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Mostrando postagens com marcador SERIAL KILLER. Mostrar todas as postagens
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terça-feira, 15 de junho de 2021

NO CEARÁ, "SERIAL KILLERS": RELEMBRE O CASO DE ASSASSINOS EM SÉRIE QUE MATAVAM EM RITUAL SATÂNICO

 
Segundo a Polícia Civil, as mortes ocorreram da mesma forma. Todas com um tiro na nuca. Antes, pediam para a vítima fazer orações Foto: Honório Barbosa

O Ceará teve ao menos três homens apontados pela Polícia como 'serial killers' (assassinos em série), neste século. Dois deles agiam em conjunto e matavam as vítimas em rituais satânicos, no Município de Iguatu. Outro colecionou mortes enquanto adolescente e, depois, se tornou líder de uma facção criminosa na região do Vale do Jaguaribe.

Um 'serial killer' está preocupando a Polícia e famílias, no Distrito Federal e no Estado de Goiás. Lázaro Barbosa de Sousa, de 33 anos, matou ao menos quatro pessoas e fez outras de reféns, ao invadir casas, na Região. Ele ainda roubou armas, veículos e obrigou os reféns a fumarem maconha. 

RELEMBRE OS CASOS DE 'SERIAL KILLERS' NO CEARÁ:
MORTES EM RITUAIS SATÂNICOS

Gleudson Dantas Barros e Roberto Alves da Silva foram presos em junho de 2018 por suspeita de matar quatro pessoas que estavam desaparecidas em Iguatu desde 2017. Segundo o delegado da Polícia Civil do Ceará (PCCE) Marcos Sandro Lira, a dupla realizava os rituais satânicos para descobrir os números premiados da Mega-Sena.

Eles escolhiam aleatoriamente. Eram 'serial killers' psicopatas que se fingiam de religiosos para se infiltrar na sociedade. Eles escolhiam pessoas frágeis psicológica e emocionalmente, mas se (a vítima) fosse alguém que tinha alguma rixa com eles, era um alvo preferencial.

MARCOS SANDRO LIRA
Delegado da Polícia Civil

Os criminosos atraíam as vítimas até o Sítio Canto, no Distrito de Suassurana, colocavam um pano na cabeça delas e pediam para as mesmas se concentrarem e pensarem em um número. Depois, a pessoa era morta com um tiro na nuca. Os corpos eram enterrados no Sítio e partes dos cadáveres eram utilizadas para "ornamentar" um "altar satânico".

Três anos depois das prisões, Gleudson e Roberto continuam a responder aos processos pelos homicídios em Iguatu na Justiça Estadual. Em três ações penais, o juiz decidiu levar os dois acusados a julgamento - ainda sem data para ocorrer. Em um desses processos, o magistrado manteve a prisão preventiva da dupla, no último dia 10 de maio. As defesas alegam, nos processos, que os réus não cometeram os crimes e que houve ilegalidade nas prisões.

ADOLESCENTE CONFESSOU ASSASSINATOS

A Polícia também apontou Genilson Torquato Rocha, que seria integrante da quadrilha dos 'Filhos de Senhorzinho Diógenes', como um 'serial killer'. Ele confessou ter matado ao menos dez pessoas enquanto adolescente, na Região do Vale do Jaguaribe. O suspeito foi capturado apenas com 18 anos (maior de idade) e escapou de punição pelos crimes, já que poderia ser sentenciado apenas a cumprir medidas socioeducativas, que não eram mais cabíveis.

Entretanto, Genilson Torquato voltou a cometer crimes, segundo as investigações policiais. Ele responde a três processos por homicídio e um por tráfico de drogas, na Justiça Estadual. De acordo com denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), ele se tornou o líder de uma facção criminosa no Vale do Jaguaribe. A defesa do réu nega as acusações.

PISTOLEIROS E MATADORES DE FACÇÕES

A violência, no Ceará, foi marcada por décadas por pistoleiros, principalmente no Interior do Estado, que matavam dezenas de pessoas por dinheiro ou vingança. Depois, surgiram os matadores das facções criminosas, que também acumulam seguidos homicídios, motivados pela disputa por território para o tráfico de drogas. Mas nenhum dos perfis é identificado pelas autoridades como 'serial killer'.

Um dos pistoleiros mais famosos do Estado é Idelfonso Maia Cunha, o 'Mainha', apontado como autor de um 'rosário de mortes'. Autoridades falavam em até 40 vítimas. 'Mainha' acabou assassinado a tiros, em Maranguape, em janeiro de 2011. Dez anos depois, os culpados pelo homicídios ainda não foram responsabilizados.

Já, entre matadores de organizações criminosas, destacou-se nos últimos anos Alban Darlan Batista Guerra, que integrava uma facção em Caucaia e que teria matado pelo menos oito pessoas, segundo a Polícia. Alban Darlan terminou morto em um confronto com a Polícia no Rio de Janeiro, em julho de 2020.

FONTE: DN

segunda-feira, 4 de junho de 2018

EM IGUATU (CE), "SERIAL KILLERS" MATARAM 4 PESSOAS EM 'RITUAL SATÂNICO' ARA GANHAR NA MEGA-SENA, DIZ DELEGADO

Na casa próxima ao local onde a vítima foi enterrada, a polícia encontrou objetos relacionados ao ocultismo. (Foto: Arquivo/ Polícia Civil)

A Polícia Civil concluiu que as quatro pessoas achadas mortas na zona rural de Iguatu, no interior do Ceará, foram vítimas de "serial killers psicopatas" que fizeram "ritual satânico" para que eles obtivessem os números para ganhar o prêmio da Mega-Sena. Um dos suspeitos desejava também ter "poderes divinos", mulheres e "poder para desafiar qualquer um", afirmou o delegado da Polícia Civil Marcos Sandro Lira, nesta segunda-feira (4), ao divulgar sobre a conclusão das investigações.

As vítimas eram quatro pessoas que estavam desaparecidas desde o ano passado. "Eles escolhiam aleatoriamente. Eram serial killers psicopatas que se fingiam de religiosos para se infiltrar na sociedade. Eles escolhiam pessoas frágeis psicológica e emocionalmente, mas se [a vítima] fosse alguém que tinha alguma rixa com eles, era um alvo preferencial", diz Sandro Lira.

Dois suspeitos, Gleudson Dantas Barros e Roberto Alves da Silva, foram presos; um adolescente suspeito de participação nos crimes foi encontrado morto durante as investigações. Conforme a Polícia Civil, o jovem cometeu suicídio.

Segundo o delegado, eles atraíam pessoas até o sítio Canto, no distrito de Suassurana, onde os "adeptos do satanismo" realizam rituais macabros.

"Lá eles colocavam um pano cobrindo a cabeça da vítima, pediam para eles se concentrarem, pensarem no número da Mega-Sena, aí chegava um por trás e dava um tiro na nuca. As quatro vítimas foram mortas dessa forma."

Os dois vão responder por homicídio, corrupção de menor, ocultação de cadáver e vilipêndio de cadáver.

Covas e rituais
Ossada foi achada em local onde suspeitos realizavam rituais macabros, diz polícia (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)

Ainda conforme Sandro Lira, os suspeitos deixavam uma cova preparada e escolhiam a vítima para realização dos rituais.

"Eles simplesmente pensavam quem eles iriam matar naquele dia, podia ser um mendigo, alguém que eles prometiam dinheiro, festas", afirma o policial.

A polícia chegou aos suspeitos após a morte do estudante Jheyderson de Oliveira Chavier; depois de cinco dias desaparecido, a polícia identificou um vídeo de câmeras de segurança da vítima na companhia de Gleudson Dantas, apontado como o líder da seita.

Após a prisão e interrogação do suspeito, os policiais e Corpo de Bombeiro localizaram mais três cadáveres no sítio. "Um deles [dos suspeitos presos], o Roberto, fala em arrependimento, diz que os rituais não estavam resultando em nada na vida dele. Já os outros dois, se não tivessem sido presos, iriam continuar matando com certeza. O menor de idade queria matar, ele sentia prazer em matar", afirma o delegado.
Jheyderson de Oliveira, acima à direita, é uma das vítimas de ritual macabro em Iguatu; Polícia investiga se outros três desapareicidos foram assassinados pelo homem preso (Foto: Reprodução/Desaparecidos)

Parte dos cadáveres eram usados para "ornamentar" um "altar satânico", que era usado em rituais macabros. Os membros da seita acreditavam que, com os homicídios, conseguiram os números para vencer na Mega-Sena.

"Eles diziam que o espírito das pessoas [assassinadas] estava aprisionado naquele sítio e que os espíritos fariam o que eles quisessem, inclusive iriam dar o número para vencer na Sena."

