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quarta-feira, 19 de março de 2025

EM FORTALEZA (CE): MEMBROS DO COMANDO VERMELHO ACUSADOS DE TENTATIVA DE CHACINA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES VÃO A JÚRI POPULAR

O ataque aconteceu na areninha do Barroso

Três homens acusados de integrar a facção criminosa de origem carioca Comando Vermelho (CV) e que estariam por trás de um ataque em uma areninha em Fortaleza vão a júri popular. O trio deve sentar no banco dos réus e ser julgado por uma tentativa de chacina, que deixou um adolescente morto.

A Justiça decidiu pronunciar Lucas Félix de Sousa, o 'Rádio'; Edivânio da Silva Nascimento, o 'Pequeno'; e Luciano da Silva, o 'Macaco' para que eles sejam submetidos a julgamento no Tribunal do Júri por homicídio, tentativa de homicídio e associação criminosa. Ainda não há data para o júri acontecer. 

Ainda conforme a decisão da 3ª Vara do Júri, que a reportagem teve acesso, as prisões dos denunciados devem ser mantidas. Os juízes destacaram na sentença que devido à ação de Luciano enquanto um dos mandantes do crime ele deve ter aumento de pena: "evidencia-se nos autos de que o acusado Luciano da Silva exercia função de comando de toda a ação criminosa".

"Durante a instrução processual coletaram-se indícios de que os réus reuniam-se com habitualidade para a prática de crimes, numa relação de hierarquia e submissão, indicando-os como integrantes da facção criminosa Comando Vermelho, provas que se afiguram suficientes para levar essa tipificação penal ao Plenário do Júri, como crime conexo ao homicídio"
Trecho da sentença

As defesas não foram localizadas pela reportagem. No entanto, conforme documentos obtidos pela reportagem, eles alegaram insuficiência de provas. O processo permanece suspenso com relação ao acusado Sávio Silva Santos que, até a publicação desta matéria, não havia sido citado.

A sentença de pronúncia foi divulgada no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) do último dia 12 deste mês de março.

ATAQUE DURANTE PARTIDA DE FUTEBOL

O ataque aconteceu no dia 23 de outubro de 2023, por volta das 19h, na Areninha do Borel, bairro Barroso. Segundo a denúncia, os acusados, a mando de 'Macaco' foram ao local para promover um massacre.

Cinco pessoas foram atingidas pelos disparos, enquanto acontecia uma partida de futebol. Destas, morreu um adolescente, ficaram feridas outras duas crianças e um adolescente e um adulto.

O Ministério Público do Ceará (MPCE) pontua que "é importante destacar que o local onde ocorreu o crime tem sido palco de diversos ataques em razão da disputa territorial para venda de substâncias entorpecentes cujos atores são integrantes de organizações criminosas, quais sejam, a agremiação à qual estão filiados os denunciados".

O grupo chegou na areninha em um veículo Fox, de cor verde, e desembarcou já efetuando os disparos, conforme testemunhas. Populares disseram aos investigadores que já havia tido ameaças que este ataque aconteceria, "tendo inclusive os algozes dito que matariam crianças".

INVESTIGAÇÃO

Em novembro de 2023 a Polícia Civil do Ceará concluiu o inquérito e indiciou os quatro nomes. Edivanio e Lucas já tinham sido presos no mesmo ano por roubo.
Policiais civis e militares participaram de um cerco em busca dos criminosos, que contou até com a presença do titular da SSPDS, Samuel Elânio Foto: Divulgação/ SSPDS

Ao serem interrogados na Polícia Civil, tanto Edivanio como Lucas negaram integrar uma facção criminosa e ter participado do ataque a tiros na areninha.

O MP denunciou o grupo e a Justiça recebeu a acusação em fevereiro de 2024. 

FONTE: DN

quarta-feira, 5 de março de 2025

EM ITAPAJÉ (CE): DETENTOS QUE PRATICARAM CHACINA DENTRO DA CADEIA TÊM CONDENAÇÃO DE 1.350 ANOS MANTIDA PELO TJCE

Em abril de 2022, os sete acusados de participarem da chacina que deixou 10 mortos em janeiro de 2018, foram condenados a uma pena total que ultrapassa 1.350 anos de prisão 
Foto: Arquivo Diário do Nordeste

Condenações e penas dos sete acusados de cometer uma chacina dentro da cadeia pública de Itapajé foram mantidas pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). Somadas, as penas para os réus pelos 10 assassinatos ultrapassam 1.350 anos de prisão.

As defesas apelaram alegando insuficiência de provas e inconstitucionalidade dos depoimentos das testemunhas, pedindo um novo julgamento pelo Tribunal do Júri. Na última semana, membros da 3ª Câmara Criminal do TJCE votaram negando o pedido.

O Ministério Público do Ceará (MPCE) já tinha apresentado as contrarrazões requerendo a manutenção da sentença proferida. Conforme a decisão em 2º Grau, "a defesa não formulou nenhum pedido referente à aplicação da pena, e nem tampouco visualizo algo a ser feito de ofício, mesmo porque, de acordo com os parâmetros legais e jurisprudenciais, a pena definitiva restou fixada mediante fundamentação idônea para ambos os apelantes, não merecendo reparo".

O JULGAMENTO

Em abril de 2022, os sete acusados de participarem da chacina que deixou 10 mortos em janeiro de 2018, foram condenados a uma pena total que ultrapassa 1.350 anos de prisão. O julgamento durou mais de 21 horas.

Seis acusados foram condenados pela prática de dez homicídios triplamente qualificados (por motivo torpe, meio cruel e com recursos que dificultaram as defesas das vítimas). Já Murilo Borges de Araújo foi sentenciado pela prática de dez homicídios duplamente qualificado (por motivo torpe e com recursos que dificultaram as defesas das dez vítimas).

O grupo responde atualmente em regime fechado

Confira as penas de cada acusado:

* Alex Pinto Oliveira Rodrigues: 240 anos de prisão;
* Artur Vaz Pereira, o “Sayamen”: 210 anos e 4 meses; 
* Francisco das Chagas Sousa, o “Chicó”: 180 anos e 8 meses; 
* Antônio Jonatan de Sousa Rodrigues, o “Zé Tronco”: 180 anos e 8 meses; 
* Willian Alves do Nascimento, o “Batata”: 180 anos e 8 meses; 
* Francisco Idson Lima de Sales, o “Idson”: 180 anos e 8 meses;
* Murilo Borges de Araújo: 180 anos e 8 meses.

As vítimas do massacre foram identificadas como Francisco Elenilson de Sousa Braga (vulgo “Leleu”), Carlos Bruno Lopes Silva, Willian Aguiar da Silva, Manuel da Silva Viana (o “Pirrana”), Francisco Helder Mendes Miranda, Francisco Emanuel de Sousa Araújo, Caio Mendes Mesquita, Francisco Davi de Sousa Mesquita, Francisco Mateus da Costa Mendes e Alex Alan de Sousa Silva.

Relembre o caso

Em poucos minutos, 10 pessoas foram assassinadas em um mesmo prédio. Poucos dias depois, a Polícia Civil divulgou que o crime foi motivado por desavenças internas acentuadas devido à superlotação no equipamento.

O inquérito policial foi concluído pela Delegacia Municipal de Itapajé e remetido à Justiça. O bando foi denunciado pelo MPCE por homicídio qualificado. A briga aconteceu durante o banho de sol dos internos. Apenas um agente penitenciário atuava na unidade no momento dos assassinatos.

Conforme a acusação do MPCE, os denunciados, mediante ajuste prévio, com identidade de propósitos, tramaram uma emboscada contra membros de uma facção criminosa rival. Foram utilizadas duas armas de fogo e facas para acuar e matar as vítimas.

FONTE: DN

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

'CHACINA DO CURIÓ' (CE): JUSTIÇA MARCA JULGAMENTO DE MAIS 7 RÉUS; 20 JÁ FORAM JULGADOS

Quatro policiais foram condenados por participação em 11 homicídios na Chacina do Curió, em Fortaleza — Foto: Fabiane de Paula/Sistema Verdes Mares

O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) agendou para o dia 17 de março a próxima etapa do julgamento dos envolvidos na Chacina do Curió, matança que deixou 11 mortos em Fortaleza, em 2015. Desta vez, vão a júri popular sete policiais militares. Até o momento, outros 20 já foram julgados por envolvimento no caso. 14 foram absolvidos e 6 foram condenados à prisão (veja abaixo).

