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terça-feira, 18 de março de 2025

EM FORTALEZA (CE): JUSTIÇA MANDA TIRAR TORNOZELEIRA ELETRÔNICA DE EMPRESÁRIO PAULISTA SUSPEITO DE COMANDAR 'CENTRAL DE GOLPES' NO CEARÁ

A 'central de golpes' da organização criminosa funcionava em um condomínio de luxo em Aquiraz, segundo a Polícia Civil Foto: Divulgação/ PCCE

A Justiça estadual autorizou a retirada da tornozeleira eletrônica de um empresário paulista, suspeito de comandar uma 'central de golpes' na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Ele foi preso em flagrante na Operação Reditus, deflagrada pela Polícia Civil do Ceará (PCCE) em outubro do ano passado.

Conforme documentos obtidos pelo Diário do Nordeste, a Vara de Delitos de Organizações Criminosas (VDOC) acatou, no último dia 6 de março, o pedido da defesa de Wagner Rubens Ribeiro da Silva Jacometti para revogar o monitoramento por tornozeleira eletrônica. Entretanto, o colegiado de juízes manteve a aplicação de outras medidas cautelares - que não foram informados nesta decisão judicial. O processo criminal tramita sob sigilo de Justiça.

O equipamento foi retirado na última segunda-feira (10). O colegiado de juízes que atua na Vara considerou que a medida de monitoramento por tornozeleira eletrônica completou 3 meses - prazo inicial estipulado pela Justiça - no dia 19 de fevereiro deste ano, "sem existir qualquer notícia de ato desabonador na conduta do requerente".

"Dessa forma, considerando-se as circunstâncias fáticas do caso concreto, bem como o lapso temporal de incidência das medidas, não resta demonstrada a necessidade da manutenção da cautelar", concluiu a Vara de Delitos de Organizações Criminosas.

A decisão judicial foi contrária à manifestação do Ministério Público do Ceará (MPCE), que pediu para a Justiça indeferir o pedido da defesa do investigado. "Conforme narrado nos autos principais, há fortes indícios de que o ora postulante integra organização criminosa destinada à prática de furtos mediante fraude por meio virtual, considerando que se descobriu, durante busca e apreensão realizada em apartamento, a existência de diversos notebooks e aparelhos celulares ligados, com bots (robôs) ativados para realizar chamadas telefônicas no intuito de aplicar golpes", alegou o MPCE.
Joias de ouro, R$ 11 mil em espécie, mais de 20 celulares e mais de 30 notebooks também foram apreendidos com os suspeitos Foto: Messias Borges

Segundo o Órgão acusatório, na deflagração da Operação Reditus, "o postulante foi encontrado no imóvel, no interior de um dos banheiros, destruindo seu celular, tendo posteriormente 'avançado' em direção ao condutor do caso (policial), o qual o dominou e o imobilizou". "Diante de todas essas peculiaridades, entende-se necessária a manutenção integral das medidas cautelares diversas da prisão impostas", sustentou.

O advogado Marcos Pereira, que atua na defesa de Wagner Rubens Ribeiro da Silva Jacometti, afirma que a decisão judicial "foi tomada com base na ausência de elementos que justificassem a manutenção da medida restritiva, reforçando o compromisso do Poder Judiciário com a legalidade e a presunção de inocência".

Importante destacar que o cliente não possui qualquer condenação e segue colaborando integralmente com a Justiça, confiando que a verdade prevalecerá ao longo do devido processo legal. A defesa reitera que não há qualquer comprovação de que Wagner seja chefe de qualquer organização criminosa ou envolvido em golpes financeiros, e eventuais alegações nesse sentido carecem de fundamentação jurídica e factual. Por fim, a defesa lamenta qualquer tentativa de prejulgamento e reforça que qualquer acusação deve ser fundamentada em provas concretas e não em especulações."
Marcos Pereira
Advogado de defesa

Central de golpes em condomínio de luxo

Uma investigação policial contra um casal oriundo de São Paulo, suspeito de lavagem de dinheiro, levou a Polícia Civil do Ceará a uma "central de golpes" que funcionava na cobertura de um condomínio de luxo, em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Oito suspeitos foram presos em flagrante, na última quinta-feira (10).

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em uma residência no Eusébio, onde o casal morava, e em quatro imóveis em Aquiraz, onde funcionava a "central de golpes".

Com o grupo criminoso, foram apreendidos 15 veículos, três quadriciclos, joias de ouro, bolsas luxuosas, R$ 11 mil em espécie, mais de 20 celulares e mais de 30 notebooks.

O grupo cometia furtos mediante fraudes eletrônicas, que faziam vítimas em todo o Brasil, segundo a Polícia Civil. A quadrilha, na posse de bancos de dados, utilizava softwares para disparar milhares de mensagens por SMS, por e-mails ou pelo aplicativo WhatsApp, que informavam, por exemplo, que uma certa compra tinha sido realizada no nome da vítima, em uma loja, ou simulavam mensagens de bancos.

As vítimas clicavam em links com vírus ou repassavam dados solicitados, que permitiam que os criminosos tivessem acesso às suas contas bancárias. O grupo criminoso tinha até atendentes para falar com as vítimas e as convencerem de passar mais informações.
15 veículos e mais três quadriciclos foram apreendidos com a quadrilha, durante a Operação Reditus Foto: Messias Borges

Esquema de lavagem de dinheiro

O casal oriundo de São Paulo entrou no alvo da Polícia Civil do Ceará a partir de "um intercâmbio de informações de outras instituições de investigação", segundo informou à época da deflagração da operação, o delegado adjunto da Delegacia de Combate à Lavagem de Dinheiro (DCLD), Jailton Rodrigues.

Cinco "empresas fantasmas" foram abertas pelo casal, segundo a Polícia Civil, que suspeita que as empresas eram utilizadas para circular dinheiro proveniente dos golpes.

O homem de 34 anos abriu uma produtora musical e uma locadora de veículos em São Paulo, além de uma empresa de reciclagem de fluidos de óleo em Fortaleza. Já a mulher de 28 anos tinha uma loja de artigos femininos em São Paulo e uma clínica de estética no Eusébio, no Ceará. 

"As investigações demonstraram que todas essas empresas eram alimentadas com objetos e veículos provenientes das ações criminosas anteriores e muitas delas não tinham atividade efetiva. Essas empresas tinham só a função de mascarar o dinheiro advindo dos crimes", definiu Rodrigues.

O casal ainda teria comprado um imóvel, no Eusébio, por R$ 2 milhões em espécie, à vista; e um veículo de R$ 200 mil, por uma transferência via Pix, também à vista.

