A noite de quarta-feira (31) – a última do mês de agosto – foi marcada pela violência na Grande Fortaleza, com o registro de vários casos de assaltos, tiroteio e a morte de cinco pessoas. Os homicídios em sequência aconteceram nas ruas da Capital e bairros dos Municípios de Caucaia e Maracanaú.
Logo no começo da noite, um crime de morte ocorreu em um condomínio popular no bairro Conjunto Timbó, em Maracanaú, onde aconteceu um cerrado tiroteio entre gangues daquela região. No final do confronto, um jovem estava morto e, pelo menos, outros três feridos. Na Rua 140, a Polícia encontrou o corpo de um jovem identificado somente por Samuel.
Logo depois, por volta das 20 horas, outro tiroteio deixou dois feridos no Conjunto Jereissati, também em Maracanaú. Quando a Polícia Militar chegou no local, encontrou um jovem, identificado apenas pelo apelido de “Lero”, em estado grave. Ele foi socorrido na própria viatura da PM para o Hospital do Município, onde acabou morrendo.
Mais crimes
E a violência seguiu noite adentro. No Conjunto Ceará, um adolescente de apenas 15 anos de idade, foi executado a tiros na Rua 910 da Quarta Etapa. Conforme a Polícia, o menor era conhecido por “Carlinhos da Jurema” e envolvido em diversos tipos de crimes. Ele teria sido executado, supostamente, num crime de “acerto de contas”.
E ainda na noite de ontem, um crime de latrocínio (roubo seguido de morte) aconteceu na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
Desta vez, o palco da violência foi o Município de Caucaia, onde um assalto a uma pizzaria na localidade de Garrote, terminou de forma trágica. O dono do estabelecimento foi baleado pelos ladrões e tombou morto no local. Policiais do 12º BPM e da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) estiveram no local iniciando diligências.
Mais crimes
Ainda na noite de ontem, mais dois assassinatos - uma na Capital e outro na RMF - nobilizaram as polícias Civil e Militar, além das equipes da Perícia Forense do Ceará (Pefoce).
No bairro Itaipava, no Município de Pacajus, um homem foi executado a tiros, por volta de 22h10. A vítima foi identificada somente por Paulo. Já no bairro Cristo Redentor, outro crime de morte aconteceu por volta das 22h06.
AUTOR: BLOG DO FERNANDO RIBEIRO
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sexta-feira, 2 de setembro de 2016
MOTORISTA É ESFAQUEADO E CATEGORIA FAZ PARALISAÇÃO EM PROTESTO, EM FORTALEZA (CE)
Uma ação violenta na manhã desta quinta-feira, 1º, resultou na paralisação de motoristas e cobradores no terminal do bairro Conjunto Ceará. Conforme o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro), um motorista de ônibus foi esfaqueado durante assalto na linha Conjunto Ceará 4ª Etapa. A categoria "cruzou os braços", das 9h às 11 horas, em protesto à onda de violência na região.
De acordo com o presidente do Sintro, Domingo Neto, os assaltos já são recorrentes no bairro. "Queremos chamar atenção da Polícia Militar para que exista mais segurança nos ônibus. Esse tipo de ocorrência só aumenta", diz. Neto afirma que outras paralisações podem acontecer caso a Polícia não dê uma reposta rápida aos casos de violência.
Conforme O POVO Online apurou, um dos suspeitos já esteve preso e voltou a realizar assaltos nas últimas semanas. Os mesmos suspeitos estariam realizando assaltos nos bairros Conjunto Ceará e Bom Jardim há, pelo menos, uma semana. Informações preliminares apontavam que quatro homens assaltaram o transporte coletivo, mas a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) afirma apenas dois suspeitos estariam envolvidos. A ocorrência se deu por volta das 7 horas.
Ainda segundo a SSPDS, o motorista foi encaminhado para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, no Conjunto Ceará, onde recebeu os primeiros cuidados e foi liberado. O Sintro informa também que, na sequência, a vítima foi levada pela família à emergência de um hospital particular para realização de exames.
Em nota, a SSPDS afirma que diligências estão sendo realizadas para identificar e capturar os indivíduos. O POVO Online tentou contatar a empresa Viação Siará Grande, que administra a linha, mas as ligações não foram atendidas.
AUTOR: O POVO
De acordo com o presidente do Sintro, Domingo Neto, os assaltos já são recorrentes no bairro. "Queremos chamar atenção da Polícia Militar para que exista mais segurança nos ônibus. Esse tipo de ocorrência só aumenta", diz. Neto afirma que outras paralisações podem acontecer caso a Polícia não dê uma reposta rápida aos casos de violência.
Conforme O POVO Online apurou, um dos suspeitos já esteve preso e voltou a realizar assaltos nas últimas semanas. Os mesmos suspeitos estariam realizando assaltos nos bairros Conjunto Ceará e Bom Jardim há, pelo menos, uma semana. Informações preliminares apontavam que quatro homens assaltaram o transporte coletivo, mas a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) afirma apenas dois suspeitos estariam envolvidos. A ocorrência se deu por volta das 7 horas.
Ainda segundo a SSPDS, o motorista foi encaminhado para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, no Conjunto Ceará, onde recebeu os primeiros cuidados e foi liberado. O Sintro informa também que, na sequência, a vítima foi levada pela família à emergência de um hospital particular para realização de exames.
Em nota, a SSPDS afirma que diligências estão sendo realizadas para identificar e capturar os indivíduos. O POVO Online tentou contatar a empresa Viação Siará Grande, que administra a linha, mas as ligações não foram atendidas.
AUTOR: O POVO
JUSTIÇA NEGA HABEAS CORPUS PARA ACUSADO DE INTEGRAR PCC, EM MARACANAÚ (CE)
A Justiça negou habeas corpus para um suposto membro do grupo Primeiro Comando da Capital (PCC).
Francisco Cândido de Oliveira é acusado de tráfico de drogas, formação de quadrilha e tentativa de homicídio, dentre outros crimes. Ele foi preso em 23 de junho último, em Maracanaú, a 24,6 km de Fortaleza, durante reunião do PCC. A decisão foi proferida pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE).
A desembargadora Francisca Adelineide Viana, relatora do processo, considera "inadequada a concessão de liberdade do acusado, haja vista o nítido risco de reiteração delitiva, sendo necessária a manutenção da custódia cautelar para resguardar a ordem pública".
Ao solicitar que o acusado responda em liberdade, a defesa alegou demora no prazo para formação da culpa. O recurso sustenta que Cândido já estava preso há 13 dias, à data do pedido, sem ter prisão em flagrante homologada.
A desembargadora Francisca Adelineide Viana, relatora do processo, considera "inadequada a concessão de liberdade do acusado, haja vista o nítido risco de reiteração delitiva, sendo necessária a manutenção da custódia cautelar para resguardar a ordem pública".
Ao solicitar que o acusado responda em liberdade, a defesa alegou demora no prazo para formação da culpa. O recurso sustenta que Cândido já estava preso há 13 dias, à data do pedido, sem ter prisão em flagrante homologada.
