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domingo, 3 de dezembro de 2017

BRASIL-EUROPA: O TRÁFICO DE COCAÍNA QUE PASSA PELOS PORTOS BRASILEIROS

A investigação da PF aponta o porto de Santos (SP), o maior do Brasil, como principal ponto de saída da cocaína pelo mar para a Europa NELSON ALMEIDA/AFP

O jordaniano Waleed Issa Khmayis, hoje com 56 anos, já foi um detento do sistema penitenciário cearense. Em julho de 1992, em Fortaleza, ele foi flagrado como membro de uma quadrilha proprietária de uma carga relevante: 592 quilos de cocaína, disfarçados no meio de 13 toneladas de arroz. A droga era trazida da Bolívia e seria levada para a Itália. Detalhe importante: a mercadoria ilícita sairia para a Europa pelo mar.

Condenado a nove anos por tráfico, o jordaniano cumpriu apenas parte da pena no Ceará. Porque depois foi conseguindo transferências para outras unidades prisionais pelo País: Ceará, Goiás, São Paulo, Rio Grande do Sul, Ceará novamente. Nesse tempo, regime semi-aberto, uma fuga, prisão em flagrante com nome falso, progressão para regime aberto e pena cumprida. Concluiu sua condenação assinando presença na 12ª Vara Federal de Fortaleza, poucos anos atrás. Agora, Waleed está prestes a figurar no rol da “difusão vermelha” da Interpol, como é chamada a lista de foragidos procurados pela Polícia Internacional.

Esta, pelo menos, é a intenção da Polícia Federal brasileira. Waleed tem dois mandados de prisão preventiva em aberto, por seu nome aparecer em uma grande investigação sobre o tráfico de cocaína saindo de portos brasileiros para a Europa. Ele é citado em duas operações recentes da Polícia Federal, a Brabo e a Contentor, ocorridas em setembro e outubro deste ano, iniciadas a partir de apreensões feitas em 2015. Pelo menos 114 pessoas foram presas na Brabo e na Contentor. Waleed é um dos vários ainda foragidos.

O POVO teve acesso a dados das duas investigações. Segundo o delegado federal Agnaldo Mendonça Alves, da PF de São Paulo, o jordaniano teria sido um colaborador das quadrilhas especializadas em despachar as grandes cargas de cocaína para países europeus. Na lista aparecem Bélgica, Espanha, Inglaterra, Itália e Rússia. 

Os portos de Santos (SP), Itapoá (SC), Itajaí (SC) e Salvador (BA) aparecem nas rotas levantadas. Mais de 7,6 toneladas de cocaína foram apreendidas entre 2015 e 2017, no Brasil e nestes cinco países, ligadas aos grupos investigados.
Na Operação Brabo, a PF apreendeu 50 veículos de luxo, entre carros e motos DIVULGAÇÃO POLÍCIA FEDERAL 

Brabo, que batizou uma das operações, é o nome de um porto da Antuérpia, na Bélgica. “Na verdade, não tinha um lugar específico. Eles tinham estrutura para receber a droga em qualquer um dos portos da Europa. Eles definiam na hora”, reforça o delegado. No caso da operação Contentor, centrada a partir de Joinville, várias semelhanças. Do porto catarinense de Itapoá, cidade próxima, segundo a PF, os carregamentos zarpavam rumo ao continente europeu.

Clã e consórcio

Segundo Agnaldo Mendonça, Waleed não seria o personagem central das duas investigações, pelo que está hoje levantado. Ele estaria vinculado a sérvios presos na operação Brabo: Bozidar Kapetanovic (“Judô”) e Miroslav Jevtic (“Felipe”). “Ambos teriam vínculo com o clã Saric, da região dos Bálcãs. O vínculo com o jordaniano Waleed seria apenas com o sérvio Miroslav Jevtic”, informou a assessoria da Polícia Federal, por e-mail.

A península balcânica, com 13 países do sudeste europeu, seria destino da cocaína. Ou pelo menos é rota do crime. Saric é um narcoclã atuante naquele território. Os sérvios Bozidar e Miroslav, conforme o delegado, eram operadores de um esquema semelhante a um consórcio do tráfico, aliados a criminosos sulamericanos.

“O grupo ao qual ele (Waleed) era ligado tinha duas vocações.

Faziam contatos no exterior para a droga de terceiros que estavam no Brasil, e faziam a remessa de drogas deles mesmos, pertencente a eles próprios (sérvios). Mandavam droga deles e de outros traficantes”, explicou Mendonça. Membros da facção PCC estão entre os presos na operação Brabo.

O delegado diz que houve registro (filmagem) de um “contato pessoal” de Waleed com Miroslav. Teria sido com o intuito de traficar? “Sim” – confirmou, por telefone. “Na opinião nossa, que estamos na investigação, ele estava tratando de assuntos ilícitos, por isso pedimos a prisão dele”. Eram os sérvios que chefiavam a logística da remessa no Brasil e contatavam os compradores e destinatários na Europa.

AUTOR: O POVO

sábado, 5 de novembro de 2016

3 PESCADORES DESAPARECIDOS SÃO ENCONTRADOS VIVOS APÓS MAIS DE 24 HORAS EM ALTO MAR, EM PARACURU (CE)

Praia de Paracuru, (Foto: Deivyson Teixeira, em 03/04/2012)

Três pescadores que estavam desaparecidos desde a madrugada desta quinta-feira, 3, foram encontrados vivos em Paracuru, a 88,9 km de Fortaleza, após passarem mais de 24 horas em alto mar. 

