovoado, permite a saída para diversos locais dentro do Ceará. A polícia desaconselhou o 180 a ir nesse recinto.
POLÍCIA CIVIL NÃO PEDIU APOIO DA MILITAR PARA PRENDER PISTOLEIROS
Outro ponto que está sendo questionado na cidade de Camocim é a forma como se deu a operação da Polícia Civil para prender o grupo. Na ocasião, estariam na casa dois pistoleiros, o sobrinho, e uma das mulheres que participaram do plano de apoio. A segunda mulher não se encontrava no local.
Quando da batida policial, após um telefonema anônimo, eles prenderam somente os apoiadores do plano – os dois pistoleiros fugiram.
Casa de onde os pistoleiros fugiram
O delegado revela na entrevista ao 180 que realmente não pediu o apoio da Polícia Militar, que estava preparada para a operação, bastando somente ser acionada. A frequência da rádio das duas polícias, inclusive, é fácil de ser usada, mas não foi acionada.
O 180 apurou que a PM local, de Camocim, estava com 12 viaturas à disposição e dezenas de homens altamente preparados. Quatro deles chegaram a dar apoio ao 180 – acionados que foram após o carro da reportagem ter sido seguido por um sujeito intimidador e sem nenhum medo de demonstrar que estava seguindo o veículo em uma moto preta, sem identificação.
“NINGUÉM BATE NA PORTA, SEM CERCAR O QUINTAL”
O 180 apurou também que esses homens da Força Tática disponíveis para operação estavam fortemente armados, possuíam granada de luz e som, ferramentas para arrombamento, explosivo, holofote, farol de busca e tudo mais necessário para uma perseguição demorada se preciso fosse. A casa era pequena, era o espaço de um bar.
A operação, da forma como foi deflagrada pela Civil, que antes estava trabalhando em parceria com a Militar, parece ter causado uma divisão entre as duas polícias, que na região, já era bem acirrada. Procurado, o Major Artunane Aguiar, que comanda a Força Tática em Camocim, não quis falar com a reportagem. Uma autoridade policial ao ser ouvida pelo 180, sobre o caso, resumiu-se a dizer: “ninguém bate na porta, sem cercar o quintal”. Também pediu para que seu nome não fosse mencionado.
A PM, quando chegou ao local, a Polícia Civil já havia saído. Ao todo só teriam participado da operação 4 homens da Civil, que deixaram os dois pistoleiros escaparem. “Já nós, tínhamos homens e veículos para cercar o distrito de Serrota todo”, diz a mesma fonte dentro da Polícia Militar. A ordem da cúpula do governo é prender todos os envolvidos vivos para que entreguem os mandantes.
“NÃO HOUVE FALHA”, DIZ DELEGADO
O delegado da Polícia Civil nega, entretanto, qualquer falha na operação. “Não houve falha delegado?”, pergunta o 180. “Nenhuma. Qual foi a falha? Dois fugiram. Mas eu descobri o crime. Qual foi a falha? Se eu não prendo? Se eu demoro? Ia fugir todo mundo, e aí, tu ia achar o quê? O que que ia ficar para tu pegar? Nada. (...) Não ia ter nada se tu não age com rapidez.
Então a gente tinha que agir rápido, porque a história que a gente tinha é de que os caras iriam chegar lá e em seguida, de madrugadinha, iriam fugir. Então não tinha para onde correr. Na minha opinião o importante é você elucidar o crime, agora se alguém acha que não. Então aí é problema de ótica, de visão, de entendimento da situação”, falou.
A rádio Liberdade FM, onde o jornalista foi morto, fica numa das mais movimentadas vias públicas de Camocim
NO CASEBRE HAVIAM DOIS PORCOS NO QUINTAL
Uma das indagações que fica, porém, é como é que uma polícia treinada, profissional, não conseguiu dar cabo de cercar um casebre com todos dentro? “Lá tinham dois porcos no quintal somente, nem cachorro tinha”, diz uma fonte. Na casa, não tinha como fugir pela lateral. Ou era pela frente, ou pelos fundos. Por que isso não foi checado antes da invasão?
Outra indagação, é por que a foto do jornalista não foi apresentada pela Polícia Civil entre o material apreendido, mas foi encontrada pela Polícia Militar - que teria chegado à casa logo depois que a Civil saiu - e exposta no vídeo feito e divulgado abaixo? Como a Civil, aparentemente, deixa uma foto escapar do seu campo de visão?
E onde estão os talões também mostrados no vídeo apresentado pela Polícia Militar à imprensa e que servem para comprovar de quem era a casa? Há uma dissonância entre o que a Polícia Civil anuncia para imprensa e o que ela mesmo deixou para trás, ou não seria bem isso?
Os talões seriam em nome de alguém ligado a um prefeito da região. Segundo o delegado, o dono da casa teria acompanhado a Polícia Civil até o local, quando da operação que deixou escapar os pistoleiros.