As vítimas foram assassinadas por policiais militares entre a noite do dia 11 de novembro e a madrugada do dia 12 de novembro de 2015, na comunidade do Curió, na região da Grande Messejana, área na periferia de Fortaleza. A maioria das vítimas tinha de 16 a 18 anos, sem passagens pela polícia.

Segundo o Ministério Público do Ceará, os crimes foram motivados por vingança pela morte do soldado Valtemberg Chaves Serpa, assassinado horas antes ao proteger a mulher em uma tentativa de assalto, no bairro Lagoa Redonda, também na região da Grande Messejana.

Inicialmente, 45 policiais militares foram denunciados por envolvimento na chacina. Devido à complexidade do caso e à quantidade de envolvidos, o processo foi desmembrado em três partes, de modo a facilitar os julgamentos.

Dos 45 acusados, a Justiça acatou a denúncia contra 44. No decorrer do processo, outros 10 policiais foram impronunciados - isto é, não foram levados a júri por falta de evidências. Dos 34 restantes, um morreu e três tiveram o caso transferido para a Vara Militar, restando 30 réus, dos quais 20 já foram julgados.

O julgamento que inicia em 17 de março vai analisar a participação de 7 dos 10 réus que faltam ir a júri. Não há prazo definido para o julgamento dos três réus restantes.

Condenados e absolvidos

O processo da Chacina do Curió foi dividido em etapas. Até o momento, três delas foram concluídas. O julgamento de março deve ser a quarta etapa do caso.

Confira os resultados até agora:

Primeiro julgamento, de 21 a 25 de junho: quatro policiais condenados a 275 anos e 11 meses de prisão. Ninguém foi absolvido.
Segundo julgamento, de 29 de agosto a 6 de setembro: oito PMs inocentados. Ninguém foi condenado. O Ministério Público recorreu da sentença.
Terceiro julgamento, de 12 a 16 de setembro: dois policiais foram condenados e seis foram absolvidos.
Quarto julgamento: inicia em 17 de março, com 7 réus

Confira os policiais militares condenados:

* Marcus Vinícius Sousa da Costa: 275 anos e 11 meses de prisão. As penas correspondem a 11 homicídios, 3 tentativas de homicídio, 4 crimes de tortura física e mental. Prisão em regime fechado de imediato sem direito de responder em liberdade e perda do cargo de policial militar.

* Antônio José de Abreu Vidal Filho: 275 anos e 11 meses de prisão por 11 homicídios, 3 tentativas de homicídio, 4 crimes de tortura física e mental. Prisão em regime fechado de imediato sem direito de responder em liberdade e perda do cargo de policial militar.

* Wellington Veras Chagas: 275 anos e 11 meses de prisão por 11 homicídios, 3 tentativas de homicídio, 4 crimes de tortura física e mental. Prisão em regime fechado de imediato sem direito de responder em liberdade e perda do cargo de policial militar.

* Ideraldo Amâncio: 275 anos e 11 meses de prisão por 11 homicídios, 3 tentativas de homicídio, 4 crimes de tortura física e mental. Prisão em regime fechado de imediato sem direito de responder em liberdade e perda do cargo de policial militar.

* José Oliveira do Nascimento: 210 anos e nove meses de prisão por 18 crimes, entre eles, homicídio, tentativa de homicídio e tortura.

* José Wagner Silva de Souza: 13 anos e cinco meses por tortura.

Foram absolvidos dos crimes:

* Francinildo José da Silva Nascimento
* Gaudioso Menezes de Mattos Brito Goes
* Gerson Vitoriano Carvalho
* José Haroldo Uchoa Gomes
* Josiel Silveira Gomes
* Ronaldo da Silva Lima
* Thiago Aurélio de Souza Augusto
* Thiago Veríssimo Andrade Batista de Moraes
* Antônio Flauber de Melo Brazil
Clênio Silva da Costa
* Francisco Helder de Sousa Filho
* Igor Bethoven Sousa de Oliveira
* Maria Bárbara Moreira
* Antônio Carlos Matos Marçal foi absolvido dos crimes julgados no Tribunal de Justiça, mas teve parte do processo encaminhado para a Justiça Militar, que deve realizar um novo julgamento
Julgamento da Chacina do Curió, em Fortaleza. — Foto: J.Paulo Oliveira / TJCE

FONTE: G1/CE

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

EM FORTALEZA (CE): TENTATIVA DE CHACINA DEIXA 3 PESSOAS MORTAS NO PARQUE DOIS IRMÃOS; UMA CRIANÇA ESTÁ ENTRE OS BALEADOS

 Caso aconteceu na comunidade Rosalina nesta segunda (10) Foto: VC Repórter

Uma tentativa de chacina deixou três pessoas mortas e duas feridas a tiros na comunidade da Rosalina, no bairro Parque dois Irmãos, nesta segunda-feira (10). Um trio de suspeitos foi preso pelo crime nesta tarde, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Entre os atingidos no episódio de violência está uma criança baleada, segundo o governador Elmano de Freitas. A SSPDS, no entanto, informou se a criança é uma das pessoas mortas ou feridas.

Os feridos foram lesionados por disparos de arma de fogo e levados a unidades de saúde. Conforme a pasta, a ocorrência está em andamento. 

"A 7ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) é a unidade que investiga o caso", pontuou a SSPDS.

Governador determina 'ações implacáveis' contra suspeitos 

O governador Elmano de Freitas publicou em suas redes sociais o vídeo da captura de três suspeitos da tentativa de chacina e classificou o caso como "inaceitável". 

"Nossas Forças de Segurança já capturaram três suspeitos de promover violência hoje no Parque Dois irmãos, em Fortaleza, atingindo inclusive uma criança. Inaceitável! Falei mais cedo com nosso secretário Roberto Sá, e minha determinação é sermos cada vez mais implacáveis contra esses bandidos. Usaremos a força necessária, dentro da lei, para que recebam a punição que merecem", informou Elmano. 

Ainda segundo a Secretaria da Segurança, a prisão dos suspeitos foi efetuada por equipes do Comando de Policiamento de Choque (CPChoque) da Polícia Militar do Ceará (PMCE)

"Na ocasião, três armas de fogo foram apreendidas. A ação contou com o apoio do Núcleo de Videomonitoramento da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops/SSPDS) e da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer/SSPDS)", diz nota.

FONTE: DN

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

EM FORTALEZA (CE), TENTATIVA DE CHACINA DEIXA 2 MORTOS E 2 FERIDOS POR DISPAROS DE ARMA DE FOGO EM MARACANAÚ

 

Crime aconteceu no bairro Cágado, em Maracanaú Foto: Reprodução/Redes Sociais

Dois homens, ainda não identificados formalmente, foram mortos por disparos de arma de fogo no bairro Cágado, em Maracanaú (CE), na tarde de terça-feira (31). Na ocasião, outras duas pessoas também foram baleadas e chegaram a ser levadas para uma unidade hospitalar. O estado de saúde dos feridos não foi informado.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que equipes da Polícia Civil, por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e da Polícia Militar foram acionadas ao local do crime. 

Uma equipe da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) foi acionada para a ocorrência e colheu indícios que auxiliarão nas investigações.

O caso ficará a cargo da Delegacia Metropolitana de Maracanaú. Diligências estão em andamento no intuito de identificar a autoria e motivação do crime.

FONTE: DN

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

EM FORTALEZA (CE), HOMEM É MORTO E 3 PESSOAS SÃO BALEADAS EM TENTATIVA DE CHACINA NA BARRA DO CEARÁ

A DHPP investiga o homicídio e o caso das outras vítimas feridas Foto: Emanoela Campelo de Melo

Um homem foi morto a tiros e outras três pessoas foram baleadas em uma tentativa de chacina neste quarta-feira (25), no bairro Barra do Ceará, em Fortaleza. A vítima ainda não foi identificada, mas a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) já investiga o caso. 