Para a desembargadora, no que tange ao alegado excesso de prazo para a formação da culpa, "O tempo destinado para a conclusão não tem as características de fatalidade e improrrogabilidade". "Deste modo, a análise da questão deve ser feita à luz do princípio da razoabilidade, e não com base na mera soma aritmética dos prazos legais", afirma.
Durante a abordagem policial que resultou na prisão do acusado, a Polícia apreendeu uma submetralhadora artesanal, uma pistola, munição 9 mm e um fuzil (556), além de 600 gramas de cocaína. Houve troca de tiros.
AUTOR: O POVO
Durante a abordagem policial que resultou na prisão do acusado, a Polícia apreendeu uma submetralhadora artesanal, uma pistola, munição 9 mm e um fuzil (556), além de 600 gramas de cocaína. Houve troca de tiros.
AUTOR: O POVO
CHACINA DE MESSEJANA (CE): PMs FIZERAM CERCO PARA MATAR, DIZ INVESTIGAÇÃO
A carnificina que teria sido protagonizada por 44 policiais militares do Ceará na madrugada em que se deu a Chacina da Grande Messejana, de 11 para 12 de novembro do ano passado, foi uma “ação de represália, vingança e justiçamento”. Além disso, os PMs teriam agido de maneira “planejada e intencional” num “cerco territorial” que resultou na execução sumária de 11 inocentes e na lesão, por tiro, de outras sete vítimas.
O consenso sobre a matança de Messejana é do procurador geral da Justiça do Ceará, Plácido Rios, e dos promotores Marcus Renan Palácio, Joseana França, Alice Iracema, Humberto Ibiapina, Rinaldo Janja, Felipe Diogo e Manoel Epaminondas. Eles compõem o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e o grupo especial criado para investigar o caso. Ontem, concederam coletiva na sede da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), em Fortaleza, para detalhar as 45 denúncias que levaram à prisão de 44 PMs acusados dos assassinatos. A PGJ divulgou o nome dos presos.
Segundo a denúncia, não poderia haver chance de defesa para quem foi surpreendido pela invasão de dezenas de PMs à paisana, encapuzados ou não. Quem foi executado estava nas calçadas, ruas e até dentro de casa naquela sequência de horror.
“As entradas do Curió estavam todas interceptadas pela Polícia. Ninguém entrava e ninguém saia”, afirmou a promotora Alice Iracema. Só entrava na área onde aconteciam as execuções, carros, motos e viaturas do grupo criminoso. O “pisca-alerta” ligado, segundo o promotor Manoel Epaminondas, era o código definido entre os matadores para circular naquele perímetro.
Ciops
Pedir socorro policial para o local foi em vão. A denúncia descreve que vários moradores ou familiares dos mortos e feridos ligaram até 15 vezes para a Ciops e nenhuma viatura atendeu a ocorrência. Segundo os promotores, de maneira proposital. Na coletiva, foram apresentados à imprensa diversos áudios. “É pros caras fazer (sic) uma chacina grande hoje. Chacina mesmo. E matar de 40 que é pros caras saber que foi a Polícia que matou”, diz um deles. Outros áudios mostram que a Ciops não conseguiu deslocar patrulhas para o local.
- Francisco Fagner de Farias
De acordo com as investigações, ele afirmou que, na noite do crime, não saiu da casa da namorada, no Antônio Bezerra. Porém, conforme a denúncia, o carro dele teria sido identificado por imagens do Detran na Grande Messejana. Ele estaria envolvido em três mortes.
- Daniel Fernandes da Silva
- Gildásio Alves da Silva
- Luis Fernando de Freitas
Em depoimento, os policiais teriam informado que não transitaram nas ruas do Curió. No entanto, imagens de câmera de vigilância mostram a viatura percorrendo rua onde quatro vítimas foram alvejadas e sendo seguida pelo comboio com os supostos assassinos. A investigação aponta “direta participação” nos crimes.
- Luciano Breno Freitas Martiniano
Depoimento de um capitão cita que um veículo circulava na região dos crimes com a placa coberta por um saco, mas o saco teria caído revelando sua identificação. Há indícios de que o veículo pertence à mãe de Luciano. Em depoimento, Luciano disse que transitou na região para ir ao Frotinha.
- Valdemir Izaquiel Silva
- Hugo dos Santos Guedes
- Francisco Girleudo Silveira Ferreira
- Antônio Juciêudo Holando Lopes
- Fábio Paulo Sales Gabriel
Câmeras teriam identificado o veículo de Valdemir, por volta das 2h02min, na Grande Messejana. Em depoimento, Valdemir disse que, quando soube da morte de Serpa, foi à base do Crack É Possível Vencer com Hugo, Girleudo e Juciêudo para uma homenagem ao PM. Conforme a investigação, Valdemir teria omitido a presença de Fábio no grupo. Uma interceptação telefônica no aparelho de Valdemir teria identificado que, em uma conversa com Hugo, ele afirmara que Fábio estragaria “tudo, pois estava dizendo que não se recordava se tinha atirado naquele dia”.
- Jean Rodrigues de Melo
- Ismael Alves Torres
- Anderson Kelsey Ribeiro da Silva
De acordo com a denúncia, câmeras do Detran registraram o veículo de Jean nas adjacências de onde ocorreram os crimes. O policial afirmou em depoimento que, após saber da morte de Serpa, foi à base do Crack É Possível Vencer, com Ismael e Anderson. Conforme depoimento, eles teriam saído do local e voltado à base. Conforme a denúncia, um veículo semelhante ao de Jean teria sido identificado, junto ao comboio de carros no momento das mortes.
- Eliézio Ferreira Maia Júnior
Câmera de segurança teria captado o veículo de Eliézio na rua Lucimar de Oliveira, no momento dos crimes. Eliézio disse que foi ao Frotinha, onde o policial Serpa estava hospitalizado, e depois teria ido à residência de Serpa, após informação de que a casa teria sido invadida. A suposta invasão não foi comentada por nenhum outro policial.
- Antônio Carlos Matos Marçal
- José Wagner Silva de Souza
- José Oliveira do Nascimento
- Clênio Silva da Costa
- Antônio Flauber Melo Brazil
- Francisco Helder de Sousa Filho
- Maria Bárbara Moreira
- Igor Bethoven Sousa de Oliveira
A composição teria sido designada para investigar a morte do policial Serpa. Os policiais teriam feito abordagem a uma casa, nas proximidades da Lagoa Redonda, à procura de um suspeito. As versões deles teriam sido contraditórias. Conforme a investigação, os policiais teriam adentrado a casa encapuzados e adulterado com fita isolante a placa de uma viatura descaracterizada. Em seguida, teriam apreendido um adolescente e uma moto. A abordagem é apontada como “ilegal e criminosa”.
AUTOR: O POVO
O consenso sobre a matança de Messejana é do procurador geral da Justiça do Ceará, Plácido Rios, e dos promotores Marcus Renan Palácio, Joseana França, Alice Iracema, Humberto Ibiapina, Rinaldo Janja, Felipe Diogo e Manoel Epaminondas. Eles compõem o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e o grupo especial criado para investigar o caso. Ontem, concederam coletiva na sede da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), em Fortaleza, para detalhar as 45 denúncias que levaram à prisão de 44 PMs acusados dos assassinatos. A PGJ divulgou o nome dos presos.
