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sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

NO BAIRRO MEIRELES, EM FORTALEZA (CE), CASAL DENUNCIA AGRESSÃO E HOMOFOBIA POR MOTORISTA DE APLICATIVO

Carro do motorista denunciado pelo casal por agressão e homofobia Foto: Arquivo pessoal

Um casal de empresários denunciou um motorista da Uber por homofobia e agressão, depois de solicitarem um carro na Rua Monsenhor Bruno, no Bairro Meireles, em Fortaleza, na manhã desta quinta-feira (2). 

Conforme os passageiros, o motorista alegou que não ia "levar viado" no carro dele e desferiu um tapa no rosto de uma das vítimas. A Uber informou que o caso está sendo apurado.

De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado pelas vítimas no 2º Distrito Policial, o casal solicitou e, depois de entrarem no veículo, o motorista percebeu que eles eram homossexuais e desferiu um tapa no rosto de uma das vítimas. 

Em seguida, o condutor alegou que "não ia levar viado" no transporte dele, referindo à orientação sexual dos dois homens.

"Meu marido e eu pedimos um Uber por volta de 9h da manhã, e quando entramos no carro o motorista disse que não ia levar 'viado' e deu um tapa no meu companheiro, que já é um senhor. Saímos do carro e ele ainda discutiu e nos ameaçou", conta uma das vítimas.

Em nota, a Uber informou que tem uma política de tolerância zero a qualquer forma de discriminação em viagens realizadas em sua plataforma. 

A empresa de transporte por aplicativo também colocou que o caso está sendo apurado e que medidas cabíveis serão tomadas.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou, em nota, que o 2º Distrito Policial investiga o caso.

AUTOR: DN

domingo, 8 de setembro de 2019

EM SP, JOVEM FOI AGREDIDO POR MOTORISTA DE ÔNIBUS, E DENUNCIA HOMOFOBIA

O ator Marcello Santanna foi vítima de agressão na Zona Leste de São Paulo Foto: Reprodução/ Facebook

O ator Marcello Santanna, de 23 anos, disse ao G1 que foi vítima de homofobia e que foi agredido por um motorista de ônibus na manhã deste sábado (7) em Cidade Líder, na Zona Leste de São Paulo.

Segundo Santanna, o motorista parou o ônibus e falou para ele descer depois que viu o ator dando "selinhos" em outro rapaz. O ator saiu do veículo que faz a linha 3736-10 - Jardim Nossa Senhora do Carmo-Metrô Artur Alvim (os veículos desta linha são microônibus sem cobrador). Em seguida, o motorista desceu e deu um soco no seu rosto. O caso aconteceu na Avenida Maria Luiza Americano.

"Me recusei [a descer], disse que tinha pago e perguntei qual seria o motivo pra gente sair. Ele então, levantou e na mesma hora resolvi não criar uma discussão e me despedi desse rapaz e da minha prima", relatou.

"Ao descer, levantei as mãos e disse “tá tudo bem, eu vou embora”, ele já veio nos socos, sem ao menos em nem ter tempo pra terminar de falar. O rapaz e minha prima desceram pra me socorrer, o motorista entrou na lotação e foi embora" (veja o relato completo ao final dessa reportagem),
Marcello Santanna mostra resultado da agressão sofrida Foto: Reprodução/Facebook
Segundo o jovem, logo em seguida passou outro ônibus da mesma linha. O motorista deste segundo ônibus o levou até a delegacia, onde Santanna foi orientado a procurar atendimento médico imediato. A prima e o outro rapaz o acompanharam. "Na delegacia foram muito solícitos, nos levaram até o Hospital Santa Marcelina", afirmou.

O rapaz pretende voltar à delegacia para registrar o boletim de ocorrência.

Em nota, a SPTrans, que administra o sistema de transporte público de São Paulo, afirmou que "já encaminhou o caso à empresa que opera a linha para que identifique o motorista e tome as providências cabíveis em relação a seu funcionário".
"Como gestora do sistema de transporte público, a SPTrans realiza junto às empresas operadoras o programa Viagem Segura, com treinamentos que incluem itens como condução segura, respeito aos passageiros, idosos e pessoas com mobilidade reduzida além de conduta durante casos de abuso. 

Em 2018, o programa treinou 62.739 trabalhadores entre motoristas, cobradores e fiscais", diz a nota.

Santanna disse que nunca tinha passado por uma situação dessa e incentiva as pessoas vítimas de homofobia a fazer a denúncia.

Leia o relato completo:

"Estava voltando de um rolê, e fui agredido por um motorista de ônibus pelo simples fato de estar com um rapaz. Ele estava cuidando de mim, que meu nariz tinha começado a sangrar e depois demos alguns selinhos. O motorista então, parou a lotação e aos gritos pediu pra que saímos da lotação. Me recusei, disse que tinha pago e perguntei qual seria o motivo pra gente sair. Ele então, levantou e na mesma hora resolvi não criar uma discussão e me despedi desse rapaz e da minha prima. Ao descer, levantei as mãos e disse “tá tudo bem, eu vou embora”, ele já veio nos socos, sem ao menos em nem ter tempo pra terminar de falar. O rapaz e minha prima desceram pra me socorrer, o motorista entrou na lotação e foi embora.

