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domingo, 22 de abril de 2018

EM CABUL, ATENTADO PERTO DE CENTRO DE REGISTRO ELEITORAL DEIXA 57 MORTOS

Homem inspeciona local onde explosão foi registrada, em Cabul (Foto: Omar Sobhani/Reuters)

Pelo menos 57 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas em uma explosão perto de um centro de registro eleitoral no oeste de Cabul, capital do Afeganistão, neste domingo (22), segundo informações da agência Reuters.

A polícia trata o caso como um ataque suicida. O Estado Islâmico reivindicou a autoria da ação, segundo a Amaq, agência ligada ao grupo terrorista.

A explosão aconteceu por volta das 10h (horário local, 2h30 em Brasília) na área de Qala-e-Nazir, quando um suicida detonou a carga entre as pessoas que aguardavam na fila para se registrar em um centro de votação.
Explosão deixa 31 mortos e mais de 50 feridos em Cabul, no Afeganistão

O centro de registro fica em um bairro com grande população da minoria religiosa xiita hazará, habitual alvo de atentados por parte do Estado Islâmico (EI).

O porta-voz talibã Zabihullah Mujahid escreveu no Twitter que o Emirado Islâmico, como se autodenominam os talibãs, não tem nada a ver com a explosão na capital afegã.

O processo de registro de eleitores para as eleições parlamentares começou na semana passada em Cabul como parte de um processo que continuará durante as próximas semanas.

Neste ano, a capital afegã foi alvo de vários atentados, o maior deles cometido no final de janeiro pelos talibãs com uma ambulância-bomba que explodiu em um bairro central de Cabul matando mais de 100 pessoas.

AUTOR: G1

quarta-feira, 7 de junho de 2017

NO IRÃ, HOMENS ARMADOS ATACAM PARLAMENTO E MAUSOLÉU

Fumaça é vista no prédio do Parlamento no Irã, alvo de ataque nesta quarta-feira (7) (Foto: Reuters)

Homens armados fizeram dois ataques simultâneos em Teerã, capital do Irã, na manhã desta quarta-feira (7), matando duas pessoas no Parlamento e ferindo várias outras no Mausoléu do Aiatolá Khomeini, informaram os meios de comunicação estatais. Um agressor também teria morrido. O Estado Islâmico reivindicou as ações.

Quatro homens armados invadiram o Parlamento do Irã, onde era realizada uma sessão, e abriram fogo contra os seguranças, deixando pelo menos três feridos e dois mortos. Agências internacionais informam que os mortos seriam dois guardas. Ao Hora 1, o embaixador do Brasil no Irã, Rodrigo de Azeredo Santos, disse que há reféns no Parlamento.

No mausoléu do Aiatolá Khomeini, em outra região da cidade, um atirador disparou contra várias pessoas, segundo informações da rede de televisão "Irin" e da agência de notícias "Fars". Há feridos, mas o número não foi informado. Também há suspeita de que um homem-bomba teria explodido no local.

AUTOR: G1

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

ESTADO ISLÂMICO INTENSIFICA USO DE CRIANÇAS EM ATENTADOS SUICIDAS

Como os jihadistas trabalham para transformar meninos em armas letais é uma história que gira principalmente em torno do medo, como contam adolescentes que conseguiram escapar (Foto: DW/J. Andert)

O medo dele é quase palpável. O menino de 15 anos, flagrado usando um cinto de explosivos do lado de fora de uma mesquita xiita na cidade iraquiana de Kirkuk, chora silenciosamente, enquanto dois policiais prendem seus braços, para evitar que ele detone a bomba.

Em agosto, o "Estado Islâmico" (EI) o havia enviado a Kirkuk, assim como a outro menino de sua idade, que conseguiu se explodir minutos antes em outra mesquita xiita. O grupo ultimamente tem intensificado o uso de crianças em atentados suicidas.

Dias após o menino em Kirkuk ter sido pego, quatro adolescentes realizaram um ataque na cidade xiita iraquiana de Karbala. Em março, outro rapaz fez o mesmo durante uma partida de futebol amador no sul do Iraque.

Recentemente, adolescentes também foram usados em filmagem de propaganda mostrando a execução de cinco curdos capturados na Síria. Vestidos com uniformes, um jovem curdo e quatro filhos de combatentes estrangeiros – um britânico, um egípcio, um tunisiano e um uzbeque – executaram os presos com suas pistolas.

Treinamento
Vídeos de treinamento do EI incluindo crianças já apareceram antes. Milhares de meninos – filhos de combatentes e de simpatizantes iraquianos e sírios locais, assim como meninos sequestrados da minoria yazidi – foram testados em campos de treinamento do EI nos últimos dois anos, para serem educados como "mascotes do Califado".

Como o grupo trabalha para transformar as crianças em armas letais é uma história que gira principalmente em torno do medo, como testemunham adolescentes que conseguiram escapar.

Ahmed e Amir Amin, de 16 e 15 anos, passaram três meses no circuito de formação do EI, depois que foram sequestrados da região yazidi de Sinjar. Mesmo que tenha se passado um ano desde que eles conseguiram fugir e embora eles agora vivam com parentes em um acampamento na região curda do Iraque, ainda sofrem com pesadelos.

Eles foram inicialmente instruídos a aprender o Corão de cor e a rezar. "Se você errava, eles batiam em você com cabos", diz Ahmed. Os cabos são usados para todo tipo de punição: quando foi denunciado por outros meninos por esconder o celular com que ligava para sua família, ele recebeu 250 chibatadas. "Minhas costas e peito ficaram feridos e inchados", conta.

Adel Jalal, de 13 anos, que esteve com seu irmão Asse, de 11, durante nove meses em um grupo de rapazes mais jovens, diz que os combatentes do EI ameaçaram matá-los. Ele se lembra de como alguns rapazes que tinham cometido erros foram retirados do lugar. "Então, ouvimos tiros. Estávamos com muito com medo. Nós não os vimos depois disso", conta.