Segundo a denúncia, não poderia haver chance de defesa para quem foi surpreendido pela invasão de dezenas de PMs à paisana, encapuzados ou não. Quem foi executado estava nas calçadas, ruas e até dentro de casa naquela sequência de horror.
“As entradas do Curió estavam todas interceptadas pela Polícia. Ninguém entrava e ninguém saia”, afirmou a promotora Alice Iracema. Só entrava na área onde aconteciam as execuções, carros, motos e viaturas do grupo criminoso. O “pisca-alerta” ligado, segundo o promotor Manoel Epaminondas, era o código definido entre os matadores para circular naquele perímetro.
Ciops
Pedir socorro policial para o local foi em vão. A denúncia descreve que vários moradores ou familiares dos mortos e feridos ligaram até 15 vezes para a Ciops e nenhuma viatura atendeu a ocorrência. Segundo os promotores, de maneira proposital. Na coletiva, foram apresentados à imprensa diversos áudios. “É pros caras fazer (sic) uma chacina grande hoje. Chacina mesmo. E matar de 40 que é pros caras saber que foi a Polícia que matou”, diz um deles. Outros áudios mostram que a Ciops não conseguiu deslocar patrulhas para o local.
O sitiamento não permitiu sequer a aproximação de ambulâncias. Os socorristas que chegavam tinham medo de ir a locais dos crimes. “Sem saber precisamente o que se passava e sem o apoio efetivo da PM, as ambulâncias não tinham segurança para parar e fazer os atendimentos preliminares”, diz o documento.
Na ação criminosa, afirma a denúncia do MP, houve “divisão de tarefas”. Segundo os autos, a identificação dos policiais se deu mediante a coleta de provas materiais e eminentemente técnicas, como captação de conversas em redes sociais, diálogos via rádio, telefonemas, georreferenciamento dos celulares, imagens de câmeras de segurança de condomínios e comércios, fotossensores, GPS de viaturas, além de laudos e perícias. “O material é suficiente para demonstrar que eles participaram de forma ativa ou se omitiram de forma deliberada”, afirmou o procurador-geral de Justiça, Plácido Rios.
A primeira audiência judicial sobre a chacina está marcada para 7 de outubro, às 9 horas, na 1ª Vara do Júri do Fórum Clóvis Beviláqua. Na ocasião, serão ouvidas as sete vítimas sobreviventes.
VINCULAÇÃO DE CADA UM DOS PRESOS
A denúncia do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) detalha como os policiais militares estariam vinculados aos crimes durante a madrugada do dia 12 de novembro de 2015. O POVO lista abaixo informações que constam no documento encaminhado à Justiça
- Ideraldo Amâncio
Disse que não esteve em qualquer um dos locais da chacina, mas provas periciais apontaram que o carro dele estaria em ruas onde ocorreram os crimes.
- José Haroldo Uchoa
- Francinildo José da Silva Nascimento
- Gaudioso Menezes de Matos Brito Goes
O três policiais teriam sido acionados duas vezes para atender a ocorrências de tiros no Curió e teriam informado não tê-las achado. Com base em registro de câmeras de vigilância, a viatura teria passado na rua Lucimar de Oliveira, e na presença de baleados, não teria parado para prestar socorro.
- Thiago Aurélio de Souza Augusto
- Francisco Fabrício Albuquerque de Sousa
- Ronaldo Silva Lima
A equipe teria sido acionada para ocorrência na avenida Odilon Guimarães, esquina com rua Elza Leite Albuquerque, onde quatro pessoas foram alvejadas. Os policiais teriam informado que não encontraram nada no local, o que teria encerrado o monitoramento. Outros três assassinatos aconteceram em seguida. A viatura só teria chegado ao local mais de uma hora depois da segunda ocorrência. A investigação aponta omissão.
- Fábio Oliveira dos Santos
- Kelvin Kessel Bandeira de Paula
- Samuel Araújo de Aquino
Os policiais teriam recebido informação sobre ocorrência de tiros na rua Elza Leite Albuquerque e teriam avistado carros estacionados com pisca-alertas ligados (o que seria um sinal acertado entre os policiais) e não teriam feito diligências. Investigação aponta omissão e comunhão com os crimes.
- Farlley Diogo de Oliveira
- Renne Diego Marques
- Francisco Flávio de Sousa
Câmeras de vigilância teriam registrado a viatura dos três policiais no local onde estavam os corpos de duas vítimas. Eles não teriam prestado socorro ou iniciado diligências. Eles também teriam passado pelo comboio de carros em que, supostamente, estariam os algozes. A investigação aponta coautoria nos crimes.
Na ação criminosa, afirma a denúncia do MP, houve “divisão de tarefas”. Segundo os autos, a identificação dos policiais se deu mediante a coleta de provas materiais e eminentemente técnicas, como captação de conversas em redes sociais, diálogos via rádio, telefonemas, georreferenciamento dos celulares, imagens de câmeras de segurança de condomínios e comércios, fotossensores, GPS de viaturas, além de laudos e perícias. “O material é suficiente para demonstrar que eles participaram de forma ativa ou se omitiram de forma deliberada”, afirmou o procurador-geral de Justiça, Plácido Rios.
A primeira audiência judicial sobre a chacina está marcada para 7 de outubro, às 9 horas, na 1ª Vara do Júri do Fórum Clóvis Beviláqua. Na ocasião, serão ouvidas as sete vítimas sobreviventes.
VINCULAÇÃO DE CADA UM DOS PRESOS
A denúncia do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) detalha como os policiais militares estariam vinculados aos crimes durante a madrugada do dia 12 de novembro de 2015. O POVO lista abaixo informações que constam no documento encaminhado à Justiça
- Ideraldo Amâncio
Disse que não esteve em qualquer um dos locais da chacina, mas provas periciais apontaram que o carro dele estaria em ruas onde ocorreram os crimes.
- José Haroldo Uchoa
- Francinildo José da Silva Nascimento
- Gaudioso Menezes de Matos Brito Goes
O três policiais teriam sido acionados duas vezes para atender a ocorrências de tiros no Curió e teriam informado não tê-las achado. Com base em registro de câmeras de vigilância, a viatura teria passado na rua Lucimar de Oliveira, e na presença de baleados, não teria parado para prestar socorro.
- Thiago Aurélio de Souza Augusto
- Francisco Fabrício Albuquerque de Sousa
- Ronaldo Silva Lima
A equipe teria sido acionada para ocorrência na avenida Odilon Guimarães, esquina com rua Elza Leite Albuquerque, onde quatro pessoas foram alvejadas. Os policiais teriam informado que não encontraram nada no local, o que teria encerrado o monitoramento. Outros três assassinatos aconteceram em seguida. A viatura só teria chegado ao local mais de uma hora depois da segunda ocorrência. A investigação aponta omissão.
- Fábio Oliveira dos Santos
- Kelvin Kessel Bandeira de Paula
- Samuel Araújo de Aquino
Os policiais teriam recebido informação sobre ocorrência de tiros na rua Elza Leite Albuquerque e teriam avistado carros estacionados com pisca-alertas ligados (o que seria um sinal acertado entre os policiais) e não teriam feito diligências. Investigação aponta omissão e comunhão com os crimes.