Estava esperando um momento bonito pra dividir com todos minha opção sexual. Porém, devido ao fato achei necessário compartilhar e não esperar mais. 

Estou super bem resolvido com minha escolha, e tenho graças a Deus, o amor incondicional dos meus familiares. Se aceitar è um processo difícil, mas viver certo disso que é pior ainda. As pessoas nos julgam por andar de mãos dadas, trocar carícias em público ou pelo simples fato de querer direitos iguais como todo mundo.

A homofobia nunca foi um assunto a ser abordado apenas como mimimi. 

Como eu, muitos LGBT já se sentiram agredidos de alguma forma, mas a agressão física chega a ser a mais incompreensível. 

O que faz uma pessoa agredir a outra por causa da escolha de vida dela? Por quê agredir um ser pelo fato dele amar outra pessoa do mesmo sexo? .

Sei que as imagens são fortes, mas notícias assim precisa ser compartilhada para mostrar o quanto a luta pela comunidade lgbt é necessária! 

Não pense que não existe homofobia, pq existe sim e aos muitos! Somos o país que mais mata LGBT e esse fato só me faz pensar em uma coisa: eu to aqui vivo pra contar, e quantos outros que não puderam ter a chance de contar? ATÉ QUANDO NOTÍCIA ASSIM VAMOS PRECISAR CONTAR?

Já fui ao hospital, farei cirurgia nos próximos dias porque o nariz está quebrado. Já recorri aos meus direitos, e tenho respaldo da lei.

HOMOFOBIA É CRIME! Não se omita, DENUNCIE

Agradeço aos familiares e amigos por estarem comigo nesse momento, o apoio de vocês é essencial."

AUTOR: G1/SP

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

EM FORTALEZA (CE), AMIGOS AFIRMAM QUE DJ RAPTADA E ESPANCADA COM OUTRAS 3 MULHERES, FOI MORTA POR SER LÉSBICA

DJ Ana Karolina de Souza Santos foi morta com golpes de barra de ferro, em Fortaleza — Foto: Arquivo pessoal

Dor e sensação de impunidade acompanham amigos e familiares da DJ Ana Karolina de Souza Santos, 19, assassinada brutalmente no último dia 28 de julho, em Fortaleza. 

Ela e outras três mulheres foram raptadas por um grupo de homens no Bairro Bonsucesso e espancadas com pedras e barras de ferro. Karolina não resistiu aos ferimentos. Segundo uma amiga da vítima, que terá sua identidade preservada por temer represálias, a jovem pode ter sido morta por homofobia (preconceito e atitudes criminatórias contra homossexuais).

As investigações acerca do crime seguem em andamento, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS). Até a publicação desta matéria, nenhum suspeito pelo homicídio havia sido preso. 

Uma das hipóteses levantadas pela polícia foi a de que Karolina e as outras mulheres pertenciam a uma facção criminosa. Amigos da DJ, que não tinha antecedentes criminais, descartam a possibilidade.

A amiga da vítima conta que, horas antes do crime, Ana Karolina estava com a namorada e amigos em um churrasco, no Bairro Parangaba. O casal teria saído do local para comprar maconha, em um lugar 'costumeiro', com a promessa de retornar brevemente. 

A entrevistada lembra que, como as duas demoraram a retornar, os amigos começaram a ficar preocupados e outro casal de mulheres decidiu procurar pela dupla e também desapareceu. "Depois que as outras duas foram atrás delas e não voltaram, o pessoal todo do churrasco se mobilizou para procurar", disse.

No fim da noite de 28 de julho, os amigos descobriram que as quatro mulheres foram raptadas e espancadas. Ana Karolina, segundo a amiga, fora a mais machucada: morreu antes mesmo de ser socorrida. As outras três foram levadas ao Instituto Dr. José Frota (IJF).

"Uma conseguiu fugir e as outras duas disseram que não perceberam logo que a Karol estava morta, porque elas duas se fingiram de mortas. Foi uma estratégia para sobreviver. As meninas falam que em nenhum momento teve assédio, mas eles (raptores) ficaram tirando fotos e perguntando de onde elas eram, quem elas eram. 

Para mim, a morte da Karol teve relação ao aspecto social que ela estava envolvida. A Karol era quem tinha aparência mais masculinizada. Nem velório ela teve. Ficou toda desfigurada", relatou a entrevistada.

Buscas

A amiga da DJ acrescentou que não irá aceitar que criminalizem a vítima morta, algo que, segundo ela, "serve para tirar a responsabilidade do Estado pelo crime". De acordo com um policial militar, todas as mulheres abordadas na noite da ocorrência foram colocadas dentro de um táxi, com três delas sendo presas no porta-malas do veículo e Karol levada no banco do passageiro.

Conforme a SSPDS, a Polícia Civil investiga a morte por meio da 6ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A pasta pediu, por meio de nota, que a população contribua com as investigações, repassando informações que possam auxiliar as buscas. 

As denúncias podem ser feitas pelo número 181 ou para o Whatsapp do DHPP: (85) 99111-7498. A SSPDS ressaltou que o sigilo e o anonimato do denunciante são garantidos.