FONTE: DN

sexta-feira, 7 de março de 2025

EM SANTA CATARINA: EX-GERENTE SUSPEITO DE GOLPES QUE CAUSARAM PREJUÍZOS DE R$ 2 MILHÕES NO CEARÁ É PRESO

Foragido após aplicar golpes em Juazeiro do Norte (CE) é preso em São Francisco do Sul (SC). — Foto: Polícia Civil/ Divulgação

O ex-gerente de uma concessionária suspeito de aplicar golpes que causaram prejuízos de R$ 2 milhões no Ceará foi preso nesta quinta-feira (6), na cidade de São Francisco do Sul, no litoral norte de Santa Catarina. Ele estava foragido há dois anos.

A captura do homem, realizada por agentes da Delegacia de Combate a Estelionatos (DCE/Joinville), foi em cumprimento a um mandado de prisão preventiva autorizado a partir de uma investigação da Delegacia de Regional de Juazeiro do Norte, pelo crime de estelionato.

Segundo a polícia, à época dos fatos, além de gerente de uma concessionária, o homem de 50 anos também atuava como representante de uma grande fabricante de automóveis. Aproveitando das funções que desempenhava, o suspeito desviava para uso próprio os valores recebidos das vítimas a título de compra e venda de veículos.

Assim que as fraudes foram descobertas, o ex-gerente fugiu do Estado. Ele ficou escondido em um apartamento duplex de alto padrão, próximo a uma das praias mais movimentadas do município catarinense.

Ainda conforme a polícia, o homem montou no imóvel uma verdadeira “fortaleza”, preparada com o intuito de impedir qualquer tentativa de ação policial no local.

"A DCE/Joinville passa a agora a verificar se o preso também é o autor ou partícipe de outros crimes da mesma natureza em território catarinense", disse a Polícia Civil de Santa Catarina.

FONTE: G1/CE

sábado, 8 de fevereiro de 2025

EM FORTALEZA (CE): POLÍCIA PRENDE RECEPTADOR E APREENDE CARGA AVALIADA EM R$ 2 MILHÕES

Polícia Civil prende receptador e apreende carga avaliada em 2 milhões oriunda de golpe milionário — Foto: Divulgação/PCCE

A Polícia Civil prendeu um receptador e apreendeu nessa quinta-feira (06) mais de duas toneladas de mercadoria que havia sido extraviada e que estava sendo vendida em um estabelecimento comercial no bairro Conjunto Esperança, em Fortaleza.

Durante a ação, o proprietário do comércio foi preso em flagrante. A carga é avaliada em 2 milhões.

A investigação sobre o golpe milionário iniciou ainda em 2024. Na época, vários fornecedores realizaram uma denúncia sobre uma empresa que realizava a compra dos produtos e, na data do pagamento, não realizava o pagamento.

Os investigadores localizaram o endereço da possível empresa, onde constataram que o estabelecimento funcionava de forma ilegal.

Durante as investigações, as equipes identificaram um homem de 32 anos em posse das mercadorias. Ele chegou a apresentar uma nota falsificada.

O homem já possui antecedentes criminais pelos mesmos crimes. Diante disso, ele e cerca de mais de duas toneladas das mercadorias desviadas foram levados à delegacia especializada.

Na unidade, o suspeito foi autuado em flagrante pelo crime de receptação e colocado à disposição da Justiça. A polícia continua investigando o caso.
Durante a ofensiva, cerca de 2, 5 toneladas de mercadoria foram apreendidos pelos investigadores — Foto: Divulgação/PCCE

FONTE: G1/CE

domingo, 19 de janeiro de 2025

EM FORTALEZA (CE), POLÍCIA CIVIL CAPTURA 5 SUSPEITOS DE ADULTERAÇÃO E VENDA DE VEÍCULOS ROUBADOS, NA INTERNET

FOTO PCCE

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) prendeu em flagrante, nessa quinta-feira (16), cinco suspeitos, com idades entre 22 e 41 anos, pelos crimes de associação criminosa, receptação qualificada, posse de veículo adulterado e posse de objetos usados especificamente para adulteração veicular. As capturas aconteceram no bairro Parque Presidente Vargas – Área Integrada de Segurança 9 (AIS 9) de Fortaleza.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas (DRFVC), tiveram início a partir do roubo de uma picape, em novembro de 2024, em Caucaia (AIS 11). A equipe de campo da unidade, responsável por investigar a venda de veículos adulterados na internet, conseguiu identificar a picape, roubada no ano passado, disponível para venda on-line.

Com o apoio do setor de inteligência da DRFVC, a equipe conseguiu localizar o veículo e prender dois suspeitos, de 22 e 32 anos, este último já possui condenação por roubo, que estavam trafegando em um carro na região. Os policiais realizaram a vistoria no veículo e constataram que os sinais identificadores estavam adulterados.

Com a captura dos suspeitos, foi possível chegar até uma oficina clandestina localizada nos fundos de um imóvel, no bairro Parque Presidente Vargas (AIS 9). No local, estavam à espera da dupla capturada, três suspeitos; de 24 anos, com passagens pelos crimes de porte e posse ilegal de arma de fogo; um de 26 anos e o terceiro, de 41 anos, condenado por crimes de homicídio, roubos e furto.

Os alvos foram capturados e conduzidos para os procedimentos legais na DRFVC e agora estão à disposição da Justiça. O veículo roubado será devolvido para a vítima. As investigações permanecem com o objetivo de identificar outros possíveis crimes cometidos pelo grupo.

Denúncias

A população pode contribuir com as investigações repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. 

As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via “e-denúncia”, o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/.

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FONTE: SSPDS/CE

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

EM CRATEÚS (CE), POLÍCIA CIVIL PRENDE ESTELIONATÁRIOS, APREENDE DINHEIRO, CARRO, E OBJETOS USADOS NO CRIME

Gerson Frota Sousa (20/04/1974), Neide Garcia (24/12/1976) e Ana Maria Ferreira Alves (23/01/1960) foram identificados como pertencentes a uma associação criminosa destinada à prática de estelionatos. FOTOS WHATSAPP TIANGUÁ AGORA

Na tarde de 20/02/2020, a equipe da Delegacia Regional de Crateús, com apoio das Delegacias Municipais de Independência e Regional de Canindé, capturaram em flagrante 03 (três) indivíduos identificados como autores da prática de vários crimes de estelionato, na modalidade popularmente conhecida como "golpe do baludo", atuantes em vários municípios do Ceará e, também, nos estados do Maranhão, Pernambuco e outros.

Após ter sido identificado por uma antiga vítima - contra quem já tinha dado um golpe de R$6.000,00 (seis mil reais) em Crateús/CE no ano de 2019, Gerson Frota Sousa tentou fugir da cidade utilizando-se de transporte público intermunicipal, sendo capturado pela equipe da Delegacia Regional de Canindé, após informações repassadas pela Polícia Civil de Crateús.

Ato contínuo, a equipe da Delegacia Regional de Crateús capturou, em Crateús/CE, as duas mulheres, comparsas de GERSON.
FOTO WHATSAPP TIANGUÁ AGORA

Com GERSON foi recuperada a quantia aproximada de R$3.200,00 (três mil e duzentos reais).

