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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

TRIBUNAL DE JUSTIÇA NEGA LIBERDADE PARA PADRE ACUSADO DE PEDOFILIA, EM JUAZEIRO DO NORTE (CE)

Padre Lenilson Laurindo da Silva está preso desde outubro de 2016

A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) negou, nesta terça-feira (14), liberdade para um padre acusado de abusar sexualmente de adolescentes no Município de Juazeiro do Norte, na Região do Cariri (a 528 Km de Fortaleza.

“O magistrado, pautando-se pelos elementos informativos que denotam a materialidade e relevantes indícios de autoria delitiva, ponderou os riscos que a liberdade do paciente imporia à ordem pública, considerando os danos e desgastes psicológicos que poderiam acometer os adolescentes supostamente vítimas”, disse o relator do processo, desembargador Raimundo Nonato Silva Santos.

Segundo denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), o padre Lenilson Laurindo da Silva, valendo-se de sua condição, vinha explorando sexualmente adolescentes. Para isso, oferecia dinheiro em troca de favores sexuais, bem como de estímulo à pratica de atos libidinosos e troca de material pornográfico. Os atos ilícitos do religioso ocorriam na casa de sua irmã.

Defesa

Ainda segundo o órgão ministerial, tanto os responsáveis pelos adolescentes, como as próprias vítimas denunciaram o caso. Por isso, o Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Juazeiro do Norte decretou a prisão do sacerdote no dia 7 de outubro de 2016.

Ao ingressar com habeas corpus no TJCE, a defesa alegou que o juiz julgou antecipadamente o caso na formação de convencimento para a fundamentação da prisão. Disse que a prisão é injusta e abusiva, o que caracteriza constrangimento ilegal. Explicam que o padre é réu primário, possui residência fixa e ocupação lícita, e, por isso, não oferece riscos à sociedade.

Em parecer, o MPCE opinou pela denegação do pedido, sob o argumento de que a situação concreta justifica a decretação da prisão preventiva com fundamento na garantia da ordem pública e para assegurar a instrução criminal.

Constrangimento

Ao analisar o caso, a Terceira Câmara Criminal negou à unanimidade o pedido, acompanhando o voto do relator. “Conforme entendimento jurisprudencial consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça, não há constrangimento ilegal quando a custódia cautelar encontrar-se fundamentada pela gravidade concreta do crime, o que comprometeria a ordem pública”, explicou.

AUTOR: FERNANDO RIBEIRO

terça-feira, 24 de maio de 2016

PADRE É AFASTADO SUSPEITO DE ENGRAVIDAR ADOLESCENTE DE 15 ANOS, EM QUIXERAMOBIM (CE)

Vitoriano Campos foi afastado (Foto: Reprodução)

Um padre está sendo acusado de manter um relacionamento com uma adolescente de 15 anos, em Quixeramobim, no Sertão-Central do Ceará, distante aproximadamente 329 km de Juazeiro do Norte. O relacionamento, possivelmente, teria resultado na gravidez da jovem.

De acordo com o site Sistema Maior, Vitoriano Campos, o padre da paróquia de São Francisco, em Quixeramobim, possivelmente, mantinha a relação com a adolescente quando ela tinha 14 anos. Com a gravidez da jovem, recaiu sobre o padre a suspeita de paternidade.

Ainda segundo a publicação, o escândalo se tornou um dos assuntos mais comentados na cidade nos últimos dias. Com a repercussão da notícia, Vitoriano deixou o município, sem dar informações de seu rumo.

Afastado

Com a repercussão, a Diocese de Quixadá resolveu afastar o sacerdote até que o Vaticano julgue o caso. O Bispo Dom Ângelo Pignoli esteve recentemente com os moradores da cidade para esclarecer os fatos, onde confirmou o afastamento de Campos.

Na oportunidade, Dom Ângelo deu ao padre da Catedral de Quixadá, Tiago, a missão de auxiliar interinamente na celebração de missas na paróquia.

A reportagem do Miséria tentou contato com a Diocese de Quixadá, mas as ligações não foram atendidas.

Investigação

A polícia informou que, ainda, não há nada oficialmente registrado, conforme publicou o site Sistema Maior. Com as denúncias, o caso passa a ser investigado.

Segundo a polícia, caso seja comprovado o envolvimento do padre com a adolescente, antes dos 14 anos de idade, ele poderá responder criminalmente por estupro de vulnerável.

AUTOR: AGÊNCIA MISÉRIA

sábado, 9 de janeiro de 2016

PADRE BELGA É INVESTIGADO POR SUPOSTO ABUSO SEXUAL DE CRIANÇAS, NO CEARÁ

Ministério Público Federal no Ceará (MPF/CE) investiga, com o Tribunal de Primeira Instância de Bruxelas (Bélgica), supostos abusos sexuais cometidos por um padre belga contra crianças do Ceará e do país europeu. 

Computadores e documentos relativos a doações de imóveis para testemunhas do caso foram apreendidos nesta sexta-feira, 8, em três endereços do suspeito, em Fortaleza e Caucaia, onde ele reside atualmente.

A procuradora da República, Lívia Maria de Sousa, informou que o padre, de aproximadamente 77 anos, mora no Ceará desde 2003, mas antes disso, morou um tempo no Rio de Janeiro. O processo contra ele e outros membros da Igreja Católica foi instaurado na Bélgica em 2010, a partir de denúncias de vítimas - todas elas do sexo masculino.