AUTOR: G1/CE

terça-feira, 11 de junho de 2019

EM FORTALEZA (CE), MULHERES SOFREM TENTATIVA DE LINCHAMENTO, LESBOFOBIA, RACISMO E AGRESSÃO NA PRAIA DE IRACEMA

Caso de agressão começou na Praia dos Crush (Foto: MAURI MELO/ O POVO)

Esse domingo, 9, que era para ser um dia de felicidade, em meio à comemoração pela vitória da Seleção Brasileira na Copa do Mundo feminina de futebol, acabou em violência, lesbofobia e racismo, na Praia de Iracema, em Fortaleza. Em um dos principais pontos turísticos da Capital cearense, cinco mulheres foram vítimas de uma tentativa de linchamento com gritos de "sapatão" e frases como "vocês não deviam estar aqui". O caso foi registrado por volta das 17 horas.

Uma publicitária, uma advogada, uma jornalista, uma graduada em marketing e uma universitária do curso de Moda foram cercadas por um grupo de 15 a 20 pessoas após denunciar a agressão cometida por um vendedor ambulante. As mulheres, que têm entre 26 e 28 anos de idade, afirmam que os responsáveis pela tentativa de linchamento ficaram revoltados com a denúncia, que fez com que a Polícia fosse atraída para o local. Uma sexta pessoa que também estava com as vítimas conseguiu fugir.

A principal vítima da agressão foi entrevistada pelo O POVO Online e pediu para não ser identificada. A primeira violência aconteceu nas proximidades do Aterrinho da Praia de Iracema. O trecho da orla, localizado entre o Espigão da João Cordeiro e a Ponte dos Ingleses, é conhecido como "Praia dos Crush". O grupo foi até a Praia de Iracema para assistir ao jogo e permaneceu na praia após a partida no intuito de ver o pôr do sol.

"Dei 20 R$ e ele devolveu apenas R$ 6 de troco. Disse que não tinha o restante do dinheiro e que ia colocar mais cachaça na caipirinha. Minha namorada disse que não precisava e depois passava lá para pegar o troco. Ele começou a dizer que ela estava bêbada e agredir a gente com palavras. Foi quando escutei ele insultar e a chamar de sapatão e falou em questão de pele, uma injúria racial com ela. Ela não ouviu, pois estava distante. Eu voltei e pedi respeito. Quando virei para procurar minha namorada ele deu um soco na lateral do meu rosto", relatou.

A advogada de 26 anos sequer consegue repetir todas as ofensas que recebeu. Ela afirma que foi agredida e roubada. "Na primeira porrada que ele me deu eu caí no chão. Meu óculos caíram e meu relógio sumiu. Quando levantei o outro cara que estava na barraca amarrou meu braço para trás e senti uma porrada no mesmo lugar. Continuaram me batendo e ele travou meus braços. Minha namorada ficou na minha frente e mandando ele ir embora", relatou.

Após a agressão, as vítimas procuraram a Polícia Militar, que foi até o local junto das meninas. O autor do crime não estava mais no ponto de vendas. A garota agredida viu que o ajudante do agressor estava no lugar dele na venda de bebidas e afirmou aos policiais que na hora da agressão o homem ajudou a segurá-la. Segundo outra menina, o ajudante negou e disse à Polícia que tentava afastá-lo. Ele não foi preso ou encaminhado à delegacia para esclarecimentos.

Uma terceira vítima, que também pediu para não ser identificada, prestou depoimento como testemunha. Ela disse, em entrevista ao O POVO Online, que perceberam que o caso não seria resolvido e seguiram até o carro no intuito de voltar para casa. Nesse momento não houve escolta policial. No caminho, as mulheres foram surpreendidas por um grupo de 15 a 20 pessoas, a maioria do sexo feminino, que corria em direção a elas.

Uma terceira vítima da tentativa de linchamento, que também concedeu entrevista à reportagem, relata que correu até o posto policial. "Cerca de 20 pessoas correndo atrás da gente, a maioria mulheres. Quando a gente viu, a primeira reação que eu tive foi de correr para chamar a Polícia. Eu corri muito rápido e, enquanto isso, as pessoas estavam batendo nelas. Cheguei ofegante na cabine da Polícia. Afirmei que minhas amigas estavam sendo agredidas e um dos PMs disse que ia pegar a moto. Eles foram e eu fui correndo na frente. Só pararam de bater nelas depois que a Polícia chegou", afirmou a garota durante a entrevista.

Conforme o relato das vítimas, não aconteceram prisões em flagrante. Uma das meninas foi socorrida a um hospital particular após desmaiar diversas vezes. O grupo entrou em contato com uma advogada e seguiu para o 2º Distrito Policial, na Aldeota, onde foi registrado o Boletim de Ocorrência (B.O.). Na unidade da Polícia Civil, duas das meninas foram encaminhadas à sede da Perícia Forense para realização do exame de corpo de delito. Já as vítimas que não sofreram agressões físicas prestaram depoimento como testemunhas.