As vítimas feridas foram encaminhadas a unidades hospitalares da região. Não se sabe o estado de saúde dos baleados. 

As forças de segurança foram acionadas a uma residência, onde informações deram conta do homicídio. 

"Equipes da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da PCCE foram acionadas para o local para colher os indícios que subsidiarão os trabalhos policiais. No momento, a ocorrência está em andamento. O caso ficará a cargo da 8ª Delegacia do DHPP" informou a SSPDS.

FONTE: DN

segunda-feira, 12 de abril de 2021

EM CAUCAIA (CE), SUSPEITO DE CHACINA MORRE EM CONFRONTO COM A POLÍCIA DURANTE PERSEGUIÇÃO

 
Polícia realiza buscas na área por onde os suspeitos teriam fugido após o crime Foto: Paulo Sadat

A Polícia Militar do Ceará (PMCE) está realizando buscas pelos suspeitos de participação na chacina que deixou quatro mortos na noite deste domingo (11), em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza. Após o crime, um dos suspeitos morreu em troca de tiros com a Polícia.

Os quatro suspeitos de participarem da ação teriam fugido por meio do Matagal da Cigana, sendo perseguidos pelos policiais. Um dos homens, identificado como Robson de Souza, 22 anos, estava usando tornozeleira eletrônica que, segundo a Polícia, foi rastreada após solicitação da Delegacia de Caucaia.

Logo no começo da manhã, equipes das polícias Militar e Civil entraram no matagal e descobriram um acampamento dos suspeitos. Durante as buscas, os agentes foram recebidos a tiros e acabaram baleando Robson, que morreu no local. Ele seria o mandante do crime.

Um segundo suspeito foi preso. Os outros dois ainda estão foragidos, um deles portando uma metralhadora. Dois revólveres.38 foram apreendidos.

Um helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) e equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil estão fazendo varreduras na área em busca dos suspeitos.

QUATRO PESSOAS MORTAS EM CHACINA  

Três homens e uma mulher foram mortos no bairro Parque São Gerardo, em Caucaia. Duas das vítimas foram alvejadas principalmente na região da cabeça. 

De acordo com testemunhas, eles estavam consumindo bebidas alcoólicas no cruzamento das ruas São Paulo com Esteban Rios quando foram surpreendidos pelos criminosos, que chegaram a pé.

Entre os mortos estavam o servente de pedreiro José Edinaldo Rodrigues da Silva, de 29 anos, e um adolescente de 15 anos.

À reportagem, a mãe do rapaz informou que ele não tinha nada a ver com a situação, e que havia ido à mercearia que fica próxima ao cruzamento para comprar doces e bombons.

Segundo Hugo Leonardo, titular da Delegacia de Caucaia, a ação foi um "revide" de um confronto entre organizações criminosas que atuam na área. A facção local teria entrado em território inimigo, o que gerou tiroteio "a esmo". Ainda conforme o delegado, as pessoas mortas não tinham envolvimento em crimes.

"Elas estavam na rua; dois deles eram pedreiros, uma moça que estava comprando churrasquinho e um rapaz que tinha ido comprar alguma coisa na mercearia", afirmou, acrescentando que os criminosos chegaram com "sadismo" durante o ato.

LINHA DE INVESTIGAÇÃO

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou, em nota, que as equipes seguem realizando buscas pelos criminosos. O órgão, inclusive, acrescentou que existe uma linha de investigação "com possível autoria identificada a cargo da Polícia Civil".

Um homem foi conduzido à delegacia, mas liberado em seguida por não haver indícios suficientes da participação dele no crime. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da PCCE e a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) estiveram no local da ocorrência e colheram os indícios que subsidiam os trabalhos policiais no momento. 

FONTE: DN

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

EM ITAPAJÉ (CE), ACUSADOS DE SEREM RESPONSÁVEIS PELA CHACINA SERÃO LEVADOS A JÚRI POPULAR

Os acusados de serem responsáveis pela chacina na cidade de Itapajé, no Ceará, serão levados a júri popular. Juliana Porto Sales, juíza da 1ª Vara da Comarca de Itapajé, decidiu nesta terça-feira, 20, que existem provas suficientes para prosseguir com a acusação contra os réus.

Em pronunciamento, a juíza afirmou que o conjunto probatório dos autos aponta para fortes indícios de autoria do crime dos réus. “Estou convencida da existência de indícios suficientes de autoria dos denunciados a permitir o prosseguimento da acusação contra os réus, considerando o conjunto probatório dos autos”, declarou.

O crime ocorreu em 29 de janeiro de 2018, durante uma briga que resultou no assassinato de 10 pessoas dentro da Cadeia Pública de Itapajé.
Os envolvidos na chacina foram identificados como Alex Pinto Oliveira Rodrigues, 24 anos, com passagens por contravenção penal, roubo, dano, direção perigosa, crimes de trânsito e porte ilegal de arma de fogo; Antônio Jonatan de Sousa Rodrigues, 22 anos, com passagens por roubo e corrupção de menor; Artur Vaz Ferreira, 26 anos, com passagens por furto e porte ilegal de arma de fogo; Francisco das Chagas de Sousa, 24 anos, vulgo “Chico”, com passagens por lesão corporal dolosa, porte e posse ilegal de arma de fogo; Francisco Idson Lima de Sales, 19 anos, com passagens por tentativa de homicídio e roubo; William Alves do Nascimento, 20 anos, vulgo “ William do Cavalo ou Batata”, com passagens por crime de trânsito e homicídio consumado, e Murilo Borges Araújo, 25 anos, responde por dois homicídio.

Todos são réus no caso e eram integrantes ou aliados de organização criminosa, segundo denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE).

A chacina ocorreu após os detentos saírem da cela para um banho de sol. Os acusados utilizaram dois revólveres e facas para assassinar as vítimas, que não portavam armas. O crime teria sido motivado pela disputa de território para comércio de drogas.

AUTOR: O POVO

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

CHACINA DO BENFICA, EM FORTALEZA (CE), JUSTIÇA CONDENA RÉUS A 189 E 170 ANOS DE PRISÃO; 3º ACUSADO É INOCENTADO

MATANÇA DO DIA 9 de março do ano passado teve início na Praça da Gentilândia, no Benfica (Foto: Júlio Caesar)

O Conselho de Sentença da 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza condenou na noite desta quarta-feira, 6, dois réus por sete assassinatos e três tentativas de homicídios na chamada Chacina do Benfica, que deixou sete mortos em diferentes pontos do bairro de Fortaleza em 9 de março de 2018. Um terceiro acusado foi inocentado. O julgamento, que durou 13 horas, ocorreu no Fórum Clóvis Beviláqua. O trio estava preso preventivamente.

O réu Douglas Matias da Silva deverá cumprir 189 anos, quatro meses e 12 dias de prisão em regime inicialmente fechado, além de 40 dias multa a ser calculada no mínimo legal, pelos crimes de homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, com meios cruéis e sem possibilidade de defesa), que vitimou cinco pessoas. Douglas também foi declarado culpado por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e sem possibilidade de defesa) de outras duas vítimas e ainda foi condenado por tentativa de homicídio triplamente qualificado contra mais três pessoas.

Já Stefferson Mateus Rodrigues Fernandes foi condenado pelos mesmos crimes e cumprirá 170 anos e oito meses de reclusão e pagará multa de igual valor. O júri popular ainda considerou que os acusados cometeram dois crimes: corrupção de menor e participação em organização criminosa.

O terceiro acusado, Francisco Elisson Chaves de Souza, foi inocentado das acusações de homicídio triplamente qualificado contra três vítimas e das acusações de tentativa de homicídio triplamente qualificado de duas pessoas. No entanto, ele foi condenado pelo crime conexo de organização criminosa, e teve pena estipulada em quatro anos e dez meses de reclusão e multa. A juíza considerou desvalor de três circunstâncias judiciais, restando fixar o cumprimento em regime fechado inicialmente.