Com Neide Garcia e Ana Maria Ferreira Alves foi recuperada a quantia aproximada de R$6.600,00 (seis mil e seiscentos reais), um veículo PRISMA, COR BRANCA, e utensílios utilizados para a prática dos crimes (caixas de sapato, relógios e outros objetos que usavam como brinde para atrair as vítimas).
FOTO WHATSAPP TIANGUÁ AGORA

Ainda durante a autuação dos indivíduos, a Polícia Civil já descobriu que estes são os suspeitos da prática de golpes, utilizando-se o mesmo modus operandi, nas cidades de Itapipoca/CE - onde deram um golpe de R$20.400,00 (vinte mil e quatrocentos reais) -, Ipueiras/CE - golpe de R$2.650,00 (dois mil seiscentos e cinquenta reais, Acaraú/CE e outras cidades.

Neide Garcia possui diversos antecedentes criminais por estelionato e outros crimes no Estado do Maranhão.

Ana Maria Ferreira Alves possui antecedentes criminais por roubo (Art. 157 e outros crimes) no Estado de Pernambuco.

Gerson Frota Sousa possui diversos antecedentes por estelionato, roubo, furto, associação criminosa, porte de arma e uso de drogas no Estado do Ceará.
FOTO WHATSAPP TIANGUÁ AGORA

Modus Operandi

Passo a passo do crime:

1. Os criminosos, em conluio, identificam alguma vítima que sabem que efetuou um saque de um alto valor em uma agência bancária.

2. Um dos criminosos deixa cair um bolo de papel envolto em algumas cédulas de dinheiro para que a vítima encontre e o devolva:

3. O criminoso demonstra gratidão com a vítima pelo fato desta ter-lhe devolvido o pacote de dinheiro que deixou cair e oferece uma recompensa (na maioria das vezes, um par de tênis ou sapatos novos);

4. Uma das criminosas, em conluio com o criminoso que deixou cair o dinheiro, se mete na conversa e diz que aceita receber os sapatos;

5. A criminosa deixa sua própria bolsa com a vítima, para que esta segure enquanto vai buscar um par de sapatos de recompensa;

6. A criminosa retorna com uma caixa de sapatos novos nas mãos e se oferece para segurar a bolsa da vítima (onde contém todo o dinheiro que sacou no banco) enquanto ela vai buscar a "recompensa";

7. Após isso, os criminosos somem com a bolsa da vítima.

O prejuízo e o número de vítimas que caíram no golpe somente neste último mês ainda é indefinido.

A Polícia Civil divulga a imagem dos indivíduos para que possibilite a identificação de outras vítimas.

AUTOR: TIANGUÁ AGORA

sábado, 8 de fevereiro de 2020

EM FORTALEZA (CE), MULHER É PRESA APÓS SE PASSAR POR PESSOAS LIGADAS A EMISSORAS DE TV PARA CONSEGUIR CORTESIAS PARA FESTAS

Polícia armou estratégia e prendeu suspeita de estelionato em shopping de Fortaleza Foto: Reprodução

Uma mulher identificada como Flávia Marabá Leal foi presa em flagrante nesta sexta-feira (7) quando tentava obter ingresso de uma festa realizada em Fortaleza. 

Flávia forjava identidades de pessoas vinculadas a emissoras de televisão do Ceará para obter cortesias, conforme a polícia, e enganou pelo menos quatro pessoas.

A Polícia Militar do Ceará (PMCE) informou que foi acionada para a ocorrência de estelionato. 

A tenente Júlia Dantas, da Assessoria de Polícia Comunitária da Polícia Militar do Ceará, participou do flagrante ocorrido em um shopping de Fortaleza. 

A policial conta que a diligência começou após as vítimas perceberem que seus nomes vinham sendo utilizados pela estelionatária.

Conforme a polícia, na sexta-feira Flávia contratou serviço de um motoboy para retirar ingressos em uma loja do shopping e entregar até uma pessoa na administração de um outro shopping. Ao chegar ao local a pessoa, que também era vítima, já não estava mais no local.

Segundo a tenente, a suspeita ligou para o motoboy e pediu que ele fosse até uma livraria, onde a prima dela receberia a encomenda. Os policiais acompanharam o processo de entrega e ao chegarem na livraria avistaram Flávia.

Após denúncias das vítimas, policiais prenderam a suspeita em flagrante quando ela tentava aplicar um novo golpe.

"Quem estava lá, desta vez, era a própria Flávia. Eu encaminhei ela até o 2º Distrito Policial e lá na delegacia ela confessou. 

Por ela ser do meio da comunicação e já ter trabalhado em uma TV, sabia em nome de quem pedir ingressos. Pegava um número de telefone qualquer, colocava a foto de alguém da TV e entrava em contato com empresas se passando por aquela pessoa para fazer os pedidos", explicou a a policial.

Antecedente criminal

A Polícia Civil do Ceará informou que Flávia já tinha antecedentes criminais por estelionato e foi novamente autuada em flagrante por este crime. Ainda conforme a polícia, segue a investigação em busca por identificar vítimas da suspeita. 

No depoimento, ela disse às autoridades que sabe que errou e estava arrependida, mas só teria feito isto porque precisava do dinheiro da venda das cortesias para ajudar a família.

A reportagem buscou saber se a suspeita teria advogado de defesa para se pronunciar sobre a prisão, mas durante depoimento, Flávia informou que não havia constituído advogado e não queria indicar contatos da família para que os parentes fossem avisados da sua detenção.

O G1 apurou ainda que Flávia Marabá Leal chegou a se passar por uma possível patrocinadora de um festival de música com a finalidade de obter informações sobre quais profissionais estavam na organização do evento: 

"O que ela fazia ficou recorrente e aí as vítimas começaram a perceber", acrescentou a tenente.

Ela deve ser submetida a uma audiência de custódia, na qual deve ser decidido se continuará presa ou será solta.

AUTOR: G1/CE

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

EM TIANGUÁ (CE), BANDIDOS SE PASSAM POR OFICIAIS DE JUSTIÇA E LEVAM MOTO, DE DONA DE CASA

Uma mulher teve a moto roubada por dois homens que se passaram por Oficiais de Justiça. O caso aconteceu no dia 29/01, na rua Fco Dourado Nunes, bairro Antão.

Os indivíduos foram até a residência da vítima afirmando ter um mandado de busca e apreensão para Moto Honda Biz, ano 2019, branca, placa PMZ 3162, a qual estava com prestações atrasadas. 

Para isso apresentaram documentos falsos e conseguiram enganar a mulher e levar a moto.

