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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

DUPLA ACUSADA DE ESTELIONATO É PRESA COM MAIS DE 70 CARTÕES DE CRÉDITOS, EM BREJO SANTO (CE)

Os dois estavam mais mais de 70 cartões de crédito, mais equipamentos e uma quantia de R$ 10 mil/DIVULGAÇÃO POLÍCIA

A Polícia de Brejo Santo (CE) prendeu dois homens por estelionato e corrupção passiva, acusados de aplicar golpes com clonagem de cartões de crédito e em caixas eletrônicos, na região Nordeste e Sudeste do País.

Marcos Moura de Novais, 41, natural da Bahia, e João Paulo Alves Bezerra, 35, cearense de Boa Viagem, foram presos na BR-116, próximo ao posto de combustível JK, na tarde desta quinta-feira, 27.

Segundo a Polícia, a dupla residia em São Paulo e aplicava vários golpes no comércio e unidades bancárias. No momento da prisão, os dois tentaram subornar os policiais com uma quantia de R$ 8 mil.

No veículo onde a dupla estava foram apreendidos diversos equipamentos utilizados no crime, como “chupa-cabras”, aparelho de filmagem de senha de caixa eletrônico, 28 unidades de cartões magnéticos sem identificação, 47 cartões de diversas instituições financeiras, além de notebooks e uma quantia em dinheiro de R$ 10 mil.

Ainda conforme a Polícia, os criminosos afirmaram ter um faturamento de R$ 15 a R$ 20 mil por mês, arrecadados dentro de cinco dias. A dupla disse ainda que gastava o dinheiro em “ostentação, mulheres e bebidas”.

A ação foi realizada sob comando do major Sobreira, juntamente com o serviço de inteligência da 3ª Cia do 2º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Brejo Santo.
AUTOR: O POVO

POLÍCIA APREENDE CERCA DE 50 kg DE MACONHA EM RESIDÊNCIA, EM MARACANAÚ (CE)

Maconha apreendida em residência de Maracanaú/ DIVULGAÇÃO/ POLÍCIA

A Polícia apreendeu cerca de 50 quilos de maconha em uma residência, e prendeu uma mulher, em Maracanaú, após denúncias anônimas. Ao todo, 48,5 quilos da droga foram encontradas por policiais da Coordenadoria de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) no último dia 25. O caso foi divulgado nesta quinta-feira, 27.

O material estava na casa de Raimunda Katya Almeida Feliciano, 32, escondido dentro de uma mala, em um dos quartos do imóvel que fica no bairro Conjunto Industrial. Além do entorpecente, uma balança de precisão foi apreendida. Conforme a SSPDS, a mulher não possuía antecedentes criminais.

A suspeita foi autuada em flagrante por trafico de entorpecentes e o caso encaminhado para o 14º Distrito Policial (DP).

A Polícia afirma que a população pode denunciar práticas criminosas, de forma anônima, através do tele denúncia da SSPDS, pelo número 181.

AUTOR: O POVO

PAI DA VÍTIMA PRESTA DEPOIMENTO E DIZ QUE MARCELO NÃO QUERIA FAMILIARES, EM PARACURU (CE)

FOTO: RODRIGO CARVALHO/O POVO

Quatro dias após o assassinato de Adriana Moura de Pessoa Carvalho Moraes, 38, e filha de oito meses de idade, Jade Pessoa de Carvalho Morais, novos depoimentos ocorreram na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Desta vez com a mãe, o pai e os irmãos da vítima. O indiciado, Marcelo Barberena Moraes, 39, segue detido na sede da delegacia especializada após ter confessado o crime na última segunda, 24.

O advogado da família, Leandro Vasques, afirmou que o depoimento do pai de Adriana, Paulo Pessoa, leva a crer que o crime foi premeditado. Na véspera da viagem à Paracuru, Adriana teria convidado o pai para a casa de praia, mas Marcelo interferiu no convite", comentou.

"Na véspera Adriana sugeriu que ele fosse para Paracuru e Marcelo interferiu no diálogo e exclamou para Adriana 'Você nem sabe se seu pai quer ir e já está dizendo qual o horário que ele vai para Paracuru'. Realmente o pai não foi, porque faria alguns exames de rotina, mas fica nítido que ele queria evitar familiares", relatou.

Outra questão levantada pelo advogado da família de Adriana é de que não é normal uma pessoa ir celebrar o aniversário com a menor quantidade de pessoas da família. "

O irmão de Marcelo havia acabado de chegar de viagem com a esposa e os dois filhos. É estranho que Marcelo tenha ido celebrar na casa de praia, distante da Capital, onde qualquer socorro seria distante, ele ainda levou a arma para lá, tendo em vista que o dono, que é pai de Adriana, não possui arma", afirmou.

Nesta tarde foi ouvido o pai de Adriana, a mãe, Neide Pessoa, o irmão que se chama Marcelo Pessoa e a irmã Ana Paula. Mais duas pessoas foram notificadas para prestarem depoimento, mas ainda não haviam chegado.

Defesa

O advogado de defesa, Flávio Jacinto, informou que espera a conclusão do inquérito policial e que a prova técnica é que vai auxiliar nos esclarecimentos, que só assim será possível ter uma noção do que aconteceu.

Acerca do depoimento do pai da vítima, Jacinto informou não possuía conhecimento do teor do depoimento de Paulo Pessoa.

A defesa ainda informou que não consegue falar com Marcelo, que estaria fora de sí. "Ele continua completamente fora de si. Não consegue falar com ninguém, pois não diz nada com nada. Mas ele voltou a se alimentar", comentou.

AUTOR: O POVO

3 MULHERES E 1 HOMEM RENDEM VENDEDORES E ASSALTAM LOJA, NO CENTRO DE FORTALEZA (CE)

Os assaltantes trancaram os vendedores no cofre/KELLY HEKALLY/ O POVO

Três mulheres e um homem assaltaram a loja Insinuante, da General Sampaio, no Centro, por volta das 12h30, desta quinta-feira, 27.

De acordo com a Polícia Militar (PM), o grupo entrou no estabelecimento, se dirigiu até a parte superior e anunciaram o assalto, rendendo os funcionários. Os trabalhadores tiveram objetos pessoais roubados e foram trancados em um compartimento do local. Em seguida, os criminosos levaram os produtos da loja e fugiram a pé.

O assalto só foi percebido cerca de 5 a 10 minutos depois, quando um funcionário subiu até o pavimento superior e encontrou os colegas de trabalho trancados. A Polícia foi acionada, mas quando chegou ao estabelecimento não encontrou os suspeitos.

Segundo um policial - que preferiu não se identificar - uma das mulheres envolvidas no roubo estaria grávida. O homem envolvido na ação criminosa seria o único do grupo armado. Conforme a PM, o local não tinha câmeras de segurança.

Até o momento, ninguém foi preso. A Polícia continua realizando buscas na região para encontrar os suspeitos.

AUTOR: O POVO

RESERVATÓRIO SUBTERRÂNEO DE ÁGUA É DESCOBERTO, EM CRATEÚS (CE)

População convivia com racionamento de água/RODRIGO CARVALHO/ O POVO

Um reservatório subterrâneo de água, inicialmente estimado em 20 milhões de metros cúbicos, foi descoberto por técnicos da Secretaria dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará (SRH) em Crateús, município localizado no Sertão do Inhamuns, a 350 quilômetros de Fortaleza.