Segundo a Capitania dos Portos do Ceará (CPCE), os homens, identificados como Ivonaldo Silva, Francisco e Sérgio - conhecido como Serginho Piaba - saíram para pescar às 4h na jangada “Manjuba II”, ao norte do Porto de Fortaleza.

A volta estava prevista para às 17h do mesmo dia. Como os pescadores não haviam chegado no horário previsto, familiares e amigos entraram em contato com a companhia para informar o desaparecimento na manhã desta sexta-feira.

A capitania, por sua vez, comunicou à Estação Costeira da Embratel para informar aos diversos pontos da costa do Ceará, de formas periódicas, sobre o desaparecimento dos pescadores.

Os homens foram encontrados por volta das 8h desta sexta-feira, em Paracuru. "Um jangadeiro passava próximo da gente e fizemos um sinal para pedir socorro", disse Ivonaldo ao O POVO Online.

No momento do acidente, o mar estava agitado, o que pode ter causado o emborcamento da "Manjuba II". Os suprimentos presentes na jangada foram essenciais para que os pescadores aguentassem ficar à deriva até serem resgatados. 

A embarcação ficou atracada no porto de Paracuru, enquanto os pescadores voltaram para Fortaleza durante a tarde desta sexta.

AUTOR: O POVO

domingo, 2 de outubro de 2016

PESCADORES SÃO RESGATADOS DEPOIS DE 22 HORAS NO MAR, EM PECÉM (CE)

Daniel e Talles sobreviveram porque tiveram atitude fraterna/MATEUS DANTAS

Uma multidão de gente se apertava na Rua da República, no Pirambu. Pertinho do mar, a casa estava que não passava mais uma pessoa pela porta estreita. Eram vizinhos, curiosos e familiares dos pescadores Talles Jacinto da Silva, 42, e Francisco Daniel Freitas de Azevedo, 27. As pessoas queriam ver para acreditar que os dois haviam sobrevivido a 22 horas no mar, depois que a embarcação de médio porte em que eles estavam virou. Para a pescaria, que eles chamam de tiradinha e dura em média três horas, eles costumam se distanciar 22 quilômetros da praia.

Na manhã da última quinta-feira, 29, os dois foram pescar, mas, por volta das 14 horas, a embarcação virou. Os pescadores conseguiram permanecer em cima do barco e contam que só sobreviveram porque tiveram atitude fraterna. “Passamos das 14 horas de ontem (quinta) até as 10 horas de hoje (ontem). Sobrevivemos porque ficamos abraçados um no outro para aguentar aquele clima frio. A quentura do corpo ajuda. Nessa hora temos que ser mais do que um irmão para se aquecer, para se salvar”, ensina Talles.

Pescador há mais de 32 anos, Talles explica que a maré enchia, ajudando-os a se aproximarem da faixa de areia, e secava, fazendo com que se afastassem. No Pecém (praia de São Gonçalo do Amarante), os dois foram avistados por outra embarcação, que parou e ajudou. “Duas pessoas ajudaram a desvirar a embarcação e fomos com eles até o Pecém. Colocamos uma camisa como se fosse uma bandeira. Fazia até um tempo que eles não iam para essa pescaria e hoje (ontem) eles foram. Foi Jesus que mandou eles”, celebra.

Quando perceberam que a embarcação estava vindo na direção deles, foi o momento de se abraçarem novamente. Não mais para se aquecer, mas para comemorar. Ambos foram levados à casa dos salvadores, que deram de comer e os enviaram de volta para as respectivas casas.

Na volta, Daniel, tomado pela emoção de ter sobrevivido, pediu em casamento a companheira com quem gerou a Nicole, de um ano e um mês. Na hora do sim, todos da rua aplaudiram. A emoção tomou conta daquela rua apertada do Pirambu, na tarde de ontem.

Confira o vídeo:
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AUTOR: O POVO

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

NAUFRÁGIO DEIXA 13 MIGRANTES CLANDESTINOS MORTOS, NA MALÁSIA

Naufrágio deixou 13 migrantes clandestinos mortos na Malásia (Foto: Royal Malaysia Police/AFP)

Local onde os corpos foram achados
Barco afundou no litoral da Malásia

Treze pessoas morreram afogadas nesta terça-feira (26) no naufrágio de um barco de migrantes clandestinos indonésios perto do litoral da Malásia, indicou a agência de notícias "Bernama" citando a polícia.

O barco deveria devolver os indonésios a seus país, do outro lado do Estreito de Malaca, quando afundou em frente ao litoral sul do estado de Johor.

A polícia faz uma operação na área para buscar possíveis sobreviventes.

Ainda não se sabe quantas pessoas estavam a bordo.

AUTOR: FRANCE PRESSE

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

8 NÁUFRAGOS SÃO RESGATADOS POR EMBARCAÇÃO CEARENSE

Quatro viaturas da Samu foram ao Porto do Mucuripe/FOTO: VIA WHATSAPP O POVO

A embarcação pesqueira cearense Rio Praça resgatou oito náufragos, que desembarcaram no Porto do Mucuripe, na noite desta quinta-feira, 24, em Fortaleza. O grupo foi resgatado perto da ilha de Fernando Noronha e foi trazido para a capital cearense, onde recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel Urgente (Samu). As causas do náufrago estão sendo apuradas.

Segundo o suboficial Rodrigues, da Capitania dos Portos, os homens resgatados estavam bastante debilitados e teriam naufragado há pelo menos três dias. “Eles foram levados para hospitais, mas ainda estamos fazendo um relatório com detalhes”, disse, em entrevista ao O POVO Online.

