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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

REPERCUSSÃO NA ONU!!! UNESCO CONDENA ASSASSINATO DO RADIALISTA GLEYDSON CARVALHO

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, condenou nesta quarta-feira o assassinato do radialista brasileiro Gleydson Carvalho.

Ele trabalhava na Rádio Liberdade FM, na cidade de Camocim, no Ceará. Gleydson foi morto a tiros no dia 6 de agosto. Testemunhas contaram a agências de notícias que dois homens armados entraram nos estúdios da emissora, assassinaram o radialista e fugiram.

Legislação

Ao condenar o crime, a diretora-geral da Unesco pede "às autoridades para investigar o caso e levar os responsáveis ao tribunal, para que sejam punidos de acordo com a legislação do Brasil".
Irina Bokova afirma que "os jornalistas são a voz do povo e quando a violência é usada para silenciá-los, toda a sociedade sofre". A nota da Unesco destaca que Carvalho tinha um programa, onde reportava sobre assuntos políticos locais.

Azerbaijão

A agência da ONU também condena o assassinato do jornalista Rasim Aliyev, que morreu no dia 9, na capital do Azerbaijão, Baku. Ele era freelancer e contribuía para vários sites independentes de notícias.

Segundo a Unesco, o jornalista morreu no hospital, após ser espancado por vários homens e não resistir aos ferimentos. Aliyev presidia o Instituto para Segurança e Liberdade de Repórteres em Baku e já havia pedido proteção policial após receber ameaças.

A chefe da Unesco, Irina Bokova, ressalta que as autoridades precisam garantir que os responsáveis pela morte do jornalista sejam levados à Justiça.

AUTOR: Rádio ONU via Revista Camocim

quinta-feira, 9 de julho de 2015

NÚMERO DE REFUGIADOS SÍRIOS SUPERA RECORDE E CHEGA A 4 MILHÕES, DIZ ONU

Refugiados sírios fugindo da cidade de Tal Abyad pedem água na fronteira com a Turquia (Foto: Bulent Kilic / AFP Photo)

O número de refugiados sírios supera 4 milhões, anunciou nesta quinta-feira (9) o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) em um comunicado.

Nos últimos 10 meses, a quantidade de refugiados do conflito, que começou em 2011, registrou aumento de um milhão, segundo o ACNUR.

"É a maior população de refugiados por apenas um conflito em apenas uma geração", afirmou o Alto Comissário, Antonio Guterres.

"É uma população que precisa do apoio do mundo, vive em condições de extrema precariedade e afunda cada vez mais na pobreza", completou Guterres.

O número de refugiados chega 4.013.000 pessoas, segundo os dados mais recentes divulgados pela Turquia, que abriga quase metade das vítimas (1,8 milhão). A grande maioria está nos países vizinhos da Síria.

O ACNUR calcula que o número deve chegar a 4,27 milhões de refugiados até o fim do ano. Além disso, dentro da Síria existem 7,6 milhões de deslocados.

Atualmente há 1.805.255 de sírios registrados na Turquia, 249.726 no Iraque, 629.128 na Jordânia, 132.375 no Egito, 1.172.753 no Líbano e 24.055 na região norte da África. Os quase 270.000 sírios que solicitaram asilo na Europa não estão incluídos nos dados oficiais, nem os milhares que entraram em vários países sem um registro oficial.

"A deterioração das condições empurra a cada dia mais refugiados para a Europa e até para mais longe, mas a imensa maioria continua na região", afirma o comunicado do ACNUR.

O Alto Comissariado calcula a necessidade de uma verba de cinco bilhões de dólares para ajuda humanitária este ano, incluindo a quantia para os países de recepção.

Até junho apenas 24% desta quantia havia sido arrecadado, lamenta a organização da ONU. Isto significa "interrupções na ajuda alimentar e dificuldades para fornecer serviços como aulas para as crianças.

O ACNUR destaca que na Jordânia, 86% dos refugiados que não estão nos acampamentos sobrevivem com menos de 3,2 dólares por dia. No Líbano, 55% deles moram em abrigos precários.

O Alto Comissariado também denuncia o aumento do trabalho infantil, da mendicância e dos casamentos forçados de menores de idade, consequências do aumento da pobreza.

Os refugiados sírios constituem quase metade dos 137.000 imigrantes que entraram na Europa no primeiro semestre do ano, atravessando o Mediterrâneo em embarcações utilizadas por traficantes.

AUTOR: G1/SP

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

VERGONHOSO: ONU DIZ QUE 10% DOS HOMICÍDIOS MUNDIAIS OCORREM NO BRASIL

FOTO ILUSTRATIVA GOOGLE


Dado está em relatório inédito sobre prevenção global da violência; segundo documento, 475 mil pessoas foram assassinadas no mundo em 2012 e 47 mil no território brasileiro; na Europa, o total de homicídios foi de cerca de 10 mil.