Réu na Chacina do Benfica confessou assassinato e se desculpa com as vítimas

Stefferson Mateus Rodrigues Fernandes, em julgamento na manhã desta quarta 6, havia admitido ter matado Jose Gilmar Furtado de Oliveira Junior na chamada Chacina do Benfica, que deixou sete mortos em diferentes pontos do bairro de Fortaleza em 9 de março de 2018. Ele nega pertencer a facção criminosa e que o crime tenha sido premeditado. Naquela sexta-feira, ele se dirigiu até a praça da Gentilândia tendo como alvo Geovane Diogo Silva Oliveira, integrante da facção Comando Vermelho, acusado de matar seu primo Jorge Luiz.

Segundo o testemunho de Stefferson, na noite da chacina ele estava bebendo com amigos quando lhe avisaram que Geovane estava na praça. Com raiva, entrou no carro em direção ao local e, chegando lá, avistou Jose Gilmar Furtado de Oliveira Junior, primo de Geovane, e lhe deu um tiro porque “sabia que ele estava vendendo droga para o Geovane”.

Depois que saiu da praça, foi para a sede da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), junto com outros que, ao chegarem na sede da TUF, saíram do carro e mataram mais pessoas. Os envolvidos citados por Stefferson como participantes na chacina não são réus neste julgamento. Stefferson nega que o crime tenha sido premeditado. Em seguida, ao saírem da TUF, o grupo encontrou mais duas pessoas de moto e também tirou suas vidas, enquanto o réu continuava dentro do carro.

Durante o julgamento, o réu lamentou as mortes e afirmou que o que aconteceu foi uma "barbaridade". "Não sabia que ia acontecer essa matança toda", diz. Segundo ele, seu foco estava apenas em Geovane, que, junto com Junior eram seus amigos de infância, mas, após "uma richa" e a morte de seu primo, passou a ser ameaçado pelos dois.

O que foi a Chacina do Benfica?

A chacina ocorreu em 9 de março de 2018, em três pontos distintos do Benfica, em Fortaleza. Era noite de sexta-feira e o bairro, conhecido pelo clima universitário e boêmio, estava tomado por estudantes e frequentadores de bares da região. Por volta das 23h30min, um veículo Fiat Punto branco parou próximo à Praça da Gentilândia, e os ocupantes começaram a disparar.

Foram cerca de 20 tiros, que deixaram três mortos. O segundo front do massacre ocorreu em uma rua próxima, na Vila Demétrio, quando atiradores dispararam contra a sede da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), deixando dois mortos. O último ponto da chacina foi na rua Joaquim Magalhães, onde outras duas pessoas com camisetas da TUF foram assassinadas.

Qual foi a motivação dos crimes?

A Polícia Civil do Ceará apurou que a chacina ocorreu no contexto do conflito entre facções criminosas. Os autores do crime são da facção Guardiões do Estado (GDE). Além do trio de réus, um adolescente e, pelo menos, um outro homem não identificado participaram do crime, ainda de acordo com a investigação da Polícia Civil no caso.

Segundo a denúncia, o alvo principal da ação era Geovane Diogo Silva Oliveira, integrante da facção Comando Vermelho (CV) e autor do assassinato de Jorge Luiz, primo do réu Stefferson Mateus. Os homicidas não encontraram Geovane, mas, na Praça da Gentilândia, se depararam com um primo dele, José Gilmar Furtado de Oliveira Júnior. No local, passaram a disparar contra Gilmar, atingindo também pessoas sem qualquer relação com a disputa.

Conforme o MPCE, de lá os réus seguiram à sede da TUF, onde acreditavam que poderiam encontrar integrantes do CV. Ao sair do local, os criminosos ainda se depararam com outras duas pessoas em uma moto, que também identificaram como integrantes do CV. A investigação encontrou indícios de que essas vítimas foram confundidas com outras pessoas. A investigação descarta que o crime tenha relação com torcidas organizadas.

Quem foram as vítimas?

Morreram na Praça da Gentilândia José Gilmar Furtado de Oliveira Júnior, Antônio Igor Moreira e Silva e Joaquim Vieira de Lucena Neto. No entorno da sede da TUF, foram mortos Carlos Victor Meneses Barros e Adenilton da Silva Ferreira. Já na Joaquim Magalhães, morreram Pedro Braga Barroso Neto e Emilson Bandeira de Melo Júnior.

Segundo a Polícia, quatro das sete vítimas, Joaquim Vieira, Carlos Victor Meneses, Emilson de Melo e Adenilton da Silva não possuíam antecedentes criminais. José Gilmar Furtado e Antônio Igor Moreira tinham passagens por posse de drogas. Pedro Braga Barroso respondia por crimes de roubo e associação criminosa.

AUTOR: O POVO

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

EM FORTALEZA (CE), JULGAMENTO DA CHACINA DO BAIRRO BENFICA, COMEÇA HOJE; RELEMBRE O CASO

Sentam no banco dos réus Douglas Matias da Silva, Stefferson Mateus Rodrigues Fernandes e Francisco Elisson Chaves de Souza

Começa nesta quarta-feira, 6, o julgamento dos três acusados de participação na chamada Chacina do Benfica, que deixou sete mortos em diferentes pontos do bairro de Fortaleza em 9 de março de 2018. Segundo o Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE), o julgamento durará dois dias, até quinta-feira, 7, devido “à quantidade de réus, vítimas e pela complexidade do caso”.

Sentam no banco dos réus Douglas Matias da Silva, Stefferson Mateus Rodrigues Fernandes e Francisco Elisson Chaves de Souza. Na denúncia, o Ministério Público do Ceará (MP-CE) havia arrolado 30 testemunhas do caso. Eles irão a júri popular pelos crimes de homicídio, homicídio tentado e organização criminosa.

O que foi a Chacina do Benfica?

A chacina ocorreu em 9 de março de 2018, em três pontos distintos do Benfica, em Fortaleza. Era noite de sexta-feira e o bairro, conhecido pelo clima universitário e boêmio, estava tomado por estudantes e frequentadores de bares da região. Por volta das 23h30min, um veículo Fiat Punto branco parou próximo à Praça da Gentilândia, e os ocupantes começaram a disparar.

Foram cerca de 20 tiros, que deixaram três mortos. O segundo front do massacre ocorreu em uma rua próxima, na Vila Demétrio, quando atiradores dispararam contra a sede da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), deixando dois mortos. O último ponto da chacina foi na rua Joaquim Magalhães, onde outras duas pessoas com camisetas da TUF foram assassinadas.

Qual foi a motivação dos crimes?

A Polícia Civil do Ceará apurou que a chacina ocorreu no contexto do conflito entre facções criminosas. Os autores do crime são da facção Guardiões do Estado (GDE). Além do trio de réus, um adolescente e, pelo menos, um outro homem não identificado participaram do crime, ainda de acordo com a investigação da Polícia Civil no caso.

Segundo a denúncia, o alvo principal da ação era Geovane Diogo Silva Oliveira, integrante da facção Comando Vermelho (CV) e autor do assassinato de Jorge Luiz, primo do réu Stefferson Mateus. Os homicidas não encontraram Geovane, mas, na Praça da Gentilândia, se depararam com um primo dele, José Gilmar Furtado de Oliveira Júnior. No local, passaram a disparar contra Gilmar, atingindo também pessoas sem qualquer relação com a disputa.

Conforme o MPCE, de lá os réus seguiram à sede da TUF, onde acreditavam que poderiam encontrar integrantes do CV. Ao sair do local, os criminosos ainda se depararam com outras duas pessoas em uma moto, que também identificaram como integrantes do CV. A investigação encontrou indícios de que essas vítimas foram confundidas com outras pessoas. A investigação descarta que o crime tenha relação com torcidas organizadas.

Quem são os acusados?

Dois dias depois da chacina, foi preso em um apartamento do Meireles, bairro nobre de Fortaleza, o primeiro acusado do crime, Douglas Matias da Silva. Sete meses antes da matança, ele já havia tido prisão preventiva decretada por suspeita de participação em outro assassinato na Praça da Gentilândia, mas estava foragido.