O grupo resgatado estava em uma embarcação de Natal, chamada de “Rei Artur”. “Eles foram encontrados ali perto de Fernando Noronha por essa embarcação cearense que os trouxe para cá. Deviam estar pescando e pegaram um tempo ruim, por enquanto as informações são superficiais”, disse Rodrigues.

Uma parte dos náufragos foi encaminhada ao Instituto Doutor José Frota (IJF), no Centrou, e o restante para a Unidade de Pronto Atendimento (Upa) da Praia do Futuro.

AUTOR: O POVO

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

APÓS EXPLOSÃO DE LANCHA, PROFESSORA TEM 45% DO CORPO QUEIMADO, EM MT

Lauriany está internada em hospital de Goiânia com queimaduras (Foto: Laurita Geralda de Souza/ Arquivo pessoal)

A professora Laurieny Geralda de Souza teve 45% do corpo queimado e está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto Socorro para Queimaduras, em Goiânia. Ela é uma das cinco vítimas de um acidente com uma lancha no Rio Araguaia, na região de Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, no último domingo (30).

A docente, de 31 anos, teve queimaduras de segundo grau em todo o corpo. No braço esquerdo e no peito as queimaduras foram de terceiro grau. Ela ainda está passando por algumas intervenções cirúrgicas, como a raspagem do tecido queimado.

De acordo com Laurita Geralda de Souza, mãe de Laurieny, a filha está acordada, mas ainda recebe anestesias para amenizar algumas dores.

Laurita, que é professora aposentada, contou que a filha foi a última a sair do barco. “Ela me relatou que estavam todos na lancha, prontos para começar o passeio, quando de repente começaram a sentir a fumaça subindo. Nessa hora, todos pularam na água, mas minha filha ficou um pouco atônita e acabou ficando no transporte”, afirmou. Laurieny acabou sendo retirada da embarcação com a ajuda do piloto, que voltou para buscá-la e a atirou na água.

A mãe de Laurieny explicou que foi o vapor lançado pela lancha que queimou a filha, e que além disso, ela inalou muita fumaça. Os pulmões de Laurieny, porém, já estão limpos e livres do ar tóxico.

A aposentada disse que no momento a filha precisa de placas que servem como curativo para queimaduras. Segundo ela, os itens custam aproximadamente R$ 520 e a filha precisa de cerca de 40 dessas placas, que servem também para melhorar a aparência das cicatrizes.

Laurita revelou que tem lutado para comprar os medicamentos. “Eles são caros e o plano de saúde nenhum cobre. As duas que já utilizamos nos foram doadas. Estamos nos virando para tentar conseguir essas placas”, afirmou.

Ela contou ainda que a filha teve um aneurisma cerebral em novembro do ano passado e que os gastos com médicos na época chegaram a R$ 90 mil. 

“Com o meu salário de aposentada e o da Laurieny, que também recebe por conta desse problema no ano passado, não conseguimos custear tudo isso”, explicou.
Lancha pegou fogo no Rio Araguaia neste domingo (Foto: Corpo de Bombeiros-MT)

O acidente
A lancha pegou fogo e explodiu numa região conhecida como 'Porto do Baé', em Barra do Garças. Entre os tripulantes estava a promotora de Justiça de Aragarças (GO), Ana Carla Dias Lucas Mascarenhas e o marido dela, um médico que atua em Barra do Garças.

Segundo o capitão da Marinha, Alessandro Nonato, a lancha pode ter tido um problema elétrico. A Marinha terá 90 dias para apurar as reais causas do acidente.

O Hospital Cristo Redentor informou que as outras cinco vítimas que estavam internadas no local, inclusive a promotora Ana Carla Mascarenhas, já tiveram alta.

O hospital ainda disse que os pacientes só têm voltado à unidade para realizar a troca dos curativos.

AUTOR: G1/MT

JANGADA DESAPARECE COM 4 PESCADORES, EM FORTALEZA (CE)

Uma jangada com quatro pescadores a bordo está desaparecida na costa cearense. A embarcação ''Jesus sobre as águas 1'' saiu da enseada do Mucuripe às 5 horas da manhã no dia 12 de agosto. 

O mestre Raimundo Francisco Silva dos Santos e seus companheiros Luiz ''Três Ruminhas'', Marcos ''Espada'' e Catanã não retornaram até esta quinta-feira, 3.

O presidente da Colônia de Pescadores Z-8, Possidônio Soares Filho, explica que em geral os jangadeiros passam cinco dias em alto-mar. ''Passou desse período, nós já começamos a nos preocupar'', diz.

O sargento Sampaio, da Capitania dos Portos, afirma que as buscas estão em andamento. Segundo ele, toda a comunidade marítima foi acionada em busca de informações sobre a embarcação e seus tripulantes. Aeronaves, inclusive, também foram alertadas sobre o desaparecimento.

Sargento Sampaio conta que os pescadores partiram em direção ao município de São Gonçalo e que a jangada tem casco azul, branco e vermelho.

''Infelizmente, não temos nenhuma notícia. Até agora nada'', lamenta Possidônio.

AUTOR: O POVO

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

BARCO VIRA NO RIO CEARÁ E É RESGATADO POR HELICÓPTERO DO CORPO DE BOMBEIROS

Barco virou no início da tarde deste domingo/REPRODUÇÃO

O Corpo de Bombeiros teve de resgatar um barco de pequeno porte que virou no rio Ceará próximo à praia da Barra do Ceará. O acidente aconteceu por volta das 13 horas deste domingo, 9. Não há informação de feridos.