Violência

Ao mesmo tempo, as crianças eram ensinadas que a violência é algo muito normal. Todas as manhãs, tinham que assistir a vídeos de decapitações a faca e assassinatos. "As primeiras vezes que eu os vi, fiquei com muito medo", diz Amir. "Eu me perguntava como eu poderia matar alguém daquela maneira. Eles nos disseram que tínhamos que matar yazidis e infiéis daquela forma", recorda Ahmed.

Os meninos contam que foram se acostumando com os vídeos, embora Ahmed diga que muitas vezes não conseguia dormir, pois ficava vendo as imagens quando fechava os olhos:

"Para eles, é normal matar pessoas. Eles diziam ´vocês têm que aprender isso, porque nós vamos levá-los para outro país árabe e vocês vão ter que cortar cabeças. Como muçulmano, vocês têm que matar os infiéis´."

De acordo com Ayad Ajaj, que lidera a ONG Mitram, de ajuda aos yazidis na cidade curda de Duhok, esses vídeos são apenas a primeira fase no processo para fazer as crianças cometerem violência.

Ele conversou com 16 meninos yazidis que escaparam dos campos de treinamento, e eles contaram a ele que, após os vídeos, eles recebiam uma boneca para praticar decapitações. Uma imagem de uma boneca similar vestindo um macacão laranja foi postada na internet por um pai preocupado, há mais de um ano.

No entanto, os quatro rapazes não confirmam esta prática, nem a próxima fase, que Ajaj ilustra com outra imagem. Ela mostra um grupo de meninos; um está segurando, pelo cabelo, uma cabeça cortada. "Pelo menos cinco meninos me contaram que tiveram que assistir alguém sendo decapitado diante de seus olhos", diz Ajaj.

Homens-bomba

Todos foram instruídos sobre como vestir cintos de explosivos costurados em tecido branco e usados ao redor da cintura. "Eles nos disseram como usá-los e como nós os fazermos explodir", diz Adel. "Eles nos colocaram e nos levaram em um carro a algum lugar, onde nós caminhamos nas ruas."

Era claro desde o início que eles não podiam recusar, segundo os meninos. "Pode ser que eles nos matassem e pegassem outro menino", diz Adel.

Para recrutas mais velhos, as 72 virgens no paraíso são um incentivo importante. Para os meninos mais jovens, outras promessas tinham que ser inventadas – como um palácio de ouro no céu. "Eles diziam que a terra não é nada e que ele seria feliz no paraíso", relata Ajaj.

Os meninos conta que tinham que tomar drogas para acelerar o processo. O chefe de polícia de Kirkuk, Sarhad Qadir, diz que o menino que foi apanhado com o cinto de explosivos parecia "drogado e reagiu de forma estranha".

Alguns meninos yazidis que escaparam disseram à revista alemã Der Spiegel que eles recebiam pílulas para tornar mais fácil suportar a violência.

Doutrinação

A repetição é uma parte importante do processo de doutrinação. Vez por outra, eles eram informados de que os infiéis devem ser mortos. Para Adel e Asse, os efeitos dos nove meses vivendo sob o medo ainda estão presentes.

Asse, que tinha 9 anos quando foi sequestrado, suprimiu grande parte do que viveu, mas Adel admite que ficou bastante intoxicado: "Eles diziam que eu era muçulmano e que permaneceria assim para sempre. Eles esvaziaram minha memória, para que eu só soubesse do EI e não me lembrasse dos yazidis. E eu não me lembro mais."

Ahmed mantém um hábito que odeia: "Quando estou sozinho, eu recito o Corão. Eu tento esquecer, mas não funciona. Eu realmente quero esquecer."

O aumento do aparecimento de crianças que agem como homens-bomba parece coincidir com a crescente perda de território e combatentes sofrida pelo EI. Fontes militares americanas afirmam que o grupo perdeu 45 mil combatentes em dois anos e ainda tem apenas cerca de 15 mil. A operação para a libertação de bastiões do EI, como Mossul e Raqqa, estão em andamento, e mais de 50% do território dos extremistas no Iraque foram libertados.

Para mascarar a derrota, o EI aumentou seus ataques a bomba usando caminhões. Fotos dos motoristas, postadas posteriormente, mostram que muitos deles eram adolescentes. Fontes afirma que até 60% dos combatentes EI têm menos de 18 anos. O chefe de polícia de Kirkuk, Sarhad Qadir, acredita que o EI está jogando sua última cartada: "Eles sabem que serão derrotados."

AUTOR: Deutsch Welle

terça-feira, 9 de agosto de 2016

ATENTADO SUICIDA DEIXA AO MENOS 70 MORTOS EM HOSPITAL, NO PAQUISTÃO

Jornalistas fizeram um momento de homenagem aos colegas mortos durante atentado no Paquistão/ ARIF ALI/AFP

Ao menos 70 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas ontem quando um terrorista suicida detonou explosivos em meio a uma multidão reunida em sinal de luto diante de um hospital no sudoeste do Paquistão, em ação reivindicada pelo grupo Estado Islâmico. A explosão provocou um banho de sangue em frente ao setor de emergência do hospital civil de Quetta, onde 200 pessoas estavam reunidas para compartilhar seu pesar pelo assassinato, poucas horas antes, de um famoso advogado da região, indicou um jornalista da AFP no local.

“O balanço alcançou os 70 mortos e 112 feridos”, indicou à imprensa o doutor Masood Nausherwani, chefe dos serviços de Saúde da província do Baluchistão, cuja capital é Quetta. O grupo Estado Islâmico (EI) afirmou que o atentado foi cometido por um de seus membros - anunciou a agência de notícias Amaq, um órgão de propaganda da organização extremista. “Um suicida do Estado Islâmico detonou seu cinturão de explosivos durante uma reunião de funcionários do Ministério da Justiça e da Polícia paquistanesa na cidade de Quetta”.