VEJA O QUE DIZ SOBRE O CASO O DELEGADO DE CAMOCIM. HÁ MUITAS INFORMAÇÕES NÃO REVELADAS ATÉ O MOMENTO
O delegado responsável pelo caso, Herbert Ponte e Silva, frente a frente com o 180
180: Como é que estão as investigações? Herbert Ponte e Silva: Na minha opinião estão muito boas, porque o crime já foi elucidado... então, eu acho que estão no caminho certo.
180: O crime já foi elucidado? Herbert Ponte e Silva: Já.
180: Então, quem foram os mandantes? Herbert Ponte e Silva: Se você me perguntar quem que atirou, aí eu lhe digo. Os mandantes é uma coisa que está sendo elucidada ainda.
180: Aquelas duas pessoas que foram presas, qual a participação no crime que ocorreu? Herbert Ponte e Silva: Eles estavam juntos, porque eles foram contratados para matar o cara. Então eles conseguiram alugar uma casa, lá na Serrota, distrito de Senador Sá (...), fizeram o levantamento do local do crime. E eles dois que foram presos ficaram lá, montando a casa, ajeitando, dizendo que iriam montar um comércio, um distrito deste tamanho, um povoadozinho (...). Depois foram em uma pousada em frente à rádio, quase em frente à rádio. Aí, lá eles se hospedaram, o pistoleiro, que é o ‘Baixinho’, com a mulher, e um enteado com a mulher dele também. Ficaram lá hospedados, fizeram o levantamento (...). Vieram os quatro, dois casais se hospedaram.
180: Então está faltando prender um casal? Herbert Ponte e Silva: Tem dois soltos, que fugiram, e tem um casal preso, não é isso? 180: Isso. Herbert Ponte e Silva: Então falta ir preso esses dois e mais uma mulher. Mas essa mulher (...), eu ainda estou levantando quem é, e nós vamos pedir a prisão dela, porque ela não apareceu até o momento, só tem assim o primeiro nome, mas não tem ainda mandado [de prisão], não tem nada.
180: Então existiam esses cinco, tinha essa casa no distrito... Herbert Ponte e Silva [interrompendo]: Só tinha quatro [na casa invadida]. Só tinha quatro. Uma mulher não estava no local.
180: Então eram dois pistoleiros? Herbert Ponte e Silva: Dois pistoleiros. Um sobrinho de um pistoleiro e uma mulher.
180: Quando vieram para pousada, vieram em quantos? Herbert Ponte e Silva: Quatro.
180: Vieram os quatro, e abandonaram lá o local? Herbert Ponte e Silva: Duas mulheres e dois homens. Que são dois pistoleiros e duas mulheres.
180: E o sobrinho ficou lá? Herbert Ponte e Silva: Ficou lá aguardando.
180: E eles ficaram quanto tempo aqui [na pousada]? Herbert Ponte e Silva: Segundo ela [mulher presa], dois dias. (...) Passaram um dia todinho, fizeram o levantamento do local... iriam cometer o crime. No outro dia foram embora.
180: O senhor tem ideia de onde estariam esses que estão soltos, ou de quanto tempo leva para prendê-los? Herbert Ponte e Silva: Era para ter sido, não sei porque não foi. Porque eu deixei os caras sem calção, no meio do mato, sem dinheiro, sem transporte e sem água.
180: Eles fugiram sem calção no dia em que fizeram o cerco lá na casa? Herbert Ponte e Silva: É.
180: O senhor participou da operação no dia? Herbert Ponte e Silva: Estava.
180: Em dinheiro foi apreendido quanto? Herbert Ponte e Silva: Foi R$ 1.800,00 em dinheiro.
180: E os depoimentos desses que foram presos? Herbert Ponte e Silva: É aquela coisa, né? Não querem dizer muita coisa. Estão assim se segurando. Não querem se comprometer.
180: Nenhum dos dois quer se comprometer. Herbert Ponte e Silva: Mas confirma que estavam lá com os dois [pistoleiros].
180: O governador, de alguma forma, concedeu estrutura policial, ligou para o senhor, disse algo [em termo de orientação]? Herbert Ponte e Silva: O delegado geral ligou para mim, porque até então, houve o crime, (...) quando quiseram mandar alguma coisa para cá eu já tinha prendido. O crime ocorreu meio dia e meia quando foi 11 horas da noite, os caras já estavam presos, né? Então não teve nem tempo de mandar nada para cá, porque já estava tudo elucidado.
180: E quanto aos outros dois [que têm mandados de prisão], tem homens em campo para prendê-los? Herbert Ponte e Silva: Tem.
180: Esse trabalho [o ato da prisão] foi em conjunto com a Polícia Militar ou foi só Civil? Herbert Ponte e Silva: Só Civil.
180: Não quiseram envolvimento com a Militar? [O distrito onde foram presos dos acusados de envolvimento fica a mais de 80km de Camocim, tempo suficiente para comunicação]. Herbert Ponte e Silva: Não, que não houve nem tempo. A investigação é nossa e a gente fez a abordagem, estamos fazendo o inquérito policial e os policiais ainda estão no campo para ver se prendem os caras que fugiram.
