I

LEITORES DO TIANGUÁ AGORA!

SEJAM TODOS MUITO BEM VINDOS, E TENHAM UMA ÓTIMA LEITURA!.

ACESSE MEU CANAL NO WHATSAPP

ACESSE MEU CANAL NO WHATSAPP
FIQUE SABENDO DE TODAS AS NOTÍCIAS

CURTA O TIANGUÁ AGORA NO FACEBOOK!

RESGATE TIANGUÁ

RESGATE TIANGUÁ
NOVO NÚMERO!

TIANGUÁ AGORA - ÚLTIMAS NOTÍCIAS!!!

ANUNCIE AQUI E CRESÇA!

ANUNCIE AQUI E CRESÇA!
WHATSAPP (85)9-9414-6811 GUGU LOCUTOR

MERCEARIA MAIA, O LUGAR CERTO PARA VOCÊ COMPRAR!

MERCEARIA MAIA, O LUGAR CERTO PARA VOCÊ COMPRAR!
RUA 103 N° 43 BAIRRO NOVO MONDUBIM, FORTALEZA-CE

JC ESTÚDIO TUDO EM MÍDIAS PARA VOCÊ

JC ESTÚDIO TUDO EM MÍDIAS PARA VOCÊ
APROVEITE E PEÇA O SEU ORÇAMENTO JÁ!

CURTA O TIANGUÁ AGORA NO FACEBOOK!

CURTA A MAIS NOVA PÁGINA DESTE BLOG, NO FACEBOOK!

Mostrando postagens com marcador PROPINA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PROPINA. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

O TRF-4 MANTÉM CONDENAÇÃO DE LULA E AUMENTA A PENA NO CASO DO SÍTIO DE ATIBAIA

FOTO: EDVAM.COM

Por unanimidade, os três desembargadores da 8ª turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) votaram nesta quarta-feira (27) por manter a condenação e ampliar a pena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia.

Votaram no julgamento, que durou 7 horas e 40 minutos (além de uma hora de intervalo), o relator da Lava Jato no TRF-4, João Pedro Gebran Neto; o revisor, João Leandro Paulsen; e o presidente da turma, Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz.

O primeiro a se pronunciar foi Gebran Neto, que votou pelo aumento da sentença para 17 anos, 1 mês e 10 dias. Paulsen e Thompson acompanharam integralmente o relator.

Lula havia sido condenado na 13ª Vara Federal de Curitiba, em primeira instância, em fevereiro de 2019, a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro pela juíza substituta Gabriela Hardt. O ex-presidente é acusado de ter se beneficiado com propinas de construtoras que teriam reformado e decorado um sítio em Atibaia usado pela família do petista.

No julgamento na sede do TRF-4, em Porto Alegre, os desembargadores se manifestaram com relação a um pedido da defesa de Lula para anular a sentença da primeira instância e a recursos apresentados pelos advogados sobre a condenação em si.

RESUMO:

Os três desembargadores da 8ª turma do TRF-4 votaram contra a anulação da sentença da 1ª instância no caso do sítio em Atibaia. Esse era o principal pedido da defesa do ex-presidente
O TRF-4 manteve a condenação de Lula na 1ª instância por corrupção e lavagem de dinheiro
Os desembargadores aumentaram a pena para 17 anos, 1 mês e 10 dias (veja, abaixo, o detalhamento)
Os desembargadores consideraram em seus votos que: 1) embora o sítio não fosse formalmente de Lula, e, sim, de Fernando Bittar, o ex-presidente usava o local com frequência e levou parte de seu acervo pessoal para as dependências do imóvel; 2) o pagamento ocorreu por meio de reformas custeadas custeadas pelas empreiteiras Odebrecht e pela OAS; 3) o montante da propina seria de 3% de cada contrato firmado entre as empreiteiras e a Petrobras; 4) a Odebrecht firmou quatro contratos com a Petrobras que teriam gerado pagamento de vantagens indevidas por Marcelo Odebrecht; 5) nos sistemas da Odebrecht, é possível encontrar lançamentos de valores, com indicação de codinome direto para a obra no sítio; 6) pegava-se o dinheiro sujo e entregava esse valor de forma branqueada, o que caracteriza o crime de lavagem de dinheiro; 7) não há dúvida de que os valores aportados pela OAS para reforma e compra da cozinha tinham origem na conta geral de propina da construtora e constituem em vantagem indevida caracterizadora da corrupção; 8) houve pagamento e desvio de valores da Odebrecht e da OAS em favor do PT, mediante contratos específicos
Com a condenação mantida na 2ª instância, Lula não voltará a ser preso de imediato, com base na mesma decisão do STF que permitiu que ele fosse solto no caso do triplex. Uma eventual prisão deverá ocorrer só depois que não houver mais possibilidade de recurso
Após a condenação, a defesa disse que vai aguardar a publicação do acórdão para decidir se vai recorrer no próprio TRF-4 ou em tribunais superiores. O advogado de Lula também afirmou que a decisão é incompatível com o que diz o STF sobre a ordem das alegações finais dos processos

No processo, a defesa de Lula pedia a anulação da sentença ou a absolvição do ex-presidente. Dentre outros argumentos, alegava não haver provas contra Lula e acusava a Justiça de atuar sem imparcialidade. O MPF, por outro lado, pediu o aumento da pena do ex-presidente.

Essa é a segunda ação de Lula na Lava Jato com andamento no TRF-4. Ele ficou preso de abril de 2018 a novembro de 2019 após ter sido condenado em segunda instância, em janeiro do ano passado, no processo do triplex do Guarujá. Ele saiu da cadeia após decisão do STF que derrubou prisões após condenação em segunda instância.

Além de Lula, outras 12 pessoas foram denunciadas no processo. Uma delas é Marcelo Odebrecht, ex-presidente da Odebrecht, que teve a condenação por corrupção ativa suspensa por causa do acordo de delação premiada.


Outro era Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, ex-executivo do grupo, que foi condenado em 1ª instância por lavagem de dinheiro e não recorreu (veja a lista de réus absolvidos, condenados e respectivas penas abaixo).

Veja o detalhamento da pena de Lula

Pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, a pena foi fixada em 17 anos, 1 mês e 10 dias + 422 dias-multa (os dias multa sempre 2 salários mínimos cada). A dosimetria é a seguinte:

Corrupção passiva em prol do PT: 9 anos e 4 meses de reclusão + 266 dias-multa de 2 salários mínimos cada
Corrupção passiva pelo recebimento de R$ 700 mil da Odebrecht: 3 anos e 4 meses + 56 dias multa a 2 salários cada dia
Lavagem de capitais pela reforma feita pela Odebrecht: 3 anos e 3 meses de reclusão + 22 dias multa
Corrupção passiva pelo ganho de US$ 170 mil da OAS: 3 anos e 4 meses de reclusão + 56 dias-multa
Lavagem de capitais pela reforma realizada pela OAS: 3 anos e 3 meses de reclusão + 22 dias-multa
TRF-4 condena Lula a 17 anos de prisão por unanimidade

TRF-4 citou STF e 'alegações finais', mas não anulou sentença

Antes de julgar o mérito – ou seja, de tratar dos recurso da defesa de Lula sobre a condenação em si –, o TRF-4 rejeitou por unanimidade os pedidos da defesa para anulação da sentença (no julgamento das chamadas preliminares).

Uma eventual anulação poderia ter feito a ação voltar à primeira instância, para que fosse alterada a ordem de apresentação das alegações finais. Conforme recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), réus que não são delatores, caso de Lula, devem apresentar alegações finais por último.

No caso do processo do sítio, todos os réus tiveram o mesmo prazo para apresentar as alegações.

Para Gebran Neto e Thompson, no entanto, o entendimento do STF não se aplica a este caso de Lula e do sítio em Atibaia – valeria apenas para casos posteriores à decisão do STF. Já Paulsen afirmou, com relação a isso, que o andamento do processo não gerou nenhum prejuízo aos réus. "Nas alegações finais, não foi suscitado nenhum conteúdo estranho ao que há havia sido debatido", disse.

Assim, por unanimidade, ficou definida a manutenção do processo na segunda instância.

Além disso, nas preliminares também foi rejeitada a suspeição do ex-juiz e atual ministro da Justiça Sergio Moro. Os desembargadores também negaram haver irregularidade na sentença da juíza de primeira instância, da juíza Gabriela Hardt, que continha trechos da condenação de Lula no caso do triplex em Guarujá.

Para Cristiano Zanin, advogado de Lula, a decisão do caso do sítio de Atibaia repete a sentença da ação do triplex, ponto que ele aponta como irregular.

O que acontece após o julgamento?

Com a condenação mantida na 2ª instância, Lula não voltará a ser preso de imediato, com base na mesma decisão do STF que permitiu que ele fosse solto no caso do triplex. Uma eventual prisão deverá ocorrer só depois que não houver mais possibilidade de recurso.

Como o STF decidiu, no início de novembro, mudar entendimento anterior e derrubar a possibilidade de prisão de condenados em segunda instância, Lula continua solto com a possibilidade de entrar com recurso.

Agora, tanto a defesa do ex-presidente quanto o Ministério Público Federal podem recorrer a instâncias superiores da Justiça, como o STF e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a decisão do TRF-4

O que diz a defesa de Lula
Cristiano Zanin, advogado de Lula, fala em julgamento no TRF-4 sobre sitio em Atibaia

O advogado Cristiano Zanin, que defende Lula, afirmou após o julgamento nesta quarta que a decisão do TRF-4.

"A decisão de hoje é incompatível com o STF ao definir que é necessário dar a defesa dos corréus delatados a falar depois dos corréus delatores", disse o advogado do ex-presidente.

O pedido principal da defesa de Lula era a anulação do processo. Um dos argumentos usados foi a determinação recente do STF de que réus que não são delatores, caso do ex-presidente, devem apresentar alegações finais por último.

Em sua sustentação oral no julgamento no TRF-4, Zanin disse que foi mais uma "condenação injusta". Para ele, a decisão do caso do sítio de Atibaia repete a sentença da ação do triplex, outro ponto que ele aponta como irregular:

"Isso é mais uma ilegalidade, existe um princípio segundo o qual ninguém pode ser acusado, muito menos condenado pela mesma hipótese acusatória".