Ainda conforme o policial, o três já haviam preparado uma cova "enorme" para matar e sepultar três mulheres. "Eles tentaram atrair as mulheres com bebedeiras, mas nunca conseguiram. Depois tentaram dois rapazes, que por sorte viajaram para Fortaleza e não puderam ir à festa. Foi quando eles tiveram a chance de atrair o Jheyderson, que infelizmente foi uma das vítimas", afirma o policial.

Os policiais seguem realizando buscas no sítio. "Não sabemos se eles mataram mais pessoas, a certeza de que temos é que eles mataram quatro pessoas que estavam desaparecidas, mas não podemos descartar nenhuma hipótese", conclui o policial Sandro Lira.

AUTOR: G1

sexta-feira, 19 de maio de 2017

EM GOIÁS, SERIAL KILLER É CONDENADO A 25 ANOS DE PRISÃO POR MORTE DE GAROTA DE PROGRAMA

Tiago Henrique é condenado a 25 anos de prisão por morte de garota de programa (Foto: Reprodução/TJ-GO)

O vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 29 anos, foi condenado a 25 anos de prisão pela morte da garota de programa Taís Pereira de Almeida, de 20 anos, após júri popular nesta quinta-feira (18), em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. O crime ocorreu em março de 2014, na avenida Nossa Senhora de Lourdes. Esta é a 28ª condenação dele, que já passou por 30 julgamentos.

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) denunciou que Tiago estacionou sua moto, foi em direção à vítima e disparou na cabeça dela. O promotor Milton Marcolino dos Santos Júnior pediu que o réu fosse condenado por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e por impossibilitar defesa da vítima, mas não arrolou nenhuma testemunha.

Já a defesa de Tiago, os advogados José Patrício Júnior e Antônio Celedonio Neto, pediram a semi-imputabilidade dele, alegando que ele não pode ser considerado “uma pessoa normal”. Além disso, alegaram que não havia provas suficientes para comprovar que a vítima foi morta pelo vigilante.

No entanto, o júri reconheceu que Tiago foi o autor do homicídio e manteve as qualificadoras pedidas pelo MP-GO.

O vigilante, apontado como responsável por mais de 30 assassinatos, está preso desde outubro de 2014. Dos 30 julgamentos a que ele já foi submetido, foi condenado em 28. Em outras duas situações, ele foi inocentado. Taís Pereira de Almeida

Crime

Durante audiência na 4ª Vara Criminal de Aparecida de Goiânia, em agosto de 2015, o promotor Milton Marcolino dos Santos Júnior afirmou que o caso já havia sido arquivo pelo delegado responsável, Rogério Moreira Bicalho Filho, por falta de provas.

No entanto, quando Tiago assumiu ter cometido uma série de homicídios em Goiânia, o delegado pediu que fosse realizado um exame de balística, que comprovou que a arma usada pelo acusado era a mesma que matou Tais de Almeida.

“Não existe nenhuma dúvida de que quem cometeu o homicídio foi o próprio Tiago. O exame é uma prova extraordinária que comprova de forma inequívoca que o projétil retirado do corpo vítima foi expelido pela arma que foi apreendida com o Tiago. Logo depois que foi feito esse exame pericial, ele foi chamado para ser ouvido e falou que não se lembrava”, afirmou o promotor na época.

Livro

Tiago Henrique vai lançar um livro sobre os crimes cometidos e sua conversão espiritual. Com o título "Tiago Rocha: Um pouco da história por trás de um serial killer", a obra foi escrita na cadeia, onde está preso desde 2014, e deve ficar pronta no próximo mês de junho. O material, que já foi reunido e encaminhado para uma gráfica, deixou as famílias das vítimas revoltadas.

Para realizar o trabalho, o vigilante contou com o apoio do padre Luiz Augusto Ferreira da Silva, apontado como servidor fantasma da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

AUTOR: G1/GO

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

EM SP, POLÍCIA OFERECE RECOMPENSA DE R$ 50 MIL POR SERIAL KILLER QUE MATOU RIVAIS

Flávio consta na lista de procurados da Polícia Civil do Estado (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil de São Paulo está oferecendo uma recompensa de até R$ 50 mil para quem tiver informações que levem à prisão do dentista Flávio do Nascimento Graça, de 38 anos, também conhecido como "maníaco da peruca". Flávio está foragido há mais de nove meses, além de ter sido denunciado pelo Ministério Público por ser suspeito de matar três pessoas e ferir outras duas ligadas a uma clínica dentária em Santos, no litoral de São Paulo. Os crimes aconteceram em 2015 e foram motivados por vingança.
Suspeito foi identificado pela polícia como autor de série de assassinatos (Foto: Divulgação)

Flávio deverá responder por cinco homicídios qualificados, sendo três consumados e duas tentativas. De acordo com a Polícia Civil, a motivação do crime foi vingança, já que o profissional não aceitava a concorrência de outro consultório odontológico na mesma rua, que teria levado o dentista à falência.

Já no site da Polícia Civil do Estado de São Paulo, Flávio é classificado como "perigoso" e "com provável distúrbio de ordem psicológica". "Por motivo de vingança e como forma de eliminar a concorrência, matou e atentou contra a vida de proprietários e funcionários de clínicas dentárias, nas cidades de Santos e São Vicente". A prisão preventiva dele já foi decretada.

O dentista, considerado pela polícia um criminoso em série, ficou conhecido como "maníaco da peruca" porque usava perucas para evitar o seu reconhecimento na execução dos crimes. Ele possui em seu desfavor mandado de prisão preventiva. "A denúncia efetiva que leve o procurado e foragido a ser preso, poderá gerar prêmio de até R$ 50 mil ao denunciante, preservado o sigilo de sua identidade".
Dentista está foragido e polícia investiga seu paradeiro (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Investigações
Durante as investigações, a polícia detectou que, após os crimes, o dentista apagava as pistas. No fim de 2015, o suspeito apagou todos os seus registros, como contas bancárias e e-mails. Flávio Graça também tentou suspender seu registro no Conselho Regional de Odontologia (CRO), mas não conseguiu porque tinha débitos com a entidade.

Ainda segundo o delegado, as suspeitas sobre Flávio aumentaram após o terceiro crime, no qual uma funcionária da clínica foi baleada.

Os policiais ouviram depoimentos de colegas de faculdade do dentista, que reconheceram Flávio nas imagens de câmeras de monitoramento.

Personalidade
No ano passado, a Polícia Civil também cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do dentista. No local, os agentes encontraram diversos livros de bruxaria e magia negra.

A polícia também conseguiu localizar o endereço da mãe do suspeito que, na época, disse não saber do paradeiro do filho. Apesar disso, a polícia afirmou que não consta nenhum registro de boletim de ocorrência de desaparecimento sobre Flávio. Na casa da mãe do dentista, os agentes encontraram um tênis similar ao utilizado em um dos crimes.
Livros foram apreendidos na casa onde suspeito morava em Santos (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Ódio
O dentista mantinha duas clínicas no Centro de São Vicente. Em meados de 2007, uma outra clínica especializada abriu um consultório ao lado e acabou ficando com a clientela de Fábio, que faliu. Segundo o depoimento de uma ex-funcionária de Flávio, ele sequer assistia canais que divulgavam comerciais da clínica "rival".
Polícia divulgou imagens de crime em Santos (Foto: Reprodução/TV Tribuna)

Mortes
No dia 23 de dezembro de 2014, o empresário Agilson Corrêa de Carvalho, de 54 anos, foi morto com um tiro na cabeça quando saía da clínica localizada no bairro Gonzaga.

Segundo testemunhas, o bandido agiu sozinho, e a rua ainda estava movimentada no momento da ação por conta das compras de Natal.

No dia 15 de julho de 2015, Aldacy Correa de Carvalho, de 56 anos, também foi assassinada ao sair de uma das unidades da clínica, que fica no Centro de Santos.

Ela estava acompanhada por outras duas pessoas que também foram alvo dos disparos. Uma delas era Arnaldo Correa de Carvalho, de 54 anos, que morreu após quatro meses internado.

AUTOR: G1/SP

domingo, 6 de novembro de 2016

HOMEM ACUSADO DE MANTER MULHER EM CONTÊINER ADMITE 7 ASSASSINATOS, NOS EUA

Todd Kohlhepp é escoltado em delegacia em foto de 4 de novembro (Foto: Tim Kimzey/The Spartanburg Herald-Journal via AP)

Um agente imobiliário detido na Carolina do Sul por ter sequestrado uma mulher a quem mantinha acorrentada "como um cachorro" reconheceu ter realizado sete assassinatos, entre eles um quádruplo homicídio sem resolução há 13 anos.

Christopher Todd Kohlhepp, fichado como um criminoso sexual há quase 30 anos, foi acusado de quatro assassinatos que ocorreram em novembro de 2003 em uma loja de motos em Chesnee, Carolina do Sul, anunciou o xerife Chuck Wright, durante uma coletiva de imprensa na noite de sábado.