Mais cedo, uma facção dos talibãs paquistaneses, a Jamaat-ul-Ahrar, havia assumido a responsabilidade pelo ataque, que também deixou mais de 100 feridos.

Trata-se do segundo atentado mais letal cometido no Paquistão neste ano, depois do ataque suicida que no fim de março matou 75 pessoas, entre elas muitas crianças, em um parque de Lahore (leste), onde a minoria cristã celebrava a Páscoa.

Um porta-voz do Jamaatul Ahara, braço local do grupo talibã paquistanês Tehreek-e-Taliban, informou por email que sua facção “reivindica a responsabilidade” pelo atentado contra o hospital na cidade de Quetta, e prometeu mais ações como essa “até a imposição de um sistema Islâmico no Paquistão”.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou o que chamou de “atentado terrorista, particularmente abominável porque foi dirigido contra um grupo de pessoas em luto.

Segundo a Polícia, o ataque foi lançado por um suicida armado de “oito quilos de explosivos, cheios de estilhaços e bilhas”.

O exército foi mobilizado nos hospitais da cidade e em seus arredores, segundo as autoridades.

Os corpos jaziam em meio a um mar de sangue e de cacos de vidro, e os sobreviventes, em estado de choque, tentavam se reconfortar mutuamente, informou um repórter da AFP. Muitas das vítimas vestiam terno e gravata. O jornalista da AFP estava a 20 metros do local da explosão quando ela ocorreu.

“Havia uma grande fumaça preta e poeira”, explicou. “Voltei correndo ao lugar e vi corpos espalhados e muitos feridos chorando. Havia muitas poças de sangue, pedaços de carne e membros”, acrescentou.

AUTOR: Francepress

quinta-feira, 14 de julho de 2016

ESTADO ISLÂMICO PLANEJA ATENTADO CONTRA FRANCESES NA RIO-2016

Um relatório divulgado, nesta quarta-feira, por oficiais de inteligência do governo francês traz muita tensão. No documento, é informado que o grupo extremista Estado Islâmico planeja um atentado contra a delegação da França, durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a serem realizados a partir do dia 5 de agosto.

O plano terrorista é liderado por um brasileiro, membro do EI. A preocupante hipótese foi levantada pelo chefe da Direção de Inteligência Militar (DRM), o general Christophe Gomart, durante audiência de inquérito parlamentar, realizada no último dia 26 de maio.

Em abril deste ano, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) considerou que o risco de ataque do Estado Islâmico durante a Rio-2016 elevou, uma vez que tem aumentado o número de pessoas que se aliam ao EI. Vale recordar que Raul Jungmann, ministro da Defesa do governo interino de Michel Temer, já admitiu que o Estado Islâmico é uma preocupação.

Um dos episódios mais brutais da história recente da França teve como protagonista o grupo radical - que, em novembro de 2015, cometeu uma série de atentados em Paris, provocando a morte de 130 pessoas.

AUTOR: O POVO

segunda-feira, 13 de junho de 2016

FBI CONFIRMA NOME DE SUSPEITO DE ATAQUE A BOATE: OMAR SADDIQUI MATEEN

Omar Mateen é suspeito de atirar dentro de boate gay em Orlando (Foto: Reprodução/MySpace)

O FBI confirmou na tarde deste domingo (12) que Omar Saddiqui Mateen, de 29 anos, é o suspeito de matar 50 pessoas na boate gay Pulse em Orlando, nos Estados Unidos. Ele morreu em troca de tiros com policiais, segundo a agência federal.

Fotos

De acordo com as autoridades, ele comprou legalmente duas armas de fogo na última semana, uma pistola e um rifle de assalto.

"Foi reportado que Mateen fez ligações ao 911 (número de emergência) esta manhã nas quais ele afirmou sua lealdade ao líder do Estado Islâmico", disse o agente do FBI Ronald Hopper em coletiva de imprensa nesta tarde.

O suspeito já havia sido investigado porque havia citado possíveis ligações com terroristas a colegas de trabalho. Ele foi interrogado pelo FBI em pelo menos três ocasiões.

Em 2013 ele fez "comentários incendiários a seus companheiros de trabalho que deram a entender seus possíveis laços com terroristas", disse Hopper, o que levou as autoridades a fazerem um registro de seus antecedentes, revisar imagens de câmeras de segurança e interrogá-lo em duas ocasiões.

As investigações foram fechadas por falta de provas e a impossibilidade de confirmar a veracidade desses comentários.

Em 2014, Mateen voltou a ser investigado, desta vez por sua suposta relação com Moner Mohammad Abusalha, um terrorista com nacionalidade americana que morreu em um ataque suicida na Síria. O FBI realizou uma investigação e novamente interrogou Mateen, mas depois concluiu que "o contato foi mínimo e não representou uma ameaça naquele momento", de acordo com Hopper.

Apesar das investigações passadas, Omar Saddiqui Mateen não estava sendo investigado atualmente e não estava sob observação do FBI. Não há, por enquanto, evidências de que ele tenha sido treinado ou orientado pelo Estado Islâmico, segundo a rede "CNN".

Mais cedo, uma agência de notícias ligada ao Estado Islâmico afirmou que o ataque foi realizado por um "combatente" do grupo, sem fazer referência à identidade de Mateen. O senador da Flórida Bill Nelson disse que não está confirmado que o grupo tenha assumido a responsabilidade pelo tiroteio.

Mateen é americano, filho de pais estrangeiros e morava na cidade de Port St. Lucie, também na Flórida. Segundo a mídia local, Mateen é de família afegã.