Quem tiver informações que possam levar a identificação da dupla ou paradeiro da moto, favor informar a polícia ou ligar para (88) 9 9303 8242 – (88) 99353 7093.
AUTOR: Ibiapaba 24 horas

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

ALERTA DE GOLPE: EM FORTALEZA (CE), PROFESSORA APOSENTADA ENTREGA 5 CARTÕES COM SENHA E TEM PREJUÍZO DE R$ 10 MIL, APÓS CAIR EM GOLPE POR TELEFONE

Uma professora aposentada de 75 anos teve pelo menos R$ 10 mil de prejuízo após cair em um golpe e entregar 5 cartões e senhas para um homem que se passava por funcionário de uma administradora de cartões no último dia 25, em Fortaleza. 

 A idosa recebeu uma ligação afirmando que um cartão dela havia sido clonado. A seguir, um suposto funcionário da empresa foi até o apartamento da vítima e recolheu os cartões e as senhas.

Segundo o filho da vítima, a aposentada atendeu a ligação por volta de 16h30 do sábado (25) e o golpista, ao informar do suposto cartão clonado, pediu o número dos demais cartões no nome da vítima, afirmando que todos eles seriam trocados pela empresa. 

Durante a ligação, o estelionatário informou um suposto número de protocolo, pediu o endereço da idosa e passou um código de segurança, que o suposto funcionário da empresa deveria dizer na portaria do prédio da vítima para permitir a entrada.

Vídeo

O suposto funcionário chegou ao prédio da vítima de moto, subiu ao apartamento e colocou os cartões em um envelope lacrado, afirmando que era um procedimento para garantir a segurança. As câmeras de segurança do prédio da vítima registraram ele chegando até o local, às 17h40 do sábado.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) afirmou que ninguém foi preso. Investigações seguem no 2° Distrito Policial. "A PCCE orienta as pessoas a ficarem atentas para evitar cair em golpes praticados por telefone. 

O primeiro passo é desconfiar quando há a solicitação de senha ou de código de segurança por telefone ou por e-mail. Esse tipo de informação é intransferível e não deve ser repassada por telefone", recomenda a SSPDS.

O filho da vítima conta que a mãe só desconfiou do golpe depois que entregou os dados. 

Os cartões foram usados em supermercados e lojas de eletrônicos. Compras que totalizam cerca de R$ 10 mil foram feitas em um dos cinco cartões roubados. A vítima aguarda o posicionamento de outros bancos para contabilizar o prejuízo total.

AUTOR: DN

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

EM CRATEÚS (CE), HOMEM CAI EM GOLPE NA INTERNET, COMPRA CELULAR E RECEBE UMA PEDRA

Ao se interessar por um celular em um bazar de compra e venda na internet, um homem foi vítima de um golpe ao receber a caixa do aparelho com uma pedra. 

O caso aconteceu na quarta-feira (22), no município de Crateús.
A vítima marcou um encontro com o vendedor identificado como Mauro Furtado, em uma feira livre e enviou um motorista por aplicativo para receber o aparelho e levar o dinheiro.

No local, o falsário mostrou o celular (Moto G3 Plus) sem defeitos para o motorista. Ele pediu que o motorista esperasse alguns minutos enquanto embalava o aparelho, quando voltou, entregou o pacote lacrado já com a pedra dentro. 

O motorista por aplicativo recebeu o pacote e entregou o dinheiro, R$ 200, como o combinado.

Ao receber o pacote é que foi possível perceber que havia apenas uma pedra. 

Ao denunciar o caso na internet, a vítima encontrou diversas pessoas que também foram enganadas com o mesmo golpe e pelo mesmo pilantra. 

A Delegacia de Polícia Civil realiza investigação a fim de capturar e prender o enganador.
Perfil utilizado pelo falsário

De acordo com informações, o bandido vem aplicando esse golpe, inclusive pessoas já chegaram a fazer depósitos em uma conta dada por ele. Geralmente ele utiliza nomes diferentes.

AUTOR: Ibiapaba 24 horas

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

POLÍCIA ALERTA: CRIMINOSOS USAM WHATSAPP EM GOLPE DE TRANSFERÊNCIAS BANCÁRIAS

Golpes que falsificam perfis no aplicativo de mensagens WhatsApp e solicitam transferências bancárias a contatos de usuários se tornaram comuns entre estelionatários. 

Uma cearense, que teve R$ 250 furtados por meio de um depósito, é uma dessas vítimas. A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) alerta a população sobre o aumento de casos.

A vítima conta que o golpe aconteceu na última quarta-feira (4), enquanto estava no trabalho. Por mensagem, uma colega pediu a transferência para a conta de um dos seus clientes, já que a dela não estava funcionando. 

“Eu estava falando com ela pelo WhatsApp, quando ela me pediu para depositar uma quantia em dinheiro na conta”, disse.

Ela afirma que, ao fazer a transferência, ligou para a amiga, que alegou não ter solicitado o depósito e que o aparelho celular dela havia sido hackeado. “Minha colega disse que o hackeamento aconteceu após ela entrar em um site de compras”.

Cuidado com dados pessoais

De acordo com o delegado Eduardo Tomé, da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF), em Fortaleza, os golpes são realizados a partir da disponibilização de dados pessoais em falsos cadastros de empresas bancárias e comerciais que entram contato com as vítimas.

“Eles se aproveitam da boa fé das pessoas ao mandar um link para pedir atualizações de segurança, alegando que não utilizarão as informações pessoais do usuário. 

Porém, ao clicar no site e preencher o login, com uma senha disponibilizada pelo estelionatário, automaticamente o WhatsApp é clonado", pontua.

O delegado diz que os estelionatários montam um perfil falso das vítimas que tiveram o aplicativo de mensagens fraudado. 

“O golpista passa a entrar em contato com a rede de relacionamentos do usuário para que sejam feitos pagamentos, transferências ou depósitos, dizendo que está com um problema na conta”.

Outras vítimas

A vítima disse que teve colegas de trabalho que também foram alvo da fraude e que o golpista teria informado que é detento em de uma penitenciária do Ceará, chegando a ameaçá-la. 

“Quando cheguei em casa, já ciente do que tinha acontecido, o meu marido entrou em contato com o golpista, que logo propôs ao meu esposo uma negociação, afirmando que havia coisas em meu celular que poderiam interessar a ele. Ele tentou nos extorquir”.

O delegado da DDF instrui a população para que tenha cautela ao disponibilizar dados e, também, ao fazer transferências. “É importante ressaltar que, antes de fazer qualquer depósito ou pagamento, deva ser feito o contato com quem pediu aquela quantia de dinheiro. Pois você pode pensar que está falando com o seu amigo, mas está falando com um estelionatário”.

Segundo Tomé, as festas de fim de ano e o recebimento do 13º salário intensificam a ocorrência de golpes. 

As delegacias distritais e a Delegacia de Defraudações e Falsificações realizam investigações com o objetivo de combater esses crimes e salientam a importância de registrar os casos na delegacia.