Quase dois meses depois, os outros dois suspeitos, Stefferson Mateus Rodrigues Fernandes e Francisco Elisson Chaves de Souza, foram presos em Paracuru, na Região Metropolitana de Fortaleza. Eles estavam cometendo crimes na região e foram capturados por tráfico de drogas e porte de armas. Os dois já tinham mandados de prisão abertos desde março pela chacina, e respondiam na Justiça por assalto a mão armada e furto de veículos.

Quem foram as vítimas?
Morreram na Praça da Gentilândia José Gilmar Furtado de Oliveira Júnior, Antônio Igor Moreira e Silva e Joaquim Vieira de Lucena Neto. 

No entorno da sede da TUF, foram mortos Carlos Victor Meneses Barros e Adenilton da Silva Ferreira. Já na Joaquim Magalhães, morreram Pedro Braga Barroso Neto e Emilson Bandeira de Melo Júnior.

Segundo a Polícia, quatro das sete vítimas, Joaquim Vieira, Carlos Victor Meneses, Emilson de Melo e Adenilton da Silva não possuíam antecedentes criminais. José Gilmar Furtado e Antônio Igor Moreira tinham passagens por posse de drogas. Pedro Braga Barroso respondia por crimes de roubo e associação criminosa.

AUTOR: O POVO/CARLOS MAZZA

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

EM MARANGUAPE (CE), PRESA QUADRILHA QUE PRATICOU CHACINA DEIXANDO 3 MORTOS

Armas, munições, dinheiro e celulares foram apreendidos com os assassinos

Cinco pessoas, quatro adultos e um adolescente, estão detidos por suspeita de envolvimento na chacina ocorrida na noite do último domingo (15), no Município de Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). 

Três pessoas foram mortas a tiros dentro de uma residência no Distrito de Amanari. Uma ação conjunta de várias unidades da Polícia Civil prendeu os suspeitos e apreendeu também armas, drogas e dinheiro.

De acordo com a Polícia, Halesson Castro de Oliveira, 28 anos, conhecido por “Marreta”; Luiz Victor Lucas da Silva, 19 anos, conhecido por “Mata Rindo”, além de outros dois homens com idades entre 29 e 46 anos (identidades não reveladas), participaram diretamente do crime juntamente com um adolescente de 16 anos. Todos foram capturados na operação.

As autoridades revelaram que o triplo homicídio teve por motivo uma vingança pessoal do adolescente de 16 anos contra sua ex-namorada, que acabou morta com o novo companheiro. A terceira vítima teria sido eliminada como “queima de arquivo”.

Morreram na chacina as seguintes pessoas: Maria Fabiana Costa Ferreira, 24 anos; Wilton Mendes Agostinho, 21 anos; e Francisco Adaílson Sousa Vieira, 20 anos.

Crime premeditado

As investigações revelaram que Maria Fabiana terminou o namoro com o adolescente e passou a ter um caso com Wilton Mendes Agostinho. Se sentindo traído, o adolescente tramou o assassinato da ex-namorada e do novo amante dela.

A operação que culminou na prisão do grupo foi realizada conjuntamente por policiais civis do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Delegacia Metropolitana de Maranguape (DMM), Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), Departamento de Polícia do Interior Sul (DPI-Sul) e Delegacia Regional de Aracati.

AUTOR: FERNANDO RIBEIRO

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

EM FORTALEZA (CE), VINGANÇA POR MORTE DE PRIMO MOTIVOU "CHACINA DO BENFICA", APONTA INVESTIGAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL

A Chacina do Benfica aconteceu no dia 9 de março de 2018, no Bairro Benfica, e resultou em sete mortos e três feridos. — Foto: Kléber A. Gonçalves/ SVM

Investigações realizadas pela Polícia Civil do Ceará (PCCE) apontam que a "Chacina do Benfica", ocorrida em março de 2018, em Fortaleza, teria sido motivada especialmente por vingança pela morte do primo de um dos réus. 

Os envolvidos na matança e o alvo principal daquela fatídica noite - que não foi encontrado pelos algozes - cresceram juntos no bairro e se distanciaram em razão das filiações diferenciadas a facções criminosas rivais, que disputam territórios na capital cearense.

A chacina aconteceu no dia 9 de março do ano passado, no Bairro Benfica, em Fortaleza. Na matança, sete pessoas foram executadas e três ficaram feridas em três locais diferentes da região: a Praça da Gentilândia, a Vila Demétrio (nas proximidades da sede da Torcida Uniformizada do Fortaleza - TUF) e o cruzamento das ruas Joaquim Magalhães e Major Facundo.

Segundo as investigações da Polícia Civil, cinco pessoas participaram ativamente do crime; três delas estão presas, uma não foi identificada e ainda um adolescente, cuja apreensão não foi confirmada pela Superintendência do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo. As apurações do crime mostram uma série de provas materiais que sustentam a tese de acusação do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE).

O processo sobre a chacina, que tramita em segredo de Justiça na 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza e já dispõe de mais de 3,2 mil páginas, foi obtido pelo G1. Os autos revelam os pormenores das mortes nos três locais do bairro.

No fim do mês de abril, os réus da ação (Douglas Matias da Silva, Stefferson Mateus Rodrigues Fernandes e Francisco Elisson Chaves de Souza) foram pronunciados pela Justiça. Eles deverão ser julgados por sete pessoas em um Tribunal Popular do Júri e podem ser condenados a quase 285 anos, 285 anos e 165 anos, respectivamente. Os três deverão responder por homicídio, homicídio tentado e organização criminosa.

Vingança

Embora as facções criminosas façam parte do pano de fundo da organização e tenham atuação direta na matança, a trama está longe de ser explicada unicamente por esses grupos. A principal linha de investigação relativa à motivação, confirmada por testemunhas e pelo réu Stefferson Fernandes, sugere que houve uma trama de vingança que relaciona o alvo principal da chacina a outro assassinato ocorrido na região.

Exatamente um mês antes dos crimes, em 9 de fevereiro de 2018, Jorge Luis Rodrigues da Silva, de 25 anos, foi morto no Bairro de Fátima, cujos limites territoriais com o Benfica se confundem. Jorge Luis era primo do réu Stefferson Fernandes. Conforme as investigações da Polícia Civil, Stefferson e seus comparsas culpavam Geovane Diogo Silva Oliveira pelo homicídio do primo. Por isso, ele se tornou um alvo.

Uma semana antes da chacina, após sair do sistema carcerário cearense, onde cumpria pena por porte ilegal de arma de fogo, Geovane Oliveira voltou a frequentar espaços do Benfica, como a Praça da Gentilândia e a Rua Joaquim Magalhães, nas proximidades da sede da TUF. Os réus receberam as informações do paradeiro de Geovane e, segundo as apurações criminais, foram aos locais dos crimes em busca dele.

O alvo da noite de sexta-feira no Benfica seria, principalmente, Geovane Oliveira, mas ele não estava na região. Após chegarem ao local e não localizarem o desafeto, os criminosos encontraram lá o primo dele, José Gilmar de Oliveira Júnior, de 33 anos, com passagens por roubo e posse de drogas. Alvo de nove tiros, o homem foi o primeiro a ser assassinado no massacre. As duas outras vítimas da Praça (Antônio Igor Moreira e Silva, 26, e Joaquim Vieira de Lucena Neto, 21) não tinham relação com a vingança.

Em depoimento concedido à Polícia Civil após sua prisão, Stefferson Fernandes assumiu a autoria do atentado contra José Gilmar, o primo de Geovane Oliveira; ele disse que "descarregou seu revólver" no homem naquela noite. Além disso, a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) atestou que os disparos que mataram José Gilmar não saíram apenas de uma arma de fogo, o que corrobora a participação de outra pessoa no assassinato.

Stefferson Fernandes e José Gilmar, inclusive, já haviam sido denunciados pelo Ministério Público por uma tentativa de assalto, ocorrida em 2010. Segundo o MPCE, esse delito demonstra aproximação entre eles e pode ajudar na narrativa construída para condenar o réu por motivação torpe.