Segundo o jornal "Washington Post", o pai do suspeito chama-se Seddique Mateen. De origem afegã, ele apresentava um programa sobre política e apoiava o regime talibã. Ainda segundo o jornal, Seddique chegou a se declarar candidato a presidente do Afeganistão.

Em entrevista ao canal de TV "NBC", o pai do suspeito descartou motivações religiosas para o ataque e apontou para homofobia. "Isto não tem nada a ver com a religião", disse, acrescentando que seu filho ficou transtornado, há mais ou menos dois meses, quando viu dois homens se beijando durante uma viagem a Miami. "Peço desculpas pelo incidente. Não éramos conscientes de que estivesse premeditando algum tipo de ação. Estamos em estado de choque da mesma forma que todo o país", disse.

Instável
A ex-mulher de Mateen disse ao "Washington Post" que ele era violento, mentalmente instável e batia nela constantemente enquanto eles eram casados. "Ele era uma pessoa normal no começo, mas algumas meses depois do casamento, ele começou a me assustar, ter um comportamento bipolar. Comecei a ter medo pela minha integridade física. Alguns meses depois ele começou a abusar de mim fisicamente, me impedir de falar com a minha família", disse Sitora Yusufiy. 

Os dois não se falavam há mais de 7 anos, e ficaram juntos por 4 meses.
AUTOR: G1

sexta-feira, 13 de maio de 2016

ATAQUE TERRORISTA DO 'EI' CONTRA TORCIDA DO REAL MADRID DEIXA 16 MORTOS, NO IRAQUE

Homens armados atiraram com fuzis contra torcedores reunidos em sede (Foto: Marca/Reprodução)

Uma torcida oficial do Real Madrid no Iraque - uma "peña", como é chamada na Espanha - sofreu um ataque terrorista nesta sexta-feira (13) em Balad, a 80 km da capital Bagdá. Segundo o jornal espanhol "AS", a ação deixou 16 mortos e 20 feridos.

No momento do ataque, cerca de 50 torcedores estavam reunidos na sede da agremiação, onde os membros se encontram para assistir a jogos do Real. Segundo o presidente da torcida, Ziad Subhan, os autores foram membros da organização Estado Islâmico.

"Um grupo de terroristas islâmicos do EI entraram na sede empunhando vários fuzis AK-47 e dispararam aleatoriamente contra todos que estavam ali. Eles não gostam de futebol, consideram que é algo antimuçulmano. Por isso, cometem atrocidades assim. Estamos todos destruídos pelo acontecido", disse Subhan ao "AS".

O Real Madrid tem mais de 2 mil "peñas" - a maior parte delas na Espanha e várias outras espalhadas pelo mundo, inclusive no Brasil. O clube divulgou uma nota oficial lamentando o episódio e afirmou que os jogadores vestirão uma tarja preta no jogo deste sábado, contra o La Coruña, demonstrando luto.

"O clube mostra sua tristeza total e oferece seu afeto e suas condolências aos familiares e amigos das vítimas. O Real Madrid estende sua solidariedade a todo o povo do Iraque, que sofre a injustiça desmedida de uma violência extrema", diz o comunicado.

AUTOR: UOL

quarta-feira, 11 de maio de 2016

ATAQUE DO ESTADO ISLÂMICO DEIXA PELO MENOS 86 MORTOS E 140 FERIDOS, EM MERCADO DE BAGDÁ

Carro explodiu perto de mercado em bairro xiita de Bagdá, no Iraque, nesta quarta-feira (11) (Foto: Wissm al-Okili / Reuters)

Bagdá foi palco de vários atentados com carros-bomba que deixaram pelo menos 86 mortos e 140 feridos nesta quarta-feira (11), segundo balanços feitos pela imprensa internacional.

O mais grave deles atingiu um mercado, perto do grande bairro xiita de Sadr City, e foi reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI). A explosão, ocorrida às 10h, matou 64 pessoas e feriu 87, segundo as redes BBC e CNN. A BBC afirma que entre as vítimas estão mulheres e crianças.

Outros dois carros explodiram pouco mais tarde e também provocaram estragos. Esses dois ataques, no entanto, não foram reinvindicados. Um explodiu na entrada de Kadhimiya, que também é um distrito xiita, matando 15 e ferindo 33 outros, segundo a Reuters.

O terceiro carro-bomba explodiu no oeste da capital iraquiana em um bairro predominantemente sunita, matando sete e ferindo outros 20. O número de vítimas ainda deve aumentar.

O Estado Islâmico, que desde 2014 controla áreas importantes do Iraque, vem promovendo uma série de ataques em vários pontos de Bagdá.

Os terroristas visam principalmente bairros habitados por xiitas, que são considerados hereges pelos extremistas.

O crescimento do grupo, que luta contra o governo para controlar o norte e o oeste do Iraque, aumentou os conflitos étnicos no país, principalmente entre sunitas e xiitas, surgidos principalmente após a invasão norte-americana em 2003, segundo a Reuters.

Em 30 de abril, uma explosão atingiu um mercado popular, que fica região de Nahrawan, por onde passam peregrinos xiitas para irem ao túmulo de Musa al Kazim. Dias antes, em 25 de abril, outra explosão, dessa vez no mercado de Al Jadidah, no sudeste da cidade, deixou seis pessoas mortas e 30 feridas.

Fumaça vista após explosões em Bagdá (Foto: Ahmed al-Husseini / Reuters)

AUTOR: G1

domingo, 8 de maio de 2016

8 POLICIAIS À PAISANA SÃO MORTOS EM ATAQUE TERRORISTA A VEÍCULO, NO EGITO

Policiais e civis em torno de veículo no qual estavam oito policiais à paisana, que foram mortos em ataque (Foto: Mohsen Nabil/AP)

Oito policiais à paisana foram mortos dentro de um carro nos arredores do Cairo, com tiros de metralhadora, informou neste domingo (8) o Ministério do Interior egípcio.