A descoberta foi feita durante prospecções que vêm sendo feitas por geofísicos na região, castigada pela seca há pelo menos três anos consecutivos.

A quantidade de água estimada no subsolo de Cratéus - que na língua dos índios tapuias significa "lugar muito seco" – daria pra abastecer o município até o final de 2016. Hoje, a cidade convive com o racionamento de água.

Por meio de assessoria, a SRH afirmou que serão feitos teste de vasão para que a expectativa seja confirmada.

A secretaria afirmou que, uma vez confirmado, o reservatório receberá obras para ligá-lo a Estação de Tratamento de Água e assim abastecer o município. O montante de água é equivalente a 1 milhão de carros-pipa - com capacidade média de 20 metros cúbicos - ou 8 mil piscinas olímpicas -que comportam cada 2.500 metros cúbicos de água.

AUTOR: O POVO

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

HOMEM CONFESSA TER MATADO 5 NAMORADAS APÓS SUPOSTAS TRAIÇÕES, EM GOIÁS

Segundo polícia, Jesus confessou os crimes e disse que agiu por ter sido traído (Foto: Sílvio Túlio / G1)

Um ambulante de 54 anos foi preso na quarta-feira (26) suspeito de matar a namorada, Sara Lino da Silva, de 27, em Goiânia. Segundo a Polícia Civil, Jesus Pereira das Graças também assassinou mais duas companheiras e mandou matar outras duas em um intervalo de 15 anos. Ele, inclusive, foi condenado e chegou a cumprir pena pelos dois primeiros homicídios. Com ele, a polícia encontrou um papel com os nomes e datas das mortes das vítimas.

Durante a apresentação do suspeito, ocorrida na tarde desta quinta-feira (27) na Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), Jesus preferiu não falar com a imprensa. Porém, de acordo com a delegada Karla Fernandes, responsável pela investigação, ele confessou todos os crimes e alegou tê-los praticado porque havia sido traído pelas mulheres.

"Ele alega que é algo acima do controle dele e que, diante da situação de uma traição, ele tinha um desejo muito grande de repreender a atitude daquela mulher. Ele diz ter consciência de que era errado, mas que o sentimento era mais forte do que ele", afirma Karla.

Segundo as investigações, o ambulante matou Sara por estrangulamento no último dia 8. Após o crime, ele fugiu para a fazenda de um amigo, em Itapuranga, a 160 km da capital. O dono da propriedade foi autuado por favorecimento pessoal.
Ambulante tinha relatório de mortes em folha de papel (Foto: Sílvio Túlio/G1)

Familiares de Sara foram até a delegacia e chamaram Jesus de "assassino" logo após a apresentação. "O presente que ele me deu de Dia dos Pais foi eu enterrar minha filha", lamentou o pai da jovem, Eduardo Brito.

Série de crimes
O primeiro crime cometido por Jesus ocorreu em julho de 1989. Segundo as investigações, ele matou a esposa, Geralda Maria de Almeida, na época com 21 anos, por estrangulamento. Eles tinham dois filhos. O crime ocorreu em Ouvidor, no sul de Goiás.

Oito anos depois, em 1997, já em Goiânia, o ambulante assassinou a facadas a namorada Crenilda de Souza Lima, de 28 anos.

Por esses dois crimes, Jesus foi condenado a 24 anos de prisão. Porém, após cumprir cinco anos em regime fechado, foi beneficiado pela progressão da pena e, em 2011, liberado para o regime aberto.

No mesmo ano, ele afirmou à polícia que mandou matar outra namorada, Francisca Pedro Vasconcelos, de 41 anos, em Aparecida de Goiânia. Já em 2014, também a mando dele, Anelita Neris Faria, de 35 anos, foi assassinada em Goianira. Em depoimento, Jesus disse que ambas foram assassinadas a tiros e que pagou R$ 5 mil por cada homicídio.
Jesus com a esposa, sua primeira vítima, e os dois filhos (Foto: Sílvio Túlio/G1)

Junto com o ambulante, a polícia apreendeu uma folha de caderno onde ele mantinha um relatório com os nomes, idades e datas de nascimento e das mortes das vítimas. Colado no papel, havia uma recorte com quatro mulheres de calcina e sutiã. "Acreditamos que seja uma alusão ao que ele acredita ser mulheres não confiáveis", diz a delegada.

Mimos e impotência
Segundo Karla Fernandes, algumas testemunhas afirmaram que Jesus sofria de disfunção erétil e que ele próprio confessou ter dificuldades para manter relações sexuais. A responsável pela investigação crê que isso pode ter influenciado na prática dos crimes. "É uma junção de todos os fatores, mas principalmente o comportamento dele em relação às vítimas", pondera a delegada.

A investigação também descobriu que todas as mulheres mortas – exceto a primeira – tinham filhos de outros relacionamentos. Além disso, a delegada afirmou que elas não tinham interesse em um relacionamento sério, mas sim em "se divertir".

Diante da situação, Jesus presenteava as companheiras para tentar mudar suas personalidades. "Era uma forma de compensação através de mimos. Ele dava geladeira, moto, ajudava com reformas em residências. Testemunhas informaram que ele era uma pessoa dócil, mas não admita traições", disse Karla.

O ambulante deve ser indiciado pelo crime de feminicídio e, se condenado, pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.

AUTOR: G1/GO

MINISTRO DOS TRANSPORTES PROMETE CONCLUIR BR-222, EM TIANGUÁ (CE)

Em audiência realizada nesta quarta-feira (26) com o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, articulada pelo deputado Leônidas Cristino com deputados e prefeitos de municípios com áreas de influência da BR-222, ficou definida como prioridade a conclusão da travessia da rodovia na cidade de Tianguá, que tem causado mortes por atropelamento. 

O encontro encaminhou medidas para solucionar os principais pontos críticos daquela rodovia federal.

Conforme acertado com o ministro, o projeto técnico da travessia da BR-222 na área urbana de Tianguá será atualizado no Ministério e, nos próximos 30 dias, será discutido na prefeitura de Tianguá para nova licitação por técnicos do DNIT, secretaria de Infraestrutura do Ceará e do município. 

A obra tem R$ 43 milhões de orçamento para conclusão.

Além da conclusão das variantes na travessia urbana de Tianguá, foram discutidos o Anel Viário de Fortaleza, a duplicação do trecho da BR-020 - entrada do Porto do Pecém e outros problemas da BR-222. Para todos os pontos discutidos foram estabelecidos prazos e anunciados os recursos disponíveis, informa Leônidas Cristino, que recomendou ao ministro que a BR-222 precisa de manutenção permanente para que seja bem conservada, por ser uma importante rodovia na região Norte.

Participaram do encontro os prefeitos de Sobral, Veveu Arruda; de Tianguá, Jean Azevedo; de Groaíras, Adail Albuquerque; o vice-prefeito de Caucaia, Paulo Guerra e Adail Fontenele, coordenador das Secretarias Regionais da Prefeitura de Fortaleza, representando o prefeito Roberto Cláudio. 


O governador Camilo Santana se fez representar por André Pierre, coordenador de Engenharia da Secretaria de Infraestrutura e Quirino Ponte, diretor de Engenharia do Departamento de Engenharia Rodoviária (DER). 