Cristiano Zanin, Advogado de Lula, fala em julgamento no TRF-4 sobre sítio em Atibaia
Entenda a denúncia sobre o sítio

O MPF denunciou Lula por considerar que ele recebeu propina do Grupo Schain, por intermédio de José Carlos Bumlai, e das empreiteiras OAS a Odebrecht.

Parte dos pagamentos, segundo o MPF, foi feita por meio da reforma e da decoração no sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), que o ex-presidente frequentava com a família.

Ao todo, os pagamentos de propina somariam R$ 128 milhões da Odebrecht e outros R$ 27 milhões da OAS.

O valor gasto com a reforma do sítio foi de R$ 1,02 milhão, de acordo com o MPF. Ainda segundo a denúncia, R$ 870 mil foram repassados por OAS e Odebrecht, enquanto outros R$ 150 mil foram repassados pela Schain por intermédio de Bumlai.

Segundo o MPF, Lula ajudou as empreiteiras ao manter nos cargos os ex-executivos da Petrobras Renato Duque, Paulo Roberto Costa, Jorge Zelada, Nestor Cerveró e Pedro Barusco, que comandaram boa parte dos esquemas fraudulentos descobertos pela Lava Jato entre empreiteiras e a estatal.

Outros réus condenados

Emílio Odebrecht, empresário, condenado por lavagem de dinheiro: a pena foi mantida em 3 anos e 3 meses de reclusão; vai cumprir a pena conforme os termos estabelecidos em seu acordo de colaboração premiada
Carlos Armando Guedes Paschoal, ex-executivo da Odebrecht, condenado por lavagem de dinheiro: a pena foi mantida em 2 anos de reclusão; a pena privativa de liberdade foi substituída por duas penas restritivas de direitos consistentes na prestação pecuniária e prestação de serviços a comunidade. Vai cumprir a pena conforme os termos estabelecidos em seu acordo de colaboração premiada.
José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, presidente do Grupo OAS, condenado por lavagem de dinheiro: a pena passou de 1 ano, 7 meses e 15 dias de reclusão para 1 anos e 1 mês, em regime inicial semiaberto
Fernando Bittar, empresário e um dos formais proprietários do sítio de Atibaia, condenado por lavagem de dinheiro: a pena passou de 3 anos de reclusão para 6 anos, em regime inicial semiaberto

Réus absolvidos no TRF-4

Emyr Diniz Costa Júnior, ex-executivo da Odebrecht: condenado a uma pena de 3 anos de reclusão na 1ª instância, foi absolvido no TRF-4; era acusado de lavagem de dinheiro
José Carlos Costa Marques Bumlai, empresário pecuarista: condenado a uma pena de 3 anos e 9 meses de reclusão na 1ª instância, foi absolvido pelo TRF-4; era acusado de lavagem de dinheiro
Paulo Roberto Valente Gordilho, ex-executivo da OAS: condenado a uma pena de 1 ano de reclusão na 1ª instância, foi absolvido pelo TRF-4; era acusado de lavagem de dinheiro
Roberto Teixeira, advogado e amigo de Lula: condenado a uma pena de 2 anos de reclusão na 1ª instância, foi absolvido pelo TRF-4; era acusado de lavagem de dinheiro

Réu com absolvição mantida no TR-4

Rogério Aurélio Pimentel, ex-auxiliar de Lula: na 1ª instância, foi absolvido de todas as imputações que lhe foram feitas na denúncia, e o TRF-4 manteve a absolvição do réu; era acusado de lavagem de dinheiro

Além desses réus, o ex-executivo da OAS Agenor Franklin Magalhães Medeiros havia tido o processo extinto sem julgamento de mérito na 1ª instância após denúncia por corrupção ativa. O MFP entrou, então, com apelo no TRF-4, que negou provimento e manteve o processo extinto.
Veja a parte final do voto de Gebran Neto por aumentar a condenação de Lula

Em seu voto, o desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato no TRF-4, falou sobre a propriedade formal do sítio e as provas de que Lula usava do imóvel: "O que importa é que a propriedade do sítio, embora haja ao meu juízo fortes indicativos de que não possa ser de [Fernando] Bittar – me parece que o relevante não é a escritura, ou se ele era um laranja".
Gebran Neto fala sobre condenação de Lula

"Fato é que Lula usava do imóvel. Temos farta documentação de provas, com laudos periciais, com documentos, com bens, referências de testemunhas, de que ele usava o imóvel, seja porque levou parte do seu acervo, mas também porque fazia e solicitava melhorias no sítio", declarou o relator.

Já sobre a autoria dos crimes, Gebran Neto disse:

"A autoria em relação a Luiz Inácio decorre de depoimentos de testemunhas, como já se referia no triplex. O ex-presidente ocupava posição de proeminência e utilizava de sua influência para arrecadação de recurso em favor do Partido dos Trabalhadores".
Gebran Neto fala sobre condenação de Lula e Marcelo Odebrecht

Ao votar por manter a condenação por corrupção de Marcelo Odebrecht e Lula, Gebran afirmou:

"Há prova documental e testemunhal a respeito da participação do grupo Odebrecht, representado por seus principais dirigentes, no esquema de corrupção para direcionamento de contratação da Petrobras e pagamento de propina a agentes públicos e políticos, e mais especificamente ao dirigente do PT, tendo o ex-presidente como mantenedor e fiador desse esquema. Mantenho assim a sentença na condenação de Luiz Inácio e Marcelo Odebrecht pelas práticas dos crimes de corrupção ativa e passiva".

Os desembargadores Leandro Paulsen e Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz acompanharam integralmente o voto de Gebran Neto.
Veja a parte final do voto de Paulsen no julgamento de Lula no caso do sítio

Voto do desembargador Thompson Flores, presidente da turma:
Voto do desembergador Thompson Flores no julgamento de Lula

AUTOR: G1

sábado, 28 de julho de 2018

EM RECIFE, PF APREENDE R$ 373 MIL, EM ENDEREÇO DE EX-CONSELHEIRA DO CARF, ALVO DA OPERAÇÃO ZELOTES

R$ 373 mil apreendidos em endereço de ex-conselheira do Carf investigada pela PF (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal (PF) apreendeu R$ 373 mil em um endereço de Mércia D'Amorim, ex-integrante do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e investigada na Operação Zelotes. O dinheiro foi apreendido em Recife (PE).

A TV Globo buscava contato com a defesa de Mércia até a última atualização desta reportagem.

A 10ª fase da Zelotes foi deflagrada nesta quinta-feira (26). A operação investiga o pagamento de propina por empresas a conselheiros do Carf para se livrarem de multas em julgamentos.

Mércia D'Amorim é suspeita de receber dinheiro para votar a favor da siderúrgica Paranapanema. Segundo as investigações, o voto da ex-conselheira ajudou a empresa a se livrar do pagamento de R$ 650 milhões em multas e impostos.

Segundo a decisão que autorizou a operação , a então conselheira era “tratada como ‘amiga dos memoriais’ , possivelmente por atuar no interesse da referida empresa, atendendo aos pedidos para beneficiá-la no julgamento do processo administrativo fiscal”.

Nesta quinta, após a PF deflagrar a nova fase da Zelotes, a Paranapanema informou: "A Companhia tampouco seus administradores ou gestores atuais foram alvo ou notificados oficialmente. 

A Companhia repudia quaisquer atos de ilegalidade e conta com rigorosas políticas de controle e conformidade, que têm sido permanentemente aprimoradas".
PF investiga sete em nova fase de operação sobre fraudes no Carf

Entenda

O Carf é um tribunal administrativo no qual empresas recorrem de multas aplicadas pela Receita Federal.

As investigações apontam que Mércia D'Amorim recebeu a visita de uma advogada investigada no esquema e que já foi alvo de fases anteriores da Zelotes.

De acordo com o Ministério Público, o encontro seria, oficialmente, para a entrega de "memoriais", ou seja, a defesa da Paranapanema.

O MP não descarta, contudo, que a palavra "memoriais" foi usada como código para o pagamento de propina.

"A proximidade de Mércia e Meigan [Meigan Sack Rodrigues, investigada e sócia de um escritório de advocacia] era tanta que marcaram um encontro no hotel onde a conselheira que julgou o caso favoravelmente à Paranapanema estava hospedada. 

Embora o encontro se refira a entrega de 'memoriais', não se descarta que a palavra tenha sido usada como código para o pagamento de propina", afirmam os investigadores.
(Foto: Editoria de Arte / G1)

AUTOR: CAMLA BOMFIM/G1

terça-feira, 27 de março de 2018

DILMA SUGERE PRISÃO DE MORO E PODE SER SURPREENDIDA COM AÇÃO DO JUIZ

Conforme informações da revista Veja, mais um processo da Operação Lava Jato chega ao fim e em poucos dias, o juiz federal Sérgio Moro dará uma sentença que pode abalar a presidente cassada #Dilma Rousseff.

A petista acabou tendo uma atitude de revolta e criticou o magistrado durante entrevista para o site "Sul 21". Na entrevista, ela ataca Sérgio Moro dizendo que a divulgação de sua conversa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, autorizada pelo juiz e enquanto ela estava na Presidência, não deveria ter ocorrido. 

Na época, foi divulgado à imprensa um diálogo constrangedor entre Dilma e Lula, que se tratava da nomeação de Lula para ministro e assim ele teria o foro privilegiado, se livrando das mãos de Moro.

De acordo com a petista, a atitude de Moro feriu a Constituição e em qualquer país do mundo, o responsável por essa divulgação seria preso. Ela declarou que Moro deveria estar na cadeia e submetido a tribunais de exceção.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) pensou diferente da ex-presidente e ressaltou que a prática era aceitável, já que decorria de um processo excepcional da Lava Jato.

Sentença de Moro

O juiz Sérgio Moro possui em mãos uma sentença que pode complicar a vida de Dilma Rousseff e, com certeza, ele lembrará dos ataques dela contra sua pessoa.