Ato contínuo

Após a matança na Gentilândia, sem ter encontrado Geovane Oliveira, o grupo criminoso saiu em direção às proximidades da sede da TUF e, no local, perguntou novamente pelo desafeto. Não encontrando-o, eles mataram mais dois jovens que teriam sido identificados como integrantes da facção rival. Contudo, Adenilton da Silva Ferreira, 24, e Carlos Victor Meneses Barros, 23, não pertenciam a nenhum grupo criminoso, bem como não tinham antecedentes criminais.

No terceiro ponto, no cruzamento das ruas Joaquim Magalhães e Major Facundo, também no Benfica, os homicidas avistaram outros dois supostos inimigos e confundiram Emilson Bandeira de Melo Júnior, 27, com um homem chamado "Everton". Ele vinha na garupa de uma motocicleta pilotada por Pedro Braga Barroso Neto, 22, após ambos terem ido comprar bebida alcoólica em um bar. Eles foram atingidos pelos disparos do grupo criminoso e foram as duas últimas vítimas da noite.

Infância

A relação entre os réus da Chacina do Benfica e o alvo principal que não foi morto no dia 9 de março é de longa data. Douglas Matias, Stefferson Fernandes, Elisson Chaves e Geovane Oliveira se conheciam desde a infância. Eles moravam no limite entre os bairros Benfica e Fátima e acabaram crescendo juntos, mas enveredando pelo mundo do crime, como aponta a investigação.

Embora os réus neguem que eram amigos de infância de Geovane, este afirmou, em depoimento, que "conhecia os três acusados e teve amizade com eles na infância". Elisson Chaves respondeu, em juízo, que "eles todos cresceram juntos, inclusive Geovane". Conforme o próprio "Geo", o motivo da inimizade dele com os acusados "seria 'guerra de facção'", pois eles são de grupos criminosos divergentes, disse em depoimento à Polícia Civil. Os demais não se pronunciaram sobre a razão do rompimento da amizade.

O G1 entrou em contato com a Defensoria Pública, que é responsável pela defesa dos três réus, mas a assessoria informou que não iria se pronunciar sobre o caso. A defesa de Geovane Diogo Silva Oliveira não foi localizada. O MPCE também foi contatado, porém o promotor responsável pela denúncia não quis gravar entrevista.

AUTOR: G1/CE

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

EM FORTALEZA (CE), 8 SÃO IMPRONUNCIADOS E MAIS 2 VÃO A JÚRI POPULAR POR CHACINA EM CENTRO SOCIOEDUCATIVO

O ASSASSINATO DE quatro adolescentes sob custódia do Estado ocorreu em novembro de 2017(Foto: Júlio Caesar)

Dois dos acusados de participação na chacina que ocorreu dentro do Centro de Semiliberdade Mártir Francisca, no bairro Sapiranga, vão a juri popular e oito foram impronunciados. A decisão foi tomada nessa quarta-feira, 31. O crime aconteceu no dia 13 de novembro de 2017. Cerca de 20 homens fortemente armados invadiram o local, raptaram quatro internos e depois os mataram.

Vão a júri popular Tiago Aguiar de Sousa e Rafael Rocha de Sousa. Já os que tiveram os processos arquivados foram Antônio Walisson Felipe dos Santos, Assis Nunes da Silva, Francisco Éderson Sampaio Uchoa, Paulo Henrique Monteiro de Lima, Edgar Abreu Braga, Edinardo de Abreu Braga, Elenilson Germano Bevilaqua e Israel da Silva Andrade. 

Conforme a decisão, a impronúncia não significa absolvição. Retomadas as investigações pela autoridade policial, caso encontradas indícios consistentes que coloquem os réus em situação de serem considerados autores, eles pode ser pronunciados no prazo máximo prescricional.

Tiago e Rafael seguem acusados de homicídio, organização criminosa, homicídio qualificado e promoção, constituição, financiamento ou integração de organização criminosa. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), um grupo de homens que portava armas de fogo e facão invadiu o centro socioeducativo pulando o muro, com a ajuda de uma escada. Conforme os autos, um deles estaria utilizando um colete balístico e parte do grupo usava máscara, balaclava ou cobria o rosto com blusas.

Os criminosos renderam socioeducadores e os adolescentes. Eles questionavam a que facções criminosas os socioeducandos integravam. De acordo com a denúncia, os réus pertenciam à Família do Norte (FDN) e Comando Vermelho (CV) e tinham intuito de executar possíveis integrantes das facções Guardiões do Estado (GDE) e do Primeiro Comando da Capital (PCC). O mandante da chacina seria o Wallyson Bocão.

AUTOR: O POVO

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

CEARÁ VIOLENTO: NAS ÚLTIMAS 24 HORAS 10 PESSOAS FORAM MORTAS, ENTRE OS CRIMES UMA CHACINA

No Conjunto Ceará, em Fortaleza, um tiroteio em meio a um assalto deixou uma mulher morta
Em Acopiara, um cabeleireiro foi assassinado por pistoleiros no seu salão de beleza

Uma pastora evangélica, um mototaxista, um cabeleireiro, um estudante e uma dona de casa, além de três jovens executados numa chacina, estão entre as 10 pessoas assassinadas no Ceará nas últimas 24 horas. Todos os crimes ocorreram entre a madrugada e a noite desta quarta-feira (21), aumentando para 4.352 o número de assassinatos no Ceará em 2018.

No começo da madrugada de ontem, três jovens foram executados sumariamente, a tiros, na localidade Sítio Santa Rosa, na zona rural do Município de Marco, na Zona Norte do estado (a 212 Km de Fortaleza). Segundo a Polícia, um adolescente de 12 anos também ficou ferido, mas sobreviveu ao massacre. Os mortos foram identificados como sendo os irmãos Manoel Luís dos Santos, 21 anos, e José Mateus dos Santos, 17; além de Antônio Narciso da Silva Júnior, 24. Outro rapaz foi sequestrado pelos criminosos e continua desaparecido.

Em Fortaleza, ao menos, três assassinatos foram registrados na quarta-feira, nas Áreas Integradas de Segurança Dois e Seis (AIS-2 e AIS-6), ambas na zona Sul da Capital. Uma das vítimas foi a pastora evangélica Vera Maria Falcão de Morais, 52 anos, que morreu durante uma tentativa de assalto a um policial militar na Rua 924 da 2ª Etapa do Conjunto Ceará. O PM reagiu e, na troca de tiros, a mulher foi baleada e morta. Três suspeitos, entre eles, um menor de idade, foram detidos pelo BPRaio.

Na Rua Alípio Martins, no bairro Bonsucesso, uma jovem de 25 anos de idade, identificada como Francisca Andressa Sousa Costa, foi baleada e morta quando se encontrava sentada na calçada de sua casa. Segundo apurou a Polícia, um homem chegou ali e atirou com a intenção de matar outra mulher, mas acabou atingindo mortalmente Andressa. A mulher teve morte instantânea e o atirador conseguiu fugir do local.

Já por volta de 16h30, um jovem, identificado apenas por Álisson, foi assassinado, a tiros, na Rua Senhor do Bonfim, no Parque São Vicente, no Grande Bom Jardim. Segundo a Polícia o rapaz seguia a pé pela rua quando foi baleado por dois homens que trafegavam em uma motocicleta. A vítima morreu no local, conforme constatou o Samu.

Em Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza, um jovem identificado por Matheus de Lima Ferreira, 19 anos foi baleado e morto na noite de ontem. O crime ocorreu na Rua Luís Costa, no bairro Planalto Horizonte. A vítima chegou a ser socorrida e levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas morreu na Emergência. Conforme a Perícia, o rapaz foi atingido com cerca de 12 tiros de pistola de calibre Ponto 40 (.40). O assassinato aconteceu por volta de 22h45.

Mortes no Interior

Além da chacina na cidade de Marcos, mais três assassinatos foram registrados no interior do Ceará nas últimas 24 horas. Em Trairi (a 107 Km de Fortaleza), o operário José Alves Irineu foi encontrado baleado, por volta de 6h30, na Praia do Mundaú, quando seguia para o trabalho. Foi socorrido, mas morreu no hospital.

Na cidade de Acopiara, no Centro-Sul do estado (a 340 Km de Fortaleza), o cabeleireiro Ivo Gaspar de Oliveira, 39 anos, foi assassinado por volta das 19h30 de ontem. Ele se encontrava numa barbearia onde trabalhava, na Rua Santo Antônio, no bairro Cobal, quando foi morto, a tiros, por pois pistoleiros que fugiram do local em uma motocicleta.