- Farlley Diogo de Oliveira
- Renne Diego Marques
- Francisco Flávio de Sousa
Câmeras de vigilância teriam registrado a viatura dos três policiais no local onde estavam os corpos de duas vítimas. Eles não teriam prestado socorro ou iniciado diligências. Eles também teriam passado pelo comboio de carros em que, supostamente, estariam os algozes. A investigação aponta coautoria nos crimes.
- Gerson Vitoriano Carvalho
- Josiel Silveira Gomes
- Thiago Veríssimo Andrade Batista de Carvalho
A investigação aponta que eles estariam cientes dos crimes, informados pela Ciops, e teriam passado pelos corpos estendidos no chão da rua Lucimar de Oliveira, sem prestar socorro. E não teriam realizado diligências em busca de carro suspeito. Omissão dolosa é impetrada pela acusação aos policiais.
- Antônio José de Abreu Vidal Filho
O policial afirmou que teria ido à casa da namorada e, depois, voltado para a própria casa. A quebra de sigilo telefônico teria apontado a presença do policial durante a madrugada na Lagoa Redonda e no Curió. A investigação aponta que o policial “corroborou na autoria” dos crimes.
- Josiel Silveira Gomes
- Thiago Veríssimo Andrade Batista de Carvalho
A investigação aponta que eles estariam cientes dos crimes, informados pela Ciops, e teriam passado pelos corpos estendidos no chão da rua Lucimar de Oliveira, sem prestar socorro. E não teriam realizado diligências em busca de carro suspeito. Omissão dolosa é impetrada pela acusação aos policiais.
- Antônio José de Abreu Vidal Filho
O policial afirmou que teria ido à casa da namorada e, depois, voltado para a própria casa. A quebra de sigilo telefônico teria apontado a presença do policial durante a madrugada na Lagoa Redonda e no Curió. A investigação aponta que o policial “corroborou na autoria” dos crimes.
- Marcus Vinícius Sousa da Costa
Câmeras do Detran teriam identificado o carro de Marcus nas adjacências do local dos crimes. De acordo com as investigações, um veículo semelhante ao carro dele teria transitado próximo ao 35º DP, nas proximidades do local onde ocorreu o homicídio de um dos adolescentes vítima na chacina. Em depoimento, Marcus teria afirmado que observou a existência de dois corpos no chão com uma viatura parada ao lado, assim como identificou a presença de homens encapuzados transitando no local.
- Marcílio Costa Andrade
Morador do Curió. Após saber de uma briga da irmã com Raimundo Cleiton Pereira da Silva, teria efetuado disparos contra Cleiton, porém, acaba por matar Francisco de Assis Moura de Oliveira, conhecido como Neném, no dia 25 de outubro de 2015. A partir daí, teria recebido ameaças de traficantes da região. No dia 30 de outubro, o pai de Neném é assassinado e, segundo indícios, o crime teria sido motivado pelas ameaças feitas ao policial. O conflito envolvendo Marcílio, somado à morte do soldado Valtemberg Charles Serpa, em tentativa de assalto, no dia 11 de novembro de 2015, na Lagoa Redonda, teriam culminado na chacina. Conforme a denúncia, o cano da arma que matou o pai de Neném é o mesmo que disparou contra uma das vítimas da chacina.
- Daniel Campos Menezes
Pela denúncia, “um dos mais ativos” nas execuções. O veículo dele teria sido captado por câmeras, conduzindo homens encapuzados.
- Wellington Veras Chagas
Negou ter participado das buscas aos suspeitos de matar o policial Serpa. De acordo com a denúncia, o carro de Wellington teria sido flagrado por câmeras do Detran, com a placa adulterada, na região dos crimes. Seu depoimento teria contradições. Ele teria negado saber que Marcílio havia se mudado do Curió após ameaças de morte, mas sua participação em grupo de WhatsApp revelou comentários dele sobre a mudança.
- Carlos Roberto Mesquita de Oliveira
Em depoimento, disse que retornava para casa por volta das 22h10min, mas imagens de câmeras do Detran mostram Daniel e duas outras pessoas transitando, à 1h37min, pela região onde os crimes foram praticados.
Câmeras do Detran teriam identificado o carro de Marcus nas adjacências do local dos crimes. De acordo com as investigações, um veículo semelhante ao carro dele teria transitado próximo ao 35º DP, nas proximidades do local onde ocorreu o homicídio de um dos adolescentes vítima na chacina. Em depoimento, Marcus teria afirmado que observou a existência de dois corpos no chão com uma viatura parada ao lado, assim como identificou a presença de homens encapuzados transitando no local.
- Marcílio Costa Andrade
Morador do Curió. Após saber de uma briga da irmã com Raimundo Cleiton Pereira da Silva, teria efetuado disparos contra Cleiton, porém, acaba por matar Francisco de Assis Moura de Oliveira, conhecido como Neném, no dia 25 de outubro de 2015. A partir daí, teria recebido ameaças de traficantes da região. No dia 30 de outubro, o pai de Neném é assassinado e, segundo indícios, o crime teria sido motivado pelas ameaças feitas ao policial. O conflito envolvendo Marcílio, somado à morte do soldado Valtemberg Charles Serpa, em tentativa de assalto, no dia 11 de novembro de 2015, na Lagoa Redonda, teriam culminado na chacina. Conforme a denúncia, o cano da arma que matou o pai de Neném é o mesmo que disparou contra uma das vítimas da chacina.
- Daniel Campos Menezes
Pela denúncia, “um dos mais ativos” nas execuções. O veículo dele teria sido captado por câmeras, conduzindo homens encapuzados.
- Wellington Veras Chagas
Negou ter participado das buscas aos suspeitos de matar o policial Serpa. De acordo com a denúncia, o carro de Wellington teria sido flagrado por câmeras do Detran, com a placa adulterada, na região dos crimes. Seu depoimento teria contradições. Ele teria negado saber que Marcílio havia se mudado do Curió após ameaças de morte, mas sua participação em grupo de WhatsApp revelou comentários dele sobre a mudança.
- Carlos Roberto Mesquita de Oliveira
Em depoimento, disse que retornava para casa por volta das 22h10min, mas imagens de câmeras do Detran mostram Daniel e duas outras pessoas transitando, à 1h37min, pela região onde os crimes foram praticados.
- Francisco Fagner de Farias
De acordo com as investigações, ele afirmou que, na noite do crime, não saiu da casa da namorada, no Antônio Bezerra. Porém, conforme a denúncia, o carro dele teria sido identificado por imagens do Detran na Grande Messejana. Ele estaria envolvido em três mortes.
- Daniel Fernandes da Silva
- Gildásio Alves da Silva
- Luis Fernando de Freitas
Em depoimento, os policiais teriam informado que não transitaram nas ruas do Curió. No entanto, imagens de câmera de vigilância mostram a viatura percorrendo rua onde quatro vítimas foram alvejadas e sendo seguida pelo comboio com os supostos assassinos. A investigação aponta “direta participação” nos crimes.