A convite de Leônidas Cristino, também participaram da audiência com o ministro os deputados cearenses José Airton, coordenador da bancada estadual, Gorete Pereira e Cabo Sabino.

AUTOR: Ubajara Notícias

EM VÍDEO, MILITARES DANÇAM E ENGATILHAM ARMAS AO RITMO DO FUNK, NO DF

Vídeo que circula em redes sociais mostra soldados fardados, dançando e brincando com armas, enquanto cantam funk durante o expediente em Brasília. Os militares pertenciam ao 1º Regimento de Cavalaria de Guarda, tropa responsável pela guarda presidencial e popularmente conhecida como Dragões da Independência.

O registro foi feito em espaço aberto, no meio de árvores. O Exército não informou o local exato da gravação. De acordo com a entidade, o registro aconteceu em 2014 e os homens foram expulsos após investigação.

Nas imagens, os militares dançam ao som da música “Muito louco de balinha”. Cinco homens engatilham as carabinas, enquanto os cartuchos de munição caem no chão, no ritmo da música. Um sexto filma a ação.

Um motorista que não quis se identificar disse ao G1 considerar a situação “absurda”. Ele conta que recebeu o vídeo em um grupo de amigos e ficou indignado."O comando da unidade, ao tomar conhecimento do ocorrido, abriu procedimento administrativo para apurar os fatos e, após conceder o direito da ampla defesa e contraditório, os envolvidos foram excluídos das fileiras do Exército, a bem da disciplina, devido a gravidade de seus atos, de acordo com a legislação vigente", afirmou a entidade por e-mail.

“Estão brincando com espingarda, é perigoso. A gente vê de vez em quando acontecer de soldado levar um tiro acidental, mas ali havia uma brincadeira”, afirmou.

Especialista em segurança pública, Daniel Lorenz criticou o comportamento dos soldados. Ele afirma que a postura do grupo foge às instruções dadas a profissionais da área.

“Isso compromete a segurança pessoal e está fora dos procedimentos de segurança adotados por pessoas que têm instrução de tiro. Nos procedimentos de instrução de tiro, quando você tem contato com arma, é ensinado que não se deve apontar para onde não é seguro, que não se deve brincar, que não se deve manusear arma assim. Arma não foi feita para isso”, declarou.

AUTOR: G1/DF

MORRE EM HOSPITAL SUSPEITO DE MATAR JORNALISTAS, NOS EUA

Vester Lee Flanagan II, o atirador (Foto: WDBJ-TV via AP)

Vester Lee Flanagan, suspeito de ter matado a tiros os jornalistas Alison Parker e Adam Ward nos EUA, morreu na tarde desta quarta-feira (26) num hospital, informou o xerife do condado de Franklin, Bill Overton.

"Aproximadamente às 13h30, o suspeito morreu no Hospital Fairfax, no norte da Virgina, como resultado de feridas de bala autoinfligidas", disse.


O suspeito havia atirado em si mesmo enquanto era perseguido e foi transportado para o hospital em uma ambulância. Ele usava na mídia o nome de Bryce Williams.

A repórter Alison Parker, de 24 anos, e o cinegrafista, Adam Ward, de 27 anos, do canal WDBJ-TV, foram atingidos na cidade de Moneta por volta das 6h45 (no horário local) quando estavam no ar.

Segundo as autoridades, após o ataque, Flanagan fugiu dentro de um Mustang para o aeroporto local. Lá ele mudou para um Chevrolet Sonic que alugou no começo do mês. O xerife pediu a ajuda da polícia estadual, que ficou de alerta. Uma policial na rodovia I-66 avistou o veículo procurado seguindo na direção leste e acionou o esquema para tentar parar o veículo.

Williams acelerou e fugiu. Cerca de um ou dois minutos depois o veículo saiu da estrada e bateu. Quando a polícia chegou até o carro encontrou o suspeito ferido após atirar em si mesmo.

Ataque
Flanagan registrou os disparos e postou o vídeo em sua conta no Twitter (veja o vídeo acima). Ele escreveu também que Alison Parker havia feito comentários racistas e que Adam Ward fez uma reclamação contra ele no setor de recursos humanos do canal.


Também foi ferida no tiroteio a entrevistada Vicki Gardner, integrante da Câmara de Comércio da região. Ela conversava com a repórter no momento do crime. Ela foi atingida nas costas, passou por cirurgia e está em condição estável, segundo disse um porta-voz do hospital. Não havia detalhes sobre seu estado de saúde.

O programa “Entertainment Tonight”, da rede CBS, publicou no Twitter uma nota divulgada pela família da jornalista Alison Parker: “Isso é sem sentido e nossa família está destruída”, afirma o texto, que descreve Parker como “vivaz, ambiciosa, esperta, engajada, hilária, bonita e imensamente talentosa”.

Atirador havia sido demitido
Em transmissão ao vivo sobre a repercussão do assassinato de seus dois funcionários, o gerente geral da emissora WDBJ7, Jeff Marks, esclareceu que Flanagan trabalhou na empresa e foi demitido há dois anos por problemas relacionados à sua raiva no ambiente de trabalho.

“Depois de muitos incidentes em que ele reagiu com muita raiva, nós o demitimos. Ele não aceitou bem [a demissão], nós tivemos que chamar a polícia para escoltá-lo para fora do prédio”, afirmou Marks no ar.

Imagem dos jornalistas Alison Parker e Adam Ward foi compartilhada em homenagem nas redes sociais: 'como eles devem ser lembrados em vez daquele vídeo terrível' (Foto: Reprodução/Twitter)

Relato de comentários racistas
Segundo o gerente, o jornalista acionou a Justiça contra funcionários da emissora, que ele acusou de terem sido racistas contra ele. “Ele entrou com uma ação, e fez vários tipos de reclamação. Talvez haja uma sobre Alison [Parker, a repórter que Williams acusou, em seu Twitter, de ter feito comentário racista contra ele, e que foi morta a tiros nesta quarta], eu francamente não me lembro. [Foram reclamações] sobre membros da equipe terem feito comentários racistas, ele é afro-americano.”

Marks continuou, afirmando que a empresa abriu procedimentos sobre as reclamações, mas disse que “nenhuma dessas reclamações foi corroborada”.

Uma reportagem do "Huffington Post" mostra que Flanagan havia entrado com um processo pedindo US$ 25 mil da WDBJ por demissão incorreta, horas extras não pagas, discriminação racial e assédio moral por ser identificado como gay. O processo foi rejeitado pela Justiça por falta de provas.

Documentos adjuntados ao processo indicam que no dia em que Flanagan recebeu o aviso de que seria demitido, ele disse "melhor vocês chamarem a polícia porque eu vou fazer uma confusão grande". A polícia foi chamada e Ward teria filmado como Flanagan era escoltado para fora da rdação da emissora. Flanagan disse a Ward que "perdesse essa grande barriga" e desligou sua filmadora.