Cerca de 475 mil pessoas foram vítimas de homicídio em 2012, sendo que as Américas foram a região com o maior índice a cada 100 mil habitantes: 28,5%.

Os números são um dos destaques de um relatório inédito sobre prevenção global da violência, divulgado esta quarta-feira (10) por três agências da ONU.

Foram 133 países analisados, incluindo o Brasil. O estudo cita mais de 47 mil casos de homicídios no país em 2012, cerca de 10% do total global. O resultado é muito maior que os 10 mil casos registrados em países de baixa e média rendas da Europa no mesmo ano.

Conjunto de Leis

O relatório traz ainda o índice de consumo de álcool per capita entre adultos brasileiros, que chega a ser de 8,7 litros em média. A nível global, apenas um terço das nações estão implementando iniciativas de larga escala para prevenir a violência. E apenas metade aplica por completo um conjunto de leis neste sentido.

Segundo o relatório, o Brasil implementou totalmente as leis contra o casamento infantil, contra a mutilação genital feminina e contra o abuso de idosos. Mas o país aplica parcialmente outras, como a lei contra armas nas escolas, contra o estupro dentro do casamento e contra a violência sexual.

Mulheres

A nível global, uma em cada quatro crianças sofre abusos físicos; uma em cada cinco meninas já foram abusadas sexualmente e uma em cada três mulheres foi vítima de violência física ou sexual cometida pelo próprio parceiro.

Leis contra o estupro existem em 98% dos 133 países avaliados e 87% tem leis contra a violência doméstica, aponta o estudo. E metade das nações avaliadas têm programas para evitar violência contra a mulher.

Saúde Mental

Menos de um quarto dos países tem campanhas de informação pública para prevenir abusos de idosos. Metade e também metade tem projetos nas escolas para ensinar as crianças.
Sobre serviços de saúde mental para as vítimas da violência, as Américas são a região que tem a maior proporção de países que oferecem a ajuda: 71%.

O estudo foi publicado pela Organização Mundial da Saúde, OMS, Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud e Escritório da ONU sobre Drogas e Crime, Unodc.

As três agências destacam que as consequências da violência física, mental ou sexual muitas vezes permanecem ao longo da vida da vítima e podem até contribuir para casos de câncer, doenças do coração e Aids.

AUTOR: PEC 300

segunda-feira, 31 de março de 2014

MUDANÇAS NO CLIMA AFETARÃO MAIS OS POBRES, DIZ ONU

Cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, IPCC na sigla em inglês, divulgaram na noite deste domingo (30) o segundo capítulo de um relatório sobre o clima global e concluíram que são "altamente confiáveis" as previsões de que danos residuais ocorram em diferentes partes do planeta na segunda metade deste século, mesmo se houver corte substancial de emissões de gases de efeito estufa nos próximos anos.

Chamado de "Sumário para os Formuladores de Políticas, o texto, que analisou o impacto, adaptação e vulnerabilidade do planeta mediante às mudanças climáticas, aponta ainda que a população pobre, principalmente de países tropicais, como o Brasil, será a mais afetada por situações de seca e inundação, com risco de insegurança alimentar, caso não haja planejamento para adaptar culturas agrícolas às possíveis realidades.

O documento é o segundo volume do quinto Relatório de Avaliação elaborado pelo painel da Organização das Nações Unidas (ONU) e as informações são complementares ao primeiro capítulo do relatório, divulgado em setembro passado, que abordava A Base das Ciências Físicas.

Nele há afirmações sobre o estado climático atual e previsões de como será a mudança global até 2100 (leia mais sobre o primeiro capítulo no fim deste texto).

Elaborado após uma semana de calorosas negociações em Yokohama, o capítulo vai ajudar a trilhar negociações entre governos para criar uma política internacional que reduza as emissões de gases e, com isso, frear o aquecimento global. Uma terceira parte do relatório deve ser divulgada ainda este ano.

Vulneráveis ao clima
O segundo capítulo do relatório aponta que populações pobres que vivem em regiões costeiras podem sofrer com mortes e interrupções dos meios de subsistência devido ao aumento do nível do mar e que altas temperaturas em regiões semi-áridas poderão causar grandes perdas para agricultores com poucos recursos, o que aumentaria o risco de insegurança alimentar.

Regiões tropicais da África, América do Sul e da Ásia devem sofrer com mais inundações, devido ao aumento de tempestades. Regiões já vulneráveis, que registram constantemente enchentes e deslizamentos de terra, como o Sudeste do Brasil, podem sofrer graves consequências com o acréscimo do volume de chuvas.
Sistema Cantareira: falta de água abriu crise entre SP e RJ (Foto: Reprodução/EPTV)

Sobre os recursos hídricos, o texto afirma que há fortes evidências de uma redução da oferta de água potável em regiões subtropicais secas, o que aumentaria disputas entre regiões pelo uso de bacias hidrográficas – algo semelhante ao que acontece atualmente entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, com a disputa pelo uso da água do Rio Paraíba do Sul para abastecer o Sistema Cantareira.