No Crato, na Região do Cariri, no Sul do estado (a 540 Km de Fortaleza), o mototaxista Cícero Dantas da Silva, 42 anos, caiu em uma emboscada e acabou assassinado a tiros. O crime ocorreu por volta das 16h30 de ontem, nas proximidades do antigo Colégio Agrícola do Crato, numa estrada vicinal de acesso ao Sítio Serrinha.

AUTOR_ FERNANDO RIBEIRO

sábado, 6 de outubro de 2018

POLÍCIA PRENDE EM FORTALEZA (CE), SUSPEITO DE ORDENAR CHACINA EM PALMÁCIA QUE DEIXOU 5 MORTOS

Vítimas de chacina em Palmácia, no Ceará, foram amarradas e assassinadas a tiros — Foto: Aline Oliveira/TV Verdes Mares

A polícia prendeu o homem suspeito de ser o mandante da chacina de Palmácia, no interior do Ceará, que deixou que cinco pessoas mortas, no dia 13 de julho deste ano. O suspeito foi capturado com um fuzil no Bairro Granja Portugal, em Fortaleza. Além da cachina, ele também é suspeito de matar uma jovem.

A chacina deixou cinco vítimas na comunidade de Cafundó, no limite entre Palmácia e Maranguape, na Grande Fortaleza. Os corpos foram achados em um matagal, com as mãos atadas nas costas e marcas de tiro na cabeça.

De acordo com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os crimes foram motivados por vingança a uma tentativa de estupro sofrida pela prima do suspeito. Ele ordenou o crime e seus comparsas cometeram os assassinatos disfarçados como policiais civis, na manhã do dia 13 de julho. O homem que era apontado como suspeito da tentativa de esturo escapou ileso.

Contra o preso, há sete processos criminais, por homicídio qualificado, roubo e porte ilegal de arma de fogo, no Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). A primeira ação penal foi recebida pelo Poder Judiciário em setembro de 2012, devido a uma prisão em flagrante, na posse de um revólver calibre 38, no Bairro Bom Jardim, em Fortaleza.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) afirmou, em nota, que o suspeito ainda é investigado por receptação, associação criminosa e evasão mediante violência contra a pessoa.

Além dele, outros dois comparsas foram presos com um fuzil calibre 7.62, um carregador de fuzil e munições, pequena quantidade de crack, balaclavas, camisas com o brasão da Polícia Civil e distintivos, uniformes de uma concessionária de veículos, capas de colete balísticos, rádios comunicadores, bloqueadores de GPS, medicamentos diversos e valores em espécie.

Os presos foram autuados em flagrante por receptação, porte ilegal de arma de fogo, tentativa de roubo, adulteração de selo ou sinal público e organização criminosa.

AUTOR: G1/CE

terça-feira, 18 de setembro de 2018

EM FORTALEZA (CE), CLIMA ESTÁ TENSO COM AMEAÇA DE CHACINA, APÓS MÃE DE TRAFICANTE SER FUZILADA, NA BABILÔNIA

A mulher foi executada a tiros na manhã de segunda-feira. Bandidos buscavam matar o filho dela

Clima voltou a ficar tenso numa das comunidades ocupadas pela Polícia Militar e que é reduto de facções em Fortaleza. O condomínio Novo Barroso, conhecido como “Babilônia”, situado no bairro Passaré, foi palco de mais violência nesta segunda-feira (17). A mãe de um homem apontado como traficante de drogas foi executada a tiros na porta de casa. A ameaça de retaliação já é motivo de medo entre os moradores, diante da possibilidade de uma chacina nas próximas horas.

O crime ocorreu na manhã desta segunda-feira, quando bandidos fortemente armados foram até o Passaré com o objetivo de matar um traficante de drogas conhecido por “Bocão”. Como não o encontraram, assassinaram a mãe dele, que chegava em casa e foi baleada na calçada, local onde tombou morta instantaneamente.

Diante da notícia da morte da mulher, o clima na Babilônia ficou ainda mais tenso do que o que já acontece diariamente. Policiais militares reforçaram o policiamento na área com equipes do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) e patrulhas do Batalhão de Rondas Intensivas e Ostensivas (BPRaio). No local já existe uma Base da PM, instalada no começo do ano para reduzir a violência na área.

Chefão preso

Há cerca de dois meses, o homem apontado como principal traficante de drogas da Babilônia acabou preso numa operação do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque). Trata-se de Auricélio Souza Freitas, 35 anos, o “Celinho da Babilônia”, foi capturado em julho quando transitava em um carro importado e blindado pela Avenida Pontes Vieira.

Com a prisão de “Celinho da Babilônia”, começou uma guerra entre bandidos para tomar a liderança do tráfico no local. Integrantes de duas facções criminosas disputam o controle da venda entorpecentes e armas.

AUTOR: FERNANDO RIBEIRO

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

NO CEARÁ, MÊS DE JULHO REGISTROU 409 HOMICÍDIOS, COM DUAS CHACINAS E MAIS 44 MULHERES ASSASSINADAS

Chacina no Sítio Cafundó, em Palmácia, na madrugada do dia 13 de julho. Cinco homens fuzilados
Chacina no Sítio São Francisco, em Quiterianópolis, no dia 14. Quatro mortos a tiros e facadas

O mês de julho de 2018 terminou com o total de 409 assassinatos no Ceará. No período de 31 dias ocorreram 385 homicídios, latrocínios (roubos seguidos de morte) e lesões corporais seguidas de morte, denominados Crimes Violentos, Letais e Intencionais (CVLIs). Além disso, foram registrados 21 óbitos em intervenções policiais e três assassinatos de detentos em unidades do Sistema Penitenciário Estadual. Duas chacinas deixaram nove mortos.

Somente em Fortaleza ocorreram 137 homicídios e latrocínios. Na Região Metropolitana da Capital outros 109 crimes de morte. No Interior do estado, 163 pessoas foram assassinadas, sendo 90 casos na região Interior Norte, e mais 73 no Interior Sul. Cidades como Sobral registraram um aumento considerável da violência armada que resulta em óbitos.

Duas chacinas ocorreram nomes de julho. A primeira na madrugada do dia 13, quando cinco homens foram seqüestrados e mortos a tiros e facadas no Sítio Cafundó, localizado na zona rural do Município de Palmácia, na região do Maciço de Baturité (a 85Km de Fortaleza).

A segunda matança aconteceu na manhã do dia 14, no Sítio São Francisco, zona rural do Município de QuiterianópolIs (a 397Km da Capital), onde quatro pessoas (três homens e uma mulher) foram assassinadas a tiros. Com os dois casos, o Ceará já registra sete chacinas neste ano.

Mortos

Entre as 409 vítimas fatais da violência armada em julho no Ceará, estão 44 mulheres. Dezenove delas (entre adolescentes e idosas) foram mortas nas ruas da Capital cearense, outras nove na Região Metropolitana de Fortaleza e 16 no interior.

A maioria desses homicídios ainda está sob investigação e seus autores seguem impunes pois, sequer, foram identificados. As motivações são desde ciúmes (crimes passionais) a latrocínios e envolvimento de jovens com facões e o tráfico de drogas.

Também entre as vítimas de assassinatos no mês de julho estão 40 adolescentes. Vinte e sete foram mortos na Grande Fortaleza e outros 13 no Interior.

Ainda em julho, as autoridades registraram 15 duplos homicídios e cinco triplos.