"Não há mais mistério" sobre o quádruplo homicídio, declarou. "Nos deu detalhes que ninguém mais poderia saber".

O homem mostrou no sábado à polícia duas covas escavadas no jardim de sua propriedade, e na sexta-feira um corpo desenterrado, acrescentou o xerife.

O agente imobiliário de 45 anos havia sido detido na quinta-feira após a descoberta em um terreno rural de uma mulher em um contêiner metálico com correntes ao redor do pescoço e nos tornozelos.
Kala Brown estava com corrente ao redor do pescoço (Foto: Foto: Reprodução/ Facebook/Kala Brown)

A polícia havia sido alertada por barulhos de golpes e gritos procedentes do interior do contêiner, explicou na quinta-feira o xerife à rede CNN. Ela afirma ter passado dois meses lá.

Kala Brown, de 30 anos, desapareceu em agosto com seu companheiro Charlie Carver. A mulher defende que Kohlhepp disparou contra Carver várias vezes no peito diante de seus olhos, disse o xerife.

O corpo encontrado na sexta-feira foi identificado como o de Charles Carver, mas Todd Kohlhepp ainda não foi acusado por esta morte, acrescentou.

O homem estava registrado como criminoso sexual desde 1978 por ter, com apenas 15 anos, sequestrado e agredido uma menina de 14 no Arizona, segundo a rede local WSPA.

AUTOR: FRANCE PRESSE

sexta-feira, 3 de junho de 2016

SERIAL KILLER RI APÓS PAI DE VÍTIMA TENTAR AGREDI-LO EM TRIBUNAL, NOS EUA

Michael Madison riu quando pai de vítima tentou agredi-lo durante julgamento em Ohio (Foto: David Richard/AP)

O pai de uma das vítimas precisou ser contido ao tentar agredir o serial killer Michael Madison, acusado de matar três mulheres, durante julgamento na quinta-feira (2) em um tribunal de Cleveland, no estado de Ohio (EUA).

Assista o vídeo:

Van Terry tentou agredir o acusado poucos minutos depois de a juíza Nancy R. McDonnell condenar Madison à pena de morte. Ele foi condenado por estuprar e matar Shirellda Terry, de 18 anos, Shetisha Sheeley, de 28, e Angela Deskins, de 38.

O incidente ocorreu quando o pai Van Terry disse para o criminoso que ele havia destruído sua família ao matar sua filha. Na sequência, Madison se virou e sorriu. Foi quando Terry saltou em direção do acusado e tentou agredi-lo.

Um porta-voz da procuradoria do condado de Cuyahoga disse que vão rever as imagens do incidente para decidir se Van Terry será acusado de algum crime.
Pai de uma das vítimas precisou ser contido ao tentar agredir o serial killer Michael Madison (Foto: David Richard/AP)

AUTOR: G1

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

SERIAL KILLER DE GOIÂNIA É CONDENADO A 20 ANOS DE PRISÃO

vigilante Tiago Rocha, apontado como o serial killer de Goiânia (Foto: Divulgação)

O vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 27 anos, conhecido como ´serial killer de Goiânia´, foi condenado a 20 anos de prisão nesta terça-feira pela morte de Ana Karla Lemes, de 15 anos. Trata-se do primeiro júri popular a que Rocha é submetido: ele é acusado por outras 35 mortes e chegou a admitir à polícia ter assassinado 39 pessoas. Ana Karla morreu em 2013. Rocha está preso desde 14 de outubro de 2014.

O júri foi composto por 3 mulheres e 4 homens escolhidos por meio de sorteio. Após todas as etapas do julgamento, a sala foi fechada para a votação, que durou cerca de 20 minutos. Reaberta a sessão, o juiz Jesseir Coelho de Alcântara anunciou o resultado dos votos e a sentença. O promotor Cyro Terra afirmou que o Ministério Público de Goiás vai protocolar um recurso para aumento de pena.

Pela morte de Ana Karla, o vigilante foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Exames de balística comprovaram que a adolescente foi morta por uma bala disparada pela arma apreendida com Rocha.

O julgamento aconteceu no 2º Tribunal do Júri, no Setor Oeste, em Goiânia. Duas testemunhas de acusação foram ouvidas - a mãe de Ana Karla e um vizinho. Nenhuma testemunha de defesa foi arrolada. Quando questionado pelo crime, Rocha disse que "se sentia muito mal" após cometê-los. "Não tem motivo. É uma coisa inexplicável. Contrariando o que a maioria das pessoas pensam, que eu tinha prazer, eu era forçado a fazer isso [por uma força do mal]", afirmou.

A promotoria falou por cerca de uma hora e os advogados de defesa Michel Pinheiro Ximango e Wanderson Santos de Oliveira, por trinta minutos. "Não resta alternativa a não ser a condenação do réu porque não há como fugir da realidade processual. Ninguém conseguiria desmantelar as provas já produzidas. Não há como negar. Só nos resta tentar reduzir a pena", afirmou Oliveira.

Após o depoimento do acusado, o promotor Cyro Terra iniciou a manifestação do Ministério Público de Goías sobre o caso. "A sociedade goiana precisa, exige, respostas para esta bárbara série de homicídios". Laudo elaborado pela Junta Médica do Tirbunal de Justiça do Estado de Goiás apontou o vigilante como psicopata, mas imputável, ou seja, capaz de responder por seus atos. O juiz não acatou o pedido da defesa de inimputabilidade ou semi-inimputabilidade com base em um laudo de insanidade mental que tornaria Rocha incapaz de responder pelos crime cometidos.

AUTOR: veja.com

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

SAIBA QUEM SÃO AS POSSÍVEIS VÍTIMAS DO PINTOR, DA FAVELA ALBA (SP)

Pintor Jorge Luiz Morais de Oliveira é preso (Foto: Marcelo Gonçalves/SigmaPress/Estadão Conteúdo)

Apenas dois dos sete corpos encontrados enterrados em uma casa na Favela Alba, na região do Jabaquara, Zona Sul de São Paulo, foram identificados pela polícia até a manhã desta sexta-feira (2). Principal suspeito dos homicídios, o pintor Jorge Luiz Morais de Oliveira, de 41 anos, foi preso em 25 de setembro. Ele confessou a morte de outras pessoas, mas os investigadores apuram se ele cometeu mais crimes.

Segundo seu advogado, André Nino, o pintor alegou que agia sob efeito de drogas e que está "arrependido dos crimes". O defensor acrescentou que Oliveira é "uma pessoa que está consumida pela droga". Veja, abaixo, quem são as pessoas que foram assassinadas pelo homem e as que a polícia acredita que ele tenha matado.

Vítimas identificadas
Pintor teria confessado ter matado Carlos Neto Alves de Matos Júnior (Foto: Arquivo pessoal)

Carlos Neto Alves Júnior
Vizinho do suspeito, o jovem de 21 anos morreu na noite de 23 de setembro, uma quarta-feira, na residência do pintor, na Rua Professor Francisco Emídio da Fonseca. Júnior era homossexual e estava aposentado por conta de uma surdez de nascença.

O suspeito alega legítima defesa. Ele disse que o vizinho, acompanhado de outro jovem, entrou em sua casa com uma faca na mão. Após uma discussão, a vítima o teria esfaqueado no braço, mas ele conseguiu tomar sua faca e o atacou. O rapaz que estava com o jovem teria fugido durante a briga.

A polícia chegou ao imóvel após uma denúncia e localizou o corpo de Júnior em um cômodo. A mãe do pintor, que mora em frente, informou ter visto a vítima e o filho entrarem juntos no imóvel. Segundo ela, seu filho saiu na manhã de 25 de setembro e não voltou mais. A pedido dos policiais, a mãe e a irmã ligaram para ele e o convenceram a se entregar no mesmo dia. A descoberta do corpo levou à localização dos outros seis cadáveres enterrados.

Renata Cristina Pedrosa Moreira
Companheira mostra foto de Renata, que está desaparecida (Foto: TV Globo/Reprodução)

Estudante carioca de 33 anos, Renata era, segundo sua mãe, usuária de drogas e costumava ir até a favela comprar entorpecentes. Ela estava desaparecida havia nove meses. O último sinal de seu celular dela foi registrado na região em janeiro deste ano.

A identificação ocorreu na quinta-feira (1º), após a companheira da vítima entregar à Polícia Técnico-Científica 27 radiografias de Renata. “Ela tinha uma placa de titânio no úmero e na clavícula e eu entreguei isso para o IML”, disse Louise Cerdeira. “Isso facilitou com que fosse rapidamente reconhecido o corpo dela.”

Na segunda (28), após o fim do trabalho da perícia, a mãe e a companheira de Renata compraram uma pá e uma enxada e entraram na casa do pintor em busca do corpo. Não encontraram o cadáver, mas acharam objetos e novos restos mortais que não haviam sido recolhidos. O corpo da estudante foi localizado no dia seguinte.