Os policiais se deslocavam por Helwan, um subúrbio ao sul da capital do Egito, quando quatro indivíduos em uma caminhonete os interceptaram e abriram fogo.

O grupo jihadista Estado Islâmico reivindicou o atentado, segundo a agência de notícias France Presse. Testemunhas afirmaram que os agressores usavam máscaras e fugiram.

AUTOR: EFE

segunda-feira, 4 de abril de 2016

ESTADO ISLÂMICO EXECUTA 15 DE SEUS PRÓPRIOS MEMBROS APÓS MORTE DE LÍDER

Combatentes do Estado Islâmico (Foto: Reprodução)

O grupo extremista "Estado Islâmico" (EI) executou 15 de seus próprios "agentes de segurança" depois que um importante líder da organização foi morto na quarta-feira, 30, durante um bombardeio na Síria, afirmou neste domingo, 3, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

Em comunicado, a ONG indica que esses 15 membros faziam parte de um grupo de 35 "agentes" do EI que foram detidos pelo grupo após o bombardeio, supostamente lançado pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos e que matou o comandante militar Abu al-Hiya al-Tunisi.

O diretor do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, Rami Abdulrahman, disse à agência de notícias Efe que a execução dos 15 homens ocorreu no sábado, após o EI os ter acusado de espionagem a favor do inimigo. As execuções ocorreram no quartel de Al Talaya, ao sul de Raqqa.

Segundo o Observatório, as execuções foram ordenadas pela cúpula do "Estado Islâmico" em Mossul, no Iraque.

Na noite de 30 de março, um drone bombardeou o veículo em que estava Tunisi, nos arredores da cidade de Raqqa, principal bastião do EI em território sírio. Tunisi havia sido enviado do Iraque para a Síria pelo líder do EI, Abu Bakr al-Baghdadi, para supervisionar as operações militares da organização na província de Alepo, no noroeste do país.

Tunisi foi morto durante o ataque, juntamente com outro homem, que não se sabe se era o condutor do veículo ou um outro líder jihadista. Nas últimas semanas, vários líderes da EI morreram em bombardeios.

AUTOR (ES): AS/efe/lusa/rtr

segunda-feira, 28 de março de 2016

PAQUISTÃO INICIA CAÇADA A AUTORES DE ATAQUE SUICIDA QUE MATOU DEZENAS DE CRISTÃOS

Familiares choram a morte de vítima de ataque perto de parquet em Lahore, no Paquistão, que aconteceu no domingo (27) (Foto: Mohsin Raza/ Reuters)

Autoridades paquistanesas estão em busca nesta segunda-feira (28) de membros de uma facção do Talibã, leal ao Estado Islâmico, que reivindicou a responsabilidade por um ataque suicida contra cristãos que deixou 72 mortos, de acordo com a France Presse. A CNN indica que 341 ficaram feridas.

Ao menos 29 crianças que aproveitavam o domingo (28) de Páscoa foram mortas quando um homem-bomba se explodiu em um parque movimentado na cidade de Lahore, base de poder do premiê Nawaz Sharif.

"O homem-bomba detonou os explosivos perto da área onde as crianças brincavam nos balanços", afirmou Muhamad Usman, funcionário do governo da cidade.

"Executamos o ataque de Lahore e os cristãos eram o nosso alvo", afirmou Ehsanullah Ehsan, porta-voz da facção Jamaat-ul-Ahrar, antes de prometer mais ataques contra escolas e universidades, de acordo com a France Presse.

A polícia isolou a área e nesta segunda ainda era possível observar pedaços de roupas ensanguentados nos balanços.
Vítima da explosão sendo socorrida depois que uma bomba explodiu em um parque público no Paquistão (Foto: Arif Ali/ AFP)

No domingo, os médicos descreveram cenas de horror no hospital Jinnah, ao mesmo tempo que o Twitter foi dominado por pedidos de doação de sangue. A situação continuava caótica na manhã desta segunda, com parentes de vítimas e jornalistas entrando e saindo do centro médico.

A jovem paquistanesa Malala Yousafzaï, vencedora do Nobel da Paz, afirmou estar "abatida com a matança sem sentido", informou a France Presse.
FOTO: Mohsin Raza/ Reuters

Repercussão
O papa Francisco repudiou nesta segunda o ataque suicida de militantes islâmicos, classificando-o como "hediondo" e exigindo que as autoridades do país protejam minorias religiosas.

O Paquistão é um país de maioria muçulmana, mas tem uma população cristão de mais de 2 milhões de pessoas.

A brutalidade do ataque da facção Jamaat-ur-Ahrar, no quinto atentado a bomba do grupo desde dezembro, reflete as tentativas do movimento de aumentar sua importância entre os divididos militantes islâmicos do Paquistão.

Esse foi ataque o mais mortal no Paquistão desde o massacre de 134 crianças em dezembro de 2014 em uma academia militar na cidade de Peshawar, que gerou uma grande repressão do governo à militância islâmica.

O porta-voz do Exército general Asim Bajwa disse que agências de inteligência, o Exército e forças paramilitares iniciaram diversas operações na área de Punjab após o ataque atrás dos responsáveis pelo atentado.
AUTOR: G1

sábado, 26 de março de 2016

NÚMERO DE MORTOS PASSAM DE DE 30, EM ATENTADO DO ESTADO ISLÂMICO, NO IRAQUE

Entre as vítimas fatais está o prefeito da cidade de Alexandria. (Foto: Reuters)

O número de mortos no atentado contra um estádio de futebol ao sul de Bagdá, reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI), passa de 30, segundo os últimos dados divulgados neste sábado (26) por fontes médicas às agências Efe e France Presse.

Entre as vítimas fatais está o prefeito da cidade de Alexandria, onde fica o estádio alvo do atentado, Ahmed al Jafayi. Já entre os 95 feridos há comandantes da milícia xiita Multidão Popular e oficiais dos serviços de segurança do Iraque.