AUTOR: DN

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

INVESTIGADO POR PIRÂMIDE LEVA VIDA DE LUXO EM DUBAI, TEM 2 MANDADOS DE PRISÃO EM ABERTO NO RS E BAHIA

Foragido da Justiça brasileira é músico e leva vida de luxo em Dubai

Foragido da Justiça do Rio Grande do Sul e da Bahia por chefiar um esquema de pirâmide financeira, Danilo Vunjão Santana leva uma vida de luxo nos Emirados Árabes. Após ter lesado muitas vítimas no Brasil e no exterior, movimentando quase R$ 500 milhões ilegalmente, ele agora investe na sua carreira artística e se apresenta como músico, com o nome artístico Danilo Dubaiano.

No Rio Grande do Sul, ele foi denunciado por estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O Ministério Público estima que o esquema tenha feito milhares de vítimas.

Os crimes foram descobertos em 2017, após denúncias em Sapiranga, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Somente no RS, uma associação reúne cerca de 300 pessoas lesadas.

E na Bahia, o Ministério Público recebeu inquéritos policiais que tinham sido abertos contra Danilo no Rio, em Pernambuco e em Mato Grosso do Sul. O órgão denunciou também a esposa, que vive com ele em Dubai, o irmão e a cunhada dele.

"Danilo fez uma movimentação criminosa através de relacionamentos familiares. Valores volumosos, R$ 38 milhões, R$ 36 milhões, que transitaram em contas bancárias dessas pessoas no período em que o empreendimento buscava seus empreendedores por meio de recrutamento", afirma o promotor de Justiça da Bahia Inocêncio de Carvalho Santana.

Como era o golpe

O golpe era aplicado por meio de um site, chamado D9, que funcionaria como um jogo de apostas em campeonatos de futebol. Para as autoridades, era um disfarce para a prática da pirâmide financeira.

Para se cadastrar no site, era preciso depositar uma quantia, com a falsa promessa de ganhos de 30% do valor investido. Só que esse lucro era fictício e o usuário não conseguiria resgatá-lo. Quem ganhava o dinheiro eram as pessoas que estavam no topo da pirâmide, convidando outras para entrar.

"Não havia apostas em futebol e nenhum outro esporte. As próprias vitimas que eram estimuladas a trazer mais parentes, mais conhecidos, e a fomentar então a pirâmide financeira", explica a advogada dos usuários do site, Caroline Baratz.

Os ganhos prometidos seriam de sites de apostas esportivas fora do Brasil. Danilo, porém, nega que o esquema fosse pirâmide.

"O que a gente fez foi criar um curso pra ensinar as pessoas ter as análises estatísticas desses mercados", alega. Ele diz que quer devolver o dinheiro às vítimas.

"A gente tem valores superiores ao que as pessoas que se sentiram lesadas têm a receber. Que tenha um ressarcimento, e eu sou a favor disso", diz.

Por enquanto, ele afirma querer focar na carreira musical. Entre seus planos, estão a gravação de um disco e uma turnê pelo Brasil.

"Deixar as pessoas conhecerem mais o nosso projeto, já que é novo, né? Conhecerem mais as músicas na boca do povo, para que a gente possa fazer uma turnê lá e ficar: Brasil, Dubai, e Dubai-mundo", fala.

Danilo nega também que tenha ido para Dubai com o objetivo de fugir da Justiça brasileira. "Hoje eu tenho meu projeto musical, todos sabem onde moro, você está aqui em minha casa, meu endereço sempre foi informado, nunca fui um foragido da polícia", declara. Seu advogado tenta reverter os mandados de prisão nos dois estados.

Vida de luxo

Danilo vive em um condomínio de luxo em Dubai, com direito a campos de golfe. Na frente da casa dele, é possível encontrar uma Ferrari e um Rolls-Royce.

Dentro da residência, está um estúdio, onde ele tem produzido suas músicas. "Eu sou empresário e investidor, e música eu sempre levei como hobby, e agora a gente tá fazendo com mais força", conta.

Em outubro, ele gravou um DVD, com direito a superprodução e convidados, em uma praia de Dubai. "A gente passou um período de praticamente um ano em laboratório e a gente selecionou a dedo essas 15 músicas", afirma o investigado.

Enquanto isso, as vítimas aguardam a conclusão do processo para receberem o ressarcimento do que investiram. Segundo a advogada Caroline Baratz, a D9 atuou em vários países.

"Nós temos [vítimas na] China, Paraguai, São Paulo, Bahia. Foi um golpe pelo mundo inteiro", afirma. A estimativa, conforme a advogada, é que o esquema tenha movimentado mais de R$ 500 milhões.

Prisão em aeroporto

Com os mandados de prisão, Danilo foi incluído na lista de procurados da Interpol. Segundo as investigações no Brasil, ele chegou a ser preso no aeroporto de Dubai ao desembarcar de um voo doméstico, dando ao início ao processo de extradição.

Porém, ele nega que isso tenha acontecido. "Eu nunca fui abordado em aeroporto. Nunca fui detido em aeroporto", diz.

Um documento do Ministério da Justiça, no entanto, informa à Justiça do RS que ele foi preso durante alguns dias. O Ministério Público do RS iniciou um pedido de extradição dele.

Em março deste ano, o Brasil e os Emirados Árabes acertaram um acordo geral de extradição, que está sendo analisado pelo Congresso.

"Se eu te disser que não existe um temor de extradição, eu tô mentindo. Mas eu sou muito tranquilo e eu acho que as coisas acontecem do jeito que tem que acontecer", diz.

AUTOR: G1/RS

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

NA BAHIA, FALSO CÔNSUL LEVAVA VIDA DE OSTENTAÇÃO E PAGOU R$ 3 MILHÕES POR SHOW DE CLÁUDIA LETTE

Adailton Maturino fez fortuna no Oeste da Bahia a partir de 2015 (Foto: Divulgação)

Falso cônsul de Guiné-Bissau, Adailton Maturino fez fortuna no Oeste da Bahia a partir de 2015, quando uma área de 366 mil hectares, equivalente a cinco vezes o tamanho de Salvador, foi passada ao borracheiro José Valter Dias e a esposa Ildenir Gonçalves Dias por meio de uma portaria administrativa do Tribunal de Justiça. 

A área era ocupada desde a década de 1980 por cerca de 300 produtores de soja, os quais, após a edição da portaria, passaram a ser prejudicados por uma série de decisões do Judiciário.

Valter Dias e a esposa entraram com ação judicial possessória em 1985, um ano após os produtores – a maioria do Paraná – chegarem à região, incentivados pelo Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento dos Cerrados. 

Em 2017, uma liminar do juiz Sérgio Humberto Sampaio, emitida em plena colheita, forçou os agricultores a deixarem as terras, sob pena de multa diária de R$ 100 mil. 

Eles foram forçados a fechar acordos considerados extorsivos com os novos proprietários, pelos quais tinham que pagar parte de sua produção para que pudessem permanecer nas terras disputadas.

O valor cobrado variava entre 25 e 80 sacas de soja por hectare, parcelado em até seis anos. A investigação do MPF aponta que o valor total pago pelos agricultores chegou a R$ 1 bilhão. 