Moro juntou as provas e já tem pronta a sentença do ex-presidente da Petrobras e Banco do Brasil, Aldemir Bendine. No processo em que ele está envolvido, o Ministério Público Federal afirma que Bendine recebeu mais de R$ 3 milhões em propina da Odebrecht para facilitar contratos fraudulentos entre a construtora e a estatal petrolífera.

Quem delatou toda essa propina foi o empresário Marcelo Odebrecht.

Bendine foi preso no meio do ano passado e chegou a pedir que seu processo seja analisado por outro tribunal, afirmando que o juiz é incompetente.

Relação com Dilma

A presidente cassada foi a responsável em colocar Bendine na presidência da Petrobras em 2015, bem na época em que os roubos na estatal já estavam começando a ganhar força e se tornando públicos.

Bendine era muito ligado a Dilma e Lula. Um fato que não foi levado a sério quando a ex-presidente o nomeou foi quando surgiu a informação que ele, mesmo presidente do Banco do Brasil, havia comprado uma casa por R$ 150 mil (metade do que valia) e com dinheiro vivo. Ele afirmou em 2010 que guardava dinheiro em casa.

Conforme informações de Lauro Jardim, do jornal O Globo, é muito estranho um presidente de banco não confiar na própria instituição em que ele comanda.

AUTOR: massapeceara.com

quinta-feira, 22 de março de 2018

EM FORTALEZA (CE), ACUSADO DE EXPULSAR FAMÍLIAS DO JANGURUSSU É PRESO E OFERECE PROPINA A POLICIAIS

Problema se repete em outros bairros. No Barroso 2, O POVO chegou a presenciar família em mudança forçada. (Foto: Mateus Dantas)

Um dos homens apontados como responsáveis por expulsar famílias na região do Grande Jangurussu foi preso nesta terça-ferira, 20. Ao ser encontrado, Eugênio Alves Bezerra, conhecido como Avatar, 38 anos, ofereceu propina para que os policiais civis o liberassem.

Além de corrupção ativa, ele foi preso em flagrante por uso de identidade falsa. O homem também é suspeito de homicídios e tráfico de entorpecentes, e tinha mandado de prisão preventiva em aberto. Avatar já foi condenado por latrocínio de um policial militar em maio de 2006, mas fugiu da Unidade Prisional Agente Luciano Andrade Lima (Upalal) onde cumpria pena, em Itaitinga, em 2016.

À época do crime, o soldado Francisco Josafá Rocha, 32, foi morto no cruzamento da Avenida Santos Dumont com a Rua Barbosa de Freitas. O militar estava fardado e com moto da Polícia Militar, mas não estava a serviço da corporação. A vítima carregava malotes de uma agência lotérica quando foi assassinado.

Liderança familiar

Conforme o delegado Maurício Júnior, titular do 30º Distrito Policial (DP), Eugênio é irmão de Manuel Marques Palhano, o Manel, considerado líder da organização criminosa no bairro. "Com a prisão do Manel, o irmão quis mostrar força para assumir a liderança. Começou a expulsar famílias, ordenar a morte de pessoas e cometer homicídios. As investigações mostram que ele intensificou a conduta criminosa", afirmou.

De acordo com o policial civil, Avatar foi preso na favela Jagatá. Ele atuava também nos bairros Euclides da Cunha e do Conjunto Palmeiras. "Ele era difícil de ser localizado, tanto que ficou surpreso quando o encontramos, e ofereceu R$ 50 mil a equipe tentando comprar os policiais", contou.

Modus operandi

O titular do 30º DP explicou que a quadrilha escolhia as casas nas comunidades e ordenavam a saída dos moradores. Em seguida, o imóvel era usado para comercializar drogas. "Outras vezes eles expulsavam porque algum integrante da família tinha envolvimento com outras facções, por exemplo", detalhou. Segundo o delegado, as investigações continuam. "A ideia é não deixar que outra pessoa assuma a chefia da quadrilha. Vamos continuar realizando prisões, já temos algumas aqui para serem executadas", ressaltou. 

AUTOR: O POVO

segunda-feira, 3 de julho de 2017

NO RJ, POLÍCIA FEDERAL PRENDE FILHO DO FUNDADOR DO GRUPO GUANABARA

Empresário foi detido na área de embarque do aeroporto, enquanto tentava embarcar para Portugal. Força-tarefa da Lava Jato no Rio encontrou indícios de que o empresário pagou propina a políticos.

Polícia Federal prendeu na noite deste domingo (2) Jacob Barata Filho, um dos maiores empresários do ramo de ônibus do Rio de Janeiro. Ele foi preso no Aeroporto Internacional Tom Jobim, pela força-tarefa da Lava Jato ao tentar embarcar para Lisboa, Portugal. O empresário já estava na área de embarque.

O mandado de prisão foi expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, com base em investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. A força-tarefa encontrou indícios de que o empresário pagou milhões de reais em propina para políticos do Rio.

A PF estava monitorando o empresário e antecipou a prisão, que aconteceria nos próximos dias. Ela foi informada que Jacob embarcaria para Portugal com passagem só de ida.

Em nota, a assessoria de imprensa de Jacob Barata Filho nega que ele estivesse fugindo. Segundo o texto, o empresário "estava realizando viagem de rotina a Portugal, onde possui negócios há décadas e para onde faz viagens mensais". A assessoria de Barata Filho diz que irá se pronunciar assim sobre a prisão assim que tiver acesso aos autos do processo.

Polícia Federal prendeu na noite deste domingo (2) Jacob Barata Filho, um dos maiores empresários do ramo de ônibus do Rio de Janeiro. Ele foi preso no Aeroporto Internacional Tom Jobim, pela força-tarefa da Lava Jato ao tentar embarcar para Lisboa, Portugal. O empresário já estava na área de embarque.

O mandado de prisão foi expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, com base em investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. A força-tarefa encontrou indícios de que o empresário pagou milhões de reais em propina para políticos do Rio.

A PF estava monitorando o empresário e antecipou a prisão, que aconteceria nos próximos dias. Ela foi informada que Jacob embarcaria para Portugal com passagem só de ida.

Em nota, a assessoria de imprensa de Jacob Barata Filho nega que ele estivesse fugindo. Segundo o texto, o empresário "estava realizando viagem de rotina a Portugal, onde possui negócios há décadas e para onde faz viagens mensais". A assessoria de Barata Filho diz que irá se pronunciar assim sobre a prisão assim que tiver acesso aos autos do processo.

Jacob Barata, pai do empresário preso na noite deste domingo, atua no ramo dos transportes de ônibus no Rio de Janeiro há várias décadas. Ele é conhecido como "Rei do Ônibus" e é fundador do Grupo Guanabara, do qual Jacob Barata Filho também é um dos gestores.

Várias empresas do conglomerado atuam no transporte de passageiros no Rio, e os negócios da família também se estendem para outras cidades e estados e meios de transporte.

AUTOR: G1

terça-feira, 25 de abril de 2017

NO CEARÁ, POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS SÃO PRESOS ACUSADOS DE COBRAR PROPINA E NÃO APLICAR MULTAS

A Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal deflagraram na manhã desta terça-feira (25) no Ceará a “Operação Déjà-vu”. Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, 10 de busca e apreensão e uma ordem de suspensão de exercício de função pública, expedidos pela 23ª Vara da Subseção Judiciária da Justiça Federal de Quixadá.

Foram alvos da ação policiais rodoviários federais da Unidade Operacional de Boa Viagem, localizada na BR-020, suspeitos de praticarem atos de corrupção contra usuários da rodovia. O grupo criminoso solicitava “pedágio” (propina) de cidadãos que transitavam de forma irregular, deixando de lavrar autos de infração e demais sanções administrativas cabíveis.

A força tarefa composta por aproximadamente 100 policiais (50 Policiais Rodoviários Federais e 50 Policiais Federais) cumpriu os mandados nas cidades de Fortaleza, Sobral, Boa Viagem e Maracanaú.

Os levantamentos iniciados pela Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal em 2016, como desdobramento da prisão em flagrante de policial rodoviário federal em 2015 pelo crime de corrupção passiva, ocorrida na mesma unidade policial de Boa Viagem, levaram à instauração de inquérito na Polícia Federal que culminou na expedição dos referidos mandados.

Os presos foram encaminhados à Polícia Federal no Ceará e serão indiciados pelos crimes de corrupção passiva e associação criminosa, com penas que podem chegar a 15 anos de reclusão. O termo “Déjà Vu” reporta-se à expressão francesa que significa algo já visto, porém, ocorrendo em situação futura, referindo-se à prática delituosa de cobrança de propina reprimida na mesma Unidade Operacional de Boa Viagem em 2015.

AUTOR: FERNANDO RIBEIRO

terça-feira, 28 de março de 2017

TRAFICANTE MAIS ANTIGO NO PODER NO RJ, GUARABU GARANTE LIBERDADE COM PROPINA A PMs E OLHEIROS DA ILHA

Fernandinho Guarabu está no comando do tráfico da Ilha há 13 anos (Foto: Reprodução)

À sombra de uma árvore, dois olheiros observam do alto do Morro do Dendê qualquer movimentação suspeita em uma das principais avenidas da Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio. Há 13 anos é assim na região: o traficante Fernando Gomes de Freitas, de 38 anos, o Fernandinho Guarabu, tenta controlar tudo o que acontece no bairro. Ele é o traficante que há mais tempo está em liberdade à frente da venda de drogas de uma comunidade do Rio.

Agora uma investigação iniciada em 2013 por policiais civis e militares, à qual a equipe de reportagem teve acesso com exclusividade, identificou ao menos 19 policiais militares suspeitos de receber propina de Guarabu.

De acordo com os investigadores, são soldados, cabos e sargentos que integraram o Grupo de Ações Táticas (GAT), responsável por operações em comunidades da Ilha do Governador. Alguns já foram retirados da unidade pelo atual comando, por diversos motivos. A investigação foi entregue em 2015 ao Ministério Público estadual e desde então está sob análise de promotores. Em nota, o MP estadual informou que "não comenta sobre possíveis investigações".