Uma das vítimas relata o drama que está vivendo após o caso de violência. "Estamos com medo. Eu não estou querendo nem sair de casa. O medo é que alguém tenha gravado a minha cara. Uma das meninas chegou a ver uma mulher armada com faca e saiu correndo. Poderia ter acontecido algo pior se a Polícia não tivesse chegado. A gente não tinha nem como se defender", relata a vítima.

Polícia Civil investiga caso

A Polícia Civil do Estado do Ceará, por meio de nota, informou que as investigações estão a cargo do 2º Distrito Policial, na Aldeota. "Um Boletim de Ocorrência (B.O) foi registrado pelas vítimas, na noite de ontem (domingo, 9), tendo a delegacia distrital expedido uma guia para a realização do exame de corpo de delito na Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce)", disse o órgão, que informou que analisará qual o procedimento policial será instaurado e quais os crimes os autores serão indiciados.

Correria na Praia de Iracema

No domingo, 9, a ocorrência de um "tumulto" na Praia de Iracema chegou ao O POVO Online por meio de banhistas no começo da noite. As pessoas relatavam a presença da Polícia no local e correria na praia. O POVO Online solicitou nota à Polícia Militar sobre o que acontecia no local. A PMCE, por sua vez, informou que foi acionada para uma tentativa de linchamento e que em seguida teria escoltado as vítimas. Na nota não foi informado o contexto da tentativa de linchamento.

AUTOR: O POVO

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

EM FORTALEZA (CE), ESCOLA ORIENTA PAIS PARA NÃO RENOVAR MATRÍCULA DE FILHA 'TRANS'

Lara estuda na mesma escola desde que tinha dois anos. Diretora chegou a afirmar ao O POVO que instituição estava se adaptando JULIO CAESAR

Foi em uma reunião, na tarde de ontem, que os pais de Lara*, 13, foram pegos de surpresa com “orientação” da escola para que não renovem a matrícula da filha para 2018. Lara estuda desde os dois anos na Escola Educar Sesc. 

Agora, no ano em que a menina começou o processo de transformação da identidade de gênero, os pais receberam a “recomendação” para mudarem a filha da escola.

“Está claro que é transfobia porque eles reconhecem que a Lara tem boas notas e bom comportamento”, denuncia a mãe, Mara.

Ela diz que, ontem, foi recebida pela coordenadora regional, Silvia Vieira. “Ela já estava com uma pasta com todos os documentos para a transferência. Marcou a reunião no último dia de provas e nos pegou completamente de surpresa”.
Segundo Mara, outras questões começaram a ser burocratizadas anteriormente pela escola. Uma é o nome social, que, ela diz, chegou a ser aderido por professores e colegas, mas nunca foi modificado nos registros de matrícula, avaliações, boletins. Outra é o banheiro. Lara usava o banheiro da coordenação porque não houve adaptação. “Foi muito constrangedor porque é uma escola que se diz inclusiva. A Lara está muito triste porque lá é a segunda casa dela. Eu fiquei muito abalada, abalou nossa família”, afirma.

Ontem mesmo Mara registrou boletim de ocorrência contra a instituição. Em matéria publicada no último dia 2 de outubro no O POVO sobre as descobertas da menina trans, a diretora pedagógica Marta Araújo Pereira chegou a afirmar que a escola estava em adaptação e falou sobre as práticas de igualdade no local. No entanto, procurada ontem pelo O POVO, além de não negar a recomendação, afirmou que foi orientada a dizer que “o Sesc não teria nada a declarar”.

Então, O POVO entrou em contato com a instituição que, em nota, informou que a reunião foi uma conversa “sobre a situação da mudança do nome e comportamento” e também não negou a solicitação para mudança de escola. Questionada sobre a matrícula da menina, eles informaram que está vigente — se reportando ao nome civil, não ao social. Não responderam sobre a disponibilidade de vaga para Lara em 2018.

Segundo Dillyane Ribeiro, advogada do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca), se confirmada a denúncia, o caso desrespeita a constituição e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Tanto a escola pode ser responsabilizada na parte administrativa, pelo Conselho Estadual da Educação, na parte cível, pelo Ministério Público, e na parte criminal pelo constrangimento e danos morais”, detalha.

Para ela, o caso reforça a importância da discussão sobre igualdade de gênero nas instituições de ensino, “para que a escola possa de fato promover um ambiente respeitoso, acolhedor e saudável para as pessoas”.

*O sobrenome foi suprimido a pedido da família

AUTOR: O POVO

terça-feira, 9 de junho de 2015

NOVO CASO DE VIOLÊNCIA POLICIAL NOS EUA, TEM AGRESSÃO A MENINA DE 14 ANOS

Um policial nos Estados Unidos foi suspenso após a divulgação de um vídeo que mostra ele jogando ao chão uma adolescente de 14 anos e apontando sua arma para outros jovens (Foto: BBC)

Um policial nos Estados Unidos foi suspenso após a divulgação de um vídeo que mostra ele jogando ao chão uma adolescente de 14 anos e apontando sua arma para outros jovens.

O policial, Eric Casebolt, parece puxar o cabelo da menina, que está de biquíni, e forçar sua cabeça contra o solo. Veja vídeo.