- Luciano Breno Freitas Martiniano
Depoimento de um capitão cita que um veículo circulava na região dos crimes com a placa coberta por um saco, mas o saco teria caído revelando sua identificação. Há indícios de que o veículo pertence à mãe de Luciano. Em depoimento, Luciano disse que transitou na região para ir ao Frotinha.
- Valdemir Izaquiel Silva
- Hugo dos Santos Guedes
- Francisco Girleudo Silveira Ferreira
- Antônio Juciêudo Holando Lopes
- Fábio Paulo Sales Gabriel
Câmeras teriam identificado o veículo de Valdemir, por volta das 2h02min, na Grande Messejana. Em depoimento, Valdemir disse que, quando soube da morte de Serpa, foi à base do Crack É Possível Vencer com Hugo, Girleudo e Juciêudo para uma homenagem ao PM. Conforme a investigação, Valdemir teria omitido a presença de Fábio no grupo. Uma interceptação telefônica no aparelho de Valdemir teria identificado que, em uma conversa com Hugo, ele afirmara que Fábio estragaria “tudo, pois estava dizendo que não se recordava se tinha atirado naquele dia”.
- Jean Rodrigues de Melo
- Ismael Alves Torres
- Anderson Kelsey Ribeiro da Silva
De acordo com a denúncia, câmeras do Detran registraram o veículo de Jean nas adjacências de onde ocorreram os crimes. O policial afirmou em depoimento que, após saber da morte de Serpa, foi à base do Crack É Possível Vencer, com Ismael e Anderson. Conforme depoimento, eles teriam saído do local e voltado à base. Conforme a denúncia, um veículo semelhante ao de Jean teria sido identificado, junto ao comboio de carros no momento das mortes.
- Eliézio Ferreira Maia Júnior
Câmera de segurança teria captado o veículo de Eliézio na rua Lucimar de Oliveira, no momento dos crimes. Eliézio disse que foi ao Frotinha, onde o policial Serpa estava hospitalizado, e depois teria ido à residência de Serpa, após informação de que a casa teria sido invadida. A suposta invasão não foi comentada por nenhum outro policial.
- Antônio Carlos Matos Marçal
- José Wagner Silva de Souza
- José Oliveira do Nascimento
- Clênio Silva da Costa
- Antônio Flauber Melo Brazil
- Francisco Helder de Sousa Filho
- Maria Bárbara Moreira
- Igor Bethoven Sousa de Oliveira
A composição teria sido designada para investigar a morte do policial Serpa. Os policiais teriam feito abordagem a uma casa, nas proximidades da Lagoa Redonda, à procura de um suspeito. As versões deles teriam sido contraditórias. Conforme a investigação, os policiais teriam adentrado a casa encapuzados e adulterado com fita isolante a placa de uma viatura descaracterizada. Em seguida, teriam apreendido um adolescente e uma moto. A abordagem é apontada como “ilegal e criminosa”.
AUTOR: O POVO
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
RELATÓRIO DE OCORRÊNCIAS POLICIAIS DE 31/08 À 01/09 DA 2ª CIA/3º BPM, NA SERRA DA IBIAPABA (CE)
ACHADO DE CADÁVER/AFOGAMENTO/VIÇOSA DO CEARÁ
Ontem, 31/08, por volta de 09h, no Sítio Juá dos Vieiras, zona rural de Viçosa do Ceará, foi encontrado o corpo do Sr. FRANCISCO DAS CHAGAS DOS SANTOS, 53 anos, casado, agricultor, natural de Viçosa do Ceará, residente no Sítio Juá dos Vieiras, Viçosa do Ceará.
O mesmo estava desaparecido desde o domingo (28/08/) e foi encontrado por populares sem vida, dentro de um açude da localidade.
Atendeu a ocorrência a composição da CP-3412: 1º SGT MARCONDES, 1º SGT VALTER, CB JONAS, SALES, os quais fizeram isolamento do local até a chegada da Perícia Forense.
Ontem, 31/08, por volta de 15h, na Rod. CE-187, no Dist. Inhuçu, Guaraciaba do Norte-CE, foi preso o indivíduo;
JOSÉ ALBERTO DA COSTA SOUSA, 43 anos, natural de Guaraciaba do Norte-CE, residente em Guaraciaba do Norte-CE.
O mesmo conduzia um veículo GOLF, de cor preta, ano 2003, com placas LOT-4312, com inscrição de Guaraciaba do Norte-CE, em visível estado de embriaguez, sendo o mesmo conduzido para a DPC local, pela composição da CP-3362: 1º SGT PM EVERTON e SD PM GLEIDSON, onde foi autuado no Art. 306 do CTB.
COLABOROU: 2º SGT PM GOMES – COPOM
AUTOR: TIANGUÁ AGORA
O mesmo estava desaparecido desde o domingo (28/08/) e foi encontrado por populares sem vida, dentro de um açude da localidade.
Atendeu a ocorrência a composição da CP-3412: 1º SGT MARCONDES, 1º SGT VALTER, CB JONAS, SALES, os quais fizeram isolamento do local até a chegada da Perícia Forense.
PRISÃO POR EMBRIAGUEZ AO VOLANTE/ GUARACIABA DO NORTE
JOSÉ ALBERTO DA COSTA SOUSA, 43 anos, natural de Guaraciaba do Norte-CE, residente em Guaraciaba do Norte-CE.
O mesmo conduzia um veículo GOLF, de cor preta, ano 2003, com placas LOT-4312, com inscrição de Guaraciaba do Norte-CE, em visível estado de embriaguez, sendo o mesmo conduzido para a DPC local, pela composição da CP-3362: 1º SGT PM EVERTON e SD PM GLEIDSON, onde foi autuado no Art. 306 do CTB.
COLABOROU: 2º SGT PM GOMES – COPOM
AUTOR: TIANGUÁ AGORA
ESPECIAL: IMPEACHMENT DE DILMA
Às 13h34 desta quarta-feira (31), Dilma Rousseff (PT) sofreu impeachment e encerrou seu mandato frente à Presidência da República. Em discurso após a votação no Senado, Dilma disse que sofreu um segundo golpe e prometeu uma oposição “firme e incansável”.
Às 16h49, Michel Temer (PMDB) deixou a vice-presidência oficialmente e foi empossado presidente. Mais tarde, na primeira reunião ministerial, respondeu aos opositores, prometendo não levar “desaforo para casa”: “golpista é você”.
PERDA DO MANDATO
Após 73 horas, o julgamento do impeachment no Senado terminou com o veredicto de condenação de Dilma por crime de responsabilidade, pelas "pedaladas fiscais" no Plano Safra e por ter editado decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso Nacional. Foram 61 a favor e 20 contrários ao impeachment, sem abstenções.
POSSE DE TEMER
Três horas após o afastamento de Dilma Rousseff, Michel Temer foi empossado o novo presidente da República. A cerimônia durou apenas 11 minutos. Ao apertar a mão de Temer, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse a ele: "Estamos juntos".
Na primeira reunião ministerial do governo, Temer afirmou que agora a cobrança sobre o governo será "muito maior" e rejeitou a acusação de que o impeachment foi um golpe. "Golpista é você, que está contra a Constituição", afirmou dirigindo-se a Dilma.