O barco não faz parte do grupo de navegadores que leva visitantes pelo famoso passeio de barco na foz do rio. O navegador Francisco de Assis, 69, mais conhecido como Barão, afirmou que o barco particular era de pequeno porte e estava próximo ao litoral, portanto não houve dificuldade no resgate.

Helicóptero sobrevoa o Rio Ceará por opovo

Um vídeo enviado ao O POVO pelas redes sociais mostra o momento em que o helicóptero dos Bombeiros se aproxima da água para auxiliar as pessoas que já estavam na praia para ajudar no resgate. 

O POVO Online não conseguiu contato com o Corpo de Bombeiros para saber se houve feridos.

AUTOR: O POVO

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

NÚMERO DE MORTOS POR INUNDAÇÕES EM MIANMAR PASSA DE 80

Garoto move barco em vila inundada em Mianmar nesta quinta-feira (6) (Foto: Soe Zeya Tun/Reuters)

As autoridades de Mianmar elevaram para 88 o número do mortos nas inundações que afetam grande parte do país e pediram a evacuação das áreas baixas perante o risco de uma nova enchente, informou nesta sexta-feira a imprensa estatal.

Pelo menos 330.000 pessoas se viram afetadas pelas inundações que assolam 12 das 14 regiões do país, provocadas pelas intensas chuvas de monção que caem desde julho e a passagem do ciclone "Komen" há uma semana.

A região mais afetada, com 55 mortos, é o estado de Rakhine, no oeste, uma das quatro regiões declaradas na semana passada como "zona de desastre" pelo governo birmanês, segundo o jornal "Global New Light of Mianmar'.

Desde a onda de violência sectária de 2012, cerca de 100.000 membros da perseguida minoria muçulmana rohinyá vivem em Rakhine em campos de refugiados que teriam sofrido "danos extensos", segundo agências humanitárias.

O presidente birmanês, Thein Sein, pediu a evacuação dos moradores das áreas baixas da região de Ayeyarwaddy, onde vários rios superaram o nível de risco e ameaçam transbordar-se.

"Como não podemos prevenir desastres naturais, peço aos cidadãos para saírem para áreas mais seguras", disse Thein Sein em mensagem radiofônica.

Segundo o Ministério de Bem-Estar Social, as inundações deslocaram cerca de 85.400 pessoas, e destruíram 10.956 casas e 900 quilômetros quadrados de terras de cultivo.

O governo birmanês solicitou nesta semana ajuda internacional para assistir aos afetados e admitiu sua "frágil" resposta perante o desastre natural.

Agências humanitárias já distribuíram 387 toneladas de comida a 103.000 pessoas, além de 620.000 pastilhas para purificar água e diverso material sanitário e para refúgios, segundo o Escritório de Coordenação para Assuntos Humanitários da ONU.

AUTOR: EFE

quinta-feira, 23 de julho de 2015

COLISÃO DE BARCOS NO RIO NILO DEIXA MAIS DE 20 MORTOS, NO EGITO

Pessoas à margem do Nilo, à espera de informações sobre colisão de barcos no Egito. Equipes de resgate ainda procuram por 4 desaparecidos. (Foto: AFP Photo)

Pelo menos 21 pessoas morreram na quarta-feira (22) na colisão de um barco onde era celebrada uma festa de compromisso matrimonial com um cargueiro no rio Nilo, ao norte do Cairo, anunciaram as autoridades egípcias.

A colisão ocorreu em Waraq, um subúrbio ao norte da capital egípcia. O capitão e seu segundo a bordo foram detidos, afirmaram fontes policiais.

Entre os mortos figuram ao menos duas crianças.

Cinco pessoas foram resgatadas e na manhã desta quinta-feira prosseguiam as operações de salvamento em busca de outros seis passageiros desaparecidos, segundo fontes de saúde e de segurança.

Segundo autoridades de segurança, os passageiros celebravam uma festa em um pequeno barco. É muito frequente ver estas embarcações, às vezes muito antigas, nas águas do Nilo na capital egípcia durante os períodos de festividades.

O balanço anterior, fornecido pelo ministério do Interior, era de 15 mortos.

Em fevereiro de 2006, mais de 1.000 passageiros morreram no naufrágio do ferry egípcio "Al Salam" no Mar Vermelho, o acidente marítimo mais mortífero da história do país.
Parentes de passageiros e outras pessoas são vistas enquanto destroços de barco envolvido em acidente no Nilo são retirados do rio nesta quinta-feira (23) no Cairo (Foto: STR/AFP)

AUTOR: FRANCE PRESSE

quinta-feira, 2 de julho de 2015

BALSA COM MAIS DE 170 A BORDO AFUNDA E MATA 36, NAS FILIPINAS

Ao menos 36 pessoas morreram nesta quinta-feira (2) após o naufrágio de uma balsa com mais de 170 a bordo nas Filipinas.

A embarcação, denominada “Kim-Nirvana”, virou em uma região de águas turbulentas, perto do Porto de Ormoc, disse à France Presse (AFP) Ciriaco Tolibao, funcionário do Escritório filipino de Gestão de Crises.

Equipes de resgate, com sete barcos, resgataram dezenas de sobreviventes, diz a AFP. A balsa Kim-Nirvana, com destino a ilha Camotes, na província central de Cebu, foi golpeada por grandes ondas até virar e naufragar.