O incidente reforça as críticas de uso excessivo de força e brutalidade por parte da polícia americana contra membros da comunidade afro-americana.

As imagens foram gravadas com um telefone celular durante uma festa em uma piscina comunitária na cidade de McKinney, no Estado do Texas.

O prefeito de McKinney pediu providências, mas o caso reacende o debate sobre racismo nas operações de forças policiais americanas.
As imagens foram gravadas com um telefone celular durante uma festa em uma piscina comunitária na cidade de McKinney, no Estado do Texas (Foto: BBC)

AUTOR: BBC

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

ALUNO BARRADO EM COLÉGIO POR USAR GUIAS DE CANDOMBLÉ, VAI SE ENCONTRAR COM PAES, NO RJ

Colares são chamados 'guias' (Foto: Reprodução / TV Bahia)

O estudante de 12 anos, barrado pela diretora de uma escola municipal por usar bermudas brancas e guias por baixo do uniforme, se encontrará com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, nesta quarta-feira (3). O encontro será na Prefeitura, às 11h.Uma sindicância foi aberta pela Secretaria Municipal de Educação para apurar o caso e, segundo o município, todas as medidas cabíveis serão tomadas ao fim da apuração.

O prefeito Eduardo Paes e a secretária de Educação, Helena Bomeny, vão receber pessoalmente o aluno da rede municipal de ensino, que irá ao encontro acompanhado de sua mãe.

A Prefeitura do Rio, através de nota, informou que não admite qualquer tipo de discriminação nas unidades escolares da Rede Municipal.

O estudante da quarta série do ensino fundamental Escola Municipal Francisco Campos, no Grajaú, na Zona Norte do Rio, foi barrado pela diretora da instituição por usar bermudas brancas e guias por baixo do uniforme, segundo a família.

A rotina de ir à escola virou motivo de constrangimento para um aluno que estava se iniciando no candomblé.

“Antes de ele entrar para o candomblé, eu avisei para a professora e ela logo disse que ele não entraria no colégio. Eu expliquei que ele teria que usar branco e as guias, mas ela não aceitou”, contou indignada a mãe do estudante ao G1, Rita de Cássia.

No dia 25 de agosto, depois quase um mês sem ir à escola, o jovem tentou voltar. “Eu levei o meu filho e, na porta da escola, ela [diretora] não viu que eu estava atrás e colocou a mão no peito dele e disse: ‘Aqui você não entra’. E eu expliquei que ele teria que usar as guias e o branco por três meses e aí ela respondeu: ‘O problema é seu’”, disse Rita de Cássia.

Rita ressaltou que o filho de sentiu humilhado diante dos amigos do colégio e chorou muito. “Se ela estivesse esperado todo mundo entrar e me chamasse no canto para tentar encontrar uma forma para colocar ele pra dentro seria uma coisa. Mas, não. Ela barrou ele na frente de todo mundo. Eu discuti, falei palavrão feio pra ela, eu admito, mas ela não poderia ter feito isso com ele. Ele foi muito humilhado”, afirmou a mãe.

O jovem de 12 anos foi definido pela mãe como uma criança determinada. Apesar do constrangimento, Rita contou que o filho em momento algum pensou em abrir mão dos ideais do candomblé.

“A escolha de entrar para o candomblé foi dele. Ele sabe o que quer, é muito firme nas decisões. Por nada ele larga a religião dele. Quando aconteceu isso tudo ele disse: ‘Se eu fosse muçulmano ou qualquer outra coisa eu deveria ser respeitado, isso é discriminação’”, lembrou a mãe.

Segundo Rita, o jovem caminhou até em casa de cabeça baixa, teve febre e perdeu o interesse de retornar à escola. “Se o meu filho estivesse com drogas, se tivesse arma tenho certeza que eles iam tampar os olhos”, reclamou.

Depois de quatro dias do episódio, ele foi transferido para a Escola Municipal Panamá, também no Grajaú, onde foi bem recebido pela diretoria, professores e estudantes.

“Depois que eu fui lá para pedir a transferência a diretora disse que não gostaria que eu levasse ele porque ele era um ótimo aluno. Mas o que ela não poderia era ter feito meu filho passar vergonha. Depois que ele foi tão humilhado, meu filho foi muito bem aceito na escola nova. Todo mundo me apoiou. Pra quem é mãe é muito difícil ver um filho sofrendo esse preconceito”, disse emocionada Rita de Cássia.

AUTOR: G1/RJ

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

CASO DE RACISMO NO FACEBOOK É INVESTIGADO PELA POLÍCIA DE MINAS GERAIS

A foto do casal foi compartilhada por outros perfis. (Foto: Reprodução do Facebook)

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga um caso de racismo pela internet sofrido por uma jovem negra de 20 anos, moradora do município de Muriaé, em Minas Gerais. Na semana passada, ela postou em seu perfil no Facebook uma foto em que aparecia abraçada com o namorado, que é branco e tem 18 anos. Logo após a imagem ir ao ar, a jovem começou a receber comentários preconceituosos, como um em que dizia que ela havia “roubado um branco para fazer a foto”. Outro dirigia-se ao namorado, perguntando: “Onde comprou essa escrava?”.