Apesar de Renata e Júnior serem homossexuais, o advogado do suspeito nega que os crimes cometidos por seu cliente tenham sido motivados por homofobia.

Possíveis vítimas
O pintor confessou em depoimento à polícia que matou mais quatro pessoas desde o começo deste ano, segundo o delegado seccional Jorge Carrasco. Policiais mostraram fotos de desaparecidos e ele reconheceu duas mulheres.

Andréia Gonçalves Leão
Conhecida como baianinha, jovem pode ter sido morta por pintor (Foto: Arquivo Pessoa)

“Baianinha”, como também era chamada, morava na mesma favela do pintor. Ao ser apresentado à foto da jovem de 20 anos, ele confessou sua morte. O homem, porém, não ligou o nome dela à imagem, segundo a polícia.

Paloma Aparecida dos Santos
A mulher de 21 anos também foi reconhecida pelo pintor por foto. Familiares da jovem identificaram um celular encontrado na casa do suspeito como sendo dela. Segundo o delegado Edilzo Correia, Paloma é homossexual e usuária de drogas. Sua família ainda não havia registrado boletim de ocorrência de desaparecimento pois ela tem o costume de sumir sem dar notícias.

Natasha dos Santos
Amigas de Natasha (no detalhe) observam roupas encontradas na casa do pintor (Foto: Carolina Dantas/G1)

Para ajudar na identificação dos corpos, a polícia busca parentes de cerca de 30 pessoas que desapareceram na região do Jabaquara, entre elas a vendedora de livros Natasha. Ao contrário das outras duas jovens citadas acima, ela não foi reconhecida pelo pintor.

Segundo sua família, a jovem entregava livros quando desapareceu. A investigação apura se ela bateu na porta da casa do suspeito.

Familiares e amigos dela foram ao Instituto Médico-Legal (IML) e à delegacia prestar depoimento na tarde de quinta-feira (1º). Eles levaram fotos da jovem sorrindo para que a perícia compare a imagem dos dentes com as arcadas dos corpos não identificados. As amigas também observaram algumas roupas encontradas na casa do pintor, mas não reconheceram nenhuma delas como sendo de Natasha.

Outros crimes
Além dos casos revelados nesta semana, o pintor tem longa ficha criminal. Ele ficou 17 anos e 9 meses preso por dois homicídios (em 1994 e 1995), se envolveu em rebelião na prisão e também respondeu criminalmente por sequestro, cárcere privado e formação de quadrilha. Ele foi posto em liberdade em 7 de novembro de 2013.

Após a divulgação de sua foto na imprensa, duas pessoas procuraram a polícia e disseram ter sido vítimas de outros crimes cometidos pelo pintor. Segundo o delegado Jorge Carrasco, uma delas disse ter sido estuprada e a outra, roubada. Os casos também serão investigados.

AUTOR: G1/SP

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

PINTOR DIZ TER MATADO MULHER QUE MÃE E COMPANHEIRA PROCURARAM COM UMA PÁ, EM SP

Companheira e mãe de Renata entraram na casa do pintor em busca de pistas da filha (Foto: Will Soares/G1)

A Polícia Civil mostrou fotografias para o pintor Jorge Luiz Morais de Oliveira, suspeito de matar sete pessoas. Uma das fotos é a da estudante Renata Christina Pedrosa Moreira, de 33 anos. Segundo a investigação, ele disse no interrogatório que a matou.
Renata está desaparecida desde janeiro; família procura por ela na região (Foto: Arquivo Pessoal)

Na segunda (28), após o fim do trabalho da perícia, a mãe e a companheira de Renata compraram uma pá e uma enxada e entraram na casa do pintor em busca do corpo. Não encontraram, mas, além de objetos, acharam ossos e novos restos mortais que não haviam sido recolhidos pelos peritos.

Maria de Fátima Gomes Machado Pedrosa, mãe da estudante, conta que mora no Rio de Janeiro, mas desde o início do ano está em São Paulo em busca da filha que desapareceu em janeiro deste ano.

Renata era carioca, mas morava em São Paulo com a companheira Louise Teixeira em um apartamento próximo à favela onde vivia o pintor. A mãe disse que ela era usuária de drogas e costumava frequentar a comunidade para comprar entorpecentes. O último sinal do celular da estudante, inclusive, foi de dentro do local.

Maria de Fátima afirmou que, em um dos dias que procurava pela filha na região, chegou a cruzar com Jorge Luiz. “Eu deparei com esse homem, mostrei fotos da minha filha pra ele. Falou que não conhecia.”

Outra foto mostrada para o pintor na delegacia foi a de Andréia Gonçalves Leão, de 20 anos, conhecida por Baianinha, que, assim como ele, era moradora da favela Alba. Segundo a polícia, o pintor também disse que a matou, mas ele não ligou os nomes das duas mulheres com as fotos.

Antes, o pintor já havia confessado a morte do vizinho Carlos Neto de Matos Júnior. Foi o único corpo identificado até agora. A polícia quer saber quem são as outras seis vítimas e está chamando parentes de uma lista de cerca de 30 pessoas desaparecidas na região do Jabaquara.

Segundo a polícia, o pintor também declarou, durante o interrogatório, ter matado uma mulher chamada Paloma. Jorge Carrasco, delegado da 2ª Seccional-Sul, disse que “Nós temos que individualizar esses corpos que foram encontrados, saber de quem são e traçar um perfil, saber o que ocorreu realmente nessa comunidade e que veio acontecer esse fato, essa atrocidade.”

Todos os objetos encontrados na casa do pintor foram levados para a delegacia do Jabaquara. Dezenas de peças de roupas podem ajudar a identificar os donos.

A casa de Jorge está interditada. Em buscas de pistas, paredes foram quebradas e escavações foram feitas no quintal em busca de mais corpos.

Nesta quarta-feira (30), a polícia também vistoriou a casa onde Jorge trabalhou como pintor. Depois que a casa ficou desocupada, testemunhas disseram que viram ele pulando o muro com uma enxada, mas nada suspeito foi encontrado no local pela polícia.

As buscas por novas pistas e vítimas acontecem também em um outro terreno, a poucos metros da casa do pintor. A casa que existia no local estava abandonada e era frequentada por usuários de drogas, entre eles, Jorge Luiz. Por isso existe a possibilidade de haver corpos escondidos no imóvel. Como a casa estava caindo aos pedaços e completamente cheia de entulho, a polícia decidiu primeiro demolir e retirar todo o material antes de fazer uma busca minuciosa.
O trabalho de "limpeza" da área é realizado pela Prefeitura e deve durar até sexta-feira (2). O lixo e entulho retirados do local até a tarde desta quarta foram suficientes para encher por pelo menos 10 vezes a caçamba dos caminhões utilizados na operação. O material está sendo descartado em um aterro sanitário.
Escavadeira derruba muro de casa em SP em busca por novas vítimas de pintor (Foto: Will Soares/ G1)

Também na manhã desta quarta-feira a Polícia Civil recebeu uma denúncia e foi à casa onde o pintor prestava serviços como pedreiro e jardineiro. A residência fica na Rua Professor Carlos Rizzini, a cerca de 1 km de onde os corpos foram encontrados.

A delegada Nilze Scapulatiello, do 35º DP, nao quis adiantar mais detalhes, mas esteve no quintal da residência com bombeiros e policiais militares para fazer uma avaliação preliminar. Pouco mais tarde, a delegada retornou acompanhada da proprietária do imóvel e do corretor de uma imobiliária.

De acordo com Scapulatiello, não há indícios de que algum crime tenha acontecido nesta casa onde o pintor prestava serviços. Por conta disto, a princípio, a Polícia Civil não irá solicitar perícia para o local.

Um investigador que acompanhou a visita recolheu objetos que estavam no interior da residência. Luvas, camiseta, toalha e um chinelo feminino foram levados para análise. Os itens não continham manchas de sangue, mas a delegada decidiu levá-los para verificar se familiares das vítimas os reconhecem.
Delegada dentro da casa em que pintor prestava serviços e policial militar (Foto: Will Soares/ G1)

A delegada afirmou que não consegue definir um criminoso como Jorge Luiz. "Difícil definir alguém que durante o dia é prestativo, ajuda a comunidade e à noite mata".

Vizinhos do local disseram que ele chegava para trabalhar sempre com enxada e pá, mas o mato nunca diminuía.

"Não dava nada para ele. Era uma pessoa humilde, parecia até gente boa. Sempre passava com enxada e pá. Ele entrava para capinar, mas nunca via o mato sair. Estava sempre alto", disse vizinho que não quis se identificar.

Desaparecidos
O delegado da 2ª Seccional - Sul, Jorge Carrasco, disse que vai investigar se Jorge tem alguma relação com o desaparecimento de 30 pessoas na região do 35º Distrito Policial, que compreende à região de Jabaquara, na Zona Sul de São Paulo, perto da casa onde o suspeito morava.