Segundo a Reuters, a balsa levava 189 pessoas a bordo - 173 passageiros e 16 tripulantes - afundar. Segundo a agência de notícias, 118 sobreviveram ao naufrágio e mais de 30 estão desaparecidos.
Sobrevivente de naufrágio de balsa nas Filipinas chora após ser resgatado nesta quinta-feira (2) (Foto: AFP)

Não está claro se os sobreviventes foram resgatados ou conseguiram nadar até a praia.

A Efe noticia 36 mortos e 21 desaparecidos após o naufrágio de balsa com mais de 170 pessoas.

Com manutenção irregular, as balsas representam um dos principais meios de transporte do país, que tem mais de 7.100 ilhas.

Os acidentes marítimos são frequentes no país e em alguns casos provocam centenas de mortes.

A pior catástrofe marítima registrada no mundo em tempos de paz deixou 4.300 mortos em dezembro de 1987, quando uma balsa colidiu com um pequeno petroleiro nas costas de Manila.
Equipes de resgate buscam sobreviventes após naufrágio de balsa nas Filipinas nesta quinta-feira (2) (Foto: AFP)

AUTOR: G1/SP

segunda-feira, 20 de abril de 2015

UE DEVE APOIAR AÇÃO PARA PROTEGER IMIGRANTES NO MAR MEDITERRÂNEO

Guarda costeira da Itália faz resgate de sobreviventes (Foto: REUTERS/Guardia Costiera)

Os governos europeus devem apoiar ações para proteger imigrantes no mar Mediterrâneo depois de um dos piores desastres com barcos de imigrantes no final de semana, afirmou a chefe de política externa da União Europeia, Federica Mogherini.
Cerca de 700 pessoas podem ter morrido após um barco de pesca cheio de imigrantes virar na costa da Líbia durante a madrugada.

"Já dissemos muitas vezes 'nunca mais'. Agora é hora de a União Europeia abordar essas tragédias sem mais atrasos", disse a italiana Mogherini, em comunicado.

Muitos governos da UE relutam em financiar operações de resgate no Mediterrâneo por medo de encorajar mais pessoas a fazer a travessia em busca de vidas melhores na Europa.

Em uma crítica indireta a países do norte da União Europeia que até agora deixaram as operações de resgate à cargo de Estados do sul do grupo, como a Itália, Mogherini disse: "Precisamos salvar vidas humanas juntos, como também precisamos proteger nossas fronteiras e combater o tráfico de seres humanos".

Ministros de Relações Exteriores da UE irão discutir a questão em uma reunião em Luxemburgo, disse Mogherini.
Barco que naufragou tinha até 700 passageiros (Foto: REUTERS/Guardia Costiera)

Resgate
Ao menos 28 pessoas foram resgatadas com vida em uma área próxima das águas líbias, 120 milhas ao sul da ilha italiana Lampedusa, disse um funcionário da ONU neste domingo. Várias embarcações da Marinha e da guarda costeira italiana foram enviadas ao local.

Se o desastre for confirmado, será o pior da crise de imigrantes ao sul do Mediterrâneo em décadas e elevando o número total de falecidos desde o começo do ano a mais de 1.500.

“Tememos que este momento seja uma tragédia de proporções realmente grandes”, disse Carlotta Sami, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, ao canal de televisão SkyTG24.

A emergência foi declarada em torno de meia-noite no horário local. Acredita-se que a embarcação tenha tombado quando imigrantes se moveram para um dos lados em um momento em que um barco mercante se aproximava.

Este último desastre provavelmente reforçará os apelos para uma maior resposta da Europa depois que duras críticas recebidas da operação de proteção de fronteiras Triton, que no ano passado substituiu a Mare Nostrum, operação de busca e salvamento mais ampla.

O estado sem lei da Líbia, após a derrubada do ex-líder Muammar Gadaffi em 2011, deixou o campo livre para gangues criminosas de traficantes promoverem uma onda de embarcações de transporte de imigrantes desesperados da África e Oriente Médio. Este ano, cerca de 20 mil imigrantes chegaram à costa italiana, de acordo com estimativas da Organização Internacional para Migrações.
Oficial monitora barcos que fazem parte de resgate ao norte da Líbia (Foto: Angelo Carconi / ANSA via AP)

AUTOR: REUTERS

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

SOBE PARA 65 MORTOS NO NAUFRÁGIO DE BALSA, EM BANGLADESH

Pelo menos 65 pessoas morreram no domingo em Bangladesh e várias são consideradas desaparecidas após o naufrágio de uma balsa de passageiros, que colidiu com um barco pesqueiro - anunciou a polícia nesta segunda-feira (hora local), atualizando o número de vítimas em seu último boletim.

A balsa bateu contra a embarcação e naufragou em questão de minutos no rio Padma. Trata-se do segundo acidente do tipo nos últimos 15 dias no país.

"A maioria dos novos corpos foi encontrada no barco, depois que ele foi levantado e arrastado para a costa. O número de mortos agora é de 65", disse à AFP o inspetor Abdul Muktadir.
Parentes de mortos em acidente lamentam perto dos corpos resgatados (Foto: A.M. Ahad/AP)

"Umas 50 pessoas chegaram à margem a nado, ou foram socorridas por outras embarcações", relatou à AFP o chefe da polícia local, Rakibuz Zaman.

As autoridades ainda não sabem o número exato de pessoas a bordo, já que a maioria das embarcações não tem listas de passageiros em Bangladesh. O governo garantiu que os trabalhos de resgate continuariam durante a noite, com a ajuda das luzes de outras balsas.

As equipes de salvamento descarregavam os corpos das vítimas do acidente na estação de ferry de Paturia (centro), onde estavam reunidos os aflitos familiares das vítimas para identificá-las.