Segundo o MPF, o material foi apreendido mediante mandados de busca e apreensão e será periciado pela Polícia Federal. Após a conclusão dos elementos, o resultado será encaminhado ao tribunal belga.

“Em Caucaia, ele mantinha uma casa de apoio e atendimento de crianças carentes do sexo masculino. Era um abrigo informal, que funcionou entre 2003 e 2013, sem autorização da Justiça e da Prefeitura”, explica Lívia. O abrigo foi fechado durante Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa, mas ele continua solto por falta de provas.

Em 2014, o MPF recebeu da Bélgica um acordo de cooperação internacional que facilitou a investigação. Por enquanto, ainda não foram recebidas denúncias de vítimas cearenses, mas os relatos das vítimas da Europa indicam abuso sexual de meninos entre 9 e 11 anos.

"Várias crianças relataram estupro, crime que na Bélgica tem pena de até 15 anos de prisão e no Brasil de até 12 anos [em regime fechado]”, disse Lívia. Representantes do tribunal belga estiveram em Fortaleza no ano passado, nos dias 5 e 6 de novembro, e acompanharam depoimentos de testemunhas do caso.

"Ele já prestou depoimento com o MPF do Ceará e de Bruxelas, mas disse que não desejava falar sobre as informações da Bélgica. Sobre a prática aqui, ele defendeu que não há provas”, relata a procuradora. O MPF tenta agora localizar as possíveis vítimas no Estado, além de pessoas que podem ter participado do caso.

As audiências, realizadas pelo MPF, tiveram a participação da procuradora Federal em Bruxelas Lieve Pellens, do juiz de Instrução do Tribunal em primeira instância de Bruxelas Patrick Gaudius; do Comissário de Polícia Federal Judiciária de Bruxelas Wernher Audenaert, do inspetor principal da Polícia Federal Judiciária de Bruxelas Peter Dewaele e do policial Kurt Boudry.

Serviço

Informações ou denúncias sobre o caso podem ser feitas no site do MPF ou pelo telefone (85) 326-66700. O órgão garante o sigilo absoluto das fontes.

AUTOR: O POVO

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

PADRE NEGA DESVIO DE R$ 2 MILHÕES E ENVOLVIMENTO COM MULHERES, EM SP

Suspeito de desviar dízimo dos fiéis, padre Palópito pode ser excomungado em São Paulo (Foto: Reprodução TV Globo)

O padre coronel Osvaldo Palópito, preso em maio deste ano por suspeita de ter desviado R$ 2 milhões doados por fiéis à igreja, negou qualquer participação no crime. Ele foi solto na última quarta-feira (7) e responde ao processo em liberdade.

Escutas telefônicas indicam que ele teria usado o dinheiro desviado em uma cobertura no litoral. As escutas obtidas pelo Jornal da Globo também mostram que ele pedia a mulheres para "darem em cima" dele e "ficarem nuas". Em entrevista ao SPTV, o padre também negou envolvimento com mulheres. Ele sugeriu que as escutas são "montagens".

“Eu confio na minha inocência, confio, né? E confio também nas pessoas que me conhecem, que sabem quem eu sou. Eu desconheço [o áudio em que ele diz que a filha de uma fiel é gatinha e pediu para ela ficar nua ao seu lado], não ouvi nada disso, não. Não é do meu conhecimento. Então, mas eu não sei se isso não é fruto de uma montagem ou alguma coisa assim", afirmou.

Segundo o advogado do padre, ele responde por peculato, falsidade ideológica, exercício ilegal de comércio e abandono de posto, esses dois últimos são crimes militares.

Até o ano passado, padre Palópito comandou a Capela Militar de Santo Expedito, na região da Luz, São Paulo, e acumulava o cargo de coronel e rezava missas.

Escutas

Em uma das escutas telefônicas utilizadas na investigação, o padre fala sobre compra de imóveis de luxo com um amigo.

"Padre: Tem apê ainda de 750 paus.

Amigo: 750 só? Padre: É hora de comprar pra se vender por R$ 3 milhões. A minha vontade é vender a cobertura aqui e comprar uns quatro lá.

Segundo o promotor de Justiça Militar Marcelo Alexandre de Oliveira, o padre não conseguiria comprar apartamentos e carros com seu salário.

“Tinha um salário razoável, mas que não lhe permitiria ter uma cobertura avaliada em mais de R$ 2 milhões, vários carros, imóveis, apartamentos”, disse.

Um padre que foi testemunha no processo contou à investigação que uma conta secreta era usada para desviar o dinheiro dos fiéis.

"Padre: Porque essa outra receita ia para o coronel.

Juiz: O senhor ia pessoalmente na boca do caixa?

Padre: Isso.

Juiz: O senhor ia quantas vezes por semana?

Padre: Vamos colocar, assim, diariamente.

Juiz: E as quantias eram determinadas ou eram variadas?

Padre: Eram variadas", de acordo com depoimento.

À Justiça Militar, o padre negou as acusações. “Tenho plena consciência de que nunca precisei de um centavo da igreja. Pelo contrário, quando pude ajudar, eu ajudei. Meu patrimônio não chega a metade do que eu ganhei trabalhando na polícia”, disse no processo.