O terrorista se infiltrou entre os torcedores e detonou o colete de explosivos que carregava no interior das arquibancadas durante uma partida entre equipes locais.
Família das vítimas chegam ao local do atentado. (Foto: AFP)

A agência "Amaq", vinculada ao EI, anunciou que o grupo tinha realizado "uma operação de martírio com um colete de explosivos contra uma concentração de milicianos em Alexandria".

Com o termo "milicianos" a "Amaq" se refere a combatentes xiitas que lutam contra o EI, como os citados membros da Multidão Popular.

Segundo o comunicado da agência do grupo terrorista, a explosão deixou pelo menos 65 mortos e dezenas de feridos.

Alexandria é uma cidade da província de Babel, onde no último dia 6 de março ocorreu outro ataque suicida, cuja autoria também foi assumida pelo EI.

Pelo menos 50 pessoas morreram e 70 ficaram feridas nesse atentado contra um posto de controle policial na cidade de Hilla, o mais sangrento dos últimos anos na província de Babel.

O novo atentado acontece depois que o exército iraquiano ter iniciado a Operação Fatah para libertar a província de Ninawa, cuja capital Mossul é o principal bastião do EI no Iraque.

AUTOR: G1

quinta-feira, 10 de março de 2016

JIHADISTA DECEPCIONADO ENTREGA LISTA COM 22 MIL NOMES DE MEMBROS DO ESTADO ISLÂMICO

Imagem das listas que trazem informações sobre 22 mil integrantes do Estado Islâmico (Foto: Sky News/Reuters )

Um jihadista decepcionado entregou à rede de televisão britânica Sky News uma lista com os nomes de 22 mil membros da organização Estado Islâmico (EI) com seus endereços, telefones e contatos familiares, informou o canal de notícias.

Esta informação, que segundo os especialistas pode ter efeitos devastadores para o grupo que controla amplas faixas da Síria e do Iraque e que reivindica atentados letais na África e nos países ocidentais, estão contidas em um dispositivo USB que teria sido roubado do chefe da polícia interna da organização jihadista.

A documentação é composta por formulários de adesão ao EI, com dados de milicianos de 51 países.

"A Sky News informou as autoridades sobre o material obtido", escreveu o canal em seu site na noite de quarta-feira.

Nenhuma instância governamental britânica havia feito até a manhã desta quinta-feira comentários a respeito. Autoridades alemãs, no entanto, disseram que o material pode ser autêntico.

Grupo sanguíneo e avaliação do nível de islamismoUm ex-chefe da luta antiterrorista nos serviços de inteligência britânicos, Richard Barrett, afirmou no Twitter que as listas constituem "uma fonte de valor inestimável".

O material conteria informações sobre numerosos jihadistas ainda não identificados na Europa do Norte, Estados Unidos, Canadá, África do Norte e Oriente Médio.

A Sky News reproduziu estes formulários de 23 perguntas, que permitem identificar os recrutas por grupo sanguíneo ou pelo nome de solteira de suas mães e que levam anotações sobre o "nível de compreensão da sharia" (a lei islâmica) dos membros do EI.

"Isso pode representar um avanço colossal" na luta contra o EI, afirmou Chris Phillips, diretor-geral do International Protect and Prepare Security Office, uma assessoria em matéria de luta antiterrorista.

A entrega do material "demonstra a que ponto o EI é vulnerável aos seus membros que se voltam contra ele", disse o especialista à AFP.

Nas listas também aparecem muitos jihadistas que já estavam fichados pelos serviços britânicos, como Abdel-Majed Abdel Bary, um ex-rapper do oeste de Londres que após seu alistamento no EI publicou no Twitter uma foto sua com a cabeça de uma pessoa decapitada na mão.

Também figura Junaid Hussain, um hacker do EI, procedente de Birmingham, eliminado em um ataque de drone em agosto passado.

Milhares de cidadãos europeus se uniram ao EI, que em 2014 proclamou a instauração de um califado entre Síria e Iraque, e as autoridades de seus países temem que retornem para cometer atentados.

Os documentos foram roubados por um indivíduo identificado sob o pseudônimo de Abu Hamed, um ex-combatente do Exército Sírio Livre (ESL) que aderiu ao EI.

Abu Hamed entregou o dispositivo USB a um jornalista na Turquia, explicando que havia abandonado o EI por considerar que "os valores islâmicos colapsaram" no seio do grupo.

"Esta organização é uma fraude, não tem nada a ver com o Islã", disse o miliciano decepcionado, que afirma que o EI abandonou seu quartel-general na cidade síria de Raqa e se dirigiu ao deserto, deixando as coisas nas mãos de ex-militares do partido iraquiano Baath, do ditador executado Saddam Hussein.

AUTOR: FRANCE PRESSE

domingo, 6 de março de 2016

CAMINHÃO-BOMBA EXPLODE EM ATENTADO MATA 60 E FERE 70, NO IRAQUE;ESTADO ISLÂMICO REIVINDICA ATAQUE

Moradores se reúnem no local do atentado na cidade de Hilla, no Iraque, neste domingo (6) (Foto: Reuters/Alaa Al-Marjani)

Um caminhão-bomba explodiu em um um posto de controle da polícia iraquiana neste domingo (6), em Al-Hillah, na região central do Iraque.

De acordo com a agência de notícias Reuters, ao menos 60 pessoas morreram e outras 70 ficaram feridas no atentado.

A responsabilidade foi reivindicada em uma postagem no site da agência de notícias Amaq, que apoia o Estado Islâmico.