Contra Guarabu, de 2003 a 2016 foram expedidos 14 mandados de prisão pela Justiça do Rio, por crimes de homicídio, tráfico, associação ao tráfico e porte ilegal de armas. Contra seu amigo de infância e braço direito, Gilberto Coelho de Oliveira, o Gil, são nove mandados. Os dois, no entanto, nunca foram presos.

Guarabu está no comando das comunidades desde 2004, quando assumiu após uma sangrenta guerra pelas bocas de fumo que durou nove meses, a partir de setembro de 2003. Pelo menos 20 pessoas morreram em ataques ao Morro do Dendê.

Quando a disputa acabou, Guarabu e Gil se consolidaram no controle do tráfico. Com o tempo, expandiram o controle de serviços, além das drogas, pelas ruas do bairro.

R$ 5 mil por mês a PMs

De acordo com as investigações, PMs ganham R$ 5 mil por mês do tráfico para não reprimir o crime organizado. Em troca, também não são atacados.

Dados da PM apontam o batalhão da Ilha do Governador como o último colocado na apreensão de fuzis em todo o Estado do Rio de Janeiro. Em dezembro, apenas um foi apreendido.

Uma operação da Secretaria de Estado de Segurança (Seseg) e da Corregedoria da PM, em 2016, mostrou que policiais da unidade local liberaram traficantes e são aliados do crime.

Um policial, que pediu para não ser identificado, disse que Guarabu conta com essa ajuda para ter tranquilidade para viver no Morro do Dendê. Os policiais corruptos – que não tiveram a identidade revelada – atuariam também como informantes do criminoso.

O PM, que já deixou de atuar no bairro, contou que, ao chegar ao Grupo de Ações Táticas (GAT), já havia uma verba enviada pelo criminoso para se "fazer vista grossa às ações do traficante".

"Essa falsa tranquilidade dificulta ainda que sejam feitas denúncias contra ele, dificultando assim que o Guarabu possa ser preso", afirmou Zeca Borges, coordenador do Disque-Denúncia, que tem recompensa estipulada em R$ 10 mil por informações que levem à prisão do traficante.
Guarabu e Gil: amigos de infância e parceiros no tráfico de drogas (Foto: Reprodução)

Olheiros espalhados

Para se manter no poder, além da propina a PMs, Guarabu faz uso de olheiros espalhados pela Ilha, que tem apenas um ponto de entrada por terra: a Ponte do Galeão. Qualquer movimentação considerada suspeita na Avenida Paranapuã – uma das principais do bairro – e em outras vias de acesso às comunidades é reportada à chefia do tráfico.
"Tanto tempo no poder levou o Fernandinho Guarabu a se capitalizar para garantir, entre outras coisas, a sua segurança. Assim, montou um esquema de olheiros que começa já no acesso à Ilha. Qualquer comboio policial que chega ao bairro é motivo de alerta de sua quadrilha", explica o promotor Sauvei Lai, responsável por oito denúncias sobre a atuação do criminoso.

Controle de vans, gás e TV a cabo

O domínio do criminoso ao longo do tempo se expandiu para outros negócios. Segundo os investigadores, com operação semelhante à de milícias, Guarabu explora o transporte alternativo, a venda de botijão de gás e a instalação de TV a cabo clandestina e internet.

Todo motorista de van que quer trabalhar na Ilha precisa pagar R$ 330 aos representantes do criminoso, segundo a investigação. A polícia investiga um ex-PM – o nome é mantido sob sigilo para não atrapalhar as investigações – como responsável por pegar o dinheiro dos motoristas e levar a Guarabu.

De acordo com policiais, quem se recusa a pagar tem o carro queimado e é expulso do serviço. Quem paga não é incomodado pela fiscalização de trânsito.

O transporte alternativo tem 266 vans cadastradas na Ilha do Governador pela Coordenadoria Especial de Transporte Complementar. O órgão esclarece que, ao tomar conhecimento da cobrança do tráfico, encaminhou um relatório à prefeitura, que repassou as informações ao MP e à Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), por se tratar de uma questão de segurança pública.

Segundo a CETC, hoje há aproximadamente 266 veículos cadastrados pelo Sistema de Transporte Público Local (STPL) em condições de circular – a polícia crê que outros 200 rodem ilegalmente. Diariamente são feitas operações de fiscalização em três turnos no Rio, inclusive na Ilha. De acordo com a coordenadoria, desde o reinício das atividades, em 27 de janeiro, 41 veículos foram autuados no bairro, sendo 10 deles removidos e outro lacrado.
Disque-Denúncia oferece R$ 10 mil por informações que levem à prisão de Guarabu (Foto: Divulgação/Disque-Denúncia)

'Populismo'

A prática adotada por Guarabu com seus desafetos é de desaparecer com os corpos. Assim, ele evita cenas de violência no bairro, apontado como uma área considerada estratégica por ter a presença do Aeroporto Internacional do Galeão e de inúmeras bases das Forças Armadas.

Com um estilo assistencialista, em que não se nega a comprar cestas básicas para moradores, Guarabu proibiu roubos próximos a suas comunidades. Quem desafia a ordem é identificado e desaparece nas mãos da quadrilha, segundo a investigação.

Até sobre religião ele opina. Com uma tatuagem com a inscrição "Jesus Cristo", no braço direito, o traficante proibiu qualquer manifestação de integrantes de religiões de matriz africana como a umbanda, por exemplo. Entre os moradores do Morro do Dendê, já se propagou a história de que, para justificar a proibição no morro, Guarabu afirma que ali o "poder é de Jesus".

"Ele se diz evangélico. Por isso, proibiu cultos ou ações de outras religiões. Ainda reprime estupradores. Talvez esses sejam os motivos que levaram parte da comunidade a nutrir uma simpatia por ele", explica o promotor Sauvei Lai.

Moradores contam que ele proíbe a contratação de filmes com conteúdo sexual nos canais de “gatonet”, como são popularmente conhecidos os serviços piratas de TV a cabo.

Em 2010, um primo de Guarabu teve o pescoço cortado por uma linha de pipas com cerol quando andava de moto pelo bairro. A medida adotada foi proibir o cerol nas comunidades.

As práticas, segundo investigadores, são formas encontradas pelo traficante em tentar conquistar a simpatia da comunidade e esconder seus crimes, sem que seja denunciado.

"A quantidade de denúncias sobre ele é muito baixa. Parece que sua postura convenceu algumas pessoas", explica Zeca Borges, coordenador do Disque-Denúncia.

A quadrilha transformou o Morro do Dendê, de acordo com o Ministério Público estadual, em um entreposto de drogas e de armas. De lá, esses produtos são distribuídos para a facção que Guarabu representa.

Ataque a delegacia

Filho de um pedreiro, já falecido, e de uma caixa de mercado, que nunca aceitou a presença do filho no tráfico, Fernando Guarabu assumiu o Dendê aos 24 anos. Em seu aniversário de 27 anos, em 2007, a polícia tentou surpreendê-lo durante a festa no morro. Ele inaugurava uma piscina no alto do morro. O criminoso conseguiu fugir enquanto a polícia apreendeu 10 mil latas de cerveja.

A ação policial irritou o criminoso que determinou um ataque à 37ª DP (Ilha do Governador) que teve a fachada metralhada. O movimento foi visto como um recado e uma sugestão de acordo.

Nesta época, Guarabu percorria a favela com uma camisa do São Paulo patrocinado pela empresa de eletrônicos "LG". No pescoço, um cordão dourado trazia as mesmas iniciais e serviam para mostrar a parceria com o melhor amigo que dura até hoje: "L" de Lopes, como também Guarabu é chamado, e "G" de Gil. O bonde do LG passava a ser conhecido em toda a Ilha.

"É igual a um câncer. Chegou e foi tomando conta. Ele se espalhou e hoje está no dia a dia do bairro", explicou o promotor Sauvei Lai.

Há um mês no cargo, o delegado Geraldo Assed, da 37ª DP, disse que colocará Fernando Guarabu como seu objetivo.

"Bandido é bandido. Não importa se ele se notabiliza ou não pela violência. Há inquéritos contra ele aqui e vamos tentar prendê-lo", prometeu o delegado.

Bairro ‘patrulhado de forma dinâmica’, diz PM

De acordo com o comando do 17º BPM (Ilha do Governador), em nota divulgada pela assessoria de imprensa da PM do Rio, "o bairro é patrulhado de forma dinâmica, através de rondas em viaturas e motos, além de baseamento em pontos definidos conforme o horário de maior incidência de ocorrências para coibir ações criminosas".

AUTOR: G1/RJ

terça-feira, 19 de julho de 2016

BOMBA NA SEGURANÇA PÚBLICA!!! CHEFE DO PCC DIZ NA PF TER PAGO PROPINA MILIONÁRIA A DELEGADOS E OFICIAIS DA PM, NO CEARÁ

Lindoberto Castro Silva, o "Louro" está ameaçado de morte após a delação na PF

Uma denúncia bombástica foi revelada à Polícia Federal no Ceará por um homem preso pelo envolvimento com o tráfico de drogas e armas no eixo Rio Grande do Norte-Ceará e conexões no Paraguai. Em declarações na sede da PF, após a deflagração da “Operação Cardume”, em setembro do ano passado, o bandido, que é um dos dirigentes da facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital, o PCC, revelou uma rede de pagamento de propina milionária a delegados e coronéis - agentes da Segurança Pública do Estado. 

Os nomes apontados pelo suspeito permanecem em sigilo, mas a delação implodirá o Governo Camilo Santana.

O homem que decidiu delatar os agentes aliciados pelo crime e recebedores do dinheiro “sujo” do tráfico chama-se Lindoberto Silva de Castro, conhecido pelo apelido de “Louro”, natural de Cascavel (a 53 Km de Fortaleza) que atuava como empresário de “fachada” do ramo de exportação de camarão no Litoral Leste do Ceará. 

 Na verdade, segundo a PF, trata-se do líder de uma quadrilha local subordinada ao PCC. Além do tráfico de drogas, o grupo teria envolvimento com o contrabando de fuzis e assaltos a bancos.

Milhões

Preso em outubro do ano passado, “Louro” teria feito a confissão na PF, apontando delegados da Polícia Civil cearense e oficiais da Polícia Militar como beneficiários do dinheiro do tráfico. Ou seja, tais agentes constavam na extensa lista da propina do PCC no Estado. 