Segundo o Ministério Público Militar, o padre rezava missa na Capela de Santo Expedito toda semana, mas o comportamento dele fora da igreja era bem diferente do que ele pregava para os fiéis.

Em uma conversa com uma amiga, o padre nega que tenha tido relacionamento com uma mulher, mas confessa que pediu para as filhas darem em cima dele. "Padre: É maldita, é maldita. É horrorosa, ela é feia. Eu falei para ela: fala para as suas filhas ‘dar’ em cima de mim, não você que é horrorosa. Lembra disso?

Amiga: Eu lembro."

Em outra conversa com a amiga, ele conta que pediu para que a filha de outra mulher ficasse nua. "Padre: O que ela falou?

Amiga: Falou para mim que o senhor que agarrou ela e jogou na mesa.

Padre: Filha da puta. Filha da puta. Ela me agarrou. Eu falei: a sua filha, sim, é uma gracinha. Fala para ela ficar nua perto de mim, não você”, diz padre em ligação telefônica."

O comportamento em relação a mulheres ainda não é alvo da ação militar. Para o promotor Marcelo, o comportamento dele é diferente do esperado para padres e coronéis.

“Não é o comportamento que se espera de um padre como não é o comportamento que se espera de um comandante de uma unidade da Polícia Militar", disse.

Em nota, o Ministério da Defesa, responsável pela capela militar, disse que vai analisar o caso, de acordo com as normas da igreja e que as conclusões serão enviadas ao Vaticano.

A Polícia Militar de São Paulo abriu processo administrativo que pode resultar na expulsão do padre.

AUTOR: G1

quarta-feira, 10 de junho de 2015

PAPA AUTORIZA JULGAMENTO DE BISPOS POR ACOBERTAR PADRES PEDÓFILOS

Papa Francisco durante discurso após a oração do Ângelus dominical da janela do Palácio Apostólico do Vaticano neste domingo (7) (Foto: AFP)

O Papa Francisco autorizou o julgamento por "abuso de poder" de bispos que eventualmente acobertaram padres denunciados por abuso sexual de menores, informou o Vaticano nesta quarta-feira (10), segundo a agência de notícias France Presse.

O pontífice ordenou a criação de um tribunal para esses casos, que estará a cargo de uma sessão da Congregação para a Doutrina da Fé, o braço do Vaticano para doutrinamento, explicou o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi. Segundo ele, os bispos poderão ser julgados se falharam em tomar medidas que preveniriam os atos de abuso.

Grupos de vítimas lutam há anos para que o Vaticano estabeleça procedimentos claros para fazer os bispos serem responsabilizados pelos abusos em suas dioceses, mesmo que eles não sejam diretamente responsáveis pelos atos.

As acusações contra os bispos seriam primeiramente investigadas por um dos três departamentos do Vaticano, dependendo de qual jurisdição o bispo está, antes de ser julgado pelo departamento de doutrinamento.

O Vaticano afirmou que o Papa aprovou a proposta feita a ele pela comissão que o aconselha a lidar com os casos de abuso de menores. Parte dos trabalhos da comissão é ajudar as dioceses a colocar em prática ações para prevenir o abuso e trabalhar com as vítimas no processo de superação dos traumas. Oito membros são mulheres.

Em fevereiro, Francisco ordenou que bispos ao redor do mundo a priorizar a cooperação com a comissão para extinguir os flagelos dos abusos, mesmo que isso faça com que novos casos apareçam.

AUTOR: FRANCE PRESSE

terça-feira, 31 de março de 2015

PADRE MORRE NA FRENTE DOS FIÉIS, NO ESPÍRITO SANTO

Padre Carlos Assis morreu na frente dos fiéis durante missa em Cariacica (Foto: Arquivo Pessoal)

O arcebispo de Vitória, Dom Luiz Mancilha Vilela, emitiu uma nota lamentando o falecimento do padre Carlos de Assis Viana durante a missa de Ramos, neste domingo (29), na comunidade São Sebastião, em Porto de Santana, Cariacica. “Pe. Carlos faleceu no momento mais sagrado da vida de um sacerdote: No altar do Senhor imolou-se com Cristo sumo Sacerdote!”, escreveu o arcebispo.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, às 18h30 a necrópsia já havia sido feita e o corpo do padre liberado. Mas a causa da morte só será divulgada à família. Segundo a Arquidiocese de Vitória, a previsão é de que o corpo chegue à paróquia às 21h para o velório.

Um grupo de padres se reuniu para tentar a liberação do corpo do padre Carlos, já que a família dele é de Minas Gerais e ninguém irá até o Espírito Santo para cumprir os procedimentos. Por isso, os padres estão sendo acompanhados por um advogado e aguardam a autorização da necropsia. 

De acordo com o vigário geral da Arquidiocese, padre Ivo Ferreira de Amorim, é necessária uma autorização judicial para conseguir a liberação do corpo. "Como os familiares do padre são de Minas Gerais, nós reunimos esforços para conseguir realizar esse procedimento", explicou o vigário.

Dessa forma, a Arquidiocese de Vitória precisou acionar a Justiça para liberar o corpo sem a presença dos parentes do padre. O advogado que está acompanhando os religiosos nos procedimentos de liberação do corpo está com o juiz para assinatura do alvará que libera a autorização da necrópsia.