Ao mesmo tempo, José Dias criou uma holding, a JJF Investimentos, para administrar as terras e receber as sacas de soja. Seus sócios são o filho, Joilson Gonçalves Dias, e Geciane Maturino, esposa de Adailton.

O relatório sobre o fluxo financeiro de Maturino, informa a decisão do STJ, aponta que entre 1º de outubro de 2013 até hoje ele movimentou quase R$ 34 milhões entre créditos e débitos, dos quais R$ 14,5 milhões “não apresentam origem e destino”.

Com tamanha fortuna, vivia uma vida de festas e luxos: 

R$ 3 milhões para um show de Cláudia Leitte, evento no Wet’n Wild com a dupla Bruno e Marrone e direito a pulseirinhas do “camarote do cônsul”, lanchas, carros importados, imóveis e avião também fazem parte da lista de ostentação.

Em outro flanco, o MPF aponta dois assassinatos como queima de arquivo. Tratam-se de pessoas que seriam testemunhas de acordos sobre pagamento de propinas a magistrados. 

“O responsável pela divulgação da negociação indicada, Genivaldo dos Santos Souza, foi executado em praça pública, com oito tiros, em 29 de julho de 2014. 

O guarda municipal Otieres Batista Alves, identificado como executor dos disparos contra Genivaldo, foi vítima de homicídio com características de execução em 3 de setembro de 2018”, diz o MPF, ao citar suposta propina de R$ 1,8 milhão para a desembargadora Maria da Graça.

Operação Faroeste

O processo conhecido como o maior caso de grilagem da história do país está no centro da Operação Faroeste, que levou ontem ao afastamento do presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ), Gesivaldo Britto, outros três desembargadores e dois juízes da Corte por suspeita de envolvimento em um esquema de venda de sentenças em ações sobre a posse de terras no Oeste baiano. 

Além dos seis magistrados, 16 pessoas também foram alvos de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão autorizados pelo ministro Og ernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Além de Britto, os desembargadores Maria da Graça Osório Pimentel Leal, Maria do Socorro Barreto e José Olegário Caldas e os juízes Marivalda Almeida Moutinho e Sérgio Humberto Sampaio foram afastados do cargo pelo STJ. A medida, válida por 90 dias, foi determinada por Fernandes a pedido do Ministério Público Federal (MPF). 

O afastamento ocorreu durante a Operação Faroeste, realizada ontem pela Polícia Federal, que ainda prendeu quatro beneficiados do suposto esquema criminoso.

A investigação, antecipada em 14 de outubro pela coluna Satélite, do CORREIO, apontou, segundo o MPF, uma “teia de corrupção, com organização criminosa formada por desembargadores, magistrados e servidores do TJ, bem como advogados, produtores rurais e outros atores do referido estado, em um esquema de venda de decisões para legitimação de terras no oeste baiano”. 

Entre os casos sob a mira da Faroeste, está a disputa por 366 mil hectares transferidos para o empresário José Valter Dias, um ex-borracheiro da cidade de Barreiras.

Presos

Os quatro presos, em caráter temporário de cinco dias, são Adailton Maturino; sua esposa, Geciane Maturino; Antônio Roque do Nascimento Neves, secretário judiciário do TJ e principal assessor de Gesivaldo Britto; Márcio Duarte Miranda, advogado e genro da desembargadora Maria do Socorro. 

A detenção, de acordo o STJ, foi decretada “porque, nas palavras do MPF, eles compõem o núcleo duro da dinâmica de avanço da corrupção sobre o Poder Judiciário baiano, bem como coordenação e materialização de todo o fluxo de recebimento e movimentação de recursos financeiros de origem criminosa, capitalizados pela organização”.

Adailton Maturino é apontado na investigação como idealizador e articulador de todo o esquema. Ele atuava como representante da Associação Profissional dos Trabalhadores na Corte e Tribunal de Mediação e Conciliação da Justiça Arbitral do Brasil, mesmo “sem qualificação técnica comprovada para atuar como mediador ou conciliador”. Além disso, apresentava-se falsamente como cônsul de Guiné-Bissau no Brasil.

De acordo com o MPF, Maturino escorava-se “na atuação de advogados e servidores do TJ, com intermediadores de venda de decisões judiciais por desembargadores e juízes, a fim de realizar gigantesco processo de grilagem no Oeste baiano”. Os investigadores afirmaram ainda que o esquema era baseado no uso de “laranjas” e empresas criadas para “dissimulação dos ganhos ilicitamente auferidos” pelo grupo desbaratado pela operação.

Dono de 13 CPFs em seu nome, Maturino apresentava-se também como juiz aposentado e mediador, além de ser apontado como juiz arbitral pela esposa, segundo o MPF, “sem que, na verdade, tenha exercido ou possua qualificação profissional para exercer qualquer dessas funções e cargos”. Antes, ele foi preso no Piauí ao tentar furtar um processo no Tribunal de Justiça daquele estado.

Cerco

Na manhã de ontem, cerca de 200 policiais federais cumpriram 40 mandados de busca e apreensão em gabinetes do TJ, fóruns, escritórios de advocacia, empresas e residências dos investigados em Salvador, Barreiras, Formosa do Rio Preto e Santa Rita de Cássia, na Bahia, e em Brasília (DF). Na lista, estão o juiz do TJ Márcio Braga e a advogada Karla Janayna Leal Vieira, sobrinha da desembargadora Maria da Graça e suspeita de receber valores que seriam destinados à magistrada.

Em nota, o TJ declarou que “foi surpreendido com esta ação da Polícia Federal” e que “ainda não teve acesso ao conteúdo do processo. “A investigação está em andamento, mas todas as informações dos integrantes do TJ serão prestadas, posteriormente, com base nos princípios constitucionais”.

Já a Ordem dos Advogados na Bahia considerou “indispensável uma apuração profunda e rápida”, disse que vai pedir cópia e acompanhar o processo e que, como sempre defendeu a presunção de inocência, “não fará qualquer juízo acerca da culpabilidade de quem quer que seja, até a conclusão das investigações”.

Do Jornal Correio para a Rede Nordeste

AUTOR: O POVO

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

EM CASCAVEL (CE), DUPLA SUSPEITA DE ESTELIONATO É PRESA APÓS INVESTIGAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL

Uma investigação da Polícia Civil resultou na prisão de dois homens suspeitos de praticarem crimes de estelionato. As capturas ocorreram, nesta terça-feira (05), sendo uma delas no município de Cascavel. 

Um dos infratores foi preso em Cascavel, por força de um mandado de prisão preventiva, o outro, foi capturado na cidade de Rolim de Moura, em Rondônia, com o apoio da Polícia Militar rondoniense.

Após diligências serem realizadas, o primeiro a ser preso foi Adilson da Silveira (34). Segundo apuração policial, Adilson havia aplicado golpes na cidade de Cascavel, utilizando documentos falsos e cheques clonados. 