Mulher coloca flores em um memorial em frente à sede da WDBJ7 em Roanoke, Virgínia, nos EUA. Dois jornalistas da emissora foram mortos durante uma transmissão ao vivo após serem baleados por Vester Flanagan, um ex-funcionário da TV (Foto: Chris Keane/Reuters)

Casa Branca
A Casa Branca afirmou após o crime que o tiroteio foi mais um exemplo de violência armada que “está se tornando comum demais”. O secretário de imprensa da casa Branca, Josh Earnest, disse a jornalistas que o Congresso deveria aprovar uma legislação que tivesse um “impacto tangível na redução da violência por armas no país”.

Dois jornalistas de TV foram mortos com tiros na Virginia quando conduziam uma entrevista ao vivo. O incidente ocorreu em Bedford County. As imagens mostram que, quando os tiros foram ouvidos, a repórter e uma entrevistada se abaixaram assustadas (Foto: Reprodução/WDBJ 7)

Perfil dos assassinados
Alison Parker namorava Chris Hurst, que é âncora do mesmo canal de TV em que ela trabalhava. Em seu Twitter, ele escreveu que os dois planejavam se casar.

"Estávamos juntos há quase nove meses. Foram os melhores nove meses das nossas vidas. Queríamos nos casar. Acabamos de celebrar seu aniversário de 24 anos", disse Chris Hurst. "Ela era a mulher mais radiante que eu já conheci", completou.

Hurst afirmou que Parker trabalhava diariamente com Adam Ward. "Eles eram uma equipe. Estou com o coração partido pela noiva dele." Outro jornalista do canal disse que Ward tinha dito recentemente que planejava deixar o jornalismo e fazer outra coisa.

Parker, que é repórter matutina da rede, começou como estagiária. Ela é natural da Virgínia e passou a maior parte de sua vida na cidade de Martinsville.

Kimberly McBroom, a âncora que estava apresentando o jornal durante o ataque ao vivo, disse à CNN que Parker era uma “estrela de rock”. “Você pedia qualquer coisa àquela garota e ela conseguia fazer.”

Imagens postadas em redes sociais mostram momento em que o atirador aparece no vídeo durante a entrada ao vivo (Foto: Reprodução)

AUTOR: G1/SP

'FIQUEI SURPRESA', DIZ MÃE DE MULHER JOGADA DE PRÉDIO AO SABER DE ESTUPRO, EM GOIÁS

Com várias lesões, mulher segue internada em hospital (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Mãe da empresária de 27 anos que afirma ter sido jogada pelo marido do 2º andar do prédio onde mora, em Goiânia, Cláudia Melo Netto diz que se surpreendeu com a revelação de que a filha já havia sido estuprada pelo genro. "Fiquei surpresa, não sabia de nada. Eu não gosto dele, ele nunca me enganou", disse ao G1. O marido da vítima está preso.

A empresária, que está internada desde a queda, há quatro dias, revelou o abuso em depoimento à delegada Magda D'Ávila. Segundo a mulher, o abuso aconteceu em agosto do ano passado. A vítima alegou que não prestou queixa porque amava o marido e ele ameaçou não pagar uma dívida de R$ 60 mil que tinha com a sogra.

De acordo com Cláudia, o genro pediu o dinheiro emprestado após ela vender um veículo. "Nunca imaginei que ele não iria me pagar. Queria que ele melhorasse, mas bandido sabe fazer a cabeça das pessoas", critica.

Sobre a queda do apartamento, a mãe da empresária temeu que o genro também machucasse o enteado, de 10 anos, que mora com o casal. No entanto, ele não agrediu a criança, que passou a morar na casa da avó.

O crime ocorreu no último domingo (23), no Residencial Eldorado. Assim como havia dito em um áudio gravado pela mãe, a vítima reafirmou para a polícia que foi jogada pelo marido da sacada do apartamento.

A empresária relatou que agora pretende representar criminalmente pelos crimes anteriores do marido. Diante disso, D'Ávila pode indiciá-lo por tentativa de feminicídio, estupro e lesão corporal.

Cirurgias
A empresária está internada em estado regular no Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). Segundo Cláudia, ela deve passar por duas cirurgias na próxima sexta-feira (28).
Vítima teve lesões em diversas partes do corpo (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

"Era para ser ontem, mas ela estava muito inchada e adiaram. Vão operar a face e a mão dela. Minha filha está melhorando aos poucos, vai dar tudo certo", espera Cláudia. O tornozelo da jovem, que também ficou machucado, ainda será avaliado.

Briga em festa
Segundo a polícia, horas antes da queda do apartamento, o casal brigou durante uma festa em Nerópolis, na Região Metropolitana de Goiânia. Na confusão, o homem bateu na empresária, que pegou o carro e voltou para capital.

Logo depois de a vítima entrar no edifício, o marido dela chegou ao local em outro automóvel. Conforme o depoimento de funcionários do condomínio, em um curto espaço de tempo, a mulher caiu do apartamento.

O casal estava junto há sete anos. Apesar de ter denunciado o marido uma vez, a empresária era agredida constantemente, segundo a mãe dela.

O comerciante está preso preventivamente no Centro de Triagem do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Ele já tinha passagem por tráfico de drogas e outras duas por violência doméstica, sendo uma delas registrada pela própria empresária em 2013.
Empresária diz que marido a jogou da sacada de apartamento (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

AUTOR: G1/GO

MÃE DESCOBRE QUE FILHO DE 6 ANOS FOI ESTUPRADO APÓS DENTISTA ACHAR DOENÇA NA BOCA, EM AVARÉ (SP)

DST apareceu na boca da criança após suspeita de abuso sexual em Avaré (Foto: Arquivo Pessoal)

Uma mãe descobriu que o filho de 6 anos foi estuprado depois que o levou a uma dentista no posto de saúde em Avaré (SP). O garoto tinha uma ferida na boca e a profissional suspeitou que ele tinha HPV, uma doença sexualmente transmissível. 


Após três consultas com a equipe médica do local, foi confirmada a suspeita devido ao formato e coloração. Pressionado pela mãe, ele contou que foi abusado pelo vizinho, de 21 anos. De acordo com informações da Polícia Militar, o suspeito foi preso nesta terça-feira (25) e nega as acusações.

“Depois que a criança contou com riquezas de detalhes sobre local, horário e até mesmo sobre as tatuagens do suspeito, a mãe reconheceu o vizinho e o prendemos preventivamente por 30 dias”, explica o delegado de Avaré, João Luiz de Almeida. O menino fez ainda um exame, que deve confirmar a doença nos próximos dias.

Ainda de acordo com Almeida, o abuso sexual aconteceu em maio quando o menino brincava na rua de casa, na Vila Esperança. “A criança contou que foi levada à força ao quintal de uma residência vizinha e que fica desocupada durante o dia e foi obrigada a fazer sexo oral. A data também coincide com o tempo em que o homem estava livre da prisão na casa onde mora – ele tem passagens por tráfico de drogas”, diz.

A dentista que fez o atendimento à vítima, e que não quer se identificar, conta que a mãe achava que as feridas eram resultado de mordidas. Mas o HPV é característico por ter “verrugas” com manchas brancas, diz ela. “Retiramos a ‘verruga’ e entregamos para autópsia que deverá confirmar o HPV. Agora é torcer para que a lesão não volte, senão será preciso medicar.”

O suspeito de ter abusado da criança não tem sintomas da doença no órgão genital, diz a polícia. Mas a dentista explica que o HPV pode não se manifestar no corpo. “Depende do organismo, do sistema imunológico”, explica. Por isso, o suspeito também fez exames no Instituto Médico Legal (IML) para comprovar a doença.