O corpo do padre será levado para Caeté, em Minas Gerais, onde será sepultado. De acordo com a Arquidiocese, nesta terça-feira (31), às 8h, acontece a missa presidida pelo arcebispo Dom Luiz Mancilha Vilela e a previsão da saída do corpo para Belo Horizonte é às 10h.

Entenda o caso
O padre Carlos de Assis Viana, de 37 anos, morreu na frente dos fiéis durante a missa de Ramos no bairro Porto de Santana, em Cariacica, por volta de 20h deste domingo. Assustados, os fiéis tentaram reanimá-lo e chamaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas quando o resgate chegou, ele já havia morrido.

A Arquidiocese de Vitória informou que a suspeita é que o padre tenha sofrido um ataque cardíaco. Ordenado em 2011, Carlos de Assis era pároco na Paróquia São Francisco de Assis, em Porto de Santana.

O padre Kelder Brandão, que trabalhou por mais de um ano com Carlos de Assis, disse que ele não apresentava nenhum problema de saúde. “Recebi um telefonema de um seminarista dando a notícia, e fiquei atônito. Ele não tinha nenhum indicativo de doença. Foi um susto para todos, um infarto fulminante”, informou.

Natural de Minas Gerais, o padre atuava há cerca de três anos em Porto de Santana. "O povo de lá tem muito carinho por ele. Estão todos em choque”, completou Kelder.
Arcebispo de Vitória, Dom Luiz Mancilha Vilela (Foto: Amanda Monteiro/ G1 ES)

Confira o pronunciamento do arcebispo Dom Luiz na íntegra:
“Nosso querido Pe. Carlos partiu para os braços do Pai Misericordioso. A Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo colhida de surpresa com o falecimento repentino de Pe. Carlos de Assis Viana, pároco da paróquia São Francisco de Assis, Bairro Porto de Santana em Cariacica, em tudo louva o Senhor nosso Deus, Senhor da vida e de nossa história.

Sofremos com o passamento de nosso querido irmão no sacerdócio, a quem tive a graça de ordenar presbítero da Igreja, tornando-se nosso muito querido colaborador no Presbitério, extremamente zeloso no serviço ao rebanho que lhe foi confiado, discípulo missionário, homem de fé e intensa caridade pastoral. Servo fiel!

Convido a todos os irmãos e irmãs a dar graças a Deus comigo pelo dom precioso que ele nos presenteou na pessoa deste sacerdote zeloso.

Cremos firmemente que Deus Pai Misericordioso o acolhe dizendo-lhe: “Muito bem, servo bom e fiel! Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei. Vem alegrar-te com o teu Senhor!” (Mat.25,21).

Pe. Carlos faleceu no momento mais sagrado da vida de um sacerdote: No altar do Senhor imolou-se com Cristo sumo Sacerdote! Deus seja louvado. Choramos sua partida, mas damos graças a Deus pelo seu testemunho de fidelidade! Com Jesus até o fim para Glória de Deus pai! Amém!”

AUTOR: G1/ES

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

DUPLA QUE MATOU PADRE AGUARDA JULGAMENTO, EM FORTALEZA (CE)

O padre Elvis Marcelino de Lima, que era diretor do Centro Educacional da Juventude Padre João Piamarta, foi assassinado com um tiro nas costas
Ednardo Alves dos Santos, 23, o 'Tinardo',continua detido e teve pedido de liberdade negado
Réris Silva dos Santos, 21, escapou do presídio durante fugam em massa, em abril deste ano, e continua foragido

Já se passou um ano e três meses desde que o padre Elvis Marcelino de Lima, então com 47 anos, foi vítima de um latrocínio (roubo seguido de morte) nas proximidades do Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura, na Praia de Iracema. 

Os dois acusados do crime, os irmãos Réris Silva dos Santos, 21; e Ednardo Alves dos Santos, 23, o 'Tinardo', ainda aguardam julgamento. Réris, inclusive, fugiu da Casa de Privação Provisória de Liberdade (CPPL) II, no último dia 4 de abril e é procurado pela Justiça.

Noite de 13 de julho de 2013. O padre Elvis Marcelino de Lima, então com 47 anos, saía de uma apresentação de quadrilhas nas proximidades do Centro Dragão do Mar, em Fortaleza. O passeio, entretanto, não teria volta.

O sacerdote foi uma das pessoas 'filmadas' pelos ladrões, como eles confessaram aos policiais depois da prisão. Padre Elvis foi o escolhido pelos assaltantes naquela noite. Ao aproximar-se do carro, foi abordado pelos irmãos Réris e 'Tinardo'.

Segundo testemunhas, o padre relutou a obedecer a ordem de entrar no veículo, temendo ser vítima de sequestro-relâmpago. Entregar R$ 250,00 aos assaltantes foi um dos seus últimos atos. Em seguida, foi atingido com um tiro nas costas e morreu no local.

Investigação

Com a notícia do crime, uma equipe da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionada e começou a investigar o caso. Testemunhas declinaram o apelido de um dos acusados para os policiais ainda no local do crime. Ao ouvir que 'Tinardo' seria um dos executores do padre, os inspetores e delegados da DHPP passaram a fazer buscas nos locais aonde eles eram vistos com frequência.

Um deles era próximo de onde eles roubaram e mataram o padre, uma espécie de ponto de apoio da dupla, após os assaltos que eles praticavam na região, principalmente, nos fins de semana. A dupla, que morava no Distrito de Camará, no município de Aquiraz, foi procurada também na residência dos pais, mas não foi encontrada. 