Segundo sobreviventes, o 'MV Mostofa' levava entre 70 e 150 pessoas no momento do acidente.

Procedente do distrito de Rajbari (centro), a balsa seguia para Paturia, a 30 km de distância, quando colidiu com o barco pesqueiro.

Os acidentes de balsa são frequentes em Bangladesh. De acordo com números oficiais, mais de 95% das pequenas embarcações do país estão fora das normas de segurança.

Mais de 230 rios atravessam Bangladesh, um dos países mais pobres do mundo, que tem na navegação fluvial seu principal meio de transporte, especialmente no sul e no nordeste.
Equipe de resgate trazem corpos de vítimas do acidente em Bangladesh (Foto: A.M. Ahad/AP)

AUTOR: FRANCE PRESSE

domingo, 15 de fevereiro de 2015

HOLANDÊS É ASSASSINADO DENTRO DE EMBARCAÇÃO, EM SÃO LUÍS (MA)

Holandês foi morto com tiro no peito dentro de embarcação na Baía de São Marcos (Foto: Reprodução/CPTur)

Um homem identificado como Ronald François Wolbeek, de 60 anos, natural da Holanda, foi assassinado na madrugada deste domingo (15), na Baía de São Marcos, em São Luís. Segundo informações da Companhia de Policiamento de Turismo (CPTur), Ronald estava acompanhado da esposa, Maria Rawi, de 69 anos, em uma embarcação particular, de bandeira holandesa. O casal foi surpreendido foi três homens armados e um deles acabou disparando contra o peito da vítima, que não resistiu e morreu.

De acordo com informações passadas pelo Major Roberto, da CPTur, o casal estava no Brasil desde o dia o 21 de dezembro e havia chegado ao Maranhão na tarde dessa sábado (14), vindo de Recife, em Pernambuco. Por volta da meia-noite desse domingo, o alarme da embarcação disparou e a vítima foi até a área externa verificar o que estava acontecendo. Nesse momento, três homens entraram no barco e renderam o casal. Houve discussão e Ronald acabou sendo baleado no peito.

Após o disparo, os suspeitos fugiram em uma embarcação pequena, sem levar nada. Ao ver o marido ferido, Maria Rawi utilizou um bote salva-vidas para tentar chegar até a praia. Sem forças para remar, ela teria pulado na água e nadado até as proximidades de um hotel, onde encontrou uma guarnição policial.

Segundo o delegado Fernando Ferreira, Maria Rawi está prestando depoimento no Plantão Central do Parque do Bom Menino, em São Luís. Ela deve passar, também, por exame residuográfico, que permite identificar a presença de vestígios de pólvora. O corpo de Ronald François Wolbeek foi conduzido para o Instituto de Criminalística ( Icrim). O caso está sendo conduzido pela Delegacia de Homicídios e deve ser encaminhado à Polícia Federal.

AUTOR: G1/MA

sábado, 17 de janeiro de 2015

CHINA CONFIRMA 22 PESSOAS MORTAS EM NAUFRÁGIO DE REBOCADOR

Equipes de resgate observam casco do rebocador que afundou na China (Foto: AFP)

As autoridades da China confirmaram neste sábado (17) que 22 pessoas morreram após o naufrágio de uma embarcação na última quinta-feira (15) no rio Yang Tsé, no leste do país, informou a agência 'Xinhua'.

O barco, um rebocador recém-fabricado, passava por testes na província de Jiangsu, quando afundou com 25 pessoas a bordo, das quais três foram resgatadas.

Os destroços da embarcação foram erguidos a superfície por equipes de resgate 40 horas após o afundamento e foi nesse momento que eles puderam confirmar a morte da maior parte de sua tripulação. A Administração de Segurança Marítima de Jiangsu disse que as buscas para localizar o desaparecido continuam.

Entre os mortos havia 14 chineses, quatro cidadãos de Cingapura, um indonésio, um malaio, um indiano e um japonês, segundo as autoridades locais.

O rebocador afundou no canal de Fubei do rio Yang Tsé, o maior e mais caudaloso da China, em uma zona de correntes rápidas e com águas turvas, o que dificultou os trabalhos de resgate.

Um total de 23 embarcações, entre rebocadores e patrulheiras, e um guindaste foram enviados para o local onde o barco afundou, para erguê-lo do fundo e encontrar seus passageiros.

A embarcação, batizada de 'Wanshenzhou 67', de 30 metros de comprimento e com um peso aproximado de 368 toneladas, foi fabricada pelo estaleiro Bengbu Shenzhou, na província vizinha de Anhui.

O fabricante não tinha informado às autoridades portuárias que iria fazer testes com a embarcação naquele local, nem qual seria a rota da mesma, o que é comum na China.

AUTOR: EFE

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

NAUFRÁGIO PERTO DE ISTAMBUL DEIXA DEZENAS DE MORTOS

Navio com equipe de busca e resgate procura sobreviventes de naufrágio perto de Istambul nesta segunda-feira (3) (Foto: Osman Orsal/Reuters)

Pelo menos 24 emigrantes clandestinos morreram nesta segunda-feira em um naufrágio na confluência do Estreito de Bósforo e do Mar Negro, perto de Istambul, informa a imprensa turca.

De acordo com a imprensa, sete passageiros do barco, que transportava emigrantes afegãos e sírios para a Romênia, foram resgatados com vida pela guarda costeira turca e nove permaneciam desaparecidos.

A direção da guarda costeira, procurada pela AFP, confirmou o naufrágio de uma embarcação de emigrantes, mas se recusou a divulgar um balanço.