A jovem registrou ocorrência na 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil (DRPC) nesta terça-feira. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, já foi instaurado um inquérito para apurar o caso. O objetivo é tentar identificar as pessoas que fizeram os comentários racistas. A investigação será repassada à 31ª DP, que fica no bairro da Gávea, área onde aconteceu o caso. A Delegacia de Crimes Cibernéticos já foi acionada para dar apoio à investigação.

O perfil da jovem foi tirado do ar, mas a foto já foi compartilhada por outros perfis. Num deles, chamado “Pretinho do Poder”, o post com o caso foi acompanhado da frase: “Que ridículo esses comentários. Cadê a justiça nesse #Brasil? Bando de Racistas”. Quase 150 mil pessoas curtiram a postagem, que já foi compartilhada mais de 19 mil vezes. A maioria dos comentários condena o preconceito sofrido pela jovem. “Eu passei por isso a minha vida toda desde a primeira namorada! Sou alvo de constantes piadas e apelidinhos do tipo: capitão do mato, rei da senzala, caçador de macacas... Eu simplesmente ignoro e tenho pena dessas pessoas de mente pequena”, diz um deles.

AUTOR: Extra Online

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

MORRE NELSON MANDELA, ÍCONE DA LUTA PELA IGUALDADE RACIAL

O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela morreu aos 95 anos em Pretória, anunciou nesta quinta-feira (5) o atual presidente, Jacob Zuma. Mandela ficou internado de junho a setembro devido a uma infecção pulmonar. 

Ele deixou o hospital e estava em casa. “Ele partiu, ele se foi pacificamente na companhia de sua família”, afirmou o presidente. “Ele descansou, ele agora está em paz. Nossa nação perdeu seu maior filho. Nosso povo perdeu seu pai.”

Conhecido como “Madiba” na África do Sul, ele foi considerado um dos maiores heróis da luta dos negros pela igualdade de direitos no país e foi um dos principais responsáveis pelo fim do regime racista do apartheid, vigente entre 1948 a 1993.
Retrato de Nelson Mandela feito em 2009 (Foto: AP)
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REPERCUSSÃO da morte de Mandela

Foram quatro internações desde dezembro. Em abril, as últimas imagens divulgadas do ex-presidente mostraram bastante fragilidade – ele foi visto sentado em uma cadeira, com um cobertor sobre as pernas. Seu rosto não expressava emoção. Em março de 2012, o ex-presidente sul-africano havia sido hospitalizado por 24 horas, e o governo informou, na ocasião, que Mandela tinha sido internado para uma bateria de exames rotineira.

Em dezembro, porém, ele permaneceu 18 dias hospitalizado, em decorrência de uma infecção pulmonar. No fim de março de 2013, ele passou 10 dias internado, também por uma infecção pulmonar, provavelmente vinculada às sequelas de uma tuberculose que contraiu durante sua detenção na prisão de Robben Island (ilha de Robben), onde ficou 18 anos preso, de 1964 a 1982.

Histórico
Ele ficou preso durante 27 anos e ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1993, sendo eleito em 1994 o primeiro presidente negro da África do Sul, nas primeiras eleições multirraciais do país. Mandela é alvo de um grande culto em seu país, onde sua imagem e citações são onipresentes. Várias avenidas têm seu nome, suas antigas moradias viraram museu e seu rosto aparece em todos os tipos de recordações para turistas.

Havia algum tempo sua saúde frágil o impedia de fazer aparições públicas na África do Sul - a última foi durante a Copa do Mundo de 2010, realizada no país. Mas ele continuou a receber visitantes de grande visibilidade, incluindo o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton.

Mandela passou por uma cirurgia de próstata em 1985, quando ainda estava preso, e foi diagnosticado com tuberculose em 1988. Em 2001, foi diagnosticado com câncer de próstata e hospitalizado por problemas respiratórios, sendo liberado dois dias depois.

Biografia
Mandela nasceu em 18 de julho de 1918 no clã Madiba no vilarejo de Mvezo, no antigo território de Transkei, sudeste da África do Sul. Seu pai, Henry Gadla Mphakanyiswa, era chefe do vilarejo e teve quatro mulheres e 13 filhos - Mandela nasceu da terceira mulher, Nosekeni. Seu nome original era Rolihlahla Mandela.

Após seu pai morrer em 1927, ele foi acolhido pelo rei da tribo, Jongintaba Dalindyebo. Ele cursou a escola primária no povoado de Qunu e recebeu o nome Nelson de uma professora, seguindo uma tradição local de dar nomes cristãos às crianças. Conforme as tradições Xhosa, ele foi iniciado na sociedade aos 16 anos, seguindo para o Instituto Clarkebury, onde estudou cultura ocidental. Na adolescência, praticou boxe e corrida.

Mandela ingressou na Universidade de Fort Hare para cursar artes, mas foi expulso por participar de protestos estudantis. Ele completou os estudos na Universidade da África do Sul. Após terminar os estudos, o rei Jongintaba anunciou que Mandela devia se casar, o que motivou o jovem a fugir e se mudar para Johanesburgo, em 1941.