Em Janeiro de 2018, o estelionatário manteve contato com uma vítima e comprou um automóvel, realizando o pagamento por meio de um cheque clonado. Após a compra, ele transferiu o carro com firma reconhecida em cartório e vendeu o referido veículo em uma concessionária de Fortaleza.

Na manhã de hoje (05), Adilson foi capturado com o auxílio dos policiais militares da cidade de Rolim de Moura, em Rondônia. Após os procedimentos sobre o fato, ele será trazido para o Estado do Ceará, onde ficará a disposição da Justiça.

Dando prosseguimento aos trabalhos policiais, por meio de diligências e oitivas, a Polícia Civil elucidou um outro caso de estelionato na cidade de Cascavel e prendeu Denilson Moura de Oliveira (37), na tarde de hoje (05). 

Denilson junto com um comparsa, que foi preso há 15 dias, realizaram diversos golpes na região que somaram mais de um milhão e meio de reais. 

A prisão foi realizada por força de mandado de prisão preventiva. Agora, o criminoso encontra-se à disposição da Justiça.

FONTE: SSPDS

AUTOR: TIANGUÁ AGORA

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

ALERTA: GOLPE DO FALSO EMPRÉSTIMO NO WHATSAPP AUMENTA 194% NESTE ANO

Considerando apenas os períodos entre janeiro e setembro dos últimos três anos, foram 232 casos em 2017, 519 em 2018 e 683 neste ano.

Segundo informações do site Reclame Aqui em conjunto com a Noverde, empresa especializada em crédito online para as classes C e D, o golpe do falso empréstimo no WhatsApp aumentou 194% nos últimos três anos. Considerando apenas os períodos entre janeiro e setembro, foram 232 casos em 2017, 519 em 2018 e 683 em 2019.

Nos nove primeiros meses deste ano foi registrado um crescimento de 31,5% em comparação ao mesmo período de 2018. A modalidade do golpe ainda não possui uma divisão específica no Sistema Digital de Ocorrências da Polícia Civil de São Paulo para o relato deste tipo de crime.

Se antes eram usados apenas nomes de bancos conhecidos, hoje os criminosos utilizam nomes de fintechs (empresas de tecnologia que prestam serviços financeiros) como isca.

A diretora de riscos da Noverde, Débora Cipolli, afirma que já existe um consenso no mercado de que esse tipo de abordagem está crescendo cada vez mais, o que requer maior atenção por parte das empresas que oferecem esse tipo de serviço, assim como da população.

A especialista traça o roteiro de como ocorre o golpe. “O caminho é sempre o mesmo: a pessoa recebe no WhatsApp uma mensagem se fazendo passar por uma fintech informando que há um limite de crédito pré-aprovado disponível. Contudo, é exigido que se faça um depósito antecipado. Já é um claro sinal de tentativa de golpe”, esclarece a diretora de riscos.

Outras estratégias

Outro conhecido golpe dentro do aplicativo de mensagens envolve o roubo da conta do usuário. Leticia Marques, advogada especialista em Direito Civil, conta que uma modalidade cada vez mais utilizada é a que os criminosos se utilizam de redes sociais e de um procedimento padrão de confirmação, via mensagens SMS de verificação por meio de código.

“Imagine a seguinte situação: você anuncia algum produto em uma determinada plataforma de comércio online, uma pessoa entra em contato identificando-se como funcionária da plataforma e informa que você necessita compartilhar o código de confirmação da publicação do anúncio, através de um SMS”, conta.

Ela explica que, como usuário acabou de realizar aquele anúncio e acredita que se trata de um funcionário de uma dessas plataformas, ele informa o código de verificação que aparece na tela do celular.

“No entanto, o que você não sabe é que o interlocutor se trata de um criminoso e que o código de verificação era o número de autenticação exigido pelo WhatsApp para concluir a configuração do perfil em outro aparelho celular”, relata.

“Desse modo, os criminosos se passam por você com acesso ao seu WhatsApp e à sua agenda de contatos em outro aparelho celular. É com essas informações em mãos, que eles inventam histórias e pedem dinheiro emprestado à sua família, amigos e conhecidos, que podem acabar caindo no golpe e realizando depósito ou transferência bancária”, comenta.

Uma das pessoas que caiu num golpe similar é o estagiário e estudante Tiago Tiezzi, de 21 anos. Ele conta que começou a receber ligações de uma pessoa que se passava por um funcionário da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

“Eu tinha acabado de me mudar de Ribeirão Preto para São Paulo e, segundo eles, meu celular não tinha uma atualização que já tinha sido feita em São Paulo, mas não em Ribeirão. Eu perguntei o que era essa atualização e eles falaram que eu tinha que desligar o celular por meia hora. Eu respondi que não, não dava. Fiquei apreensivo, disse que não ia desligar”, conta o estudante.

Ele relata que os criminosos ligaram diversas vezes, e, pela insistência, decidiu fazer a suposta atualização. “Só que nessa hora, eles me mandaram uma mensagem pelo WhatsApp, que era do próprio aplicativo, só que eu nem li direito, no cansaço ali eu nem liguei. E aí eles falaram ‘só me fala o código que aparecer aí, que a gente está mandando’. Eu fui no automático, li o código e falei. Só que era o código de acesso remoto. Desliguei meu celular, como eles haviam me orientado, e fiquei em casa jogando videogame.”

“Eu só fui perceber que se tratava de um golpe quando tocou o interfone do meu apartamento. Nesse meio tempo eu fiquei uns 10, 15 minutos de bobeira, e aí tocou o interfone. Era o porteiro. Ele me disse que umas 10 pessoas tinham ligado na portaria perguntando de mim. Na hora que eu desliguei o interfone tocou minha campainha. Era minha vizinha, que é uma garota de Ribeirão também. Minha mãe tinha entrado em contato com ela porque os caras do golpe estavam mandando mensagem pedindo dinheiro para toda a minha família, para os meus amigos em grupo, etc”, descreve.

Tiezzi viu que seu WhatsApp estava fora do ar quando ligou o telefone. Ele conta que as pessoas só não transferiram dinheiro para os criminosos pois, por serem próximas à ele, perceberam que o jeito dos bandidos falarem era diferente do dele, com erros de português, etc. “Além disso, eles passaram uma conta da Caixa. Como eles pediram para todo mundo que tinha o meu sobrenome — eu acho que eles focaram na minha família — meus parentes perceberam na hora que não era eu porque todo mundo da minha família só usa Bradesco”, explica.

Letícia afirma que, caso seja vítima desse golpe, o usuário deve imediatamente entrar em contato com o WhatsApp para informar que alguém está utilizando sua conta. "Já se algum contato seu realizar o depósito, deve lavrar um boletim de ocorrência e posteriormente ajuizar ação em face do próprio WhatsApp a fim de obter o IP (internet protocol), que é o endereço digital atribuído ao determinado dispositivo conectado a uma rede de computadores, de modo que possa ser feita eventual investigação e localização do criminoso", disse.