A polícia aguarda pelos exames que provariam o HPV na vítima e no suspeito. Os resultados devem chegar até a segunda semana de setembro, diz o IML. “O instituto não consegue provar que houve abuso por ter sido na boca, mas se ambos tiverem a mesma doença é outro forte indício da autoria do crime, já que a versão da criança é verossímil”, conta o delegado Almeida.

Polícia Civil prendeu principal suspeito do abuso por 30 dias (Foto: Adolfo Lima/ TV TEM)

AUTOR: G1/SP

CADU É CONDENADO A 61 ANOS DE PRISÃO POR LATROCÍNIOS, EM GOIÁS

Cadu foi condenado a 61 anos de prisão por latrocínios em Goiânia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Assassino confesso do cartunista Glauco e do filho dele, Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, Cadu, de 29 anos, foi condenado nesta quarta-feira (26) a 61 anos de prisão em regime fechado por dois latrocínios cometidos em Goiânia. A pena também está relacionada aos crimes de receptação e porte de arma de fogo, segundo informou ao G1 a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Goiás. A sentença foi dada pela juíza Bianca de Melo Cintra, da 5ª Vara Criminal da capital.

As vítimas mortas em assaltos, ocorridos em agosto do ano passado, são o agente prisional Marcos Vinícius Lemes da Abadia, 45 anos, e o estudante de direito Mateus Pinheiro de Morais, 21 anos. Cadu participou de uma audiência sobre os casos na terça-feira (25). Na ocasião, riu e alternou momentos de ironia e irritação.

A magistrada decidiu que Cadu, que está preso no Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia, não poderá recorrer da pena em liberdade. Ela negou ainda o pedido da defesa para que o condenado fosse submetido a uma nova avaliação psiquiátrica.
Cadu ri durante audiência no Fórum de Goiânia (Foto: Aline Caetano/ TJ-GO)

Na primeira entrevista com os psiquiatras, realizada pela Justiça paranaense, em 2010, ele foi considerado inimputável após ser diagnosticado com esquizofrenia. Porém, neste ano, depois de novos exames feitos em Goiás, ficou concluído que ele poderia responder judicialmente por seus atos.

A magistrada afirmou as provas testemunhais são "robustas e eficientes" para embasar a condenação. Além disso, pesou o fato do laudo balístico comprovar que os projéteis que mataram as vítimas saíram da arma apreendida com Cadu

Cadu foi detido na capital em 1ª de setembro do ano passado, um ano depois de ser liberado pela Justiça para conviver em sociedade. Ele havia sido submetido a internação em clínica psiquiátrica pela morte de Glauco Vilas Boas e do filho dele, Raoni Vilas Boas, em Osasco, em 2010.

Irônico em sessão
Na audiência sobre os crimes, o promotor de Justiça Fernando Braga Viggiano apresentou uma carta apreendida com Cadu dentro do Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, onde ele está detido. Segundo o representante do Ministério Público de Goiás (MP-GO), o réu escreveu que tinha planejado um esquema de roubo de carros, os quais seriam levados para o Paraguai.
Cadu foi preso após cometer crime em Goiânia (Foto: (PM/ Divulgação)

Interrogado sobre a carta, o acusado negou que a tenha escrito. “Não fui eu quem escrevi a carta, foi Chico Xavier que desceu e escreveu", disse, ironicamente.

Cadu também foi sarcástico em outros momentos. Questionado sobre onde vivia antes de ser preso, ele respondeu que “morava com o Gasparzinho”. Quando o promotor perguntou sobre seu pai, o réu disse apenas que ele era “amigo do Cebolinha”.

O MP pediu a condenação dele por quatro crimes, mas o advogado de defesa de Cadu, Sérgio Divino Carvalho Filho, rebateu a acusação da promotoria. “As provas contra ele são fracas, pois, quando quebraram o sigilo telefônico dele, foi comprovado que no momento dos crimes supostamente cometidos por ele, ele estava em bairros diferentes de onde aconteceram os latrocínios”, alegou o defensor.

No total, apenas seis foram ouvidas, inclusive a namorada do estudante de direito Paula Fernanda de Carvalho Faria. Ela disse que reconhece Cadu como o autor do crime. “Eu vi o rosto dele. Quando ele sacou a arma, eu firmei o olhar no rosto dele”, garantiu.

Em seguida, a mãe do agente penitenciário, Darlene Fernandes D´abadia, prestou depoimento. A mulher disse que o filho coordenava um organização não governamental e era uma pessoa muito boa, que nunca sofreu ameaças. "É muita dor e tristeza. Não sei nem o que falar de tanta saudade", disse a mãe.
Família do agente prisional chegou ao fórum emocionada (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

O terceiro a depor foi Euriomar Rodrigues da Cunha, que testemunhou o momento em que o agente penitenciário foi baleado. "Não tenho dúvida que era o Cadu. Eu passei muito próximo dele", disse.

Depois foi a vez do delegado Thiago Damasceno ser ouvido. Ele foi o responsável pela prisão do réu, pois avistou o carro roubado de Mateus e iniciou perseguição ao veículo.

Cadu dirigia o automóvel e bateu em um muro. Ele tentou correr, mas foi detido pelo policial militar Wilson Luiz Ávila Júnior, que também prestou depoimento durante a audiência. Inclusive, o PM tinha estudado com Cadu anos antes. A última testemunha que depôs foi o guarda civil metropolitano Rodrigo César Costa de Moraes, que também participou da perseguição a Cadu.

Laudos contraditórios
Laudos médicos expedidos pela Junta Médica do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) consideram Cadu imputável, ou seja, capaz de responder judicialmente pelos seus atos. Em avaliação feita entre abril e maio pelos psiquiatras, o acusado explicou a sensação que sentiu quando cometeu os latrocínios na capital: "O crime é um vício melhor que cocaína".

A conclusão dos psiquiatras goianos é que, na avaliação de Cadu, “não foram verificados indicadores de doença mental que provoque alienação da realidade do tipo esquizofrenia”.

A doença - que não tem cura e provoca alucinações - foi diagnosticada, no entanto, pela Justiça do Paraná, para onde Cadu fugiu após matar Glauco e o filho. Por isso, entenderam, em laudo realizado em 2010, que ele era "inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato".

Por este motivo, Cadu não chegou nem a ser julgado. Por dois anos, ficou internado em clínicas psiquiátricas. A última foi em Goiânia, onde a família dele mora. Em 2013, a Justiça de Goiás decidiu que ele poderia voltar a viver em sociedade, vindo, posteriormente, a praticar os latrocínios.
Mateus de Morais e Marcos da Abadia são supostas vítimas de Cadu em Goiás (Foto: Reprodução/ Fantástico)

Crimes
Marcos foi baleado no dia 28 de agosto do ano passado e morreu após ficar quase um mês internado. Câmeras de segurança flagraram o momento em que ele reage a um assalto e luta com o criminoso, que atira na cabeça do servidor e foge com a ajuda de um comparsa.

Sobre essa acusação, Cadu alegou aos psiquiatras que atirou porque a vítima reagiu. "Você não viu o que ele fez? Ele meteu a mão no meu revólver. Aí já dei dois tiros", afirmou.

