Ofensiva das forças de segurança - com policiais, blindados e helicópteros - contra os acampamentos dos seguidores do deposto presidente do Egito, Mohammed Morsi, no Cairo, resultou na morte de um número indefinido de pessoas nesta quarta-feira (14).
Não é possível ainda determinar o número de mortos.
Enquanto a Irmandade Muçulmana, grupo a que Morsi é ligado, informa que os confrontos já deixaram cerca de 350 mortos e centenas de feridos, as autoridades não confirmam esses números.
As agências internacionais também noticiam números diferentes de vítimas. A Efe informa que os confrontos deixaram 200 mortos. Mas a France Presse (AFP) fala em 43 mortos. Com base em testemunhas, a Associated Press (AP) estima em 25 os mortos.
As autoridades não têm informações precisas.
O funcionário do Ministério da Saúde Ahmed el-Ansari disse que confrontos deixaram quatro mortos e 50 feridos. Mas o Ministério do Interior informou que dois agentes de segurança foram mortos, e nove, feridos.
A televisão egípcia, por sua parte, informou que pelo menos um agente morreu e outros quatro ficaram feridos por disparos supostamente efetuados por seguidores de Morsi.
As forças de segurança do Egito iniciaram a operação para desmantelar os acampamentos de protesto nas praças de Rabea al Adauiya, no distrito de Cidade Nasser, e Al Nahda, em Giza.
Uma fonte dos serviços de segurança informou que a polícia usou apenas bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.
Posteriormente, a televisão estatal acrescentou que os manifestantes ateavam fogo em pneus e lançavam pedras contra os agentes para conter a ofensiva.
Carros blindados do Exército se encontram a caminho do local, enquanto várias escavadeiras da polícia derrubam as barracas usadas pelos manifestantes.
Igreja incendiada
Partidários de Morsi incendiaram uma igreja copta em Sohaf, no centro do Egito, em represália pela retirada de seus acampamentos, informou a agência oficial Mena.
Os islamistas atiraram coquetéis molotov contra a igreja Mar Gergiss, situada na área da diocese desta cidade que tem uma importante comunidade cristã ortodoxa copta, segundo a agência.
Os coptas, que representam entre 6% e 10% da população egípcia, tiveram uma participação ativa no movimento popular que provocou a derrubada de Morsi pelo exército.
AUTOR: G1/SP
Nenhum comentário:
Postar um comentário
IMPORTANTE:
Todos os comentários postados neste Blog passam por moderação. Por este critério, os comentários podem ser liberados, bloqueados ou excluídos.
O TIANGUÁ AGORA descartará automaticamente os textos recebidos que contenham ataques pessoais, difamação, calúnia, ameaça, discriminação e demais crimes previstos em lei. GUGU