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terça-feira, 13 de junho de 2017

NO RJ, ÍNDICE DE MORTES VIOLENTAS CRESCE 81% EM 2 ANOS NA REGIÃO DA PAVUNA, A MAIS PERIGOSA

#MapaDoCrime: índice de mortes violentas cresce 81% em 2 anos na região da Pavuna

Medo de morrer a gente tem todo dia". Aos 74 anos, o vendedor ambulante Silvestre Peixoto sai de segunda a sexta para vender suas balas e biscoitos em uma praça da Pavuna, Zona Norte, e não sabe se vai voltar para casa. E o receio é justificado por números: o índice de mortes violentas na região, nos quatro primeiros meses de 2017, teve aumento de 81% em relação ao mesmo período de 2015, quando a violência na cidade voltou a crescer, de acordo com os dados do Instituto de Segurança Pública (ISP).

(#MapaDoCrime: até quinta-feira, 15, o G1 publica uma série de reportagens, em parceria com o núcleo de jornalismo de dados, sobre fatos, histórias e números da violência nos últimos 15 anos.)

Os dados são alarmantes. De janeiro a abril deste ano, foram 72 mortes apenas na área de cobertura da 39ª DP, que inclui os bairros Acari, Barros Filho, Costa Barros, Parque Colúmbia e Pavuna. Dados que elevam a região ao primeiro lugar no ranking dos locais mais perigosos do Rio.
(Foto: Miguel Folco/G1)

Recentemente, um caso na região ganhou repercussão internacional por ter uma estudante de 13 anos como vítima: Maria Eduarda Alves da Conceição. A menina morreu após ser atingida por uma bala perdida dentro da Escola Municipal Daniel Piza, onde estudava, em Acari. Na ocasião, policiais e traficantes estavam em confronto. A imagem da jovem com uniforme escolar rodou o mundo.
Influência da crise

Vinicius Miranda de Moraes, delegado assistente da 39ª DP, associa o aumento da violência na localidade à crise financeira do estado.

"Tivemos o aumento de todas as taxas criminais, não somente a de letalidade violenta. Se verificar o período, esse aumento começa com a crise do estado. Podemos analisar essa crise em duas vertentes: Uma é a questão relativa à polícia, falta de investimentos, dificuldade de manutenção das delegacias e batalhões, atraso dos salários dos policiais, do 13° salário e bonificações. A segunda questão é a falta de emprego. Sem trabalho, muitos jovens acabam se associando ao tráfico de drogas e a outras práticas criminosas", avalia.
39ª DP (Pavuna) lotada durante uma tarde de segunda-feira (Foto: Patricia Teixeira/G1)

A 39ª DP cobre cerca de 15 km² em área onde vivem 182 mil pessoas. Durante duas horas de uma segunda-feira, o G1 acompanhou a movimentação na delegacia, que estava lotada. Mais de 15 pessoas esperavam, às 14h30, para fazer um registro de ocorrência. A circulação de policiais militares no local também era grande.

Menos PMs em ação

Com ruas e UPPs com déficit de efetivo policial em atuação, a violência tende a crescer. Essa é a análise de alguns policiais militares dos batalhões 22º e 41°, que preferiram não se identificar.

Em conversa com a equipe de reportagem, eles disseram que a criminalidade "se espalhou" após os policiais saírem do programa de Regime Adicional de Serviço (RAS), sistema em que o policial trabalha em seu dia de folga e recebe a mais por isso. Por conta da crise do estado, o governo deixou de pagar o RAS e também o programa de metas aos policiais militares e civis, que dava bônus de acordo com o desempenho.

"Quem que vai querer trabalhar em seu dia de folga sem receber, podendo tomar tiro e ainda por cima endividado? Ninguém. Aqui no batalhão, um monte de policial saiu do RAS. Isso significa muito menos policiais nas ruas e nas favelas. Consequentemente, vai ter mais bandido circulando, e mais gente morrendo", justifica um PM.
(Foto: Editoria de Arte/G1)

Baixo IDH

A falta de investimento, de forma geral, reflete na população local. O bairro da Pavuna tem um dos piores índices de desenvolvimento humano (IDHs) da capital: está em 27° na lista dos 126 bairros, com 0,790. É ainda melhor, no entanto, que outros bairros da região. Costa Barros tem o segundo pior IDH do Rio (0,713) seguido de Acari e Parque Colúmbia, com 0,720. Todos na área de abrangência da 39ª DP. .