O novo presidente embarca para a China, onde participa, nos dias 4 e 5, em Hangzhou, da Cúpula de Líderes do G20, grupo das 20 principais economias do mundo. Temer afirmou que vai "revelar aos olhos do mundo que temos estabilidade política e segurança jurídica." Durante a ausência, assume provisoriamente a Presidência o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Câmara.
REPERCUSSÃO E MANIFESTAÇÕES
Após a votação final do impeachment, houve protestos a favor e contra Temer pelo país. Na Avenida Paulista, um grupo protestava contra o impeachment, enquanto outro comemorava com bolo e champagne.
REPERCUSSÃO INTERNACIONAL
A rede norte-americana CNN deu grande destaque à notícia em seu site e afirmou que a decisão é “um grande revés” para Dilma, mas "pode não ser o fim de sua carreira política". O argentino “Clarín” afirma que o afastamento de Dilma marca “o fim de uma era no Brasil”. O “El País”, da Espanha, chamou a atenção para a resistência da ex-presidente, que decidiu enfrentar o processo até o final, apesar das previsões de que seu afastamento seria concretizado.
Veja como outros jornais estrangeiros repercutiram a saída de Dilma.
PERDA DO MANDATO
Após 73 horas, o julgamento do impeachment no Senado terminou com o veredicto de condenação de Dilma por crime de responsabilidade, pelas "pedaladas fiscais" no Plano Safra e por ter editado decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso Nacional. Foram 61 a favor e 20 contrários ao impeachment, sem abstenções.
Em uma segunda votação, os senadores decidiram manter a possibilidade de Dilma disputar novas eleições e assumir cargos na administração pública.
Governistas surpresos com a segunda votação prometeram recorrer. Segundo o colunista Gerson Camarotti, a divisão foi costurada entre PT e PMDB para aliviar Dilma. O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) decidiu entregar o cargo, mas Temer não aceitou. O senador Fernando Collor, que sofreu impeachment em 1992, criticou: "dois pesos, duas medidas”.
Placar da votação no Senado (Foto: Eraldo Peres/AP)
DISCURSO DE DILMA
Em seu primeiro pronunciamento, a agora ex-presidente Dilma Rousseff afirmou que a decisão é o segundo golpe de estado que enfrenta na vida e que os senadores que votaram pelo seu afastamento definitivo rasgaram a Constituição. Ao lado de aliados, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi enfática: "Ouçam bem: eles pensam que nos venceram, mas estão enganados. Sei que todos vamos lutar.
Governistas surpresos com a segunda votação prometeram recorrer. Segundo o colunista Gerson Camarotti, a divisão foi costurada entre PT e PMDB para aliviar Dilma. O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) decidiu entregar o cargo, mas Temer não aceitou. O senador Fernando Collor, que sofreu impeachment em 1992, criticou: "dois pesos, duas medidas”.
DISCURSO DE DILMA
Em seu primeiro pronunciamento, a agora ex-presidente Dilma Rousseff afirmou que a decisão é o segundo golpe de estado que enfrenta na vida e que os senadores que votaram pelo seu afastamento definitivo rasgaram a Constituição. Ao lado de aliados, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi enfática: "Ouçam bem: eles pensam que nos venceram, mas estão enganados. Sei que todos vamos lutar.
Haverá contra eles a mais firme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer."
Dilma em discurso no Palácio da Alvorada (Foto: Leo Correa/AP)
POSSE DE TEMER
Três horas após o afastamento de Dilma Rousseff, Michel Temer foi empossado o novo presidente da República. A cerimônia durou apenas 11 minutos. Ao apertar a mão de Temer, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse a ele: "Estamos juntos".
Temer durante a primeira reunião ministerial (Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo)
Na primeira reunião ministerial do governo, Temer afirmou que agora a cobrança sobre o governo será "muito maior" e rejeitou a acusação de que o impeachment foi um golpe. "Golpista é você, que está contra a Constituição", afirmou dirigindo-se a Dilma.
O novo presidente embarca para a China, onde participa, nos dias 4 e 5, em Hangzhou, da Cúpula de Líderes do G20, grupo das 20 principais economias do mundo. Temer afirmou que vai "revelar aos olhos do mundo que temos estabilidade política e segurança jurídica." Durante a ausência, assume provisoriamente a Presidência o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Câmara.
REPERCUSSÃO E MANIFESTAÇÕES
Após a votação final do impeachment, houve protestos a favor e contra Temer pelo país. Na Avenida Paulista, um grupo protestava contra o impeachment, enquanto outro comemorava com bolo e champagne.
Manifestantes se manifestam a favor e contra o impeachment na Avenida Paulista (Foto: Paulo Whitaker/Reuters - Reprodução/GloboNews)
REPERCUSSÃO INTERNACIONAL
A rede norte-americana CNN deu grande destaque à notícia em seu site e afirmou que a decisão é “um grande revés” para Dilma, mas "pode não ser o fim de sua carreira política". O argentino “Clarín” afirma que o afastamento de Dilma marca “o fim de uma era no Brasil”. O “El País”, da Espanha, chamou a atenção para a resistência da ex-presidente, que decidiu enfrentar o processo até o final, apesar das previsões de que seu afastamento seria concretizado.
Veja como outros jornais estrangeiros repercutiram a saída de Dilma.
Capas de jornais e sites internacionais repercutem impeachment de Dilma (Reprodução)
AUTOR: G1
GOVERNO PROPÕE SALÁRIO MÍNIMO DE R$ 945,80
O Governo propôs subir o salário mínimo de R$ 880 para R$ 945,80, com pagamento já em fevereiro de 2017. Dyogo Oliveira, ministro do Planejamento, fez o anúncio ontem. O valor consta do projeto do Orçamento Geral da União de 2017, enviado pelo Governo Federal ao Congresso Nacional.
A proposta foi entregue por Oliveira e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ao presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL). O texto recebeu encaminhamento ao Congresso logo após a cerimônia de posse do presidente Michel Temer (PMDB), no Senado. O percentual de correção do salário mínimo será de 7,47%. Confirmado o número, ele será responsável por cobrir apenas a inflação, sem aumento real. Vale ressaltar, no entanto, que o percentual pode ser alterado no futuro.
Allisson Martins, ex-presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), diz que o aumento do salário é prudente dentro dos limites estabelecidos pelo Governo. “Há lógica, já que a expansão dos gastos ficará limitada à inflação. A estratégia é coerente”, explica. No entanto, ressalta que o impacto será em todas as esferas. “Replica nos orçamentos municipal, estadual e federal”.
Os demais parâmetros para a economia no próximo ano, que haviam sido divulgados pela equipe econômica no último dia 17 de agosto, foram mantidos. A estimativa de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 4,8% para 2017.
A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) ficou em 1,6%. O projeto prevê taxa de câmbio média de R$ 3,40 no dólar para o próximo ano, contra R$ 3,50 em 2015, e de taxa Selic (juros básicos da economia) acumulada de 12,1% ao ano em 2017, contra 14% neste ano.
Recuperação da economia
Meirelles também informou que a recuperação da economia evitará que o governo tenha de aumentar tributos para reforçar o caixa em R$ 55,4 bilhões. O crescimento do PIB permitirá que a equipe econômica obtenha os recursos por meio de outras medidas.