Os meios de comunicação turcos destacaram que 40 pessoas embarcaram ao sul de Istambul, no Mar de Mármara. A embarcação depois subiu pelo Estreito de Bósforo em direção ao Mar Negro, onde naufragou por um motivo ainda indeterminado perto da cidade de Rumeli Fener.

A bordo também estavam 12 crianças e sete mulheres, segundo a imprensa.

A Turquia é uma rota importante para a emigração clandestina da Ásia e África para a Europa. Os imigrantes procedentes do continente africano e do Oriente Médio são detidos com frequência no país e os naufrágios são comuns.

A guerra na Síria aumentou o número de emigrantes que passam pela Turquia para tentar entrar na União Europeia, em sua maioria através do Mar Mediterrâneo até a Grécia, que se viu obrigada a reforçar as patrulhas marítimas.

As ilhas do Mar Egeu se tornaram em 2013 a principal rota dos guias que ajudam os clandestinos, depois que foram reforçados os controles na fronteira terrestre entre Grécia e Turquia.

AUTOR: FRANCE PRESSE

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

JANGADA VIRA DURANTE PASSEIO E MÃE E FILHA MORREM AFOGADAS, EM NATAL (RN)

Parrachos de Maracajaú são um dos pontos turísticos mais visitados do estado (Foto: Canindé Soares/G1)

Uma bancária paulista e a filha dela morreram afogadas na manhã deste domingo (12) durante um passeio aos parrachos de Macarajaú, no litoral Norte potiguar. 

Segundo a polícia, Josie Paiva de Oliveira Favari, de 31 anos, e Melissa de Oliveira Favari, de apenas 2 anos, caíram no bar quando uma onda virou a jangada em que elas estavam.

De acordo com a ocorrência registrada na Delegacia de Plantão da Zona Norte de Natal, mãe e filha foram resgatadas por outras embarcações. Josie morreu ao entrar na ambulância do Samu. Já a filha faleceu ao chegar no hospital de Extremoz. 

Além das investigações da Polícia Civil, a Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte também deve abrir inquérito para apurar as responsabilidades do acidente.

Os parrachos de Maracajaú, no município de Maxaranguape, são um dos pontos turísticos mais visitados do estado.

AUTOR: G1/RN

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

CORPO ENCONTRADO NO MARANHÃO PODE SER DE PESCADOR CAMOCINENSE

No último dia 27 de Setembro, dois tripulantes da embarcação denominada Fera I, um Bastardo de cerca de 11 metros de comprimento, desapareceram após caírem no mar, na costa do Maranhão. 

O restante da tripulação, composta de 4 pescadores, chegaram ao Porto de Tutóia após dois dias, depois de terem sido localizados pelo Bote Talia. A embarcação Fera I tem registro de Camocim, e estava pescando dentro da distância permitida, a 17 milhas (32 km) da costa de Barreirinhas, no Maranhão. 

Uma versão inicial dava conta que teria havido um acidente no barco, causando a queda de um dos pescadores. O outro teria pulado para tentar salvá-lo. Uma outra versão, bastante contraditória, diz que não houve acidente, e que os dois foram parar no mar devido a uma forte ventania. O Comando do 4º Distrito Naval, órgão da Marinha do Brasil responsável pela jurisdição em questão, foi acionado, dando início imediato à operação de busca e salvamento, porém, sem sucesso.


No sábado (04), o corpo de um homem foi encontrado por populares na Praia da Travosa (foto), localizada no município de Primeira Cruz (MA). As autoridades foram acionadas e fotos do corpo foram enviadas à Agência da Capitania dos Portos de Camocim para que familiares dos desaparecidos pudessem fazer um reconhecimento preliminar. Após a realização desse procedimento, surgiu a suspeita de que podia se tratar do pescador Emanoel Mauro do Nascimento, de 28 anos, que juntamente com Francisco Marcelo Castro, de 41 anos, estava desaparecido. 

O reconhecimento inicial teria sido possível graças a várias tatuagens que Mauro mantinha, entre elas, uma que trazia seu nome. O pai de Mauro embarcou na segunda-feira (06) rumo a São Luís, Capital do Maranhão, no sentido de reconhecer oficialmente o corpo no IML. 

Enquanto isso, agora sob responsabilidade da Agência da Capitania de Camocim, um Inquérito Administrativo Sobre Fatos da Navegação está tramitando no intuito de apurar todos os fatos relacionados ao caso. A Capitania dos Portos tem um prazo de 90 dias para concluir a investigação.

AUTOR: Camocim Online

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

PESCADORES DE CAMOCIM (CE), DESAPARECEM APÓS ACIDENTE EM ALTO-MAR

A embarcação do tipo Bastardo, denominada Fera I, com registro de Camocim, com 6 tripulantes a bordo, estava pescando a 17 milhas (32 km) da costa de Barreirinhas, no Maranhão, por volta das 02h da madrugada do último sábado (27), enfrentando um mar agitado, com forte ventania, quando sofreu uma avaria na retranca, conhecida também como verga, uma madeira que fica fixa ao mastro, e na qual se prende a vela. 

A quebra súbita desse equipamento teria jogado ao mar um dos tripulantes. Na tentativa de tentar ajudar o companheiro, outro pescador jogou-se ao mar, mas diante das fortes ondas, do vento, e da embarcação que ficou sem controle, os dois homens acabaram sumindo na escuridão do oceano. Para piorar, os dois estavam sem coletes salva-vidas. 

A embarcação, que não possui nenhum tipo de equipamento de comunicação, permaneceu o sábado inteiro à deriva. 