Em Johanesburgo, ele trabalhou como segurança de uma mina e começou a se interessar por política. Na cidade, Mandela também conheceu o corretor de imóveis Walter Sisulu, que se tornou seu grande amigo pessoal e mentor no ativismo antiapartheid. Por indicação de Sisulu, Mandela começou a trabalhar como aprendiz em uma firma de advocacia e se inscreveu na faculdade de direito de Witwatersrand.

Mandela começou a frequentar informalmente as reuniões do Congresso Nacional Africano (CNA) em 1942. Em 1944, ele fundou a Liga Jovem do Congresso e se casou com a prima de Walter Sisulu, a enfermeira Evelyn Mase. Eles tiveram quatro filhos (dois meninos e duas meninas) – uma das garotas morreu ainda na infância.

Em 1948, ele se tornou secretário nacional do Congresso Nacional Africano (CNA) – no mesmo ano, o Partido Nacional ganhou as eleições do país e começou a implementar a política de apartheid (ou segregação racial). O estudante conheceu futuros colegas da política na faculdade, mas abandonou o curso em 1948, admitindo ter tido notas baixas - ele chegou a retomar a graduação na Universidade de Londres, mas só se formou em 1989 pela Universidade da África do Sul, quando estava preso.

Em 1951, Mandela se tornou presidente do CNA. Em 1952, ele abriu com o amigo Oliver Tambo o primeiro escritório de advocacia do país voltado para negros. No mesmo ano, Mandela foi escolhido como líder da campanha de oposição encabeçada pelo CNA e viajou pelo país, em protesto contra seis leis consideradas injustas. Como reação do governo, ele e 19 colegas foram presos e sentenciados a nove meses de trabalho forçado.

Em 1955, ele ajudou a articular o Congresso do Povo e citava a política pacifista de Gandhi como influência. A reunião uniu a oposição e consolidou as ideias antiapartheid em um documento chamado Carta da Liberdade. No fim do ano, Mandela foi preso juntamente com outros 155 ativistas em uma série de detenções pelo país. Todos foram absolvidos em 1961.

Em 1958, Mandela se divorciou da enfermeira Evelyn Mase e se casou novamente, com a assistente social Nomzamo Winnie Madikizela. Os dois tiveram dois filhos.

Em março de 1960, a polícia matou 69 manifestantes desarmados em um protesto contra o governo em Sharpeville. O Partido Nacional declarou estado de emergência no país e baniu o CNA. Em 1961, Mandela tornou-se líder da guerrilha Umkhonto we Sizwe (Lança da Nação), após ser absolvido no processo da prisão de 1955. Logo após a absolvição, ele e colegas passaram a trabalhar de maneira escondida planejando uma greve geral no país.

Ele deixou o país ilegalmente em 1962, usando o nome de David Motsamayi, para viajar pela África para receber treinamento militar. Mandela ainda visitou a Inglaterra, Marrocos e Etiópia, e foi preso ao voltar, em agosto do mesmo ano. De acordo com o jornal “Telegraph”, a organização perdeu o ideal de protestos não letais com o tempo e matou pelo menos 63 pessoas em bombardeios nos 20 anos seguintes.

Mandela foi acusado de deixar o país ilegalmente e incentivar greves, sendo condenado a cinco anos de prisão. A pena foi servida inicialmente na prisão de Pretória. Em março de 1963, ele foi transferido à Ilha de Robben, voltando a Pretória em junho. Um mês depois, diversos companheiros de partido foram presos.

Em 1963, Mandela e outras nove pessoas foram julgados por sabotagem, no que ficou conhecido como Julgamento Rivonia. Sob o risco de ser condenado à pena de morte, Mandela fez um discurso à corte que foi imortalizado.

“Eu lutei contra a dominação branca, e lutei contra a dominação negra. Eu cultivei o ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia e com oportunidades iguais. Este é um ideal pelo qual eu espero viver e alcançar. Mas, se for necessário, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer”, afirmou.

Em 1964, Mandela e outros sete colegas foram condenados por sabotagem e sentenciados à prisão perpétua. Um deles, Denis Goldberg, foi preso em Pretória por ser branco. Os outros foram levados para a Ilha de Robben.

27 anos de prisão
Mandela passou 18 anos detido na ilha de Robben, na costa da Cidade do Cabo, e nove na prisão Pollsmoor, no continente – a transferência ocorreu em 1982. Enquanto esteve preso, Mandela perdeu sua mãe, que morreu em 1968, e seu filho mais velho, morto em 1969. Ele não foi autorizado a participar dos funerais.

Durante o período em que ficou preso, sua reputação como líder negro cresceu e sedimentou a imagem de liderança do movimento antiapartheid. A partir de 1985, ele iniciou o diálogo sobre sua libertação com o Partido Nacional, que exigia que ele não voltasse à luta armada. Neste ano, ele passou por uma cirurgia na próstata e, ao voltar para a prisão, passou a ser mantido em uma cela sozinho.

