Bela, mas perigosa. Rita de Cássia Conforti Coelho, de 42 anos, foi presa na tarde de sexta-feira em flagrante, por estelionato. Ela é acusada de ter enganado um empresário da Zona Oeste e ter tirado dele R$ 700 mil. Ela teria pego essa quantia alegando que ia legalizar um terreno no Recreio dos Bandeirantes, no valor de R$ 50 milhões. Quando tudo estivesse resolvido, Rita pagaria em dobro. Mas esse tal terreno nunca existiu.
— Ela tem um empreendimento imobiliário que faz serviços de despachante para legalizar empresas, terrenos... E esse rapaz que diz ter sido vítima estava querendo legalizar um terreno, mas a história que ele conta não foi bem como aconteceu — explica o advogado de Rita, Waldecir Lacerda, que garante que sua cliente é inocente:
— Rita trabalha, é professora primária.
Rita foi surpreendida por policiais da 16ª DP (Barra da Tijuca) na hora do almoço, na sexta-feira, enquanto estava num restaurante com esse empresário da Zona Oeste. Ela foi presa em flagrante e levada para a delegacia, onde o caso foi registrado e de onde só saiu no dia seguinte. Rita só foi transferida para Bangu 8 no fim da manhã deste sábado.
— Ela estava nesse restaurante aguardando uma reunião com essa suposta vítima, então foi até um flagrante premeditado esse né. Na hora que os policiais chegaram, houve uma reação dela. Rita não fez nada, então não entendeu porque estava sendo presa, e acabou reagindo — conta Lacerda.
O advogado vai pedir a liberdade provisória de Rita de Cássia. Se não conseguir, terça-feira vai pedir o habeas corpus.
Mais vítimas
Rita apareceria ainda em três inquéritos na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes). Num deles, de 2009, seria citada como integrante de uma quadrilha de estelionatários.
No início da tarde deste sábado, outras duas pessoas foram à 16ª DP e se apresentaram como vítimas de Rita de Cássia, mas não quiseram se identificar.
— Ela disse ao meu marido que tinha um imóvel para vender na Barra. Eu não quero divulgar valores, mas foi muito dinheiro. Ela ficava cobrando, cobrando... Até que chegou uma hora em que a gente descobriu que ela era estelionatária.
Então, fomos à delegacia de defraudações prestar queixa contra ela pelo crime de estelionato, isso em meados de abril. Ela não fazia tudo isso sozinha, não, dizia sempre que tinha um monte de outras pessoas trabalhando com ela — conta a mulher da vítima, que entrega outros serviços prestados por Rita de Cássia: — Ela também se faz de cigana aqui pela Barra e pelo Recreio e pede dinheiro, carro... Dizendo que vai fazer trabalhos.
FONTE: EXTRA
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