As vítimas foram levadas para hospitais próximos, com queimaduras. Um membro do comitê de segurança do local afirmou à Reuters que foi a maior explosão da cidade de Hilla já registrada.
Homem reage ao ver local de atentado na cidade de Hilla no Iraque, neste domingo (6) (Foto: Reuters/Alaa Al-Marjani)
Sangue é visto no local do atentado na cidade de Hilla, ao sul de Bagdá, no Iraque, neste domingo (6) (Foto: Reuters/Alaa Al-Marjani)

Outro ataque
Na semana passada, outro ataque suicida, também reivindicado pelo Estado Islâmico, ocorreu no Iraque. No dia 29 de fevereiro, um homem-bomba se explodiu no funeral do parente de um comandante de milícia xiita na província oriental iraquiana de Diyala. Pelo menos 40 pessoas morreram e 58 ficaram feridas.

O ataque em Muqdadiya, 80 quilômetros a nordeste de Bagdá, matou seis comandantes locais do grupo Hashid Shaabi de milícias xiitas que participavam da cerimônia funeral, disseram agentes de segurança e policiais em Diyala.

A morte dos comandantes, dos quais quatro eram da milícia Asaib Ahl al-Haq e dois da Organização Badr, agitou as tensões sectárias na província mista.

AUTOR: REUTERS

ESTADO ISLÂMICO AMEAÇA FUNDADORES DO FACEBOOK E DO TWITTER EM VÍDEO

Imagem de Mark Zuckerberg e Jack Dorsey crivada por balas em vídeo do Estado Islâmico (Foto: Reprodução)

Os fundadores do Facebook, Mark Zuckerberg, e do Twitter, Jack Dorsey, foram alvos de ameaça em vídeo divulgado pelo grupo terrorista Estado Islâmico. Segundo o tabloide inglês "Daily Mirror", os extremistas afirmam que estão lutando contra os esforços dos gigantes da mídia em limpar as suas plataformas de contas que promovam o terrorismo.

O vídeo "Chamas dos adeptos" – de cerca de 25 minutos– mostra imagens dos dois executivos perfuradas com balas.

"Se vocês fecharem uma conta, nós tomaremos dez em troca. Em breve os seus nomes serão apagados, após deletarmos os seus sites", diz trecho do vídeo.

Em fevereiro, o Twitter anunciou que fechou mais de 125 mil contas relacionadas ao terrorismo desde meados de 2015, a maioria deles ligados ao grupo Estado Islâmico.

A empresa informou que só fecha contas quando há relatos de irregularidades vindos de outros usuários, mas que aumentou o tamanho de suas equipes de monitorização e de resposta aos relatos e que diminuiu "significativamente" o tempo de resposta.

O Estado Islâmico, que controla grandes áreas na Síria e no Iraque, usou frequentemente o Twitter, que tem 300 milhões de usuários, para recrutar combatentes e propagar mensagens violentas.

AUTOR: Folha de S. Paulo

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

ATENTADO SUICIDA DO ESTADO ISLÂMICO EM CAMPO MILITAR DEIXA 14 SOLDADOS MORTOS E DEZENAS FERIDOS, NO IÊMEN

Recrutas deixam campo militar de Ras Abbas, no Iêmen, onde atentado suicida deixou 14 mortos nesta quarta-feira (17) (Foto: Saleh Al-Obeidi / AFP)

Ao menos 14 soldados morreram e dezenas ficaram feridos nesta quarta-feira (17) em um atentado suicida reivindicado pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) em um campo militar de Áden, a grande cidade do sul do Iêmen.

A cidade portuária é base das tropas do governo de Abd Rabo Mansur Hadi que, apoiado por uma coalizão liderada pela Arábia Saudita, luta contra os rebeldes xiitas.

"Um homem ativou um cinturão de explosivos em meio aos soldados reunidos" em um campo militar de Áden vigiado pela coalizão que opera do Iêmen sob comando saudita, disse à AFP um militar.

Os soldados esperavam uma sessão de treinamento organizada pela delegação sudanesa, que participa da coalizão que apoia o governo, quando um homem vestido de soldado lançou o ataque.

O balanço provisório de feridos foi feito pelos dois hospitais que socorreram os feridos, segundo a France Presse.

O conflito com os rebeldes huthis, que conseguiram deslocar o governo em 2015, deixou mais de 6.100 mortos, quase a metade civis, e mais de 29.000 feridos, segundo a ONU.

O caos permitiu a presença de grupos jihadistas como Al-Qaeda e EI.

AUTOR: FRANCE PRESSE

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

MENINO DE 4 ANOS EXPLODE CARRO E MATA PRISIONEIROS EM VÍDEO DO ESTADO ISLÂMICO

Menino identificado como Isa Dare segura detonador após explosão (Foto: Reprodução/Youtube)

O Estado Islâmico divulgou um novo vídeo nesta quinta-feira (11) no qual um garoto de 4 anos, conhecido como Isa Dare, aparece explodindo um carro com três prisioneiros dentro.

Nas imagens, o menino aparece segurando um detonador e grita "Allahu Akbar" (Deus é grande). Os prisioneiros confessam seu crimes e, em seguida, o veículo explode. A sequência acontece ao longo de oito minutos, e acredita-se que as imagens tenham sido gravadas na cidade síria de Raqqa.

Em outro trecho, um homem de sotaque britânico diz: "Prepare seu exército e reúna suas nações pois estamos também preparando nosso exército".

De acordo com o jornal britânico Express, este é o segundo vídeo que mostra o menino. Ele é filho de Grace ´Khadija´ Dare, uma muçulmana que vivia em Londres (Inglaterra) e mudou-se com o filho para a Síria após jurar lealdade ao Estado Islâmico.