"Temos uma relação de pessoas desaparecidas na área da circunscrição do 35º DP e em alguns desses casos temos evidências de que possivelmente tenham sido mortas por esse indivíduo. Ele disse em depoimento que matava desde janeiro deste ano", disse Carrasco.

Sobre a possibilidade de Oliveira ter recebido ajuda para matar e ocultar os corpos das vítimas, o delegado informou que o pintor "disse que agiu sozinho, mas a polícia vai investigar se tudo o que ele disse no interrogatório é verdade."

O seccional explicou que deve fazer exames de DNA para identificar os corpos e ossadas encontradas na casa do pintor. "O trabalho de identificação dos corpos segue. Dependemos de laudos técnicos e periciais. Temos ossos, crânios e tudo será identificado", disse Carrasco.

O caso
Oliveira foi preso depois de a polícia encontrar o corpo de Carlos Neto Alves Júnior, de 21 anos, na casa dele, na sexta-feira (25). Durante a perícia, foram achados mais três cadáveres e uma ossada. Nesta terça-feira, foram feitas novas buscas no imóvel e mais corpos foram encontrados, totalizando sete vítimas. A polícia também encontrou fotos de seis pessoas na casa e vai investigar se elas estão desaparecidas.

Durante depoimento no 16º Distrito Policial, na Vila Clementino, Oliveira confessou ter assassinado cinco mulheres e um homem, que é o vizinho Carlos Júnior, segundo a polícia. O pintor disse em depoimento que as mortes aconteceram dentro do imóvel e as vítimas eram mulheres que compartilhavam drogas com ele.

Ele nega ter mantido relação sexual com as vítimas. O pintor também afirmou que a motivação para os crimes é que ele "fazia oposição à facção que está nos presídios e temia que as vítimas revelassem isso na região e, por isso, as estrangulou."

O homem diz que matou Carlos Júnior em legítima defesa. O suspeito disse que Júnior entrou em sua casa com uma faca na mão na companhia de outro rapaz. Segundo ele, após uma discussão, a vítima o esfaqueou no braço, ele conseguiu tomar a faca de Júnior e começou a golpeá-lo. O rapaz que estava com o jovem teria fugido durante a briga.

A polícia diz que as buscas na casa não têm prazo para terminar. Também existe a possibilidade de haver mais de sete vítimas entre as ossadas já localizadas.
Pintor Jorge Luiz Morais de Oliveira (Foto: Marcelo Gonçalves/SigmaPress/Estadão Conteúdo)


Vítimas
Oliveira reconheceu por foto Paloma Aparecida dos Santos, de 21 anos, segundo a polícia. Os familiares dela identificaram um celular da jovem encontrado na casa do pintor de paredes. Oliveira também disse que estão entre as vítimas uma mulher chamada Natasha e uma conhecida como “Baianinha”. A polícia informou, no entanto, que só poderá confirmar a identidade dos corpos quando os exames de DNA estiverem prontos.

“Não dá para a gente ficar mostrando fotos de vítimas e desaparecidos e perguntar se ele matou, ou não. A gente vai ter que provar isso na investigação”, disse o delegado Jorge Carrasco. Segundo ele, na região do 35º Distrito Policial, o mais próximo da Favela Alba, onde o pintor morava, há 30 pessoas desaparecidas. A polícia irá fazer a investigação das vítimas com base nas informações sobre esses desaparecidos.

Mais cedo, o advogado de Oliveira, André Nino, havia dito que o pintor alegou que agia sob efeito de drogas e que está "arrependido dos crimes". Segundo o advogado, Oliveira afirmou não se lembrar dos nomes ou de outras informações das mulheres mortas.

O advogado disse que "se trata de uma pessoa que está consumida pela droga". Ele informou que ainda não definiu a linha de defesa. Segundo o advogado, o pintor negou em depoimento que a motivação dos assassinatos em série seja homofobia – Carlos Júnior e outras possíveis vítimas eram homossexuais.

Além dos casos revelados nesta semana, o pintor tem longa ficha criminal. Ele ficou preso 17 anos e 9 meses por dois homicídios em 1994 e 1995, se envolveu em rebelião de presos, e também respondeu criminalmente por sequestro, cárcere privado e formação de quadrilha. Ele deixou a cadeia em 7 de novembro de 2013.
Corpo é retirado da casa do pintor Jorge de Oliveira na região do Jabaquara, Zona Sul de São Paulo (Foto: Amauri Nehz/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)

Restos mortais
Segundo a delegada Nilze Scapulatiello, do 35º Distrito Policial, roupas, calçados e ossos foram recolhidos da casa e levam à polícia a acreditar que pessoas tenham sido mortas e enterradas na casa do pintor.
Pintor suspeito de matar e ocultar cadáveres em casa no Jabaquara (Foto: Reprodução/TV Globo)

"Tem homem, tem mulher, tem roupa de criança. Eu peguei todas as pessoas desaparecidas que eu tenho registro na área, pra informar, chamar parentes, reconhecer roupa, algum detalhes que não é para nós, tem vários sapatos, sandálias, mas a família pode reconhecer", disse.

Um morador da favela, que pediu para não ser identificado, afirmou que o suspeito costumava beber em um bar da região e que ele não fazia questão de esconder o desprezo que tinha por homossexuais e usuários de droga. "Ele ficava direto no bar com a gente. Ele sempre falava que tinha raiva de gay e de nóia, mas nunca imaginei que seria capaz de uma coisa dessas".
Pintor chega para depor em Distrito Policial em São Paulo (Foto: Will Soares/ G1)
Beco onde fica a casa do pintor suspeito pelas mortes (Foto: Will Soares/G1)

AUTOR: G1/SP

terça-feira, 29 de setembro de 2015

MAIS 1 CORPO É ENCONTRADO EM CASA DE SUPOSTO 'SERIAL KILLER', EM SP

Casa de suspeito de mortes em série é destruída por vizinhos e familiares de possíveis vítimas (Foto:Rivaldo Gomes/ Folhapress)

Um sexto cadáver foi encontrado nesta segunda-feira (28) pela família de uma suposta vítima nas proximidades da casa do pintor Jorge Luiz Morais de Oliveira, 41, suspeito de uma série de mortes na favela Alba, no Jabaquara (zona sul de São Paulo).

O corpo, segundo a polícia, foi encontrado após familiares de uma pessoa desaparecida escavarem um terreno vizinho à casa do suspeito, que cumpre prisão temporária.

No sábado (26), já tinham sido achados quatro cadáveres e uma ossada enterrados na casa do pintor. Segundo a polícia, Oliveira confessou uma das mortes (de um rapaz de 21 anos, surdo e mudo e homossexual), alegando ter agido em legítima defesa após se negar a fazer sexo.

A Secretaria da Segurança Pública não deu detalhes do sexto cadáver localizado.

A série de mortes sob suspeita atraiu parentes de desaparecidos à casa do pintor.

A mãe e a companheira da estudante universitária Renata Christina Pedrosa Moreira, 33, sumida desde janeiro, compraram uma enxada e uma pá e foram ao imóvel, aberto e sem isolamento, para fazer uma escavação.
Elas disseram que, ao quebrar uma das paredes, encontraram pedaços de pele e ossos. Também acharam roupas de adultos, crianças, peças íntimas com sangue, uma bolsa de mulher com objetos de manicure e um boneco de vodu.

A mãe, Maria de Fátima Pedrosa, e a companheira da filha, Louise Cerdeira, 33, foram à casa graças à última localização do celular de Renata, que apontava aquela rua.

Maria disse que chegou a ir ao local antes e perguntar sobre a filha ao pintor. "Mostrei a foto dela e ele disse que não a conhecia." Segundo a família, a estudante é dependente de drogas, que costumava comprar na favela.

A polícia e a perícia não descartam a possibilidade de encontrar mais cadáveres na casa do pintor após nova análise da perícia que será feita com os bombeiros. Eles voltarão ao local com cães farejadores e equipamentos para escavação mais profunda.

A delegada Nilza Scapulatillo, do 35º DP (Jabaquara), diz não ser possível dizer que Oliveira seja um assassino em série ou homofóbico, mas que tem predisposição para matar. Ela negou falha da perícia por não ter isolado a casa do pintor. A defesa dele não foi localizada pela Folha.

Oliveira cumpre prisão temporária –que tem pena máxima de 10 dias– desde sábado. De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), a polícia pedirá a prisão preventiva do suspeito.