Cerca de R$ 26 bilhões virão da recuperação das receitas administradas, dos quais R$ 11,8 bilhões decorrerão da venda de estatais e de ativos federais; R$ 18,4 bilhões virão do aumento das estimativas de arrecadação em concessões e permissões, como os leilões de projetos de infraestrutura; R$ 5,3 bilhões virão da redução de despesas discricionárias (não obrigatórias) e R$ 5,7 bilhões virão de outras rubricas.
Entre as empresas que serão vendidas no próximo ano, o ministro citou subsidiárias de estatais, como a Caixa Seguridade, a Loteria Instantânea e a BR Distribuidora. Meirelles mencionou a venda das ações da União no IRB-Brasil, antiga estatal do setor de resseguros. Em relação aos R$ 5,7 bilhões, R$ 2 bilhões virão do Fundo Soberano do Brasil (poupança formada pelo governo em 2008); R$ 2,7 bilhões, do recebimento de dividendos de estatais, e R$ 1 bilhão, da venda de outros ativos federais.
A proposta foi entregue por Oliveira e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ao presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL). O texto recebeu encaminhamento ao Congresso logo após a cerimônia de posse do presidente Michel Temer (PMDB), no Senado. O percentual de correção do salário mínimo será de 7,47%. Confirmado o número, ele será responsável por cobrir apenas a inflação, sem aumento real. Vale ressaltar, no entanto, que o percentual pode ser alterado no futuro.
Allisson Martins, ex-presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), diz que o aumento do salário é prudente dentro dos limites estabelecidos pelo Governo. “Há lógica, já que a expansão dos gastos ficará limitada à inflação. A estratégia é coerente”, explica. No entanto, ressalta que o impacto será em todas as esferas. “Replica nos orçamentos municipal, estadual e federal”.
Os demais parâmetros para a economia no próximo ano, que haviam sido divulgados pela equipe econômica no último dia 17 de agosto, foram mantidos. A estimativa de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 4,8% para 2017.
A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) ficou em 1,6%. O projeto prevê taxa de câmbio média de R$ 3,40 no dólar para o próximo ano, contra R$ 3,50 em 2015, e de taxa Selic (juros básicos da economia) acumulada de 12,1% ao ano em 2017, contra 14% neste ano.
Recuperação da economia
Meirelles também informou que a recuperação da economia evitará que o governo tenha de aumentar tributos para reforçar o caixa em R$ 55,4 bilhões. O crescimento do PIB permitirá que a equipe econômica obtenha os recursos por meio de outras medidas.
Cerca de R$ 26 bilhões virão da recuperação das receitas administradas, dos quais R$ 11,8 bilhões decorrerão da venda de estatais e de ativos federais; R$ 18,4 bilhões virão do aumento das estimativas de arrecadação em concessões e permissões, como os leilões de projetos de infraestrutura; R$ 5,3 bilhões virão da redução de despesas discricionárias (não obrigatórias) e R$ 5,7 bilhões virão de outras rubricas.
Entre as empresas que serão vendidas no próximo ano, o ministro citou subsidiárias de estatais, como a Caixa Seguridade, a Loteria Instantânea e a BR Distribuidora. Meirelles mencionou a venda das ações da União no IRB-Brasil, antiga estatal do setor de resseguros. Em relação aos R$ 5,7 bilhões, R$ 2 bilhões virão do Fundo Soberano do Brasil (poupança formada pelo governo em 2008); R$ 2,7 bilhões, do recebimento de dividendos de estatais, e R$ 1 bilhão, da venda de outros ativos federais.
AUTOR: Agência Brasil
HOMEM É PRESO COM R$ 25 MIL, ARMA DE FOGO E MUNIÇÕES EM MARACANAÚ (CE)
Um homem foi preso com uma arma de fogo e R$ 25 mil no município de Maracanaú, a 24,6 km de Fortaleza.
A ação da Polícia Militar do Estado do Ceará, por meio do Comando Tático Motorizado (Cotam), aconteceu na última segunda-feira, 29, na localidade que pertence à Área Integrada de Segurança (AIS) 8. O suspeito já responde a seis inquéritos na Polícia. As informações são da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).
A equipe policial foi acionada após denúncias realizadas à Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops). Conforme informado, um homem, "em atitude suspeita", estaria circulando nas ruas do bairro Jereissati II de moto. O suspeito Celso Braga de Sousa, de 25 anos, foi localizado em casa, no mesmo bairro.
Os policiais entraram na casa, situada na av. Seis, com permissão do próprio infrator. A equipe revistou o local, onde foi encontrada a quantia de R$ 25 mil em espécie. Além do dinheiro, o suspeito guardava 33 munições de diferentes calibres, 36 comprimidos do medicamento estimulante sexual Pramil e uma garrafa contendo pólvora.
O homem foi interrogado e confessou que mantinha a arma de fogo guardada no telado de casa. Na sequência, os policiais apreenderam um revólver calibre 38. Segundo o suspeito, a arma foi comprada para "se proteger contra desafetos".
Celso já responde por roubo de veículo, furto, porte ilegal de arma de fogo e receptação. Segundo ele, o dinheiro era da venda de um veículo. Já os medicamentos eram para uso próprio.
Após ser conduzido para o 11º Distrito Policial, Braga de Sousa foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
AUTOR: O POVO
A equipe policial foi acionada após denúncias realizadas à Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops). Conforme informado, um homem, "em atitude suspeita", estaria circulando nas ruas do bairro Jereissati II de moto. O suspeito Celso Braga de Sousa, de 25 anos, foi localizado em casa, no mesmo bairro.
Os policiais entraram na casa, situada na av. Seis, com permissão do próprio infrator. A equipe revistou o local, onde foi encontrada a quantia de R$ 25 mil em espécie. Além do dinheiro, o suspeito guardava 33 munições de diferentes calibres, 36 comprimidos do medicamento estimulante sexual Pramil e uma garrafa contendo pólvora.
O homem foi interrogado e confessou que mantinha a arma de fogo guardada no telado de casa. Na sequência, os policiais apreenderam um revólver calibre 38. Segundo o suspeito, a arma foi comprada para "se proteger contra desafetos".
Celso já responde por roubo de veículo, furto, porte ilegal de arma de fogo e receptação. Segundo ele, o dinheiro era da venda de um veículo. Já os medicamentos eram para uso próprio.
Após ser conduzido para o 11º Distrito Policial, Braga de Sousa foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
AUTOR: O POVO
JUSTIÇA DECRETA PRISÃO DE 44 PMs DENUNCIADOS POR PARTICIPAÇÃO NA CHACINA DA GRANDE MESSEJANA, EM FORTALEZA (CE)
O titular da 1ª Vara do Júri, o juiz Ely Gonçalves Júnior, decretou a prisão preventiva de um oficial e 43 praças denunciados pelo Ministério Público do Ceará (MP-CE) por participação na chacina da Grande Messejana, que deixou 11 mortos. A denúncia contra um dos oficiais, um tenente-coronel, não teria sido aceita pelo juiz e, consequentemente, ele não teria tido a prisão preventiva decretada. As informações foram confirmadas por fontes ligadas à investigação e ao processo, ouvidas pelo O POVO.