Os irmãos Réris e Ednardo foram presos menos de dois dias depois do crime por policiais da DHPP e confessaram o crime. Disseram também que, após roubar e matar o padre, foram "comemorar" os assaltos em uma festa de forró no município de Eusébio. Segundo a Polícia, 'Tinardo' foi preso na localidade de Pedras, em Messejana, perto do Posto Fiscal da Secretaria da Fazenda (Sefaz), na BR-116.

Réris acabou detido a caminho da DHPP, onde tinha marcado encontro com um advogado. Ele confessou aos policiais ter atirado, mas disse que não quis atingir a vítima. Confirmou, ainda, que depois de tomar um segundo veículo de assalto, se desfez da arma utilizada para matar o padre Elvis, na Avenida Dom Manuel, proximidades do Banco Central, onde o carro do sacerdote foi abandonado.

Processo

Após as confissões, os dois foram indiciados por latrocínio e depois denunciados, no dia 19 de agosto, pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE). O Juízo da 16ª Vara Criminal da Comarca de Fortaleza aceitou a denúncia ofertada pelo MP.

No dia 26 de agosto último, Ednardo dos Santos foi ouvido pela Justiça. Na ocasião, o representante do MP requereu que seja oficiada a Delegacia de Capturas e Polinter (Decap) para que faça buscas objetivando recapturar Réris, que está foragido desde abril.

A Justiça também negou o pedido de relaxamento de prisão de Ednardo, em 8 de setembro. "Nestas condições, considerando o que dos autos consta, bem como o lúcido parecer Ministerial retro, hei por bem indeferir o pedido de relaxamento de prisão, por ainda permanecerem os motivos que autorizam a decretação da medida extrema, devendo-se, por isso, o mesmo permanecer enclausurado na prisão onde se encontra, até ulterior deliberação da Justiça, a fim de que produza seus jurídicos e regulares efeitos", afirmou o Juízo da 16ª Vara Criminal. 

No início de setembro também, as partes apresentaram alegações finais e o processo está concluso para sentença desde o último dia 19.

AUTOR: DN

terça-feira, 7 de outubro de 2014

POLÍCIA INVESTIGA MORTE DE PADRE, NA BAHIA

Padre Francisco realizou última missa no mesmo dia que sumiu em Salvador (Foto: Ruan Melo / G1)

"Produza frutos de amor e de paz". Esta foi uma das mensagens deixadas pelo padre Francisco Carlos de Souza durante a última missa realizada no domingo (5), momentos antes de sumir ao sair de casa para realizar a segunda celebração do dia. 

O corpo do pároco foi encontrado no bairro do Stiep, em Salvador, na tarde de segunda-feira (6), com diversas marcas de perfurações.

Abalados e com a lembrança da última missa clara na memória, diversos fiéis foram nesta terça-feira (7) até o Santuário Mãe Rainha, no bairro do Stiep, rezar pelo padre. 

Com um caderno em mãos, a professor Luciana Goes levou anotadas as palavras do padre, registradas por ela na última missa rezada por ele na manhã de domingo.
Luciana Goes frequentava missa do padre há dez anos (Foto: Ruan Melo/G1)

"O que ficou bem marcado para mim foi que ele disse que se Deus fosse um psicólogo, o problema dele seria nós. Ele disse também que a gente não deve se encantar com coisas materiais, mas sim em algo que valha a pena, que devemos produzir frutos de amor e de paz. Ele focava na bondade e no desapego dos bens materiais. A missa dele sempre lotava, tinha muita criança, às vezes as pessoas não tinham onde sentar e ficavam assistindo do lado de fora, de dentro do carro", recorda a psicóloga, que há dez anos frequentava as missas celebradas pelo religioso.

A hipótese de homicídio é a principal linha de investigação adotada pela Polícia Civil para explicar a morte. O corpo de Francisco Carlos de Souza está sendo velado no Cemitério Campo Santo, no bairro da Federação, na capital baiana. Nenhum suspeito foi detido até agora.

"Vai ser difícil superar. Acho que nós só vamos conseguir superar com a fé mesmo. Vamos ficar com a força que ele trazia para continuar o trabalho deixado por ele. É muito difícil olhar para uma pessoa há pouco tempo e saber que não vai mais vê-la. É muito bruto", completa a professora.
Velório do padre Francisco acontece no Cemitério Jardim da Saudade (Foto: Ruan Melo / G1)

Outro que também esteve presente na última missa foi o comerciante Hernando Peixoto. Com lágrimas nos olhos, ele recordou os últimos momentos com o padre. "Ele era uma pessoa ótima, muito correto, sempre falava sobre paz. Até agora não acredito no que aconteceu. Quando soube, perguntei a Deus como uma pessoa poderia fazer isso", lementou.

Padre Francisco de Souza era de Minas Gerais e morava sozinho em um condomínio no bairro do Stiep, em Salvador. Ele também era filósofo, psicóloco e escritor.

"Os domingos não serão mais os mesmos sem ele. Quando dava 14h eu já me arrumava para ir à missa. Ele se preocupava muito com a família, com o jovem. Acho que ele cumpriu a missão dele", contou também a terapeuta Graça Marques.
Padre sumiu na tarde de domingo (Foto: Santuário de Mãe Rainha / Divulgação)

Sumiço
O corpo do padre foi encontrado na segunda-feira em um matagal no bairro de Stella Maris, na capital baiana. Ele sumiu quando saiu de casa para celebrar uma missa, no domingo.