Em 1988, Mandela passou por um tratamento contra tuberculose e foi transferido para uma casa na prisão Victor Verster. Em 2 de fevereiro de 1990, o presidente sul-africano Frederik Willem de Klerk reinstituiu o Congresso Nacional Africano (CNA). No dia 11 de fevereiro de 1990, Mandela foi solto e, em um evento transmitido mundialmente, disse que continuaria lutando pela igualdade racial no país.

Prêmio Nobel e presidência
Em 1991, Mandela foi eleito novamente presidente do CNA. Nelson Mandela e Frederik de Klerk dividiram o Prêmio Nobel da Paz em 1993, por seus esforços para trazer a paz ao país.

Mandela encabeçou uma série de articulações políticas que culminaram nas primeiras eleições democráticas e multirraciais do país em 27 de abril de 1994.

O CNA ganhou com 62% dos votos, enquanto o Partido Nacional teve 20%. Com o resultado, Mandela tornou-se o primeiro líder negro do país e também o mais velho, com 75 anos. Ele tomou posse em 10 de maio de 1994. A gestão do presidente foi marcada por políticas antiapartheid, reformas sociais e de saúde.

Em 1996, Mandela se divorciou de Nomzamo Winnie Madikizela por divergências políticas que se tornaram públicas. Em 1998, no dia de seu 80º aniversário, ele se casou com Graça Machel, viúva de Samora Machel, antigo presidente moçambicano.

Em 1999, não se candidatou à reeleição e se aposentou da carreira política. Desde então, ele passou boa parte de seu tempo em sua casa no vilarejo de Qunu, onde passou a infância, na província pobre do Cabo Leste.

Causas sociais
Após o fim da carreira política, Mandela voltou-se para a causa de diversas organizações sociais e de direitos humanos.

Participou de uma campanha de arrecadação de fundos para combater a Aids que tinha como símbolo o número 46664, que carregava quando esteve na prisão.

Em 2008, a comemoração de seu aniversário de 90 anos foi um ato público com shows em Londres, que contou com a presença de artistas e celebridades engajadas na campanha. Uma estátua de Mandela foi erguida na Praça do Parlamento, na capital inglesa.

Em novembro de 2009, a ONU anunciou que o dia de seu aniversário seria celebrado em todo o mundo como o Dia Internacional de Mandela, uma iniciativa para estimular todos os cidadãos a dedicar 67 minutos a causas sociais - um minuto por ano que ele dedicou a lutar pela igualdade racial e ao fim do apartheid.

AUTOR: G1/SP

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

GAÚCHA DESTILA PRECONCEITO CONTRA NORDESTINOS EM COMENTÁRIO SOBRE TRAGÉDIA EM SANTA MARIA (RS)

Em matéria postada no portal da Rede Globo (g1.globo.com) sobre a triste tragédia que ocorreu em Santa Maria no Rio Grande do Sul, houve comentários que acabou chamando a atenção e causando revolta entre os internautas.

Em seu comentário, Patrícia Anible demonstrou um grande preconceito contra os nordestinos, deixando claro que queria que a tragédia acontecesse nos estados do Piauí, Ceará, Bahia e Amazonas. Ainda disse que não poderia ocorrer no Rio Grande do Sul, pois é um estado de gente inteligente, ao contrário dos estados do nordeste acima citados.

AUTOR: Ceará em Rede

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

HOMOSSEXUAL DIZ TER SIDO PROIBIDO DE BEIJAR NAMORADO EM BAR DE FORTALEZA

Post do estudante já conta com 486 compartilhamentos (Foto: Tel Cândido/Facebook)

Uma denúncia de discriminação sexual em um bar de Fortaleza repercutiu nas redes sociais nesta segunda-feira (16). De acordo com relato do estudante Tel Cândido, de 25 anos, ele e um grupo de quatro amigos, estavam no bar na noite do sábado (15), no Bairro Montese, e foram advertidos pela garçonete de que não era permitido troca de beijos e outras formas de carinho no estabelecimento. Questionada se a regra valia para todas as pessoas, a garçonete disse, segundo Cândido, que nas "normas da casa" a proibição se restringia aos casais do mesmo sexo. O post escrito pelo estudante em seu perfil no Facebook teve 486 compartilhamentos nesta segunda.

Por telefone, uma das proprietárias do bar, o Suvaco de Cobra, Sheila Nogueira, disse ter havido um mal-entendido. Segundo ela, aconteceu foi um certo "exagero" na troca de beijos do casal e que de maneira nenhuma teve a intenção de cometer um ato de homofobia. "Depois do acorrido, conversei com o rapaz, pedi desculpas e expliquei que o que estava sendo questionado era a intensidade das carícias e até pedi que eles tivessem um pouco de bom senso, já que estávamos em um ambiente frequentado por pessoas de todas as idades. Se um casal heterossexual tivesse se comportado da mesma maneira, nós também os teríamos abordado".

Para o estudante, houve um clássico ato de preconceito por parte da administração do bar. "É isso que dói, mesmo quando um pedido de desculpas vazio tenta mascarar os preconceitos que sustentaram esse episódio. É mais do que um beijo, é mais do que o direito a consumir, é, sobretudo, ver-se julgado como inferior, como anormal, como imoral, sujo. É isso que nenhum pedido de desculpas repara", disse.

AUTOR: G1/CE

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