Na madrugada de domingo (28), o Bote Talia, de Camocim, ofereceu socorro, mas nenhum dos 4 tripulantes quis abandonar o barco, temendo perdê-lo de vez. Somente no domingo à tarde, quando chegou ao Porto de Tutóia (MA), foi que a tripulação do Bote Talia conseguiu relatar o fato ao Comando do 4º Distrito Naval, órgão da Marinha do Brasil responsável pela jurisdição em questão. 

Nesta terça-feira (30) o Fera I, que mede cerca de 11 metros, foi rebocado até Tutóia, que fica a 65 km do local do acidente. A Marinha continua com as buscas pelos desaparecidos. De acordo com informações obtidas pelo Camocim Online junto à Agência da Capitania dos Portos de Camocim, através do Capitão-Tenente Reginaldo Diniz, a atitude do Bote Talia ao registrar em GPS a localização exata do Fera I foi de suma importância para que a Marinha encontrasse a embarcação. 

Ainda segundo ele, os dois pescadores que continuam desaparecidos são os seguintes: Francisco Marcelo Castro, de 41 anos, e Emanoel Mauro do Nascimento, de 28 anos de idade, ambos de Camocim. A foto ao lado mostra um Bastardo semelhante ao que sofreu o acidente.

AUTOR: Camocim Online

sábado, 27 de setembro de 2014

SOBE PARA 8 O NÚMERO DE CORPOS RESGATADOS APÓS NAUFRÁGIO, EM MS

Em três dias de buscas, oito corpos foram resgatados do rio Paraguai (Foto: Tatiane Queiroz/ G1MS)

Subiu para oito o número de corpos resgatados após o naufrágio do barco-hotel no rio Paraguai, em Porto Murtinho, a 443 km de Campo Grande. Segundo o Corpo de Bombeiros, nesta sexta-feira (26) cinco corpos foram localizados no terceiro dia de buscas, entre eles o do primeiro tripulante paraguaio. Seis pessoas continuam desaparecidas.

O barco-hotel "Sonho do Pantanal" naufragou durante uma tempestade com ventos fortes que atingiu a cidade. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), é possível que um tornado tenha atingido a região, provocando estragos e contribuindo para o naufrágio da embarcação.

Segundo a Marinha e Corpo de Bombeiros, a princípio 27 pessoas estariam a bordo da embarcação, sendo 16 brasileiros e 11 paraguaios, mas o número foi atualizado nesta sexta-feira (26) para 26, sendo 16 turistas brasileiros e 10 tripulantes paraguaios. Cinco turistas que estavam na embarcação e sete tripulantes foram resgatados com vida, e não oito tripulantes, como informado anteriormente.

Força-tarefa
As buscas começaram na quarta-feira (24), após o acidente, quando o primeiro corpo foi localizado. Outros dois cadávere foram resgatados no dia seguinte. No terceiro dia de buscas, mais dois corpos foram localizados no início do dia, outro foi encontrado por volta das 12h (de MS) e mais dois foram resgatados por volta das 14h30.

Cerca de 50 pessoas da Marinha, Exército, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar Ambiental (PMA) concentram os trabalhos em pontos mais distantes do acidente. Próximo ao barco, 14 bombeiros mergulhadores brasileiros e seis paraguaios fazem buscas embaixo d'água e voltam à superfície com ajuda de cabos de aço.

A Marinha do Brasil está dando apoio com barcos e estrutura. Segundo o capitão-tenente da Agência Fluvial de Porto Murtinho, Alexandre Brandão da Silva, a embarcação paraguaia só deve ser retirada do rio após autorização da empresa proprietária do barco. Após isso, a remoção deve ser feita pela Armada Paraguaia.

Turismo de pesca
O grupo de turistas do norte do Paraná estava hospedado na chalana desde a última sexta-feira (19). Eles embarcaram na cidade de Carmelo Peralta, na fronteira do Paraguai com o Brasil. Esta foi a quarta vez que o grupo contratou os serviços da empresa para pescar no rio Paraguai. 

Familiares das vítimas acompanham os trabalhos de resgate às margens do rio.
Barco-hotel que naufragou no rio Paraguai em MS GNews (Foto: Reprodução/GloboNews)

Sobreviventes
Um dos turistas que sobreviveram, o agricultor Valdecir Fernandes Freitas, 47 anos, descreveu ao G1 como foi o acidente.

"O tornado veio de repente, passou e deixou a desordem dele. Passar por aqui agora, só de avião. Barco nunca mais. Agora rezamos para que os corpos dos nossos companheiros sejam encontrados", afirmou.

Acidente
O naufrágio do barco-hotel aconteceu na tarde de quarta-feira (24), quando os turistas retornavam do último dia de pesca. Há poucos minutos de atracar, a aproximadamente 100 metros do cais, a embarcação foi atingida por um tornado e virou. O acidente foi por volta das 17h30 (de MS), quando os ventos chegaram a 93 km/h na cidade.

Este é o segundo naufrágio em dois dias no rio Paraguai em Mato Grosso do Sul. Na terça-feira (23), uma embarcação da Armada Oficial Boliviana naufragou com 29 pessoas a bordo. Dois corpos foram encontrados.

Decreto de emergência
No início da noite de quinta-feira (25), o prefeito de Porto Murtinho, Heitor Miranda, assinou o pedido de decreto de emergência por conta dos prejuízos causados pelo temporal que atingiu a cidade na última quarta-feira (24). O pedido será mandado para governo estado e, se necessário, para o Ministério da Defesa.

AUTOR: G1/MS

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