O corpo foi reconhecido pelo advogado da igreja e pelo Padre Valter Reis, que faz parte da Paróquia Nossa Senhora da Esperança. Segundo a polícia, o corpo de Francisco Carlos de Souza foi encontrado com perfurações nas proximidades de uma praia.

Com base em depoimento de testemunha que é colega da vítima, o padre se sentia inseguro após ter registrado uma queixa denunciando desaparecimento de objetos. A Polícia Civil trabalha para localizar esse registro policial. Mesmo com as evidências iniciais indicando homicídio, a equipe não descarta o caso de latrocínio, roubo seguido de morte.

Em nota de pesar, a Arquidiocese de Salvador afirmou que Francisco Carlos de Souza foi ordenado como sacerdote em 20 de setembro de 1999. Ele é natural de São João Del Rei, cidade em Minas Gerais.

"Manifestamos a seus irmãos e demais parentes, residentes em Minas Gerais, a expressão de nossa unidade à sua dor. Agradecemos as manifestações de carinho de todos aqueles que choram sua partida. Pedimos que todos se unam às nossas orações pelo descanso eterno deste sacerdote amigo", afirmou em nota Dom Murilo Krieger, arcebispo Primaz do Brasil.
Igreja no bairor do Stiep, em Salvador, onde religioso atuava (Foto: Ruan Melo/G1)

AUTOR: G1/BA

terça-feira, 10 de setembro de 2013

PADRE DESAPARECIDO É ENCONTRADO MORTO EM SÃO BENTO DO SAPUCAÍ (SP)

Padre Wladimir foi encontrado em São Bento do Sapucaí. (Foto: Divulgação/Arq. de São Paulo)

Desaparecido há duas semanas, o corpo do padre Wladimir Anselmo da Silva, de 50 anos, foi encontrado na noite do último sábado (7) na mata dentro de uma propriedade particular próxima a Pedra do Baú, um dos cartões postais de São Bento do Sapucaí, no interior de São Paulo. Não havia sinais de violência no corpo do religioso e a Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar a morte.

De acordo com nota publicada no site da Arquidiocese de São Paulo, o sacerdote estava com depressão e fazia um tratamento psiquiátrico com uso de medicamentos fortes. O padre morava na Paróquia Santos Apóstolos, na Região Episcopal Brasilândia, na capital paulista e desapareceu no último dia 24.

O delegado João Jacob Sá de Toledo, responsável pela investigação, informou que o corpo foi achado pelo dono da propriedade durante uma cavalgada. A polícia acredita que a morte tenha sido por causas naturais e ocorreu recentemente. 

"O corpo não estava em decomposição e facilmente identificamos que se tratava do padre porque ele estava com os documentos", disse ao G1. O corpo foi para o Instituto Médico Legal (IML) de Pindamonhangaba e o velório será na paróquia nesta terça-feira (10) a partir das 8h. Segundo o delegado, os parentes do padre são do Paraná (PR) e devem ser ouvidos nos próximos dias.

Um laudo necroscópico, que deve ficar pronto em 30 dias, vai apontar as causas da morte. "As circunstâncias da localização do corpo e uma avaliação preliminar indicam que foi morte natural. Mas só podemos afirmar com certeza com este laudo", explicou o delegado. A polícia ainda não sabe o que o padre estava fazendo em São Bento do Sapucaí.

AUTOR: G1/SP

terça-feira, 16 de julho de 2013

INDIGNAÇÃO MARCA ENTERRO DO PADRE

O sepultamento do padre Elvis Marcelino aconteceu, no fim da manhã de ontem, no Parque da Paz. Alunos e ex-alunos do Colégio Piamarta fizeram uma homenagem ao sacerdote. A Polícia continua em busca dos assassinos FOTO: ALEX COSTA

O sepultamento do padre Elvis Marcelino de Lima, 47, foi marcado por muita comoção e dor, no fim da manhã de ontem, no cemitério Parque da Paz, no bairro Passaré. O sacerdote foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte), na noite do último sábado, na esquina das ruas José Avelino e Senador Almino, na Praia de Iracema.

Embora a missa de corpo presente tenha sido celebrada na Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, no Montese, houve um momento de oração no Parque da Paz, tendo em vista que milhares de católicos, há pelo menos duas horas antes do enterro, esperavam a chegada do corpo.

Apesar de muito abaladas pela tragédia, as pessoas não falavam em vingança. Queriam apenas que a Justiça agisse, para que os autores do latrocínio paguem pelo crime cometido.

Seis padres acompanharam o cortejo entre a capela do cemitério e o jazigo da família. Um dos momentos mais comoventes foi a chegada do pai do padre Elvis de Lima, o policial rodoviário aposentado Francisco Marques de Lima, 88.

A mãe do sacerdote está hospitalizada, após ter sido submetida a uma cirurgia cardíaca. "Ela já sabe o que aconteceu, mas estamos dando todo apoio necessário", disse Eudes de Lima, irmão da vitima.

O inspetor de Polícia Civil, Mário Sérgio Gomes do Vale, atualmente lotado na Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer), foi amigo de infância e colega de colégio de Elvis Marcelino de Lima. "Ele nasceu pra ser padre. Estava sempre preocupado com as pessoas mais carentes. Certamente não merecia ter morrido de uma forma trágica", lamentou.