Já em relação à morte do estudante de direito Mateus Pinheiro de Morais, de 21 anos, ocorrido em 31 de agosto de 2014, Cadu não explicou em depoimento porque atirou mesmo após a vítima não reagir. O jovem foi baleado quando deixava a namorada em casa, na Rua T-29, no Setor Bueno.

AUTOR: G1/GO

TSE DECIDE DAR PROSSEGUIMENTO A AÇÃO QUE PEDE CASSAÇÃO DOS MANDATOS DE DILMA E MICHEL TEMER

Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) (Foto: Reprodução)

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por maioria de votos, na noite desta terça-feira (25), dar prosseguimento à Ação de Investigação de Mandato Eletivo (AIME) 761, proposta pela Coligação Muda Brasil – que teve o candidato Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República nas eleições de 2014 –, contra a Coligação Com a Força do Povo, da candidata Dilma Rousseff, além do vice-presidente Michel Temer e do próprio Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

O julgamento, porém, não terminou, uma vez que a ministra Luciana Lóssio pediu vista dos autos. Isso porque o ministro Luiz Fux levou ao Plenário nesta noite seu voto-vista pelo prosseguimento da ação, mas propôs a concentração, em um só processo, de todas as ações em trâmite na Corte com o mesmo objetivo, “para que tudo seja julgado de uma só vez”.

De acordo com o ministro Luiz Fux, “não é interessante para a Justiça Eleitoral a existência de múltiplos processos, cada um julgado em um momento. A reunião de todos esses processos é salutar e tenho procurado fazer isso nesta Corte, para evitar decisões conflitantes”.

O PSDB afirma, na AIME, que durante a campanha eleitoral de 2014 houve: abuso de poder político de Dilma pela prática de desvio de finalidade na convocação de rede nacional de emissoras de radiodifusão; manipulação na divulgação de indicadores socioeconômicos – abuso cumulado com perpetração de fraude; uso indevido de prédios e equipamentos públicos para a realização de atos próprios de campanha e veiculação de publicidade institucional em período vedado.

A relatora da ação, ministra Maria Thereza de Assis Moura, em decisão individual proferida no início de fevereiro deste ano, negou seguimento à AIME, alegando fragilidade no conjunto de provas. Ao levar o caso para julgamento do Plenário em 19 de março deste ano, o ministro Gilmar Mendes pediu vista e, na sessão do dia 13 de agosto, foi a vez de o ministro Luiz Fux também pedir vista do agravo ajuizado na ação.

Antes, porém, o ministro Gilmar Mendes deu provimento ao recurso apresentado por Aécio Neves e pela Coligação Muda Brasil para dar início à tramitação da AIME. O ministro João Otávio de Noronha antecipou o voto e acompanhou a divergência aberta por Mendes.

Ao votar, Gilmar Mendes afirmou que “nem precisa grande raciocínio jurídico para concluir que a aludida conduta pode, em tese, qualificar-se como abuso do poder econômico, causa de pedir da ação de impugnação de mandato eletivo”. Disse ainda verificar que existe, no caso, “suporte de provas que justifica a instrução processual da ação de impugnação de mandato eletivo quanto ao suposto abuso do poder econômico decorrente do financiamento de campanha com dinheiro oriundo de corrupção/propina”.

O ministro destacou ainda que “os delatores no processo da Lava-Jato têm confirmado o depoimento de Paulo Roberto da Costa no sentido de que parte do dinheiro ou era utilizada em campanha eleitoral ou para pagamento de propina”.

Lembrou que o delator Pedro Barusco teria dito que o Partido dos Trabalhadores recebeu entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões entre 2003 e 2013, “dinheiro oriundo de propina, e que, possivelmente, foi utilizado, pelo menos em parte, na campanha presidencial de 2014”.

O ministro afirmou que o que se busca é “verificar se, de fato, recursos provenientes de corrupção na Petrobras foram ou não repassados para a campanha presidencial, considerando que o depoimento do diretor da companhia, Paulo Roberto da Costa, pelo menos em uma primeira análise, revela um viés eleitoral da conduta, pois desnecessário qualquer esforço jurídico-hermenêutico para concluir que recursos doados a partido, provenientes, contudo, de corrupção, são derramados nas disputas eleitorais, mormente naquela que exige maior aporte financeiro, como a disputa presidencial”.

AUTOR: TSE

ESPECIAL: 180 TRAZ MAIS FATOS EXCLUSIVOS SOBRE ASSASSINATO DE RADIALISTA, EM CAMOCIM (CE)

Por Rômulo Rocha Envido a Camocim, Senador Sá e Martinópole, no Ceará
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- A operação que deixou fugir dois pistoleiros;
- MP oferece primeiras denúncias à Justiça;
- MP derruba nota da Secretaria de Segurança;
- Era para morrer não só um, mas ao menos três;
- "Batista Dentista" andava com um "senhor de idade";
- Veja a íntegra da denúncia do Ministério Público.
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O 180, ao publicar a matéria titulada “Exclusivo: 180 revela contratante de pistoleiro para assassinar radialista Gleydson Carvalho”, foi novamente, no dia seguinte, a Camocim, no Ceará. Dessa vez com a missão de apurar como foi a operação da Polícia Civil no município de Senador Sá, aquela em que dois pistoleiros conseguiram escapar. Também esteve no município de Martinópole, cidade para onde as investigações policiais voltaram seu foco na tentativa de desvendar o assassinato do diretor executivo da Rádio Liberdade FM, ocorrido último dia 6 de agosto.

Em conversa com o proprietário do local alugado pelos pistoleiros, em Serrota, distrito de Senador Sá, Tobias Ferreira de Carvalho, ele relatou ao 180 que numa terça-feira, dia 4 de agosto, foram à sua residência dois homens – um pistoleiro e um idoso, este até então não citado – para alugar o ponto, que estava fechado. Eles fecharam o aluguel para abrir um suposto bar, com um freezer , por R$ 150,00.

Foi ainda cedido grades de cerveja para o uso nesse suposto futuro comércio, além de outros utensílios, como som. Segundo Tobias Carvalho, os homens não tinham nenhuma característica marcante. “Não tinham tatuagem”, reforça. E um estava com a “bermuda rasgada”.

Tobias Carvalho, que teme pela sua integridade física, disse que os homens alugaram a casa por intermédio de “Batista Dentista”, que é tio, por parte de mãe, do prefeito de Martinópole, James Bell, cuja gestão era alvo de ataques do radialista. No entanto, ressaltou que no dia que Batista foi à sua casa, ele não se encontrava. Quem o recebeu foi sua esposa.

ESPOSA DE TOBIAS AFIRMA QUE VIU "BATISTA DENTISTA"
A esposa preferiu não dizer o nome. “Veio, ele veio aqui”, afirmou. “Ele tem bigode?”, pergunta a reportagem. “Tem”, responde a senhora, antes de ser exposta a uma fotografia de "Batista Dentista", e confirmar que aquele era o homem que estivera em sua residência com os pistoleiros antes do dia do crime.