AUTOR: Rede TV!

domingo, 31 de janeiro de 2016

EXPLOSÕES PERTO DE SANTUÁRIO XIITA DEIXA 60 MORTOS E 110 FERIDOS, NA SÍRIA

Força pró-governo da Síria inspecionam o local onde houve uma série de explosões perto de Sayyida Zeinab (Foto: Louai Beshara/ AFP)

Pelo menos 60 pessoas morreram e 110 ficaram feridas em explosões perto do santuário xiita de Sayeda Zeinab, ao sul de Damasco, na Síria, na manhã deste domingo (31), de acordo com o Ministério do Interior sírio, citado pela agência Reuters. Um carro-bomba e dois homens-bomba suicidas provocaram o atentado.

Os fundamentalistas sunitas do Estado Islâmico assumiram a responsabilidade pelos ataques, de acordo com a Amaq, uma agência de notícias que apoia o grupo. Ela disse que duas operações de "atingiram reduto mais importante de milícias xiitas em Damasco", ainda segundo a Reuters.

O premiê sírio, Wael al-Halaki, disse que os ataques foram planejados por "grupos terroristas" que tentavam "levantar a moral, após uma série de derrotas" pelo exército, afirmou a Reuters.

Imagens da televisão estatal mostraram edifícios queimando e destroços de carros, mas nenhum detalhe adicional foi dado.

A mesquita de Sayeda Zeinab abriga o mausoléu de uma das netas do profeta Maomé. Muitos peregrinos xiitas do Irã, Iraque, do Golfo e do Líbano visitam o local diariamente, segundo a France Presse.

Em fevereiro de 2015, a mesquita já havia sido alvo de um ataque suicida que matou quatro pessoas e feriu 13 em um posto de controle perto do santuário.

No mesmo mês, uma explosão teve como alvo um ônibus de peregrinos xiitas libaneses que visitavam o local, matando pelo menos nove pessoas em um ataque reivindicado pela Frente Al-Nosra, o ramo sírio da Al-Qaeda.

Negociações
As explosões ocorreram enquanto representantes do governo da Síria e sua oposição dividida começaram reuniões, em Genebra, para as primeiras conversações de paz mediadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) em dois anos, de acordo com a Reuters.

A ONU disse que está se preparando para seis meses de negociações, primeiro buscando um cessar-fogo e, posteriormente, trabalhar em direção a uma solução política para a Síria.

O conflito de quase cinco anos já matou mais de 250.000 pessoas, expulsando mais de 10 milhões de suas casas.

AUTOR: G1/SP

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

ESTADO ISLÂMICO PREPARA "ATAQUES EM GRANDE ESCALA" NA EUROPA, DIZ POLÍCIA

Alerta foi feito pelo diretor da Europol, Rob Wainwright. França está entre os alvos, de acordo com relatório. (Foto: Divulgação)

O grupo Estado Islâmico desenvolveu uma "capacidade de combate para realizar uma nova campanha de ataques em grande escala com um foco particular na Europa", advertiu nesta segunda-feira (25) o diretor da Europol, Rob Wainwright.

Segundo um relatório da Europol apresentado por Wainwright e difundido nesta segunda junto com a inauguração de um novo centro antiterrorista, os analistas da agência acreditam que o EI "preparam novos ataques (...) nos Estados membros da UE e, em particular, na França".

No domingo (25), o Estado Islâmico divulgou um vídeo no qual afirma apresentar os nove autores dos atentados que deixaram 130 mortos em Paris em 13 de novembro do ano passado.

Na gravação, o o grupo terrorista ameaça todos os países da "coalizão", sobretudo a Grã-Bretanha. Segundo o vídeo, intitulado "Mate-os onde quer que os encontre", os envolvidos são quatro belgas, três franceses e dois iraquianos.

O presidente francês, François Hollande, afirmou nesta segunda que a França está decidida a atingir ainda mais o grupo Estado Islâmico. Ele participou de coletiva de imprensa em Nova Délhi, onde França e Índia publicaram uma declaração conjunta sobre a luta terrorista.

"Jamais nos deixaremos impressionar. Sabemos quem nos atingiu, o Daesh, que, além de reivindicar seus crimes, exibe os autores desses atos, desses assassinatos, e difundo imagens atrozes", afirmou, usando o acrônimo em árabe da organização.

AUTOR: AFP

domingo, 17 de janeiro de 2016

ESTADO ISLÂMICO CAPTURA 400 PESSOAS APÓS MORREREM 135, NA SÍRIA

Sírios ispecionam escombros em Aleppo, bombardeada antes do ataque (Foto: Karam Al-Masli/AFP)

O grupo Estado Islâmico sequestrou ao menos 400 civis, entre eles mulheres e crianças, após um ataque à cidade de Deir Ezzor, no leste da Síria, onde deixou ao menos 135 mortos, informou neste domingo uma ONG.

O diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahman, indicou à AFP que o grupo jihadista sequestrou os civis em Al Baghaliyeh, um subúrbio de Deir Ezzor, e em outros setores, e os levou a regiões sob seu controle.

O Estado Islâmico matou no sábado em Deir Ezzor ao menos 135 pessoas, segundo o OSDH.

Entre as pessoas sequestradas, todas elas de confissão sunita, como os membros do EI, "figuram mulheres, crianças e famílias, assim como combatentes pró-regime", disse Rahman. Os capturados foram levados a zonas controladas pelos jihadistas na mesma província de Deir Ezzor, assim como à província vizinha de Raqa, segundo o diretor do OSDH.

No sábado, o Estado Islâmico lançou uma grande ofensiva contra a cidade de Deir Ezzor, capital da província homônima, tomando sob seu controle o distrito de Al Baghaliyeh, onde mataram ao menos 85 civis e 50 combatentes pró-regime, a maioria através de execuções.

A agência de notícias oficial síria Sana, que cita vários moradores do local, denunciou um massacre e informou que haveriam 300 civis mortos.

O sequestro de civis em Deir Ezzor ocorreu no mesmo dia em que forças do governo sírio bombardearam áreas controladas pelo Estado Islâmico em Aleppo, no norte do país.

AUTOR: Globo.com

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