AUTOR: Folha de S. Paulo

quinta-feira, 5 de março de 2015

SERIAL KILLER: POLÍCIA CAPTURA EM QUIXADÁ (CE), SUSPEITO DE HOMICÍDIOS EM SÉRIE

Acusado

Equipes do 9º Batalhão da Polícia Militar (BPM), do Comando Tático Rural (Cotar) e da Polícia Civil de Quixadá capturaram no início da manhã desta quinta-feira, 5, um homem suspeito de uma série de assassinatos na cidade de Quixadá, no Centro do Estado. O suspeito, Francisco Gleiton Pinheiro Macêdo, conhecido como “Veim”, foi preso por volta das 6 horas, na residência da mãe dele, no bairro Triângulo.

A delegada regional da Polícia Civil, Anna Claudia Nery, havia solicitado à Justiça a expedição de Mandado de Prisão para “Veim”. Ele é apontado como autor de um rosário de crimes de morte praticados na região, inclusive das duas últimas execuções registradas em Quixadá, a do ex-presidiário Carlos Wellington Alves de Lima, 36 anos, conhecido pelo apelido de “Popeye”, assassinado a tiros no início da noite desta quarta-feira, e de Welington de Castro Paixão, 49 anos, conhecido como “Etim”, já na madrugada desta quinta-feira, 5.

Com a prisão de “Veim” a delegada Anna Claudia e sua equipe pretende esclarecer pelo menos 10 homicídios praticados em Quixadá nos últimos 12 meses. As investigações apontam o suspeito como um “serial killer”, sendo o executor dos crimes, mas agindo sob encomenda. Os motivos são variados e os benefícios, na maioria pagamentos em dinheiro, também, acrescentou um investigador.

AUTOR: Diário Sertão Central

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

COMEÇA 1ª AUDIÊNCIA SOBRE MORTE COMETIDA POR SUPOSTO SERIAL KILLER, EM GOIÁS

Tiago Henrique participa de audiência sobre morte de Rosirene Gualberto (Foto: Paula Resende/G1)

Assassino confesso de 29 pessoas, o vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha participa de audiência de instrução preliminar na manhã desta sexta-feira (9), no Tribunal do Júri de Goiânia, pela morte de Rosirene Gualberto. Esta é a primeira oitiva em relação à série de homicídios da qual é acusado.

Designada pelo juiz Eduardo Pio Mascarenhas, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, a audiência começou por volta das 9h20. Tiago chegou cerca de dez minutos antes do início. Um grande esquema de segurança foi montado para levá-lo do Núcleo de Custódia do Complexo Prisional, em Aparecida de Goiânia, onde está preso, ao Tribunal do Júri.

Foram convocadas para a audiência oito testemunhas. Dentre elas estão três irmãos da vítima: Rossilda Gualberto, que estava com a irmã no momento do crime, Ivanete Gualberto e Henrique Gualberto. Antes da audiência, Ivanete afirmou que a irmã era sua companheira. "A dor não tem descrição", disse.

Denúncias
O caso de Rosirene foi o primeiro homicídio em que o Ministério Público Estadual (MP-GO) representou contra Tiago. O vigilante é acusado de homicídio duplamente qualificado. Segundo o promotor de Justiça João Teles de Moura, responsável pela denúncia, Tiago "ceifou a vida de Rosirene, munido de sentimento de crueldade, buscando o crime como satisfação mórbida de prazer".

As principais provas contra o vigilante neste crime são o Termo de Interrogatório e o laudo pericial - que confirmou que a bala que atingiu a vítima saiu do revólver apreendido com Tiago.

Na Justiça, o susposto serial killer ainda responde por dois roubos cometidos a uma mesma casa lotérica do Setor Central. Em menos de um mês, ele foi ao local e levou R$ 11,9 mil do estabelecimento. Por este delito, já existe uma audiência marcada para o dia 19 de janeiro.

Crime
Rosirene foi assassinada com um tiro no peito quando estava com a irmã, Rossilda, em um VW Gol, no Setor dos Funcionários, em Goiânia. Segundo a investigação, elas estavam indo para uma danceteria e foram abordadas por Tiago assim que estacionaram o carro nas proximidades do local.

O vigilante, que estava em uma motocicleta, parou ao lado do veículo e exigiu que Rosirene, que conduzia o automóvel, lhe entregasse a chave. 

Antes de que a vítima pegasse o objeto, Tiago disparou contra as irmãs e fugiu em seguida sem levar nada.
Rossilda e Ivanete Gualberto, irmãs Rosirene, se emocionam em audiência(Foto:Paula Resende/G1)

Rossilda, que levou um tiro de raspão, sobreviveu ao atentado. Segundo o promotor, ela contribuiu de forma decisiva para a investigação. "A prova testemunhal é muito forte. A irmã dela, que sofreu um tiro de raspão, submeteu-se a um termo de reconhecimento de pessoas e ela o reconheceu. Foi ela também que deu essa descrição para que a Polícia Técnica [Científica] fizesse o retrato falado dele", explica.

No dia 21 de novembro, a Polícia Civil concluiu três inquéritos e indiciou Tiago pelo homicídio de Rosirene, além das mortes de Juliana Neubia Dias, de 22 anos, e Arlete dos Anjos Carvalho, de 16 anos.

Menos de duas semanas depois, laudos balísticos apresentados pela Polícia Técnico-Científica comprovaram que outras 13 vítimas foram mortas por balas que saíram do revólver encontrado com Tiago. São elas: 

Tais Pereira Almeida; a assessora parlamentar Ana Maria Victor Duarte, 27 anos; Beatriz Cristina Oliveira, 23; Bárbara Luiza Ribeiro, 14; Lilian Sissi Mesquita, 28; Wanessa Oliveira, 22; Thamara da Conceição, 17; Tayanara Rodrigues da Cruz, 13; a estudante Isadora Aparecida, 15; Ana Karla Lemes; Janaína Nicácio, 25; o fotógrafo Mauro Ferreira Nunes, 51; e Pedro Henrique de Paula Souza.

Apenas na morte de Bruna Gleycielle de Souza, de 26 anos, no dia 8 de maio deste ano, os resultados foram considerados inconclusivos. Apesar disso, a polícia pode indiciar Tiago pelo crime baseado em indícios e provas testemunhais.
Rosirene, 29 anos, foi assassinada em Goiânia (Foto: Mariana Gomes/ Arquivo Pessoal)

Prisão
Tiago da Rocha foi preso no dia 14 de outubro de 2014, em Goiânia. Na ocasião, ele confessou à Polícia Civil ter matado 39 pessoas desde 2011. Entretanto, segundo informou o delegado Murilo Polati, o vigilante prestou novos depoimentos na companhia de advogados e reduziu o número de confissões para 29.

Além dos crimes investigados pela força-tarefa da polícia, ele também confessou assassinatos de homossexuais e moradores de rua.

O vigilante ficou em uma cela da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) por oito dias. No local, segundo revelou o delegado Eduardo Prado, o suspeito afirmou aos policiais que "estava com vontade de matar".

No dia 22 de outubro, Tiago foi transferido para o Núcleo de Custódia do Complexo Prisional, em Aparecida de Goiânia. Durante a transferência, mesmo escoltado por 20 policiais, ele conseguiu agredir um fotógrafo com um chute no abdômen antes de ser colocado no carro da polícia. No dia seguinte, o delegado Murilo Polati afirmou, durante entrevista coletiva, que o vigilante voltou a fazer ameaças de morte, desta vez, para os detentos do Núcleo de Custódia.

Atualmente, a unidade informou que o jovem não tem apresentado sinais de agressividade e passa a maior parte do tempo lendo na própria cela, onde fica sozinho. “Desde a chegada dele ao Complexo Prisional, não manifestou nenhum comportamento anormal. Ele está com a rotina normal: banho de sol, alimentação, está sendo acompanhado por psicólogos e não manifestou nenhum comportamento agressivo”, relatou o gerente regional prisional, Leandro Ezequiel.

AUTOR: G1/GO

terça-feira, 18 de novembro de 2014

CHARLES MANSON SE CASARÁ NA PRISÃO COM JOVEM DE 26 ANOS

Noiva descobriu os ideais de seu futuro marido quando era adolescente (Foto: California Department of Corrections/AP)

O guru-assassino Charles Manson, de 80 anos, que cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos por sete homicídios - incluindo o da atriz Sharon Tate -, se casará em breve com uma jovem de 26 anos.

"Obteve licença de matrimônio", confirmou à AFP uma porta-voz do departamento de Prisões da Califórnia (CDCR, na sigla em inglés). A data do casamento ainda não foi fixada.

O documento matrimonial entre Manson e sua noiva, Afton Elaine Burton, foi emitido no dia 7 de novembro, segundo o site do condado de Kings, onde se encontra o centro penitenciário estatal de Corcoran, a 300 km de Los Angeles.

A imprensa americana afirma que Burton descobriu os ideais de seu futuro marido quando era adolescente, e que sua admiração por Manson a levou a morar nas proximidades de Corcoran para poder visitá-lo.