180: Agora delegado, a população da cidade critica a operação pelo fato deles terem fugido, o senhor não acha que houve alguma falha? Herbert Ponte e Silva: Nenhuma. Qual foi a falha? Dois fugiram. Mas eu descobri o crime. Qual foi a falha? Se eu não prendo? Se eu demoro? Ia fugir todo mundo, e aí, tu ia achar o quê? O que que ia ficar para tu pegar? Nada. (...) Não ia ter nada se tu não age com rapidez. Então a gente tinha que agir rápido, porque a história que a gente tinha é que os caras iriam chegar lá e em seguida, de madrugadinha, iriam fugir. Então não tinha para onde correr. Em minha opinião, o importante é você elucidar o crime, agora se alguém acha que não?
O MANDANTE
180: Tem político envolvido, da região? Herbert Ponte e Silva: Está se investigando. Agora que a coisa vai andar. (...) Porque na minha opinião, o importante é você elucidar, agora estão achando que a operação foi que foi falha, então aí é problema de ótica, de visão, de entendimento da situação. Porque para mim o importante é você descobrir o crime. Pelo menos a função da Polícia Civil é essa. Um outro agente na delegacia que chegou, abriu a porta e ficou ouvindo a conversa: Um [crime] com 24 horas ser descoberto o mandante... Herbert Ponte e Silva: 11 horas.
180: Não, mas aí foi descoberto o grupo em si, [já] o mandante ainda não se tem. Agente: É porque não pode ser divulgado... Herbert Ponte e Silva: O mandante... eu não vou chegar... não vou dizer isso, aquilo outro, eu estou investigando ainda, e com certeza eu vou chegar lá.
180: Então isso [a não divulgação] é para não atrapalhar as investigações? Herbert Ponte e Silva: O cara bota no blog, o que está acontecendo tudo. Acessa o Blog 24 horas que tu vê o que aconteceu.
SOBRE AS APREENSÕES NA RESIDÊNCIA
180: Foram duas armas? Agente: Eram duas armas. Dois 38.
180: Eram novas, as armas? Herbert Ponte e Silva: Usadas, as armas.
180: (...) O que está sendo feito mais pela polícia? Herbert Ponte e Silva: A primeira parte nós fizemos. Elucidar o crime, quem matou. E agora nós vamos partir para a segunda fase, com relação a quem mandou [matar], contratou os caras.
180: (...) Há políticos envolvidos, há suspeita de envolvimento de político? Herbert Ponte e Silva: Não posso dizer não. Não posso, porque estou começando aqui. Dizer uma coisa para depois lá na frente está desdizendo. Mas a Polícia Militar pode lhe dizer.
180: Eles estão investigando também? Herbert Ponte e Silva: Na certa, né? Não estão as notícias nos blogs todos? É complicado. Quem investiga é a Polícia Civil. Aí fica complicada a coisa.
180: O certo é que o governador já viu que o senhor tinha agido então, [não mandou reforços]... Herbert Ponte e Silva: Funciona tudo devagarinho, mas...
180: Mas ele não chegou a mandar homens para cá? Herbert Ponte e Silva: Não.
180: Não mandou ninguém de fora, ou ligado à Polícia Civil de Fortaleza para cá? Herbert Ponte e Silva: Não, não. A gente está aqui investigando. A gente chega lá. Não chegamos nos caras, por que não chegamos no mandante, não é? Agora tem que ir de devagar com o andor, que o santo é de barro, não é?
PRISÃO DE "UM CARA IMPORTANTÍSSIMO"
180: A mulher da vítima, o senhor chegou a ouvir? Herbert Ponte e Silva: Não. Ela veio, mas não tinha condição de falar. Nervosa. Mas ela não tinha muito o que dizer. Só fazia chorar.
180: Mas o senhor acredita que termina [esse inquérito] com trinta dias? Herbert Ponte e Silva: Eu acredito que sim, trinta dias (...).
180: Já com o mandante? Herbert Ponte e Silva: A coisa está andando, andando rápido. É que a gente não pode estar falando mais do que o necessário. (...) Hoje era para eu estar com um cara preso. Um cara importantíssimo dentro do negócio. E não estou.
180: Além dos dois pistoleiros? Herbert Ponte e Silva: É. Mas ai atrapalharam [supostas divulgações em blogs]. Espantaram o cara. (...) Era para eu estar com um cara preso hoje, que era para eu resolver um bocado de coisa, mas aí me atrapalharam.
180: O governo em si, está acompanhando isso? Pergunto porque está tendo uma pressão muito grande da imprensa... Herbert Ponte e Silva: Está acompanhando. O delegado-geral. O meu diretor. Está em contato direto. Explico o que que eu vou fazer, como é que vou fazer.
180: O senhor tem hoje quantos homens trabalhando na solução deste crime? Herbert Ponte e Silva: Ah, estou com a delegacia todinha trabalhando [neste caso].
180: Aqui [na delegacia] são quantos agentes? Herbert Ponte e Silva: São 10 policiais e inspetores. Duas viaturas boas.
180: O senhor acredita que esse pessoal ainda está aqui [na região]? Herbert Ponte e Silva: Rapaz, eles entraram dentro do mato lá, eu acredito que eles ainda estão na área.
AUTOR: 180 GRAUS/Repórter: Rômulo Rocha - Enviado a Camocim