Veja a relação completa das mulheres assassinadas no Ceará em julho:

01 – (01/7) – Maria Kellyanne da Costa (bala) – (COREAÚ)

02 – (02/7) – Esmeralda Albano da Silva (bala) – Barra do Ceará (CAPITAL)

03 – (02/7) – Rosimeire Ferreira da Costa (bala) – Ancuri (CAPITAL)

04 – (02/7) – Francisca Renata Rodrigues (bala) – R. Sen. Álvaro Adolfo/Parque Rio Branco (CAPITAL)

05 – (03/7) – Raquel Martins da Silva (bala) – (ITAPIÚNA)

06 – (03/7) – Luana Sousa Nogueira (bala) – Rua Beta/Bairro Vila Velha (CAPITAL)

07 – (03/7) – Ana Thaís Balbino Coelho (bala) – Rua Beta/Bairro Vila Velha (CAPITAL)

08 – (05/7) – Jaqueline Bandeira de Oliveira (bala) - Localidade Capoeiras (CAUCAIA)

09 – (05/7) – Minas Pinto da Costa (bala) – Rua Santa Lúcia/Sede – (ITAITINGA)

10 – (06/7) – Marta Alves de Araújo (bala) – Rua 103/Bairro Mondubim (CAPITAL)

11 – (06/7) – Antônia Mirilane Santos Paiva (bala) – Rua Henrique Autran/B. Monte Castelo (CAPITAL)

12 – (06/7) – Vítima não identificada (bala) – Av. Mister Hull/B. Antônio Bezerra (CAPITAL)

13 – (07/7) – Isabela Bandeira da Silva (bala) – Localidade Parada (SÃO GONÇALO DO AMARANTE)

14 – (07/7) – Thatyana Barros Lima Bezerra (bala) – Av. Senador Fernandes Távora/Genibaú (CAPITAL)

15 – (08/7) – Maria Gorete Lima de Sousa (bala) – B. Dom Timóteo (TIANGUÁ)

16 – (09/7) – Sílvia Helena Magalhães (bala) – Localidade Coité (CAUCAIA)

17 – (09/7) – Ana Cecília Pires Martins (bala) Rua Thomaz Cavalcante /B. Autran Nunes (CAPITAL)

18 – (09/7) – Maria José de Sousa Aguiar Melo (bala) – (UMIRIM)

19 – (10/7) – Maria Evelin Silva Alves (bala) – Bairro Vila Velha (CAPITAL)

20 – (11/7) – Lidiane de Oliveira do Nascimento (bala) – (MARANGUAPE)

21 – (11/7) – Cristina Juvenal Nascimento (outros meios) – B. Barra do Ceará (CAPITAL)

22 – (11/7) – Vítima não identificada (bala) – B. Conjunto Ceará (CAPITAL)

23 – (11/7) – Antônia Lidiana Caetano de Sales (bala) – Distrito de Mineirolândia (PEDRA BRANCA)

24 – (13/7) – Alana Maria Sabino Aragão (bala) – Bairro Caiçara (SOBRAL)

25 – (14/7) – Joana de Deus Gonçalves (bala) – Sítio São Francisco (QUITERIANÓPOLIS)

26 – (16/7) – Maria Camila Sousa Costa Rosa (bala) – Av. K/Bairro Vila Velha (CAPITAL)

27 – (16/7) – Maria do Socorro Nascimento dos Santos (esquartejada) – Bairro José Walter (CAPITAL)

28 – (16/7) – Vítima não identificada (facadas) – (SENADOR POMPEU)

29 – (17/7) – Carliane da Silva Araújo (bala) – Conjunto Marechal Rondon (CAUCAIA)

30 – (18/7) – Elidiane Macário da Silva (bala) – Rua Manaus/B. Dom Lustosa (CAPITAL)

31 – (18/7) – Gardênia Gomes da Silva (bala) – (CANINDÉ)

31 – (20/7) – Beatriz Cruz Paiva (bala) – (SOBRAL)

32 – (21/7) – Maria de Fátima Melo Martins (bala) – (ARATUBA)

33 – (21/7) – Rita Orlanda da Silva (bala) – Sede (ARARIPE)

34 – (22/7) – Joelma José de Brito (estrangulada) – Canoa Quebrada (ARACATI)

35 – (25/7) – Eliana Aparecida Peres de Araújo (bala/faca) – B. Sabiaguaba (CAPITAL)

36 – (26/7) – Maria Keuriane Rodrigues da Silva (bala) – Praia do Futuro (CAPITAL)

37 – (26/7) – Gleidiane Gonçalves Costa (bala) – Bairro Beleza (PARAMBU)

38 – (26/7) – Larissa Gomes Soares (faca) – (APUIARÉS)

39 – (27/7) – Ana Zélia Sales Alves (bala) – B. Terrenos Novos (SOBRAL)

40 – (28/7) – Ana Camila do Nascimento (bala) – Rua Santa Rita/B. Bom Jardim (CAPITAL)

41 – (28/7) – Adagnan Martins Moreira (bala) – Rua Juaci Pontes/Bairro Cigana (CAUCAIA)

42 – (29/7) – Vítima não identificada (bala) – Praia do Icaraí (CAUCAIA)

43 – (31/1) – Stephany (bala) – CE-065/Bairro Coité (MARANGUAPE)

44 – (31/7) – Vítima não identificada (bala) – Rua Um/Conjunto Luíza Távora/Pedras (ITAITINGA)

AUTOR: FERNANDO RIBEIRO

TENTATIVA DE CHACINA EM FORTALEZA (CE), DEIXA 5 FERIDOS NO BARROSO 2

Ruas do Barroso 2 estão ocupadas pelas forças de Segurança. Mesmo assim, bandidos atacam
"Celinho da Babilônia", chefe do tráfico no Barroso, foi preso há duas semanas. Ao bandido são atribuídas dezenas de mortes decorrentes da guerra de facções e disputa de território. Ele é um dos fundadores da GDE

Cinco pessoas foram baleadas durante uma tentativa de chacina ocorrida na tarde desta quinta-feira (2) na comunidade Barroso 2, na zona Sul de Fortaleza. Criminosos dispararam uma rajada de tiros contra um grupo de pessoas na rua. “Sobrou” balas perdidas para moradores, entre eles, uma mulher de 51 anos que estava na porta de casa. A Polícia suspeita que os atiradores foram ao local matar desafetos em represália à recente prisão do bandido que comandava o tráfico de drogas no lugar e é tido como um dos fundadores de uma facção no Ceará.

O tiroteio ocorreu na tarde de ontem, quando um veículo modelo Fiat Uno, vermelho, apareceu de repente da Rua G, nas proximidades da pracinha do bairro. Seus ocupantes sacaram as armas e passaram a atirar contra três jovens, sendo dois adultos e um adolescente. Os tiros atingiram também duas mulheres que estavam na calçada de suas residências.

Com a fuga dos atiradores, os moradores, em pânico, ligaram para a Polícia e para o Samu. Em poucos minutos, várias viaturas da PM cercaram o local e ambulâncias socorreram as vítimas. O adolescente sofreu vários tiros e foi encaminhado para o Hospital “Frotinha” de Messejana, onde passou por cirurgia na noite passada para a extração de projéteis. Seu estado de saúde é grave. Os outros feridos foram encaminhados ao IJF-Centro.

Vingança?

Segundo moradores, foram muitos tiros disparados. Há suspeitas de que o bando tenha usado pistolas e submetralhadoras conhecidas como “macaquinhas”. O poder de fogo dos criminosos levou as autoridades a acreditar que se trata de bandidos de facção e que podem ter tentado praticara matança em represália à prisão, recente, do traficante Auricélio Sousa Freitas, 35 anos o “Celinho Babilônia”, um dos fundadores da facção Guardiões do Estado (GDE).

“Celinho” era o chefe do tráfico no Barroso I e no Barroso II, onde também está localizado o Condomínio Residencial Novo Barroso, conhecido como “Babilônia”, um dos primeiros locais de Fortaleza ocupados por facções criminosas. O local já foi cenário de muitas mortes, inclusive chacinas, em decorrência da disputa de território entre traficantes e da “guerra” entre a GDE e bandidos do Comando Vermelho (CV).

“Celinho” foi preso numa operação de policiais do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) na tarde do último dia 12 de julho, quando transitava em seu carro importado e blindado pela Avenida Desembargador Moreira, próximo à Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, no bairro Dionísio Torres. Ele foi levado para a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde prestou depoimento sobre dezenas de mortes que lhes são atribuídas. Em seguida, foi encaminhado para um presídio não revelado por motivos de segurança.
AUTOR: FERNANDO RIBEIRO

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