“Eles vieram na terça, e ficaram de vir na quarta, quando vieram, vieram logo de manhã, aí ficaram aqui sentado [na frente da casa]. Neste instante o Batista chegou e aí falou com um deles, um baixinho e foi embora. Não conversou nem comigo não”, acrescentou a esposa de Tobias Carvalho, que está sofrendo com crises de pressão alta depois do ocorrido.
As duas portas do lado direito davam acesso à entrada do esconderijo dos pistoleiros. Do lado esquerdo a rua que levaria ao fundo da casa, que não foi cercada.

UM “SENHOR IDOSO” AJUDOU A ALUGAR PONTO DE TOBIAS CARVALHO
A mulher relatou em uma outra rodada de perguntas que, na verdade, na terça-feira, foi à sua residência "um senhor de idade" e um outro homem, que seria “baixinho”, em termos de estatura - o que se assemelha à descrição de um dos pistoleiros -, para alugar o imóvel onde garantiram seria um bar.

Ela relata, inclusive, um diálogo com esse senhor, e diz que um pequeno cachorro que tem na casa “quase pega o idoso”. Depois reafirmou que na quarta o "idoso" veio novamente, só que teria vindo com o "Batista Dentista".

Na ocasião, ela estaria conversando com dois casais, que seriam os dois pistoleiros, e duas mulheres – uma dessas mulheres veio limpar o ambiente, mas só foi vista no primeiro dia, e provavelmente é uma das que estariam em um local alugado em frente à rádio, já que nessa suposta pousada ficaram dois casais, para não levantar suspeitas, segundo a Polícia Civil.
A única saída da casa ao fundo, era essa portinha, avistada por sobre o muro. Ela estava desimpedida

“Aí o Batista chegou [num carro] e chamou esse baixinho, e esse baixinho foi, na quarta, até ao carro. Esse velhinho [o idoso] estava com ele [Batista Dentista] dentro do carro”, relata. Quem pagou Tobias Carvalho, como ele mesmo relata, “foi um dos caras lá, o baixinho”.

A mulher do proprietário da residência também citou o nome de "Sérgio Bueno", mas como que tendo sido dito pelo senhor idoso. “Eu vou logo chamar os meninos que eles vão ficar lá no Sérgio Bueno”, teria falado o senhor que acompanhava Batista, quando de um dos diálogos com a mulher de Tobias.

Depois dessa conversa ocorrida na casa de Tobias, o 180 o pediu que abrisse o imóvel que foi alugado.
Vista por sobre o muro do terreno ao fundo do ponto. No canto superior direito, a portinha por onde os pistoleiros escaparam. No canto esquerdo, as bananeiras, onde um ficou por tempo considerável, antes sair novamente em disparada

E travou-se o seguinte diálogo após se saber que o delegado à frente do caso, Herbert Ponte e Silva, chutou a porta:
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Tobias Carvalho: (...) eu não esperava que os caras eram pistoleiros.
180: Então, o senhor não tinha conhecimento?
Tobias Carvalho: não, eu não tinha...
180: Eles [policiais] não lhe disseram que iriam invadir a casa?
Tobias Carvalho: não, não disseram.
180: O senhor se assustou quando ele [Herbert] chutou a porta?
Tobias Carvalho: Ave... e muito. (...) Eu chamei primeiro o caboclo Baixinho. Baixinho, abre a porta! Aí eles se recusaram a abrir e ele juntou os pés e derrubaram a porta.
180: Quem derrubou a porta?
Tobias Carvalho: Quem derrubou a porta foi o dr. Herbert....
180: E já entrou com arma em punho?
Tobias Carvalho: Foi.
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DELEGADO DISPAROU UM TIRO, MAS NÃO HOUVE PERSEGUIÇÃO
O delegado o Herbert ao entrar no recinto avistou na casa o casal que foi preso, e ao fundo os dois pistoleiros, e disparou um tiro. Os pistoleiros saírem correndo.

Na equipe do 180 havia um segurança, um especialista em tiros de curta e longa distância - também estava acompanhada de força policial requisitada formalmente.
Novo ângulo da portinha por onde os pistoleiros escaparam

A marca do tiro do delegado foi procurada de forma minuciosa na parede pela equipe de reportagem e esse especialista, mas os furos detectados seriam marcas de pregos ou outros objetos contundentes, mas não de uma bala.

O tiro disparado pelo delegado de polícia civil foi ouvido na então pacata Serrota por volta das 11 horas da noite.

Conta Tobias Carvalho que os quatro homens da Polícia Civil não cercaram o fundo da residência, e como ele não foi alertado de que era uma operação policial para prender pistoleiros, não informou que pelo fundo era possível escapar, já que tinha uma pequena porta de saída.
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180: E os outros [pistoleiros] correram?
Tobias Carvalho: Os outros correram.
180: E eles [policiais] foram atrás?
Tobias Carvalho: Não, eles foram algemar os outros, e ficaram por aí [apontando para o lado de fora do recinto].
180: E o delegado Herbert veio com quantos homens?
Tobias Carvalho: Três.
180: Ele e mais três?
Tobias Carvalho: Ele e mais três.
180: E os outros três homens, não correram atrás desses dois?
Tobias Carvalho: Não, não correram não.
180: Não correram atrás, nem cercaram, nem foram por lá [ao fundo]?
Tobias Carvalho: Não.
180: Então só prenderam dois aqui [dentro da residência], saíram os quatro e ficaram aqui [fora da residência]?
Tobias Carvalho: Exatamente. Nenhum correu atrás.
180: O senhor soube que ficou escondido um ali [ao fundo] atrás da bananeira [um local que contém porcos, num terreno ao fundo da casa?
Tobias Carvalho: Não, quando algemaram eles foram para Camocim.
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O proprietário da residência - que seria um ponto comercial -, Tobias Carvalho foi levado e depôs nesta mesma noite, segundo ele próprio.

Quando novamente indagado sobre a marca da bala foi enfático: “eu não vi”. “Quando ele [delegado] derrubou a porta, ele deu um tiro”, disse. Mas reforçou que não procurou a marca da bala. Também não sabe dizer se o tiro foi para o alto, para baixo, ou na direção dos pistoleiros em fuga.

Porém, não existe qualquer dúvida de que os pistoleiros estavam dentro da residência e só não foram pegos porque a casa não foi cercada.
Do outro lado da rua, no fundo do local alugado pelos criminosos, ainda estão as marcas dos pés de um dos pistoleiros que fugiu pelo telhado de uma casa.

OUTROS MORADORES REFORÇAM ESSA TESE
Os moradores das residências ao fundo do ponto alugado também relataram que um pistoleiro saiu por uma casa adjacente, do outro lado, e o segundo ainda chegou a ficar escondido no quintal do terreno ao fundo do que seria o bar, próximo às bananeiras, e por um tempo considerável. “Eu cheguei a ver ele, ele pois a cabeça para fora do muro [por cima do muro], mas ninguém veio atrás”, relata um dos moradores que não será identificado.

A Polícia Militar não foi acionada a tempo. Quando chegou ao local, a operação da Polícia Civil já havia ocorrido.

UM DOS PISTOLEIROS TERIA SE FERIDO DURANTE A FUGA
Um dos moradores que também não será identificado, narrou que durante a fuga de um dos pistoleiros, o acusado passou por sua residência, e chegou a se ferir no tórax com os cacos de vidro de um dos muros de um casa localizada aos fundos de sua residência.
Ao continuar a empreender fuga, um dos pistoleiros teria se ferido na altura do peito, com os cacos de vidro sobre os muros

Durante a corrida para escapar, ao passar pelo telhado da sua casa, ele chegou a pegar um facão, assustado que estava com a passagem de um dos fugitivos por sobre seu telhado. “Ainda quebrou duas telhas”, contou.