A mulher, que se faz chamar de 'Star', disse à rede de televisão "CNN" em agosto que já se sentia esposa de Manson.

Este será o terceiro matrimônio de Manson, que já foi casado com Jean Willis, entre 1955 e 1958, e com Candy Stevens, entre 1959 e 1963.

Manson foi condenado à morte por liderar, em agosto de 1969, o assassinato de sete pessoas, entre elas Sharon Tate, mulher do diretor Roman Polanski e grávida de oito meses.

A condenação à morte foi comutada para prisão perpétua quando se aboliu a pena capital no estado da Califórnia, em 1972.

AUTOR: FRANCE PRESSE

terça-feira, 21 de outubro de 2014

POLÍCIA DOS EUA ACHA CORPOS DE 7 MULHERES MORTAS POR SERIAL KILLER

Um dos corpos foi encontrado no Motel 6, no estado de Indiana, nos Estados Unidos

Corpos de sete mulheres assassinadas por um serial killer foram encontrados no estado de Indiana, nos Estados Unidos. O homem confessou os crimes e colaborou com as autoridades na busca pelo paradeiro dos restos mortais das vítimas.

O nome do suspeito não foi revelado, mas ele tem 43 anos e admitiu ter estrangulado uma mulher até a morte – o corpo dela foi encontrado em um motel local na última sexta-feira. A garota se chamava Afrikka Hardy e ela tinha 19 anos.

Ele ajudou as autoridades a achar pelo menos três corpos, enquanto outros três foram encontrados ao longo do final de semana.

Uma segunda vítima foi identificada como Anith Jones, de 35 anos. As autoridades ainda farão testes para descobrir a causa da morte dela e de outras vítimas ainda não identificadas.
Desaparecimento

Jones estava desaparecida desde 8 de outubro – um amigo não conseguia falar com ela e acionou a polícia, que encontrou o corpo da garota em uma casa abandonada.

As autoridades que investigavam a morte de Jones foram levadas ao suspeito e conduziram uma busca na casa e no carro dele no último sábado. Policiais dizem que ele confessou o crime durante seu depoimento e revelou a localização de outras vítimas.

Investigadores ainda precisam explicar como o suspeito chegava às vítimas e explicar o que motivou os crimes. Na segunda-feira, o prefeito de Gary, em Indiana, disse que o autor dos assassinatos já havia sido condenado por outros crimes sexuais no estado do Texas.

Ainda não está claro há quanto tempo o suspeito estaria em Indiana, ou se mais corpos serão encontrados ao longo da investigação.

AUTOR: BBC

EX DIZ QUE NUNCA DESCONFIOU DE SUPOSTO SERIAL KILLER: 'É UM SEDUTOR'

Ex de suposto serial killer afirma que nunca desconfiou de suas ações (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Uma universitária, que preferiu não se identificar, afirma que manteve um relacionamento extraconjugal por seis meses com o vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 26 anos, apontado como o autor de 39 assassinatos em Goiânia. Ela conta que nunca desconfiou das atitudes do motociclista. “Eu só achava estranho ele ser caladão, mas não imaginei que pudesse ser um serial killer. Ele é um sedutor”, disse.

Segundo a mulher, Tiago sempre foi muito carinhoso e atencioso. A universitária conta que o jeito misterioso do suspeito a atraiu. “O Tiago tem um ponto de interrogação quando a gente olha pra cara dele. Ele é um enigma. Aquele jeito sério. E além de tudo, é bonito”.

Caso Tiago seja realmente o serial killer que matava mulheres em Goiânia, ele também poderia ter usado seu carisma para conseguir atrair as vítimas, segundo a universitária. “Ele conseguiria seduzi-las e levar para um local para matar. Se o prazer dele fosse seduzir essas mulheres, levar, manter uma relação sexual e depois matar, ele conseguiria, porque ele é um homem atraente”, afirma.

Durante as relações sexuais, algumas atitudes do vigilante a intrigavam, mas não a ponto de desconfiar que ele pudesse ser um criminoso. “Não tinham coisas mirabolantes ou diferentes que pudesse detectar que ele era um maníaco. Ele ficava muitas vezes de olho fechado. Eu não entendia e ele dizia que era por causa da claridade”, relembra. Ainda segundo a universitária, Tiago cobria o rosto dela com os cabelos dela durante o ato.

Para o psicólogo forense Leonardo Faria, que será o responsável por traçar o perfil do suspeito, essa ação durante as relações sexuais pode indicar algum remorso. “O fato de tampar os olhos ou tampar o próprio rosto pode ser um comportamento de repulsa frente a algo que ele fez anteriormente. Se foi um ato sexual, o comportamento de tampar os olhos pode ser um sentimento de culpa, de remorso ou até de arrependimento de ter tido aquele prazer”, explica.

Crimes
O vigilante foi preso na Avenida Castelo Branco, na terça-feira (14). Em seguida, ele foi encaminhado à Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), onde prestou depoimento e, de acordo com a polícia, confessou ter matado 39 pessoas desde 2011.

Entre as vítimas estão 15 dos 17 crimes investigados inicialmente pela força-tarefa da Polícia Civil. Os outros assassinatos seriam contra homossexuais e moradores de rua.

O primeiro crime da série de assassinatos contra mulheres ocorreu em 18 de janeiro deste ano, quando Bárbara Luiza Ribeiro Costa, de 14 anos, foi executada por um motociclista no Setor Lorena Park. A morte mais recente foi a de Ana Lídia Gomes, em um ponto de ônibus do Setor Morada Nova, em 4 de agosto.
Tiago Henrique confessou à polícia ter matado 39 pessoas (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Dois dos crimes apurados pela força-tarefa não foram assumidos pelo vigilante: a morte de Danielly Garmus da Silva, 23 anos, e a tentativa de homicídio de Daiane Ferreira de Morais, 18. Entretanto, ele confessou outras duas mortes de mulheres que eram apurados de forma independente e, após a confissão, a polícia os incluiu nas investigações. São os homicídios de Arlete dos Anjos Carvalho, 16, e de Edimila Ferreira Borges, 18.

Com medo de ser detido, Tiago revelou que interrompeu a sequência de mortes após o homicídio de Ana Lídia Gomes, de acordo com o delegado Alexandre Bruno Barros. “Ele disse que parou porque ficou com medo de ser pego, por causa da força-tarefa. Depois voltou no domingo [12] porque não aguentou mais, tinha que extravasar a raiva”, disse o delegado.

Segundo a Polícia Civil, o jovem também foi identificado em imagens registradas por câmeras de segurança no dia 12, próximo à lanchonete em que uma mulher foi agredida por um motociclista. O caso foi incluído na força-tarefa. Segundo testemunhas, o motociclista de capacete vermelho atirou na jovem, mas a arma falhou. Então, ele deu um chute na boca dela.

A polícia divulgou um vídeo no qual o vigilante explica onde conseguiu o revólver usado nos crimes. Questionado pelo delegado sobre o número de armas que ele possuía, o suspeito respondeu que "só uma". "Que eu furtei em uma empresa onde trabalhei", disse Tiago.
Na quinta-feira (16), a Polícia Técnico-Científica afirmou que os resultados de exames de balística da arma apreendida com Thiago coincidiram com os disparos efetuados em seis homicídios na capital.

'Raiva'
Segundo os delegados que interrogaram o vigilante, Tiago tinha o costume de assistir aos noticiários no dia seguinte aos seus crimes para ter certeza se a vítima tinha morrido e qual o nome da pessoa. No entanto, ele diz que sentia remorso ao ver as reportagens. “Feliz não. Era um sentimento de arrependimento”.

Em entrevista na tarde de sexta-feira (17), o vigilante afirmou que gostaria de pedir desculpas à mãe dele e às famílias das vítimas pelos crimes que cometeu. Ele não respondeu se acredita ser doente mental, mas falou em "arrependimento" e afirmou querer um tratamento médico para se livrar do que ele define como "sentimento de raiva".
Jovens foram mortas em circunstâncias semelhantes em Goiânia (Foto: Arquivo Pessoal)

Prisão
De acordo com o superintendente de polícia judiciária de Goiás, delegado Deusny Aparecido, antes de ser capturado, a polícia não tinha o nome do suspeito, mas já sabia de todas as suas características físicas.

Assim, no dia 10, foi emitido um mandado de prisão temporária para um “homem branco, com idade aproximada de 25 anos, aproximadamente 1,87 metro de altura, compleição física atlética, sem barba ou bigode, com pelos no peito, rosto afilado, cabelos pretos, curtos e lisos e sobrancelhas grossas, que normalmente se veste bem”. O mandado também descreve que o suspeito usava capacete e motocicleta de cor preta com placa adulterada.