Há a acusação por escrito que um delegado da Polícia Civil teria recebido um repasse de R$ 4 milhões. Outro teria usado uma construtora como “fachada” para lavar a propina. Os suspeitos não foram ainda ouvidos pela PF. Mas, a sigilosa investigação avança.

Antes de sua captura pela Polícia Federal, no ano passado, “Louro” havia sido preso outras duas vezes em 2012. A primeira, quando foi interceptado em seu Corolla na rodovia estadual CE-040, no Eusébio, sendo abordado por inspetores da Delegacia de Narcóticos (Denarc).

Naquela ocasião, “Louro” acabou preso em flagrante com 29 quilos de maconha, na companhia de um pastor evangélico e de outros dois homens, todos identificados como Gleidiano Mafarre da Silva Lima, 26 anos, natural de Angicos (RN), e que seria o pastor; Marciano do Nascimento Alves, 29 anos, natural de Cascavel, e que se identificou como jardineiro; e Antônio Marcos Gomes Monteiro, 34, natural de Natal (RN).

Ainda em 2012, depois de ser libertado, “Louro” voltou a delinqüir e acabou preso após envolvimento no assalto a um banco na cidade de Palhano, no Vale do Jaguaribe (a 163Km de Fortaleza). Passou pouco tempo preso e logo voltou a agir no tráfico.

Conforme o delegado Janderlyer de Lima,chefe da Delegacia de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Decor), todo o armamento que a quadrilha do bandido “Louro” usava foi trazido do Paraguai.

Camilo

A delação de “Louro” tende a agravar a crise na Segurança Pública do Governo Camilo Santana. A relação dos suspeitos de envolvimento com a propina do PCC é mantida em segredo.

No último mês de maio, o juiz Danilo Fontenele, titular da 11ª Vara Criminal da Justiça Federal no Ceará, acatou um requerimento do Ministério Público Federal e determinou que Louro fosse recolhido a uma ala especial de segurança máxima da penitenciária da Pacatuba destinada a presos que correm risco de morte.

AUTOR: BLOG DO FERNANDO RIBEIRO

domingo, 27 de março de 2016

ESQUEMA DE PROPINA DA ODEBRECHT FUNCIONAVA DESDE O GOVERNO SARNEY

A 26ª fase da operação Lava Jato expôs, nesta terça-feira, a existência de um "departamento de propina" na empreiteira Odebrecht, que teria sido utilizado para movimentar altas somas de dinheiro em pagamentos ilícitos para agentes públicos e políticos principalmente em 2014. O esquema, no entanto, pode ser muito mais antigo. Documentos mostram que, durante o mandato presidencial de José Sarney (1985-1990), procedimentos bem semelhantes aos apontados pelos investigadores da Lava Jato envolviam 516 agentes públicos, empresários, empresas, instituições e políticos. Entre eles, há ex-ministros, senadores, deputados, governadores, integrantes de partidos como PSDB, PMDB e PFL (atual DEM).

O UOL teve acesso a quase 400 documentos internos da empreiteira, a maioria datada de 1988, detalhando remessas e propinas a diversos políticos. A documentação estava de posse de uma ex-funcionária da Odebrecht. Como no esquema divulgado pela Lava Jato na terça-feira (22), eram utilizados codinomes para os receptores dos pagamentos e as propinas eram calculadas a partir de percentuais dos valores de obras da empreiteira nas quais os agentes públicos estavam envolvidos.

A Odebrecht afirmou "que não se manifestará sobre o tema". Todos os políticos ouvidos negaram qualquer envolvimento em esquema de propinas com a construtora.

Na documentação chamada "Livro de Códigos", havia uma lista, batizada de "Relação de Parceiros", que detalha os codinomes de políticos, agentes públicos e empresários relacionados às obras da Odebrecht nas quais teriam atuado.

Um dos nomes que aparecem é de Antonio Imbassahy, atual deputado federal pelo PSDB – que tinha o codinome "Almofadinha", e estaria relacionado à obra da barragem de Pedra do Cavalo, na Bahia. Imbassahy presidiu a Desenvale (Companhia do Vale do Paraguaçu) nos anos 1980, quando era filiado ao PFL. A Desenvale foi o órgão público responsável pela obra de Pedra do Cavalo.

Também do PSDB, Arthur Virgílio, atual prefeito de Manaus, recebe o codinome "Arvir". Do PMDB, são citados Jader Barbalho ("Whisky"), atualmente senador, ligado à obra da BR-163, no Pará, e o ex-ministro de Minas e Energia, senador Edison Lobão ("Sonlo"). Os filhos do ex-presidente José Sarney, Fernando e José Filho, aparecem com os codinomes "Filhão" e "Filhote"; Roseana Sarney, como seu nome de casada, "Roseana Murad", aparece como "Princesa".
Na lista, está também o ex-presidente e atualmente senador recém-desfiliado do PTB, Fernando Collor de Mello ("Mel"), relacionado a um emissário submarino construido na década de 1980, quando ele era governador de Alagoas. Há também o nome de Aroldo Cedraz, atual presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), de codinome "Toldo" e ligado à obra adutora do Sesal – ele ocupava na época os cargos de presidente da Cerb (Companhia de Engenharia Rural da Bahia) e de secretário de Recursos Hídricos e Irrigação da Bahia.

O já falecido ex-deputado federal e governador do Mato Grosso, Dante Oliveira (1952-2006), que ficou famoso como o autor do projeto que pedia eleições diretas para presidente nos anos 1980, tinha o apelido "Ceguinho" e estaria relacionado a obras de canais em Cuiabá, cidade onde foi prefeito por três mandatos.

"Esquema sempre existiu, sempre foi esse"

"O esquema naquela época era mais ou menos como esse divulgado essa semana, só não tão organizado assim. Esse esquema de propina, de fraudar licitações, sempre existiu na empresa. Aliás em todas as grandes, o esquema sempre foi esse", explica Conceição Andrade, ex-funcionária da empresa e que trabalhou no departamento responsável pelos pagamentos – a antecessora de Maria Lúcia Tavares, que delatou o esquema atual na Lava Jato.

"Eram porcentagens de valores das obras. Era feito o fechamento, e determinava um percentual. A partir daí ocorria o superfaturamento e o pagamento. Tudo isso era feito através de transações bancárias e dinheiro. É bem semelhante ao que foi divulgado na Lava Jato, mas hoje tem um departamento específico para isso. Naquela época era feito em nível de gerência, mas acredito que tenha funcionado em diretoria e presidência também", completa Conceição.

"Quando fui demitida e peguei os pertences pessoais, esses documentos estavam no meio da caixa, acabaram vindo junto. As pessoas recomendaram que me desfizesse, mas achei bom guardar. É preciso traçar um paralelo, mostrar que isso é antigo. Alguns desses crimes podem até estar prescritos, mas isso tudo mostra que o esquema vem de bem antes. A saída é reforma, não é demonizar o PT", explica a ex-funcionária.

Investigação

Em 2015, Conceição encaminhou toda a documentação detalhando as propinas para o deputado federal Jorge Solla (PT-BA). Solla apresentou tudo em dois âmbitos: na Polícia Federal e na CPI da Petrobras.

Os documentos foram entregues ao delegado Bráulio Galloni, que, por sua vez, remeteu tudo para Curitiba, sede da força-tarefa da Lava Jato. Atualmente, estão na Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros da Polícia Federal.

Outro Lado

O deputado federal Antonio Imbassahy afirmou que é "um despropósito" a menção ao seu nome na "Relação de Parceiros" da Odebrecht. "Como homem público sempre tive uma relação baseada na decência com a Odebrecht e com qualquer empresa."

O prefeito de Manaus, Artur Virgílio Neto, enviou nota ao UOL, na qual afirma:

"Meu pai, que tinha nome igual ao meu, era, nessa época, um simples senador cassado. Eu era um ex-deputado, prefeito de Manaus entre 1989 e 1992, distante dos governos federais desse período, que nunca se relacionou com a empresa Odebrecht.
Não fui e não sou parceiro de empresas e, em meio a esse charco todo, sempre me mantive nos limites da seriedade pública.

Considero no mínimo precipitada a formulação da pergunta sobre "propina". Equivaleria a eu perguntar ao jornalista se ele vende opinião em matérias ou artigos. Perdoe-me a dureza, mas sou cioso do patrimônio de honradez que herdei e que transmito aos meus filhos.

Desviar o foco dessa lama que vem cobrindo o Brasil pode terminar servindo de válvula de escape para os que têm culpa real nos desmandos éticos que desmoralizam o Brasil.

Nos meus dois mandatos de prefeito, não houve nenhuma obra dessa empresa [Odebrecht]. Espero, sinceramente, que um veículo do peso e da respeitabilidade de vocês saiba respeitar a honra de quem a possui."

Advogado responde por Lobão e Sarney

O advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, negou que seus clientes, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) e a ex-governadora Roseana Sarney, tenham cometido qualquer ato ilícito.

"O Brasil passa por um momento de criminalização da política. Isto é muito grave. Vamos afastar da atividade política, que é essencial para qualquer país, as pessoas de bem. E a delação passou a ser prova para incriminar, sem sequer investigar. Um país punitivo não serve para a democracia. A palavra do delator normalmente é falsa e estranhamente seletiva."

O UOL entrou em contato com o assessor de imprensa de Collor, que informou não ter conseguido contato com o gabinete dele em Brasília. A reportagem ligou para os telefones do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e de seus assessores, mas ninguém atendeu aos telefonemas. A assessoria do TCU não respondeu aos questionamentos da reportagem. O UOL não conseguiu contato com Fernando Sarney e José Sarney Filho.

AUTOR: UOL

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

POLÍCIA FEDERAL CUMPRE MANDADOS DA OPERAÇÃO LAVA JATO, EM FORTALEZA (CE)

Policial Federal na varanda da residência do deputado Sergio Machado, no Bairro Dunas, em Fortaleza, nesta terça-feira (Foto: Gioras Xerez/G1)

A Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão no Ceará como parte da Operação Catilinárias, deflagrada nesta terça-feira (15), a partir de provas obtidas na Operação Lava Jato. 

O deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) e o ex-presidente da Transpetro Sergio Machado estão no alvo das investigações.
Carro da PF na casa de Sergio Machado (Foto: Gioras Xerez/G1 Ceará)

Agentes da PF cumpriram determinação judicial na casa de Sergio Machado, no Bairro Dunas, em Fortaleza. Eles chegaram ao local por volta de 8 horas. Dois carros da Polícia Federal e outro do Ministério Público Federal estacionaram no portão da casa de Machado e cerca de 10 agentes entraram nas dependências. Um chaveiro foi chamado e esteve na residência durante a estada da PF na casa.

Aníbal Gomes é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) pela suspeita de participar de reuniões com empreiteiros para tratar de valores de propinas obtidas em contratos com a Petrobras. O envolvimento de Aníbal Gomes no esquema foi denunciado pelo ex-diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa.

Segundo o ex-executivo, que é delator da Lava Jato, o deputado era um emissário do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que dava sustentação política para que Costa continuasse como diretor da estatal.

Na época em que foram divulgadas as denúncias, Aníbal Gomes negou as acusações e disse que não houve entrega ou promessa de recursos para ninguém.

Em depoimento à Justiça Federal do Paraná, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse que tinha conhecimento de que a Transpetro repassava propina a políticos. Ele relatou aos procuradores da República ter recebido R$ 500 mil de Sérgio Machado, em razão de a diretoria que ele comandava à época ter participado da contratação de navios para a subsidiária da Petrobras.

Ainda segundo o relator, a propina foi paga em dinheiro na casa de Machado, no Rio. Costa ressaltou no depoimento que não lembra quando ocorreu o negócio, mas que teria sido entre 2009 e 2010. "[O dinheiro] foi entregue diretamente por ele [Machado], no apartamento dele no Rio de Janeiro", contou Paulo Roberto Costa.

Após as denúncias, Sérgio Machado se afastou da gestão da empresa para que fossem "feitos os esclarecimentos" necessários.

Em nota, a assessoria jurídica de Sérgio Machado disse "que ele está à disposição de todos os órgãos envolvidos nas investigações [...] para prestar os esclarecimentos solicitados". A nota diz, ainda, que o "ex-presidente da Transpetro reitera estar certo da lisura de sua gestão à frente da empresa e tem total confiança no trabalho dos investigadores e da Justiça".
Após duas horas dentro da residência de Sergio Machado, a Polícia Federal deixou o local com vários documentos (Foto: Gioras Xerez/G1 Ceará)

Operação da PF
Nesta terça-feira (15), a Polícia Federal cumpre mandados de busca na casa do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e na Câmara, em Brasília. A PF também foi a endereços de dois ministros, deputados e senadores.

Os mandados, expedidos pelo ministro Teori Zawascki, estão sendo cumpridos no Distrito Federal (9) e nos estados de São Paulo (15), Rio de Janeiro (14), Pará (6), Pernambuco (4), Alagoas (2), Ceará (2) e Rio Grande do Norte (1).

As buscas ocorrem na residência de investigados, em seus endereços funcionais, sedes de empresas, em escritórios de advocacia e órgãos públicos.

As medidas decorrem de representações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal nas investigações que tramitam no Supremo. Elas têm como objetivo principal evitar que provas importantes sejam destruídas pelos investigados.

AUTOR: G1/CE

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

VACCARI E DUQUE SÃO CONDENADOS POR CORRUPÇÃO E LAVAGEM DE DINHEIRO

Vaccari e Duque foram condenados nesta segunda-feira (21) em ação penal referente à 10ª fase da Operação Lava Jato (Foto: Rede Globo; Marcelo Camargo/Agência Brasi)

O ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Vaccari Neto e o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque foram condenados pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Esta é a primeira condenação de ambos e é referente a uma ação penal originada na 10ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada em março deste ano.

VEJA AQUI TODOS OS CONDENADOS DA LAVA JATO


A sentença assinada pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, é desta segunda-feira (21).

Duque também foi condenado por associação criminosa. A pena para o ex-diretor será de 20 anos 8 meses e para Vaccari de 15 anos e 4 meses de reclusão. Os dois estão presos no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Além deles, foram condenados:
-Alberto Youssef: lavagem de dinheiro
- Augusto Ribeiro de Mendonça Neto: corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa
-Adir Assad: lavagem de dinheiro e associação criminosa
-Dario Teixeira Alves Júnior: lavagem de dinheiro e associação criminosa
-Sônia Mariza Branco: lavagem de dinheiro e associação criminosa
-Pedro Barusco: corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa
-Mario Frederico Mendonça Goes: corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa
-Julio Gerin de Almeida Camargo: corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa também era réu nesta ação. Ele foi absolvido dos crimes de lavagem de dinheiro e de dissimulação de repasses criminoso por "falta de prova suficiente de que participou diretamente desses crimes".

Conforme a sentença, Adir Assad, Dario Teixeira, Sônia Branco, Renato Duque e João Vaccari estão proibidos de exercer cargo ou função pública ou de diretor, membro de conselho ou de gerência das pessoas jurídicas.

Os advogados de Vaccari e Duque não atenderam às ligações da reportagem para comentar a sentença. Já advogado Antonio Figueiredo Basto, que defende Youssef e Barusco, disse que a condenação deles está dentro dos termos dos acordos de delação premiada. As defesas dos demais condenados ainda não foram localizadas.

Penas
As penas do doleiro Alberto Youssef superam 32 anos de reclusão, considerando que ele já foi condenado em outras ações penais referentes à Lava Jato. Entretanto, devido ao acordo de colaboração premiada, a pena dele foi reduzida. Ele ficará preso por três anos. Como ele está detido desde março do ano passado, na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, o total destes três anos estão contando desde a data da sua prisão.

Para Júlio Camargo, as penas somadas desta condenação chegam a 12 anos de reclusão. Contudo, como ele também celebrou acordo de delação premiada, a pena dele ficou fixada em cinco anos em regime aberto diferenciado.

As penas somadas de Augusto Ribeiro de Mendonça Neto são de 16 anos e 8 meses de reclusão, mas, com o acordo de delação premiada, ele cumprirá pena de quatro anos em regime aberto diferenciado

Já as penas somadas de Barusco chegam a 18 anos e 4 meses de reclusão. Porém, por causa da delação, ele cumprirá regime aberto diferenciado por dois anos.

Mario Frederico de Mendonça Goes foi condenado a 18 anos e 4 meses de reclusão. Com a delação premiada, ele irá cumprir prisão domiciliar até dia 5 de agosto de 2016 mais dois anos de regime semi-aberto diferenciado, que é a prisão domiciliar, com recolhimento apenas nos fins de semana e durante a noite. Em seguida, Goes passa o regime aberto, ficando apenas proibido de deixar o país sem autorização judicial.

Adir Assad, Sônia Mariza Branco e Dario Teixeira Alves Júnior foram condenados a 9 anos e 10 meses de reclusão.

10ª fase
A 10ª fase da Operação Lava Jato foi batizada de "Que país é esse" em referência à frase dita sido dita por Renato Duque no momento em que foi preso pela primeira vez, ainda em novembro de 2014.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o esquema de corrupção desenvolvido na Diretoria de Serviços da Petrobras permitiu o desvio de recursos públicos a partir de obras na Replan, Repar, Gasoduto Pilar/Ipojuca e Gasoduto Urucu Coari.

As empresas, por meio do chamado "Clube de Empreiteiras", acordavam quem as vencedoras das licitações e, para garantir o sucesso do acordo, corrompiam agentes públicos.

A estimativa é de que as fraudes tenham acarretado em 24 atos de corrupção totalizando R$ 136 milhões e mais 503 atos de lavagem de ativos que somam R$ 292 milhões.

Foi nesta fase, que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal identificaram, conforme divulgados pela Força-Tarefa da Lava Jato, o uso de doações oficiais para disfarçar o recebimento propina.

Ainda de acordo com os procuradores, a pedido de Renato Duque, foram feitas 24 doações ao PT entre outubro de 2008 e abril de 2010, totalizando R$ 4,26 milhões.

AUTOR: G1/PR

sábado, 12 de setembro de 2015

POLÍCIA FEDERAL PEDE AO STF PARA OUVIR LULA EM INQUÉRITO NA LAVA JATO

A Polícia Federal pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tomar depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na maior investigação em curso na Corte sobre a Operação Lava Jato. A informação foi antecipada nesta sexta-feira (11) pelo site da revista "Época".

Para justificar o pedido, enviado ao ministro Teori Zavascki na última quarta (9), o delegado Josélio Azevedo de Sousa diz que o petista "pode ter sido beneficiado pelo esquema em curso na Petrobras".

Na Argentina, antes de visita à Universidade Metropolitana, no centro de Buenos Aires, o ex-presidente disse desconhecer a informação. Indagado sobre o assunto por jornalistas, Lula afirmou: "Eu não sei como é que comunicaram a vocês e não me comunicaram. É uma pena".

A autorização para a PF ouvir Lula depende do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF. Antes, ele deverá pedir a opinião do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O inquérito apura a suposta participação de 39 pessoas em esquema de distribuição de recursos ilícitos a políticos do PT, PMDB e PP. Embora Lula não tenha mais o chamado foro privilegiado, o pedido foi enviado ao STF porque o inquérito envolve políticos que só podem ser investigados pelo tribunal.

"Atenta ao aspecto político dos acontecimentos, a presente investigação não pode se furtar de trazer à luz da apuração dos fatos a pessoa do então Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que, na condição de mandatário máximo do país, pode ter sido beneficiado pela esquema em curso na Petrobras, obtendo vantagens para si, para seu partido, o PT, ou mesmo para seu governo, com a manutenção de uma base de apoio partidária sustentada à custa de negócios ilícitos na referida estatal", diz o pedido.

No pedido, a PF relaciona diversos trechos das delações premiadas de Paulo Roberto Costa – ex-diretor de Abastecimento da Petrobras suspeito de operar os desvios – e Alberto Youssef – doleiro que seria responsável por pagar propinas e lavar o dinheiro –, em que indicam anuência do ex-presidente ao esquema.