Investigação

O cantor e compositor José Orlando, que foi contemporâneo de Elvis Marcelino no Colégio Piamarta, esteve também presente ao sepultamento. Professores, alunos e ex-alunos do estabelecimento compareceram ao cemitério. Os semblantes deles denunciavam a indignação.

A Polícia Civil e a Coordenadoria de Inteligência (Coin) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) prosseguem nas investigações no sentido capturar os criminosos.

AUTOR: DN

segunda-feira, 15 de julho de 2013

ATUALIZAÇÃO: BANDIDOS ASSALTAM E MATAM PADRE

Padre Elvis Marcelino d tinha 47 anos de idade e havia sido ordenado há 15 anos. Sua vida era dedicada à educação de crianças e jovens carentes FOTO: REPRODUÇÃO

As marcas de sangue ainda podiam ser vistas na manhã de ontem, no chão, entre as ruas José Avelino e Senador Almino, na Praia de Iracema, denunciando o exato local da ação violenta que culminou na morte do padre Elvis Marcelino de Lima, 47.

O sacerdote, que também era diretor do Centro Educacional da Juventude Padre João Piamarta, foi assassinado com um tiro nas costas, na noite do último sábado (13), quando tentava fugir de assaltantes, no entorno do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Até o fechamento desta matéria os autores do latrocínio (roubo seguido de morte) não haviam sido presos.
 
O pároco da Catedral Metropolitana de Fortaleza, Clairton Alexandrino, lamentou a morte violenta do padre e fez críticas à falta de segurança na cidade. "Até mesmo as igrejas precisam ser cercadas de grades de ferro", desabafou FOTO: ALCIDES FREIRE

O professor Francisco Valdenilson de Lima, irmão do padre Elvis, contou que o religioso havia sido convidado por integrantes de uma comunidade que era assistida pela Congregação Piamarta para acompanhar a uma apresentação de quadrilhas nas proximidades do Dragão do Mar. Após o evento, por volta das 21 horas, o sacerdote caminhou sozinho até o cruzamento das ruas José Avelino e Senador Almino, onde havia estacionado o veículo dele, um Gol.

Ao lado do automóvel, ele foi surpreendido por três assaltantes, supostamente adolescentes. Os parentes e a Polícia ainda não sabem exatamente o que ocorreu, mas testemunhas relataram que um dos assaltantes quis empurrar o padre para dentro do veículo, em uma tentativa de sequestro-relâmpago. Na tentativa de fugir dos bandidos, padre Elvis foi atingido por um disparo nas costas, abaixo da omoplata. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas ao chegar ao local, o religioso já estava morto.
 
O crime ocorreu no cruzamento das ruas José Avelino e Senador Almino. Na manhã de ontem, ainda era possível observar as marcas de sangue no local do assassinato. Os assaltantes fugiram dali levando o automóvel da vítima, um Gol FOTO: KIKO SILVA

Os três assaltantes fugiram no veículo da vítima. Nas proximidades da Avenida Dom Manuel, próximo ao Banco Central, eles abandonaram o Gol do padre Elvis e roubaram outro automóvel, um Chevrolet GM Celta. Uma equipe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) realizou as primeiras investigações acerca do fato. O carro do religioso foi apreendido pela DHPP.

De acordo com parentes da vítima, a Polícia vai requisitar imagens de câmeras de vigilâncias instaladas nas proximidades do local do crime e da rua onde o veículo foi abandonado pelos assaltantes.

Francisco Valdenilson disse que recebeu a notícia da morte do irmão às 22h30. O velório teve início na tarde de ontem na Capela do Centro Educacional da Juventude Padre João Piamarta, na Avenida Aguanambi. O sepultamento acontece hoje, às 11 horas, no Parque da Paz.

Pesar

O pároco da Catedral Metropolitana de Fortaleza, Clairton Alexandrino, lamentou a morte do colega de sacerdócio, padre Elvis de Lima. "O que a gente sente é um pesar muito grande e um profundo desgosto. A Congregação Piamartina, a qual ele pertencia, é voltada exatamente para cuidar da qualificação de jovens infratores, abandonados, e em situação de rua. É uma ironia do destino que ele tenha sido vítima de uma das pessoas, a quem ele dedicou a vida".

Clairton Alexandrino considerou a insegurança em Fortaleza como um problema gravíssimo e disse que é tempo de a população acordar. "O que percebemos é muita violência. Nenhum ambiente é seguro nesta Cidade. Até mesmo as igrejas precisam ser cercadas por grade de ferros", considerou.

Para o pároco, o que o acomete neste momento é um sentimento de indignação. "As pessoas estão achando normal matar e roubar", desabafou.
O clima no Colégio Piamarta, ontem, era de indignação e tristeza pela morte brutal do padre FOTO: KIKO SILVA

Religioso dirigia o Centro Piamarta

"A vida dele era ajudar as pessoas". A afirmação feita pelo professor Francisco Valdenilson de Lima, irmão do padre Elvis Marcelino, retrata a trajetória e a vida de caridade do religioso. De uma família de sete irmãos, Elvis era sacerdote há 15 anos e há oito estava na direção geral do Centro Educacional da Juventude Padre João Piamarta e dos outros estabelecimentos pertencentes à Congregação.