"Quando colocamos uma lente de aumento, a gente percebe que tem várias áreas dentro da cidade em que as pessoas foram esquecidas pelo estado e esquecidas pelo resto da sociedade. São regiões pobres, onde jovens e crianças não têm acesso às oportunidades", analisa Daniel Cerqueira, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Para o pesquisador, entre os fatores que explicam a criminalidade violenta no território estão os aspectos situacionais.

"Dizem respeito à oportunidade de se perpetrar crimes ali e não ser preso. E essas oportunidades decorrem quanto maior a complexidade urbana e quanto maior a quantidade de vias de fuga e de possibilidade de o criminoso se esconder. Então, a Pavuna se encaixa muito bem dentro desse contexto por ser uma área de fronteiras entre várias regiões do Rio", explica o pesquisador.

Disputa de facções e fuga de UPPs

Cercada por três grandes comunidades (Acari, Chapadão e Pedreira), dominadas por três facções criminosas, a Pavuna ainda dá acesso às principais vias expressas da cidade: Linha Vermelha, Dutra e Avenida Brasil.
(Foto: Miguel Folco/G1)

"Tem toda uma questão com a Pavuna. Historicamente, o Chapadão não era o que é hoje. Com o início das UPPs, focadas no Centro, Tijuca, Zona Sul e Zona Norte, as pessoas ligadas ao tráfico começaram a fugir daquelas áreas, com fuzis, armamento pesado, para Niterói, interior do Rio, pra Baixada ou para o limite da Baixada, que é a Pavuna. Aí aumenta a violência, há também aumento bélico, uma questão complicada de ser administrada", acrescenta o delegado.

O chefe da Divisão de Homicídios (DH), delegado Rivaldo Barbosa, salienta que esses locais sofrem uma influência muito grande de organizações criminosas.

"É o que gera o homicídio aqui no Rio de Janeiro. A milícia se mata entre si, o tráfico se mata entre si, e os dois se matam. Esse é um grande percentual de mortes aqui. No caso da Pavuna, é o tráfico."

Estudo da DH revela que, quanto menores forem o IDH e a expectativa de vida, maior a quantidade de homicídios.

"Isso não quer dizer que as pessoas que moram em região pobre são violentas. Muito pelo contrário. Essas pessoas são vítimas duas vezes. Essas pessoas são vítimas da falta de saneamento básico, de serviços públicos essenciais, e também sofrem com a influência do crime organizado. 

Essas áreas deveriam ter uma atenção bem maior do próprio poder público", explicou.
Câmeras de segurança mostram criminosos em roubo de carga na Pavuna (Foto: Reprodução/Globo)
'Dinheiro do ladrão'

Esconder celular no sapato, não sair de casa após as 21h e separar o "dinheiro do ladrão" já virou rotina na vida dos moradores da Pavuna. Segundo eles, é mais fácil ganhar na loteria do que passar pela rua Catão - uma das vias mais perigosas do bairro - e não ser roubado.

Entre janeiro e abril, foram registrados 1.691 roubos na 39ª DP. Os que mais aumentaram foram os de veículos (639 notificações) e celulares (141). Sendo que, nos três primeiros meses de 2017, a Polícia Civil estava em greve, o que gerou a ausência de registro de muitas ocorrências.

Se comparado ao mesmo período de 2015, quando houve 1.388 roubos, o aumento foi de 22%. Só de roubos de celulares, o número cresceu 171%; o de veículos, 88%.

A região também é conhecida pelo tipo de roubo que mais tem chamado a atenção recentemente no Rio, o de cargas. De janeiro e abril deste ano, foram 112 registros.

A insegurança levou o prefeito Marcelo Crivella a falar sobre reforço no policiamento no local. Ele estuda a criação do Pavuna Presente, programa de segurança financiado por empresários e comerciantes, como já ocorre em áreas como Centro, Aterro, Lapa e Lagoa.

"Com os empresários, queremos trazer pra cá a mesma segurança que tem no Aterro, que tem na Lagoa. Hoje, infelizmente, desgraçadamente, pra nossa vergonha, é inexplicável, a Pavuna é campeã no roubo de carga do Brasil e isso tem que mudar. Estamos estudando. Nós queremos que funcione como funciona nos outros bairros", explicou Crivella.
(Foto: Jorge Soares/G1 )

Nas ruas, as principais reclamações focam no roubo a celulares e carros, que atingem diretamente os moradores da região. O G1 foi até o local apontado como principal comércio clandestino de aparelhos, onde seriam vendidos telefones roubados nas ruas e em coletivos. Uma das barracas é discreta, bem próxima à passarela que dá acesso à estação de trem Pavuna, da SuperVia.