Um dos trechos, porém, destaca que ainda não há provas sobre eventual participação de Lula no esquema.

"Os colaboradores Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef presumem que o ex-presidente da República tivesse conhecimento do esquema de corrupção descortinado na Petrobras em razãoo das características e da dimensão do mesmo. Os colaboradores, porém, não dispõem de elementos concretos que impliquem a participação direta do então presidente Lula nos fatos", diz o documento.
'Vultosos recursos'
O pedido também diz que a investigação "não pode estar dissociada da realidade fática que se busca elucidar". O documento sublinha que trata-se de um "esquema de poder politico alimentado com vultosos recursos da maior empresa do Brasil" e que teria durado por aproximadamente 10 anos, compreendendo o período de governo de Lula.

Outro trecho diz que nenhum dos investigados nega que nomeações para diretorias da Petrobras "demandaram apoio político-partidário que, por sua vez, reverteu-se em apoio parlamentar, ajudando a formar, assim, a base de sustentação política do governo".

"Dentro dessa lógica, os indícios de participação devem ser buscados não apenas no rastreamento e identificação de vantagens pessoais porventura obtidas pelo então presidente, mas também nos atos de governo que possibilitaram que o esquema se instituísse e fosse mantido, uma vez que, tal como já assinalado, não se trata apenas de um caso de corrupção clássico".

Disputa no PP
No pedido, a PF diz ser necessário ouvir os ex-ministros Ideli Salvatti (Secretaria de Relações Institucionais) e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência). Os investigadores suspeitam que os dois sabiam dos desvios da Diretoria de Abastecimento em favor do PP.

O inquérito relata um “conflito interno” iniciado em 2011 – começo do governo da presidente Dilma Rousseff – entre dois grupos do partido que disputavam a ascendência sobre a indicação para o cargo. O objetivo seria concentrar o recebimento da propina extraída de contratos.

Conforme relatos de Alberto Youssef, uma ala liderada pelo ex-deputado Mário Negromonte (BA) – composta também por Nelson Meurer (PR), João Pizzolatti (SC) e Pedro Corrêa (PE) – passou a se “auto favorecer” em detrimento de repasses aos demais membros do da bancada do PP na Câmara.

Com isso, ainda segundo Youssef, o grupo interno do PP formado por Ciro Nogueira (PI), Arthur de Lira (AL), Benedito de Lira (AL), Eduardo da Fonte (PE) e Aguinaldo Ribeiro (PB), rebelou-se e assumiu a liderança do partido.

Youssef diz que por conta dessa disputa, Negromonte deixou o comando do Ministério das Cidades em favor de Aguinaldo Ribeiro, em 2012.

Youssef disse que Paulo Roberto Costa se reuniu com lideranças do PP pedindo uma “indicação do Palácio do Planalto” sobre para qual dos grupos deveria direcionar os recursos do esquema de corrupção. O ex-diretor negou ter levado o assunto a Ideli Salvatti e Gilberto Carvalho.

O doleiro afirmou, contudo, que Meurer e Negromonte lhe contaram que se reuniram com os ex-ministros para tratar do assunto.

O relatório da PF diz ser “plausível” que parlamentares tenham tratado do tema com os ex-ministros e diz que a investigação buscará “elementos que demonstrem ou excluam a possibilidade de que a troca promovida pelo governo federal se deu com a ciência, por parte ministros citados, do esquema de corrupção na Petrobras”.

A PF registra que, para Youssef e Paulo Roberto, a crise ocorrida no final de 2011 que levou à troca do comando do Ministério das Cidades, “teria relação com a disputa pelo rateio das vantagens indevidas do esquema que vigorava na Diretoria de Abastecimento”.

O documento também menciona a presidente Dilma Rousseff, citando cargos que ocupou durante o governo Lula – ministra de Minas e Energia (2003 a 2005), presidente do Conselho de Administração da Petrobras (2003 a 2010) e chefe da Casa Civil (2005 a 2010) –, mas que ela não pode ser investigada por determinação da Constituição.

Além de Ideli e Carvalho, a PF também pede para ouvir o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, o presidente do PT, Rui Falcão e os ex-presidentes da Petrobras José Sérgio Gabrielli e José Eduardo Dutra.

AUTOR: G1/DF

terça-feira, 18 de agosto de 2015

LAVA JATO: SAIBA QUEM SÃO OS CONDENADOS E SUAS PENAS

Júlio Camargo, Nestor Cerveró, Alberto Youssef e Fernando Baiano estão entre os condenados (Foto: Reprodução, Alaor Filho/Estadão Conteúdo, Félix R./Futura Press/Estadão Conteúdo, Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo)

Até esta segunda-feira (17), 33 pessoas haviam sido condenadas em processos derivados da Operação Lava Jato. Três suspeitos foram absolvidos. As ações foram julgadas pelo juiz federal Sérgio Moro na primeira instância.

As últimas condenações foram de Nestor Cerveró, ex-diretor da Área de Internacional da Petrobras, do lobista Fernando Baiano e de Júlio Camargo, ex-consultor da Toyo Setal. Eles foram acusados de envolvimento no esquema de fraude, corrupção, desvio e lavagem dinheiro descoberto na estatal.

Outras sentenças foram dadas a ex-executivos e funcionários das construtoras OAS e Camargo Corrêa e a diversos criminosos que atuavam no esquema de lavagem de dinheiro operado por Alberto Youssef – ele é, até agora, o condenado a mais anos de prisão.

Veja a lista completa de condenados e, ao final, os absolvidos:

Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor-presidente da Área Internacional da OAS
- 16 anos e quatro meses de reclusão por organização criminosa, corrupção ativa, lavagem de dinheiro

Alberto Youssef, doleiro acusado de ser o operador do esquema de corrupção
- 16 anos, 11 meses e 10 dias de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro
- 8 anos e 4 meses por corrupção passiva
- 9 anos e 2 meses de prisão por lavagem de dinheiro
- 5 anos em regime fechado por lavagem de dinheiro
- absolvido em dois processos por lavagem de dinheiro

Devido ao acordo de delação premiada, ele deve ficar 3 anos em regime fechado.

André Catão de Miranda, ligado a Youssef
- 4 anos em regime semiaberto por lavagem de dinheiro

Carlos Alberto Pereira da Costa, ligado a Youssef
- 2 anos e 8 meses por lavagem de dinheiro, substituída por restrição de direitos

Carlos Habib Chater, ligado a Youssef
- 4 anos e 9 meses de prisão em regime fechado por lavagem de dinheiro
- 5 anos e 6 meses em regime fechado por lavagem de dinheiro

Cleverson Coelho de Oliveira, ligado a Youssef
- 5 anos e 10 dias de prisão por evasão de divisas, operação de instituição financeira irregular e pertinência a organização criminosa

Dalton dos Santos Avancini, ex-presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa
-15 anos e 10 meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa

Ediel Viana da Silva, ligado a Youssef
- 3 anos em regime fechado por lavagem de dinheiro e uso de documentos falsos

Eduardo Hermelino Leite, ex-vice-presidente da Camargo Corrêa
- 15 anos e 10 meses de prisão por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa

Esdra de Arantes Ferreira, ligado a Youssef
- 4 anos e 5 meses de prisão por lavagem de dinheiro

Faiçal Mohamed Nacirdine, ligado a Youssef
- 1 ano e 6 meses por operar instituição financeira irregular

Fernando Antônio Falcão Soares, lobista conhecido como Fernando Baiano
- 16 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Fernando Augusto Stremel Andrade, funcionário da OAS
- 4 anos de reclusão por lavagem de dinheiro (a pena privativa de liberdade foi substituída por prestações de serviços à comunidade e pagamento de multa de 50 salários mínimos).
- Absolvido de corrupção ativa e organização criminosa, por falta de provas.

Iara Galdino da Silva, doleira
- 11 anos e 9 meses de prisão por evasão de divisas, por operar instituição financeira irregular, corrupção ativa e pertinência à organização

Jayme Alves de Oliveira Filho, acusado de atuar com Youssef na lavagem de dinheiro
- 11 anos e 10 meses por lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa

João Ricardo Auler, ex-presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa
- 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção e de pertinência à organização criminosa

José Aldemário Pinheiro Filho, presidente da OAS
- 16 anos e quatro meses de reclusão por organização criminosa, corrupção ativa, lavagem de dinheiro

José Ricardo Nogueira Breghirolli, apontado como contato de Youssef com a OAS
- 11 anos de reclusão por organização criminosa, lavagem de dinheiro. Absolvido de corrupção ativa, por falta de provas.

Juliana Cordeiro de Moura, ligada a Youssef
- 2 anos e 10 dias de prisão por evasão de divisas e de operação de instituição financeira irregular

Júlio Gerin de Almeida Camargo, ex-consultor da Toyo Setal
- 14 anos de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Devido ao acordo de delação premiada, deve pegar 5 anos, em regime aberto

Leandro Meirelles, ligado a Youssef
- 6 anos e 8 meses de prisão por lavagem de dinheiro

Leonardo Meirelles, ligado a Youssef
- 5 anos, 6 meses e 20 dias por lavagem de dinheiro

Luccas Pace Júnior, ligado a Youssef
- 4 anos, 2 meses e 15 dias de prisão por evasão de divisas, por operar instituição financeira irregular e pertinência a organização criminosa. Devido a acordo de delação premiada, teve a pena reduzida pela metade

Marcio Andrade Bonilho, ligado a Youssef
- 11 anos e 6 meses de prisão por pertencer a organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ele foi absolvido em outro processo.

Maria Dirce Penasso, ligada a Youssef
- 2 anos, um mês e 10 dias de prisão por evasão de divisas e de operação de instituição financeira irregular

Matheus Coutinho de Sá Oliveira, ex-funcionário da OAS
- 11 anos de reclusão por organização criminosa, lavagem de dinheiro.
- Absolvido de corrupção ativa, por falta de provas

Nelma Mitsue Penasso Kodama, doleira
- 18 anos de prisão por evasão de divisas, operação de instituição financeira regular, corrupção ativa e pertinência a organização criminosa

Nestor Cunat Cerveró, ex-diretor da Àrea de Internacional da Petrobras
- 12 anos e 3 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro
- 5 anos de prisão por lavagem de dinheiro

Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras
- 12 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro
- 7 anos e 6 meses de prisão por pertencer a organização criminosa e por lavagem de dinheiro
- 6 anos e 6 meses no regime semiaberto por corrupção passiva. Confisco de bens fruto de crime até o valor de R$ 29.223.961,00

Devido à delação, deve ficar 3 anos em regime domiciliar e o restante em regime aberto.