O texto estima também uma elevada perda de espécies de plantas e animais pela pressão humana, como a poluição e o desmatamento de florestas, além de redução dos recifes de corais no Caribe e costa de países tropicais, como o Brasil, por conta da acidificação, fenômeno causado pelo excesso de CO2 na atmosfera.

Impactos no Brasil
José Marengo, pesquisador do Centro de Ciência do Sistema Terrestre, ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), é um dos autores do novo capítulo elaborado pelo IPCC. Ele conversou com o G1 direto de Yokohama, onde aconteceu a conferência, e detalhou o impacto da mudança climática sobre o Brasil.
Veja os principais destaques:

- Recursos hídricos: possível redução da oferta de água potável em regiões subtropicais secas e aumento de disputas por água;

- Biodiversidade: projeções sugerem uma elevação do risco de extinção de espécies no século 21 por pressões como a poluição e o aumento de espécies invasoras;

- Ecossistema marinho: há risco de queda de populações em áreas tropicais devido ao aumento da temperatura e à acidificação. Rendimentos de pesca devem cair;

- Produção de alimentos: sem adaptação e com elevação da temperatura 1ºC, cultivo de arroz, trigo e milho em regiões tropicais, como na América do Sul, podem sofrer impacto negativo.

- Amazônia: foi reduzida a ameaça de savanização pelo aumento da temperatura;

- Inundações: populações de áreas costeiras devem sofrer com aumento do nível do mar. Nas cidades, maior quantidade de chuvas deve causar enchentes e deslizamentos de terra.

Segundo Marengo, que cuidou do trecho sobre as Américas Central e do Sul, foi reduzida a ameaça de savanização da Amazônia pelo aumento da temperatura entre 2ºC e 4ºC até 2100, conforme diagnóstico divulgado em 2007 pelo próprio IPCC.

Isso, segundo ele, não diminui a preocupação sobre o bioma, que pode sofrer graves consequências por alterações no regime de chuva, desmatamento e temperatura maior no leste e sul amazônicos.

“O que se observa agora é que a floresta amazônica deve resistir. Talvez a situação não seja tão grave, mas a preocupação persiste”.

Ele explica ainda que regiões como o Sudeste do Brasil, a região de Buenos Aires, na Argentina, e localidades nos Andes devem sofrer com o excesso de chuvas, principalmente cidades que já são vulneráveis atualmente, com registros de alagamentos e deslizamentos de terras. “Os extremos ficarão constantes. No futuro, deverá ocorrer muita chuva acumulada em poucos dias, além de mais dias secos e de mais calor”, explica.

Adaptação na agricultura
O texto traz também informações sobre a necessidade dos países investirem na adaptação de diversas áreas para enfrentar as mudanças no clima. Um dos pontos principais é sobre a questão agrícola.

O brasileiro Marcos Buckeridge, também autor do texto do IPCC, explica que a segunda parte do relatório alerta governos sobre possíveis danos à produção de alimentos que podem ser evitados com investimentos na biotecnologia e em técnicas que possibilitem um plantio de qualidade em áreas já degradadas, sem a necessidade de expansão para regiões preservadas – o que resultaria em desmatamentos.

Ele conta que isto evitaria perdas na produtividade causadas pelo aumento de CO2. Se por um lado o excesso desse gás contribui no crescimento de arroz, soja ou milho, por exemplo, as emissões reduzem o teor de proteína das sementes e podem provocar queda na qualidade do alimento. Isso afetaria a produção de comida para abastecer a população mundial, em constante crescimento.


Previsões científicas“Como medida de adaptação sugerimos que lancemos mão de tudo que pudermos para ajudarmos as plantas”, disse o pesquisador.

O primeiro capítulo, divulgado em 2013, afirmava que há mais de 95% (extremamente provável) de chance de que o homem tenha causado mais de metade da elevação média de temperatura registrada entre 1951 e 2010, que está na faixa entre 0,5 a 1,3 grau.

O documento apontava ainda que o nível dos oceanos aumentou 19 centímetros entre 1901 e 2010, e que as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso aumentaram para "níveis sem precedentes em pelo menos nos últimos 800 mil anos".

Sobre as previsões, a primeira parte trouxe também a informação de que há ao menos 66% de chance de a temperatura global aumentar pelo menos 2ºC até 2100 em comparação aos níveis pré-industriais (1850 a 1900), caso a queima de combustíveis fósseis continue no ritmo atual e não sejam aplicadas quaisquer políticas climáticas já existentes.

Os 259 pesquisadores-autores de várias partes do mundo, incluindo o Brasil, estimaram ainda que, no pior cenário possível de emissões, o nível do mar pode aumentar 82 centímetros, prejudicando regiões costeiras do planeta, e que o gelo do Ártico pode retroceder até 94% durante o verão no Hemisfério Norte.

AUTOR: G1/NATUREZA

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