Sem saber que se tratava de uma reportagem, o vendedor mostrou smartphones nos valores de R$ 300 e R$ 450. Nas lojas, os mesmos celulares custam mais de R$ 1,2 mil. Ele ainda ofereceu película de proteção para a tela, por R$ 10.

"Também fazemos rolo. Você traz um celular e abato no valor desses aqui", disse o vendedor.

Em uma outra barraca, os aparelhos estavam dentro de um saco, para não chamar atenção.

Chefes do tráfico mortos

Em agosto de 2015, duas operações policiais movimentaram a região e fizeram o Morro da Pedreira perder dois de seus principais traficantes. Celso Pinheiro Pimenta, chefe do tráfico conhecido como Playboy, que na época era um dos mais procurados do país, morreu após ser baleado dentro da comunidade.
Recompensa por captura de Playboy chegou a R$ 50 mil (Foto: Reprodução / Disque Denúncia)

Playboy era foragido do Sistema Penitenciário e tinha recompensa oferecida por sua captura, pelo Disque Denúncia, de R$ 50 mil. Na época, a ação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal contou com 80 policiais, carros blindados, um helicóptero e o apoio de policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil e da inteligência da PM do Rio.

Poucos dias depois, Jean Piloto, homem de confiança do traficante Playboy e um dos maiores assaltantes de carga do estado, morreu após tiroteio. Jean Raynne da Silva Andrade foi baleado em confronto com agentes da Polícia Civil durante operação no Morro da Quitanda, em Costa Barros.
Outro roubo de carga na Pavuna, com uso de fuzil (Foto: Reprodução/Globo)

Seguros mais caros

As recorrentes notificações de roubo de carros na Pavuna fizeram as seguradoras aumentarem consideravelmente os valores cobrados por moradores da região. A equipe de reportagem do G1 fez cotações com três seguradoras e comparou os preços.

Um carro popular, com motor 1.0, fabricado no ano 2011 e modelo 2012, avaliado na tabela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) com valor de mercado de R$ 18.429, teve diferentes cotações na Pavuna, considerada a área mais perigosa da cidade, e no Leblon, área nobre na Zona Sul, que tem um dos índices de criminalidade mais baixos da capital. A disparidade chega a 90% (veja abaixo).

Na seguradora 1, o seguro do carro popular no Leblon ficou em R$ 2.347. Já na Pavuna foi avaliado em R$ 4.202,12, um valor 79% mais caro. Na seguradora 2, a diferença foi a mesma. A cotação no bairro da Zona Sul foi de R$ 2.059,73, enquanto na Pavuna ficou em R$ 3.681,96. Na seguradora 3, o desequilíbrio foi ainda maior. A cotação foi de R$ 1.761,87 no Leblon e quase o dobro na Pavuna, R$ 3.348,46.
Preço do seguro de carro na Pavuna, mais violenta, é quase o dobro do valor cobrado no Leblon, menos violento (Foto: Patrícia Teixeira/G1)

"Tem que se investir mais na polícia investigativa e operações de inteligência. Só assim conseguimos desarticular completamente uma quadrilha, fazer grandes apreensões, grandes prisões, sem mortes e sem índices de violência. 

A polícia de enfrentamento resolve o problema de imediato, mas não acaba com ele. Repito, tem que investigar na polícia de investigação. Só assim vamos melhorar nossos índices, a longo prazo", sugere o delegado Vinicius Miranda.

O pesquisador Daniel Cerqueira faz coro: "Temos que juntar a repressão qualificada com a polícia baseada na inteligência com a polícia baseada nos respeitos da cidadania e não na truculência. Só assim, polícia e comunidade vão produzir segurança pública e, por outro lado, você tem essa prevenção social. 

Não adianta ter um bom sistema repressivo se a gente ainda está gerando a produção de criminosos na sociedade. Temos que agir preventivamente, se basear na inteligência e na informação."
Caveirão circula em rua do bairro (Foto: Patricia Teixeira/G1)

AUTOR: G1/RJ

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