Pedro Argese Júnior, ligado a Youssef
- 4 anos e 5 meses de prisão por lavagem de dinheiro

Renê Luiz Pereira, acusado de tráfico de drogas, era ligado a Youssef
- 14 anos em regime fechado por tráfico de drogas

Rinaldo Gonçalves de Carvalho, ligado a Youssef
- 2 anos e 8 meses de reclusão por corrupção passiva

Waldomiro Oliveira, "laranja" de Youssef em empresas de fachada
- 11 anos e 6 meses de prisão por pertencer a organização criminosa e lavagem de dinheiro

ABSOLVIDOS
Apenas 3 pessoas foram absolvidas em ações julgadas por Sérgio Moro:

- Adarico Negromonte Filho, irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte
Absolvido do crime de pertinência à organização criminosa e do crime de lavagem de dinheiro.

- Antonio Almeida da Silva, ligado a Youssef

- Murilo Tena Barros, ligado a Youssef

AUTOR: G1/SP

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

INVESTIGAÇÃO DA LAVA JATO APONTA PROPINA DE R$ 26 MILHÕES PARA COLLOR

O senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (Foto: Reprodução / Bom Dia Brasil)

As investigações da Operação Lava Jato apontam que o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) recebeu, entre 2010 e 2014, R$ 26 milhões como pagamento de propina por contratos firmados pela BR Distribuidora.

Collor é um dos 48 políticos investigados por suspeitas de participação em fraudes na Petrobras, investigadas pela Operação Lava Jato, e é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Para investigadores, há indícios de que parte do dinheiro desviado tenha sido usado por Collor para compra de carros de luxo em nome de empresas de fachada. Alguns desses automóveis foram apreendidos pela Polícia Federal na Operação Politeia, um desdobramento da Lava Jato, realizada em 14 de julho.

O advogado Fernando Neves, que defende o senador Fernando Collor, afirmou que não comentará porque não obteve acesso a documentos da investigação.

A defesa de Collor apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal para que os carros apreendidos na Politeia sejam devolvidos, entre os quais uma Ferrari, um Porsche e um Lamborghini que estavam na Casa da Dinda, residência oficial na época em que o atual senador era presidente da República.

O grupo de trabalho que atua na Lava Jato é contra a devolução dos carros sob o argumento de que há indícios de que os veículos são "produto do crime".

O pedido de Collor ainda será analisado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo.

Conforme a apuração, os carros não estão em nome de Collor, mas sim, em nome de empresas de fechada.

Dois carros são propriedade da Água Branca Participações, empresa de Collor que, conforme investigadores, não tem funcionários e é usada para lavagem de dinheiro.

As investigações também apontam que as prestações do financiamento do Lamborghini estão atrasadas.

No vídeo acima, a Operação Politeia, um desdobramento da Operação Lava Jato, cumpriu 53 mandados de busca e apreensão e envolveu novos nomes na investigação.

Para a cúpula da Lava Jato, os pagamentos pararam em razão da operação porque, segundo os investigadores, a propina parou de ser distribuída. Já existe, inclusive, um processo na Justiça de São Paulo para reaver o bem em razão da inadimplência.

Dinheiro vivo em mãos
Em depoimentos dados em acordos de delação premiada, outros investigados relataram que o senador Fernando Collor recebeu pessoalmente dinheiro vivo resultante do esquema de corrupção na Petrobras. Assista ao vídeo ao lado sobre o caso.

Antes de o dinheiro chegar às mãos do ex-presidente da República, afirmaram esses delatores, a quantia teria circulado em um carro-forte de uma empresa de valores e em carros blindados.

As informações repassadas pelos delatores ainda estão sendo investigadas na Lava Jato. O acordo firmado por eles prevê redução de pena em troca de narrar fatos que possam colaborar para investigações – há possibilidade de anulação em caso de mentira.

Auxiliar do doleiro Alberto Youssef, Rafael Ângulo disse que entregou dinheiro vivo a Collor no apartamento dele, em São Paulo – R$ 60 mil em notas de R$ 100.

Collor sempre negou acusações
No último dia 14, em discurso no plenário do Senado logo depois de ter os carros apreendidos, Collor se disse "humilhado"e afirmou que a Operação Lava Jato "extrapolou todos os limites do estado de direito, extrapolou todos os limites constitucionais, extrapolou todos os limites da legalidade". Assista ao vídeo ao lado sobre as críticas de Collor.

Na ocasião, ele classificou a Politeia de "espetaculosa" e "midiática" e acusou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de ter orquestrado a operação para vinculá-lo ao esquema de corrupção que atuava na Petrobras.

Perfil de Collor
Aos 41 anos, Collor tornou-se, em 1989, o mais jovem presidente da história do país, com mais de 35 milhões de votos. Mas em 1992 uma série de denúncias abalaram seu governo e sua liderança.

Em setembro daquele ano, um pedido de impeachment foi entregue à Câmara, que o aprovou em apenas duas horas de votação. Collor foi afastado do cargo, e o vice, Itamar Franco, assumiu em 2 de outubro.

Collor perdeu os direitos políticos por oito anos, e partiu para Miami.

Em dezembro de 1994, ele foi absolvido pelo STF da acusação de corrupção passiva no esquema Paulo César Farias, o PC.

Em 2006, 14 anos depois da queda, voltou à vida política ao ser eleito senador por Alagoas. Em abril de 2014, o STF considerou não haver provas suficientes para condenar o parlamentar pelo crime de peculato - uso do cargo público para desvio de recursos.

Investigados
Collor é um dos 48 políticos investigados por suspeitas de participação em fraudes na Petrobras, pela Operação Lava Jato. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, protocolou em 3 de março de 2015 no STF pedidos de abertura de inquérito para investigar políticos suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras. São 28 pedidos de abertura de inquérito referentes a 54 pessoas.

AUTOR: TV GLOBO/DF

segunda-feira, 13 de julho de 2015

JUSTIÇA OUVE RÉUS EM PROCESSOS DA 10ª FASE DA LAVA JATO HOJE

O doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa (Foto: Joedson Alves/Estadão Conteúdo e reprodução GloboNews)

O juiz Sérgio Moro começa a ouvir, nesta segunda-feira (13), a partir das 14h, os dois primeiros réus em um dos processos da 10ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada em fevereiro deste ano. Entre os presos desta fase estava o ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, acusado de participar do esquema de desvio e lavagem de dinheiro na estatal.

Devem falar nesta audiência o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Os demais réus, incluindo Duque, serão ouvidos pelo juiz ao longo da semana. Após os depoimentos dos réus, o processo chegará à fase final, com a apresentação dos argumentos do Ministério Público Federal (MPF) e das defesas. Em seguida, caberá a Moro definir a sentença para cada réu.

Além de Duque, Youssef e Costa, aparecem como réus neste processo os ex-executivos da construtora Toyo Setal Augusto Mendonça Neto e Júlio Camargo – ambos delatores da Lava Jato –, os lobistas Adir Assad e Mário Góes, o ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco, e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Nesse processo, os réus respondem exclusivamente por lavagem de dinheiro.

Audiências da manhã
Pela manhã, Sérgio Moro realizará outra audiência, para ouvir testemunhas de defesa em outro processo derivado da 10ª fase. Este processo trata do crime de lavagem de dinheiro de corrupção. São réus apenas Augusto Mendonça Neto, Renato Duque e João Vaccari. Esta ação é derivada da primeira, cuja audiência ocorrerá à tarde.

Ao todo, serão ouvidas três testemunhas, por videoconferência. Dessas, duas vão falar em defesa de Vaccari e a outra a favor de Renato Duque. Os depoimentos começam às 10h.

Chefe do esquema
Durante os depoimentos do acordo de delação premiada, Pedro Barusco disse que quem chefiava o esquema de desvios na área de Serviços da Petrobras era Renato Duque. No despacho que definiu a prisão do ex-diretor, o juiz federal Sérgio Moro aceitou os argumentos do Ministério Público Federal de que ele continuava lavando dinheiro no exterior, mesmo após a deflagração da Lava Jato, em março de 2014.

O magistrado afirmou na decisão que o ex-diretor de Serviços da Petrobras "esvaziou" suas contas na Suíça e enviou € 20 milhões para contas secretas no principado de Mônaco. O dinheiro, que não havia sido declarado à Receita Federal, acabou bloqueado pelas autoridades do país europeu.

Ainda de acordo com o juiz, há indícios de que Renato Duque mantém outras contas correntes nos Estados Unidos e em Hong Kong.

O MP, que solicitou o bloqueio dos recursos em Mônaco, acredita que Duque transferiu o dinheiro para o principado e para outros países por receio de que o dinheiro fosse apreendido, como ocorreu com o ex-diretor de Refino e Abastecimento da petroleira Paulo Roberto Costa.

"Os indícios são de que Renato Duque, com receio do bloqueio de valores de suas contas na Suíça, como ocorreu com Paulo Roberto Costa, transferiu os fundos para contas no Principado de Mônaco, esperando por a salvo seus ativos criminosos", diz o magistrado no documento.

Na decisão, Sérgio Moro afirmou que a quantia apreendida em Mônaco, e não declarada ao fisco, é "incompatível" com os rendimentos de Duque na Petrobras.

O juiz responsável pela Lava Jato na primeira instância destacou no despacho que a prisão de Duque se justifica para evitar o crime de lavagem e a transferência do dinheiro para outras contas, o que dificultaria o rastreamento e a recuperação dos recursos. Com Duque ainda foram apreendidas 131 obras de arte, cujo valor total não foi informado.

AUTOR: G1/PR

TIANGUÁ AGORA NO TWITTER!

Real Time Analytics