A prisão preventiva do grupo foi decretada nesta terça-feira, 30, às 16h, pelo colegiado especial designado exclusivamente para este caso, que inclui ainda os juízes Bessa Neto, da 1ª Vara de Execuções Penais de Fortaleza, e Adriana Dantas, da Vara Única Privativa de Audiências de Custódia. Desde então, os policiais estão se apresentando no 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM). O POVO não teve acesso à lista dos policiais que tiveram as prisões decretadas.
A 1ª Vara não confirma oficialmente, visto que o caso corre em segredo de justiça. Em junho, O POVO antecipou a denúncia do MP-CE a 45 policiais militares e trouxe detalhes sobre a matança ocorrida no último dia 12 de novembro, nos bairros do Curió, Alagadiço Novo, Conjunto São Miguel e Messejana.
Segundo a investigação da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança (CGD), os dois oficiais teriam sido responsabilizados por omissão. Um deles não teria tido a denúncia acatada pelo juíz. Mesmo sabendo o que estava acontecendo naquele dia, o dos oficiais não teria se manifestado contra a situação que terminou com a execução de 11 pessoas.
Ameaça de paralisação
Policiais militares, inclusive oficiais, ouvidos pelo O POVO falaram sobre a possibilidade de paralisação em apoio aos PMs que tiveram as prisões decretadas. Segundo um oficial, que preferiu não se identificar, a categoria tem reclamado que a investigação esteja "se arrastando há muito tempo" e que as prisões foram decretadas por causa do momento político.
Mais de 50 pessoas, possivelmente policiais à paisana, que acompanhvaam a movimentação em frente ao 5º BPM, à espera da chegada dos PMs que tiveram as prisões decretadas, adentraram, por volta de 15h30min, o Batalhão. Carros com colchões têm chegado ao Batalhão.
De acordo com o relações públicas da Polícia Militar, coronel Andrade Mendonça, os policiais acusados vão se apresentar de forma espontânea ao longo do dia. O grupo ficará preso no 5º BPM. O coronel afirmou que a PM não se pronunciará sobre o caso.
Mortos na chacina da Grande Messejana:
Mortes registradas no Curió, à 0h20min
Álef Souza Cavalcante, 17 anos
Jardel Lima dos Santos, 17 anos
Antônio Alisson Inácio Cardoso, 17 anos
Mortes registradas no Alagadiço Novo, à 1h54min
Marcelo da Silva Mendes, 17 anos
Patrício João Pinho Leite, 16 anos
Mortes registradas no Conjunto São Miguel, às 3h33min
Jandson Alexandre de Sousa, 19 anos
Francisco Elenildo Pereira, 41 anos
Valmir Ferreira da Conceição, 37 anos
Mortes registradas na Messejana, às 3h57min
Pedro Alcântara Barroso do Nascimento, 18 anos
Marcelo da Silva Pereira, 17 anos
Renayson Girão da Silva, 17 anos
AUTOR: O POVO
A prisão preventiva do grupo foi decretada nesta terça-feira, 30, às 16h, pelo colegiado especial designado exclusivamente para este caso, que inclui ainda os juízes Bessa Neto, da 1ª Vara de Execuções Penais de Fortaleza, e Adriana Dantas, da Vara Única Privativa de Audiências de Custódia. Desde então, os policiais estão se apresentando no 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM). O POVO não teve acesso à lista dos policiais que tiveram as prisões decretadas.
A 1ª Vara não confirma oficialmente, visto que o caso corre em segredo de justiça. Em junho, O POVO antecipou a denúncia do MP-CE a 45 policiais militares e trouxe detalhes sobre a matança ocorrida no último dia 12 de novembro, nos bairros do Curió, Alagadiço Novo, Conjunto São Miguel e Messejana.
Segundo a investigação da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança (CGD), os dois oficiais teriam sido responsabilizados por omissão. Um deles não teria tido a denúncia acatada pelo juíz. Mesmo sabendo o que estava acontecendo naquele dia, o dos oficiais não teria se manifestado contra a situação que terminou com a execução de 11 pessoas.
Ameaça de paralisação
Policiais militares, inclusive oficiais, ouvidos pelo O POVO falaram sobre a possibilidade de paralisação em apoio aos PMs que tiveram as prisões decretadas. Segundo um oficial, que preferiu não se identificar, a categoria tem reclamado que a investigação esteja "se arrastando há muito tempo" e que as prisões foram decretadas por causa do momento político.
Mais de 50 pessoas, possivelmente policiais à paisana, que acompanhvaam a movimentação em frente ao 5º BPM, à espera da chegada dos PMs que tiveram as prisões decretadas, adentraram, por volta de 15h30min, o Batalhão. Carros com colchões têm chegado ao Batalhão.
De acordo com o relações públicas da Polícia Militar, coronel Andrade Mendonça, os policiais acusados vão se apresentar de forma espontânea ao longo do dia. O grupo ficará preso no 5º BPM. O coronel afirmou que a PM não se pronunciará sobre o caso.
Mortos na chacina da Grande Messejana:
Mortes registradas no Curió, à 0h20min
Álef Souza Cavalcante, 17 anos
Jardel Lima dos Santos, 17 anos
Antônio Alisson Inácio Cardoso, 17 anos
Mortes registradas no Alagadiço Novo, à 1h54min
Marcelo da Silva Mendes, 17 anos
Patrício João Pinho Leite, 16 anos
Mortes registradas no Conjunto São Miguel, às 3h33min
Jandson Alexandre de Sousa, 19 anos
Francisco Elenildo Pereira, 41 anos
Valmir Ferreira da Conceição, 37 anos
Mortes registradas na Messejana, às 3h57min
Pedro Alcântara Barroso do Nascimento, 18 anos
Marcelo da Silva Pereira, 17 anos
Renayson Girão da Silva, 17 anos
AUTOR: O POVO
8 PRESOS FOGEM DA DELEGACIA METROPOLITANA DE MARACANAÚ (CE)
Oito presos fugiram da Delegacia Metropolitana de Maracanaú por volta das 8h30 desta quarta-feira, 31. Um dos detentos foi recapturado pela Polícia Militar (PM) logo após a fuga, conforme a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social.
O grupo conseguiu arrombar o cadeado de uma das celas para empreender fuga. De acordo com a vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol), Ana Paula, os detentos promoveram a fuga na entrega do café da manhã.
A sindicalista afirma que havia mais de 40 presos no início do plantão na Delegacia. "O cadeado do xadrez estava mal ajustado. Na hora do café da manhã, eles (presos), como uma boiada, forçaram o portão e derrubaram. O inspetor não tinha nada o que pudesse fazer", disse Ana Paula.
AUTOR: O POVO
O grupo conseguiu arrombar o cadeado de uma das celas para empreender fuga. De acordo com a vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol), Ana Paula, os detentos promoveram a fuga na entrega do café da manhã.
A sindicalista afirma que havia mais de 40 presos no início do plantão na Delegacia. "O cadeado do xadrez estava mal ajustado. Na hora do café da manhã, eles (presos), como uma boiada, forçaram o portão e derrubaram. O inspetor não tinha nada o que pudesse fazer", disse Ana Paula.
AUTOR: O POVO
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