Todas essas informações constam de conversas gravadas.

UM DOS PISTOLEIROS AINDA FOI VISTO NO DIA SEGUINTE
Durante o ato de fugir, os dois pistoleiros se separaram, um teria ido na direção de Marco, e outro, o que se feriu, teria seguido para uma localidade chamada Boqueirão.
No canto direito do muro ficou um dos pistoleiros, durante o ato da fuga

“Aí [no outro dia] passou acolá numa casa, entrou, comeu bolacha com refrigerante (...), suco. Aí saiu nas ‘croas do angico’, aí lá saiu sem blusa, sem chinelo, pediu uma blusa e deram, com os peitos todo rasgado. Estava com R$ 10,00 no bolso. Aí comprou um pacote de bolacha, uns cigarros, e saiu. Mas no outro dia ainda viram ele de novo, depois de três dias. (...) Daqui lá dá légua e meia”, relatou.

180 ESTEVE NA PREFEITURA DE MARTINÓPOLE, MAS ESTAVA FECHADA
Depois de sair do distrito de Serrota, a reportagem do 180 foi ao município de Martinópole, localizado entre Camocim e Senador Sá, e chegou na prefeitura por volta de 15h40. A tentativa era falar com James Bell, o prefeito, mas a prefeitura estava fechada. Soube-se depois que havia sido decretado luto por conta da morte de alguém próximo.
180 esteve na prefeitura de Martinópole durante à tarde, mas ela estava fechada

Neste mesmo dia, pela manhã, a Polícia Civil havia prendido o tesoureiro da prefeitura, Daniel Lennon. A operação despertou a atenção de populares.

E DE LEMBRAR QUE SECRETARIA DISSE SER SÓ CINCO ENVOLVIDOS...
Um dos pontos estranhos neste caso, foi a Secretaria de Segurança do Estado do Ceará, dias depois da publicação da primeira matéria pelo 180, ter afirmado em nota enviada ao Portal que o caso havia sido resolvido, com a identificação de cinco envolvidos (Governo do CE afirma que morte de radialista em Camocim foi elucidada). Mas há muitos mais.

Assim como se constatou com as apurações jornalísticas para a produção das reportagens veiculadas neste meio de comunicação, o Ministério Público parece comungar do mesmo pensamento. Só na sua denúncia prévia, que ainda pode e deve ser aditada, à 1ª Vara da Comarca de Camocim, já foram denunciados 7 pessoas por envolvimento no assassinato do radialista Gleydson Carvalho, acusados de homicídio qualificado e participação em organização criminosa para matar.
Interior da residência onde ficaram os pistoleiros. Do lado esquerdo a porta usada para a fuga

O promotor também pede várias conversões de prisões temporárias em preventivas.

VEJA LISTA DOS PRIMEIROS DENUNCIADOS:
1 – João Batista Pereira da Silva – tio do prefeito de Martinópole (suposto contratante dos pistoleiros);
2 – Daniel Lennon Almada Silva – tesoureiro da Prefeitura de Martinópole, o homem do dinheiro, portanto, presume-se, de confiança do prefeito;
3 – Israel Marques Carneiro – um dos que entraram na Rádio Liberdade FM para matar;
4 – Thiago Lemos da Silva – um dos que entraram na Rádio Liberdade FM para matar;
5 – Gisele de Souza Nascimento – suposta companheira de um dos pistoleiros;
6 – Regina Rocha Lopes – suposta companheira de um dos pistoleiros;
7 – Francisco Antônio Carneiro Portela – sobrinho de um dos pistoleiros, que vem a ser Israel. Portela foi preso no dia da operação da Polícia Civil, em Serrota, distrito do município de Senador Sá.
Tênis deixado pelos assassinos no interior da residência

MP PEDE APROFUNDAMENTO DAS INVESTIGAÇÕES
O responsável pela denúncia é o promotor de Justiça Evânio Pereira de Matos Filho e a denúncia inicial foi feita em 24 de agosto.

Nos requerimentos finais, o promotor pede também “(...) o aprofundamento das investigações para identificação de outros integrantes da organização criminosa, tendo em vista os indícios de envolvimento de outras pessoas além dos denunciados”.

É preciso, por exemplo, se apurar quem era o senhor de idade que acompanhou “Batista Dentista” até à casa de Tobias Carvalho e, se apurar, como é que um prefeito de uma pequena cidade como Martinópole não sabia de um plano de tamanha envergadura para assassinar um radialista que lhe dispensava severas críticas, sendo que ao menos duas pessoas próximas são acusadas de envolvimento na morte do comunicador.
Roupas deixadas pelos acusados no interior da propriedade alugada

O prefeito já foi procurado por duas vezes pelo 180 para se tratar deste assunto. Um recado com número de retorno, de Brasília, onde se atua, foi repassado à secretária da prefeitura, de nome Vitória, mas até agora não houve retorno.

MP AFIRMA QUE HAVIA PELO MENOS TRÊS MORTES ENCOMENDADAS
Na denúncia do Ministério Público, o promotor titular do caso, Evânio Filho, afirma que além da morte de Gleydson, existiam ainda pelo menos mais duas mortes já encomendadas, mas não cita de quem seriam. Há suspeitas de que uma delas seria de um outro prefeito da região, do município Granja.

Diz a peça: “Segundo Gisele, assim como essa confidenciou que o radialista seria apenas o primeiro a ser assassinado, pois haveria pelo menos dois outros alvos certos na lista da organização criminosa que informalmente se constituiu, além de outros que fossem necessário eliminar". Todos os obstáculos da "quadrilha", portanto, eram propensos alvos.

CONTA BANCÁRIA PODE LEVAR A FINANCIADORES
Na denúncia o promotor também relata que “dentre os documentos apreendidos figura um comprovante de abertura de conta bancária na agência da Caixa Econômica de Itapipoca e o afastamento do sigilo bancário que será requerido talvez esclarecerá o núcleo financeiro da organização criminosa que se constituiu”.

MANUTENÇÃO DO PODER EM MARTINÓPOLE
O promotor Evânio Filho ressalta ainda que há fortes indícios da existência de outras pessoas não identificadas “no financiamento e formatação do elaborado plano”.

Em outro trecho afirma que “associaram-se mais de 4 pessoas para o cometimento de crimes de homicídios qualificados contra pessoas que representassem séria ameaça à permanência de um grupo familiar no Poder no município de Martinópole”. Suspeita mais clara que esta não existe.

E que tanto "Batista Dentista" quanto Daniel Lennon “teriam interesse na execução da vítima por desprezível sentimento de intolerância às concepções divergentes e críticas (...) feitas à gestão de Martinópole” através do trabalho de imprensa.

Que prendam os financiadores e os mandantes então. Todos eles. Porque seu nomes ainda não foram declinados.

Há um outro detalhe fundamental para o desfecho desse caso, que é prender alguns dos envolvidos já identificados e os levarem a julgamento.

Veja a íntegra da denúncia do Ministério Público feita à Justiça em Camocim:
AUTOR: 180 GRAUS

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