No ano passado, o Ministério Público Estadual ofereceu denúncia contra o vigilante por furtar uma placa de uma motocicleta no estacionamento de um supermercado de Goiânia. Imagens de câmeras de segurança mostram ele cometendo o crime. Também no ano passado, ele foi preso em flagrante em uma motocicleta com placa roubada, mas foi solto. O caso foi registrado no 5º Distrito Policial.

AUTOR: G1/GO

domingo, 19 de outubro de 2014

SERIAL KILLER DIZ QUE PRIMEIRA VÍTIMA FOI UM MENOR DESAPARECIDO, EM GOIÁS (GO)

Bárbara, Wanessa, Juliana, Janaina, Taynara e Isadora foram algumas das vítimas (Foto: Arquivo Pessoal)

A Polícia Civil divulgou um vídeo no qual o vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 26 anos, apontado como o autor de 39 mortes, em Goiânia, indica o local em que enterrou o corpo de sua primeira vítima, o estudante Diego Martins Mendes, 16, que desapareceu em novembro de 2011. 

Segundo o delegado responsável pelo caso, Douglas Pedrosa, o suspeito abordou o menor em um terminal de ônibus da capital e o levou até um terreno baldio no Setor Negrão de Lima, onde cometeu o homicídio.
“Tiago disse que abordou o menor no Terminal Praça da Bíblia, no Setor Leste Universitário, com o pretexto de que os dois iriam manter relações sexuais. 

No entanto, ao chegar ao local do crime, ele foi tomado 'pela raiva' e acabou matando o garoto. Mas, na verdade, não tenho dúvidas de que a intenção dele desde o início já era o assassinato”, afirmou o delegado ao G1.

Os policiais fizeram buscas pelo terreno, porém, segundo o delegado, o local passou por muitas mudanças ao longo dos anos e o corpo não foi encontrado. “Tivemos a informação de que passaram um trator na área e retiraram terra para aterrar um córrego que fica nas proximidades. Com isso, os restos mortais devem ter ido junto”, relatou Pedrosa.

Diego desapareceu no dia 9 de novembro de 2011, quando, de acordo com os pais relataram na época, saiu de casa, no Setor Rio das Pedras, em Aparecida de Goiânia, para se inscrever ao sorteio de uma vaga no Colégio Militar Hugo de Carvalho Ramos, no Jardim Goiás, em Goiânia.

O jovem saiu de casa por volta de 9 horas da manhã e, por volta das 11 horas, telefonou para a mãe de um telefone público para avisar que tinha feito a inscrição. Depois, ele iria pegar o ônibus da linha 021, sentido Praça da Bíblia, e em seguida o 580, que o levaria até Aparecida de Goiânia, mas nunca chegou.

Na ocasião, os pais do menino chegaram a dizer que achavam que o filho tinha se envolvido com alguém que conheceu pela internet, já que a maior diversão do estudante era ficar conversando com amigos por redes sociais.

O caso era investigado pela polícia desde então, mas, só agora, com as confissões feitas pelo vigilante, foi descoberto o que aconteceu com a vítima. “Teremos muito trabalho para localizar algum resto mortal de Diego, mas vamos tentar, pois assim poderemos concluir o caso”, ressaltou o delegado.
Diego Martins Mendes desapareceu em novembro de 2011 (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Crimes
Tiago confessou em depoimento à polícia 39 mortes, que teriam sido cometidas desde 2011. Entre elas, além da de Diego, estão 15 dos 17 crimes investigados inicialmente por uma força-tarefa da Polícia Civil, que apura uma série de homicídios contra mulheres neste ano. As outras vítimas são gays e moradores de rua.

Dois dos crimes apurados pela força-tarefa não foram assumidos pelo vigilante: a morte de Danielly Garmus da Silva, 23 anos, e a tentativa de homicídio de Daiane Ferreira de Morais, 18. Entretanto, ele confessou outras duas mortes de mulheres que eram apurados de forma independente e, após a confissão, a polícia os incluiu nas investigações. São os homicídios de Arlete dos Anjos Carvalho, 16, e de Edimila Ferreira Borges, 18.

Segundo os delegados que interrogaram o vigilante, Tiago tinha o costume de assistir aos noticiários no dia seguinte aos seus crimes para ter certeza se a vítima tinha morrido e qual o nome da pessoa. No entanto, ele diz que sentia remorso ao ver as reportagens. “Feliz não. Era um sentimento de arrependimento”.

A polícia também divulgou um vídeo no qual o vigilante explica onde conseguiu a arma usada nos crimes (veja no vídeo acima). Questionado pelo delegado sobre o número de revólveres que ele possuía, o suspeito respondeu que "só uma". 

"Que eu furtei em uma empresa onde trabalhei", disse Tiago.
Tiago confessou assassinato de 39 pessoas (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Em entrevista na tarde de sexta-feira (17), o vigilante afirmou que gostaria de pedir desculpas à mãe dele e às famílias das vítimas pelos crimes que cometeu. Ele não respondeu se acredita ser doente mental, mas falou em "arrependimento" e afirmou querer um tratamento médico para se livrar do que ele define como "sentimento de raiva".

De acordo com o defensor do vigilante, Thiago Húascar, seu cliente comentou que sofreu abusos sexuais durante a infância.O autor seria um vizinho. Além disso, o suspeito também afirma ter sofrido bullying na escola. Essas recordações trariam o tal sentimento a ele, motivando seus crimes. Para ele, o jovem é "insano" e precisa de tratamento.

Força-tarefa
De acordo com o delegado Alexandre Bruno Barros, Tiago revelou que interrompeu a sequência de mortes após o homicídio de Ana Lídia Gomes, 14 anos, no último 2 de agosto, baleada em um ponto de ônibus no Setor Conjunto Morada Nova, porque teve medo de ser pego.“Ele disse que parou porque ficou com medo de ser pego, por causa da força-tarefa. Depois voltou no último domingo [12] porque não aguentou mais, tinha que extravasar a raiva”, disse o delegado.

Mesmo correndo o risco de ser capturado, o vigilante disse que, ao ver o anúncio da criação, no dia 4 de agosto, da equipe especial da Polícia Civil para investigar a série de mortes de mulheres, sabia que seria uma questão de tempo até ser preso.
Mapa dos assassinatos em Goiás (Foto: Arte/ G1)

Apesar de no início das investigações ter afirmado ter convicção de não se tratar de um único autor das mortes de mulheres, a Polícia Civil diz agora que há cerca de um mês já tinha elementos suficientes que apontavam o vigilante como o assassino nos crimes investigados pela força-tarefa.

Na quinta-feira (16), a Polícia Técnico-Científica afirmou que os resultados de exames de balística da arma apreendida com Thiago coincidiram com os disparos efetuados em seis homicídios na capital.

Prisão
De acordo com o superintendente de polícia judiciária de Goiás, delegado Deusny Aparecido, antes de ser capturado, a polícia não tinha o nome do suspeito, mas já sabia de todas as suas características físicas.

Assim, na sexta-feira (10), foi emitido um mandado de prisão temporária para um “homem branco, com idade aproximada de 25 anos, aproximadamente 1,87 metro de altura, complição física atlética, sem barba ou bigode, com pelos no peito, rosto afilado, cabelos pretos, curtos e lisos e sobrancelhas grossas, que normalmente se veste bem”. O mandado também descreve que o suspeito usava capacete e motocicleta de cor preta com placa adulterada.

O vigilante foi preso na Avenida Castelo Branco, na terça-feira (14). Em seguida, ele foi encaminhado à Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), onde prestou depoimento e, de acordo com o delegado, confessou os crimes.

Mortes de mulheres
O primeiro crime da série de assassinatos contra mulheres em Goiânia ocorreu em 18 de janeiro deste ano, quando Bárbara Luiza Ribeiro Costa, de 14 anos, foi executada por um motociclista no Setor Lorena Park. A morte mais recente foi a de Ana Lídia Gomes. Um motociclista passou pelo local e disparou contra a garota, que não resistiu aos ferimentos.

De acordo com a polícia, dentre os demais crimes cometidos pelo homem, estão mortes de moradores de rua e homossexuais. Os outros homicídios de mulheres não assumidos pelo homem, segundo a Polícia Civil, continuarão sendo investigados.

No ano passado, o Ministério Público Estadual ofereceu denúncia contra o vigilante por furtar uma placa de uma motocicleta no estacionamento de um supermercado de Goiânia. Imagens de câmeras de segurança mostram ele cometendo o crime. Também no ano passado, ele foi preso em flagrante em uma motocicleta com placa roubada, mas foi solto. O caso foi registrado no 5º Distrito Policial.

Segundo a Polícia Civil, o jovem foi identificado em imagens registradas por câmeras de segurança no último domingo (12), próximo à lanchonete em que uma mulher foi agredida por um motociclista. O caso foi incluído na força-tarefa. Segundo testemunhas, o motociclista de capacete vermelho atirou na jovem, mas a arma falhou. Então, ele deu um chute na boca dela.

AUTOR: G1/GO

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