Funcionando desde 1972, o Centro Educacional da Juventude Padre João Piamarta, na Avenida Aguanambi, é escola de educação formal e profissionalizante; que funciona em regime normal e internato. Segundo o site do Colégio, atualmente estudam cerca de 90 adolescentes como residentes, 125 no sistema integral, em um total de 1.800 crianças e adolescentes frequentando as aulas do Ensino Fundamental e Médio.

O Centro Educacional da Juventude é uma entidade filantrópica que atua na educação e na profissionalização das Crianças e Adolescentes. As ações crescem e o Colégio passa a fazer parte de um complexo com instituições atendendo a jovens e crianças em Pacoti, Itaitinga e Limoeiro do Norte.

Padre Elvis morava no Centro Educacional, em Fortaleza, e era muito querido por funcionários e alunos. O professor de Artes Wilson Galvão trabalhou com o sacerdote por vários anos e contou como era a convivência com o religioso. "Ele era uma pessoa muito boa e dedicada aos jovens e às crianças carentes. Era uma pessoa do bem".

AUTOR: DN

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

JUSTIÇA CONDENA PADRES DE ALAGOAS ACUSADOS DE PEDOFILIA A ATÉ 21 ANOS DE PRISÃO

Cinco meses e 11 dias após iniciar o julgamento, o juiz da 1ª Vara da Infância e da Juventude de Arapiraca (AL), João Luiz de Azevedo Lessa, condenou, nesta segunda-feira (19), os três padres de Arapiraca (a 120 km de Maceió) acusados de pedofilia contra coroinhas a penas que variam de 16 a 21 anos de prisão.

Segundo a decisão, o padre Luiz Marques Barbosa, 84, foi condenado a 21 anos de prisão, enquanto os padres Edílson Duarte, 43, e Raimundo Gomes, 50, ficarão por 16 anos e quatro meses na prisão. Além disso, eles foram multados em R$ 1.816 cada um.

Segundo o assistente do juiz, Carlos Bezerra, o padre Luiz Marques foi condenado por três atos criminosos --sete anos contra cada um dos coroinhas. "Os demais só praticaram ato contra dois [coroinhas], mas tiveram o agravante de serem do ministério sacerdotal, por isso tiveram as penas ampliadas em dois anos e quatro meses. Já o Luiz Marques, por ser maior de 70 anos, não teve esse agravante", informou.

A defesa dos padres Raimundo Gomes e Luiz Marques anunciou que vai recorrer da decisão da Justiça. “Estou surpreso com essa sentença, já que as penas ficaram totalmente fora do padrão. Isso deixa margem grande para a defesa. O juiz mudou a tipificação da própria denúncia proposta pelo MP. Vamos recorrer com certeza absoluta dessa decisão”, afirmou o advogado Edison Maia.

Apesar da sentença, os réus não serão presos. "A defesa e o MP têm cinco dias para recorrer da decisão. Como eles são réus primários, de bons antecedentes, têm residência fixa e compareceram às fases processuais, não terão a prisão imediata", disse.

O julgamento
O julgamento teve início no dia 8 de julho, mas por conta da quantidade de testemunhas arroladas no processo --23 ao total--, os depoimentos só foram concluídos no dia 2 de agosto. Ouvidas as testemunhas, o juiz ainda precisou analisar as alegações finais de acusação e defesa para chegar à sentença, divulgada nesta segunda. “Foi um processo complexo, com mais de mil páginas”, disse o juiz.

O julgamento também foi acompanhado por representantes do Vaticano. Além do processo civil, os padres enfrentam o processo da Igreja Católica, que baseia-se no direito canônico. Caso sejam condenados pela Igreja, os três religiosos poderão perder o direito de exercerem atividades religiosas. Por enquanto, estão afastados dos trabalhos paroquiais.

O caso
Os ex-coroinhas Anderson Farias, 22, Cícero Flávio, 23, e Fabiano Ferreira, 22, acusam os três religiosos de abusos sexuais quando eles eram adolescentes, com idade entre 12 e 18 anos. Eles denunciaram que, quando eram adolescentes e coroinhas das paróquias onde os padres atuavam, foram iniciados sexualmente.

Durante o depoimento, o ex-coroinha Cícero Flávio afirmou que os padres usavam do poder religioso que tinham perante a sociedade para encobrir os abusos. “Tomei coragem de filmar tudo que estava acontecendo, pois só assim a sociedade iria acreditar na denúncia dos abusados feitos a nós por aqueles homens”, disse.

O caso ganhou repercussão internacional quando foram divulgadas à imprensa, em fevereiro de 2010, as cenas de sexo entre o padre e Fabiano. A filmagem também foi gravada em DVDs que foram comercializados e viraram sucesso de vendas em barracas de camelôs de Arapiraca.

A denúncia dos supostos abusos cometidos pelos padres levou a CPI da Pedofilia do Senado Federal realizar uma sessão no fórum de Arapiraca. O senador Magno Malta (PR-ES) presidiu os trabalhos e colheu depoimento de todos os envolvidos no caso. Durante os depoimentos, o padre Edílson confirmou que manteve um relacionamento amoroso com um ex-coroinha, mas se defendeu afirmando que as relações sexuais teriam ocorrido quando o rapaz já era maior de 16 anos.

O material colhido pela CPI foi entregue ao Ministério Público Estadual, que denunciou os padre à Justiça.

AUTOR: UOL

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