"O mais recomendável, para evitar dor de cabeça, é não agir de modo automático e, caso alguém entre em contato se identificando como funcionário de uma plataforma, abrir a mensagem de verificação e confirmar se é da plataforma ou do próprio WhatsApp. O ideal é nunca compartilhar esse tipo de informação confidencial com ninguém. 

Todo cuidado é pouco com os golpes em ambientes virtuais", completa a especialista.

AUTOR: R7/*Estagiário, sob supervisão de Ana Vinhas

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

GOLPE DO CONSÓRCIO: CASAL DE ESTELIONATÁRIOS É PRESO EM FORTALEZA (CE)

Pelo menos cinco pessoas já prestaram depoimentos alegando ter sido lesadas pelo casal 

A Polícia Civil prendeu um casal de estelionatários suspeito de aplicar golpes na venda de consórcios em Fortaleza. A prisão foi realizada na manhã da quinta-feira (31/Out). 

No momento da prisão, os suspeitos estavam vestidos com roupas de uma marca de consórcio nacional.

Após um trabalho de investigação e levantamentos de informações, os policiais chegaram até o ex-funcionário de uma concessionária Alisson de Almeida Fortunato, 28 anos e a companheira dele Liliane Gomes da Silva, 42 anos, que já responde por dois crimes de estelionato. 

Eles foram presos na rua 24 de Maio, no Centro, enquanto se preparavam para mais um golpe.

Segundo as investigações eles colocavam um anúncio em um aplicativo de vendas sobre cartas de crédito para veículos. Eles marcavam o encontro com as vítimas, devidamente fardados com a blusa da empresa, já que Alisson trabalhou na concessionária por quatro meses, levavam contratos que eram assinados, solicitavam uma entrada e nunca mais apareciam. 

Teve uma vítima que foi lesada em R$ 9 mil. Pelo menos cinco pessoas já prestaram depoimentos alegando ter sido lesadas pelo casal.

Com eles, a Polícia apreendeu um vasto material de documentos falsificados e formulários de consórcios prontos para serem preenchidos.

Diante disso, a dupla e todo o material apreendido foram levados para a unidade policial que é responsável pela área do Centro, onde após os procedimentos legais, foram autuados por estelionato e falsificação de documento particular.

Fonte: SSDPDS

AUTOR: TIANGUÁ AGORA

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

ALERTA: EM PERFIL FALSO HOMEM SE PASSA POR CINEASTA CEARENSE PARA CONSEGUIR IMAGENS ÍNTIMAS DE ATRIZES

Perfil falso se passa por cineasta cearense para conseguir imagens íntimas de atrizes. (Foto: Reprodução/Facebook)

Um perfil falso no Instagram estava se passando pelo cineasta cearense Guto Parente para conseguir imagens íntimas de atrizes. Ele atraía as vítimas chamando-as para um espécie de teste de elenco de um longa que seria gravado em 2020. Para participar da seleção, elas teriam que reproduzir uma cena, escolhida por ele, de nu total.

Uma das vítimas, a atriz Thai Maciel, desconfiou do pedido e entrou em contato, através de um conhecido, com o verdadeiro Guto, que não possui perfil em nenhuma rede social. "Achei muito esquisito. Por sorte, descobri que a cena enviada para a reprodução não era um projeto dele, era de um curta chamado 'A hospedeira' e um amigo estava no elenco. Entrei em contato com esse ator e também com outro amigo que conhecia, de fato, o cineasta Guto Parente", escreveu em seu perfil no Facebook.

A artista também compartilhou alguns registros da conversa que teve com o perfil falso. Em um dos trechos, ele pede para que ela regrave a cena solicitada completamente nua para "conseguir o papel". "Tenham cuidado com esse tipo de abordagem. Jamais achei que eu pudesse cair em um golpe dessa forma. A pessoa estudou muito bem o meu perfil, disse que havia visto meu material, a minha peça. Essas situações mexem muito com nosso emocional", finalizou Thaiane.

Ao O POVO Online, Guto afirmou que já acionou seu advogado e que pretende entrar com um processo contra a pessoa por trás do perfil falso. Já Thai compareceu a Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) de São Paulos para registrar Boletim de Ocorrência (B.O.).

O cineasta afirmou que chegou a entrar em contato com o dono do perfil por meio da rede social de sua produtora. "Mandei um áudio me identificando, mas ele não respondeu", disse. A conta foi excluída pouco tempo depois da denúncia ter sido feita.

O diretor ainda classificou o ato como "nojento e repugnante". De acordo com ele, outras atrizes teriam sido aliciadas pelo suspeito.
Thai Maciel
11 h ·

AMIGOS, Atenção: perfil falso está se passando por um diretor de cinema e está aplicando golpe de pedir material de nudez de atrizes.

Um perfil falso me mandou mensagem no instagram, dizendo ser o cineasta Guto Parente. É assim que está o nome no instagram, @gutoparente. NÃO É O DIRETOR!!! A abordagem foi muito bem pensada. Ele disse que tinha visto o meu material, perguntou se eu havia feito algum longa e me convidou pra fazer um teste para o próximo projeto dele, que seria gravado no meio de 2020. Me enviou uma cena e pediu para que eu a reproduzisse. Era um email com o nome do cineasta, com informações sobre o projeto, tudo muito convincente. Fiz o vídeo, enviei pra ele.

Ele disse que havia adorado a cena, mas se eu teria problema em fazer um nu total, porque no filme seria assim. Eu disse que no filme não seria um problema. Então a pessoa me pediu pra refazer a cena com um nu total. Achei muito esquisito. Por sorte, descobri que a cena enviada para a reprodução não era um projeto dele, era de um curta chamado "A hospedeira" e um amigo estava no elenco. Entrei em contato com esse ator e também com outro amigo que conhecia, de fato, o cineasta Guto Parente.

Consegui o contato do Guto, que não tem redes sociais, nem instagram, nem facebook, e estamos tomando as devidas providências.

Tenham cuidado com esse tipo de abordagem. Jamais achei que eu pudesse cair em um golpe dessa forma. A pessoa estudou muito bem o meu perfil, disse que havia visto meu material, a minha peça.

Essas situações mexem muito com nosso emocional. Ser ator, atriz é MUITO difícil. A gente quer trabalhar. O tempo todo somos postos à prova, temos que cuidar do nosso emocional, da nossa auto-estima e ainda aparece esse tipo de situação que nos desestabiliza. Sou atriz desde criança. Nunca achei que fosse passar por isso.

Então tenham cuidado. Verifiquem as informações antes, entrem em contato com pessoas próximas. Não se exponham! Sei que queremos trabalhar, que é a nossa profissão, mas precisamos nos cuidar.

Cuidado com a internet!!! Cuidado com o que pedem pra vocês!!!

AUTOR: O POVO

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